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Paraguai: foi golpe de Estado, sim

O presidente do Paraguai foi alvo de um golpe de Estado, assim como Fernando Collor, do Brasil e Andrés Perez, da Venezuela.

Esse padrão de golpe é histórico mas se aprofundou com a redemocratização latino-americana e com os ecos de Watergate.

Consiste no seguinte:

1. São eleitos presidentes sem base política no Congresso. O Congresso não pode derrubar simplesmente o presidente eleito.

2. Aguarda-se então um fato qualquer, que possa deflagrar uma catarse na opinião pública.

3. Em cima do fato, a mídia dispara campanhas amplificando e dramatizando.

4. Criado o clima de comoção popular, o Congresso se vê com legitimidade para decretar o impeachment. Embora Collor não fosse uma Madre Tereza de Calcutá - como não o foram FHC e Lula -, o motivo invocado para sua queda foi ridículo: o tal Fiat Elba. Não fosse esse, invocar-se-ia qualquer outro.

Essa  "metodologia" de golpe foi exercitada  contra presidentes de "direita", como Collor e Perez, ou de "esquerda", como Lugo ou Chávez. Mas é sinal, também, da dificuldade do continente em consolidar sua democracia e das midias nacionais em respeitar as instituições.

Aliás, o correto, em processos de impeachment, seria a dissolução do Congresso simultaneamente à destituição do Presidente, zerando o jogo.

PS - O fato de provavelmente Lugo ser um desastre administrativo não muda em nada a natureza do golpe.

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Nassif.

Era só esperar mais 9 meses e ganhar as eleições, já que ele administrativamente é um zero a esquerda (com todo respeito as flanges esquerdistas do blog). Esse blog já escaneou o que ocorreu, está perfeita a sua análise.

 

 

 

Nassif, sempre leio o seu blog e admiro muito seu trabalho, mas acho a comparação entre o impeachment de Collor e Lugo um tanto forçada. Collor teve chance de se defender, o processo de impeachment foi longo e desgastou sobremaneira sua imagem pública. Claro que teria se safado se tivesse uma base de apoio mais ampla, e se seu governo estivesse indo bem - não ia. E claro que é ridículo um presidente ser deposto por causa de um Fiat Elba... Mas ridículo para quem? Para quem o depôs ou pro próprio presidente, que se submeteu a tal deslize por um motivo tão banal?

É mais ou menos como se uma empresa pegasse um alto executivo seu roubando R$ 100 de seus cofres. É ridículo demitir um executivo pro R$ 100, mas é ridículo pro executivo, e não pra empresa. Pra empresa, a pergunta é: dá pra confiar num executivo que rouba R$ 100? O valor do erro pode ser irrelevante, mas o que vale é a conduta de quem erra. 

 

Independente de ter sido, ou não, um golpe de Estado, foi uma decisão do Congresso Paraguaio, por decisão de amplíssima maioria dos congressistas.

Mas acho errado a reação dos presidentes sul-americanos que condenaram o impeachment e, agora, ameaçam os Paraguai com sanções, em desrespeito á soberania deste país, um tema tão caro da esquerda latino-americana. Aliás, salvo engano, a Venezuela já suspendeu envio de petróleo ao Paraguai, e Argentina chamou seu embaicador de volta.

Se Fernando Lugo não fosse tão amiguinho de Chávez, Kirchner e Morales, certamente as reações não teriam sido assim tão contundentes e a mobilização de representantes desses países não teria sido tão rápida. Ou seja, para eles, o Paraguai sem Lugo não presta mais, ainda que o país estivesse sofrendo uma escalada de violência e e continuasse com a questão agrária mal-resolvida.

Difícil saber as reais intenções do novo governo paraguaio, e do Congresso que votou o impeachment-relâmpago, que deve ter muito oportunista de direita e de esquerda, sem dúvidas, mas pra mim o mais sensato seria respeitar essa questão interna do Paraguai e acompanhar de perto os desdobramentos disso, mas mantendo o país por perto.

 

Lugo cometeu erro grave em não formar maioria no parlamento, a destituição foi errada (ainda mais que faltava menos de um ano para as eleições), mas com certeza o golpe vai promover uma maior conscientização cidadã no Paraguai e na próxima eleição a esquerda vai eleger muito mais cadeiras.

Em Honduras ocorreu o mesmo, a esquerda que não tinha cadeiras passou a ter e na próxima eleição pode eleger o presidente para suceder Porfírio Lobo (quem sabe Zelaya novamente), a direita tenta cortar o cordão umbilical das mudanças, mas acaba é fortalecendo os movimentos de resistência.

O que aconteceu no Paraguai tem mais chance de ocorrer no Brasil que na Bolívia, Evo Morales (assim como Rafael Correa e Hugo Chávez) tem uma base parlamentar maior que Dilma:

  Partido Votos Percentagem Deputados Senadores  Movimento para o Socialismo 2.943.209 64,22 88 26  Plano Progresso para a Bolívia - Convergência Nacional 1.212.795 26,46 37 10  Frente Nacional de Unidade 258,971 5,65 3   Aliança Social 106,027 2,31 2   Movimento Unidade Social Patriótica 23,257 0,51    Pessoas 15,627 0,34    Povos para a Liberdade ea Soberania 12,995 0,28    Social Democrata Bolívia 9,905 0,22   Fonte: Comissão Nacional Eleitoral

O presidencialismo de coalizão brasileiro é uma ameaça para nossa estabilidade e a necessidade de uma Reforma Política é urgente, na hora em que partidos fisiológicos (PMDB, PR, PTB, PP) perceberem que há mais vantagens fora da base petista serão os primeiros a pular fora e ameaçar a governabilidade do PT.

Lula cometeu um grave erro em 2010, ao não aproveitar seus 80% de popularidade para fortalecer a base parlamentar da esquerda (PT, PC do B, PDT, PSB) no parlamento, houve uma prioridade aos partidos de centro. Cada vez mais questiono a existência de 2º turno no Brasil, pra quê serve se os partidos buscam coalizões já no 1º turno?

Alguns aqui no blog disseram que a aliança com Maluf foi para evitar o que aconteceu com Fernando Lugo, pura tolice, Lugo caiu porque se elegeu presidente em aliança com o Maluf deles (Lino Oviedo), em vez de fazer uma base parlamentar de esquerda preferiu se aliar ao Partido Liberal

Situação no restante da América Latina

Cristina Kirchner tem ampla maioria parlamentar, Daniel Ortega também, Pepe Mujica tem uma coligação de partidos parecidos ideologicamente (Frente Ampla) na sustentação de seu governo.

Em El Salvador a luz amarela foi acesa, a esquerda perdeu sua maioria no legislativo em eleições recentes e terá que negociar com a direita para governar. O tom muito conciliatório do presidente Maurício Funes em um país de graves problemas sociais atrapalha.

