Revista GGN

Assine

O papel dos EUA no golpe de 64

Por RRodrigo

Apoio americano ao golpe militar no Brasil

Do Arquivo de Segurança do EUA, disponibilizado no site da George Washington University

http://www.gwu.edu/~nsarchiv/NSAEBB/NSAEBB118/index.htm

tradução do google:

BRASIL MARCA 40 º ANIVERSÁRIO DO GOLPE MILITAR 

Documentos desclassificados lançam luz sobre o papel dos EUA

fita de áudio : o presidente Johnson pediu tomar "todos os passos que pudermos" para apoiar a derrubada de João Goulart

Embaixador dos EUA requerido pré-posicionado de Armamento para ajudar golpistas; Reconhecido operações encobertas apoio as manifestações de rua, as forças cívicas e grupos de resistência

Editado por Peter Kornbluh 

Peter.kornbluh @ gmail.com / 202 994-7116

Washington, 31 mar 2004 - "Eu acho que devemos tomar todas as medidas que podemos, estar preparado para fazer tudo o que precisamos fazer", o presidente Johnson instruiu seus assessores sobre os preparativos para um golpe de estado no Brasil em 31 de março de 1964. No 40 º aniversário do putsch militar, o National Security Archive publicado hoje documentos recentemente desclassificados sobre as deliberações políticas dos EUA e as operações que levaram à derrubada do governo Goulart em 01 de abril de 1964. Os documentos revelam novos detalhes sobre a disponibilidade dos EUA para apoiar as forças golpistas.

Os documentos do arquivo incluem uma fita áudio desclassificada de Lyndon Johnson a ser informado por telefone no seu rancho no Texas, como os militares brasileiros mobilizaram-se contra Goulart. "Eu colocaria todos que tinham alguma imaginação ou esperteza ... [o director da CIA John] McCone ... [secretário de Defesa Robert] McNamara" em garantir que o golpe ia para a frente, Johnson é ouvido a instruir o subsecretário de Estado George Ball. "Nós simplesmente não podemos levar um presente", a fita registra opinião de LBJ. "Eu ia ficar bem em cima dele e arrisco meu pescoço um pouco."

Entre os documentos são Top Secret cabos enviado por embaixador dos EUA, Lincoln Gordon, que pressionou vigorosamente Washington pelo envolvimento directo no apoio aos golpistas liderados pelo Chefe do Estado Maior do Exército general Humberto Castello Branco. "Se nossa influência deve ser exercida para ajudar a evitar um grande desastre aqui, que pode tornar o Brasil a China dos anos 1960, isso é que tanto eu como todos os meus conselheiros senior acreditamos que nosso apoio deve ser colocado", escreveu Gordon ao alto Departamento de Estado, Casa Branca e responsáveis ​​da CIA em 27 de março de 1964.

Para assegurar o sucesso do golpe, Gordon recomendou "que as medidas sejam tomadas mais rápido para se preparar para uma entrega clandestina de armas de origem não-EUA, a ser disponibilizado para torcedores Castello Branco em São Paulo." Num telegrama a seguir , desclassificado Mês passado, Gordon sugeriu que estas armas fossem "pré-posicionadas antes do eclodir da violência", a ser utilizado pelas unidades paramilitares e "militares amigos contra militares hostis, se necessário." Para esconder o papel dos EUA, Gordon recomendava que as armas fossem entregues através de "submarino não identificado e serem desembarcadas à noite em pontos isolados do litoral do estado de São Paulo ao sul de Santos".

Os telegramas de Gordon também confirmam medidas encobertas da CIA "para ajudar a fortalecer as forças de resistência" no Brasil. Estes incluíram "apoio encoberto para comícios de rua pró-democracia ... e incentivo [de] sentimento democrático e anti-comunista no Congresso, as forças armadas, trabalho amigável e grupos de estudantes, igreja, e as empresas." Quatro dias antes do golpe Gordon informou Washington que "podemos pedir um modesto financiamento suplementar para outros programas de acção encoberta no futuro próximo." Ele também pediu que os EUA enviassem navios de carga "POL" de petróleo, óleo e lubrificantes para facilitar as operações logísticas dos conspiradores militares golpistas, e desdobrar uma força-tarefa naval para intimidar apoiantes de Goulart e estar em posição de intervir militarmente se o combate se tornou prolongadas.

Embora a CIA é amplamente conhecido por ter sido envolvido na acção encoberta contra Goulart que levou ao golpe, seus arquivos operacionais sobre a intervenção no Brasil continuam a classificar para a consternação dos historiadores. Arquivo analista Peter Kornbluh pediu à Agência para "levantar o véu do segredo de um dos episódios mais importantes da intervenção dos EUA na história da América Latina" por completo desclassificação dos registos das operações da CIA no Brasil. Tanto as administrações Clinton como Bush efectuaram significativas desclassificações sobre os regimes militares no Chile e na Argentina, observou ele. "A desclassificação dos registos históricos sobre o golpe de 1964 e os regimes militares que se seguiram promoveria os interesses dos EUA no fortalecimento da causa da democracia e dos direitos humanos no Brasil e no resto da América Latina", afirmou Kornbluh. 

