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O documentário 'El Milagro de Candeal'

Por Mariana Silveira

Comentário do post "A música de Sérgio Mendes e Carlinhos Brown"

Nassif,

Abaixo, está um documentário chamado, O Milagre do Candeal, sob a direção do espanhol Fernando Trueba. O documentário nos mostra o trabalho de Brown no Candel, bairro pobre que nasceu em SSA, e como ele tem mudado a vida daquelas crianças por lá.  O Candeal, hoje, não é apenas um bairro, mas um conservatório de música que, certamente, dará grandes nomes a Bahia e ao Brasil.

Quem não assistiu, recomendo que assista, pois é um banho de cultura negra na sua essência, algo que o Brasil  tenta esconder e que, a Europa e os EUA ficam maravilhados, sobretudo o meio acadêmico.

O documentário tem a participação do pianista cubano, Bebo Valdéz, Matheus Aleluia, Caetano, Gil, Marisa Monte e outros.

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Edmundo,


Levantei uma suspeita advinda de um comentário de um ex-produtor baiano de bandas de axé, jornalista, editor de um caderno sobre a industria do carnaval do jornal "A tarde". Este caderno já não existe mais, mas no periodo em que existia, tinha bastante penetração nos meios musicais baianos. Como toda suspeita, ela traz junto a possibilidade de ser verdadeira ou não. Em nenhum momento afirmei ser verdadeiro este ponto. Verdadeiro mesmo é o posicionamento do cantor em relação a industria do carnaval, este que todos aqui chamam de excludente e obsoleto, de conivencia com esta situação. Por isto mas uma vez chamo à atenção para não incensarmos personalidades com este grau de reverencia, pois todos tem facetas obscuras por baixo daquilo que o marketing nos apresenta. Ter dúvida, em nada depoem contra a inteligencia, ser credulo sim.  

 

Mariana, Assis e Daniellius, meus caros:


Em outro post, aqui publicado antes do carnaval, Brown teve um seu perfil relatado e em decorrência disso vários comentários acerca do mesmo. vimos ali defesas e ataques a obra e a pessoa de Carlinhos. As defesas todas eram feitas por pessoas que conhecem a obra e a pessoa de Brown. Ao passo que os ataques são descontxtualizados e normalment resvalando no preconcito.


Agora, novamente, as coisas se repetem: diferente da vez a que me referi, agora trata-se da obra social empreendida por Brown em sua aldeia. Aldeia, que ele tenta universalizar para, sabiamente, não perder o elo com sua ancestralidade, ao tempo que ganha novas energias para se colocar para o novo e externo.


Agora, só a título de provocação, vou repetir aquilo que disse anteriormente: Brown é um gênio da raça.


Abraços.

 

Assis,


Sei que Carlinhos é extremamente talentoso, mas realmente me pergunto se todas as músicas atribuídas a ele verdadeiramente o são. Um produtor musical que conheço certa vez afirmou que Brown comprava músicas de autores desconhecidos e dizia que eram dele. Sei que este tipo de ato é comum no meio musical  principalmente aqui na Bahia. Além disso, mesmo com todas inumeras boas contribuições dele para a cultura brasileira, não podemos esquecer que ele é um dos maiores proceres da decadente industria do carnaval baiano um dos ultimos bastiões do coronelismo.  Por isto acho que devemos ter cuidado na louvação acritica de quem quer que seja. É preciso ter sobriedade sempre.

 

Jean,


Pois é: o senhor pede sobriedade depois de relatar fatos que lhe contaram, sem o nome, lugar e nem data, nada que se possa comprovar seu relato.


Por favor, senhor Jean atine-se e respeite a inteligência dos outros para não ser vítima de seu desrespeito.

 

Uma revelação de Carlinhos Brown no programa de entrevistas Conexão RobertoD'Avila causou certa surpresa ao entrevistador, e em certo sentido, a mim também. A pergunta foi algo assim: "qual a maior influência musical que recebeu"? , não tenho certeza da formulação correta mas lembro-me da resposta rápida e segura: LUIZ GONZAGA E WILSON SIMONAL!

 

 

E M O C I O N A N T E   !!!

Até o antipático Caetano me agradou . Foi o melhor vídeo do mês .

 

                        Obrigado, Mariana Silveira !

