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Desvendando a espuma: o enigma da classe média brasileira

Jornal GGN - Segundo artigo mais lido de 2013, "Desvendando a espuma: o enigma da classe média brasileira" também ficou em segundo lugar entre os mais comentados de 2013, com 542 opiniões. Análise de Renato Santos de Souza sobre o reacionarismo da classe média em função da supervalorização da meritocracia provocou elogios, críticas e até comentários nem pró, muito menos contra. 

Desvendando a espuma: o enigma da classe média brasileira - Renato Santos de Souza 

A primeira vez que ouvi a Marilena Chauí bradar contra a classe média, chamá-la de fascista, violenta e ignorante, tive a reação que provavelmente a maioria teve: fiquei perplexo e tendi a rejeitar a tese quase impulsivamente. Afinal, além de pertencer a ela, aprendi a saudar a classe média. Não dá para pensar em um país menos desigual sem uma classe média forte: igualdade na miséria seria retrocesso, na riqueza seria impossível. Então, o engrossamento da classe média tem sido visto como sinal de desenvolvimento do país, de redução das desigualdades, de equilíbrio da pirâmide social, ou mais, de uma positiva mobilidade social, em que muitos têm ascendido na vida a partir da base. A classe média seria como que um ponto de convergência conveniente para uma sociedade mais igualitária. Para a esquerda, sobretudo, ela indicaria uma espécie de relação capital-trabalho com menos exploração.

Então, eu, que bebi da racionalidade desde as primeiras gotas de leite materno, como afirmou certa vez um filósofo, não comprei a tese assim, facilmente. Não sem uma razão. E a Marilena não me ofereceu esta razão. Ela identificou algo, um fenômeno, o reacionarismo da classe média brasileira, mas não desvendou o sentido do fenômeno. Descreveu “O QUE” estava acontecendo, mas não nos ofereceu o “PORQUE”. Por que logo a classe média? Não seria mais razoável afirmar que as elites é que são o “atraso de vida” do Brasil, como sempre foi dito? E mais, ela fala da classe média brasileira, não da classe média de maneira geral, não como categoria social. Então, para ela, a identificação deste fenômeno não tem uma fundamentação eminentemente filosófica ou sociológica, e sim empírica: é fruto da sua observação, sobretudo da classe média paulistana. E por que a classe média brasileira e não a classe média em geral? Estas indagações me perturbavam, e eu ficava reticente com as afirmações de dona Marilena.

Com o passar do tempo, porém, observando muitos representantes da classe média próximos de mim (coisa fácil, pois faço parte dela), bem como a postura desta mesma classe nas manifestações de junho deste ano, comecei lentamente a dar razão à filósofa. A classe média parece mesmo reacionária, talvez não toda, mas grande parte dela. Mas ainda me perguntava “por que” a classe média, e “por que” a brasileira? Havia um elo perdido neste fenômeno, algo a ser explicado, um sentido a ser desvendado.

Então adveio aquela abominável reação de grande parte da categoria médica – justamente uma categoria profissional com vocação para classe média - ao Programa Mais Médicos, e me sugeriu uma resposta. Aqueles episódios me ajudaram a desvendar a espuma. Mas não sem antes uma boa pergunta! Como pode uma categoria profissional pensar e agir assim, de forma tão unificada, num país tão plural e tão cheio de nuanças intelectuais e políticas como o nosso? Estudantes de medicina e médicos parecem exibir um padrão de pensamento e ação muito coesos e com desvios mínimos quando se trata da sua profissão, algo que não se vê em outros segmentos profissionais. Isto não pode ser explicado apenas pelo que se convencionou chamar de “corporativismo”. Afinal, outras categorias profissionais também tem potencial para o corporativismo, e não o são, ao menos não da mesma forma. Então deveria haver outra interpretação para isto.

Bem, naqueles episódios do Mais Médicos, apesar de toda a argumentação pretensamente responsável das entidades médicas buscando salvaguardar a saúde pública, o que me parecia sustentar tal coesão era uma defesa do mérito, do mérito de ser médico no Brasil. Então, este pensamento único provavelmente fora forjado pelas longas provações por que passa um estudante de medicina até se tornar um profissional: passar no vestibular mais concorrido do Brasil, fazer o curso mais longo, um dos mais difíceis, que tem mais aulas práticas e exigências de estrutura, e que está entre os mais caros do país. É um feito se formar médico no Brasil, e talvez por isto esta formação, mais do que qualquer outra, seja uma celebração do mérito. Sendo assim, supõe-se, não se pode aceitar que qualquer um que não demonstre ter tido os mesmos méritos, desfrute das mesmas prerrogativas que os profissionais formados aqui. Então, aquela reação episódica, e a meu ver descabida, da categoria médica, incompreensível até para o resto da classe média, era, na verdade, um brado pela meritocracia. 

A minha resposta, então, ao enigma da classe média brasileira aqui colocado, começava a se desvelar: é que boa parte dela é reacionária porque é meritocrática; ou seja, a meritocracia está na base de sua ideologia conservadora. 

Assim, boa parte da classe média é contra as cotas nas universidades, pois a etnia ou a condição social não são critérios de mérito; é contra o bolsa-família, pois ganhar dinheiro sem trabalhar além de um demérito desestimula o esforço produtivo; quer mais prisões e penas mais duras porque meritocracia também significa o contrário, pagar caro pela falta de mérito; reclama do pagamento de impostos porque o dinheiro ganho com o próprio suor não pode ser apropriado por um Governo que não produz, muito menos ser distribuído em serviços para quem não é produtivo e não gera impostos. É contra os políticos porque em uma sociedade racional, a técnica, e não a política, deveria ser a base de todas as decisões: então, deveríamos ter bons gestores e não políticos. Tudo uma questão de mérito.

Mas por que a classe média seria mais meritocrática que as outras? Bem, creio que isto tem a ver com a história das políticas públicas no Brasil. Nós nunca tivemos um verdadeiro Estado do Bem Estar Social por aqui, como o europeu, que forjou uma classe média a partir de políticas de garantias públicas. O nosso Estado no máximo oferecia oportunidades, vagas em universidades públicas no curso de medicina, por exemplo, mas o estudante tinha que enfrentar 90 candidatos por vaga para ingressar. O mesmo vale para a classe média empresarial, para os profissionais liberais, etc. Para estes, a burocracia do Estado foi sempre um empecilho, nunca uma aliada. Mesmo a classe média estatal atual, formada por funcionários públicos, é geralmente concursada, portanto, atingiu sua posição de forma meritocrática. Então, a classe média brasileira se constituiu por mérito próprio, e como não tem patrimônio ou grandes empresas para deixar de herança para que seus filhos vivam de renda ou de lucro, deixa para eles o estudo e uma boa formação profissional, para que possam fazer carreira também por méritos próprios. Acho que isto forjou o ethos meritocrático da nossa classe média. 

