newsletter

Pular para o conteúdo principal

Um fundo para o reflorestamento

Do Brasilianas.org Cias brasileiras lançam fundo para reflorestamento

Por Lilian Milena

Fundo investirá na reabilitação de áreas desmatadas da Amazônia, combinando as ações de recuperação de matas nativas ao plantio de florestas industriais. A ideia é aumentar a reserva de madeira para as indústrias moveleiras, de siderurgia (carvão vegetal) e papel, reduzindo a pressão dessas atividades sobre a floresta.

O Fundo de Investimentos em Participação (FIP) Vale Florestar, foi lançado nesta quarta-feira (05) pela Vale, BNDES, Funcef, Petros e a Global Equity, na sede da Vale, no Rio de Janeiro. O principal cotista é a Vale, que investiu cerca de R$ 230 milhões no projeto, e ficará com 40% do FIP. Os 60% restantes serão divididos em partes iguais entre BNDES, Petros e Funcef. A estrutura de operação financeira e gestão do fundo ficaram a cargo da Global Equity Administradora de Recursos.

Segundo Roger Angnelli, presidente da Vale, a rentabilidade esperada para o FIP está entre 8% e 10% ao ano. O projeto Vale Florestar foi criado em 2007 pela mineradora e, desde então, foram plantadas mais de 24,5 milhões de árvores em 70 mil hectares na região leste do Pará, em municípios situados no Arco do Desmatamento. Atualmente, a companhia comercializa eucaliptos com a Suzano Papel e Celulose.

Continua

Sem votos
21 comentário(s)

Comentários

Comentar

O conteúdo deste campo é privado e não será exibido ao público.
+21 comentários

Eucalipto na Amazonia. Que solução inteligente, que pais de visão, Bravo.

 

..."O último grande projeto inaugurado no País foi a unidade da Fibria em Três Lagoas (MS), em março de 2009. A fábrica era um projeto da antiga Votorantim Celulose e Papel (VCP), que se uniu à Aracruz no fim do ano passado."
E o cerrado então, coitado.
Alem de ser cortado para virar carvão para as siderúrgicas mineiras, agora enfrenta a monocultura para alimentar as industrias de celulose. Plantamos hoje eucalipitos onde antes tinha:
-"desde palmeiras, como babaçu (Orbignya phalerata), bacuri (Platonia insignis), brejaúba (Toxophoenix aculeatissima), buriti (Mauritia flexuosa), guariroba (Syagrus oleracea), jussara (Euterpe edulis) e macaúba (Acrocomia aculeata)[3] até plantas frutíferas como araticum-do-cerrado (Annona crassiflora), araçá (Psidium cattleianum), araçá-boi (Eugenia stipitata), araçá-da-mata (Myrcia glabra), araçá-roxo (Psidium myrtoides), bacuri (Scheelea phalerata), bacupari (Rheedia gardneriana), baru (Dipteryx alata), café-de-bugre (Cordia ecalyculata), figueira (Ficus guaranítica), lobeira (Solanum lycocarpum), jabuticaba (Myrciaria trunciflora), jatobá (Hymenaea courbaril), marmelinho (Diospyros inconstans), pequi (Caryocar brasiliense), goiaba (Psidium guajava), gravatá (Bromeliaceae), marmeleiro (Croton alagoensis), genipapo (Genipa americana), ingá (Inga sp), mama-cadela (Brosimum gaudichaudii), mangaba (Hancornia speciosa), cajuzinho-do-campo (Anacardium humile), pitanga-do-cerrado (Eugenia calycina), guapeva (Fervillea trilobata), veludo-branco (Gochnatia polymorpha); Madeiras, tais quais angico-branco (Anadenanthera colubrina), angico (Anadenanthera spp), aroeira-branca (Lithraea molleoides), aroeira-do-sertão (Myracrodruon urundeuva), cedro-rosa (Cedrela fissilis), monjoleiro (Acacia polyphylla), vinhático (Plathymenia reticulata), bálsamo-do -cerrado (Styrax pohlii), pau-ferro (Caesalpinia ferrea), ipês(Tabebuia spp.), além de plantas características dos cerrados, como amendoim-do-campo (Pterogyne nitens), araticum -cagão (Annona cacans), aroeira-pimenteira (Schinus terebinthifolius), capitão-do-campo (Terminalia spp.), embaúba (Cecropia spp), guatambu-de-sapo (Chrysophyllum gonocarpum), maria-pobre (Dilodendron bipinnatum), mulungu (Erythrina spp), paineira (Ceiba speciosa), pororoca (Rapanea guianensis), quaresmeira roxa (Tibouchina granulosa), tamboril (Enterolobium spp), pata-de-vaca (Bauhinia longifólia), algodão-do-cerrado (Cocholospermum regium), assa-peixe (Vernonia polyanthes), pau-terra (Qualea grandiflora), pimenta-de-macaco (Xylopia aromatica), gameleira (Ficus rufa), sem falar em uma grande variedade de gramíneas, bromeliáceas, orquidáceas e outras plantas de menor porte." -(in http://pt.wikipedia.org/wiki/Cerrado)

 

Como diria o velho Lobo. "Aí sim, fomos surpreendidos."

 

kkkkkkkkkkkkk. essa foi ótima.

 