No Peru outro problema, Ollanta Humala se elegeu com discurso de esquerda, mas não tem maioria no parlamento (devido a polarização política e a falta de lideranças no país), Humala teve que se aliar ao ex-presidente Alejandro Toledo (liberal) para garantir sua sustentação política e por causa disso assinou o tratado de livre-comércio do pacífico patrocinado por EUA e Espanha com o objetivo de enfraquecer o Brasil e o Mercosul. Humala precisa criar um bolsa-família local para legitimar seu governo, já que o país tem quase a metade da população na linha da pobreza.

 

O que fazer para acabar  com esse tipo de golpe de Estado?

Mudar a legislação, fortalecendo os partidos. Talvez, o voto em lista.

Acho que o vice-presidente deveria ser obrigatoriamente do mesmo partido do presidente.

A eleição para o Congresso poderia ser alguns dias após a eleição do executivo (parece que na França é assim), para que o eleitor, sabendo de antemão quem governará o país e sabendo da necessidade de o presidente eleito ter apoio no Congresso, votasse mais consciente no deputado ou no senador.

Mais controle das coligações e das mudança de partido.

E, em relação à mídia, a regulamentação, o direito de resposta, mais concorrência, menos monopólio, uma tv aberta pública  em condições financeiras de disputar liderança de audiência.

 

Como pode chanar golpe de Estado algo que seguiu rigosamente a Constituição?


   Golpe, ou inércia,preguiça, deu-se por quem escreveu a Constitiuição e não foi contestada.


    Talvez a arrogância do mandatário de plantão, não achou necessário apromora-la.


         E aí leio: Em 30 horas o presidente foi sumariamente demitido.


            Digo eu: Em mais de 10  meses ou milhões de horas,ninguém questionou a Constituiçao.


                E ela foi aplicada sem nenhum desvio.


              Não sei porque dessa onda de rejeição pra uma atitude democrática.


               Se a Constituiçao era sevara demais,até leonina, que o presidente tentasse muda-la quando se elegru.


            Mas não o fez.


           Então´porque chamar de golpe algo constitucional?


           Que esses críticos que dizem ser golpe,deveriam le-la antes, tentar modifica-la pra ser mais justa e coerente, mas não agora.


         Golpe mesmo é a imprensa que acusa golpe,algo que foi legal.( segundo as leis do país)


            Que se modifiquem as leis antes de acusar ''golpe''.


           Golpe quem quer dar são os usurpadores da lei( boa ou ruim, temos que segui-la)


                Acho a deposição do presidente Lugo, injusta.Mas não fora da lei.


                 Mudemos,pois,as leis antes de sair gritando ''golpe''.


             


                 

 

 


OS CONTRATOS DEVEM SER CUMPRIDOS E AS INSTITUIÇÕES RESPEITADAS! Caracaterizado o golpe de Estado, o Paraguai não pode permanecer na Unasul ou no Mercosul. Deve ser excluído ou suspenso e rapidamente. Até para multa de trânsito se dá prazo de 15 dias para defesa! Golpe de Estado não se admite mais na América do Sul, apesar das reclamações que isso gera no governo ditatorial dos EUA.

 

E a nossa Ley de Medios, por onde andará?

É necessário fortalecer as instituições democráticas e regulamentar as ações dos órgãos de imprensa, para que estes sirvam à democracia e ao país e não aos interesses privados de mafiosos como as famiglia Marinho, famiglia Frias, famiglia Civita e outros mafiosos.

A nossa imprensa do PIG sempre foi vendida e traidora dos sentimentos nacionais, essa imprensa vendida do PIG sempre vai agir dessa forma, pois está nas suas características agir como bandidos e subalternos de interesses estrangeiros. Por isto a necessidade mais que urgente de regulamentar as ações da imprensa em geral.

 

http://www.desdeparaguay.com/tvpublica

Ontem de madrugada transmitiam o Micrófono Aberto: eu assisti.  Havia MUITA gente protestando contra o golpe, inclusive contra a covardia do Lugo, e até o Lugo falou lá.

Agora, estão transmitindo programas gravados sobre a ditadura militar.

Parece que os funcionários da TV pública de lá ainda estão conseguindo montar uma programação de resistência... até quando?

Lugo: quem me tirou do poder será responsável pela volta da ditadura
24 de junho de 2012  02h05  atualizado às 02h39

 

 

  1. Notícia

 

 

Comentar24

DANIEL FAVERO
Direto de Assunção (Paraguai)

 

O presidente destituído do Paraguai, Fernando Lugo, disse na madrugada deste domingo, durante manifestação transmitida ao vivo pela televisão local, que aqueles que o tiraram do poder "serão os responsáveis pela miséria" e "pela volta da ditadura".

"Temos aceitado o veredito injusto daquele Parlamento, em favor da paz e pela não violência. Tínhamos informação de que queriam repetir o março paraguaio (em março de 1999, o assassinato do vice-presidente Luis Maria Argaña desatou protestos em todo o país, dirigidos contra o então governo do presidente Raúl Cubas, político ligado ao general Lino Oviedo - Cubas acabou renunciando antes de sofrer um impeachment). Este povo é um povo pacífico e pacificamente vencemos o 20 de abril (data das eleições). O processo democrático continuará com mais força", disse.

Durante seu discurso de poucos minutos, em frente a algumas centenas de manifestantes, Lugo lembro que países como o Brasil e Argentina chamaram seus embaixadores para consultas, após o processo que o destituiu do poder na sexta-feira. "A comunidade internacional, do Brasil, do Uruguai, da Argentina, estão retirando os seus embaixadores do Paraguai".

"Eles (os que o tiraram do poder) serão os culpados pela miséria, do retorno de uma ditadura que o povo não quer (...). 'Ditadura nunca mais', gritávamos quando jovens, e pensávamos nunca mais precisar repetir essas palavras, mas hoje a ditadura não é só militar, é parlamentar", disse o presidente destituído, enquanto os manifestantes gritavam palavras de ordem contrárias a Frederico Franco.

 

A poeira está baixando e fica cada vez mais claro que a destituição de Lugo se torna irreversível.

Ele próprio aceitou sua destituição pra evitar qualquer tipo de derramamento de sangue e a única luta ao qual ele aceita lutar é a democrática, nas eleições do ano que vem, visto que ele não perdeu seus direitos políticos e pode voltar a se candidatar a cargos eletivos..

Lí quase todas as mensagem e ví que quase ninguém está preocupado com o Paraguai ou com o povo paraguaio. Ao contrário, a defesa maior, o medo maior é para evitar o o mesmo aconteça no Brasil.

O brasileiro está tão acostumado a processos judiciais longos que critica, ora veja, a celeridade do processo político do país vizinho. A justiça rápida é uma coisa boa mas os brasileiros, eles próprios, querem enrolação como forma de defesa.

Eu estou vendo que no final das contas o que aconteceu no país vizinho foi muito bom.

