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O apelo de Veja e a resposta do colunista da Folha

Da Folha

Fofuras da “Veja”

Faz muito tempo que não leio a “Veja”, tendo apenas comprado o número da semana passada para ver a matéria sobre a Osesp e o amigo Arthur Nestrovski.
Eis que, como ex-assinante, recebo pelo correio um convite promocional.
É uma obra-prima de imaginação mercadológica mal dirigida.
Na cobertura do envelope, uma intrigante mensagem.

Marcelo,
Perguntei por que faltava o seu nome e ninguém soube explicar. Veja como, logo depois, tudo ficou resolvido.

Hum. Vamos ver? Abro o envelope.

MARCELO,

(é sempre bom ver o nome da gente assim em letras grandes)

a reunião de ontem foi muito importante para mim e você tem tudo a ver com isso.

(ele nem imagina o quanto).

Toda a nossa equipe checava os nomes das pessoas que continuavam assinantes de VEJA.

(precisa ser uma equipe grande para fazer isso, eu acho).

Algumas depois do primeiro ano de assinatura. Outras depois de dez, vinte anos e até mais.
Gostoso foi comprovar que era uma seleção de gente extremamente diferenciada, ativa e participante, que faz a diferença no meio em que vive.

(deve ter sido bem gostoso, mas um bocado trabalhoso também. Quantos assinantes tem a revista, quinhentos mil? Um milhão? Para eles terem “selecionado” esse milhão de pessoas no meio da população brasileira, e depois comprovarem que a seleção foi bem feita, puxa, não invejo. Mas o importante é que EU, MARCELO, tinha tudo a ver com a importância dessa reunião).

Gente como Marcelo Penteado Coelho

(Não disse? Olha eu aí!)

Quando perguntei por que você não estava mais entre os assinantes de VEJA, algumas possibilidades apareceram.

(Vamos ver se ele acerta)

Marcelo perdeu o prazo de renovação, por algum motivo.

(aí não vale: qual o motivo? Ainda está frio…)

Ou viajou na hora de renovar e esqueceu.

(está certo, como sou uma pessoa diferenciada, eu viajo muito. Mas como é que não percebi, na volta de meu “périplo”, que VEJA não estava mais me aguardando, empilhada na bandeja de prata que meu mordomo costuma usar para me trazer, toda manhã, os principais periódicos do Ocidente?)

Ou está dando um tempo…

(é, foi o que fiz com a Ana Paula Arósio e a Maria Fernanda Cândido)

Ou…

Interferi diretamente.

(escute, que mal pergunte, quem é você afinal?)

Tenho uma ideia clara na cabeça.

(ah, deve ser alguém da Veja mesmo).

Se Marcelo ainda não voltou é porque está só esperando uma boa oportunidade e ainda não soubemos criá-la.

(engenhoso, rapaz! Você sabe bem que MARCELO COELHO é astucioso e preza suas oportunidades de investimento. Faz como na Bolsa ou no dólar: espera as cotações baixarem para comprar).

Foi quando todos tomamos a decisão de trazer você de volta.

(nossa, como vocês aguentaram ficar tantos anos com saudade de mim?)

Criamos a oportunidade que você espera.

(nossa, gêintche… num acreditcho…)

Começamos com o maior desconto que podemos dar: 50%

(es poco, corazón. En las calles de Buenos Aires muchas chicas más guapas que vos ya me hicieron ofertas más despudoradas).

Ou seja, você vai assinar VEJA pela metade do preço.

(legal traduzirem 50% por metade do preço. A clientela, por mais diferenciada que seja, às vezes se confunde na matemática).

Mais uma página de explicações e, finalmente, fico sabendo quem escreveu a mensagem. É Marcia Donha, gerente de assinaturas da revista Veja. Não colocou a fotografia junto.

Mas como se trata de uma carta pessoal e carinhosa, quem sabe eu respondo.

