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JOSÉ TATICO (PTB-GO) UM CANALHA DE MARCA MAIOR; http://4.bp.blogspot.com/_x4T1wuIMR88/TBGigEH8FlI/AAAAAAAAA-c/lNAEpbVHNfE/s1600/e+jose+discurs.jpg
DEPUTADO TEM PROBLEMAS COM A POLÍCIA DESDE 1975!
FICA CADA VEZ MAIS EVIDENTE QUE É UM BANDIDO MESMO!!!!


Não se pode dizer que José Fuscaldi Cesílio, o José Tatico, que pretende aterrisar em terras mineiras, é um político ficha-suja porque lhe falta a condenação por órgão colegiado, conforme prevê a novíssima legislação de iniciativa popular. Entretanto, seus problemas com a polícia datam de 1975, quando foi indiciado no Rio de Janeiro, por estelionato. De lá até hoje foram vários indiciamentos pelos crimes de contrabando, sonegação fiscal, receptação e crime contra a ordem tributária até a década de 1970, mas conseguiu ser absolvido ou teve extinta a punibilidade.


Atualmente, José Tatico responde a dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) e a duas ações penais por crime contra a ordem tributária e contra o meio ambiente, que tiveram início em Goiás e Brasília. Em 2008, ele e outros seis pessoas e suas famílias tiveram seus bens bloqueados, assim como os de 12 empresas, por determinação da Justiça de São Luiz dos Montes Belos (GO). Segundo as ações, a atuação do grupo se concentra em José Tatico, que se vale dos filhos como administradores das empresas constituídas por laranjas e pessoas jurídicas de aluguel, inviabilizando a cobrança de tributos.


Mas foi em 2003, durante a Comissão Parlamentar de Inquérito do Roubo de Carga, que José Tatico mereceu as manchetes dos jornais, ao ser apontado por Cléverson Pereira da Cruz, um dos maiores ladrões do país, como um dos empresários responsáveis pela compra de mercadorias furtadas. Segundo Cléverson, pelo menos seis cargas roubadas por ele foram entregues no Supermercado Tatico e, em uma das ocasiões, recebeu pagamento das mãos do parlamentar. José Tatico foi denunciado pelo Ministério Público Federal por receptação, mas o processo foi arquivado em razão da prescrição dos crimes.


O deputado parece mesmo não se importar com ficha policial. Alguns de seus aliados políticos também já se viram com problemas. O prefeito reeleito de Ervália, Edson Said Rezende (DEM), um dos maiores entusiastas da candidatura de Tatico, foi preso em 2008 por se beneficiar do esquema fraudulento de liberação de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) a cidades devedoras do INSS. A estimativa é de que as injeções de recursos de Tatico estejam ocorrendo em pelo menos 30 municípios da Zona da Mata.


Levantamento junto ao Orçamento Brasil, disponível no site da Câmara dos Deputados, somente com
emendas, José Tatico beneficiou além dos municípios de Teixeiras, Ervália, Pedra do Anta e Jequiri, São Domingos do Prata, Imbé de Minas, Santo Antônio do Grama, Caputira, Raul Soares, Santo Antônio do Grama, Miraí, São Sebastião da Vargem Alegre, Guiricema, Itapeva, entre outros. Para Jequeri e Teixeiras foram destinadas, este ano, emendas de aproximadamente R$ 2,8 milhões. Em 2008, São Domingos do Prata também recebeu mais de R$ 500 mil.


Mas nem todos se impressionam com o poder econômico do empresário e político. A prefeita Andréa Mirtes Medina Milagres, da pequena Pedra do Anta, com 3,7 mil habitantes, apesar de ser do mesmo partido de Tatico, não pretende apoiá-lo. De acordo com o presidente da Câmara do município, José Francisco da Silveira, a cidade, de fato, se beneficiou de recursos de emendas parlamentares apresentadas por Tatico no ano passado, mas isso não teve força de alterar o apoio político dela a outros políticos, majoritários em praticamente toda a região.http://contestadorblog.blogspot.com/2010/08/jose-tatico-ptb-go-um-canalha-de-marca.html

 

Calendário SPIN

Bandido contumaz conhecido aqui no DF e entorno. Manda matar mesmo!!! É dono de uma rede de supermercados que vende mercadoria roubada bem amis barato, obviamente, que a concorrência. E o povão? O povão acha lindo e venera esse crápula! É da laia do Roriz!

 

Mercadorias vencidas também, embalagens rasgadas, etc, aqui perto de casa tem um "Supermercado Tatico"

 

So que o que prejudicaria o Brasil mais extensivamente seria deixar os processos prescreverem.  Ai pesariam acusacoes nunca provadas sobre a cabeca de todos os acusados pelo resto de suas vidas.

Eh o que o judiciario vai fazer.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Um erro na no jornal da rede golpe:

Mal-entendido no telefone cria mal-estar no 190

O link esta errado, claro, mas a historia em si esta aqui:

http://oglobo.globo.com/rio/atendimento-do-190-vira-polemica-no-rio-4095846

E a curiosidade mais curiosa dela esta nesse paragrafo:

"A Secretaria de Segurança deu outra versão. Informou em nota que supervisores do 190 ouviram a gravação da conversa, junto com a operadora. A atendente foi orientada sobre cuidados para evitar confusões no entendimento da ocorrências. Mas, apesar da recomendação, o órgão alegou que, ao começar a relatar o caso no 190, a enfermeira deu a entender que se tratava apenas de um acidente de trânsito: uma ocorrência que a PM deixou de atender desde o ano passado, quando as colisões não registram vitimas."

 

QUEM lida com acidente de transito no Brasil entao?