Em 31 de março, mostram os documentos, Gordon recebeu um telegrama secreto de Estado Dean Rusk do secretário afirmando que a administração decidira mobilizar imediatamente uma força-tarefa naval para tomar posição ao largo da costa do Brasil; expedição navios da Marinha dos EUA "POL" de Aruba, e montar uma ponte aérea de 110 toneladas de munições e outros equipamentos, inclusive "CS agent" um gás especial para o controle da máfia. Durante uma reunião de emergência da Casa Branca em 01 de abril, segundo um memorando da CIA de conversa , o secretário de Defesa Robert McNamara disse ao presidente Johnson que a força tarefa já navegava e que um petroleiro da Esso com gasolina de aviação e logo estaria na vizinhança de Santos. Uma ponte aérea de munições, relatou ele, estava sendo preparada em New Jersey e poderia ser enviado para o Brasil dentro de 16 horas.

apoio dos EUA Tais militar para o golpe militar provou desnecessária; As forças de Castello Branco conseguiram derrubar Goulart muito mais depressa e com muito menos resistência armada, em seguida, os decisores políticos EUA antecipado. Em 2 de abril, agentes da CIA no Brasil retorcidos que "João Goulart, presidente deposto do Brasil, deixou Porto Alegre cerca de 13:00 hora local para Montevidéu."

Os documentos e telegramas referem-se às forças do golpe como "a rebelião democrática". Após a aquisição general Castello Branco, os militares governaram o Brasil até 1985.

Nota: Os documentos estão em formato PDF grátis. Você precisará baixar e instalar o Adobe Acrobat Reader para visualização. 

Ouvir / ler os documentos

l) da Casa Branca Audio Tape, o presidente Lyndon B. Johnson a discutir o golpe iminente no Brasil com o subsecretário de Estado George Ball, 31 de março de 1964

Este clipe áudio está disponível em diversos formatos: 

Windows Media Audio - largura de banda alta (7,11 MB) 

Windows Media Audio - largura de banda baixa (3,57 MB) 

MP3 - (4,7 MB)

Neste minuto fita Casa Branca 05:08 obtidos a partir do Baines Biblioteca Lyndon Johnson, o presidente Johnson é registado a falar ao telefone de seu rancho no Texas com George Ball subsecretário de Estado e Secretário Adjunto para a América Latina, Thomas Mann. sumários Bola Johnson sobre o estatuto da ofensiva militar no Brasil para derrubar o governo de João Goulart, que autoridades dos EUA vêem como um esquerdista estreitamente associado ao Partido Comunista Brasileiro. Johnson dá a Ball luz verde para apoiar activamente o golpe se o apoio dos EUA é necessária. "Eu acho que devemos tomar todas as medidas que podemos, estar preparado para fazer tudo o que precisamos fazer", ele ordena. Em uma aparente referência a Goulart, Johnson declara "simplesmente não podemos levar um presente." "Eu ia ficar bem em cima dele e arrisco meu pescoço um pouco", ele instrui Ball.

2) Departamento de Estado, Top Secret Cabo do Rio de Janeiro, 27 março de 1964

O embaixador Lincoln Gordon escreveu este extenso, de cinco partes, o cabo para o maior de agentes de segurança nacional do governo dos EUA, incluindo o diretor da CIA John McCone e os secretários de Defesa e de Estado, Robert McNamara e Dean Rusk. Ele fornece uma avaliação de que o presidente Goulart está a trabalhar com o Partido Comunista Brasileiro para "tomar poder ditatorial" e urge os EUA a apoiarem as forças do general Castello Branco. Gordon recomenda "uma entrega clandestina de armas" para os adeptos Branco, bem como a transferência de gás e petróleo para ajudar os golpistas conseguem, e sugere que tal apoio será complementado por operações encobertas da CIA. Ele também exorta a administração a "preparar-se sem demora contra a contingência de necessária intervenção aberta numa segunda fase."

3) Departamento de Estado, Top Secret cabo de Amb. Lincoln Gordon, 29 mar 1964

atualizações embaixador Gordon altos funcionários dos EUA sobre a deterioração da situação no Brasil. Neste cabo, desclassificado em 24 de fevereiro de 2004 pela Biblioteca Presidencial LBJ, ele reitera a necessidade de "distribuidor" para ter um carregamento secreto de armas "pré-posicionadas antes do eclodir da violência" para serem "usadas pelas unidades paramilitares trabalhando com democratas grupos militares "e recomenda uma declaração pública por parte da administração" para reassegurar o grande número de democratas no Brasil que não somos indiferentes ao perigo de uma revolução comunista aqui. "

4), cabo de Inteligência da CIA sobre "Planos de conspiradores revolucionários em Minas Gerais," 30 de março de 1964

A estação da CIA no Brasil transmitiu este relatório de campo a partir de fontes de inteligência em Belo Horizonte, que declarou sem rodeios "uma revolução pelas forças anti-Goulart vai ficar definitivamente em curso esta semana, provavelmente nos próximos dias. O cabo transmite informações sobre planos militares para" marcha em direção ao Rio de Janeiro. revolução "A", "a fonte de inteligência previu," não será resolvida rapidamente e será sangrenta ".