MARCIA,

Obrigado por dizer que eu faço falta. Pensei que vocês nem ligassem para o fato de eu ter suspendido a assinatura há tanto tempo. Toda a sua equipe, durante esses anos, parece ter se preocupado mais em cultivar um público limitado, preconceituoso, consumista e sem nenhuma sofisticação cultural, disposto apenas a ver numa revista a confirmação de suas ideias simplistas sobre o mundo, incapaz de notar o tom partidário e editorializado de matérias pobres em conteúdo informativo, além de pronto a aplaudir o estilo hidrófobo de seus colaboradores. Fico feliz: estão pensando em me reconquistar. Mas achar que eu estava esperando esse descontinho para voltar… francamente. Só volto quando ganhar as obras completas de Lya Luft encadernadas de brinde. Cobro caro para vocês terem o meu amor de volta. Não sou desses que acodem a qualquer trocadinho, viu, MARCIA?
Um beijo, fofa.

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Padre Antonio

Muito obrigado por seu texto,

Muito obrigado por seu texto, entre gargalhadas, senti inha alma lavada e um tanto que vingada... deus te abencoe e conserve.

Com admiracao

 

Padre Antonio Piber

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+56 comentários

   Acho também que a Danuza Leão é irônica.

 

Dulcinéa

Será que só eu entendo o texto da Danuza L. como irônico? Não me parece mesmo que ela esteja falando sério.

 

Acho que voce está fazendo um esforço para ver essa 'ironia'. Ela é assim, um exemplo de estupidez oligárquica, reacionária até o último ponto da plástica

 

Desculpem, mas Veja, nunca mais, nem de graça ou com volta de seja lá o que for, como um refinado cruzeiro marítimo pelo mundo, por exemplo.

 

Tenho uma sugestão a fazer à dona danuza:

Já que ela e a sua "tchurma" tanto apreciam ser elitistas e "diferentosos", na próxima aventura espacial que a NASA fizer  à lua, que tratem de reservar os caríssimos tickets, que só milionários e nababos têm condição de adquirir.           Farão uma inesquecível e exclusiva viagem e, com toda certeza, lá não irão encontrar nenhum porteiro de prédio em que residem, que possa conspurcar tão seletive empreitada.             E se ainda quiserem fazer um grande favor, que tratem de fixar residência nesse nosso satélite natural.   

 

   Comigo a oferta foi por telefone, a resposta foi semelhante a do Marcelo. E ainda emendei , na minha revista deveria ser distribuida para filiados dos partidos da oposição aos governos do PT e aliados.

 

me contento com qualquer uma das alternativas abaixo para voltar a ler a veja:

a) aúdio do grampo entre Demóstenes Torres e Gilmar Mentes

b) reportagem com Nelson Jobim devolvendo o sino da Fac de Direito da UFRGS e fazendo um comentário sobre a importância dos ítens acrescentados  por conta dele na Constituição de 88

c) foto do Saci de pernas cruzadas

 

A idéia é boa, o texto é engraçado. Mas, no final... o cara diz da Veja tudo a Folha faz também e promete se render por uma coleçãozinha de livros. Francamente, tá barato aceitar a entrega doméstica de lixo. A prefeitura cobra pela coleta de lixo domiciliar. A Veja e a Folha combram pela entrega de lixo domiciliar. Tá ruça a coisa, embora eles ainda achem que esteja russa.

 

O cara que trabalha na Folha tem que ter um preço pela sua consciência, né? E, nas palavras dele mesmo, é bem baixinho...

 

Primeiramente: FORA TEMER! E pra encerrar: FORA TEMER!

Cuidado, Marcello Coelho, já já receberá carta pareceida do jornaleco onde você trabalha.

Vê se te enxerga, rapaz!!

 

Nassif, a matéria publicada por Danuza Leão bem que poderia ir para a primeira página. Aliás, custo a crer que ela escreveu com dsprezo aos que ascenderam ou se isso foi mais uma piada em favor de Lula e Dilma, e contra os tucanos. Já vi comentários semelhantes, com duplo sentido.