Voces vivem no Brasil e nao notam, eh incrivel como ninguem nota uma coisa dessas!  Ate pra acidente de transito o estado brasileiro falha.  Eh tudo na base do deus-darah.

(Por sinal, das 5 virgulas somente uminha esta certa.)

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

 O juizo de fato, o juizo de valor, o juizo de estética e suas projeçoes na comunidade sempre me chamaram a atenção  e quando não me criaam confusão.Li este ensaio e achei interessante já que estamos  emitindo em nossos cometários, sempre, um juizo.


 



JUÍZO DE VALOR ESTÉTICO



E ÉTICA DA DISTINÇÃO: HISTÓRIA COMUM



Pedro Dolabela Chagas *



Resumo:



 



O ensaio procura delinear as origens e características do cânone valorativo


que vem dominando a reflexão ocidental sobre a arte desde o final do século XVIII.



Sem embarcar em disputas de valor, procura-se pensar a arte como um




factum




objetual-conceitual que molda comunidades mediante o reforço de padrões



judicativos que determinam padrões de comportamento relativamente definidos.



Analisam-se, daí, as consequências práticas dos padrões de juízo estimulados pelos



conceitos que definiram a arte na Modernidade, originando, em seu processo de



institucionalização, um



ethos


particular. Entre conceitos, práticas e hábitos, quer-se


localizar as razões pelas quais a “Grande Arte” se colocou, nos últimos dois séculos,



à margem das trocas sociais rotineiras.




 


http://periodicos.uesb.br/index.php/floema/article/viewFile/444/469

 


Investimentos eólicos em risco 

 

 

Bilhões de Libras em investimentos no setor de energia eólica no reino unido estão em risco. Os empreendedores estão aguardando a decisão do governo sobre a manutenção da política de subsídios.

Grandes empresas estão revendo os seus projetos devido a crescente reação contra a tecnologia.

Investimento em risco após retrocesso da energia eólica

Resumindo: só invisto se o governo garantir o MEU lucro! Capitalismo verde onde o risco é zero... o governo obriga os consumidores a pagarem mais pelo mesmo.

Atualmente a imagem do militante ecológico ainda é a de um ser preocupado com a coletividade. Um abnegado que relega o eu e coloca o nós acima de si mesmo. Carrega o selo verde na testa e o panda no bolso.

Em 2009 o ativista do greenpeace jeff rice foi processado por subir no telhado do palácio de Westminster. É da turma dos escaladores pelo verde.

Não é o jeff rice em primeiro plano... 

Hoje em dia como anda a sua militância? Ele pode ser contratado como eco-ativista para agir em comunidades que querem silêncio e que a sua paisagem não seja corrompida pelas fazendas de vento. A sua função é mobilizar os inimigos do CO2 e dissuadir os cidadãos de exercerem os seus direitos. Geralmente é contratado pela empresa pendragon, de "relações públicas", mas também aceita contratos diretos com as empresas interessadas em "investir" em parques eólicos.

E quando ouvimos falar em lobby do setor energético? A totalidade das pessoas imagina que seja exclusivo das empresas de petróleo e carvão. Só no reino unido cinco empresas especializadas em "convencer" o governo são contratadas pelos eco amigos da Terra. Não querem abrir mão do acréscimo pago a mais pelos consumidores em suas contas de energia. O valor estimado para esta transferência, via política energética de baixo carbono, a favor dos produtores será de 130 BILHÕES de libras até 2030. São realmente uns abnegados.

Ampla pressão da indústria de energia eólica para manter os subsídios e derrotar resistências locais às turbinas

O único ECO dos produtores de energia com matriz solar, eólica ou outra ineficiente qualquer é:

Subsídio sídio sídio
Lucro ucro ucro


 


