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Teste de azeite de oliva: pior resultado entre os quatro já realizados pela Proteste

A Proteste Associação de Consumidores testou 19 marcas de azeite extravirgem e constatou que quatro têm indícios de fraude contra o consumidor. Na análise sensorial, apenas oito delas apresentam qualidade de extravirgem. Sete são virgens. Uma das marcas avaliadas, Borges, cujo azeite era virgem, em lugar de extra virgem, como indicado na rotulagem, tentou obter censura prévia na justiça antes mesmo da divulgação dos resultados. O juiz Gustavo Coube de Carvalho, da Nona Vara do Fórum Central de São Paulo contudo, negou a liminar.

O juiz disse na sentença que não há previsão de censura prévia no ordenamento jurídico brasileiro, cabendo ao ofendido "o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem", nos termos do art. 5º, incisos IV e V, da Constituição Federal.

De quatro testes que a Proteste já realizou com esse produto, este foi o que teve pior resultado, com o maior número de fraudes contra o consumidor. Foram detectados indícios de fraude nas marcas de azeite de oliva extravirgem: Figueira da Foz, Tradição, Quinta d’Aldeia e Vila Real. Os quatro produtos foram desclassificados do teste, pois não poder sequer ser considerados azeites. As propriedades antioxidantes do azeite de oliva são os grandes atrativos desse produto, devido ao seu efeito benéfico à saúde. Mas para que o azeite mantenha suas características, é importante que ele não seja misturado a outras substâncias. Assim, as fraudes, além de serem um abuso contra o consumidor, podem reduzir ou até eliminar as qualidades benéficas para a saúde.

Os quatro, na verdade, são uma mistura de óleos refinados, com adição de outros óleos e gorduras. Em diversos parâmetros de análise, essas marcas apresentaram valores que não estão de acordo com a legislação vigente. Os testes realizados indicaram que os produtos não só apresentam falta de qualidade, como também apontaram a adição de óleos de sementes de oleaginosas, o que caracteriza a fraude.

Outros sete não chegam a cometer fraude como esses, mas também não podem ser vendidos como extravirgens. O consumidor paga mais caro acreditando estar comprando o melhor tipo de azeite e leva para casa um produto de qualidade inferior.

Não é a primeira vez que a Proteste detectou fraude nesse tipo de alimento e, novamente, vai notificar o Ministério Público, a Anvisa e o Ministério da Agricultura, exigindo fiscalização mais eficiente. Nos três testes anteriores, foram detectados problemas. Em 2002, foram avaliados os virgens tradicionais e foi encontrado fraude. Em 2007, a situação se repetiu com os extravirgens. Em 2009, uma marca se dizia ser extravirgem e não era. Isso demonstra que os fabricantes ainda não recebem a fiscalização necessária.

É considerado fraude quando o produto é comercializado fora das especificações estabelecidas por lei. Para as análises, foram considerados diversos parâmetros físico-químicos para detectar possíveis fraudes: espectrofotometria (presença de óleos refinados); quantidade de ceras, estigmastadieno, eritrodiol e uvaol (adição de óleos obtidos por extração com solventes); composição em ácidos graxos e esteróis (adição e identificação de outros óleos e gorduras); isômeros transoleicos, translinoleicos, translinolênicos e ECN42 (adição de outras gorduras vegetais).

Na análise sensorial, defeitos ficam óbvios

Para a análise sensorial, convidamos especialistas para avaliar a qualidade das amostras quanto ao aroma, à textura e ao sabor de acordo com parâmetros técnicos. Segundo a legislação, em azeites extravirgens não podem ser encontrados defeitos na análise sensorial. Nessa avaliação, apenas oito marcas tinham qualidade de azeite extravirgem de acordo com os especialistas. Entre as outras, sete tinham defeitos que, pela legislação, os caracterizavam como azeites virgens. São elas: Borges, Carbonell, Beirão, Gallo, La Espanhola, Pramesa e Serrata. As quatro marcas com problemas de fraude foram consideradas, pela análise sensorial, como azeites lampantes.

Para os especialistas, o produto mais apreciado foi o Olivas do Sul. Outros bem avaliados foram os azeites Cocinero e Carrefour.