5 Departamento de Estado), Cabo Segredo para Amb. Lincoln Gordon, no Rio, 31 de março de 1964

Secretário de Estado Dean Rusk envia Gordon uma lista das decisões da Casa Branca "tomar a fim [para] estar em posição de prestar assistência no momento apropriado às forças anti-Goulart se for decidido que isto deve ser feito." As decisões incluem o envio de navios da Marinha EUA carregados com gasolina, gasóleo e lubrificantes de Aruba para Santos, Brasil, reunindo 110 toneladas de munições e outros equipamentos para as forças pró-golpe, e despachar uma brigada naval incluindo um porta-aviões, destróieres e vários acompanhantes para conduta ser posicionados ao largo da costa do Brasil. Algumas horas depois, um segundo cabo é enviado, que altera o número de navios, e as datas estarão chegando ao largo da costa.

6 CIA), Memorando secreto da conversação sobre "Reunião na Casa Branca 01 de abril 1964 Assunto-Brasil," 01 de abril de 1964

Este memorando de conversação registra uma reunião de alto nível, realizada na Casa Branca, entre o presidente Johnson e seus principais assessores de segurança nacional no Brasil. CIA vice-chefe de operações do Hemisfério Ocidental, Desmond Fitzgerald registou a informação dada a Johnson ea discussão sobre o andamento do golpe. Secretário da Defesa informou sobre os movimentos da vela da força-tarefa naval towad Brasil, e as armas e munições que está sendo montado em New Jersey para reabastecer os golpistas se necessário.

7) da CIA, Inteligência da Informação a cabo na "Partida de Goulart de Porto Alegre para Montevidéu", 2 de abril de 1964

A estação da CIA no Brasil, relatou que o presidente deposto, João Goulart, deixou o Brasil para o exílio no Uruguai em pm l, em 02 de abril. Sua saída marca o sucesso do golpe militar no Brasil.

Média: 5 (11 votos)
51 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

Comentar

O conteúdo deste campo é privado e não será exibido ao público.
CAPTCHA
Esta questão é para testar se você é um visitante humano e impedir submissões automatizadas por spam.
+51 comentários

Muitome estranhou a citação do juscelino por obama. Todos sabemos dos mistérios da morte de juscelinos e tudo o que os americanos fizeram para impresí-lo de tocar o plano de metas e principalmente de voltar ao poder.

 

Um  importante  documento histórico,  já  que  conta  com  depoimentos  de muitos dos  envolvidos  nos  eventos,  é  o  filme  Jango,  documentário  de  Silvio  Tendler. Esclarece  muito  quem  é  quem.

 

Exato, Mello. Bem lembrado !

Aqui está o link para quem quiser baixar e assistir. A qualidade não é muito boa, mas dá para ver com certeza.

http://www.cineconhecimento.com/2010/08/jango/

Interessante que Jango, o presidente fraco, foi o único que morreu no exílio, já que os militares brasileiros não admitiam a possibilidade de o gaúcho entrasse novamente em território brasileiro, sonho que ele alimentou até a morte. Por quê, hein ?

 

E era espionado constantemente a mando da ditadura militar.

 

Priscila maria presotto

Leiam este livro, do historiador Carlos Fico, com documentos classificados e não classificados do próprio governo norte-americano, entre outras fontes. Já lí este livro algumas vezes (para a universidade) pois a minha pesquisa lida exatamente com o período ditatorial brasileiro de 1964. O tema, em sí, não é grande novidade, mas as fontes que o livro apresenta são esclareceroras e poem em relevo a participação norte-americana na condução do golpe de 1964, levado a cabo por brasileiros, mas com o suporte do governo (e da grande imprensa, e é aí que entra o meu trabalho) estadunidense. O título principal do livro de Fico é "O Grande Irmão - Da Operação Brother Sam aos Anos de Chumbo".

http://www.livrariasaraiva.com.br/cesta/cesta.dll/mostra?ID=4789E8077DB0...

 

   Caro Ricardo, eu ia justamente escrever um post recomendando esse livro. Levando em conta as informações contidas no mesmo, se vivessemos em um mundo ideal seria o caso de rompimento de relações diplomáticas. Mas em respeito a realpolitik, nossos governantes tem que elaborar e implantar medidas para que tais fatos jamais se repitam.

 

caros debatedores. Gostaria de lembrar aos mesmos o seguinte:

1- A participação americana no Golpe de 64 não é mais objeto de discussão entre as pessoas minimamente informadas. Foi o mesmo esquema ( mais sangrento ainda) usado contra Salvador Allende no Chile. Nada de novo.

2- Em 1964 apenas se consumou um ato de tomada de poder que vinha sendo tramado desde 1922, 1930, 45, 54, 61 e finalmente consolidado em 1964, graças à atitude estúpida de um imbecil chamado Jânio Quadros que recebeu o país de forma democrática e tentou um golpe infantil>( esqueceu de combinar com os outros).

3- O que resta agora é se estabelecer realmente uma Comissão da Verdade para apurar a história das mortes, torturas e desaparecimentos e leis auto-aplicadas para vedar a busca. Faltou ao STF peito e coragem para estabelecer o que todos os outros países já fizeram. Estabelecer as bases da justiça na responsabilidade daqueles que tomaram o poder pelas armas e praticaram a barbárie.

4-O resto é cortina de fumaça.

Rogério Versieux

 

Eu, também, julgo que todos os dados (ainda disponíveis) deveriam ser abertos e revelados. É um direito irrefutável de quem perdeu seus entes queridos ou, mesmo, vivo, está.

Mas, a medida é colocada e festejada de uma forma, como se alguém fosse ser preso ou, de alguma forma, punido.