Stratfor: Inside the World of a Private CIA”                Stratfor: Por dentro de uma CIA privada,  por Yazan Al- Saadi, Al-Akhbar, Líbano, Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu,  via Castor Filho, na Redecastorphoto Apoiadores de Julian Assange, fundador de WikiLeaks, exibem faixa em que se lê “Na guerra, a primeira vítima é a verdade”, à frente do prédio da Suprema Corte, no Centro de Londres, dia 1º de fevereiro de 2012, primeiro dia do julgamento do apelo de Assange, contra a extradição para a Suécia  (Foto: AFP – Miguel Medina)
A divulgação de mais de 5 milhões de e-mails de uma empresa privada de inteligência/espionagem com escritórios nos EUA, Stratfor, incluindo detalhes de cartões de crédito, senhas e identidade das fontes, lança nova luz sobre a realidade, em rápida transformação, do mundo da coleta de informações de inteligência/espionagem e expõe pessoas e interesses por trás daquela realidade. O jornal Al-Akhbarrecebeu os dados obtidos e publicados por WikiLeaks, que incluem material sensível sobre o Oriente Médio.
 ◙ Para ir diretamente aos e-mails aqui comentados (em inglês): Strategic Forecasting Inc., mais conhecida como Stratfor, é empresa privada que opera no lucrativo negócio da coleta e análise de informação de inteligência/espionagem.
 Fundada em 1996, a empresa tornou-se globalmente conhecida durante o bombardeio da OTAN contra o Kosovo, em 1999, quando as análises publicadas por Stratfor, consideradas bem informadas e aprofundadas, foram divulgadas por várias agências de notícias. Mas foram os eventos do 11/9 e a subsequente “guerra ao terror” que inflaram o prestígio da empresa, convertendo-a em fonte sempre procurada pelas grandes redes e conglomerados da imprensa comercial, comoBloombergAssociated PressReutersThe New York Times e também pela BBC.  Descrita muitas vezes como uma “CIA privada”, a empresa Stratfor repete que as informações que vende são obtidas de grande número de fontes públicas acessíveis, como serviços de notícias online, fóruns de discussão e outros tipos de páginas da Internet e estudos e pesquisas governamentais não sigilosos, além do que lhe dizem suas próprias fontes, sempre bem localizadas em todo o mundo. A empresa diz ter cerca de 300 mil assinantes, além dos dois milhões de interessados que recebem gratuitamente uma Newsletter, por correio eletrônico.
 Até recentemente, parte significativa da atividade da empresa Stratfor permanecia cercada de mistério. Mas em dezembro último hackerativistas do coletivoAnonymous invadiram o sistema de comunicações da empresa, na campanha chamada “LulzXmas”, concebida para chamar atenção para as condições desumanas em que estava preso o cabo Bradley Manning, acusado pelo governo dos EUA de fornecer informações secretas à organização WikiLeaks.
 Contato inicial com os e-mails agora distribuídos começa a lançar luz, afinal, sobre como a empresa está estruturada, sobre o processo de atrair, alistar e construir fontes e sobre o estranho modo de relacionamento que liga entre eles os empregados da empresa. Em contraste flagrante com a imagem que Stratfor tenta projetar dela mesma, o que se vê nose-mails é uma empresa com inúmeros problemas de organização, com empregados muitas vezes surpreendentemente desinformados e super dependentes de determinadas fontes para fabricar previsões e diagnósticos que, não raras vezes, não têm qualquer fundamento fatual ou de investigação ou pesquisa.
 O que é a empresa Stratfor? A Stratfor foi fundada há mais de dez anos em Austin, Texas, por George Friedman, ex-professor de ciência política. Friedman é o principal agente de inteligência/espionagem, o gerente financeiro e o presidente executivo da empresa. Autoapresentado como “autor de livros best-seller” na página “Sobre nós” dowebsite da empresa, Friedman tem longo currículo de serviços prestados aos militares norte-americanos nas áreas de segurança e defesa, e trabalhou também com a conhecida RAND Corporation.
 Friedman também é autoproclamado discípulo de ícones dos neoconservadores, como Leo Strauss; e sempre enfatiza em suas análises, a “ameaça jihadista” da al-Qaeda. De fato, o relatório de prognóstico publicado pela empresa Stratfor para a década 2005-15 trata, predominantemente, do posicionamento dos EUA como potência hegemônica global e do conflito com a al-Qaeda [1].
 As fontes são indispensáveis para a empresa Stratfor. São como linha de abastecimento pra o think tank, sejam apenas amigos ou conhecidos de empregados da empresa, ou indivíduos em altos postos políticos ou empresariais. A esposa de Friedman, Meredith, tem envolvimento ativo nas operações da empresa. É principal gerente internacional e vice-presidente de comunicações. A julgar pelos e-mails, parece ter a missão de expandir a rede de relações públicas de Stratfor, marcar entrevistas e participação em eventos públicos, sempre com contato com a mídia, para o marido e para outras personalidades do mundo acadêmico e político. Além disso, Meredith é encarregada de organizar o braço internacional de Stratfor (empregados da empresa são enviados ao exterior, para conferências).

Fred Burton, vice-presidente de Stratfor para questões de segurança empresarial e contraterrorismo, é o terceiro na cúpula dirigente da empresa/think tank. Foi agente especial do Serviço Diplomático de Segurança dos EUA, indicado por Washington para investigar o assassinato do primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin; o assassinado do rabino Meir Kahane e inúmeros casos de explosões atribuídas à al-Qaeda antes do 11/9.  Burton é apoiador visível e empenhado pró-Israel e faz a ligação com os setores militares e de inteligência/espionagem de Israel. Na discussão que se lê num dose-mails, sobre a Flotilha “Liberdade para Gaza”, Burton, abraçando a narrativa israelense, argumenta que a Flotilha seria financiada por fontes questionáveis.
 As fontes: espadas de dois gumes  Há, sem dúvida, algum tipo de relacionamento entre a empresa Stratfor e agências oficiais de segurança, sobretudo nos EUA. Vários e-mails internos carregam, como documentos anexados, publicações (não sigilosas) do FBI e de outras agências [2]. Pesquisa mais aprofundada nos e-mails agora publicados poderá trazer à tona mais provas desse laço direto.
 A empresa tem organização piramidal. No topo, como já se comentou, estão os Friedmans e Burton, que tomam todas as decisões. Abaixo deles, ficam os WOs[Watch Officers, aprox. “encarregados da vigilância/busca”], que peneiram as várias fontes à procura de qualquer informação significativa. Em seguida vem os analistas, às vezes também chamados “handlers” [aprox. “operadores”, que discutem e examinam os informes de inteligência/espionagem, com a tarefa de encontrar e construir relacionamentos com indivíduos, para explorar/aprofundar informações. Na base da pirâmide, afinal, ficam as fontes. 
 As fontes são classificadas em escala: “A” para as melhores e “F” para as piores[3]. Também são codificadas segundo a região ou o tópico, e recebem um número [4].  Contudo, os e-mails internos de Stratfor sugerem certo nível de frustração, às vezes de confusão, quando se trata de os empregados apenas obedecerem a regras [5]. Em abril, afinal, aconteceu um processo de completa revisão/reavaliação das fontes. Nos grupos de e-mails em que se discute essa revisão, vê-se bem evidente a frustração dos que receberam a missão de reunir as listas de fontes. Em um caso, uma lista de fontes vazou, erroneamente, para a lista de “Fonte Aberta” [orig. Open-Source (OS)].
 Há desconexão total entre os fatos e as vastas complexidades em campo nas regiões, e os tópicos em que são classificados. Numa troca de e-mails entre Anya Alfano, que trabalha como relatora-resumista [orig. briefer], e Meredith Friedman, Alfano esboça uma avaliação geral do processo de revisão das fontes[6]. Essa avaliação geral sugere que Stratfor não é tão bem informada como gostaria de fazer crer. Muitas fontes são conectadas a determinados países e questões específicas, não têm como cobrir questões regionais nem questões menos específicas. Uma das principais fontes de Stratfor no Oriente Médio, codinome ME1, é exemplo disso.