Olá José,
Não podemos ser especialistas em tudo, mas vamos lá:
1 - Nunca vi floresta com uma única espécie de árvore. E mais, olhando para o étimo da palavra, a monocultura de eucalipto não da flor, aos sete anos (ou menos já) são decapitados, mais um motivo para não falar em FLOResta.
2 - Concordo. Em que momento disse o contrário. Estou me referindo a monocultura de árvore, não de floresta.
3 - Concordo com a primeira parte. A escala para tornar a monocultura de eucalipto lucrativa não permite que simplesmente se acrescente o eucalipto à florestas nativas: É uma operação gigantesca, utilizando 4 ou 5 tratores perfilados para rapar o terreno. Primeiro limpa-se a área, depois planta os eucaliptos. Não há como fazer manejo sustentável na escala que as papeleiras trabalham.
4 - Se usam menos veneno que a soja eu não sei. Só sei que usam muito. Inclusive a Suzano está sendo processada (já perdeu em 2a instância) porque contaminou uma mina d'água em propriedade vizinha à sua área com Roundup (eu não sei como se escreve, com certeza vc sabe) e deixou inválida a sra. proprietária da área. Sei também que muitas vezes o vento "toca" o mata-mato para as propriedades vizinhas o que acaba envenenando o gado. Muitos pequenos agricultores da região já tiveram prejuízos em função deste absurdo.
5 - Você sabe que o deserto verde é figurativo neste caso. Fala-se em deserto verde porque só sobrevive esse eucalipto manipulado em laboratório, não tem um pássaro, um inseto, um matinho nestas áreas, ou seja, nenhum ser vivo, além do famigerado. Veja a aula que tive com o Cordel do Ditão abaixo. Não preciso nem falar, né, que os córregos próximos às áreas da monocultura de eucalipto de São Luis secaram ou diminuíram muito a sua vazão. Se quiser, "podemos voltar a este tema".
6 - Sobre isso não sei muita coisa mesmo. Mas porque você não pergunta às mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul ou então para a pesquisadora da Monsanto que apareceu no Jornal Nacional. De fato se eram OGMs eu não sei, mas que as mudas são manipuladas em laboratório para suportar a carga de Roundup despejada no solo, isso elas são; é a unica coisa que sobrevive. Além disso, têm um desenvolvimento cada vez mais acelerado; presumo fruto de cruzamentos genéticos (ou manipulações de outro tipo) artificiais.
Por fim, uma discussão sobre se a monocultura do eucalipto é apropriadamente ou não chamada de floresta encontra-se no meu post abaixo.
Para sua informação não sou contra o eucalipto, mas à MONOCULTURA de eucalipto. E essas megaempresas não têm limites e nem escrúpulos. O vale do paraíba, região onde moro foi infestado por esses desertos (sim) verdes. São Luis do Paraitinga, para ficar no exemplo que mais conheço, já tem mais de 20% de sua área ocupada por esta espécie, inclusive em áreas de preservação de mata ciliar. Inofensivo não acha.
Felizmente, as papeleiras em São L. do Paraitinga tomaram uma cacetada da justiça (uma cosquinha pra elas). Ironicamente, não pelo aspecto ambiental, mas sim o cultural. Abaixo à monocultura Viva a Diversidade.
Saudações caipiras.

 

O Brasil entra com as Florestas e o PSDB entra com Serra.

 

Diante de tanto desconhecimento e incultura sobre o assunto tratados por você, que não pude deixar de escrever algumas coisas, entre elas destaco:
1 - O texto acima trata-se , sim, de reflorestamento que é o ato de plantar árvores.
2 - Monocultura pode ser feita com florestas, grãos, frutas, verduras. etc.
3 - Plantar eucalipto tem a ver com floresta, pois reduz o uso de espécies florestais nativas, preservando todas as espécies nela inserida, além de acrescentar ao meio a própria espécie plantada.
4 - Os plantios florestais são os que menos utilizam "venenos", insumos agroquímicos, quem usa mais veneno, a soja ou o eucalipto?
5 - Se cria um deserto com a extração total de toda a vegetação, o solo fica desestruturado, sem microorganismos ,sem matéria organica, ocorre lixiviação total dos nutrientes, perdendo totalmente sua capacidade de retenção de água pois a taxa de evapotranspiração é muito alta em relação a taxa de retenção de água. O plantio de árvores, sejam elas indígenas ou exóticas evita a desertificação, sendo benéfica ao meio ambiente.
6 - OGM é a denominação dada aos organismos geneticamente modificados, não conheço nenhuma espécie florestal no mundo que tenha estas características, muito menos o eucalipto, se você conhecer algum me informe. Os OGMs são resistentes a algum tipo de princípio ativo (produto químico) por exemplo, a soja roundup read da monsanto que resiste ao glifosato, ou eles contém características nutricionais aditivas em relação a espécie comum, por exemplo, arroz com teor maior de nutriente.
Antes de fazer algum comentário a respeito de um determinado assunto, indico que leia e estude muito para saber o que está dizendo!!!!

 

Emprego ideal para Marina Silva.Presidência ! do fundo...

 

Enquanto isso, olhem só o que se aproxima:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100505/not_imp547132,0.php

Preço da celulose bate novos recordes
Demanda em alta faz produto ficar acima da máxima de US$ 840 do pré-crise; cliente internacional já reserva celulose futura do Brasil
05 de maio de 2010 | 0h 00

Fernando Scheller - O Estado de S.Paulo

Após sofrer com a crise, que levou a celulose a ser cotada abaixo de US$ 500 em maio de 2009, a commodity teve período de recuperação graças ao aumento da demanda chinesa e à redução de produção no Chile e no Hemisfério Norte. Um ano depois, o produto registra novos níveis históricos de preço. As "gigantes" nacionais do setor, Fibria e Suzano, já cobram R$ 890 pela tonelada de celulose na Europa desde a última segunda-feira.

Segundo Bruno Rezende, analista da consultoria Tendências, a recuperação foi em "V": o setor saiu de um patamar alto - em junho de 2008, a celulose de fibra curta atingiu o recorde de US$ 840 -, chegou ao "fundo do poço" e agora aponta nova máxima. E o analista vê espaço para aumentos marginais na celulose nos próximos meses: "O produto deve bater US$ 920 e fechar o ano próximo de US$ 890."

Especialmente por causa da China, a demanda de celulose deve seguir forte. Segundo Rezende, o Brasil tem vantagens no setor, como espaço para plantio de florestas, parque fabril moderno e mão de obra relativamente barata. Mas o principal diferencial está no clima: no Brasil, a madeira de eucalipto pode ser colhida em ciclos de seis anos, enquanto no Hemisfério Norte o crescimento das árvores geralmente leva o dobro do tempo.

Setor em alta. A forte procura faz com que os clientes internacionais fiquem de olho na "celulose futura" do Brasil. Segundo o diretor executivo de celulose da Suzano, Alexandre Yambanis, a empresa já negocia volumes das fábricas que planeja abrir em 2013 e 2014. "Os clientes fazem a reserva do volume. O preço será definido depois", explica o executivo.

A alta dos preços reduziu a capacidade ociosa da indústria nacional. No primeiro trimestre, segundo dados da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), a produção de celulose de fibra curta cresceu 15% no Brasil, enquanto as exportações subiram quase 20%. O faturamento de mais de US$ 1,1 bilhão com as vendas externas superou em 41% o resultado de igual período de 2009.

Entretanto, a Bracelpa descarta um crescimento significativo da produção nacional no curto prazo. No momento, segundo a presidente da entidade, Elizabeth de Carvalhaes, o mercado já retoma os projetos que estavam parados, o que é "positivo" para o momento. Como o ciclo de investimentos do segmento é longo, pois depende da compra de terrenos e do período de crescimento das árvores, especialistas dizem que as fábricas que saírem da gaveta em 2010 só poderão funcionar em oito anos.