 

 


 


                 Bem, a única coisa boa que vejo nisso tudo é que a Folha e a Veja podem (Deus me ouça) estar ensaiando um final de namoro (ou casamento?). Ainda que continuem os mesmos, melhor vê-los divididos que juntos. Já é um começo, mudar a linha editorial de uma vez só, nunca tive essa ilusão, mas quando se quebra um parede da casa (Grande) já facilita um pouco que o abiente fique um pouco mais arejado. Oremos...

 

Hipócrita. Escreve num jornal que é igual, senão pior, do que a Veja. Gostaria de vê-lo criticando a ficha falsa da Dilma, a acusação de que Lula estuprou o menino do MEP na cadeia, a acusação do psicocoisa Daudt de que Lula havia assassinado os passageiros do avião da TAM acidentado, a acusação do bandido-fonte Rubnei Quicioli contra Erenice Guerra, o empréstimo de caminhonetes do jornal para os assassinos do DOI-Codi transportarem presos políticos, o uso da expressão "ditabranda" para se referir à monstruosa ditadura militar, a desclassificação dos professores Vitória Benevides e Fábio Konder Comparato, chamando-os de "cínicos e mentirosos" por contestarem o uso daquela expressão, o pânico espalhado por sua colega e Miss Febre Amarela Eliane Cantanhede, etc.

 

Nem tanto ao mar. A Folha é ruim, mas pelo menos Marcelo Coelho pôde escrever essa coluna no site dela. Na Veja, a mínima dissidência é impensável. Há diferença entre os órgãos de imprensa de direita, sendo que a Veja, dentre eles, se destaca por ter perdido por completo qualquer escrúpulo editorial. É provável que vários jornalistas das redações da Folha, do Estadão, do Globo, da Época não concordem com tudo que sai em seus veículos, mas precisam trabalhar e aproveitam o espaço que têm da forma que podem, com os limites que lhe são permitidos, e que eles testam no dia a dia. É importante que ainda haja independentes como Marcelo Coelho, Janio de Freitas, Elio Gaspari, e dissidentes como Luiz Fernando Veríssimo e Paulo Moreira Leite ocupando espaços na grande imprensa. 

 

Concordo. Juca Kfouri, por exemplo, criticou abertamente a Folha em sua coluna do próprio jornal quanto à questão da ditabranda. E vários outros colunistas conseguem emitir suas opiniões. Ainda que não seja a posição oficial do jornal, em geral conservadora, na Veja seria impensável.

 

Rafael Wüthrich Pepperland [http://www.advivo.com.br/blog/1376]

"seleção de gente extremamente diferenciada"

Que pérola de estilo! Direto para os anais!

 

 

Pelo que percebí o artigo Gays/Cabras publicado há pouco tempo caiu como uma bomba. Caiu muito mal para gays e não gays. Um rol de textos e piadas metendo o malho na Veja circularam pela internet e de muita gente daquele tipo que ainda dava algum crédito à revista. Todos afirmando que com aquele artigo Veja marcou posição, não especificamente na questão gay, mas na falta de noção. A quantidade de abobrinhas escritas  deixou claro o perfil retrógrado do lixo. Até então o reinaldo era o palhaço de circo. Apartir do momento que o diretor de redação escreve aquilo tudo, percebeu-se que o discurso era geral.