Segundo vários emails, ME1 trabalha ativamente com Stratfor desde 2006, talvez desde antes. Parece que é militar do exército libanês; fala/escreve bom inglês; e fornece a Stratfor informações também de várias outras fontes, entre as quais parece haver membros do Hamás e vários diplomatas árabes no Líbano, dentre outros.
 A importância de ME1 é destacada, também, porque, em outubro de 2011 recebeu aumento de salário (passou a receber $6.000 mensais) [7]. A lista de transferências [de dinheiro] de 2011 mostra que ME1 é o terceiro mais alto salário entre as fontes remuneradas [8].  Em dois e-mails vê-se o quanto a empresa confia em ME1. O primeiro mostra que membros da empresa Stratfor acreditam ter “jornalistas-contatos (editores) para praticamente todas as agências significativas de mídia no Líbano, via ME1”[9]. O segundo – e talvez seja o melhor exemplo do pouco conhecimento real com que a empresa Stratfor conta, e do quanto a empresa superconfia na terceirização da coleta de informações – mostra um debate sobre a identidade sectária de Assef Shawkat, vice-ministro de Defesa da Síria e marido de Bushra Assad [irmã de Bashar-al-Assad], e de Ali Mamlouk, diretor geral da Inteligência síria [10]. Apesar de a Fonte Aberta (Open Source, OS) ter informado que Shawkat e Mamlouk seriam sunitas (são alawitas!), como um analista destaca, o agente de operação encarregado do contato com ME1, Reva Bhalla, confirma o que sua fonte lhe disse: “Nessa questão, confio em ME1. Odeio essa região, aaaaargh.”  Stratfor, por trás da fachada 
 Mesmo sem considerar a embaraçosa e obviamente grave quebra na segurança da empresa Stratfor, que não se cansa de repetir que zela pela segurança de suas fontes, o conhecimento geral entre os empregados parece resumir-se a um único paradigma.  Stratfor é empresa ideologicamente construída sobre as ideias de pragmatismo dos neoconservadores norte-americanos. Há em todas as linhas uma visível euforia e imensa delícia, sempre que se destaca, nos relatórios e estudos (e também nos e-mails agora divulgados) o poder que EUA e seus aliados projetam sobre o mundo. Em mais de um ponto, vê-se desconexão total entre os fatos e as vastas complexidades em campo nas regiões, e os tópicos em que são classificados – como, por exemplo, em vários casos em que o objeto das análises ou discussões é o Oriente Médio.   Muitos dos documentos internos de Stanford, agora divulgados, vêm de agências ocidentais ou israelenses. Num e-mail redigido por um dos analistas da empresa Stratfor, um editor palestino é descrito como “doido varrido” [orig. nut job], por ter dito que acreditava que Jerusalém seria libertada “com honra militar” [11]. E, apesar do evidente conteúdo racista antiárabe, na informação fornecida por um oficial da inteligência israelense, a informação é considerada valiosa e relevante [12]. No e-mail sobre aquele oficial israelense, o analista admite que a empresa Stratfor e a Inteligência da Defesa israelense são assemelhadas... porque ambas “mantêm-se desconectadas das políticas domésticas” das regiões onde operam.   A maioria dos analistas empregados de Stratfor tem conhecimento apenas superficial sobre os tópicos que cobrem. Parece que, de praxe, os analistas recebem, para analisar, tópicos sobre os quais não têm conhecimento prévio. Numa troca informal de e-mails, além de os missivistas trocarem piadas de gosto muito duvidoso sobre AIDS, lê-se, logo na primeira linha, que a analista encarregada da América Latina não é absolutamente especialista na região, mas, mesmo assim, ela conseguiu reunir informação de inteligência/espionagem que agradou aos seus superiores [13].
 Muitos dos documentos internos distribuídos para os clientes da empresa Stratfor foram produzidos por agências ocidentais ou israelenses, não por fontes da região – o que reforça a desconexão interna na empresa.
 Os informes, relatórios, análises e diagnósticos vendidos pela empresa Stratfor a seus clientes têm servido como base e ferramenta crítica do noticiário distribuído por agências ocidentais de jornalismo e notícias e do trabalho de várias organizações de inteligência. 
 Agora, quando afinal se começa a conhecer por dentro as empresas privadas que trabalham no campo da inteligência/espionagem, pode-se começar a entender por que as agências jornalísticas e de notícias ocidentais jamais dão qualquer sinal de entender adequadamente sociedades não ocidentais. 
 A maior parte do pensamento analítico desenvolvido em empresas privadas como Stratfor, em seguida distribuído automaticamente em escala maior pela imprensa global, reproduz uma narrativa sempre muito superficial, que de modo algum captura as complexidades e os sentimentos individuais envolvidos na vida da região, nem as estruturas políticas, econômicas e sociais locais.  É exatamente o contrário do que diz Friedman, principal executivo e proprietário da empresa Stratfor, no vídeo em que “vende” sua empresa a clientes potenciais. Friedman desqualifica a cultura, para ele característica de Washington, de longos documentos e relatórios políticos que, segundo ele, ninguém lê. Para ele, os serviços de inteligência superam o jornalismo, que “tem um olhar atrasado” sobre o mundo; só as empresas de inteligência/espionagem tratariam do que “está prestes a acontecer e acontecerá” e do “por quê”.
 Mal sabia Friedman que agora, com jornalistas e internautas em todo o mundo podendo afinal examinar diretamente e por dentro o modo como operam as empresas privadas de inteligência/espionagem, todos aprenderemos muito sobre o tal “porquê” que tanto interessaria à Stratfor – o que afetará muito o modo como o ocidente recolhe e distribui informação sobre o oriente e sobre muitas outras regiões do mundo.  A partir da próxima semana, o jornal Al-Akhbar examinará o que a empresa Stratfor reuniu (e distribuiu) como informação sobre o Oriente Médio.
 Uma pirâmide de colaboradores 
 Stratfor é um think tank privado, que vive de reunir informações de inteligência/espionagem, que são analisadas, discutidas, consolidadas e distribuídas. Praticamente todas as informações que a empresa considera relevantes são relacionadas a questões militares, políticas e econômicas; e a mensagem de e-mail é a principal ferramenta para toca de conhecimentos dentro da equipe.
 A informação de inteligência/espionagem que é extraída das fontes é em geral confrontada com dados públicos acessíveis, chamados “de Fonte Aberta” [Open Source, OS], e em seguida incorporada a avaliações, diagnósticos e prognósticos, e relatórios em geral, que são divulgados. Essas avaliações, diagnósticos e prognósticos, e relatórios são distribuídos para uma lista de assinantes, em recortes específicos conforme os interesses regionais do assinante, ou num pacote ‘geral’.
 No plano interno, a empresa depende pesadamente de listas de distribuição de mensagens. Da lista dos privilegiados “ALFA”, à lista dos analistas regionais, denominadas “MESA” [Middle East South Asia], “LATAM” [Latin America] e “Eurasia”, cada peça de informação de inteligência/espionagem é distribuída por canais específicos nos quais é processada.
 Hoje, trabalham na empresa think tank Stratfor mais de 130 empregados, a maioria dos quais faz trabalho operacional e trabalho administrativo. Por exemplo, Jennifer Richmond é Diretora de China e de Projetos Internacionais. Ose-mails mostram que ela também trabalhou – e talvez ainda trabalhe – na administração, tentando organizar e coordenar listas de fontes para avaliação, e garantir que os empregados obedeçam ao critério de classificação interno das informações [14].
 A rapidez é fator chave para o sucesso, no jogo de inteligência/espionagem da Stratfor, e para isso trabalham os WOs [Watch Officers, aprox. “encarregados da vigilância/busca”]. Os WOs são “avaliadores objetivos de fontes” que comentam informação oferecida pelas fontes e a comparam com o que haja já divulgado publicamente. Nas palavras de um funcionário, em e-mail de discussão interna, os WOs “guardam as joias da família da empresa” [15]. Esse departamento é comandado por Michael Wilson.
 A engrenagem seguinte da mesma máquina são os “analistas”. Cabe a eles reunir as fontes e classificá-las numa grade de confiabilidade, produção, acessibilidade/posição, credibilidade e originalidade das opiniões, ideias e pareceres que a fonte ofereça. O sistema de recrutamento de fontes varia, mas, em geral, a fonte é seduzida, às vezes com muito trabalho e empenho, para que coopere [16].
 Descritos como “handlers” [aprox. ‘operadores’], os analistas têm contato direto com a fonte; sua prioridade é garantir que o relacionamento continue.