O investimento da vice-líder Suzano nas unidades a serem inauguradas a partir de 2013 começou há três anos. Segundo Alexandre Yambanis, as duas novas fábricas aumentarão a capacidade de produção da empresa em 2,5 milhões de toneladas de celulose. Hoje, a companhia opera a quase 100% da capacidade de 1,8 milhão de toneladas do produto.

O último grande projeto inaugurado no País foi a unidade da Fibria em Três Lagoas (MS), em março de 2009. A fábrica era um projeto da antiga Votorantim Celulose e Papel (VCP), que se uniu à Aracruz no fim do ano passado. Para Leonardo Alves, da Link Investimentos, o alto endividamento - calculado em R$ 14,7 bilhões no fim de 2009 - pode prejudicar novos investimentos da líder do setor no Brasil.

 

Confundir plantação de eucalipto com reflorestamento é um erro crasso, mas como ainda impera a ignorância no tema do meio ambiente convém esclarecer antes de acusar os incautos. Como falou acima André Luiz da Silva, a plantação de eucalipto é um dos mais nocivos instrumentos de degradação ambiental, porque seu alto potencial de disseminação natural invade e destrói a mata nativa à sua volta, além de acabar com o lençol freático e retirar os recursos alimentarers da fauna.

 

Ops. Mogi-Guaçu e não Mogi das Cruzes como informei.
(lembro que faço minhas as palavras do amigo J.S.).

 

Reproduzo abaixo um email que recebi de um amigo da cidade de Mogi das Cruzes sobre os termos envolvidos:

Sr. ANDRÉ LUIZ SILVA

CARTA - DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES SOBRE A DEFINIÇÃO DOS TERMOS REFLORESTAMENTO, E FLORESTAMENTO

Favor informar o endereço para o envio das Apostilas, e Anexos.

Obrigado
J. SEBASITIÃO

Mogi Guaçu. – SP., 03 de agosto de 2009.

Comunico Vossa Senhoria, que após consultas junto aos Agentes Públicos dos Órgãos dos Governo Federal - Ministério do Meio Ambiente, e Embrapa Florestas, responsáveis pela proteção do meio ambiente, estudos, e pesquisas sobre as florestas, foi possível identificar, que os termos reflorestamento, e florestamento utilizados pelos funcionários das industrias de celulose/papel, chapas, e de demais produtos industrializados que utilizam madeiras das culturas de eucalipto, de pinus, e de acácia (espécies exóticas), tratam-se de termos incorretos, porque podem induzir em erro à sociedade, levando a crer que as culturas de eucalipto, de pinus, e de acácia são florestas. Este procedimento, também, é identificado nos diversos segmentos da sociedade, envolvidos direta e/ou indiretamente com estas culturas.

Após as consultas, estudos, e pesquisas, obtive as informações, que possibilitaram diferenciar, as culturas de eucalipto, de pinus e de acácia, de florestas. O objetivo é a busca constante de novas informações para melhor definir os termos reflorestamento e florestamento. Com as informações já obtidas, elaborei as seguintes Apostilas, vide os títulos;

1. Diferenciar as MONOCULTURAS - lavouras / culturas de eucalipto, pinus e acácia de FLORESTAS – florestamentos, e reflorestamentos (florestas plantadas) é diferenciar as funções sociais da Propriedade Rural, produtividade, e recursos naturais.

2. Comparativo das Diferenciações.

Para comprovar, e complementar as informações constantes nas Apostilas, apresento os documentos Anexos, relacionados à seguir;

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE - Oficio n.º 153/2006, e Nota Técnica n.º 71/2006 DIFLOR /SBF/MMA, assinados por MARIA CLARA BRANDÃO CABRAL – Advogada, e NELSON BARBOSA LEITE – Gerente de Reflorestamento e Recuperação de Áreas Degradadas, datado de 23/08/2006. – 04 fls.

EMBRAPA FLORESTAS - Oficio C. C. G. Florestas n.º 075/2006, assinado por MOACIR JOSÉ SALES MEDRADO – Chefe Geral, datado de 14/07/2006. – 02 fls.

Jornal do Est. de S. de Paulo - Reportagem do Suplemento Agrícola, 08/07/2009 – título: Em Dia com o Meio Ambiente. - 02 fls.

Consultor Jurídico - Reportagem do CONJUR – www.conjur.com.br de 05/07/2008 – título: Fazendeiro é condenado por plantar eucalipto em área de proteção. 01 fl.

Secretariado Internacional do WRM – Reportagem www.vrm.org.uv de 22/09/2008 – título: O WRM se reúne com a FAO em Roma para apresentar uma declaração de florestais questionando a definição de plantações de monoculturas de árvores como florestas. – 04 fls.

Conservação Internacional – Brasil – Reportagem www.conservation.org.br de 31/10/2007 – título: Estudo aponta ineficácia da vegetação exótica na conservação. – 04 fls.

Definir corretamente os termos florestamento, e reflorestamento tornou-se uma condição indispensável à proteção do meio ambiente, justificando assim, que esta discussão seja de conhecimento de toda a sociedade, como Vossa Senhoria, pode verificar, a realização deste trabalho não é um procedimento isolado, em função, de que este é o objetivo de todos os cidadãos envolvidos na proteção do meio ambiente, onde a curto prazo, toda sociedade irá reconhecer, e admitir que as culturas de eucalipto, de pinus, e de acácia não são florestas.

Dentro deste contexto, todas as áreas de florestas protegidas por Lei, devem ser preservadas. Para as áreas que tenham sido degradadas e/ou ocupadas ilegalmente pela agropecuária (criação de animais diversos, e de culturas; de laranja, soja, eucalipto, pinus, acácia, cana de açúcar e outras), as mesmas devem ser reflorestadas, a fim de que, seja possível promover o bem-estar, e a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos destas áreas, porque este procedimento, a médio, e longo prazo é uma das opções, que pode reduzir o aquecimento global, consequentemente, os impactos sobre o meio ambiente.

A Legislação Ambiental, em vigência, determina que para a produção agropecuária não sejam ocupadas as áreas de proteção ambiental, estas áreas, mesmo que “parcialmente”, também, não podem ser ocupadas com as culturas de eucalipto, pinus, e acácia, visto que, estas culturas, embora, sejam constituídas de árvores (espécies exóticas), não substituem as áreas de florestas das propriedades rurais, fato evidenciado de forma clara e objetiva nas Apostilas, e nos documentos anexos.