 

Danuza Leão é com certeza assinante da VEJA

DANUZA LAMENTA QUE TODOS POSSAM IR A PARIS OU NY

:

Ser rico perdeu a graça, segundo a colunista; seu artigo deste domingo é um retrato da elite brasileira, que busca o prazer aristocrático e não se conforma com a ascensão social do resto; " Ir a Nova York já teve sua graça, mas, agora, o porteiro do prédio também pode ir, então qual a graça? ", indaga

25 DE NOVEMBRO DE 2012 ÀS 13:09

247 - Em Tóquio, presidentes de empresas varrem a calçada das ruas onde moram. Em Manhattan, banqueiros usam o metrô para ir ao trabalho. Em Berlim, cada vez mais, os ricos rejeitam ser proprietários. Em Paris, o que distingue a elite é o conhecimento. No Brasil, no entanto, aqueles que estão no topo da pirâmide precisam ser diferentes, especiais, exclusivos, aristocráticos. Prova disso é o artigo de Danuza Leão, publicado neste domingo, na Folha de S. Paulo. Ela afirma que ser rico perdeu a graça, porque hoje, numa ida a Paris ou Nova York, periga-se dar de cara com o porteiro do seu prédio. Resumindo, o que a elite brasileira mais deseja é a desigualdade ou a volta aos tempos de casa grande e senzala. Leia: 

Ser especial

Danuza Leão

Afinal, qual a graça de ter muito dinheiro? Quanto mais coisas se tem, mais se quer ter e os desejos e anseios vão mudando --e aumentando-- a cada dia, só que a coisa não é assim tão simples. Bom mesmo é possuir coisas exclusivas, a que só nós temos acesso; se todo mundo fosse rico, a vida seria um tédio.

Um homem que começa do nada, por exemplo: no início de sua vida, ter um apartamento era uma ambição quase impossível de alcançar; mas, agora, cheio de sucesso, se você falar que está pensando em comprar um com menos de 800 metros quadrados, piscina, sauna e churrasqueira, ele vai olhar para você com o maior desprezo --isso se olhar.

Vai longe o tempo do primeiro fusquinha comprado com o maior sacrifício; agora, se não for um importado, com televisão, bar e computador, não interessa --e só tem graça se for o único a ter o brinquedinho. Somos todos verdadeiras crianças, e só queremos ser únicos, especiais e raros; simples, não?

Queremos todas as brincadeirinhas eletrônicas, que acabaram de ser lançadas, mas qual a graça, se até o vizinho tiver as mesmas? O problema é: como se diferenciar do resto da humanidade, se todos têm acesso a absolutamente tudo, pagando módicas prestações mensais?

As viagens, por exemplo: já se foi o tempo em que ir a Paris era só para alguns; hoje, ninguém quer ouvir o relato da subida do Nilo, do passeio de balão pelo deserto ou ver as fotos da viagem --e se for o vídeo, pior ainda-- de quem foi às muralhas da China. Ir a Nova York ver os musicais da Broadway já teve sua graça, mas, por R$ 50 mensais, o porteiro do prédio também pode ir, então qual a graça? Enfrentar 12 horas de avião para chegar a Paris, entrar nas perfumarias que dão 40% de desconto, com vendedoras falando português e onde você só encontra brasileiros --não é melhor ficar por aqui mesmo?

Viajar ficou banal e a pergunta é: o que se pode fazer de diferente, original, para deslumbrar os amigos e mostrar que se é um ser raro, com imaginação e criatividade, diferente do resto da humanidade?

Até outro dia causava um certo frisson ter um jatinho para viagens mais longas e um helicóptero para chegar a Petrópolis ou Angra sem passar pelo desconforto dos congestionamentos.

Mas hoje esses pequenos objetos de desejo ficaram tão banais que só podem deslumbrar uma menina modesta que ainda não passou dos 18. A não ser, talvez, que o interior do jatinho seja feito de couro de cobra --talvez.

É claro que ficar rico deve ser muito bom, mas algumas coisas os ricos perdem quando chegam lá. Maracanã nunca mais, Carnaval também não, e ver os fogos do dia 31 na praia de Copacabana, nem pensar. Se todos têm acesso a esses prazeres, eles passam a não ter mais graça.

Seguindo esse raciocínio, subir o Champs Elysées numa linda tarde de primavera, junto a milhares de turistas tendo as mesmas visões de beleza, é de uma banalidade insuportável. Não importa estar no lugar mais bonito do mundo; o que interessa é saber que só poucos, como você, podem desfrutar do mesmo encantamento.