Após o enfrentamento do exército com trabalhadores sem terra armados, com consequências imprevisíveis, os políticos se viram frente a frente com um problema terrível. Se a violência se alastrar no campo cria, além do problema de violência e derramamento de sangue, a situação ideal para a volta dos militares ao poder.

Vendo seu presidente incompetente para administrar uma crise dessa proporção, com a possibilidade de uma guerra no campo com consequências imprevisíveis, eles decidiram que era hora de dar um voto de desconfiança na capacidade de Lugo, e o destituiram.

Muito melhor que isso se dê de forma rápida do que em um processo longo, onde as condições possam ir se deteriorando enquanto o governo, inerte por conta do processo, iria perdendo mais e mais a capacidade de governo. E nós vimos o mesmo acontecer durante o processo de impeachment do governo Collor.

Eu não comparo o queda do presidente a um golpe. É quase como uma queda de um primeiro ministro no sistema parlamentarista. Deputados veem que o presidente não tem condições técnicas ou políticas de governar e superar as crises e decidem, de forma rápida, pela sua destituição.

Quem assume em seu lugar é o seu vice, eleito junto com o presidente, para substituí-lo no impedimento do primeiro. Não assumiu nem um militar e nem um político derrotado nas urnas. Assumiu o companheiro de chapa do presidente. Como chamar isso de GOLPE?

Agora querem transportar o pavor de um golpe semelhante no Brasil, com possibilidade abaixo de zero de acontecer, para o Paraguai, sem levar em consideração o melhor para o povo paraguaio.

Seguiu-se os ritos da constituição. Os parlamentares foram eleitos pelo voto popular tanto quanto o presidente Lugo. O presidente está conformado. O povo está aliviado. Os quarteis estão tranquilos e por hora nenhum incidente no campo.

A única fonte de instabilidade, hoje, é externa. Cristina Kirchner, Dilma, Morales, Chaves, etc. não tem o direito de provocar instabilidade no Paraguai com consequências imprevisíveis. Não podem transpor para um Paraguai tranquilo seus medos e suas neuroses. Nem os comentaristas daqui tem o direito de fazê-lo, pelo menos aqueles que se declaram a favor do povo Paraguaio.

 

"Paraguai tranquilo"?

Ah, como é tranquilo um povo sob a mira de armas...

Re: Paraguai: foi golpe de Estado, sim
 

"O fato de provavelmente Lugo ser um desastre administrativo não muda em nada a natureza do golpe."

O Nassif é sempre muito bem ponderado. Foi golpe mesmo. Mas, realmente, o bispo que comeu metade do Paraguai, pra administrador, não serve mesmo.

Li por aí que ele tinha vários direitistas em sua base de apoio parlamentar. Portanto, uma base relativamente ampla. Especialmente em se tratando de um governo de esquerda.


Na verdade, o que se lê por aí é que ele PERDEU apoio na base governista, ou seja; FOI TRAIDO POR SEUS ALIADOS!


Aí eu pergunto: Por que estão aqui querendo legitimar a recente aliança entre  Haddad e o ladrão Maluf, dando esse caso do paraguai como exemplo de que deve-se ter uma base de apoio "forte" ou ampla a ponto de aceitar bandidos direitistas como aliados?


Alguém por favor pode responder?

 

Este é um blog notadamente antipaulista! Paulistas, não se submetam docilmente a humilhações e manifestações de preconceito!! A internet é enorme.

midia é merda

 

O fato é que volta e meia estamos aqui a discutir queda de presidentes/líderes eleitos e cada vez a derrubada se dá com mais facilidade. Enquanto a mídia planetária tiver mais poder que as sociedades essa situação vai se repetir mundo afora. Há qto tempo estamos aqui, apoiando ou criticando a derrubada de "ditadores"? Qdo a coisa chega bem perto da nossa casa aí a coisa muda de figura; cada um desses que cai, cai pq representa um obstáculo aos interesses de EUA/Israel e seus interesses dentro de todas as Nações são defendidos pela mídia. Lugo caiu em 48hs, poderia ter caído em 30 dias ou 6 meses, ou resistido e atacado por mercenários travestidos de rebeldes ou resistência... EUA/Israel querem explorar o território e assim será; culpar a própria Nação pela sua desgraça e espalhar a boa nova pelo mundo, é tarefa da mídia. Portanto, enquanto esse poder alienígena determinar os rumos de uma Nação, vamos ficar aqui discutindo se a bola da vez foi derrubada, golpeada, impichada, etc... 

 

Por acaso alguém aqui está acompanhando/acompanhou a transmissão da manifestação no centro de Asunción pela Tv Pública do Paraguay?

http://www.desdeparaguay.com/tvpublica 

genial! 

 

Como colocou 1 amiga no Facebook

"O processo de impeachment do Collor demorou uns 6 meses, teve CPI, teve provas, teve pressão popular, o povo desejava que Collor saísse, teve legitimidade."

Eu acrescentaria, e o Collor ainda resistiu como pôde...

Já, no caso do atual presidente paraguaio, outra história, inclusive na aceitação bovina do mesmo ante à situação

Enfim, como mostra o dialogo do clássico filme abaixo (entre 34min34 e 37min05), certas coisas na América do Sul e no Mundo são constrangedoras, d tão cíclicas...

 

Nassif,


Este golpe só serviu para demonstrar a imensa capacidade político-estratégica de Lula . Lula preparou o terreno para Dilma mudando o perfil do Senado em 2010 , como todo mundo sabe . Cada vez mais vejo que se Dilma continuar com toda esta aprovação popular, não seria o caso de Lula se lançar candidato a deputado federal por São Paulo, com uma votação histórica que levaria à formação de uma grande bancada Petista reformista na Câmara Federal ? Mais uma vez fica demonstrado que as melhores cabeças dos partidos de esquerda deveriam estar todos na Câmara Federal  e não disputando cargos de governador que são simples administradores de massa falida ou brigando / cedendo para medíocres deputados estaduais . Que coisa interessante seria Lula presidindo a Câmara Federal e ajudando Dilma a avançar nas reformas sociais , econômicas e política que o país precisa e alinhadas com os interesses do povo . Lula evoluiu muito em relação àquele antigo deputado constituinte com pouco jogo de cintura e poderia fazer um trabalho fantástico . Tudo o que o PIG quer é ver LULa longe do dia operacional da política . Querem que ele se cale e se aposente e ouso mesmpo dizer que se fossem espertos deveriam estar estimulando Lula ganhar dinheiro com palestras e longe da política . Este golpe serviu para demonstrar que Lula sempre esteve certo em cuidar para aumentar as bancadas na Câmara Federal , a começar a mudar São Paulo com Fernando Haddad e mais do que isto, este golpe serve também para demonstrar que a democracia na America Latina continua correndo perigo. Para terminar, acho que a posição do governo brasileiro neste episódio foi muito ruim . Dilma deveria claramente ter se posicionado como fez sua colega argentina . Minha sugestão também é que mandemos este nosso ministro das relações exteriores ser embaixador na Coréia do Norte , pois é gritante a diferença de postura e cancha entre ele e Celso Amorim. 