E, isto, não acontecerá. Até porque, 99% dos diretamente envolvidos, pelo lado dos militares e dos policiais civis, que foram piores do que eles, já morreu. E pelo outro, até Brizola já partiu. Então .....

Agota, você já combinou isto com a nossa presidenta ?

 

 

Agora resta-nos saber (interferindo) qual será o papel do Brasil na derrocada do império Yankee .

 

" A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos." - Barão de Montesquieu

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Brother_Sam

"Em 31 de Março de 1964 foi deflagrada a Operação Brother Sam, que, segundo a imprensa e documentos já em domínio público liberados pelo governo americano, consistia no envio de 100 toneladas de armas leves e munições, navios petroleiros com capacidade para 130 mil barris de combustível, uma esquadrilha de aviões de caça, um navio de transporte de helicópteros com a carga de 50 helicópteros com tripulação e armamento completo, um porta-aviões classe Forrestal, seis destróieres, um encouraçado, além de um navio de transporte de tropas, e 25 aviões C-135 para transporte de material bélico.

Gordon queria a intervenção rapidamente, se o golpe não tivesse vingado, o Brasil seria invadido, a poderosa Frota do Caribe estava entre 50 e 12 milhas náuticas ao sul do Espírito Santo."

 

Delirio puro. Nada disso aconteceu e para acontecer precisaria algumas semanas.

 

Exatamente, o que o interlocutor de Lyndon Johnson disse para ele.

Porém, o nosso calculista, acima, quer contrariar. Não tem jeito.

"Fanático que posa de Progressista, pensa que todo brasileiro é burro, igual ao Azenha no "Áudio-Lírico", maquiado.

 

Os EUA, nos atrasaram tecnológicamente 30 anos, e a toda América latina, de lá não vem nada de bom, MATAR o presidente do Chile, como ele foi morto é COVARDIA !!!

Quer dizer, tivemos que ser CAPITALISTAS NA MARRA !!!

É assim que eles gostam do mundo !!! 

Re: O papel dos EUA no golpe de 64
 

CAMPANHA 10% DO PRÉ-SAL PARA REAPARELHAR NOSSAS FORÇAS ARMADAS, VIVA O BRASIL!!!

Que bacana... O mentor nacional do golpe mesmo ficou de fora? O Magalhães Pinto teve papel importante no golpe!!!

 

Tanto  é  que  Jk,  o  "santo"   ,  sugeriu  o  nome  de  Magalhães  Pinto para  o  chefe  de  governo  (presidente)  da  ditadura...

 

O golpe foi dado, no Brasil, por brasileiros. E a ditadura foi mantida, no Brasil, por mais de duas décadas, por brasileiros. Foram as autoridades [forças armadas] brasileiras que se curvaram aos americanos - talvez por que fosse mais comodo. Ou seja, os brasileiros fizeram o que os americanos queriam.

Não podemos, Brasil, posar de vitima, pois, nós fomos tão safados quanto os americanos e, sobretudo, contra a própria nação/povo.

Não há mocinhos nessa história.

 

http://www.gwu.edu/~nsarchiv/

 

Apenas para registro e consideração da galera da ""teoria conspirativa da historia"". Esse National Security Archive NÃO é um orgão do governo americano, como dá a entender o nome, é uma ONG de ultra esquerda cujo principal projeto é documentar o Governo Pinochet no Chile. Fazem seu trabalho dentro do clima de absoluta liberdade de expressão que vigora nos EUA.

Quanto aos citados documentos, que é preciso analisar, não basta o velho truque de ""pinçar"" frases e jogar fora do contexto, fica claro o mau embaixador que foi o professor Lincoln Gordon, que não era diplomata de carreira, escreveu muita bobagem e mostrou que não conhecia o Brasil. Na analise do que foi relatado aqui ve-se claramente que ele é que estava agitado, não há nenhum pedido de apoio dos militares brasileiros e nem havia necessidade de apoio, um carregamento de armas em submarino?? Para que? O Exercito brasileiro tinha armas mais que suficientes nesse nivel de operações. Petroleo tampouco faltava, é um papinho frouxo, sem integração e sem planejamento. Estranho tambem não haver nenhum cabo de um personagem muito mais importante que o Embaixador, que era o Adido Militar da Embaixada, Cel.Vernon Valters.

Há comentarios sobre cabos da CIA mas esses cabos não estão em arquivos privados, todas as mensagens da CIA são criptografadas e não podem ser lidas fora da organização.

Do conjunto das informações não há absloutamente nenhuma intervenção, apenas sugestões de intervenção partindo basicamente do Embaixador e apoio macro da Casa Branca, o que é perfeitamente natural, qualquer pais tem simpatia ou antipatia por mudanças de governos em outros paises estrategicos, desde que o mundo é mundo, não há novidade alguma nisso, é para isso que existem os Adidos Militares e o Conselheiro Politico nas Embaixadas.

 

André:

O que você diz sobre a operação Brother Sam ?

A sua citação de Vernon Walters, agente da DIA, é importante. Ele tinha amigos dentro do exército brasileiro e, mesmo negando o fato, teve participação nas articulações que levaram ao golpe de 64.

 

Me explique o que é a operação Brother Sam.

 

"Me explique o que é a operação Brother Sam":

Quando em duvidas, entre (nome wikipedia" na barra do FireFox.  Nesse caso, "brother sam wikipedia" vai direto aa resposta:  espionagem de sabotagem da populacao inteira de meio continente.