Esta situação é bem diferente na Europa e nos EUA, por exemplo. Boa parte da classe média europeia se formou ou se sustenta das políticas de bem estar social dos seus países, estas mesmas que entraram em colapso com a atual crise econômica e tem gerado convulsões sociais em vários deles; por lá, eles vão para as ruas exatamente para defender políticas anti-meritocráticas. E a classe média americana, bem, esta convive de forma quase dramática com as ambiguidades de um país que é ao mesmo tempo das oportunidades e das incertezas; ela sabe que apenas o mérito não sustenta a sua posição, portanto, não tem muitos motivos para ser meritocrática. Se a classe média adoecer nos EUA, vai perder o seu patrimônio pagando por serviços privados de saúde pela absoluta falta de um sistema público que a suporte; se advém uma crise econômica como a de 2008, que independe do mérito individual, a classe média perde suas casas financiadas e vai dormir dentro de seus automóveis, como se via à época. Então, no mundo dos ianques, o mérito não dá segurança social alguma.

As classes brasileiras alta e baixa (os nossos ricos e pobres) também não são meritocráticas. A classe alta é patrimonialista; um filho de rico herda bens, empresas e dinheiro, não precisa fazer sua vida pelo mérito próprio, portanto, ser meritocrata seria um contrassenso; ao contrário, sua defesa tem que ser dos privilégios que o dinheiro pode comprar, do direito à propriedade privada e da livre iniciativa. Além disso, boa parte da elite brasileira tem consciência de que depende do Estado e que, em muitos casos, fez fortuna com favorecimentos estatais; então, antes de ser contra os governos e a política, e de se intitular apolítica, ela busca é forjar alianças no meio político. 

Para a classe pobre o mérito nunca foi solução; ela vive travada pela falta de oportunidades, de condições ou pelo limitado potencial individual. Assim, ser meritocrata implicaria não só assumir que o seu insucesso é fruto da falta de mérito pessoal, como também relegar apenas para si a responsabilidade pela superação da sua condição. E ela sabe que não existem soluções pela via do mérito individual para as dezenas de milhões de brasileiros que vivem em condições de pobreza, e que seguramente dependem das políticas públicas para melhorar de vida. Então, nem pobres nem ricos tem razões para serem meritocratas. 

A meritocracia é uma forma de justificação das posições sociais de poder com base no merecimento, normalmente calcado em valências individuais, como inteligência, habilidade e esforço. Supostamente, portanto, uma sociedade meritocrática se sustentaria na ética do merecimento, algo aceitável para os nossos padrões morais. 

Aliás, tenho certeza de que todos nós educamos nossos filhos e tentamos agir no dia a dia com base na valorização do mérito. Nós valorizamos o esforço e a responsabilidade, educamos nossas crianças para serem independentes, para fazerem por merecer suas conquistas, motivamo-as para o estudo, para terem uma carreira honrosa e digna, para buscarem por méritos próprios o seu lugar na sociedade.

Então, o que há de errado com a meritocracia, como pode ela tornar alguém reacionário?

Bem, como o mérito está fundado em valências individuais, ele serve para apreciações individuais e não sociais. A menos que se pense, é claro, que uma sociedade seja apenas um agregado de pessoas. Então, uma coisa é a valorização do mérito como princípio educativo e formativo individual, e como juízo de conduta pessoal, outra bem diferente é tê-lo como plano de governo, como fundamento ético de uma organização social. Neste plano é que se situa a meritocracia, como um fundamento de organização coletiva, e aí é que ela se torna reacionária e perversa. 

Vou gastar as últimas linhas deste texto para oferecer algumas razões para isto, para mostrar porquê a meritocracia é um fundamento perverso de organização social. 

a) A meritocracia propõe construir uma ordem social baseada nas diferenças de predicados pessoais (habilidade, conhecimento, competência, etc.) e não em valores sociais universais (direito à vida, justiça, liberdade, solidariedade, etc.). Então, uma sociedade meritocrática pode atentar contra estes valores, ou pode obstruir o acesso de muitos a direitos fundamentais.

b) A meritocracia exacerba o individualismo e a intolerância social, supervalorizando o sucesso e estigmatizando o fracasso, bem como atribuindo exclusivamente ao indivíduo e às suas valências as responsabilidades por seus sucessos e fracassos. 

c) A meritocracia esvazia o espaço público, o espaço de construção social das ordens coletivas, e tende a desprezar a atividade política, transformando-a em uma espécie de excrescência disfuncional da sociedade, uma atividade sem legitimidade para a criação destas ordens coletivas. Supondo uma sociedade isenta de jogos de interesse e de ambiguidades de valor, prevê uma ordem social que siga apenas a racionalidade técnica do merecimento e do desempenho, e não a racionalidade política das disputas, das conversações, das negociações, dos acordos, das coalisões e/ou das concertações, algo improvável em uma sociedade democrática e pluralista.

d) A meritocracia esconde, por trás de uma aparente e aceitável “ética do merecimento”, uma perversa “ética do desempenho”. Numa sociedade de condições desiguais, pautada por lógicas mercantis e formada por pessoas que tem não só características diferentes mas também condições diversas, merecimento e desempenho podem tomar rumos muito distantes. O Mário Quintana merecia estar na ABL, mas não teve desempenho para tal. O Paulo Coelho, o Sarney e o Roberto Marinho estão (ou estiveram) lá, embora muitos achem que não merecessem. O Quintana, pelo imenso valor literário que tem, não merecia ter morrido pobre nem ter tido que morar de favor em um hotel em Porto Alegre, mas quem amealhou fortuna com a literatura foi o Coelho. Um tem inegável valor literário, outro tem desempenho de mercado. O José, aquele menino nota 10 na escola que mora embaixo de uma ponte da BR 116 (tema de reportagem da ZH) merece ser médico, sua sonhada profissão, mas provavelmente não o será, pois não terá condições para isto (rezo para estar errado neste caso). Na música popular nem é preciso exemplificar, a distância entre merecimento e desempenho de mercado é abismal. Então, neste mudo em que vivemos, valor e resultado, merecimento e desempenho nem sempre caminham juntos, e talvez raramente convirjam. 