 

Misturou as bolas ao juntar o impeachment de Lugo e Collor. A principal questão a caracterizar o sentido de golpe do primeiro é o fato de ter sido um processo sumaríssimo, em que não foi dada chance de defesa ao acusado, Collor, um corrupto contumaz, sistêmico, teve várias semanas para se defender, não caiu por causa de Fiat Elba somente.... 

 

É incrivel as voltas que os fascistas de plantão tem que dar pra tentar justificar esse golpe ...

 

 

alexandre toledo

Voltando ao post inicial do Nassif: análise correta.

josé maria de souza

 

Democracia eh tao bom quanto pintar com lukscolor.

 

liçoes ao brasil e a america latina:


O PRESIDENCIALISMO DE COALISÃO OU É exercido por acordos(o governista faz de tudo para obter e ninguém pode reclamar ,pois, a governabilidade corre risco) esse são os recados latino-americanos.


Que tipo de governo queremos, os problemas do Presidencialismo dependente do congresso a assumamos todos os defeitos disso, ou partimos pro Parlamentarismo  ou Presidencialismo que dá poder a Presidente de dissolver o congresso?


O problema Paraguaio está longe de ser esclusivo deste Paíz , é isso que o artigo do Nassif suscita.


Obs.: Não vejo esgoto correndo aquí e sim discussões muito sérias!


Impeachemnt Paraguaio e acordo Lula - Maluf são questoes políticas correlatas.

 

 


Estado do Pará tem mais de 1500 fazendas invadidas

http://br.noticias.yahoo.com/estado-pará-tem-1500-fazendas-invadidas-113000609.html


 


 

 

Enquanto a mídia fizer o papel de manipuladora, e houver encenadores políticos, nenhum impeachment será golpe.

Foi golpe hoje.

Foi ontem.

Não será amanhã.

...E a total democracia virá da imprensa livre.

Engajadada a libertar cada vez mais o cidadão das amarras de um governo.

Vai ser bonito ver crescer a modalidade priogressista no paraguai.

 

Brasil condena "destituição sumária" de Lugo e convoca embaixador


23 de junho de 2012 21h31 atualizado às 22h12

 

 AFP

O ex-presidente paraguaio Fernando Lugo foi deposto na sexta-feira, após um processo de impeachment
Foto: AFP

 

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O Itamaraty condenou neste sábado o "rito sumário de destituição" do ex-presidente do Paraguai Fernando Lugo, deposto na sexta-feira após o processo de impeachment. O governo brasileiro anunciou que chamou o embaixador do País em Assunção para consultas.


Paraguai vota impeachment de Fernando Lugo; entenda a crise:
Trajetória de Fernando Lugo na presidência paraguaia
Confira a cronologia da crise no Paraguai
Lugo, o bispo dos pobres que chegou à presidência
Federico Franco, o novo presidente paraguaio
Confira a íntegra do discurso de Fernando Lugo após impeachment


No pronunciamento, o Itamaraty diz que o procedimento adotado no julgamento de Lugo não garantiu-lhe o amplo direito de defesa. Todo o processo de impeachment do ex-presidente paraguaio ocorreu em pouco mais de 24 horas - para o governo brasileiro, "o procedimento adotado compromete pilar fundamental da democracia, condição essencial para a integração regional".


A nota foi divulgada após uma reunião entre a presidente Dilma Rousseff e o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, que voltou ao Brasil após ir a Assunção em uma missão de chanceleres da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). No pronunciamento oficial do Itamaraty, o governo brasileiro sinaliza que não tomará medidas de embargo ao Paraguai.


Leia a íntegra da nota:
O governo brasileiro condena o rito sumário de destituição do mandatário do Paraguai, decidido em 22 de junho último, em que não foi adequadamente assegurado o amplo direito de defesa. O Brasil considera que o procedimento adotado compromete pilar fundamental da democracia, condição essencial para a integração regional.


Medidas a serem aplicadas em decorrência da ruptura da ordem democrática no Paraguai estão sendo avaliadas com os parceiros do Mercosul e da Usanul, à luz de compromissos no âmbito regional com a democracia. O governo brasileiro ressalta que não tomará medidas que prejudiquem o povo irmão do Paraguai.


O Brasil reafirma que a democracia foi conquistada com esforço e sacrifício pelos países da região e deve ser defendida sem hesitação. O embaixador do Brasil em Assunção está sendo chamado a Brasília para consultas.


Processo relâmpago destitui Lugo da presidência
No dia 15 de junho, um confronto entre policiais e sem-terra em uma área rural de Cuaraguaty, ligada a opositores, terminou com 17 mortes. O episódio desencadeou uma crise no Paraguai, na qual o presidente Fernando Lugo, acusado pelo ocorrido, foi sendo isolado no xadrez político. Seis dias depois, a Câmara dos Deputados aprovou de modo quase unânime (73 votos a 1) o pedido de impeachment do presidente. No dia 22, pouco mais de 24 horas depois, o Senado julgou o processo e, por 39 votos a 4, destituiu o presidente.


A rapidez do processo, a falta de concretude das acusações e a quase inexistente chance de defesa do acusado provocaram uma onda de críticas entre as lideranças latino-americanas. Lugo, por sua vez, não esboçou resistência e se despediu do poder com um discurso emotivo. Em poucos instantes, Federico Franco, seu vice, foi ovacionado e empossado. Ele discursou a um Congresso lotado, pedindo união ao povo paraguaio - enquanto nas ruas manifestantes entravam em confronto com a polícia -, e compreensão aos vizinhos latinos, que questionam a legitimidade do ocorrido em Assunção.


  1. Veja as fotos
 


Terra

 

Bolivia parece ser a bola da vez!

Ministro Dávila COUP fase de alerta

La Paz 23 de junho (MC) -.   O Ministro das Comunicações, Amanda Davila, alertou para um cenário de possível golpe que estaria definindo contra o Presidente do Estado Plurinacional, Evo Morales, alimentada por grupos políticos que usam o reivindicações salariais da polícia.

 "É notável que a polícia está colocando armas nas unidades policiais onde havia e estão pressionando outras unidades a serem entregues armas e que isso está acontecendo no país", disse Dávila, disse que relatórios de inteligência e alguns relatórios dos próprios meios de comunicação apontam para pequenos grupos com um desejo político.

A autoridade questionada a participação de ex-alto oficial da polícia David Vargas, que afirma comandar essa mobilização, quando outros líderes naturais na aplicação da lei. Ele lembrou que Vargas foi indiciado e removido da polícia e agora está nomeado coronel e comandante de um grupo de pessoas da polícia a acreditar que vai resolver os problemas.