Portanto, dentre as obrigações dos empreendedores da agropecuária, ou seja, do AGRONEGÓCIO, destacamos 04 (quatro);

a) proteger o meio ambiente (não ocupar as áreas protegidas por Lei),

b) proteger os recursos hídricos ( não ocupar as áreas próximas aos cursos de água, e lagos, também, protegidas por Lei),

c) reflorestar as áreas degradadas, as áreas ocupadas ilegalmente com a agropecuária, as áreas com ocorrências de incêndios, e as áreas com outras ocorrências enquadradas pela fiscalização como crime/dano ambiental,

d) fazer da agropecuária uma condição para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, e para a manutenção das tradições culturais das comunidades, envolvidas com este empreendimento.

Para os empreendedores das cultura do eucalipto, especificamente, os responsáveis pelas industrias de celulose/papel, chapas, e de demais produtos industrializados que utilizam o eucalipto, bem como, para os produtores rurais, que se dedicam a esta atividade, deve-se incluir mais 03 (três) obrigações, quais sejam, informar, e esclarecer a sociedade que,

e) a cultura de eucalipto por ser uma monocultura para produção de madeira destinada ou não à industrialização, não é floresta,

f) nas áreas de monocultura de eucalipto, não há manejo sustentável, pois na cultura de eucalipto, a colheita/corte é realizada com idade média de 07 (sete) anos, através de “corte raso”, onde na oportunidade é realizada a colheita/corte do total das árvores plantadas existentes na área, descaracterizando-se do manejo sustentável, procedimento utilizado nas florestas, para a produção contínua deste recurso natural, procedimento este, somente, utilizado na exploração comercial, autorizada pelo Governo Federal nas áreas de florestas , onde o corte das árvores é seletivo (parcial), consequentemente, com a obrigação de reposição das árvores cortadas com o plantio de árvores de espécies nativas existentes na área da floresta explorada,

g) não utiliza “comercialmente” a cultura de eucalipto ( árvores geneticamente modificadas).

Afinal, estas são as principais obrigações, que os empreendedores devem cumprir para obterem a sustentabilidade (aspectos sociais, econômicos, e ambientais) das atividades agropecuárias, obrigações, que encontram-se previstas na Constituição Federal, Código Florestal Brasileiro, Estatuto da Terra, Lei Política Agrícola, Lei de Biosegurança, Leis Ambientais, e na Lei de Proteção ao Consumidor.
[...]
Atenciosamente,

J. SEBASITIÃO

 

Pessoal, alguém poderia fazer a gentileza de gravar e postar o debate abaixo?

http://bandnewstv.band.com.br/conteudo.asp?ID=298712

Quinta-feira, 06 de maio de 2010 - 16h29
Brasil: Evento reúne agora os 3 principais presidenciáveis
Os três principais pré-candidatos a presidente da república participam nesta quinta-feira do 27º Congresso Mineiro dos Municípios, que acontece em Belo Horizonte. No evento, que tem transmissão ao vivo do BandNews TV, Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) respondem às mesmas questões. Por sorteio, foi definido que a primeira a falar é a petista. A mediação do encontro é do Diretor de Jornalismo da BAND, Fernando Mitre.

Nas considerações iniciais, Dilma destacou programas do governo Lula nas áreas sociais e de habitação. "Tenho extremo orgulho do Programa Minha Casa, Minha Vida", disse a ex-ministra. Em manifestação endereçada aos prefeitos presentes ao evento, Dilma mencionou o PAC nas cidades históricas de Minas Gerais e o diálogo com os municípios interessados em reposição de PIS e Cofins.

A pré-candidata do Partido Verde disse que após um presidente sociológo e outro operário o país merece um processo político em lugar de um plebiscito. "Temos que estabelecer um novo pacto federativo para que as prefeituras possam implementar conquistas do projeto municipalista. O municipalismo é uma nova forma de gestão pública", afirmou a senadora presidenciável.

O ex-governador de São Paulo criticou o que classificou de novos encargos assumidos pelos municípios. "Na saúde, nos últimos anos, os gastos dos municípios passaram de 21,7% para 29,7%. Eles foram obrigados a contribuir mais com a Saúde, o que é um aumento de encargo". Ex-prefeito de São Paulo, disse que apenas um de cada R$ 7 arrecadados do contribuinte ficam no município.

 

O Saci e o Pau-de-vira-tripa
Para quem não conhece o que é um deserto verde. Segue uma obra-prima da cultura caipira contemporânea.
Nele o Saci conta os estragos que os eucaliptais estão fazendo em São Luiz do Paraitinga. Atualmente a justiça embargou as atividades da papeleira na cidade, mas não sei se a ordem está sendo cumprida. de qualquer forma é a primeira derrota judicial das papeleiras no Brasil em relação as monoculturas. O autor é Ditão Virgilio que produz a série de cordéis História de uma perna só:

O Saci e o Eucalipto

1
Um dia fui passear
Lá no reino encantado
E em cima de um cupim
Eu vi o saci sentado
Com os olhos cheios d?água
Que há pouco tinha chorado
Então lhe perguntei
Por que estava desolado

2
Deu um rodamoinho
E ele me respondeu
Olha para as montanhas
Veja o que aconteceu
Plantaram uns paus compridos
Que depressa cresceram
Todos os bichos foram embora
E alguns até morreram

3
É o tal de eucalipto
Planta que não é daqui
Uma mata silenciosa
Que acabou com tudo ali
Os macacos foram embora
Até o mico e o sagüi
Que saudade do sabiá
Do sanhaço e o bem-te-vi

4
Esta planta suga a terra
As nascentes estão secando
Nossos rios caudalosos
Devagar vão se acabando
As fazendas destruídas
Pelas máquinas vão tombando
O caipira sem destino
Pra cidade está mudando

5
As casinhas da fazenda
Também foram derrubadas
Só tem árvores no lugar
Quase não serve pra nada
Ressecando nossa terra
Expulsando a passarada
Não tendo onde criar
Não alegra a madrugada

6
Os peixes estão morrendo
Com o veneno espalhado
Um tal de mata-mato
Que seca até a invernada
Dão veneno pras formigas
Que nunca é controlado
Tamanduás e os tatus
Quase foram exterminados

7
Já não tem fogão de lenha
Onde fumo ia buscar
Não tem mais o galinheiro
Onde eu ia brincar
Acabou-se o chiqueiro
Não tem porco pra engordar
Os caipiras vão embora
Por não ter onde morar

8
Não tem vacas leiteiras
Nem bezerros a berrar
Mesmo o cavalo alazão
Já não tem o que pastar
O galo já não canta
Quando o dia vai clarear
Se continuar assim
O Saci não vai agüentar