Quando se chega a esse ponto, a vida fica difícil. Ir para o Caribe não dá, porque as praias estão infestadas de turistas --assim como Nova York, Londres e Paris; e como no Nordeste só tem alemães e japoneses, chega-se à conclusão de que o mundo está ficando pequeno.

Para os muito exigentes, passa a existir uma única solução: trancar-se em casa com um livro, uma enorme caixa de chocolates --sem medo de engordar--, o ar-condicionado ligado, a televisão desligada, e sozinha.

E quer saber? Se o livro for mesmo bom, não tem nada melhor na vida.
Quase nada, digamos.

 

 

Escrito por "suicidas" em potencial.

Supra sumo do materialismo

Futilidade plena

Coitados(as)

bye bye

 

Você pode arrumar uma jeito inusitado e altamente sofisticado de... SE MATAR! Faça uma saída da vida deslumbrante, para que seus amigos fiquem "fúcsia" de inveja e - quem sabe? - sigam o mesmo caminho. Assim nos livramos desse pensamento tacanho que não tem mais lugar nos dias de hoje. Sua ideia de "exclusividade" caberia, talvez, numa França pré-revolução mas, como os traços de seu rosto não devem ter mostrado (ou além de não ligar a TV também aboliu o espelho?), o tempo passou. Pessoas como você não merecem lugar na História e, se forem lembradas, o serão com escárnio por representarem o mais baixo na mesquinharia humana. Ainda bem que aberrações éticas (obrigado Marilena!) estão certamente em via de extinção!

 

Realmente impressionante. 

A mulher nem fica constrangida em assumir claramente que o prazer dela é o esnobismo. 

Não é conhecer a beleza dos lugares. É simplesmente poder dizer que tem acesso ao que o restante das pessoas não tem. Se os outros também tiverem , não vale mais pra ela.

Ela não vai ao Louvre ou à Broadway por causa de seus interesses culturais ; vai para poder contar nas rodinhas sociais . 

 

Maravilhoso artigo do Marcelo Coelho, repicando em cima do estilo boboca do "vermelho-e-azul" do Reinaldo Azevedo. Antológico.

 

Eu não corro o risco de ser lembrado. Nunca fiz assinatura nem de jornal nem de revistas de informação. Primeiro porque não perderia por nada a oportunidade de ir a banca de jornais, folhear, escolher e comprar ( incluindo o fato de ajudar nossos amigos jornaleiros ).

Segundo, porque ser informado diariamente ou semanalmente pelos mesmos editores é, no mínimo, pedir para ser idiotizado.

 

Prender manifestante mascarado é fácil, quero ver é prender político ladrão que foi desmascarado.

Já que Marcelo Coelho anda engraçadinho com a semanal de consultórios e lares de pretendentes sem tradição à casa grande, democráticamente poderia voltar seus olhos a Folha de hoje e,  incorporando o estilo Simão, ler, identificar e comentar a coluna dos oito erros, da coleguinha especialista em febre amarela, dona Cantânhede. Não vale dizer que a coluna é o erro, pois isso já sabemos:

Rose

DE BRASÍLIA - Enquanto José Dirceu atiçava a militância do PT para ir "às ruas" defender os condenados do mensalão, a Polícia Federal prendia no escritório da Presidência da República em São Paulo a super Rose, que trabalhou com Dirceu por 12 anos, assessorou o presidente Lula e está metida até a alma em histórias do arco da velha.

É estranho, assustador, como o tempo vem revelando o que estava por trás daquela equipe tão dedicada, meio heroica, que assessorava Dirceu nas CPIs contra Collor e nas alianças com o Ministério Público e a imprensa e nos vazamentos de estatais contra adversários, quaisquer que fossem.

Erenice Guerra se enrolou com tráfico de influência na Casa Civil e deu no que deu. Valdomiro Diniz foi filmado pedindo propina para o bicheiro Carlinhos Cachoeira e virou uma alma penada na vida de Dirceu. Agora essa Rosemary Noronha, cheia de mistérios e de poder.