Mas a meritocracia exige medidas, e o merecimento, que é um juízo de valor subjetivo, não pode ser medido; portanto, o que se mede é o desempenho supondo-se que ele seja um indicador do merecimento, o que está longe de ser. Desta forma, no mundo da meritocracia – que mais deveria se chamar “desempenhocracia” - se confunde merecimento com desempenho, com larga vantagem para este último como medida de mérito.

e) A meritocracia escamoteia as reais operações de poder. Como avaliação e desempenho são cruciais na meritocracia, pois dão acesso a certas posições de poder e a recursos, tanto os indicadores de avaliação como os meios que levam a bons desempenhos são moldados por relações de poder; e o são decisivamente. Seria ingênuo supor o contrário. Assim, os critérios de avaliação que ranqueiam os cursos de pós-graduação no país são pautados pelas correntes mais poderosas do meio acadêmico e científico; bons desempenhos no mercado literário são produzidos não só por uma boa literatura, mas por grandes investimentos em marketing; grandes sucessos no meio musical são conseguidos, dentre outras formas, “promovendo” as músicas nas rádios e em programas de televisão, e assim por diante. Os poderes econômico e político, não raras vezes, estão por trás dos critérios avaliativos e dos “bons” desempenhos.

Critérios avaliativos e medidas de desempenho são moldáveis conforme os interesses dominantes, e os interesses são a razão de ser das operações de poder; que por sua vez, são a matéria prima de toda a atividade política. Então, por trás da cortina de fumaça da meritocracia repousa toda a estrutura de poder da sociedade.

Até aí tudo bem, isso ocorre na maioria dos sistemas políticos, econômicos e sociais. O problema é que, sob o manto da suposta “objetividade” dos critérios de avaliação e desempenho, a meritocracia esconde estas relações de poder, sugerindo uma sociedade tecnicamente organizada e isenta da ingerência política. Nada mais ilusório e nada mais perigoso, pois a pior política é aquela que despolitiza, e o pior poder, o mais difícil de enfrentar e de combater, é aquele que nega a si mesmo, que se oculta para não ser visto.

e) A meritocracia é a única ideologia que institui a desigualdade social com fundamentos “racionais”, e legitima pela razão toda a forma de dominação (talvez a mais insidiosa forma de legitimação da modernidade). A dominação e o poder ganham roupagens racionais, fundamentos científicos e bases de conhecimento, o que dá a eles uma aparente naturalidade e inquestionabilidade: é como se dominados e dominadores concordassem racionalmente sobre os termos da dominação.

f) A meritocracia substitui a racionalidade baseada nos valores, nos fins, pela racionalidade instrumental, baseada na adequação dos meios aos resultados esperados. Para a meritocracia não vale a pena ser o Quintana, não é racional, embora seus poemas fossem a própria exacerbação de si, de sua substância, de seus valores artísticos. Vale mais a pena ser o Paulo Coelho, a E.L. James, e fazer uma literatura calibrada para vender. Da mesma forma, muitos pais acham mais racional escolher a escola dos seus filhos não pelos fundamentos de conhecimento e valores que ela contém, mas pelo índice de aprovação no vestibular que ela apresenta. Estudantes geralmente não estudam para aprender, estudam para passar em provas. Cursos de pós-graduação e professores universitários não produzem conhecimentos e publicam artigos e livros para fazerem a diferença no mundo, para terem um significado na pesquisa e na vida intelectual do país, mas sim para engrossarem o seu Lattes e para ficarem bem ranqueados na CAPES e no CNPq. 

A meritocracia exige uma complexa rede de avaliações objetivas para distribuir e justificar as pessoas nas diferentes posições de autoridade e poder na sociedade, e estas avaliações funcionam como guiões para as decisões e ações humanas. Assim, em uma sociedade meritocrática, a racionalidade dirige a ação para a escolha dos meios necessários para se ter um bom desempenho nestes processos avaliativos, ao invés de dirigi-la para valores, princípios ou convicções pessoais e sociais.

g) Por fim, a meritocracia dilui toda a subjetividade e complexidade humana na ilusória e reducionista objetividade dos resultados e do desempenho. O verso “cada um de nós é um universo” do Raul Seixas – pérola da concepção subjetiva e complexa do humano - é uma verdadeira aberração para a meritocracia: para ela, cada um de nós é apenas um ponto em uma escala de valor, e a posição e o valor que cada um ocupa nesta escala depende de processos objetivos de avaliação. A posição e o valor de uma obra literária se mede pelo número de exemplares vendidos, de um aluno pela nota na prova, de uma escola pelo ranking no Ideb, de uma pessoa pelo sucesso profissional, pelo contracheque, de um curso de pós-graduação pela nota da CAPES, e assim por diante. Embora a natureza humana seja subjetiva e complexa e suas interações sociais sejam intersubjetivas, na meritocracia não há espaço para a subjetividade nem para a complexidade e, sendo assim, lamentavelmente, há muito pouco espaço para o próprio ser humano. Desta forma, a meritocracia destrói o espaço do humano na sociedade.

Enfim, a meritocracia é um dos fundamentos de ordenamento social mais reacionários que existe, com potencial para produzir verdadeiros abismos sociais e humanos. Assim, embora eu tenda a concordar com a tese da Marilena Chauí sobre a classe média brasileira, proponho aqui uma troca de alvo. Bradar contra a classe média, além de antipático pode parecer inútil, pois ninguém abandona a sua condição social apenas para escapar ao seu estereótipo. Não se muda a posição política de alguém atacando a sua condição de classe, e sim os conceitos que fundamentam a sua ideologia. 

Então, prefiro combater conceitos, neste caso, provavelmente o conceito mais arraigado na classe média brasileira, e que a faz ser o que é: a meritocracia.

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635 comentários

Comentários

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suzanapena

O melhor texto sobre o conceito de meritocracia no Brasil.

Excelente texto. De alguém que conhece realmente como funciona a mentalidade e as estruturas das classes em nosso país.

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Wellington Conegundes da Silva

Nunca li um texto tão reaça

Nunca li um texto tão reaça travestido de pensamento liberal. Toda essa análise fajuta tirada entre uma janta e uma soneca na varanda do seu apartamento é no mínimo um texto que vai ser escavado por arqueólogos por cientístas para questionar como certas irracionalidades eram construídas e por quem eram construídas. Esse texto é bom para enfatizar o rancor da classé média brasileira no vídeo da sociologa e corrobora a tese dela que há um trauma, quase um edema cerebral nessa população que fantasia uma escalada social por seu suor para um dia ser tão cretina quanto "as elites" que almeja ser e critica. Tem pavor do pobre e o coloca como um resquício de nosso passado colonial de escavos índicos e bandidinhos e ao mesmo tempo sonha ser dono de uma série de privilégio, estes conquistados ou não, mas que tratem desse trauma de ser o que não é, nem pobre de fato, nem rico, mas um ser triste, deslocado, meio patético, que acredita em fantasias como a que escreveu. 

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Estevão Pires

Foi difícil aceitar os saltos

Foi difícil aceitar os saltos de raciocínio: classe média = reacionarismo = meritocracia = desempenho. É preciso sacrificar muito pensamento pra chegarmos a essa fórmula. Ainda assim, os argumentos não são válidos.