Além disso, os analistas a serviço da empresa Stratfor devem também interagir com os assinantes, e extrair deles o máximo de informação possível, para uso futuro. Lê-se isso claramente em uma troca de e-mails na qual um analista tático de nível inferior expõe o que fez para desenvolver uma nova fonte – um indivíduo, dentro de um serviço alemão não identificado de segurança, que há mais de nove anos era assinante das publicações da empresa Stratfor.
 Os analistas táticos, dentro da empresa Stratfor, dedicam-se a observar e comentar operações militares, de inteligência/espionagem e outras operações de segurança, nos EUA e fora de lá. Scott Stewart, vice-presidente de Inteligência/Espionagem Tática, carinhosamente apelidado “Stick” [porrete], dirige o departamento.
 Todos os e-mails citados (em inglês) 
 [1] http://www.scribd.com/doc/24875490/2005-Decade-Forecast[2] http://english.al-akhbar.com/gi-files/atfe-dhs-epic-fbi-unclassified[3] http://english.al-akhbar.com/gi-files/resending-must-read-fwd-source-evaluations-must-read-0  [4] http://english.al-akhbar.com/gi-files/source-coding[5] http://english.al-akhbar.com/gi-files/sourcing-insight[6] http://english.al-akhbar.com/gi-files/overview-source-review-process[7] http://english.al-akhbar.com/gi-files/me1-pay-increase[8] http://english.al-akhbar.com/gi-files/wires-approval-template[9] http://english.al-akhbar.com/gi-files/reva-kamran-fwd-re-sourceconfed-opp-beirut[10] http://english.al-akhbar.com/gi-files/missteps-syrian-oppositions-propaganda-effort[11] http://english.al-akhbar.com/gi-files/re-sending-source-code-insight-pna-ideology-behind-leadership-maan-news-agency-ps200[12] http://english.al-akhbar.com/gi-files/re-sending-source-code-insight-israel-convo-idf-intel-officer-il200[13] http://english.al-akhbar.com/gi-files/continuation-insinuating-reva-sleeps-sources[14] http://english.al-akhbar.com/gi-files/insight-processing-reminder[15] http://english.al-akhbar.com/gi-files/watch-officers-please-read[16] http://english.al-akhbar.com/gi-files/emres-new-sources-source-update
FONTE: http://redecastorphoto.blogspot.com/2012/02/stratfor-por-dentro-de-uma-cia-privada.html