Todas as marcas testadas foram: Olivas do Sul; Carrefour; Cardeal; Cocinero; Andorinha; La Violetera; Vila Flor; La Espanhola; Carbonell; Serrata; Beirão; Qualitá; Gallo; Pramesa; Borges; Tradição; Quinta da Aldeia; Figueira da Foz e Vila Real.

Entre as marcas testadas podem ser considerados extravirgem: (Olivas do Sul; Carrefour; Cardeal; Cocinero; Andorinha; La Violetera; Vila Flor; Qualitá); são virgens: (La Espanhola; Carbonell; Serrata; Beirão; Gallo; Pramesa; Borges); e são mistura de óleos refinados: (Tradição; Quinta da Aldeia; Figueira da Foz e Vila Real).

A Proteste também verificou que nem sempre vale a pena optar pelo mais caro. Preço e renome nem sempre são sinônimos de maior qualidade. O melhor do teste foi, de fato, o que custa mais caro entre os testados. Porém, a avaliação mostra que há outros produtos de boa qualidade que custam bem menos.

Data de validade difícil de ler

A maioria das marcas traz na rotulagem a data de fabricação, com exceção da Cocinero e La Violetera. Essa informação não é exigida por lei, mas a Proteste considera importante para que se possa optar pelo produto mais fresco. No caso da Cocinero, há o agravante de a data de validade não ser muito fácil de ler, assim como na do Borges.

Além disso, nenhum azeite testado informa o prazo de validade depois de aberto. E o Serrata é o único que não traz um telefone ou outra forma de contato com o serviço de atendimento ao consumidor (SAC) do fabricante.

Na avaliação do estado de conservação dos produtos, nenhum deles teve um mau desempenho, mas Figueira da Foz, Tradição, Quinta d’Aldeia e Vila Real tiveram resultado apenas “aceitável” nessa avaliação. E os mesmos, com exceção do Tradição, apresentaram problemas também nas medições que se referem à qualidade.

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214 comentário(s)

Comentários

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E o consumidor q reclame ao bispo

Mais uma vez é o consumidor o grande enganado. Vendem gato por lebre e ainda lucram. Que o MP tome precauções. 

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Armando do Prado

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Raquel Perrucci

azeite extra virgem 100% Italiano, com analise

Boa tarde Armando, conheça nosso site www.tradizionitalianegroup.com , trabalhamos com puro azeite de oliva extra virgem 100% Italiano, com analise laboratorial,  estamos a disposiçao para esclarecer quaisquer duvidas

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Att

Raquel Perrucci

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jcordeiro

Que precaução?

Armando (e Nassif), o PM público não tem que tomar precaução. Tem é que agir. Trata-se de crime de "lesa povo", de "saude pública", de "171", de "roubo com abuso de poder", com "fasidade ideológica" etc. E os re-vendedores também devem responder, solidariamente. Nem so de "mensalão" e de "trensalão" e de "ISSlão" deve viver os doutos fiscais da lei (custos legis). O pessoal, especialmente os da Rua Riachuelo, tem que começar imediatamente. Ou será que estão esperando o período eleitoral, para ajudar suas agremiações?

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Scherner

Mais uma marca duvidosa

Jcordeiro, concordo contigo.

Recentemente comprei uma marca nova para testar e senti que me fizeram de trouxa. Não costumo permitir esse tipo de atitude ou covardias maiores, por isso sou de casa no MP e no Procon.
Para o caso em questão, já fiz uma denúncia à ANVISA e gostaria de saber se você me sugere algo mais além do PROCON e MP.

Note que para embasar minha denúncia a estes dois órgãos, terei que pagar por um teste em um laboratório confiável, pois até o momento tenho só o meu sensorial, que não costuma falhar.
Alguma sugestão?

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guillermo piernes

fraude em azeites

Décadas atrás milhares de pessoas ou morreram ou ficaram doentes na Espanha por fraude na elaboração de azeites. É urgente que a fiscalização de supermercados retire das pratileiras esses azeites fraudados e os responsáveis dessa fraude seram punidos assim como atuados os revendedores. Teremos de aguardar uma tragédia nessa área para agir?

 

 

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Edson P. de Oliveira

Testes dos azeites

É sempre assim, caro Armando. Estão vendendo Gallo por lebre. 