Vamos nos ater apenas ao exemplo do literatos. Se eu não estou enganado, pela meritocracia,  o Quintana deveria estar na ABL e o Paulo Coelho, não. Porque o primeiro fez uma obra literária digna e bela, por isso merece reconhecimento. Já o segundo escreveu apenas para ganhar dinheiro, portanto não merece reconhecimento dos pares. Ponto. Isso é meritocracia. O resto, que o autor do texto acima tentou descrever, é um travestimento do velho discurso marxista. O que o Nassif tentou fazer foi dizer que a meritocracia é a "ideologia" dos burgueses, que justifica a opressão da classe trabalhadora e etc. 

Não colou.

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Paulo Sousa

O enigma da classe média brasileira

 

Os reacionários de sempre nunca aceitarão esse texto, como não aceitam que "ninguém escolhe ser pobre"....

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Fácil

É muito fácil apontar o dedo para a classe média e vomitar todos os problemas sociais sobre ela, bem como na meritocracia!
Os problemas sociais existentes no Brasil hoje, não é culpa de FHC ou Lula e sim do Estado que deixou à margem milhões de pessoas, enquanto bonificava poucos com muito dinheiro.
Acabar com a classe média ou com a meritocracia não é a solução. Precisamos é deixar de reclamar dos impostos pagos e dar educação àqueles que, de forma preconceituosa, difama programas sociais.
Mas não podemos deixar de salientar que os problemas vem sendo enfrentados de forma errada pelos governos PT. Claro que precisamos dar acesso aos menos favorecidos economicamente, mas é preciso agir no cerne do problema, dando acesso à educação de qualidade e segurança alimentar a quem precisa!
Claro que estou sendo muito simplista e que existem milhares de outros vetores que influenciam em um país mais igual para todos nós. Mas não podemos ser irresponsáveis de jogar a culpa na meritocracia ou na classe média. Dessa forma, estaremos sendo tão simplista como meu texto foi!
Abraços, saúde e paz a todos e a todas!
 

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Ze Mario

Parabéns GGN !

 Pelos comentários dá pra notar que os reaças quando querem uma informação de qualidade sabem aonde devem buscar!

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Fábio Caldas

Pelos comentários nota-se a

Pelos comentários nota-se a deficiência no treino à interpretação de textos fruto de anos de uma educação errada no Brasil.

 

O autor não ataca a meritocracia em si, ele fala da desigualdade que a meritocracia provoca em um país onde nem todos possuem condições de, ainda que a pessoa seja merecedora, alcançar o sucesso. Condições forjadas pelo próprio Sistema e que excluem grande parte da população. E a classe média, por sua vez, condena quem não tem tais condições utilizando como argumento a "falta de merecimento",  vagabundagem, sendo que as coisas não são bem assim. E aí ela entra exigindo que os pobres trabalhem de forma quase escrava para provar o seu valor (e sustentar a classe média e rica, por trás das ideias): "Hoje não se acha uma empregada doméstica que queira dormir no emprego e ganhar 1 salário mínimo".

 

Utilizar a meritocracia como base para condenar um país e sua classe social mais pobre é ser reacionário e não entender que a grande maioria não tem a menor chance de exercer a sua capacidade, é querer transferir a sua vida de boas oportunidades para aqueles que não as tiveram. A pessoa alcançou o sucesso através do mérito, tudo bem, o Estado deve garantir, mas o mesmo Estado também deve garantir condições de vida para aqueles a quem a meritocracia não chega nem perto de acontecer.

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Tattiana

O conceito esta deturpado

O conceito de meritocracia que vincula a Administracao Publica, portanto sustenta a existencia de concursos publicos, vestibulares e outros tipos de avaliacao de desempenho, e webberiano.
O sociologo alemao Max Webber, que viveu no seculo XIX, disse que existe a sociedade tradicional marcada pelo patrimonialismo (confusao entre publico e privado) na qual so prosperam os "amigos do rei" , bem como existe a sociedade burocratica marcada pela meritocracia, significando que todos estariam sujeitos as mesmas regras ou normas, e que venceria o que tivesse maior desempenho sob essas normas, independente de ser "amigo do rei".
O maior exemplo disso e o concurso publico, onde ha uma norma comum (edital), o mesmo instrumento (prova) e cada um e avaliado por criterios objetivos ( classificacao).
A meritocracia objetivava acabar com o nepotismo, o clientelismo e a subjetividade nas contratacoes. Webber era alemao, viveu na epoca que a Europa deixava para tras resquicios feudais e se transformava num continente industrial, e obviamente tinha horror ao patrimonialismo da epoca dos reis absolutistas, pois eram signos de atraso. Ele tambem e fruto de uma religiao protestante, que crer no trabalho duro como forma de praticar virtudes cristas.

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Fabiano Bellesis

Texto vazio e sem argumentação

O autor por vezes faz comentários sobre a condição da classe media americana que, segundo ele próprio NÃO meritocrata. Conclui pela condenação da meritocracia alegando que não ajudaria os americanos. Sofismas a parte, falta lógica no texto. Dados são ventilados sem fontes! Perdi dez minutos do meu dia.

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Rubens Vital

Estou chocado

Não acredito que alguém consiga escrever um texto tão errado com tanto preconceito e que favorece que não quer se esforçar.

 

 

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Joãohenrique

O Brasil é um país onde os

O Brasil é um país onde os pseudo-intelectuais esquerdistas fazem a festa, mesmo.

2 Grandes Falácias do Texto:

1) O Mérito individual ser incompativel com a sociedade plural, linha de pensamento que beira o socialismo. Méritos individuais, criam empresas, geram empregos, geram impostos, geram bom funcionamento das linhas de produtivas da sociedade. Alias o texto supoe outras baboseiras, como se a meritocrácia fosse apenas uma questão de competitivadade por um status, ou que pessoas seriam reduzidas humanisticamente a resultados.  Reduzido é o pensamento que associam estas coisas, pessoas sempre serão mais complexas que isso.

 

2) A Classe média está mesmo é revoltada pela seguinte situação:

Pagar uma altíssima carga tributária, beirando aos 40% de seu trabalho, e não ver retorno social algum. Apenas um assistencialismo barato de compra de votos, para manutençao do poder.

- A classe média, além de pagar esses impostos, tem que pagar uma escola particular pros seus filhos

- Planos de Sáude, caríssimos para na morrer na fila do SUS

- Financiar um carro e ser refém de um banco, para poder ir trabalhar.

- Comprar um apartamento, murado para ter segurança, mais uma vez ficando refém de bancos.

Percebe? A Classe média SUSTENTA os pobres pagando imposto, e SUSTENTA os ricos consumindo coisas que deveriam ter por pagar seus impostos!