9
Com a sombra desta árvore
As flores desapareceram
A juriti está calada
Não canta na capoeira
João-de-barro não faz casa
Pois não tem mais a paineira
O canarinho foi embora
Com o sabiá-laranjeira

10
Acabaram-se as algazarras
Das bonitas maritacas
Até mesmo garças brancas
Já ficaram muito fracas
Com esta falta de água
Também acabou a paca
O sertão está em silêncio
Com a praga que o ataca

11
O gavião-carcará
Já não tem o que comer
O curiango não canta
Quando chega o escurecer
A coruja em desespero
Voou no amanhecer
Até mesmo a cascavel
Não está tendo o que fazer

12
Não tem mais o milharal
Crescendo lá na baixada
Por isso o inhambu
Não pia mais na palhada
As rolinhas muito tristes
Já não fazem revoada
Tico-tico já não pula
Lá no meio da estrada

13
A saracura-três-potes
No brejo não pode morar
Naçanica-bico-verde
Não tem inseto pra pegar
Pois sem água o brejo seca
E não tem nada para dar
Os bichos morrem de sede
No seu próprio habitat

14
No rio não tem mais bagre
Nem traíra nem piaba
Pois com a falta de fruta
Vem a fome e tudo acaba
Veneno na enxurrada
Matou o pé de goiaba
Acabou fruta silvestre
E sumiu a jabuticaba

15
Também já secou
O Corguinho o lugar
Morreram os lambaris
Já não tem o que pescar
Camarão de água doce
Não sei onde foi parar
Sapo, perereca e rã
Pararam de coaxar

16
Até a bela siriema
Cantou lá na cachoeira
Tentando avisar o homem
Pra parar com essa besteira
Estão matando a natureza
Com uma flecha certeira
Este mal não vai ter cura
Vai durar a vida inteira

17
Queimaram os paus podres
Onde o pica-pau faz ninho
No oco dessas madeiras
Onde nascia o filhotinho
As mamangavas sumiram
Foram embora de mansinho
Só tem cheiro de eucalipto
Espalhado no caminho

18
Até mesmo as abelhas
Conseguiram enganar
Dizendo que essa árvore
Muitas flores ia dar
Mas quando os botões
Começaram a desabrochar
Eles fazem a derrubada
Não deixam nada sobrar

19
O pobre do vaga-lume
Não tem luz na escuridão
Pois esses paus compridos
Ficam distantes do chão
Atrapalhando o seu vôo
Nesta grande imensidão
Mesmo nos taquaris
Pode não ter salvação

20
Sou Saci estou preocupado
Se acabar o bambu
Como é que eu vou criar
No meio do taquaruçu
É lá onde também mora
Aquele bando de jacu
E eles estão sumindo
Juntinho com o anu

21
Com um veneno forte
Acabaram com o varjão
A baixada só tem pau
Já não planta mais feijão
A nossa mata nativa
Não tem mais brotação
Com a sombra dessa árvore
Nada nasce neste chão

22
Também a onça-pintada
Jaguatirica e suçuarana
Estão morrendo de fome
E ainda levam a fama
Porque o veado-mateiro
Morreu por falta de grama
Se você pensa que foi ela
Aí é que você se engana

23
O bem-te-vi já não canta
Na copada do pinheiro
E o sanhaço azul
Não senta no pessegueiro
A sombra acabou com tudo
Matou o pé de coqueiro
Tapera de pau-a-pique
Plantaram até no terreiro

24
O caipira indo embora
Vai acabar sua cultura
Não sou contra o eucalipto
Mas sim a monocultura
Não comemos celulose
Nem essa madeira dura
É com sede de dinheiro
Que cometem essa loucura

25
Na comida caseira
Não tem frango caipira
O porquinho na panela
Torresmo que se admira
Não tendo mais abobreira
Também não tem cambuquira
Nem toucinho no fumeiro
Nem couve rasgada em tira

26
Homem da roça apertado
Vai morar na cidade
E trabalha com eucalipto
Contra sua vontade
De vez em quando lembra
Que tinha felicidade
Num canto chora escondido
Do sertão sente saudade

27
Até o vento é diferente
Mudou a vegetação
Diz que é reflorestamento
Mas é uma enganação
Porque logo cortam tudo
Pra celulose e carvão
Deixando a nossa terra
Uma grande devastação

28
Por enquanto dão emprego
Dizendo que vão ajudar
Não passa muito tempo
Pra tudo isso acabar
Deixam tudo destruído
E saem pra outro lugar
Fica pra trás a miséria
E a fome vai se espalhar

29
Até mesmo a capelinha
Onde o povo ia rezar
Foi fechada a porteira
Para não poderem entrar
Tentam acabar com a festa
Que é tradição do lugar
Se deixarem trocam por pau
Até os santos do altar

30
Me chamaram de malvado
Pela minha esperteza
Gosto de traquinagem
Não sou mau com certeza
O que quero é defender
A nossa maior riqueza
Eu sou filho dessa terra
Brigo pela natureza

31
Vou indo rapidamente
Girando cisco no vento
Se você não pensar em mim
Agora neste momento
De pensar que eu já existo
Para isto fique atento
Não sou filho da mentira
Criação do pensamento

32
Dê um grito de alerta
Peça para o povo ajudar
Não deixe o eucalipto
Com o sertão acabar
Este deserto verde
Pouco tem e nada dá
Sou da terra das palmeiras
Onde canta o sabiá

FIM

(Ditão Virgilio - Publicada no -Estórias de Uma Perna Só - No. 19 - 13.08.2007 - São Luiz do Paraitinga - SP)

 