Já anotei as marcas p/ não mais compra-las.

Edson P. de Oliveira

 

 

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Pedro Porto

Vendem Galo por lebre.

Vendem Galo por lebre.

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A lei do mercado

Nem esses que passaram são confiáveis. O tal lote pesquisado foi aprovado; mas nada impede que uma outra partida esteja malhada. Esta é que é a lei do mercado.

Já tentei trocar de marca, mas é tudo a mesma mistura, mesmo; compra-se com a embalagem fechada. Atualmente (já há um bom tempo) compro só pelo preço.

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PJ não VOTA!

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Paulo Luthier

Concordo .

Os azeites Serrata e Carbonel estão com o sabor diferente , estou pesquisando outras marcas mas está osso , não tem nenhum sabor , parece mesmo óleo refinado .

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Brenda Porto

Sugestão

Eu uso o do Carrefour, tem bom paladar e o preço é bom pois a embalagem é de um litro. É vendido na rede Carrefour na Espanha e França na mesma embalagem de plástico de um litro e eu não senti diferença no sabor.

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Sergio Luis G. Mello

Azeite

Olá, tente os azeites Portucale, Mondegão e Minha Aldeia!!!

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edna baker

Sergio o Mondegão já foi bom

Sergio o Mondegão já foi bom mas já deixei de usar,  o gosto mudou completamente. Já estou a

procura de outro.

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Raquel Pachon Elias

azeite com gosto de azeite

Oiii, só uma dica, prova o felippo Berio, tenho usado esse inclusive na minha produção de comida árabe e acho bem bom..abraços!

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marinalda

azeite

Eu compro sempre o azeite hojiblanca, tem um preço razoável e é muito bom.

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Antonio Aleixo Anselmo

Azeites famosos fraudados

Sou português, apreciador de bons azeites e de há muito percebo alteração na qualidade, principalmente, nos azeites: portuguêses; italianos; espanhóis e gregos.porém, há que se tomar cuidado nessas denúncias por vezes pouco esclarecedoras por exemplo: o gallo tem diversos tipos de azeites, rótulo vermelho, o mais barato; verde; azul e preto o mais caro e isso não foi falado na matéria. O azeite gallo continua a ser uma marca respeitada em Portugal embora haja azeites bem melhores por lá. mas o que eu gostaria de alertar é às pessoas consumidoras de bons azeites a procurarem a identificação do código de barras na internet, por ex.: os primeiros quatro dígitos da esquerda pra direita refrem-se ao país de origem ou destino,  se o produto foi envasado na origem, no caso Portugal, o códigol é 5601 se no destino, no caso, Brasil, então o código é 7896, Para vocês certificarem-se disso sugiro, quando estiverem no supermercado, olharem no azeite gallo rótulo vermelho o que acabo de exemplificar. Quero concluir com isto que a malandragem se dá aqui e não lá e que  isso veio a ocorrer desde que a empresa gallo resolveu entregar a distribuição

para empresas brasileiras.Isto de há muito vem acontecendo com vários azeites sejam eles portuguêses, espanhois , italianos ou gregos

Espero ter  contribuido para que conclusões precipitadas não prejudiquem qualquer que seja a marca

Antonio A. Anselmo

 

 

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socrates oliveira mattosinho

Azeites de oliva

Amigo Anselmo muito bom dia, gosto e sou apreciador de um bom azeite de oliva mas não tenho muito conhecimento a respeito, li a reportagem  sobre a denuncia da Proteste sobre as fraudes no azeite de oliva eu particularmente usava muito o Borges que se dizia extra mas éra apenas virgem como tambem o Serrata mas gostei  de seu  comentario e de agora em diante tomarei mais precaução na compra do meu azeite e vou dar preferencia ao Andorinha pois ainda penso que o azeite portugues é melhor que o espanhol,  afinal eu sou um descendente de portugueses, obrigado e um abraço!!

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AlvaroTadeu

Bom dia, Antonio Anselmo.

Bom dia, Antonio Anselmo. Gostei da sua explicação, mas o azeite Gallo, que antigamente era o melhor à venda no Brasil e vinha enlatado de Portugal, está pisando na bola. Comprei um vidro de azeitonas dessa marca, descaroçadas. Quase quebrei um dente, uma das azeitonas ficou com um pedaço de caroço. Eu acho isso muito grave.