Já o governo petista se beneficia exatamente pelo oposto, compra os pobres que são constituem a massa com poder de voto, e é financiado pelos ricos que se beneficiam deste tipo de situação , donos de planos de saúde, empreitaras, construtoras, empresários da educação.

A Classe média faz parte da sociedade assim como qualquer outra, e quer ver seus impostos beneficiando a todos de uma forma construtiva,numa forma que todos se beneficiem (inclusive ela mesma, por que não) em setores como educaçao e saúde. A Partir deste ponto,onde essas politicas realmente estruturantes se mostrarem para toda a populaçào, que cada um escolha seu modo de vida, Se quer sair por aí fazendo por merecer, ou se quer viver sendo sustentado por sua família.

Há Exemplos bem claros de países meritocráticos que deram certo. Porém não há um único exemplo de país com politicas populistas que deram certo.

Nos EUA,um país o povo que adoece não tem não tem saúde? Mas tem escola pública de qualidade, tem segurança, podem comprar as coisas com um pouco de esforço, em empregos mais humildes e ter uma vida digna.

Países que viviamm situaçoes semelhantes ao Brasil como os Tigres Asiaticos, conseguiram sair dessa lama.

Se quer adotar um sistema com alta carga tributária, tudo bem basta fazer aos moldes dos países da Europa Setentrional e investir em politicas públicas.

O que não pode acontecer, é esquerdista, querer achar, que as pessoas é errado pessoas crescerem ao seu próprio mérito, num país que faz de tudo para que uma pessoa fracasse.

 

 

 

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SGLI

Mérito

Vamos tentar definir:

MÉRITO: Capacidade de produzir mais e/ou melhor do que a espectativa apezar da adversidade;

MERITOCRACIA: Sistema de recompensa e/ou premiação do mérito.

E concluir: A sociedade que não possua o ideal do mérito e nem meritocracia está fadada ao fracasso porque esgotará seus recursos premiando a mediocridade improdutiva.

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Adorei o texto e concordo com

Adorei o texto e concordo com tudo!

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Tudo por um país melhor!

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eduardo jorge lemos neves

meritocracia

Resumo do resumo:Após dármos OPORTUNIDADES IGUAIS TODOS,aí descutiremos a MERITOCRACIA!

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lelo

Esse texto está tão

Esse texto está tão escandalosamente errado, que eu nem sei por onde começar.

O ponto de vista do autor é reacionário, ideologizado, sem noção, cheio de preconceitos e falsas informações.

Sem noção.