Em imagens tiradas a partir da rua Junin Utop exibida pelos meios de comunicação podem ver um candidato a um candidato para o Congresso Nacional para a Unidade das Nações Unidas, Juan Carlos Soraide, que atualmente ocupa o cargo de presidente de uma associação de ex-polícias e é esta pessoa que é responsável pela distribuição de armas para a polícia, ele disse.

O ministro também descritos como fatores de desestabilização e incertezas que estão circulando rumores de que ele pensou que iria pegar o militar. "Sabemos com certeza absoluta que uma decisão como essa pode provocar um confronto que o que eles estão procurando e agora se esconde atrás de uma máscara de esqui, atrás os policiais e as mulheres por trás dessas classes que estão exigindo uma medida justa ".

Davila reiterou a decisão do Governo, que manifestou o seu empenhamento e atitude tem sido consistente com o diálogo. Mas ele disse que eles são os próprios meios de comunicação referindo-se a Erbol que um de seus relatórios é relatado que algumas armas policiais estariam entrando algumas unidades policiais diferentes.

Se eles retornarem ao diálogo demonstrar que todo esse cenário que ele montou um cenário de golpe de Estado estava errado. Ele pediu que a polícia e as esposas de policiais para retornar ao diálogo sobre as demandas legítimas do setor e que não é usado para fins políticos por grupos interessados.

http://www.comunicacion.gob.bo/noticias/2012-06-23/ministra_davila_alerta_sobre_un_escenario_de_golpe_de_estado_635ddb92e64aad92cb0d899f04e93c8c.htm#.T-ZuQ0Btsed.twitter

 

Pessoal, parece que estão se esquecendo das coisas. Collor não sofreu o impeachment!

A Câmara dos Deputados votou pela admissibilidade do processo de impeachment e não pelo impedimento. A CF estabelece como se dá o impedimento e após o juízo de admissibilidade é que o senado federal faz o julgamento sob a presidência do presidente do STF. Collor renunciou antes do julgamento no senado. Aliás a carta de renúncia foi lida logo após o resultado do juízo de admissibilidade do processo de impeachment. COMO SERIA POSSÍVEL JULGAR O IMPEACHMENT DE UM PRESIDENTE QUE NÃO É MAIS PRESIDENTE????

Collor NÃO sofreu impeachment. Collor RENUNCIOU. 

 

Nassif, É bom você botar ordem na casa pois os naziudenistas estão querendo tumultuar o espaço. Será que estão assanhados pela vitória do seu aliado no Paraguai?

 

Nassif, vc tá numa enrrascada com essa tese de que o Collor tbém foi vitima de golpe. na semana que entra tu vai pro pau de arara turco. KKKKK

 

 Nassif, vc liberou/abriu aqui para o Esgoto ? Véio tem cada um aqui hj heim.

 

 Ao vivo:

http://www.desdeparaguay.com/tvpublica

 

 

POLÍTICA | 19:00 | Sábado, 23 de Junio de 2012
Ciudadanos logran abrir micrófono de TV Pública y denuncian censura del nuevo gobierno

Ulrima Hora - Assuncion

Ciudadanos de diversos sectores organizados y no organizados se manifiestan frente a la TV Pública denunciando censura y reclamando que el gobierno de Federico Franco respete la libertad de expresión.

Los manifestantes se apostaron frente al local donde funciona el cabal.

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Tras la denuncia de que en la noche del viernes el asesor de comunicaciones de Federico Franco, Christian Vázquez, atropelló la estación televisiva pidiendo el levantamiento de programas como Micrófono Abierto, este sábado se movilizaron diversos sectores.


A estas horas finalmente por la presión de los manifestantes, los nuevos administradores de la estación -que recae en el ministro de la Sicom, Fernando Pfannel- abrieron el micrófono en la vereda del canal y las personas empezaron a hacer una serie de denuncias contra la censura, censura en Radio Nacional y lo que denominan un golpe de Estado contra el gobierno de Fernando Lugo el viernes vía juicio político.


La directora de Ciencias de la Comunicación de la UNA, denunció intentos de censura en TV Pública y Radio Nacional. Refirió que los medios públicos son de la ciudadanía y que la población debe salir a defenderlos.


Oscar González, universitario, refirió que fue allí a reclamar ejerciendo su derecho y denunció que en radio Nacional censuraron su programa y acusó al gobierno de ilegítimo.


Carlos Barrios, trabajador, refirió que desde que asumió el gobierno de Federico Franco este viernes, empezaron a intentar censurar los medios públicos. "No es del gobierno, es de todos", manifestó al señalar la naturaleza de los medios públicos.


Ricardo Zarratea, señaló que fue a defender la TV Pública porque es de la población.


Celsa Ramírez, víctima del stronismo, señaló que lo que se vive es muy parecido a lo que se vivía durante la censura que imponía la dictadura.


Ña Hermelinda, dijo que la TV Pública debe ser cuidada, que no se cierre, porque es un medio para que la gente pueda hablar. También dijo que no se debe permitir que se cierre Radio Nacional. "Es nuestro espacio y no debemos permitir que nos quiten", acotó.


Pablino Caballero, señaló que con el intento de amordazar a los medios públicos, el nuevo gobierno está violando derechos humanos fundamentales. Llamó a defender la democracia y los medios para que la gente se exprese.


PROGRAMA ESPECIAL


Los trabajadores de la emisora televisiva decidieron armar un programa especial a raíz de la presencia masiva de manifestantes. Con la conducción de Gerardo Denis y Carmen Ruíz, en enlace directo con la intervención de los manifestantes en micrófono abierto frente al edificio de la TV.

 

O Nassif,

O Merval Pereira, não permite posts no blog dele, logo ele escreve o que quer e o que não quer.

Como O Globo excluiu-me de postar, ou seja, estou na geladeira lá, far-me-ias a gentileza de encaminhar esse seu post para ele, pois ele defende de pé junto, que foi tudo normalzinho. E pronto.

Já imaginou se fizessem isso com o protegido dele na Colombia?

 

Nassif,

Acredito que falta moderação e filtro nos comentários.

Será que os tempos em que você cortava sistematicamente os comentários que utilizassem os termos "tucanalha" e "petralha" ficaram para trás?

Alguns comentários (que já denunciei) pouco acrescentam à discussão, a não ser em termos de baixaria.

 

Caro Nassif, o que se observa é uma estranha combinação mídia/esquerda/direita que sobrevive às conveniêcias do momento. Desarticule esse eixo bizarro e teremos mais estabilidade na região com suas democracias incipientes. O post é irretocável.

 


Foi golpe de Estado, porque apesar de o Juízo Político poder se realizar por "má administração", como diz a Constituição, por outro lado há garantias fundamentais que não foram observadas quanto ao ex-presidente Lugo, acusado dessa suposta "má administração", num julgamento de menos de 48h, sem dar chance para a defesa questionar as acusações, produzir provas, formular uma defesa organizada. Não é contudo o caso de excluir já o Paraguai do Mercosul e da Unasul, pois abriria espaço para os terroristas dos EUA. Pode-se suspender o país, até julgamento da situação. E então dar-se ao governo ilegítimo daquele país o que ele não deu a Lugo: direito de defesa.