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Marcos Paulo 1980

Envasamento

O gallo extra virgem que tenho aqui ê iniciado

com código 789, envasamento no brasil.

o Borges não eh 789. Portanto esse metodo

pra mim não se aplica totalmente mas eh uma boa referência para evitar a fralde.

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Boa dica.

O andorinha que comprei antes da divulgação do teste tem no código de barras as iniciais 5601, ufa.

Obrigado e abraços. 

Divulgaremos no facebook.

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O andorinha que comprei antes

O andorinha que comprei antes da divulgação do teste tem no código de barras as iniciais 5601, ufa.

Obrigado e abraços. 

Divulgaremos no facebook.

drigoeira

...um andorinha só não faz verão

nem uma salada saladinha

bem temperadinha

azeite vinagre

sal pimenta

e 1, 2, 3

fogo!

 

 

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"Ganhe as profundezas, a ironia não desce até lá" Rilke. "A ironia é o pudor da humanidade" Renard. "A ironia é a mais alta forma de sinceridade" Vila-Matas.

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Paulo R. Costa Ribeiro

Código de Barras - Azeite Extra Virgem Andorinha

Hoje, dia 20 de setembro/14, que observei o Código de Barras, Extra Virgem Andorinha, e, realmente notei, o início da numeração, que é 5601, e, tb digo UFA. E não troco o Andorinha, pois, tem o sabro da fruta. Uso o 0,5 % de acidez. Con certeza é o meu preferido.

 

Agradeço o comentario, e, vejo, que não estou deixando de usar Andorinha por Gallo. (ou, trocando Gato por Lebre).

Estou certo ?

 

Paulo Roberto    (Ribeirão Preto - SP)

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Fernando Dias Netto

Azeite extra tupiniquim

Caro Aleixo, acho q pode me ajudar por seu profundo conhecimento no caso. À pouco comprei um azeite de marca DELEYDA de origem chilena extra virgem acidez 0,2% com uma garrafa muito bonita, porem com um sabor PÉSSIMO!! Um gosto de inseto triturado. Até retirei o produto da embalagem para verificar se tinha algum vestigio do bicho la dentro. Distribuido pela Casa Flora, o azeite tem uma apresentação exelente. Gostaria de saber se vc conhece e se pode ser um lote com problema ou se eles gostam de besouro mesmo!!!!!!! Desde ja agradeço.

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Wagner Tavares

Acredito que tenha sido o lote

O melhor azeite para mim é o também chileno Native, também de 0,2%. Mas a minha segunda opção é o Deleyda. Acho excelente o sabor desse azeite, bem frutado!

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Francisco Cunha

azeite.

Meu caro amigo.no azeite Deleya garrafa branca tem se mostrado um bom azeite. Pode ser que o mesmo estivesse com uma data mais antiga ou foi mal armazenado pelo distribuidor causando algum tipo de oxidação. Visite o site da Confraria do azeite. Tudo espetacular. Principalmente as informações. Abraços

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Guido Battaglia

Oleo por oleo

Entendo a sua preferenzia para qualquer azeite ou oleo. Aconselho, frente a tamanha capacidade de absorção intestinale um oleo facil de se achar e com otimo relacionamento custo-beneficio.

Pode ser encontrado em qualquer posto de combustivel. Aconselho a Petrobras por motivos patrioticos. Unico inconveniente é que precisa levar um tanquesinho omologado, mas não se preocupe que é reciclavel. Melhor consumir o oleo do posto Petrobras cru . Se usado por cozinhar que seja no fogo baixo, de preferencia banhomaria e evite fumar. Bom apetite,

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Ildiko de Souza

Azeite

Excelente informação sobre os codigos de barra identificadores da origem do envasamento do azeite! Nunca mais compro sem verificar. Tenho usado o Borges que pelos vistos tb nao anda grande coisa a nao ser no preço e comprei para experimentar o Figueira da Foz (pelo preço), mas realmente de azeite nao tem nada!