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Antonio Duarte

Texto fundamentalmente ideológio

Vou elencar abaixo as principais teses defendidas no artigo e posteriormente tentar mostrar por que elas são falsas ou mal construídas, não correspondem a realidade seja brasileira ou fora daqui e o viés ideológico por trás de toda esta argumentação "aparentemente" bem construída retoricante falando. Basicamente a tese do autor é de que ele encontrou a explicação para o reacionarismo da classe média brasileira e o culpado seria o fato de que ela acredita e se conduz de acordo com o principio da meritocracia e que este principio é fundamentalmente individualista, e não promove o desenvolvimento social e a busca coletiva de soluções que agreguem toda a sociedade de forma humanista saudável e correta. A minha resposta, então, ao enigma da classe média brasileira aqui colocado, começava a se desvelar: é que boa parte dela é reacionária porque é meritocrática; ou seja, a meritocracia está na base de sua ideologia conservadora ( sic) Argumento 1) As classes brasileiras alta e baixa (os nossos ricos e pobres) também não são meritocráticas. A classe alta é patrimonialista; um filho de rico herda bens, empresas e dinheiro, não precisa fazer sua vida pelo mérito próprio Argumento 2) Para a classe pobre o mérito nunca foi solução; ela vive travada pela falta de oportunidades, de condições ou pelo limitado potencial individual Resposta a A1 e A2 : Ambas são mentiras. Um jovem que herde uma empresa do seu pai precisa ter o mérito de fazê-la andar, crescer e competir isso é mérito e se ele não tiver isso a empresa quebra rapidinho e o capital se esvai da noite pro dia. Por outro lado muitos empresários brasileiros se fizeram por conta própria acreditando na sua capacidade de empreendimento. Não haveria Carros não fosse John Ford acreditar na linha de montagem, não haveria luz se Edson não persistisse centenas de vezes tentando criar a lâmpada, não haveria vacinas se Pasteur não insistisse nos seus inúmeros experimentos para provar a existência de germes e não haveria antibióticos se Fleming não acreditasse no seu potencial para criar a penicilina. Conheço uma infinidade de pobres que deram certo por acreditar no esforço próprio e no mérito, o que se vê nos pobres do Brasil de um modo geral é que querem que as coisas caiam do céu ou sejam dadas pelo governo e isso de fato é o que o nosso país faz. Argumento 3) A meritocracia propõe construir uma ordem social baseada nas diferenças de predicados pessoais (habilidade, conhecimento, competência, etc.) e não em valores sociais universais.Resposta a A3. Outra grande mentira. Desde quando estudar, se preparar para fazer bem um trabalho, acreditar na capacidade de realizar projetos, aprofundar-se num tema e ter força de vontade agindo contra os reveses e obstáculos não são valores universais ?? O autor parte do erro de achar que um sucesso pessoal não traga vantagem coletiva e isso é uma mentira como já disse antes nos casos das grandes invenções e descobertas, todas elas baseadas no mérito do seu autor ou descobridor. Não consigo enxergar um conflito entre buscar o sucesso indo de encontro a querer uma sociedade melhor, aonde está provado isso ? Na história da humanidade sempre que se alcança um sucesso seja na tecnologia , seja na ciência seja no mundo do trabalho, mais cedo ou mais tarde todo mundo acaba se beneficiando com isso. Argumento 4) A meritocracia exacerba o individualismo e a intolerância social, supervalorizando o sucesso e estigmatizando o fracasso. Resposta a A4. Ora bolas isso precisa ser provado pelo autor também. Nós humanos somos guiados pelos bons exemplos, pelos heróis que conseguem grandes conquistas e não pelo fracasso. A própria evolução age desta forma recompensando a boa adaptação e punindo a falta dela. Esta questão de se estigmatizar o fracasso também não é verdade trata-se de frase de efeito, a moral capitalista é simples: Se você fracassar, não desista, tente novamente se o sistema é aberto e te dá oportunidades você sempre as terá, ao contrário do socialismo onde sucesso e fracasso são atribuídos a questões metafísicas ou de ordem aleatória ou culpados externos, mas nunca a falta de previsão, planejamento, boa execução, combate a corrupção etc. Os pobres na sociedade brasileira são estigmatizados por outros motivos e o fracasso deles é muito mais causado pelo fracasso do sistema de governo em não promover uma sociedade justa do que pelo sucesso daqueles que de alguma forma conseguem realizar seus objetivos. O socialista tem uma visão maniqueísta de que se alguém se dá bem é por que alguém tem que se dar mal, é um jogo de soma zero, se ha rico, necessariamente tem de haver pobres e eu rejeito isso pois não é assim que o sistema funciona ha muito tempo por sinal. Acreditar nesta tese é não entender o capitalismo moderno que criou uma riqueza enorme, contrariando todas as previsões socialistas de que não há criação de riqueza. Argumento 5) A meritocracia esvazia o espaço público, o espaço de construção social das ordens coletivas, e tende a desprezar a atividade política, transformando-a em uma espécie de excrescência disfuncional da sociedade, uma atividade sem legitimidade para a criação destas ordens coletivas. Resposta a A5. Outra mentira. Nas sociedades modernas a meritocracia faz parte da política de construção liberal e é justamente é uma das condições capitais na construção destas sociedades a ponto de inclusive muito dos seus fundamentos fazerem parte da constituição de alguns países que garantem o direito a liberdade de expressão e empreendimento pessoal. Sim ela tende a desprezar a atividade política pois de um modo geral, em qualquer parte do mundo os políticos se reúnem para, na maior parte das vezes, dificultarem a ação do individuo em beneficio das suas demandas pessoais e familiares. Neste ponto o Brasil é pródigo em criar leis para dificultar a meritocracia seja criando toda uma gama de favorecimentos sociais que podem ser úteis e necessários num primeiro momento,mas que no longo prazo desestimulam a meritocracia por garantir ao indivíduo aquilo que deveria ser construído no seu trabalho ou empreendimento to pessoal. O que é "construção social das ordens coletivas " ??? Que eu saiba seria investir na educação macicamente para dar oportunidades para todos terem seu espaço de meritocracia, mas não é o que o governo PT vem fazendo, portanto não passa de demagogia barata escondida atrás de uma frase de efeito cuja significado não ficou claro para mim. Argumento 6) A meritocracia esconde, por trás de uma aparente e aceitável “ética do merecimento”, uma perversa “ética do desempenho”. Numa sociedade de condições desiguais, pautada por lógicas mercantis e formada por pessoas que tem não só características diferentes mas também condições diversas. Resposta a A6. Ora bolas novamente, é claro que as pessoas são desiguais e pelos mais diversos motivos. No Brasil essa desigualdade é amplificada pela falta de uma política social de inclusão por parte do próprio governo que não investe um misero centavo para qualificar os pobres. Que eu saiba dar bolsa família pode ate alimentar melhor as pessoas e isso é digno de nota, mas não qualifica ninguém para o mercado de trabalho e muito menos ensina as pessoas a "pescar" Então de quem é a culpa afinal de existir as "condições desiguais" ? Outra besteira, toda sociedade capitalista é pautada por lógica de mercado, não fosse assim ela teria sucumbido como aconteceu com o socialismo. Afirmar isso pode parecer bonito mas é desconhecer o funcionamento do sistema ou pior saber que ele existe e culpar algo que nada tem a ver com esta lógica, no caso a meritocracia, ao invés de por o dedo na ferida e explicar que a maioria do povo brasileiro não consegue aderir a lógica do mercado por que o governo não move um dedo para ajudar a preparar estas pessoas para assimilar, em condições de igualdade, esta "lógica de mercado". Argumento 7) A meritocracia é a única ideologia que institui a desigualdade social com fundamentos “racionais”, e legitima pela razão toda a forma de dominação. Resposta a A7 ) Bem, aqui o autor finalmente se desvela ou se desnuda de forma clara. O discurso deixa de ser técnico para se tornar essencialmente ideológico. É estranho o autor "esquecer" de comentar que os países onde há a menor taxa de desigualdade social são justamente aqueles onde o sistema de meritocracia é estimulado e baliza a maior parte do que a sociedade produz, seja no trabalho, seja na tecnologia ou na ciência. Pergunte a um europeu, asiático ou americano se ente sente esta tal "forma de dominação" Cacete, o que ele sente é quando ha falta de emprego que faz parte das crises do sistema capitalista de um modo geral ou a excessiva tributação. Ninguém vai a uma rua destes países pedir bolsa família ou cota disso ou daquilo, eles vão para reclamar da falta de investimento, tributação excessiva e dos gastos públicos que endividam os países e que depois recaem sobre os cidadãos. Esse papo furado e ultrapassado de exploração capitalista e desigualdade social só é usado nos países mais atrasados da Europa e nunca vi ser usado nos EUA,  Europa desenvolvida, Japão ou tigres asiáticos.

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Gèssica Silva

Resposta

  Concordo com vc, Antônio. "Os pobres na sociedade brasileira são estigmatizados por outros motivos e o fracasso deles é muito mais causado pelo fracasso do sistema de governo em não promover uma sociedade justa do que pelo sucesso daqueles que de alguma forma conseguem realizar seus objetivos".

A classe média quer ver o retorno daquilo que é pago através de impostos, vindo como investimentos à sociedade geral. Afinal, pagamos o que é dever, e reivindicar, não pode ser visto como algo calamitoso.

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Márcio de POA

Antonio Duarte, teu texto

Antonio Duarte, teu texto também é "fundamentalmente ideológico". 

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Ridículo

Ridículo o pensamento do

Ridículo o pensamento do autor! 

Se a meritocracia é a praga da sociedade moderna, como propõe que seja organizada a sociedade então? 

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Aldízio

Discordo do seu ponto de vista

Seu discurso contra a meritocracia é inútil e utópico. Tenta falar para os espermatozoides que meritocracia não funciona. Isto ao menos explica porque os governantes brasileiros são tão incompetentes. Isto tbm explica um bolsa presidiário e aprovação compulsória nas escolas públicas. A meritocracia funciona no governo, é a máxima na frase: Não pergunte o que seu país pode fazer por vc, mas o que vc pode fazer por seu país. E parece ter dado certo nós EUA.

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Jose Carlos

Meritocracia

Não existe bolsa presidiário.

Esta é uma criação facista para enganar tolos.

O auxílio reclusão é para os detentos que descontavam para o INSS antes da prisão.

Você pode procurar o site do INSS e sair da ignorância.

Se for facista, nada mais a declarar.

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Ricardo ferreira

Entendo que para quem lê esse

Entendo que para quem lê esse texto, fica uma pergunta coçando à mente: Como então seria controlada uma sociedade?

Também não tenho essa fórmula e acredito que não seja fácil achar uma unidade.

Mas penso que, quando não se sabe a solução para algo que vc já identificou que não está bem, não significa que tenha de aceitar a situação, que seja a melhor forma, que tenha de se acomodar.