Secretária, não era uma simples mequetrefe. Promovida a chefe de gabinete, tinha lugar cativo nas viagens de Lula, cobrava plásticas, pacotes em cruzeiros e dinheiro em espécie para dar uma mãozinha em processos. Investia-se -ou era investida- de inexplicável poder.

Como é que uma secretária, ou assistente, ou chefe de gabinete nomeia diretores da ANA, a agência de águas, e da Anac, de aviação civil? Como exige que o Senado aprove alguém rejeitado em duas votações? E será que é mera coincidência justamente esses dois diretores serem presos agora com Rose?

Outro "detalhe" é o emblemático escritório da Presidência da República em São Paulo, onde o ex-presidente Lula e a atual presidente Dilma se reúnem com Antonio Palocci, demitido no governo de um e depois no da outra por histórias nunca muito bem explicadas.

Em todo esse enredo, aplausos para a independência da Polícia Federal e do Ministério da Justiça. Que continuem revelando ao país quem é quem, "duela a quem duela". 

 

Essa oferta não recebi, mas já fiquei preparado...Legal.

O desconto de 50% ..., como dizia Brizola, vem de longe - chegam a dar dois anos por um e 10.000 pontos no seu programa de milhas ... quer dizer, além da predação intelectual que buscam, tem uma predação ambiental também... com ofertas assim é fácil ter a circulação que dizem ter, mas também mostram que o que escrevem não vale nada... só as assinaturas dos órgãos ppúblicos pra mantê-la de pé, por assim dizer...

 

 

Poxa, ja recebi isso e nem sou diferenciado, rs.


Eles estão mal das pernas, estão começando sentir a solidão da trincheira.


Mas tão ruim  quanto  ler a "vejja" e ver e ouvir o Marco Antonio Villa no jornal


da cultura: Socorro!

 

O sujo falando do mal lavado. O roto criticando o esfarrapado. Folha senta no próprio rabo e aponta o rabo de Veja. Ambos os veículos frequentam o mesmo chiqueiro da falta de escrúpulos, do desprezo pela honra alheia, da manipulação, da omissão e da deformação da verdade. Esta semana mesmo a Folha colocou palavras na boca do entrevistado que respondia sobre a questão da violência em São Paulo. (post aqui do blog Folha errou, mas só Ombudsman viu). 

Quando li, achei engraçado ver um "pig" mordendo o rabo do outro "pig", já que a metáfora é a do chiqueiro. Mas depois, refletindo um pouco mais, é possível perceber que o colunista da Folha que critica Veja é apenas o contraponto, a imagem especular do colunista de Veja que compara relações homossexuais a relações com cabras. Os dois foram colocados nos seus veículos para provocar polêmica e atrair audiência, já que as vendas estão caindo. Não há preocupação sociológica ou moral nem de Veja em discutir questões contemporâneas das relações humanas nem da Folha em debater o relacionamento mídia com os leitores. O que há é política comercial rasteira da pior qualidade para mobilizar uma classe de leitores que adoram se dividir num Fla-Flu para ver quem joga mais m... no ventilador. Uma classe de leitores "limitada, preconceituosa, consumista e sem nenhuma sofisticação cultural, disposta apenas a ver numa revista/num jornal a confirmação de suas ideias simplistas sobre o mundo, incapaz de notar o tom partidário e editorializado de matérias pobres em conteúdo informativo, além de pronto a aplaudir o estilo hidrófobo de seus colaboradores". Esse tipo de leitor, tão precisamente qualificado e, ao contrário do que tenta fazer crer Marcelo Coelho, não é exclusivo de Veja. A Folha compartilha o mesmo tipo de leitorado. É como se no meretrício, as funcionárias iniciassem uma disputa para ver quem é mais recatada.