 

Operação Brother Sam: plano para expedir para o  Brasil força-tarefa, fornecendo apoio aos "rebeldes" do exército brasileiro e para, se fosse preciso, intervir militarmente no Brasil.  Foi chefiada pelo general George S. Brown. Vernon Walters ajudou nas articulações entre os militares brasileiros e americanos.

 

  Patrícia, outro fato relevante: Castelo era amigo pessoal de Vernon Walters.

 

Bem, isto, até a torcida do Flamengo já sabia.

Ocorre que Castelo, além de ser um homem religioso e dedicado a família,  cultuava ser atencioso e comunicativo, com todos com quem conviveu e convivia. E, como poliglota, na Sorbonne e na Escola de Guerra dos EUA, deixou dezenas de amigos e, naturalmente, a maioria militares, com quem se correspondia e, quando preciso, falava (como fez na 2ª Guerra, para pedir reforços, "em off" - é, também, tinha disso). Então, ser amigo pessoal Vernon Walters era uma coisa natural. Afinal Walters "não mordia"; era um ser humano, mas, como nasceu nos EUA, as esquerdas não aceitavam que fosse.

Assim sendo, não entendi "o furo de reportagem".

Sei de tudo isto, porque Castelo Branco, acolhia, carinhosamente, quando no Rio, a meu pai (por acaso, filho de um general, primo de CB), que ficou órfão de mãe muito cedo e foi criado por uma de minhas madrinhas, irmã de meu avô. Daí ...

 

   Caro,

    Walters e Castelo eram seres humanos. Meus tios reacionários e saudosistas da ditadura também, tenho apreço pelos mesmos, são honestos e camaradas, mas jamais votaria em nenhum deles para presidente. O caso é que Walters era um dos maiores expoentes do serviço de inteligência dos EUA, país que, em maior ou menor grau, dependendo da interpretação de cada um, teve papel na derrubada de um governo eleito democraticamente. O quanto essa amizade pesou para  o sucesso do golpe também dependerá da interpretação de cada um. A minha é a seguinte: Castelo foi um golpista, ainda que, como você alega, bem-intencionado. Conspirou juntamente com Walters para derrubar um governo eleito democraticamente, o que para mim também configura traição ao país. Chocou o ovo da serpente, e quando quis continuar com os planos para uma transição civil rápida, entrou em conflito com a linha dura. Não duvido mesmo que tinha sido morto pela "tigrada", possivelmente treinada para operações escusas pelos subordinados de Walters.

 

 

Novidade mesmo...  Nossinhora...  Armas de origem nao identificada, anticomunismo no congresso, escolas, igrejas.  Nossinhora.

Nada se modifica.

 

Ivan,

Castelo Branco não precisou de armas para derrubar Brizola (primeiro) e Jango.

Certamente, você não conhece a maior "pegadinha" da História do Brasil, armada por "um estrategista, nato, em poupar vidas humanas": todo o comboio que saiu do Rio de Janeiro, em direção a Minas (cuja marcha contra o Rio tinha, apenas, o objetivo de esvaziar Belo Horizonte e Juiz de Fora e, como subproduto, o Rio de Janeiro para evitar confrontos nas grandes cidades e DESESTRUTURAR qualquer "contra´revolução") não tinha munições, nem na "agulha"; os caminhões com as armas, foram desviados, ainda dentro da cidade do Rio de Janeiro e, todos os que seguiram tinham, apenas, Caixas de Munições, vazias.

"SÓ O COMANDANTE, LEGALISTA, NÃO SABIA"; foi rendido no alto de um monte sob a total passividade da tropa, desarmada. SApenas os oficiais portavam armas carregadas. Nenhum o defendeu. 

Para comemorar, todos, mineiros e cariocas ("presos" - lol) voltaram batucando samba, para o Rio e, aqui, todos, liberados para almoçar, em casa. Jango e Brizola já se preparavam para jiajar no RS. Nenhum tiro.

Aliás, essa luta pela vida humana, Castelo já havia demonstrado na 2ª Guerra Mundial, ao pedir, "em off", reforços aos americanos que ajudaram a FEB a tomar os Montes italianos. sem esses reforços, não teríam morrido, "apenas" 430 brasileiros. Certamente, pelos cálculos de Castelo, conforme relatou à família, poderíamos ter perdido, pelo menos, 15.000 pracinhas e um grande número de oficiais.

Você sabia, que só Castelo, no Estado Maior, falava inglês fluentemente? Pois é, então ......

Por favor, não tratem como assassino um homem que veio ao mundo para salvar vidas.

Porém, demagogia, politicagem e insubordinação nas Forças Armadas, Castelo Branco não tolerava.

 

Muito interessante sua forma de pensar, mas vamos ver de uma forma diferente.

 

Um golpe de Estado tinha como justificativa "afastar" o Estado Comunista que estava logo alí, a nova China dos anos 1960. 

Mas ao mesmo tempo você justifica a grandiosidade de Castelo, a forma que derrubou um governo democraticamente eleito, sem dar um tiro. Pois bem, se não deu um tiro, não houve resistência, cadê a ameça Comunista que se avizinhava.

Um outra forma de ver é que Castelo não passou de garoto de recado da elite além de conspirar contra seu país juntamente com os gringos. Capiche ?