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Maria Izabel L Silva

Eu uso o Gallo. Não me

Eu uso o Gallo. Não me importa que seja virgem ou extra vigem ou extra extra virgem. Só exijo que seja azeite. E mais nada. Algumas marcas nem tem gosto de azeite ...

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Rui da Silva

Eu uso Gallo

Querida  Maria .

        Já houve no Brasil uma marca de oleo misturado Maria que tinha uma porcetagem de azeite e outro oleos , o tipo tinha muito mais sabor de azeite  que qualquer um dessas novas e antigas marcas de hj. pode ser que o Gallo que vc usa sendo o tipo ouro $20,00 dollar, seja um azeite decente puro , mas se forem os rotulos populares da marca duvido que contenha azeite extra virgem .

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Irene Ferreira

Agradecimento.

Muito agradecida Antonio, pois sou consumidora do AZEITE GALLO. Principalmente aquelas edições extras, " Colheita ao luar", e outras.

 

 

 

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Cristiano Campos

Azeite de boa qualidade

Olá Antônio também sou amante de azeite e de todos o que eu mais me agrado com o paladar é o Gallo da embalagem verde, "Extra Virgem" que supostamente serviu de amostra para a pesquisa da ProTeste. No teste eles pesquisaram azeite com rótulo "EXtra Virgem", na embalagem vermelha do Gallo é rotulado como "Virgem". Gostaria de saber se você indica algum de boa qualidade e bom paladar

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Que coisa hein!

O juiz disse na sentença que não há previsão de censura prévia no ordenamento jurídico brasileiro, cabendo ao ofendido "o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem", nos termos do art. 5º, incisos IV e V, da Constituição Federal.

Vale para biografia?

em tempo: caros La Espanhola e Bosges nosso triangulo amoroso acaba aqui!

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Óleo de borra (sansa) de azeitonas

Eu já comprei e devolvi ao supermercado Sondas um óleo grego de borra de azeitonas prensadas (sansa di oliva) vendido como azeite de oliva.

É muito fácil enganar o consumidor brasileiro porque o produto quase sempre é importado e não há cultura nacional a respeito.

A produção de azeite de oliva no Brasil é ainda irrisória frente ao alto consumo, embora o país tenha todas as condições de produzi-lo em quantidade e qualidade, até para exportação. A Europa é que não consegue mais aumentar a produção e importa do norte da África e do oriente médio.

A colônia portuguesa conseguiu difundir o mito de que a oliveira não se adapta ao Brasil para manter o negócio.

Conseguiu.

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colonização

Pois é, né?

Eu sou um: sempre acreditei que a oliveira não vingaria aqui na terra "onde se plantando tudo dá" e não sei nem por que? Não gosto disso.

É por quê que diziam isso? A oliveira "pede" pouca água, é isso? Ou é porque "não gosta" de muito calor?

Onde a oliveira vingaria por cá? Em quanto tempo começa a dar "pitomba"?

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PJ não VOTA!

Na verdade, há sim oliveiras

Na verdade, há sim oliveiras produzindo no Brasil, mas em locais específicos e após muito melhoramento genético (há mais de 30 anos a EPAMIG trabalha nisso). Por exemplo, em Maria da Fé (sul de Minas, alto da montanha, região mais fria do estado). Só que a produção de azeite local (que existe e dizem que é delicioso) é muito baixa e os preços do produto final são simplesmente proibitivos para a maioria de nós, mortais devoradores de azeite. Se é questão de manter um mercado restrito ou se é realmente uma questão de necessidade de mais aprimoramento genético e de condições de cultivo, não sei responder.

Tem produção também no sul do Brasil. Esse Olivas do Sul é nacional.

 

http://www.epamig.br/index.php?option=com_content&task=view&id=58&Itemid...

Núcleo de Tecnologia:

Núcleo Tecnológico EPAMIG Azeitona e Azeite

PRINCIPAIS ATIVIDADES

Pesquisas:

Fruticultura: Marmelo, Figo, Amora-preta, Pêssego, Nectarina, Ameixa, Maçã e Uva

Olivicultura: Melhoramento - caracterização de cultivares de oliveira, manejo filotécnico da oliveira, nutrição da oliveira, manejo das pragas e doenças da oliveira. Extração e avaliação de qualidade do azeite

Olericultura: batata

Serviços:

Processamento de azeite virgem extra.