A - O que diz a Constituição do Paraguai sobre o Julgamento Político:



SECCIÓN VI
DEL JUICIO POLITICO



Artículo 225 - DEL PROCEDIMIENTO



El Presidente de la República, el Vicepresidente, los ministros del Poder Ejecutivo, los ministros de la Corte Suprema de Justicia, el Fiscal General del Estado, el Defensor del Pueblo, el Contralor General de la República, el Subcontralor y los integrantes del Tribunal Superior de Justicia Electoral, sólo podrán ser sometidos a juicio político por mal desempeño de sus funciones, por delitos cometidos en el ejercicio de sus cargos o por delitos comunes.



B - O que diz a Constituição do Paraguai sobre o direito de defesa de todos os acusados, incluído o Presidente da República:



Artículo 17 - DE LOS DERECHOS PROCESALES



En el proceso penal, o en cualquier otro del cual pudiera derivarse pena o sanción, toda persona tiene derecho a:



- la comunicación previa y detallada de la imputación, así como a disponer de copias, medios y plazos indispensables para la preparación de su defensa en libre comunicación;



 - que ofrezca, practique, controle e impugne pruebas


la comunicación previa y detallada de la imputación, así como a disponer de copias, medios y plazos indispensables para la preparación de su defensa en libre comunicación;


 

 

Nassif e demais, a (i)legalidade no processo de impeachment de Fernando Lugo só pode ser avaliado em função das leis de lá - por mais estranho e evidentemente injusto que possa parecer a todos um processo-relâmpago, seguido de rito sumário (menos de duas horas para apresentar uma defesa!).

Mas vamos à legislação paraguaia:

1. O artigo 225 da Constituição permite uma interpretação próxima de um "voto de desconfiança parlamentar" ao chefe do Executivo, que pavimentaria o processo de cassação via referendo no Legislativo. Por ele (art. 225), supostamente seria possível despachar o presidente por incompetência, sendo submetido “a juicio político por mal desempeño de sus funciones, por delitos cometidos en el ejercicio de sus cargos o por delitos comunes”.

2. Mas aí reside o engano nesta interpretação: o mal desempenho de suas funções via delitos não está configurado - onde está o delito de Lugo? Quais fatos foram investigados e apurados comprovadamente que identificam uma prática ilegal/criminosa da Presidência ou de seus prepostos? Nenhuma, pois a chacina de 11 policiais e 7 trabalhadores rurais foi cometida por agentes contratados do fazendeiro - contra uma determinação judicial que autorizava a presença destes na propriedade privada.  O crime, portanto, foi de quem executou forças policiais e cidadãos comuns autorizados por decisão da Justiça do Paraguai em agir e ocupar o local!

3. Pra piorar, aí entra ainda o artigo 17 da Constituição que, supostamente, deveria regrar todo e qualquer processo justo de afastamento (este, ainda que político, não estaria totalmente alheio a procedimentos da Justiça convencional). E ele diz: “...Necesaria la comunicación previa y detallada de la imputación, así como a disponer de copias, medios y plazos indispensables para la preparación de su defensa en libre comunicación...”. Mas foi um processo-relâmpago em que, claramente, o Poder Legislativo uniu-se ao vice-presidente para agir contra o Chefe do Executivo, sob uma capa de legalidade mal-ajambrada...

4. As razões desse movimento são óbvias: o vice (candidato) estava rompido com Lugo - e o seu adversário do Partido Colorado (reaça até a medula!) aponta como favorito na eleição presidencial, daqui a 8 meses. Uma ação dessas poderia colocar em evidência sua candidatura, então valorizada pela presidência assumida e sob a fama recém-adquirida de "probidade" e "ação implacável" contra a corrupção e os malfeitos. Não parece a história do "caçador de marajás", daqui?

 

Quanta besteira! São processos diferentes: Lugo foi apeado do poder de forma estranhamente rápida e sem muita cerimônia; Collor teve todas as chances de falar e se defender. Terminou o processo no Congresso pedindo liminares indefinidamente até que não foram aceitas e renunciou.

Foi levantada pela CPI uma quantidade enorme de falcatruas, com vários cheques emitidos por fantasmas, financiamento irregular de campanha, alegações falsas de empréstimo no Uruguai, enriquecimento ilícito, etc.

Um golpe é uma quebra da ordem democrática irregular, sem respeito pelas normas jurídicas do país, sem respeito ao processo legal, como aconteceu aqui em 64. O presidente foi retirado por um suposto perigo de mudança no sistema social.

 

Até entendo as explicações de nassif sobre o impeachment de collor!

de fato a imprensa teve um papel nisso!

Mas convem lembrar que mesmo se não ouvesse a aquelas denuncias sobre ele, pelas as coisas que ele fez as pessoas e ao pais, Collor mas cedo ou mais tarde iria sofrer um impeachment!

não foi só pelas denuncias que o povo saiu as ruas para pedir o impeachment de collor, era muito mais pelos danos irreversiveis que ele tinha já feito pro país e que ele ainda poderia fazer!

Basta lembra a questão do confisco das poupanças...um dia ainda tenho certeza que vão contar o todo daquela historia!

Soube de historias de pessoas que até se suicidaram por conta do desepero de não tem como tirar o dinhiero da poupança para pagar suas dividas, pessoas que perderam a casa, o carro, ect.. e ainda hoje sofrem muito por conta daquela maluquice...

por isso acho ERRADA a analise de comparar o impeachment de collor com o de lugo e dizer que ambos foram golpes de estados

acho que há uma grande diferença entre o dois casos...

No caso de lugo ,pelo que eu estou vendo, ele saiu com apoio popular, com o povo sendo contra(bem diferente de collor) e por uma situação de pais que ninguem pode culpar e dizer que ele teve uma ligação direta!

Na verdade collor caiu por o povo quis que ele caisse, a impressa so precisou dar um empurrãozinho para ele cair!!

Coisa que iria acontecer com lula...

Lula so não caiu pq ele começou a fazer as coisas funcionarem e ai conseguiu uma imagem positiva perante a maior parte da população!!

 

 

 

 

Não dá para comparar o impeachment de Collor e Lugo. Color deveria ser cassado no momento em que confiscou a poupança, um investimento garantido pelo Governo Federal, se esse fosse um país sério. Eu também sei de casos de pessoas que morreram, sofreram infarto, derrame cerebral e foram levadas ao desespero por verem a sua poupança confiscada. É bom que se saiba que a poupança era, e é, um investimento feito, na maioria, pela populaçao de menor poder aquisitivo do país. A defesa de Collor se explica pelo fato dele hoje ser companheiro e fazer parte da base aliada. É o pragmatismo levado às últimas consequências.