Vejo e ouço tanto falatório em relação à Amazônia. Uma interminável ladainha alarmista de que é necessário fazer Reflorestamento, florestamento, reserva isso e aquilo mais na Amazônia. Mas não vejo, por exemplo, a mesma preocupação com a já devastada e combalida Mata Atlântica. Essa sim está agonizando. Não quero dizer com isso que a Amazônia não precisa de atenção ou de zelo, muito pelo contrário. Precisa sim, porém, é bom lembrar que a Mata Atlântica tá indo pro beleléu faz tempo! E tirando a SOS Mata Atlântica, quase ninguém mais toca no assunto. A ultima investida contra a Mata Atlântica foi uma lei estapafúrdia cá de Santa Catarina. O Estado de Santa Catarina aprovou uma lei de autoria de seu próprio governo criando o Código Ambiental estadual. Entre outras coisas, a lei reduz as matas à margem de rios para cinco metros. Isso vai e já está sendo um desastre! A Lei aprovada pelo governo de Santa Catarina consegue ser mais lesiva ao meio ambiente que o Código Florestal nacional, que estabelece pelo menos 30 metros de matas ciliares obrigatórios.
Dias atrás, sobrevoando a Baía da Babitonga no litoral nordeste de Santa Catarina, onde fica a cidade de São Francisco do Sul, próximo a Joinville. Pude constatar o estrago que tem ocorrido naquele estado. A tática é a seguinte: começam pelo miolo de uma área e vão desmatando de dentro pra fora, por fim, deixa um cinturão de mata nativa, que esconde a devastação feita no interior da área. Só dá pra ver o tamanho do desastre sobrevoando a área. Outro método: a empresa de reflorestamento aciona o FATMA para conseguir uma autorização de desmatamento da Mata Atlântica, dai vai um biólogo lá e diz que pode por tudo a baixo, porém estabelece um território, como se isso fosse servir para alguma coisa. Pronto. O dono da empresa de reflorestamento (reflorestamento?) deita a moto serra, e bota a baixo duas, três vezes o que foi liberado. Alguém vai lá depois fiscalizar? Nunca! E assim o pinus e o eucalipto vão tomando conta do estado inteiro.
Recentemente, a Acelor Mital, tem São Francisco do Sul-SC um parque siderúrgico e de beneficiamento de aço/bobinas produzidas em Cel. Fabriciano/Monlevade. Com o propósito de construir um porto só para atender a sua demanda e conseqüentemente economizar, com a autorização do FATMA, DEVASTOU, com autorização do FATMA, uma área equivalente a mais ou menos 1000 (MIL) campos de futebol! E não foi mais longe porque o Ministério Publico local embargou a obra. Agora tá la na entrada da cidade, um RASGO de DEVASTAÇÃO AMBIENTAL sob uma camada expressa de areia. Um estrago, um crime ecológico absurdo e que se for esperar recuperar, vai levar séculos e séculos! E eu neste caso em especial nem estou usando figura de linguagem não. Estou sendo infelizmente LITERAL!

A contribuição dos fabricantes garrafas pet, as de refrigerantes em especial, e supermercados, deveriam ser tributadas junto ao seu imposto de renda ou outro mecanismo qualquer que as impeça de repassarem ao consumidor final. Afinal, elas as são grandes poluidoras do meio ambiente com suas garrafas pet e suas sacolas de plástico. Vejo que alguns ainda têm a pachorra de tentarem transferir a responsabilidade desse crime ambiental para o consumidor final, outorgando a ele o ônus do descuidado descarte das embalagens dos seus produtos. Um absurdo!

 

Nassif e André, duas notícias importantes:

---------- Mensagem encaminhada ----------
From: CONAMA
Date: Mon, 3 May 2010 22:00:29 -0300 (BRT)
Subject: Informe Especial Conselheir@s - . 55a. Reunião Extraordinária

Conama reconhece interesse
social da agricultura familiar em APP

Mais de quatro milhões de propriedades de agricultores familiares e de povos
e comunidades tradicionais serão beneficiadas com a Resolução aprovada nesta
quinta-feira (29) , em reunião extraordinária, pelo plenário do Conselho
Nacional do Meio Ambiente (Conama). A Resolução reconhece como de interesse
social, para fins de produção, algumas atividades desenvolvidas pela
agricultura familiar em Áreas de Preservação Permanente (APPs).
A agricultura familiar responde por mais de 90% dos estabelecimentos
agropecuários no Brasil , mas ocupa menos de 30% das terras agricultáveis.
De acordo com a conselheira Fani Mamede, da Confederação Nacional dos
Trabalhadores na Agricultura (Contag), a resolução atende alguns dos pontos
acertados após um ano e meio de discussões envolvendo o Ministério do Meio
Ambiente e representantes de entidades ligadas à agricultura familiar.
"Esse proposta é resultado de um debate maduro e exaustivo. Um debate que
veio da base da agricultura familiar", explicou a conselheira.
Entre as atividades reconhecidas como de interesse social estão o pastoreio
extensivo tradicional em áreas de campos naturais; o cultivo de espécies
lenhosas perenes e o cultivo em áreas de vazante. A decisão vale para
atividades já consolidadas até 24 de julho de 2006, data da Lei 11 326, da
agricultura familiar.
A aprovação da Resolução se deu em meio ao calor dos debates. A bancada não
governamental de São Paulo, assessorada pelo Ministério Público Estadual,
entrou com pedido de vistas, alegando que o tema precisava de mais
discussões, por conter questões técnicas e legais a serem resolvidas. Como a
matéria debatida estava sob regime de urgência, o pedido de vistas foi
analisado durante a reunião e o plenário decidiu por colocar a Resolução em
votação.
Segundo o diretor de Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João de Deus,
a Resolução aprovada trata unicamente do reconhecimento de algumas
atividades como de interesse social.

*. *

"Esse conhecimento vai permitir que o órgão ambiental responsável avalie a
regularização de atividades já consolidadas."
João de Deus garantiu não haver, no texto da resolução, qualquer
possibilidade de que haja novas supressões ou intervenções em APPs e que o
objetivo é permitir apenas a regularização de algum tipo de cultura em algum
tipo de APP. "Não serão em todas e, mesmo assim, somente naquelas onde possa
ser comprovado que a cultura estava consolidada antes de julho de 2006",
explicou.
No texto aprovado, o conceito de pequeno agricultor familiar é o que está
previsto na Lei 11.326. Na norma, considera-se agricultor familiar e
empreendedor familiar rural aquele que pratica atividades no meio rural,
atendendo, simultaneamente, aos seguintes requisitos: I - não detenha, a
qualquer título, área maior do que 4 (quatro) módulos fiscais; II - utilize
predominantemente mão-de-obra da própria família nas atividades econômicas
do seu estabelecimento ou empreendimento; III- tenha renda familiar
predominantemente originada de atividades econômicas vinculadas ao próprio
estabelecimento ou empreendimento; IV - dirija seu estabelecimento ou
empreendimento com sua família.