 

Calendário SPIN

 


Por Antonio Nelson


Aprender a conhecer:



Primeiro tipo básico da educação registrado no livro Os quatro pilares da Educação, organizado por Jacques Delors.  A obra explana conceitos de fundamentais da educação com base no Relatório para a UNESCO, da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI. Talvez os pais de Fabrício Ramos (graduacão em Comunicação Audiovisual pela UESC, Universidade Estadual de Santa Cruz, Bahia) e Camele Queiroz (graduada em Comunicação com habilitação em Comunicação e Cultura na FACOM/UFBA) não conheçam o tomo, porém os estímulos para Aprender a conhecer a literatura tiveram bons frutos. Os jovens baianos Fabrício e Camele lançam sua produção poética/audiovisual “hera”, será exibido 09 de março, às 20h, no Goethe Institut (ICBA), onde poetas partcipantes marcam presença. O evento é gratuito. Confira a entrevista!


Antonio Nelson – Como foi sua infância literária, e a descoberta com a produção audiovisual?

Fabrício Ramos - Meus pais sempre estimularam a leitura em casa, desde pequeno, eu passeava muito pela estante de livros de meu pai. Durante a faculdade de comunicação, sob o estímulo de alguns amigos, acabei realizando um documentário sobre diversidade religiosa em Ilhéus, registrando a repercussão das mortes, em dias consecutivos, de um pai de santo e do bispo emérito de Ilhéus, ambos muito populares e queridos na cidade. O processo de fazer o doc, que pra mim era novo e totalmente experimental, me fez querer entender as coisas expressando-as através dos sujeitos dos quais eu me aproximava com a câmera e com a minha visão de mundo. O doc “hera” também reflete essa vontade de descoberta, aproximação e entendimento do outro, para fazer gerar em mim uma visão autoral.

Camele Lyra Queiroz -
Minha infância literária foi bem divertida. Teve muita leitura dos Irmãos Grimm, Monteiro Lobato, a poesia era muito presente, era uma coisa bem comum no dia a dia. A descoberta do audiovisual aconteceu na faculdade de comunicação. Foi como perceber uma brecha no academicismo que me possibilitou utilizar alguns conhecimentos que acessei durante a faculdade, porém não para reafirmar a tese de um ou de outro teórico, mas apenas para tratar de coisas que tenho interesse e que julgo terem alguma importância ou valor cultural. Outro dado importante foi o contato com a história do cinema de Retomada, que me fez enxergar que temos um estilo próprio de contar nossas histórias, de representar as nossas realidades. Isso nos deixa mais a vontade para criarmos com aquilo que temos, sem precisar seguir modelos ou padrões ditados pelo que é mais difundido.

A.N – E o contato com a poesia! Tem algum poeta na família?

F.R Não tenho familiares próximos que são poetas, mas sempre quis escrever poesia: nunca consegui! Escrevia versos íntimos na adolescência para jogá-los fora e durante a faculdade formávamos um grupo que se reunia eventualmente para ler e compor poemas. Decidi que lido muito melhor com a poesia lendo-a e apreciando-a do que criando, mas estou sempre próximo dela.

C.L.Q - Meu contato com a poesia e com a arte foi desde sempre. Meu pai é poeta e sempre conviveu muito com artistas plásticos e outros poetas. Isso criou um ambiente muito interessante pra mim porque a arte estava sempre muito presente e eu me divertia muito com isso tudo.

A.N – Por que produzir um documentário sobre poetas baianos? O que significa pra vocês este registro?

F.R Desde que eu e Camele criamos o Bahiadoc – arte documento, há menos de um ano, é certo, decidimos ficar mais atentos e buscar dar alguma ressonância aos contextos culturais baianos, muitas vezes substanciais mas pouco mencionados e mesmo pouco conhecidos, sobretudo das novas gerações. Trata-se de um tema de relevância histórica a julgar pela reverberação que os poetas alcançaram na Bahia e mesmo no Brasil, e o doc alia uma oportunidade inestimável de resgatar um importante capítulo da cultura literária baiana com o nosso escopo de exercitar o que chamamos de arte documento, conceito que orienta o Bahiadoc, isto é, captar o aspecto documental da arte, através da própria arte, valorizando os cenários baianos e a produção audiovisual independente.




C.L.Q - A ideia surgiu a partir do convite de um dos poetas para que o Bahiadoc – arte documento (sítio do qual sou idealizadora e editora junto com Fabrício Ramos) registrasse o lançamento da edição fac-similar da Revista Hera, evento que aconteceu em dezembro de 2011. Depois de algumas conversas com o poeta, eu e Fabricio, já seduzidos pelos elementos que compunham a formação daquele grupo de poetas, chegamos à conclusão de que um evento de lançamento não daria conta de representar todo aquele universo criativo que possibilitou a convivência de pessoas tão diferentes e tão comprometidas com o fazer poético. O registro se deu não na tentativa de uma inovação da linguagem audiovisual, mas antes no reconhecimento da substância daqueles que são os personagens do documentário, que são os poetas e a suas vivências através da poesia.

A.N – Quais foram os maiores desafios na produção do documentário?