 

A diferença entre a queda de Collor e de Lugo é que o povo estava na rua para a derrubada do brasileiro e os "hermanos" para ela foram a fim de manter  o mandato do paraguaio. No Brasil, o Congresso atendeu o povo; no Paraguai, ignorou-o.

 

[A diferença entre a queda de Collor e de Lugo é que o povo estava na rua para a derrubada do brasileiro ]


 Povo nas rua por enganação é muito pior se não tivesse


 

 

 

Como a credibilidade dos nossos pasquins estão no fundo da fossa, pesquei esta informação na Agência de notícias da Russia Ria Novosti :

Ria Novosti, 23 de junho de 2012

La presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, propuso expulsar a Paraguay del Mercado Común del Sur (Mercosur) y de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur), tras conocerse la destitución del presidente Fernando Lugo, informaron los medios latinoamericanos.

La mandataria brasileña se expresó en estos términos durante una conferencia de prensa en Río de Janeiro.

“Para un país que no respeta la cláusula de la democracia la sanción debe ser la no participación de los organismos multilaterales, es decir, la expulsión del Mercosur y Unasur”, espetó Rousseff.

Anteriormente, el secretario general de Unasur, Alí Rodríguez Araque, también mencionó la posibilidad de la expulsión de Paraguay del bloque regional si Lugo, elegido democráticamente por el pueblo paraguayo, era destituido de su cargo.

Horas antes, Lugo fue destituido de su cargo por una decisión del Senado paraguayo, que le castigó por un “mal” ejercicio de sus funciones de presidente.

“Se declara culpable al acusado Fernando Lugo Méndez, y por lo tanto queda separado de pleno derecho de su cargo", dijo una fuente del parlamento paraguayo. La destitución de Lugo fue aprobada con 39 votos a favor, y cuatro en contra, en una sesión con dos ausentes.

Lugo, de 61 años, fue elegido presidente en 2008.

 

" A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos." - Barão de Montesquieu

 

Concordo com o Nassif, quanto aos Estados Unidos é no mínimo de estranhar, eles apóiam golpes numa rapidez invejável. Já falando das teorias de conspiração, eu era da turma que não acreditava nisso, mas depois do Cachoeira, Demóstenes e Imprensa, não duvido de mais nada.

 

Franklin.

NUNCA FUI PUXA-SACO,MAS, TEMOS QUE FAZER UMA ANÁLISE:

Alguem acredita que se Collor não tivesse confiscado a poupança, a comoção e o estrago que isso causou na vida de muitos(alguns morreram do coração e depressão) ele seria apeado do poder?

Claro que não. O confisco foi o fator  social sem o qual o congresso não tinha força para fazer o que fêz.

Ele cometeu um estelionato eleitoral,pois, o confisco(ato gravíssimo) se ao menos tivesse alegado em sua campanha ele fatalmente não seria eleito. O congresso apenas atendeu ao clamor de um povo . Essa é a diferença  Lugo foi a oligarquia descontente que o fez levar o impeachment. Collor traiu seus eleitores e o descontentamento e a insegurança popular causado pelo confisco provocou seu impeachment.

A traição do Collor justificou seu impeachment. Ele afastou dos seus eleitores com medidas tomadas nas primeiras horas de seu governo

 

nada disso!

muita gente compreendeu.

por isso estamos aqui.

overnight a 10% ao dia.

tubarões ganahando $$ sem tirar a bunda da cadeira.

teve nego que nem reclamou.

nada da justifica a tristeza dos inconformados que morreram de depressão...mas

teve muita gente que saiu do buraco. muito vagabundo que levantou da cadeira,

e muito idiota que achava que dinheiro é tudo nessa vida.

collor além do que, abriu os mercados automobilísticos,

e consequentemente a da indústria em geral.

tanto foi benéficio para o país,

que sua leve arrogância, o fez a bater de frente com todos

os bam-bam-bans do país.

Daí...

Manipulação e Golpe!

 

Da Reuters

 

Brasil vai seguir posição da Unasul sobre Paraguai, diz Patriota

 

sábado, 23 de junho de 2012 18:06 BRT   

23 Jun (Reuters) - O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, classificou de retrocesso o impeachment do ex-presidente paraguaio Fernando Lugo, sustentando não foi oferecido direito de defesa no processo.

Em entrevista à TV Globo neste sábado, o ministro afirmou ainda que o Brasil não tomará uma posição individual, mas seguirá o direcionamento da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

Ele disse também que os países do Mercosul devem discutir possíveis medidas em relação ao novo governo do Paraguai em reunião do bloco prevista para a próxima sexta-feira na cúpula de chefes de estado de países membros e associados que ocorre em Mendoza, Argentina.

Patriota admitiu, em hipótese, que sanções podem ser impostas. "Existem inúmeras formas de se manifestar, desde o não-convite às autoridades que tomaram poder no Paraguai para participar das cúpulas, até o esfriamento dos contatos em diferentes níveis. Mas eu não queria antecipar antes de haver uma coordenação mais estreita da Unasul sobre isso", disse na entrevista de acordo com o texto reproduzido pelo site G1 da TV Globo.

Venezuela, Argentina, Equador e Bolívia disseram que não iriam reconhecer o novo governo e caracterizaram a situação no Paraguai como uma ruptura institucional causada por um julgamento político "ilegítimo".

Lugo sofreu processo de impeachment pelo Congresso por má gestão depois da morte de 17 pessoas em um confronto entre camponeses sem-terra e a polícia.

Em seu lugar assumiu como novo presidente Federico Franco, que colocou como um dos objetivos tentar convencer as nações sul-americanas de que seu país não se afastou da ordem institucional.

http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE85M03620120623

 

Demarchi

 


Contrabando ideológico do Paraguai.

Começo a ficar preocupado com o debate em torno do golpe no Paraguai.


Meu receio é o contrabando ideológico, com idéias exóticas que podem ser trazidas ao Brasil e germinar por aqui.


Estou falando sério. É grande o número de comentaristas que dizem que a deposição de Fernando Lugo foi um processo dentro da lei e que, por essa razão, não pode ser comparado a um golpe de Estado.


Já li comparações inclusive com o impeachment de Fernando Collor. Teve até um professor universitário que disse isso no Rio Grande do Sul.


Vamos combinar que é feio reescrever a história, ainda mais a partir de fatos tão recentes.


Fernando Collor foi investigado por vários meses e considerado culpado pela Polícia Federal, que encontrou vários indícios de corrupção e troca de favores.


A CPI sobre PC Farias recolheu provas contra o tesoureiro e o presidente. Os auxiliares de Collor foram questionados, puderam se defender e acusar. Apareceu uma testemunha, com um cheque usado para comprar um carro para a primeira dama. E apareceram vários cheques-fantasma do esquema e suas conexões. A polícia federal descobriu um computador com a descrição gráfica do esquema financeiro. Estava tudo lá: quem recebia, quem pagava.