 A esse ponto desceu certa parte da imprensa brasileira.

 

Pelo começo do texto enviado pela Veja noto q foi o mesmo tipo de carta q recebi. Rasguei e joguei no lixo. A Abril tá me enchendo o saco. Toda semana liga para meu telefone fixo e ficam me aporrinhando sobre uma vantajosa (argh!!!) assinatura da Veja. Tô fazendo assim: atendo o telefonema e peço para aguardar um instante. Em seguida "esqueço" o telefone num canto e continuo meu almoço. São terríveis, ligam sempre na hora do almoço. Estou ficando mal educado por conta dessa cretinice  da Abril.

 

Comigo é no gmail, quase todo dia uma "oferta imperdível" (tipo assine Veja e ganhe de brinde 6 meses gratúitos de Caras... sério...) e olha que nunca fui assinante do panfleto e minha ficha criminal (petista desde 1982, lulista de carteirinha, eleitor "bolsa-familia" desde 1989, adimirador de Lamarca - Yara e Dilma guerrilheira...).

Algo de muito estranho acontece no setor de money da óia pois nem de longe pareço ter o perfil de "uma gente diferenciada".

 

Parece autocrítica,rs. A Folha faz o mesmo pra nos ter de volta. Dispenso todos os veículos do PIG.

 

Eh um "salve se quem puder" mesmo, Nilva, e dos mais caras de pau.  Eh como se a ficha falsa, digo, falha estivesse dizendo que nao eh parte do esgoto.  Eh sim.

Pra quem quer saber, nos ultimos dois anos eu nao fui no site da falha de SP nem 30 vezes, mesmo assim foi so por causa de indicacoes dos leitores daqui.  Nao ta fazendo falta.

E ainda tem o caso do "Desculpem Nossa Falha" que nao ta perdoado e nao vai ser perdoado...

 

Do blog "Os amigos do presidente Lula" (Parte do post) :

Blogueiro da Veja dissemina ódio racial ao PT com afirmações inventadas. Isso pode, Dr. Barbosa? Deem uma olhada no título desta nota abaixo. Quando eu li, meu sangue ferveu. Entendi que alguém do PT tivesse dito isso.


Antes de mais nada, ninguém do PT disse isso. Quem escreveu essa coisa aí em cima por conta própria, como está registrado, foi o blogueiro da revista Veja, Reinaldo Azevedo.

No corpo do texto, Azevedo admite que ninguém do PT disse isso. Dá a entender que é sua "leitura do pensamento" alheio que o levou a essa conclusão.

O que é isso? Agora vale até inventar acusações dos outros terem "pensamentos" racistas? Tipo: "não disse, mas pensou"! Ainda mais com tamanha virulência? E publicar essas palavras incitando o ódio racial, entre uns e outros?

 

Já li, nos twitters de alguns petistas "radicais", palavras indignadas que exprimem exatamente o que disse o blogueiro e coisa até pior. Se não "textualmente escancaradas", o dizem nas entrelinhas. Com certeza absoluta, o que não falaram "pensaram", sim. Traidor, então .... rsrs ... virou sobrenome de Joaquim Barbosa na mente de muitos. Tem alguns quase arrancando o fígado com as mãos de tanto ódio por este petista ingrato que ousou condenar os próprios "cumpañeros". RA apenas teve a coragem de publicar a verdade "nua e crua" que a cara da Dilma não conseguiu esconder.  

 

Ô Magali, cata tua melancia e volta pros quadrinhos fazer trapalhadas com Monica, Cebolinha, Cascão etc.


Aqui é blog de gente séria, aqui não baixamos o nível, conforme vc tá esperando.


Rapa fora, troll!

 

Ô Budé, larga do meu pé!! Vai ver se eu estou lá na esquina. A "liberdade de expressão" só vale pra um lado, eh? Sei!!!

 

 

E que coragem, o sujeito rosna feito um pit bull, mas nao passa de um chihuahua.