 

Quem falou em ameaça de comunismo comentarista? se você não leu o que escrevi, no primeiro e extenso depoimento acima, está perdendo seu tempo; Castelo Branco ridicularizava isto, porque conhecia o caráter e o pensamento democrata de Jango e, ele, Castelo, jamais se renderia a pressões externas, se HOUVESSEM; e NÃO HOUVE. Sei que é difícil, quem não o conheceu, aceitar isso.

Porém, repito, o único argumento para o qual Castelo não teve saída, junto aos demais comandantes militares (estes, sim, o pressionavam) foi a insubordinação e o motim, na marinha, insuflado por Brizola. Se não fosse este fato, Jango teria continuado a governar (palavras de Castelo Branco à família) e, difícil, alguém no Exército, para o enfrentar. Isto se chama, por um lado,  AUTORIDADE, e, para o outro, RESPEITO.

Jango e Brizola tinham, apenas, um General do Leste e dois do Sul que o apoiavam, mas, só um, incondicionalmente - eles já estavam abandonados, há muito).

Insubordinação nas tropas, nem Fidel Castro nem, mesmo, Chavez, admitiriam. Nesse campo, há limites convencionais, sejam destros ou sinistros.

 

 

o comandante máximo das forças armadas era JOÃO GOULART.

 

Portanto, Castelo Branco foi um TRAIDOR, da Constituição, e do POVO BRASILEIRO.

 

Se fosse, não teria sido deposto.

Foi deposto porque o seu governo perdeu a legitimidade quando entrou na ILEGALIDADE; isto ocorreu quando "o chefe supremo das Forças Armadas", passou a ser  o seu cunhado.

Repito: se não fosse este fato JANGO não teria sido deposto. ISTO FOI DITO POR CASTELO BRANCO EM REUNIÃO DE FAMÍLIA,

 

Importante que esses fatos sejam revelados. Muitos até hoje colocam em Goulart, a vítima, a culpa pelo golpe que sofreu. Os fatos históricos, se bem analisados, demonstram que esse golpe começou muito antes. Os americanos foram cercando o governo brasileiro de todas as formas, principalmente no aspecto econômico.

As linhas de crédito americanas para o Brasil ficaram praticamente suspensas. Isso desde o governo do respeitado Kennedy. Os ministros da fazenda da época, San Tiago Dantas e  Carvalho Pinto, tiveram inúmeras dificuldades para conseguir dinheiro com os americanos, assim como extender os prazos de pagamento de dívidas já contraidas.

Grandes questões estavam sendo decididas pelo governo brasileiro nesse período, tais como a regulamentação das remessas de lucros das empresas para suas matrizes e a nacionalização de serviços que eram prestados pelos americanos no Brasil. A Eletrobrás surgiu desse imbróglio. Diante da recusa de Goulart em não favorecer os americanos nesses aspectos, seu governo foi sofrendo sanções "tácitas". Publicamente não se dizia nada, mas nos bastidores as ações eram muitas. Vide o trabalho do embaixador americano no Brasil, Lincoln Gordon.

Vale lembrar também que nesse período o Itamaraty recebeu e concedeu inúmeros pedidos de vistos para americanos entrarem no Brasil. Segundo historiadores, o plano era ter gente treinada para um possível confronto com os "guerrilheiros" do Brasil. Se houvesse resistência, teria confronto, uma provável guerra civil.

Esse foi provavelmente o momento da história do nosso país em que as tensões entre as classes trabalhadoras e os donos do poder foi maior. O medo da elite brasileira baseava-se no fato de que Goulart era ligado ao trabalhismo e possuia compromissos reais com as classes trabalhadoras, recusando-se em muitos momentos a prejudicá-las. Essa tensão só voltou a se repetir no final do governo FHC, mas de forma diferente, e foi aliviada com a eleição de Lula.

As forças que construiram esse golpe foram muitas - a imprensa teve papel fundamental, e foi amplamente consolidado não por uma fraqueza de quem estava no poder, mas provavelmente por uma ingenuidade dos defensores da democracia em acreditar na boa vontade dos democratas "da boca para fora".

A tentativa de golpe contra um governo trabalhista iria se repetir - agora de forma mais elegante, pelas vias democráticas - com o chamado "escândalo do mensalão". Só que não deu certo...

 

“A BEM DA VERDADE”

Os contatos com os americanos foram feitos, sim, mas,  muito antes do movimento de 1964. Eles se deram em função de outro GOLPE que chegou a ser iniciado, mas, anulado pelo movimento de 1964: o que Brizola planejava dar em seu próprio cunhado, desde o final de 1961, como restou provado nas interceptações telefônicas do político gaúcho, com dois generais do Sul e um do Sudeste, onde era, sempre,  mencionado o apoio de alguém  graduado, da Aeronáutica (um dos insatisfeitos com o respaldo que a corporação deu à Lacerda, 10 anos, antes).