 HISTÓRICO

A Fazenda Experimental de Maria da Fé (FEMF) possui área de 109 hectares, dos quais 30 hectares são de preservação permanente. A Fazenda detém infraestrutura em termos de casa de morada, escritórios, galpões de máquinas, frigorífico e viveiros de produção de mudas. A Fazenda possui viveiro com cerca de 150 espécies frutíferas.

A FEMF foi doada na década de 1940 pelo senhor José Fabrício de Oliveira ao Ministério de Educação e Cultura, originalmente, com o objetivo de ser construída uma escola agrícola que pudesse atender aos filhos de agricultores da região.

Posteriormente, a fazenda passou a ser responsabilidade, através de convênio, do Departamento de Fomento da Secretaria de Estado da Agricultura até 1972. O objetivo era estimular o desenvolvimento da agricultura regional, principalmente nas culturas de olerícolas como, batata e cenoura e frutas como, marmelo e pêssego.

Com o Programa Integrado de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Pipaemg) iniciaram-se os trabalhos sistemáticos de pesquisa com diversas culturas. Em 1974 com a criação da EPAMIG, sua infraestrutura foi aprimorada, tornando-se pioneira no programa de melhoramento genético da batata. A FEMF foi projetada como uma das mais importantes unidades de pesquisa para melhoria da qualidade da batata-semente no Brasil. Atualmente, é reconhecida como Fazenda Experimental pioneira em pesquisas em olivicultura e extração de azeite virgem extra brasileiro.

 

http://www.epamig.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1121

CULTURA DA AZEITONA E EXTRAÇÃO DE AZEITE SÃO DESTAQUE EM DIA DE CAMPO DA EPAMIG

 

Mudas de oliveira produzidas na Fazenda Experimental de Maria da Fé

          No próximo dia 24 a  EPAMIG apresentará tecnologias para o cultivo e processamento da azeitona desenvolvidas no Núcleo Tecnológico Azeitona e Azeite em Maria da Fé, no Sul de Minas. No dia de campo Características agronômicas, manejo e processamento da oliveira pesquisadores da EPAMIG apresentarão resultados em seis estações de campo: características agronômicas (variedades indicadas para cultivo, preparo do solo); nutrição e adubação; manejo, controle de pragas e doenças da oliveira; extração do azeite de oliva e processo para elaboração de azeitonas de mesa.

Os participantes poderão conhecer: equipamento para extração de azeite virgem extra, resultados de pesquisas de 80 variedades de oliveiras cultivadas na Fazenda Experimental de Maria da Fé, além de experimentos realizados pela EPAMIG sobre processo alternativo de conservação da azeitona. De acordo com a engenheira química do Núcleo Tecnológico, Rosalina Marangon, está em fase experimental o processo de conservação de diferentes variedades de oliveiras. "Estamos buscando minimizar a quantidade deaditivos químicos usados no processo convencional de conservação da azeitona", disse. Rosalina explica que algumas variedades têm sabor mais amargo e, portanto, vão precisar de produtos para remoção do amargor. "A variedade Grappolo, por exemplo, necessita de uso da soda no processo. Já em outras variedades a soda não precisa ser utilizada. Depende da variedade e do tempo de fermentação", explica. Também será mostrado passo a passo o curtimento da azeitona: colheita, transporte, lavagem, fermentação, salga e embalagem.

O dia de campo sobre olivicultura conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), Prefeitura Municipal de Maria da Fé e Associação de Olivicultores dos Contrafortes da Mantiqueira.

 

Olivicultura em Minas Gerais

 

A EPAMIG é pioneira nas pesquisas sobre a oliveira, especialmente na seleção de variedades mais adequadas às condições brasileiras e na produção de mudas de qualidade. As pesquisas sobre a oliveira estão concentradas na Fazenda Experimental de Maria da Fé com resultados promissores para o desenvolvimento da cultura no Brasil.