 

 

 

 

 

" A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos." - Barão de Montesquieu

 

Carlinhos Brown teve uma infância pobre em recursos financeiros, no bairro do Candeal Pequeno, em Salvador. Mas a música sempre o aproximou das questões sociais. O músico criou vários projetos, programas e grupos musicais que modificam a vida de crianças e jovens carentes de Salvador. Através das mãos de Brown, já foram formados mais de 5.000 percussionistas que hoje se destacam tocando pelo Brasil e pelo mundo. Alguns em carreira solo, outros acompanhando grandes nomes da música mundial, como o grupo americano Stomp.

No Candeal, Carlinhos implementou o projeto “Tá Rebocado”, de urbanização e saneamento do bairro, que recebeu, em 2002, o Certificado de Melhores Práticas do Programa de Assentamentos Humanos das Nações Unidas/UN-Habitat. Em 1994, foi fundada, por Carlinhos Brown, a Associação Pracatum Ação Social. O lugar é um centro de referência em cursos de formação profissional em moda, costura, reciclagem, idiomas e oficinas de capoeira, dança e de temáticas ligadas à cultura afro-brasileira, além de uma escola infantil. Os projetos são parceiros de instituições importantes mundialmente, como os Ministérios da Educação e do Trabalho e a UNESCO.

Pela sua trajetória de engajamento com as questões sociais, Carlinhos Brown já recebeu diversos prêmios. Dentre eles, destaca-se o mais recente, recebido na Europa. Em 2008, Brown foi agraciado com o “12 meses, 12 causas”, prêmio promovido pelo Telecinco, mais importante canal de TV espanhol.

 

Carlinhos Brown foi responsável pela criação de vários grupos musicais além da Timbalada. Por exemplo: “Vai Quem Vem”, que participou do CD “Brasileiro”, de Sérgio Mendes; a Bolacha Maria, grupo percussivo formado apenas por mulheres; Lactomia, que reunia crianças carentes do Candeal que produziam seus próprios instrumentos com material reciclado; além da Timbalada e, mais recentemente, o Hip Hop Roots que, orientados por Brown, reinventam a forma de tocar o surdo, e o Candombless, grupo que reúne altas patentes do candomblé e músicos populares, misturando os sons dos terreiros com as músicas popular e eletrônica.

Além dos grupos musicais, Brown também é responsável pela criação de outros projetos e empreendimentos na área cultural. Dentre eles, destaca-se o Museu du Ritmo. Em 2007, Brown arrendou o casarão do antigo Mercado do Ouro, no bairro do Comércio, em Salvador, com o objetivo de transformá-lo em um centro cultural e um museu de artes. Hoje, o local abriga grandes eventos e já possui um acervo com importantes obras, inclusive telas do próprio Brown. O projeto do Museu du Ritmo pretende transformá-lo num centro de cultura que deve incluir também uma escola de inclusão digital que beneficiará as comunidades circunvizinhas. Além de tudo isso, a partir de 2009, o Museu vai abrigar o primeiro centro de música negra do mundo, em parceria com o Governo do Estado da Bahia e a empresa francesa Mondomix, como parte das comemorações pelo ano da França no Brasil.

Um dos eventos que acontece no Museu du Ritmo é o Sarau du Brown. Desde 2006, durante o verão de Salvador, Brown reúne diversas formas de arte como música, poesia, teatro, artes plásticas, além de um desfile de moda, tudo acontecendo no mesmo local, trazendo, assim, um novo conceito para os ensaios de verão, tradicionais na capital baiana. As noites do Sarau são encerradas sempre com um show de Brown e convidados especiais. Em 2007, passaram pelo palco do Sarau artistas como Caetano Veloso, Cláudia Leitte, Larissa Luz, Margareth Menezes, o angolano Dog Murras, além da única apresentação pública dos Tribalistas, com as presenças de Arnaldo Antunes e Marisa Monte.

 

Já em 1985, Carlinhos Brown havia alcançado a marca de 26 músicas de sua autoria tocando simultaneamente nas rádios de Salvador. Essa performance previa a consagração como compositor que veio em 2008, quando Carlinhos Brown foi considerado, pelo ranking do ECAD, o segundo maior arrecadador de direitos autorais em shows do país, atrás apenas de Chico Buarque.