F.R Um dos grandes desafios do documentário, conceitualmente, era o enfrentamento, no bom sentido, com os poetas. Lemos muito de suas produções na edição especial fac-similar da revista Hera, volume que reúne todos os números da revista publicados ao longo de 33 anos. Percebemos,  do nosso lugar de leitores, uma rica substância poética na obra, e que também foi apontada por críticos importantes. Assim, o desafio maior foi, nessa aproximação com os poetas, conseguir extrair dos nossos encontros toda a dimensão poética que as suas criações e vivências revelam. Em termos práticos, o desafio foi viabilizar o doc sem patrocínios. Sempre salientamos a importância e a imprescindibilidade das políticas públicas de estímulo à produção audiovisual de relevância cultural, ao mesmo tempo que sempre ousaremos experimentar modelos alternativos de viabilização das produções. Se fizemos o doc “hera” sem patrocínio, sabíamos das limitações estruturais que poderiam refletir no resultado final (por ex, com maior estrutura, poderíamos ter mais tempo com os poetas, maior tranquilidade para pesquisa e filmagens etc). Mas também sabíamos que, considerando o propósito maior de cada produção audiovisual, seria possível realizar um registro simbólico coerente, embora não realizado em toda sua plenitude, em todo o seu potencial em vários aspectos. Decidimos fazer a exibição especial para os poetas e aberta ao público interessado porque julgamos, de nossa ótica de realizadores, que os próprios poetas (suas falas e presenças), como sujeitos do doc, constituem a qualidade de seu conteúdo. A nós, autores, couberam apenas a grata missão de construir uma mensagem, da forma que nos foi possível, a partir dos encontros com os poetas e que fosse o mais possível fiel à dimensão da experiência.

C.L.Q - A produção independente é sempre um grande desafio, principalmente quando se trata da produção audiovisual, por envolver alguns elementos técnicos estruturais que são condição sine qua non para uma realização satisfatória. No nosso caso, de agentes culturais independentes, que nos lançamos nessa ideia de realizar o doc sem aporte de patrocínio e sem nenhum tipo de financiamento, a vontade de realizar é que foi o motor. Lançamos mão do NAP (Núcleo de Apoio à Produção) da DIMAS, para conseguir os equipamentos. Fora isso, tínhamos que ir à Feira de Santana entrevistar os poetas, não tínhamos um carro disponível e foi preciso alugar um carro para suprir essa demanda, já que os equipamentos não podiam ser transportados de ônibus. É uma condição do termo de uso dos equipamentos, que são caros. Fora isso ainda tivemos alguns percalços na hora da edição – tivemos que empreender grandes esforços para conseguir editar o vídeo de forma adequada tanto à qualidade das imagens (FullHD) quanto a busca do resultado que queríamos enquanto realizadores. No final das contas o que se tem é um documentário de 1h25min com boa qualidade de imagem, e relevante conteúdo proporcionado pelos próprios poetas, não obstante as dificuldades estruturais para a sua realização.

 

Foto: Wagner Pyter


A.N – Quais são as expectativas para o dia do lançamento?

F.R - As expectativas são boas, já que estarão presentes os próprios poetas participantes do doc, o que é justo. Podermos ouvir deles as suas impressões boas e más, e sentir suas reações e as do público que queira comparecer, que se interesse por poesia e pela história literária baiana. Para nós é a culminação do processo: oferecer ao olhar do público o nosso trabalho. Como o doc “hera” é uma realização independente, entretanto, ainda não sabemos como vamos distribuí-lo. Mas certamente  faremos esforços para disponibilizar formas de acesso aos interessados.

C.L.QSerá uma experiência nova. Nunca tivemos um trabalho nosso exibido para aqueles que participaram enquanto personagens, nesse caso os poetas, e ainda aberto ao público, que poderá ter um olhar mais “desinteressado” e portanto mais isento. Esperamos ter dado uma colaboração singela no que diz respeito à memória da poesia baiana.

Agradecemos a todos que colaboraram de alguma forma para a realização do doc, e também aos poetas que participaram, confiando em nosso potencial e trabalho.

FICHA TÉCNICA:


hera (documentário)
Direção: Fabricio Ramos e Camele Lyra Queiroz
Produção: Fabricio Ramos e Camele Lyra Queiroz
Câmera: Ivanildo Santos Silva e Danilo Umbelino
Assistente de câmera: Danilo Umbelino
Edição, montagem e finalização: Fabricio Ramos e Camele Lyra Queiroz
Realização: Bahiadoc – arte documento
documentário - cor – 1h23min – 2012 – HD

 

 

*Antonio Nelson - www.sentinelasdaliberdade.blogspot.com

 

Da Deutsche Welle

 

 

EconomiaBNDES desembolsa mais do que Banco Mundial e financia expansão latina

O Banco Nacional de Desenvolvimento Social, BNDES, emprestou em 2011 o dobro do valor desembolsado pelo Banco Mundial. Ano a ano, instituição estatal financia cada vez mais exportadores brasileiros na América Latina.

Metrôs, rodovias, hidrelétricas e gasodutos – a expansão da infraestrutura nos vizinhos latino-americanos conta com dinheiro brasileiro. Na América Latina e no Caribe, se concentra a maior parte dos 6,7 bilhões de dólares desembolsados no exterior pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social, BNDES. A soma dos financiamentos na região chega a 1,7 bilhão de dólares.

O destino mais frequente é a Argentina, onde as ampliações e construções de gasodutos se tornaram possíveis também por intermédio do banco brasileiro. O trâmite é simples: o BNDES paga o exportador brasileiro quando este entrega o produto, no caso, as tubulações. Quando o projeto é finalizado, o comprador (na maioria dos casos, o governo estrangeiro) devolve, a prazo, o valor ao banco brasileiro.