Meio Ambiente e Esporte lançam Copa Verde

O Brasil vai transformar as duas maiores competições esportivas do mundo - a
Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 - em exemplos de eventos
verdes, colocando critérios ambientais em primeiro plano nos projetos e na
gestão estratégica dos empreendimentos que serão construídos para a
realização desses eventos.
Para que a meta seja atingida, os ministros do Meio Ambiente, Izabella
Teixeira, e do Esporte, Orlando Silva, assinaram, na abertura da reunião do
Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), acordo de cooperação para criar
e implementar a agenda sustentável nos próximos anos. A iniciativa conta com
apoio da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente
(Abema) e da Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente
(Anamma).
A parceria vai facilitar o licenciamento ambiental dos empreendimentos
prioritários dos eventos esportivos para evitar impasses que possam atrasar
as obras previstas no cronograma brasileiro. A ideia é abrir o diálogo entre
os responsáveis pela criação dos empreendimentos com os responsáveis pelo
licenciamento ambiental na busca por soluções conjuntas, com garantias de
proteção do meio ambiente.
"Estamos entrando em campo para 'jogar' as preparatórias para a Copa do
Mundo", disse Izabella Teixeira, que presidiu pela primeira
vez como ministra de Estado, a reunião do Conama.
Ela destacou a importância da cooperação técnica entre os dois ministérios,
e contou que acaba de regressar da África do Sul, onde pôde conhecer o que
aquele país tem feito, em termos ambientais, para o torneio que começa em
junho próximo. Segundo a ministra, "o termo assinado hoje, além do ponto de
vista político, é muito importante para a gestão ambiental, porque envolve
os estados e municípios em uma nova prática de modernização do licenciamento
ambiental".
Um grupo de trabalho ficará responsável pela elaboração de uma agenda
sustentável, com propostas de políticas sustentáveis para a Copa e para as
Olimpíadas no Brasil. O grupo também vai buscar parcerias para implementar
experiências bem sucedidas em edições anteriores desses eventos. "Essa
agenda conjunta vai servir para dar mais transparência ao conjunto de
investimentos que serão feitos nesses dois eventos. É um 'golaço'
antecipado", avaliou Izabella.
Fazem parte do grupo de trabalho representantes do MMA, Ministério do
Esporte, Ibama, Instituto Chico Mendes (ICMBio), Agência Nacional de Águas,
Abema e Anamma. A ideia é aproveitar a paixão do brasileiro pelo futebol
para estimular a participação dos torcedores a adotarem medidas de proteção
ambiental no dia a dia.

MOÇÃO 1
O plenário do Conama aprovou em sua 55ª Reunião Extraordinária duas moções.
A primeira delas em repúdio pelo assassinato, no Ceará, de José Maria filho,
de 44 anos, ambientalista e líder comunitário, que vinha lutando contra o
uso indiscriminado de agrotóxicos na Chapada do Apodi.

MOÇÃO 2
A outra moção aprovada recomenda a criação e incremento de programas de
capacitação em agroextrativismo no Cerrado, por parte do MMA - que já
desenvolve algumas iniciativas importantes nessa área, com investimentos
relevantes - e outros ministérios, atendendo especialmente agricultores
familiares.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100505/not_imp547055,0.php

Agronegócio já reconhece que é possível produzir sem desmatar
05 de maio de 2010 | 0h 00

- O Estado de S.Paulo

Apesar das críticas ao Código Florestal, setores ligados ao agronegócio já estão percebendo que é possível aumentar a produção de alimentos sem a necessidade de abdicar das áreas de proteção ambiental, só com investimentos para aumentar a produtividade.
"Podemos continuar produzindo sem precisar desmatar, só com a intensificação do uso da terra", afirma Glauber Oliveira, presidente da Associação de Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso (Aprosoja).
Oliveira, que participou do Fórum Estadão Centro-Oeste, ontem em São Paulo, afirmou que em todo o Mato Grosso existem 26 milhões de hectares de pastagens, já degradadas, que podem ser utilizadas para produção de alimentos e de biocombustíveis.
O Mato Grosso atualmente tem 7% de seu território ocupado pela agricultura, especialmente as culturas de milho e soja. O agronegócio responde por 70,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado.
Segundo o ex-ministro da Agricultura Reinhold Stephanes, é preciso aumentar a produtividade, especialmente na pecuária. "Hoje as áreas degradadas de pasto ocupam o mesmo espaço das culturas de grãos."
Antes de deixar a pasta da Agricultura, o ex-ministro declarou que não são necessários novos desmatamentos para expandir a produção agrícola do País. /A.B. e A.V.

 

Pelo que se lê no texto, não se trata de florestas mas de monoculturas de eucalipto, ou seja, a formação dos chamados desertos verdes.
Não é possível que o Blog e seus especialistas endossem a confusão estratégica da industria de celulose entre monoculturas e florestas.
O conceito de floresta pressupõe a biodiversidade. Uma coisa que não está presente nos eucalipitais que a Vale e a Suzano (ao lado VCP e outras) disseminam pelo Brasil.
Alguém já viu uma área de monocultura de eucalipto?
Saibam que são necessárias toneladas de agrotóxicos para preparar e manter a área de plantio das mudas de eucaliptos transgenicos utilizados nestes ditos "reflorestamentos".
Uma monocultura é tudo, menos floresta.
Os trechos que destaquei revelam a verdadeira intenção do fundo de "reflorestamento".

"...combinando as ações de recuperação de matas nativas ao plantio de florestas industriais"

"Atualmente, a companhia comercializa eucaliptos com a Suzano Papel e Celulose."

 

Que se refloreste bastante. E com diversidade. A monocultura é um retrocesso.

 

Veja que pelos dados do texto não se trata de reflorestamento.
Não é possível que os especialistas do Blog e do portal caiam no equívoco de confundir monocultura com floresta.
Floresta pressupõe biodiversidade, coisa que os chamados Desertos verdes, vulgos eucalipitais, não são de maneira alguma, pelo contrário.
Plantar eucalipto não tem nada a ver com floresta, essa ressalva precisa ser feita, pelo amor dos espíritos da floresta. Os bancos estatais e fundos de pensão entrar nessa é furada. Alguém conhece uma monocultura de eucalipto das papeleiras? Já viram uma de perto? Sabem a montanha de veneno que usam para destruir a biodiversidade da área, pois os eucaliptos geneticamente modificados não suportam matos e insetos?
Pois é disso que se trata: Não é um fundo de reflorestamento, mas um fundo de desertificação.
Oxalá fosse verdade, a noticia de recuperação das antigas florestas, mas não é, como se vê nas passsagens abaixo"combinando as ações de recuperação de matas nativas ao plantio de florestas industriais"
...
"Atualmente, a companhia comercializa eucaliptos com a Suzano Papel e Celulose."