Acredito que é preciso se preparar, enfrentar, quebrar os paradigmas e deixar acontecer mesmo sem saber exatamente como será o resultado disso. As coisas naturalmente serão reinventadas. Isso é necessário.

Muitas vezes a forma mais prática e objetiva de olhar as coisas é também a mesma que leva ao comodismo, à manutenção. E aí, não adianta reclamar.

É relativo, claro. Assim como é relativo vc achar q a sociedade americana "deu certo".

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Jose Edmar Jota lima

a classe media e a meritocracia.

Simplesmente o melhor texto que ja li sobre a classe media e a meritocracia. Lendo esse texto, acabei de dar inteira razão a M. Chaui, por sinal grande estudiosa do assunto. Sou comerciante e trabalho ha vinte anos diretamente com a classe media (eu proprio me incluo nela). Nesse tempo todo pude observar que é uma classe que come mortadela e arrota caviar, são cheio de querer ser aquilo que não são e querem levar vantagem em tudo. Por exemplo: sou prestador de serviço e apesar de cumprir todas as regras do contrato, muitas vezes pra receber o que tenho direito acabo fazendo o dobro do serviço contratado, porque sempre acham um defeito, uma brecha, alguma coisa pra reclamar e fazer com que voce trabalhe mais que o combinado. Se voce reclama que aquilo não foi concordado, ainda te ameaçam com um processo e voce sempre acaba fazendo mais pra receber o que lhe é devido. A unica coisa que não concordo inteiramente com o autor é o fato de que essa prerrogativa não ser exclusiva da classe media, e sim do brasileiro como um todo. Abraço...

 

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Zé Roberto

Ou seja, sambista não tem

Ou seja, sambista não tem valor numa terra de doutor.

 

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José Roberto Maurer Filho

O enigma da classe média brasileira

Caro Renato.

Adorei seu artigo; bem articulado, pensado (o que pouco ocorre no Páis atualmente), enfim, uma pérola para reflexão.

No entanto --- e de qualquer forma ---, isso não justifica a intolerância da ala esquerda radical contra a classe média. Você citou a Merilena Chauí, que esbraveja seu ódio contra a classe média. Em uma de suas entrevistas ela exemplificou, como justificativa de sua indignação contra a classe média, um episódio sobre uma vaga de estacionamento, associando a falta de educação com a classe média. Ridícula comparação, considerando que educação no trânsito é coisa universal: ou se tem, ou não, independemente de qualquer outro atributo do motorista.

Se a meritocracia é uma característica da classe média, e sem ela a classe média não existisse (como você citou, foi o merecimento que formou o médico, que concursou o funcionário público, que fez o bacharel passar no exame da OAB e por aí vai), então ela deve existir. Você colocaria sua vida nas mãos de um médico, se porventura houvesse progressão continuada nas universidades de medicina? Do ponto de vista social não devem existir médicos deméritos de seus diplomas. Ou, você entregaria a construção de sua casa a um engenheiro formado de qualquer jeito? Você não investigaria antes sua competência como profissional, com medo que a casa ruísse sobre a cabeça de seus filhos? Mérito. Fazer por merecer e se superar.

O desempenho já é uma característica não só da classe média, mas da classe alta, também. São eles, eu te garanto, os mais exigem nas altas performances. A maioria, na classe média não quer ser rico. Quer apenas garantir seus filhos e ter uma vida digna. Por isso, seu conceito de desempenho atrelado à classe média está errado. Quem engrossa a fila do desempenho é o rico. É este, dono da rede de lojas de varejo, banqueiros, industriais, que exigem desempenho no alcance de metas da empresa, na tomada hostil de mercados, enfim.

É a classe média que sustenta o País. É ela que consome, que paga imposto em larga escala. É ela que se esforça para merecer, é ela que forma opinião.

Por isso, acredito que possa haver uma correção no seu texto. A intolerância contra a classe média vem por outros motivos, que não são, de forma alguma, moralmente justificáveis. Não vou entrar na questão, mas acredito que você poderia ver por outros ângulos.

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Anna Clara

a classe média

Sensacional sua resposta.

Realmente, texto muito bem escrito. Tbm acho válido refletirmos a respeito de "até que ponto" a meritocracia deve determinar todas as coisas. Acrescento aqui alguns contrapontos:

1 - A meritocracia é inescapável. A ela, até o mundo animal e vegetal de submete (infantil, simplista, mas é natural) - os melhores fetos sobrevivem, os não, a natureza aborta; o mais fraco, o leão devora. Felizmente somos humanos e conosco não é assim, tão radical. Entretanto, isso não significa que não seja assim no "nosso mundo".

Se a meritocracia é algo tão repugnante, em todos os sentidos (e repito, na minha opinião ela NÃO deve pautar todas as searas da sociedade - já explico embaixo), qual seria a alternativa à ela? Como empossar um Ministro de Estado sem que ele já tenha demonstrado aptidões para o cargo, acima dos demais - seja o conhecimento na área ou aptidões para negociar entre outras coisas? Nomear incompetentes para setores estratégicos pode causar danos irreversíveis, a toda a sociedade - classe média ou não. Reforçando o exemplo do comentário acima, como contratar um médico especialista sem critério de desempenho? Acho a crítica muito boa pra reflexão, porém, se tratada como dogma, como rejeição, sem o oferecimento de uma opção à essa "chaga" ora apontada, 

 

2 - Nossa Constituição Federativa deixa claro que o Brasil, como Estado de Direito, ideologica e definitivamente NÃO é um Estado meritocrata (como objetivo de nação e vertente ideológica), apesar de o ser tantas vezes, na prática governista. Nossa Constituição é linda (opinião honesta), pois, não obstante acertos de que necessita, ideologicamente tende a ser muito 'justa', distributiva.

Ela defende a força do trabalho e da livre iniciativa; defende o direito de propriedade; mas também traz a determinação que nos leva à reforma agrária, imponto limites sociais à propriedade urbana e privada como princípios, por exemplo.

A interpretação do "todos são iguais perante a lei" constitucional é que trata-se da igualdade material - reza que 'todos são iguais, mas podem ser tratados desigualmente na medida em que se desigualam". Isso nada mais é que a exceção à meritocracia! Graças à nossa constituição, é possível cotas em universidades (seja social ou racial); assentos para idosos ou gratuidade no transporte; a quantidade de auxílios que são concedidos, sem questionamento pela sociedade, já é prova de que a meritocracia no nosso meio não é tão determinante assim. Numa sociedade liberal tvz isso não fosse possível! Dei aqui apenas exemplos pequenos, simples e quotidianos.

Ideologicamente, estamos bem servidos com a nossa constituição. Já temos o DNA que nos leva a 'dividir o bolo' - um país extremamente liberal, como os EUA, não.