Extremamente ligado à cultura afro-brasileira e ao carnaval da Bahia, ém dos grandes fornecedores de matéria-prima para os intérpretes dos trios elétricos. Diversas músicas suas foram campeãs do carnaval de Salvador, com destaque para “Dandalunda”, com interpretação de Margareth Menezes, “Rapunzel”, gravada por Daniela Mercury e "Cadê Dalila", interpretada por Ivete Sangalo.

Mas a obra de Brown encantou diversos outros artistas da Música Popular Brasileira, que registraram em seus álbuns canções compostas pelo baiano. Dentre eles, estão alguns nomes da mais fina flor da MPB. Maria Bethânia, Gal Costa, Caetano Veloso, Marisa Monte, Nando Reis, Cássia Eller, Herbert Vianna e mesmo a banda de heavy metal Sepultura são alguns dos que contam com composições de Brown em seus trabalhos.

 

Assis,

Obrigado pela dica. Fiquei extasiado por Rapunzel, que eu desconhecia:

RapunzelDaniela Mercury

Love as suas transas de mel
Rapunzel Rapunzel
Lá no corredor do Borel
Rapunzel Rapunzel
Lá no barracão tem sossego
Passo cedo passo cedo

E dou um grito grão no bololô
E verso nós imenso amor

O amor de Julieta e Romeu
O amor de Julieta e Romeu
Igualzinho o meu e seu
Igualzinho o meu e seu

O amor de Julieta e Romeu
O amor de Julieta e Romeu
Igualzinho o meu e seu
Igualzinho o meu e seu

Love as suas transas de mel
Rapunzel, Rapunzel
Lá no corredor do Borel
Rapunzel Rapunzel
Lá no barracão tem sossego
Passo cedo passo cedo

E dou um grito grão no bololô
E verso nós imenso amor

O amor de Julieta e Romeu
O amor de Julieta e Romeu
Igualzinho o meu e seu
Igualzinho o meu e seu

No calendário é flor e anda
Nu na varanda

E sondo o brocotó do tiioiô
E verso nós imenso amor

Vamos simbora na ladeira
Vamos simbora na lagoa
Vamos simbora na ladeira
Vamos simbora na lagoa

Vamos simbora na ladeira
Vamos simbora na lagoa
Vamos simbora na ladeira
Vamos simbora na lagoa

O amor de Julieta e Romeu
O amor de Julieta e Romeu
Igualzinho o meu e seu
Igualzinho o meu e seu

 

Todo o post é realmente muito bom, mas só gostaria de trocar uma frase " algo que o Brasil  tenta esconder" por " algo que o Brasil não sabe divulgar"

 

Me coloco como litisconsorte na defesa de Carlihos Browm feita pelo Assis Ribeiro. Brown é um dos mais criativos e dinâmicos músicos brasileiros, um verdadeiro vulcão musical. Sua parceria com Arnaldo Antunes, Marisa Monte são das melhores coisas do cenário musical atual.

Seu trabalho no Candeal vale mais que Oscar, vale um Nobel da Paz .

"Uma Brasileira" de Herbert Vianna & Carlinhos Brown com Paralamas Do Sucesso

http://www.youtube.com/watch?v=jDh4RVuFor0&feature=related

"Meia Lua Inteira" de Brown  com  Caetano

http://www.youtube.com/watch?v=brWZ9Pb9baA

"Velha Infância" de Antunes, Monte & Brown com Tribalista

http://www.youtube.com/watch?v=zwqrmEMB0wc&feature=channel

 

 

 

 

Prêmios Internacionais:

  • 8º Grammy Latino (2007)
    Indicação por Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasil – “A Gente Ainda Não Sonhou“
  • Prêmio 12 Meses 12 Causas Telecinco (Espanha) (2007)
    Melhor Trajetória Solidária - Carlinhos Brown
  • Grammy Latino (EUA) (2006)
    Melhor Música Pop – “O Bonde do Dom”
  • Prêmio Goya (Academia de las Artes y Ciencias Cinematograficas de España) - Melhor Canção Original (“Zambie Mameto”) (2005)
    Melhor Canção Original (“Zambie Mameto”) - no filme El Milagro de Candeal
  • 5º Grammy Latino (EUA) (2004)
    Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro
  • Nomeado “Mensageiro da Verdade” (2004)
    ONU - Habitat / Fórum Urbano Mundial – Carlinhos Brown
  • Disco de Ouro (2004)
    BMG, Espanha – "Carlito Marrón"
  • Prêmio à Cooperação Internacional (2004)
    Trabalho artístico e social
  • FestivalBar (Itália) (2003)
    Melhor Artista Internacional – Tribalistas
  • 4º Grammy Latino (EUA) (2003)
    Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro – “Tribalistas”
  • Prêmio Ondas (Espanha) (2003)
    Melhor Artista ou Grupo Latino
  • Prince Claus Awards (Holanda) (2003)
    Trabalho artístico e social
  • Prêmio Amigo (Espanha) (2003)
    Melhor Álbum Latino – “Tribalistas”
  • Prêmio Amigo (Espanha) (2003)
    Artista Revelação Latino
  • Prêmio de Cooperación Internacional Caja Granada (2003)
    Trabalho social
  • Disco Triplo de Platina (2003)
    Disco Triplo de Platina “Tribalistas”
  • Certificado de “Best Practice” (Melhores Práticas) do Programa de Assentamentos Humanos das Nações Unidas/UN-Habitat (2002)
    Conferido ao programa de urbanização e habitação Tá Rebocado, da Associação Pracatum Ação Social
  • Prêmio Unesco (2002)
    Categoria Juventude, pelo trabalho da Associação Pracatum Ação Social
  • 2º Grammy Latino (2000)
    Melhor Canção Brasileira – “Amor I Love You”
  • Prêmio CNN-TIME (1999)
    Líderes Latinoamericanos para el Nuevo Milenio
  • Trophée RFI/SACEM (1996)
  • Revista Billboard (1993)
    Melhor CD da América Latina – CD “Timbalada”
 

Brown além de ter composto mais de 400 músicas, de ter produzido artistas famosos e muitos emergentes, desenvolve um trabalho social conhecido e respeitado no exterior, já tendo ganhado inúmeros prêmios por estes trabalhos.

Trabalho reconhecido no exterior, e no Brasil?

O modo brasileiro, de muitos, de julgar por julgar sem conhecimento do trabalho em sua íntegra, de forma leviana, o faz de conta, esconde o preconceito real que alimenta nossos pensamentos.

O seu trabalho social desconhecido por quase todos.

A sua produção musical, analisada por alguns de forma enviesada, com ares  de pseudo acadêmicos, não permite, por má vontade, ou mesmo prconceito, perceber que a sua obra é direcionada, quase em sua totalidade, ao entendimento da população da sua origem, ou seja, comunidade negra, de  grande simplicidade, e que entende, curte, se delicia, e projeta em seu consciente aquilo que alguns aqui não tem, ou seja, a felicidade, mesmo em situações adversas.

Alguns jamais entenderão isso, pois suas vidas estão pautadas no individualismo, em olhar apenas para o próprio umbigo, desprezando a cultura e a forma de ser dos demais.

E ainda dizem: "negro quando não caga na entrada caga na saída".

 

deixando de lado a questão racial, e avaliando somente a pessoa carlinhos brown e sua obra, dois defeitos se destacam. primeiro: cb fala demais. quando se apresentou no rock in rio 3, pra uma plateia composta por muitos roqueiros, ele criticou o rock. saiu do placo em meio a vaias e garrafadas. ficou estigmatizado como artista que não respeita o proprio publico, nem os artistas e o publico de outros generos musicais. e muito do ranço dos ouvintes com o cb se deve a isso. segundo defeito: a sua obra é muito irregular. isso fica nitido nos 2 ultimos trabalhos dele: diminuto, que é um cd razoavel e adobro, lixo da pior qualidade. cb faz musica boa mas também faz muita musica ruim. a critica musical não perdoa. eu particulamente gosto de uma ou outra musica dele, e reconheço seu trabalho social, o que faz com que eu considere o carlinhos brown, tanto artista quanto pessoa, um ser razoavel.

 

Compôs 400 músicas? Puxa, então ele é maior que Mozart e Beethoven juntos.

 

E ainda tem um depoimento do Chico dizendo que o Carlinhos teve que se mudar do Rio porque ele e seus filhos sofriam discriminação racial num condomínio de luxo em não sei que lugar da Zona Sul carioca.

 

Esses espanhois safados que odeian o Brasil, tomara a proxima vez que o Fernando Trueba venha pra Brasil ele seja barrado e mau tratado, assim a nossa alma ficará lavada, temos que nós impor pra esse bando de gringos xenófobos¡