Do 247 

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/85092/


"ELOGIOS À ATUAÇÃO DE BARBOSA AQUI??? NEM PENSAR!!!"

"É inútil entrar no meu blog para tentar defender Joaquim Barbosa. Inútil porque os comentários serão eliminados. Não flerto com quem desrespeita as instituições. Não endosso atuações destrambelhadas. Não vou engordar a área de comentários com o papo-furado da canalha que tem seus próprios blogs. A fala de Joaquim Barbosa é incompatível com o Supremo, com a democracia e com o estado de direito. Um ministro do Supremo não acusa sem provas nem submete as instituições ao vexame.

Aqui não passa!

Que essa gente vá procurar sua turma! " (RA)

 

“Contra ratos não há argumentos.” (Palmério Dória)

Esse Reinaldo é doentio, tem PTfobia. Agora, ele toma as dores do Min Joaquim, mas quando este se virou contra o "amiguinho"  Gilmar, ele esbravejou. 

 

Azevedo ganha muito dinheiro com o PT. Já está no seu segundo livro, onde atende à necessidade de catarse de leitores - mais ou menos os leitores de Veja - ao verem o PT, e particularmente Lula, ser achincalhado, vilanizado, demonizado e ridicularizado. Uma compensação àquela sensação desconfortável de pensar que um peão tenha dado um rumo ao país e seja amado e respeitado por uma maioria absolutamente esmagadora da população. Tio Rei trabalha para que esta situação se perpetue, aconselha candidatos da oposição, tenta pautar as ações dos partidos de direita, alimenta um ódio que lava a alma  da turma que já nutre desde sempre ódio e preconceito por Lula e o PT. Esta parcela de brasileiros votarão sempre pela restauração de uma época que não voltará mais, como a volta da Monarquia não sucedeu aos erros da República.  Mas como não perceberão isso, seguem se alimentando da brutalidade de "jornalistas" como Reinaldo e ele seguirá ganhando muito dinheiro, pregando esta inprovável Restauração.

 

O MP não vai aplicar a Lei Afonso Arinos nesse retardado?

 

Estou pasmo, a meu ver ele deveria ser preso!

 

Nada! Preso, nada! Um legítimo defensor das virtudes humanas?

Mas, falando sério, bom era nos tempos de Lampião: esse tipinho daí não se criava por muito tempo. Excremento!

 

O RA nada fez além de colocar na "boca" do PT, sentimentos inconfessáveis. Serviu pelo menos para o JB saber o que realmente pensam dele.

 

Internado?

 

Sinceridade: nem com as obras da Lya Luft encadernadas em couro e listada em ouro. Muito menos se a "coleção" contivesse seus textos (perce)vejados. Mas, pelo menos, o Marcelo tem "preço" pra voltar, mesmo tendo dito tudo aquilo de ruim sobre a mesma. Pois é...

 

"... Criamos a oportunidade que você espera.

Começamos com o maior desconto que podemos dar: 50%..."

 

Tem gente que acha que as pessoas fazem as coisas apenas por dinheiro.

 

Recebo coisas parecida, adorei o tom do Marcelo Coelho, Veja, nunca mais.

 

Também já recebi inúmeras tentativas da Folha para reaver minha assinatura. E os comentários sobre as reportagens da Folha há tempos estão longe de serem elogiosos, muito  pelo contrário. Sem contar os erros primários de ortografia além de informações incorretas que são, geralmente, corrigidas pelos comentaristas acompanhadas de uma ironia: "- Colocaram o estagiário pra fazer a matéria?". Em resumo: O roto falando do rasgado? Que falta de ética, Sr. Marcelo. Duvido muito q,se convidado fosse a trabalhar na Veja por um ÓTIMO SALÁRIO, não jogaria seu deboche no lixo e estaria a postos, de mala e cuia, para defender os interesses daquela revista e seu público preconceituoso. Afinal, todo homem tem seu preço, diz o ditado. Pq com o senhor seria diferente, não é?