Porém, os contatos mais próximos da  época da Revolução, não eram feitos, só,  com Lincoln Gordon. Ele conversava com os seus velhos companheiros de Academia Militar, nos EUA, já super graduados em 1964. Mas, aí, apenas por um único motivo: a única coisa que Castelo receava, a princípio,  era a posição de alguns comandantes da Aeronáutica.  Aí, sim, pediria ajuda. Mas, dias antes do desfecho, já a sabia desnecessária; por isso, não disparou um tiro,  sequer, e não permitiu que irmãos brasileiros entrassem em luta,

Da mesma forma para salvar vidas, com extrema habilidade, ele conseguia segurar, um pouco, o inteligente,  voluntarioso, corajoso  e impetuoso, Mal. Mascarenhas de Moraes, na 2º Guerra, e era o único a falar diretamente com os comandantes americanos o que lhe custava a ira e a inveja de alguns oficiais do Estado Maior da FEB (que, depois de sua morte, contaram uma história atravessada para um jornalista que precisava vender jornal). Isto porque, depois de Mascarenhas,  ELE ERA O LÍDER MAIOR, APESAR DA PATENTE MENOR. Mas, foi, assim, que conseguiu os reforços para que a FEB não fosse dizimada. Precisou mentir para Mascarenhas, mas pediu.

Para finalizar, o que já disse inúmeras vezes (a maioria do que está nos livros é fantasia, até porque o filho de Castelo preferiu o silêncio). Meu avô, já na reserva e dois de seus irmãos, também generais, e a própria irmã de Castelo, uma das colaboradoras das "perigosas idosas do Aparelho do Convento de Santo Antônio", sabiam o que a imprensa jamais soube. CB era, antes de tudo DISCRETO, mas, fiel aos de sangue.

Dito isso, afirmo: a revolução só foi feita porque Brizola insuflou a revolta dos sargentos, cabos e marinheiros e, Castelo Branco (que segurava os demais generais), não teve mais o que dizer e foi obrigado a tomar as providências: diante da insubordinação deu, a contragosto, a ordem para depor Jango que, sabia, jamais provocaria convulsões internas. Castelo, particularmente o admirava como cidadão, mas, embora um homem íntegro e de bem, o sabia fraco, porém, incapaz de tomar a iniciativa de qualquer movimento que levasse ao derramamento de sangue, AO CONTRÁRIO DO CUNHADO.

 O problema da EVENTUAL “implantação do comunismo”, por Jango, e coisas afins, era, apenas, histeria da imprensa.

Brizola foi um irresponsável ao tentar peitar os militares mais unidos que o Brasil já teve, todos ocupando  postos estratégicos. Ele é o principal responsável pelo que Dilma e seus companheiros  de luta, e os que se incorporaram em defesa da causa, sofreram (embora, a este fato, ela jamais dará respaldo). Brizola foi para seus ricos latifúndios no Uruguai, comer churrasco, chupar a bomba e segurar a cuia. Ingênuos foram e são aqueles que acreditaram e continuam a acreditar nele.

PONTO FINAL, NISSO, CERTO SR. AZENHA ?

Pois, para tanto, desafio qualquer um a identificar,  onde está, claro, neste vídeo (uma tentativa de Azenha ofender à inteligência alheia),  que os americanos foram avisados do golpe, dias antes ou no dia. Eles entraram em uma  de “marido enganado”. O próprio título do vídeo é sutilíssimo, apesar da maquiagem nele feita.

Ora, se tivessem sido avisados, a IV Frota já estaria por perto e os navios tanques, no Caribe, abastecidos (não estavam), sem falar das munições que levariam quinze dias para poder, aqui, chegar.

Sr. Azenha, o povo brasileiro (não fanático) não é burro, como esperavas.

 

Vamos deixar calro uma coisa aqui, Sr. Castello Neto:

Não é "movimento" e não é "Revolução de 64" - é Golpe de Estado de 1964 - capiche ?

 

Negativo. Golpe de Estado é uma operação EXCLUSIVAMENTE MILITAR. Não foi o caso de 1964. Houve INTENSA movimentação civil, a derrubada do Governo foi APOIADA pelos Governadores dos TRES principaais Estados do Pais, Carlos Lacerda, Adhemar de Barros e Magalhães Pinto,  pela maioria do Congresso, pela Igreja Catolica, pela OAB, pela ABL, pela ABI, pela esmagadora maioria da sociedade civil brasileira. ESSA É UMA REALIDADE. Pelo conjunto desses apoios o Governo caiu sem resistencia, ISSO É UM FATO. 1964 foi um Movimento civil e militar contra a permanencia do Governo João Goulart, não um simples golpe. A eleição do General Castelo Branco em 10 de abril de 64, pelo Congresso, ratificou esse apoio civil. ISSO É UM FATO.  Historia se registra com fatos e não com ""eu acho"".

 

Ih, rapá! Golpe de Estado é uma operação exclusivamente militar?!?! Dindondi saiu isso, sô?!

Será então que "Golpe Militar é uma cirurgia exclusivamente de estado"? 

E Golpe na bolsa escrotal não é um chute no s... bem, deixa pra lá...

Quer dizer que o povo elege sob a LEI, mas basta "uns apoios esmagadores" de uns e de outros pra jogar tudo no lixo?

Quer dizer que Castelo foi "eleito" pelo congresso? Ué, mas a constituição previa eleição direta, que gozado?

Em tudo que foi mencionado (povo, forças armadas, sociedades, congresso, associações, etc.) havia gente apoiando um lado e outro. Não sei se vc já era vivo, mas eu, digamos, já lia os jornais, ouvia o radio, via TV... ao vivo!

As "forças esmagadoras" estavam estrategicamente espalhadas pelas ruas. Eram conhecidas como tanques.