A EPAMIG realiza também experimentos em várias regiões de Minas Gerais para testar a capacidade de uma coleção de clones de oliveira em condições diferentes de clima, água e solo. Um desses experimentos está na Fazenda Experimental de Acauã, em Leme do Prado (Vale do Jequitinhonha). Nesta unidade, foi realizado o plantio de 200 oliveiras e elas estão demonstrando resistência às condições adversas e se desenvolvendo e florescendo, apesar da pouca idade. "Os indícios são positivos", afirma o pesquisador Adelson de Oliveira, responsável pelo experimento. Também na Fazenda Experimental de Araxá (Alto Paranaíba) foi iniciado experimento de oliveira com plantas 200 plantas em área de aproximadamente 5.000 m2. Em Piedade do Rio Grande, região de Barbacena, a oliveira tem sido testada em propriedade particular, através do consórcio oliveira, feijão e milho.  Também estão sendo testadas variedades de oliveira nos municípios: São Sebastião do Paraíso, Três Corações, Jaíba e Caldas.

 

http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2013/02/produtores-de-azeitona-do-sul-de-mg-estao-otimistas-com-colheita.html

25/02/2013 07h32 - Atualizado em 25/02/2013 07h35

Produtores de azeitona do sul de MG estão otimistas com a colheitaPrevisão é de uma produção bem superior à da safra passada.
Produtores estão satisfeitos com o preço pago pelo azeite.
  

Do Globo Rural

5 comentários

A colheita é feita entre os meses de janeiro e abril, dependendo da região e do amadurecimento das azeitonas. No sul de Minas Gerais, a colheita é toda manual.

Newton Kraemer Litwinski cultiva oliveiras orgânicas desde 2008. São 4500 plantas em uma área de 10 hectares em Delfim Moreira. Quatro variedades são cultivadas em uma altitude que varia de 1100 a 1400 metros.

Em Maria da Fé, a colheita também já começou. Na fazenda experimental da Epamig, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, as oliveiras são maiores e é preciso utilizar até uma escada.

De acordo com a Associação dos Produtores de Oliveiras, a região sul de Minas tem hoje cerca de 70 produtores de azeitonas. A região tem sido favorável para a cultura, tanto que a expectativa é triplicar a produção do ano passado. Em 2012, 25 toneladas de azeitonas foram produzidas, já neste ano a previsão é de 80 toneladas.

Cerca de 95% da colheita são usados na produção de azeite, que neste ano deve chegar a 10 mil litros. O produtor tem recebido em média R$ 140 pelo litro do azeite.

Nilton Caetano de Oliveira, presidente da Associação dos Produtores de Oliveira, a Assoolive, fala sobre o mercado e a produção. Confira a entrevista no vídeo com a reportagem completa.

 

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Valeu!

Pô, Ana, Valeu!

Tô agradecendo antes de terminar de ler. Não fazia a menor ideia.

Saudações!

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PJ não VOTA!

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West

Conheci pessoalmente o Sr.

Conheci pessoalmente o Sr. Litwinski sem querer 3 semanas atrás.

Estava passando em um domingo por Delfin Moreira a caminho do Vale do Paraíba para um almoço e vi uma placa sobre morangos orgânicos há 200 m da entrada da cidade. Entrei para comprar e era a propriedade desse senhor.

Acabei papeando mais de 1 hora com ele. É um desses loucos sonhadores que o Brasil tem de conversa irresístivel.

Começou o projeto junto com a EPAMIG em 2008 ou 2009. Vem produzindo há algum tempo. O azeite dele é absolutamente puro e, detalhe, orgânico. A safra 2014 totalmente vendida. Os preços realmente são proibitivos porque a produção é baixa. 

Você só consegue adquirir se participar da colheita das olivas. Precisa reservar antes para ver se há vaga para o ano que vem. Fica a dica do passeio.

Depois disso, resolveu fazer uma cervejaria em Delfin Moreira (que deve ter uns 5 mil habitantes). Produz e engarrafa uma cerveja das melhores por lá (e o estabelecimento é lindo, serve chopp da bica para o copo.

Além disso, ele e os agricultores da região tem um projeto de cultivar frutas e leguminosas orgânicas na cidade. Juntaram-se em uma associação e querem ser conhecidos com o maior pólo de orgânicos do Brasil.

Fora que a cidade fica incrustada na Mantiqueira, linda.

Gente que acredita no país.