Depois de tudo isso, o Congresso votou o impeachment do presidente. O país estava convencido de sua culpa. Os estudantes foram às ruas pedir sua renuncia.  Collor pediu apoio popular. Recebeu maiores protestos.


Ao contrário de Lugo, Collor não foi deposto. Renunciou. Lugo tinha apoio popular, a tal ponto que um dos motivos para a pressa dos golpistas era impedir a chegada de seus aliados a Assunção. É trágico: para dar um golpe contra o povo, correram de populares.


As acusações contra Collor não foram histórias que cairam  céu contra um presidente fraco que, por falta de apoio parlamentar, foi despachado para casa.


Collor enfrentou um processo democrático, onde teve direito a ampla defesa.


Não tivemos nada disso contra Lugo. Não há um fiapo de prova de suas responsabilidades pelas 17 mortes num conflito agrária, que criou a comoção que ajudou os golpistas a criar um ambiente favorável a derrubá-lo.


Os outros quatro episódios são acusações vagas e genéricas. Em nenhum deles a culpa de Lugo está demonstrada. Sequer é descrita. Estamos falando aqui de um arranjo político, uma oportunidade. Lugo era um presidente incômodo, com ideias de esquerda – bastante moderadas, por sinal – e seus adversários não quiseram perder uma chance de livrar-se dele.


É o poder oligárquico em sua expressão extrema, anti-democrática e absoluta – tão poderoso que pode cumprir um simulacro de democracia para pervertê-la.


Falar que se cumpriu o ritual democrático é o mesmo que dizer que o ditador Alfredo Stroessner, que governou o Paraguai por 35 anos, acumulou uma fortuna ilícita estimada em 5 bilhões de dólares e deixou uma lista de 400 desaparecidos políticos era um presidente legítimo porque de tempos em tempos promovia eleições que vencia com mais de 90% dos votos.


E é isso o que mais preocupa neste caso. O gosto pelo simulacro.


Vitima de um golpe de Honduras, Manoel Zelaya foi acusado de tentar avançar uma emenda constitucional para permitir a reeleição presidencial – não para ele, mas para seus sucessores. Nem a embaixada americana acredita que esse fato era motivo para seu afastamento. Em documentos enviados para Washington, a representação diplomática em  Tegucigalpa explicava que se tratava de um golpe de Estado. Mas havia, em Honduras, um pretexto que, de forma distorcida e abusiva, foi usada para depor um presidente constitucional.


Contra Fernando Lugo não havia nem pretexto e mesmo assim  ele foi derrubado, um ano e dois meses antes do fim de seu mandato.


Mas nossos golpistas adoram uma novilíngua. Em 64, quando João Goulart foi deposto, eles anunciaram que a democracia foi resgatada. Fizeram marchas para comemorar a liberdade…Vai ler os jornais e está lá assim: a democracia foi salva…A liberdade venceu…


Que horror, não?


Link: http://colunas.revistaepoca.globo.com/paulomoreiraleite/2012/06/23/contrabando-ideologico-do-paraguai/
 

Não consigo enxergar golpe nem no caso do Collor nem no caso do Lugo. Enxergo sim um show de incompetências de todos os envolvidos, mais no caso Lugo do que no Collor.

Foi em nome da integridade moral que o congresso brasileiro derrubou o Collor, usando 100% mecanismos legais? Não, caiu por interesses, por conchavos que ou fez errado ou deixou de fazer certo, foi julgado moralmente por gente igual ou pior a ele (a maior parte pior, diga-se de passagem). Merece o julgamento da história que recebe? Não, ele foi o primeiro a tentar abrir um país completamente fechado e em isolamento internacional (Lula barbudo e suado como militante voraz de extrema esquerda na campanha em pleno 1990 serve perfeitamente como metáfora desse isolamento no aspecto ideológico), tarefa nada fácil em um país continental recheado de coronéis a contruir impérios em cima desse atraso. E o suposto ativismo da juventude, tratando-se de uma imensa massa mal informada, é dos capítulos mais lastimáveis da história do país. Mas fato é que Collor embolsou, ele mesmo, dinheiro desviado, em grandes quantidades e de forma descarada, qualquer presidente em exercício que faça isso tem que cair. E, mais importante, foi derrubado com mecanismos 100% legítimos. Ponto.

Lugo, da mesma forma, foi também derrubado por mecanismos 100% legítimos, por acusações que correm a meses e das quais ele não consegue se defender. Portanto aonde está o golpe? Por outro lado, merece o julgamento que a direita paraguaia quer fazer dele? Não, o Paraguai é um estadozinho coronelista, com um congresso dominado pelos brasiguaios e outros elementos lastimáveis da direita latino-americana, que vão agora promover verdadeiras carnificinas nas regiões próximas à fronteira com o Brasil. O impeachment foi obviamente a pior solução, que ainda mais não se justificava tendo-se um congresso comandado na quase totalidade pela oposição, e que vai trazer imensos danos institucionais a um país com instituições já bastante frágeis. Mas o nome disso é burrice e não golpe.

Sobre Venezuela e outros piores a conversa é outra. Tenho sérias dúvidas de que a Venezuela vivia algo que sequer remotamente se pode chamar de democracia antes do chavez (com secretárias da companhia de petróleo ganhando salários de senadores brasileiros), e tenho sérias dúvidas de que viva agora com ele também, a aparecer por horas e horas em discursos intermináveis na TV em permanente clima de confronto com a oposição.

E aí entra-se noutro terreno: democracia mesmo não há em 99% dos países ditos democráticos do planeta, porque toleram grandes massas de eleitores desinformados, despreparados e nitidamente manipulados. Democracia de facto quem tem são os escandinavos, suiços, luxemburgueses e afins, o que transforma em pura choradeira e esquizofrenia toda essa conversa sobre golpe ou não golpe num continente miserável e desigual como a américa latina.

E não há muito a fazer, é por essa senhora loira pintada, perua caida, transbordante em breguice e vulgaridade, chamada de democracia, que todos morrem de tesão hoje em dia.

 

Queria saber o que seria do Brasil se Collor não tivesse sido impedido de governar. De minha parte, foi tão grande  a minha alegria ver aquele imbecil descendo a rampa do Planalto com sua esposa que até tomei umas e outras pra comemorar.

 

 

Na minha humilde opinião, o jornalista Luis Nassif está equivocado. O presidente Collor foi destituído, principalmente, por causa da sua política econômica. Quantos milhões de brasileiros não tiveram seu dinheiro confiscado das poupanças? Foram esses milhões de brasileiros que, em resolução coletiva, pressionaram o Congresso Nacional para abertura do processo de impeachment. Ou seja, a perda do mandato e, consequentemente, dos direitos políticos de Collor foram constitucionalmente democráticos. Mais consistente ainda para essa opinião, é o fato do tempo que o ex-presidente brasileiro teve para se defender, diferente do que houve do Paraguai. Enquanto aqui a multidão comemorou o resquício de justiça com a destituição de Collor, lá o povo clama pela permanência de Lugo.