 

Outras boas notícias no estadão.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100505/not_imp547055,0.php

Agronegócio já reconhece que é possível produzir sem desmatar
05 de maio de 2010 | 0h 00

- O Estado de S.Paulo

Apesar das críticas ao Código Florestal, setores ligados ao agronegócio já estão percebendo que é possível aumentar a produção de alimentos sem a necessidade de abdicar das áreas de proteção ambiental, só com investimentos para aumentar a produtividade.
"Podemos continuar produzindo sem precisar desmatar, só com a intensificação do uso da terra", afirma Glauber Oliveira, presidente da Associação de Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso (Aprosoja).
Oliveira, que participou do Fórum Estadão Centro-Oeste, ontem em São Paulo, afirmou que em todo o Mato Grosso existem 26 milhões de hectares de pastagens, já degradadas, que podem ser utilizadas para produção de alimentos e de biocombustíveis.
O Mato Grosso atualmente tem 7% de seu território ocupado pela agricultura, especialmente as culturas de milho e soja. O agronegócio responde por 70,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado.
Segundo o ex-ministro da Agricultura Reinhold Stephanes, é preciso aumentar a produtividade, especialmente na pecuária. "Hoje as áreas degradadas de pasto ocupam o mesmo espaço das culturas de grãos."
Antes de deixar a pasta da Agricultura, o ex-ministro declarou que não são necessários novos desmatamentos para expandir a produção agrícola do País. /A.B. e A.V.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100505/not_imp547054,0.php

GERD SPAVOREK
PROFESSOR ESALQ/USP

“Vimos no estudo que não dá muito certo privatizar um benefício que é coletivo, com as APPs e a reserva legal. O proprietário rural, em geral, tem interesse no lucro e não na preservação do ambiente. Quando a responsabilidade de conservação é do Estado, o resultado é melhor.”

País tem 100 mi de hectares sem proteção
Estudo da USP mapeia áreas verdes que não fazem parte de unidades de conservação e poderiam ser convertidas em outros usos, como agricultura
05 de maio de 2010 | 0h 00

Afra Balazina, Andrea Vialli - O Estado de S.Paulo

Mata Atlântica. Estudo mostra que ainda existem muitas áreas verdes sem preservação Um estudo inédito elaborado pela Universidade de São Paulo em parceria com a Universidade de Chalmers (na Suécia) aponta que, mesmo que todos os produtores rurais regularizassem suas terras e obedecessem ao Código Florestal, ainda sobrariam 100 milhões de hectares de vegetação não protegidos ambientalmente e que podem, portanto, sofrer desmatamento. A área equivale a quatro vezes o Estado de São Paulo.
O grupo de pesquisadores criou um mapa e demonstrou que existem 537 milhões de hectares de vegetação natural no Brasil (cerca de 60% do território nacional). Para chegar ao resultado foram usados os dados mais recentes de fontes, como o Programa Nacional de Meio Ambiente (Probio, do Ministério do Meio Ambiente), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).
"Foi um esforço braçal. Trabalhamos com cerca de 200 mapas digitais diferentes", explica Gerd Sparovek, professor do departamento de solos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP. O material levou um ano e meio para ficar pronto.
Boa parte dos 100 milhões de hectares desprotegidos não é adequada para a expansão da agricultura, ressalta Sparovek. "Cerca de 74 milhões de hectares têm aptidão baixa para atividades agrícolas." O receio, porém, é que a pecuária possa tentar ocupar essas áreas de floresta.
O pesquisador defende que, enquanto as terras com vegetação não são protegidas, um pacto de "desmatamento zero" deve ser firmado pelos setores produtivos no Brasil.
A agricultura tem como possibilidade, segundo ele, ser expandida para 60 milhões de hectares onde hoje é feita a pecuária extensiva ? que têm solos e clima adequados à produção agrícola. "A pecuária brasileira tem um boi por hectare. É como ter um homem para cada quarteirão."
Déficit verde. O levantamento mostra o estrago já feito em áreas que teoricamente deveriam ser preservadas. Segundo o estudo, 11% da vegetação natural restante no Brasil estão em Áreas de Preservação Permanente (APPs), como encostas e margens de rios ? o que totaliza 59 milhões de hectares. Porém, o correto seriam existir 103 milhões de hectares ? o que significa que há um déficit de 43 milhões de hectares, que já foram desmatados por algum motivo.
A reserva legal, área que o proprietário rural é obrigado a deixar com vegetação dentro do terreno, também tem situação complicada. Seria necessário ter, de acordo com o Código Florestal atual, 254 milhões de hectares de vegetação como reserva legal, mas faltam para fechar a conta 43 milhões de hectares. Na Amazônia, a reserva legal deve ser de 80% da propriedade. No Cerrado deve ser de 35% (nos Estados da Amazônia Legal) e, no restante do País, de 20%.
Nas Unidades de Conservação (como parques e reservas), o problema é menos grave. O estudo indica que 32% da vegetação natural está em UCs e que o déficit de verde é de 3% (ou 5 milhões de hectares). "Nas UCs o controle do Estado é muito maior", diz Sparovek. Pela lógica observada no estudo, a medida mais eficiente para preservar a vegetação nativa é manter UCs e Terras Indígenas, onde há poucas atividades ilegais, como a pecuária (eficiência de 97%).
Compensação. Atualmente existe um embate entre ruralistas e ambientalistas em relação ao Código Florestal. Produtores acusam as leis ambientais de frear a expansão do agronegócio e querem alterar a lei.
Uma forma de enfrentar o desafio do déficit de APPs e reserva legal no Brasil é permitir que os proprietários compensem a área desmatada com a proteção de vegetação em outros terrenos.
Segundo Carlos Scaramuzza, superintendente de conservação da ONG WWF-Brasil, a compensação não pode ser tão flexível (como permitir que seja feita em qualquer lugar do País). Porém, também não deve ser rígida demais (pode não haver estoque de terra disponível nas proximidades).
Mario Mantovani, da Fundação SOS Mata Atlântica, elogia o estudo. "Não temos controle sobre as nossas áreas. O maior problema ambiental brasileiro é a questão fundiária. E existe um atraso muito grande do poder público."
O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone) e a ONG WWF-Brasil apoiaram a realização da pesquisa. Os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, além da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), foram procurados, mas não se manifestaram.

 

Oi Nassif, estou atrás dessa pesquisa para colocar no gma.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100505/not_imp547054,0.php

País tem 100 mi de hectares sem proteção
Estudo da USP mapeia áreas verdes que não fazem parte de unidades de conservação e poderiam ser convertidas em outros usos, como agricultura
05 de maio de 2010 | 0h 00

...

Será que a equipe de meio ambiente da ABV ou do blog (geral) não conseguiria de forma mais fácil?

Eles cruzaram informações de mais de 200 mapas digitais.
É um documento e tanto.

Abraços, Gustavo.

Abraços, Gustavo