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West, valeu pela dica! vou

West, valeu pela dica! vou ver se faço esse passeio e participo da colheita no próximo ano...

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Renilda Guerra

Participar da próxima colheita de azeitona

Boa tarde! Sou adpeta aos produtos organicos,tenho tempo disponivel ,

desejo participar das colheitas de azeitonas .                                 

                                                                                                                Obrigada ,Renilda Guerra

                                                                                                                   

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Lais

Grande Dica !!

Maravilhosa a dica !! 

Já anotei para meu próximo passeio. 

Acho que vou pra lá, produzir meus pães. Afinal, olhe só que delícia : bom pãp, bom azeite, um choppinho, frutas orgânicas pra sobremesa.. Tudo de bom ! 

Obrigada por compartilhar sua descoberta .

 

Abs

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Uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa

Uma coisa é haver oliveiras produzindo.

Outra coisa é abastecer um dos maiores mercados consumidores do mundo.

Dezenas de vezes maior que Portugal ou Itália... e muito menos exigente...

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Ugo

oliveiras

Lá nos tempos de antanho o grupo Klabin, produtor de papel e celulose, tinha no Paraná pelos lados de Castro uma bela fazenda com oliveiras, não deram continuidade, lembro ter visitado o empreendimento e degustado as azeitonas. 

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adriano martins

http://www.olivasdosul.com.br

http://www.olivasdosul.com.br/

O mais bem colocado é uma azeite brasileiro.

Motivo de orgulho ou de preocupação com a lisura do teste?

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Semi árido

A oliveira é originária da bacia mediterrânea oriental e deveria se adaptar muito bem ao nosso semiárido. Gosta de clima seco, solo calcáreo e ar marinho. O que falta?

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Rodrigo Maldonado

Faltam horas-frio. A oliveira

Faltam horas-frio. A oliveira gosta de tudo isso, mas se não tiver um número mínimo de horas de frio por ano, o que não há no semi-árido brasileiro, ela não produz.

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Falta o frio, Jura. a

Falta o frio, Jura. a oliveira precisa de algum período de muito frio (geada). é o caso de Maria da Fé e dos países mediterrâneos.

talvez nos altiplanos do Nordeste ela poderia frutificar...

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Não falta nada...

Como assim falta frio se tem até em Minas...?

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Rodrigo Maldonado

Azeite produzido no Brasil

Não há oliveiras só em Maria da Fé. Elas existem também no sul do Brasil, no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e em zonas de altitude de São Paulo, além das regiões de Minas Gerais que estão acima de 900m sobre o nível do mar.

No Rio Grande do Sul existem duas marcas que já estão em comércio, as quais são Prosperato (www.prosperato.com.br) e Olivas do Sul (www.olivasdosul.com.br), e posso atestar que ambos produtos são muito bons e os empresários pessoas muito  sérias.

Sou especialista em gestão empresarial pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e escrevi um artigo sobre a competitividade do azeite de oliva no Brasil. 

É verdade que muitos dos azeites vendidos no Brasil são falsificados e só podemos combater isso com a informação e informação do consumidor, por que em muitas partes do mundo, inclusive nos EUA, os controles são falhos.

Se quiserem maior informação sobre o assunto, procurem o livro do jornalista americano Tom Muller, que se chama "Extravirgindade, o sublime e escandaloso mundo do azeite de oliva". Um livro bom e acessível para leigos, pois é escrito em linguagem jornalística.

 

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Meire

Oliveiras no Brasil

Boa noite, Lucinei.

 

Li sua dúvida a respeito das oliveiras e posso lhe dizer que em julho deste ano visitei uma plantação de oliveiras, muito lindas, de um verde especial e de cuja primeira safra, no ano passado, já havia sido feita a extração de algumas centenas de litros de azeite. Somente não me lembro o nome da cidade, mas estávamos passeando nos arredores de Poços de Caldas . Caso lhe interesse saber posso obter essa informação.

Coloco-me ao seu dispor.

 

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Desses todos o meu preferido

Desses todos o meu preferido é o Andorinha, acho o mais saboroso. Vou experimentar o Olivas do Sul, único nacional, mas nunca vi para vender.

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Aleandro chavez

Concordo. E o andorinha tem

Concordo. E o andorinha tem um bom preço.

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