Precisa ser muito bem amestrado para acreditar que democracia e legalidade é feita pela vontade de uns e outros, na hora que quiserem, à força e à evelia da lei.

E não saber que História é muito mais que "fatos": é o entendmento deles.

 

Capisce, !!!

 

Capisce é da terceira pessoa.

Capisci, da segunda.

Capisci? :)

 

Grande argumentação...

Em tempo: http://en.wiktionary.org/wiki/capisce

 

Vale a pena ver até o final.

http://www.youtube.com/watch?v=9w7PI7kscrM

É bom para relaxar:  Al Pacino & Johnny Depp - "Donnie Brasco". And ....... forget about it. Capisce?

 

Colega, eu particularmente tenho estudado bastante esse periodo da história do Brasil e, pelo que li sobre Brizola, ele rompeu com seu cunhado Jango - fato do qual se arrependeu depois, pois as divergências entre os dois partem do fato de um queria a luta armada contra os militares - Brizola - e o outro não. Brizola teve papel fundamental na posse de Jango, quando da renúncia de Quadros. Brizola nunca se conformou com o que chamava de "covardia" de Goulart em não partir para a resistência armada contra o golpe. Queria, Brizola, que Goulart lhe passasse a liderança trabalhista, sonhando em repetir 1961.

Só que isso era ingenuidade de Brizola, segundo comprovaram os fatos depois. Figuras de dentro do governo e que acompanharam a movimentação de americanos e do exército brasileiro sabiam que, em caso de resistência, haveria uma guerra civil com massacre dos que lutariam pelo restabelecimento da democracia. O que acabou acontecendo depois, infelizmente...

Muitos cairam nessa falácia do exército de que era "apenas para conter o comunista Goulart e seu cunhado" que o governo seria derrubado. Carlos Lacerda, o corvo, ajudou a apoiar o golpe, sonhando em chegar a presidência em 1964. Chegou ? Tento depois até se aliar a Jango e JK contra o regime.

Não acho também, para finalizar, que as elites brasileiras, parte do exército junto, fossem inocentes. Pelo contrário. Primeiro porque derrubaram um governo democraticamente eleito, depois porque fizeram um governo banhado a sangue inocente. E tudo isso foi culpa do Brizola ? Ah, tá....

 

Muito bom Patricia.

 

Um abraço

 

Priscila maria presotto

Obrigada, Priscila !

Outro abraço,

Patricia.

 

A bem da verdade esse Sr. Fuhgeddaboudit deve ser um "alter ego" do Bolsonaro...

 

Velho Capitão

Pelo texto simplista, truculento e pelos argumentos rasos e pueris, não duvidadia nada que seja o Bolsonaro. Percebe que até quando quer ser irônico ele não consegue concatenar os argumentos? Mas tenho cá comigo que esse troll é o Merval. Sei lá. É só uma intuição.

 

Abomino Bolsonaro, nunca vi, ouvi ou li Merval e, a quem você chama de troll, comenta, por aqui, há quase seis anos, e é cadastrado (mas, você sim, é um troll que só fala grosso onde tem a maioria em volta, logo ...).

Possivelmente, mais um ingênuo "fanático-progressista", que entraria em uma luta pré-perdida, para servir a um esperto, como o que foi tomar chimarrão e comer churrasco no Uruguai para assistir, "de camarote", as barbaridades cometidas  contra os que nele acreditaram.

Depois, voltou, renegou o seu Estado natal, que lhe acoitou para sair do país, foi atrás das luzes dos holofotes, no Rio, acabou com uma cidade que não era sua e passva os fins de semana no Uruguai.

No mais, fui seu vizinho, não de parede, mas, próximo, e o que alguém disse, confere: "nos palanques um típico populista, mas, no escritório, um hábil negociador"; sempre tinha acordo!

 

O senhor Fuhgeddaboudit, votou em Dilma, não apóia nenhum ato praticado contra os direitos humanos pelos militares trogloditas, que mataram Castelo para poder, depois, cometer os atos abjetos, repugnantes, abomináveis e cruéis que cometeram. Apenas, não sou um idiota.

Esses são, na verdade, os fanáticos progressistas, a quem não se pode confiar o botão vermelho da Bomba Atômica, pois, a qualquer iniciativa de um Mané, que lhes contasse uma mentira, detonariam a Bomba. SIMPLES ASSIM !

 

Caixa Preta.

 

O comentarista, então, é chinês ? LOL

Opssss, ............. desculpe-me se não entender.

 

Se o problema foi o Brizola, que era governador do RS, o que o resto do Brasil tinha a ver com isso?

Isso foi sim, uma DESCULPA bem aproveitada, mesmo que seja um fato!

Quando começarmos a aceitar justificativas deste tipo, basta que alguém declare que não goste dos militares, que não confia neles - como muitos declaram diariamente e agora às claras - então aceitaremos como normal os golpes, num país acima NÃO EXISTE DEMOCRACIA de verdade.

Outo fato: os militares derrubaram um governo democracitamente eleito, com ajuda e incentivo dos EUA.

Eles foram os golpistas, nós fomos os golpeados.

 

 

 

 

É fato.

Inclusive, precisamos içar, do fundo do mar, o porta aviões americano e dois navios tanques, que foram levados a pique pela Aeronáutica, próximo a Baia de Guanabara.

LOL !