Não há limites para o credor estatal brasileiro. "Podemos financiar desde uma máquina de 100 mil dólares, até o projeto de uma hidrelétrica, que pode chegar a um bilhão e meio de dólares", contou Leonardo Botelho, chefe do Departamento de Internacionalização do BNDES, à DW Brasil.

O gigante brasileiro já é maior do que o Banco Mundial. Em 2011, a instituição internacional desembolsou "só" 43 bilhões de dólares, contra os 73 bilhões dólares – ou 137 bilhões de reais – financiados pelo BNDES. "É um banco bom, grande, voltado mais para o Brasil. Mas esse ritmo de crescimento não é sustentável", analisa Mansueto Almeida, economista do Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada, Ipea.

Amigos latinos

Atualmente, os argentinos devem 3,1 bilhões de dólares ao banco brasileiro. Só em 2011, o empréstimo ao país vizinho foi de 802 milhões. A Venezuela vem em segundo na lista de destinos: no país comandado por Hugo Chávez, o BNDES financiou, principalmente, a construção de hidrelétricas. O saldo devedor atual é de 1,2 bilhão de dólares.

"Na carteira de financiamento também há várias linhas de metrôs e mais recentemente uma siderúrgica", acrescentou Botelho. As construções de hidrelétricas nas nações vizinhos são, no entanto, os projetos que mais recebem recursos do BNDES, comentou Carlos Frederico Braz de Souza, chefe do Departamento de Relações Institucionais, Planejamento e Novos Negócios do banco.

O dinheiro é pago às empresas estabelecidas no Brasil que participam da obra – algumas construtoras chegam a "entregar uma hidrelétrica montada", exemplifica Souza. "O Brasil é hoje o maior mercado de hidrogeração. As empresas precisam ser estabelecidas no país para solicitar o financiamento do BNDES", esclareceu Botelho, lembrando que multinacionais fabricantes de turbinas, por exemplo, mantêm estrategicamente unidades em território brasileiro.

Mais créditos, mais dívida

Mansueto Almeida ressalta o crescimento vertiginoso da instituição: em 1995, o banco tinha disponível cerca de 1% do Produto Interno Bruto nacional para emprestar. Em 2011, essa taxa era de aproximadamente 4,5% a 5%. Para aumentar essa capacidade de empréstimo, no entanto, o governo se endividou. Em quatro anos, calcula Almeida, o Tesouro teve um custo extra de 300 bilhões de reais para fortalecer o BNDES.

Na teoria, a instituição é sustentada por um imposto que incide sobre o faturamento das empresas. Também parte do Fundo do Amparo ao Trabalhador é repassada ao BNDES e compõe os fundos do banco. Considerando-se apenas esses recursos, a autonomia financeira seria de 90 bilhões de reais por ano, ressalta o economista do Ipea.

"Um governo não deve se endividar tanto para capitalizar um banco, por mais que ele financie a infraestrutura do país, porque não garante o crescimento da economia. Os países que mais se endividam não são os que mais crescem. Se essa lógica fosse verdadeira, a Grécia seria uma das nações mais ricas do mundo", compara Almeida.

Por enquanto, todos os pedidos de financiamento de exportadores brasileiros que chegam ao BNDES têm um final feliz. "Estamos atendendo tudo o que tem chegado. Nossa missão é apoiar o exportador brasileiro de bens e serviços. Existe uma demanda forte da América Latina, um dos principais mercados para brasileiros. E um grande interesse desses mercados nas soluções brasileiras", pontuou Leonardo Botelho.

Autora: Nádia Pontes
Revisão: Roselaine Wandscheer

 

O DERRETIMENTO DO DOLAR CAUSADO PELAS CAPTAÇÕES EXTERNAS - Uma causa central da excessiva valorização do Real é o volume de captações externas de bancos e empresas brasileiras. O volume da divida externa de bancos brasileiros já bateu os US$160 bilhões, subiu mais de 100% em um ano e continuam as captações de emissores brasileiros lá fora. Os dolares que entram derrubam as cotações e valorizam o Real, desorganizando toda a cadeia de preços.

É um processo que está sob completo dominio do Banco Central. O BC pode mediante simples Resolução

alterar regras para frear essas captações que só existem pela absurda arbitragem de taxas, muito baixas lá fora e que permitem reemprestimo aqui dentro em média por tres vezes mais do que o custo externo.

A baixa da Selic não alterou esse movimento porque as taxas de emprestimos no Brasil não se reduziram mesmo com a queda da Selic. Porque o BC não dá uma freada nas captações ou alonga o prazo minimo, o que diminuirá as emissões? Do jeito que estão hoje, as captações correm soltas, estão praticamente livres e cada semana entram mais dolares , jogando para o alto o Real, encarecendo ao maximo os preços relativos no Brasil, a quem beneficia essa bicleta?

Porque o BC lamenta a valorização do Real e continua comprando dolares a um custo altissimo no carregamento de reservas cada vez maiores? Não dá para entender, basta um telefonema do Ministro da Fazenda para dar um tempo nas captações, a cotação do dolar reagiria em minutos e o BC não precisaria comprar dolares para aumentar reservas já mais que suficientes, um mecanismo que só prejudica as finanças brasileiras no curto prazo e a economia brasileira no longo prazo e só tem um unico beneficiario, os bancos que fazem as arbitragens de taxas.

 

http://www.jornalcorporativo.com.br/mercado-de-capitais/item/15070-volum...

Materia bem recente sobre captações externas