Enfim, o que gostaria de dizer pra encerrar é que a meritocracia não é uma criação - ela é natural. Entretanto, pode ser exacerbada ou tida como política de governo (o que não é o caso do Brasil, definitivamente). O que precisamos é 'fazer crescer o bolo' para que todos possam usufruir de uma boa condição de vida. Seja puramente pelo mérito do seu trabalho, seja recebendo auxílios do governo quando possível. 

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Jorge Araujo

Parabéns pela raciocínio

Parabéns pela raciocínio claro e objetivo. Concordo plenamente com suas considerações.

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Carlos S. Akamatsu

Classe Média ?

Sinceramente o problema é na definição de classe média. É uma piada ao ver a distribuição de renda, se ver isto, a classe média é tão próxima da pobre, que para todos os efeitos: exemplo: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/65-dos-moradores-de-favela-sao-de-classe-media

Então no fundo a Marilena Chauí está falando dos pobres ou dos ricos ? Então toda essa argumentação são palavras vazias. E já está na hora dela se aposentar e deixar lugar para pessoas novas falarem, e que conhecem melhor a realidade, o chão do Brasil. Ela já virou nefelibata faz tempo. 

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Carlos Prado

Só discordo quanto a classe

Só discordo quanto a classe pobre não ser meritocratica e que ela viva sem oportunidades. Tanto que a classe média aumentou em muito(não só pela maquiagem estatística do atual governo) e esse contigente de médios não acredito vir dos ricos. Claro que as oportunidades não são muitas e fáceis.

Também não teria como ser com tanta burocracia e impostos. Fica difícil para o empresário abaixar seus custos de produção, dando um poder de compra maior ao pobre e permitindo que este invista em educação em vez de trabalhos pouco remunerados logo cedo, fica difícil abrir um négocio, fica díficil montar uma escola acessível a todos, fica difícil contratar alguém mesmo que por pouco para que este adquira experiência e possa se sustentar. A pobreza é a constante no mundo. Estamos cada vez mais ricos e saindo de um vida pela sobrevivência para nos permitir futilidades e utilidades além de energia para mais um dia. E o Brasil tem tanto potencial para reduzir a pobreza porém o governo se mantem constantemente atrapalhando, prolongando mais a eterna constante que é a pobreza.

Mas não vejo os pobres como não meritocráticos. Alguns não o são, mas nisso não me parecem tão homogêneos. Os que são podem estar diminuindo em número por conta do estado "social" que esta sendo construido.  Mas principalmente os mais antigos valorizam o trabalho bem-feito, muitas vezes metódico(como o dos pobres pedreiros de antigamente que não se vê nos de hoje) e almejam dar aos filhos também uma profissão. Hoje realmente parece menos, não sei se devido ao estado assistencialista.

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Antonio Carlos da Conceição

Pelo que entendi do texto, a

Pelo que entendi do texto, a classe baixa não é meritocrática, pois aqueles que a integram, pelos motivos expostos no texto,   não têm a meritocracia como justificativa da sua condição social. Aqueles que ascenderam pelo "mérito" não mais integram a classe baixa.

É contraditório você pugnar por menos impostos e por boa escola acessível a todos. Boa escola acessível a todos custa caro. 

É muito difícil ascensão social sem alguma ajuda do Estado. Talvez esse contingente de novos integrantes da classe média decorra das opções políticas do governo petista, demonstrando que só o mérito individual não é suficiente.

Minha vida é um exemplo de ascensão social graças ao Estado. Sou de família pobre, estudei em escolas e universidades públicas e sou funcionário público. Na minha juventude não vislumbrava a menor possibilidade de ganhar a vida sem esses recursos (no caso do cargo público o recurso é o concurso).

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Márcia Nogueira

Pois é, Antonio Carlos,

Pois é, Antonio Carlos, também fiz curso superior somente quando consegui cursar uma faculdade estadual e melhorar minha renda, graças a um concurso público, pois do contrário, teria sido bem complicado.

Apesar disso, considero que venci obstáculos sem ajuda do governo, pois não me beneficiei de cotas e concorri em relativa "igualdade de condições" no concurso, dependendo sempre de meus anos de estudo e esforço próprio para isso, mesmo tendo começado a trabalhar cedo.

Esse assunto tem muito a se debater. Eu, por exemplo, sou contra cotas raciais, sendo mais favorável a cotas econômicas, pois acho injusto uma pessoa ser pobre e não ser beneficiada da mesma forma que outros só porque são de "aparências" diferentes. 

  

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José Roberto Maurer Filho

É, mas só não concordo que a

É, mas só não concordo que a esse incremento na classe média decorra de programas petistas. Escola de base e universidade pública existem desde sempre. E financiamento estudantil também (antes o super-antigo FIES, agora com nome  de ProUni). A oportunidade estava para todos. Não sei se você ingressou numa universidade por algum programa de cota, mas, acredito, se você tem obstinação, faria a faculdade de qualquer jeito. E, teve essa obstinação, pois não passaria num concurso público se não o tivesse. O Estado já ajuda há muito tempo. E a classe média nunca se opôs à isso. Se opõe, sim, a programas sociais eleitoreiros, como o Bolsa-Família.

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marcia furlan

Isto me fez pensar...os

Isto me fez pensar...os motivos que levam pessoas egoístas a alcançarem cargos de poder...e diante da necessidade alheia exigir moeda de troca...de forma que pra serem justos...precisamos pagar...é bem verdade que meritocracia é uma cortina de fumaça...camufla a verdadeiras intenções...algo bem fácil de se observar no dia-a-dia....a falsa meritocracia...ótimo texto

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Adria

Excelente texto!

Concordo em absouluto com o autor. Excelente texto, e os comentarios contra so reforcam seus argumentos sobre a meritocracia. Náo canso de recomendar o texto a professsores, profissionais e alunos!

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paula borges

Fora a Meritocracia!

Fora a Meritocracia!

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DERMIVAL GUSMÕES

Desvendando espuma.

O autor tem sua opinião, devemos respeitar. Mas eu pergunto: será que ele já esteve em Cuba? Será que ele frequentou escola pública (pelo menos após a saída dos militares)? Será que ele viu a nova classificação social, onde a alta classe alta tem rendimento familiar aproximadamente 3 vezes maior que a baixa classe alta (não tem média classe alta!)? Será que ele já pediu a algum jovem, egresso do ensino médio, de alguma periferia, para escrever um texto? Será que já perguntou porquê não se investe seriamente em educação?  Será que já perguntou porquê não se prestigia o professor, dando-lhe salário digno e condições de trabalho adequada, além  de  fazer a capacitação profissiconal atualizada com frequência, dando ao aluno o conhecimento necessário para colocá-lo em igualdade de condições ao mais afortunados monetariamente (acredito firmemente que não é utopia), afastando aquela autodepreciação de que é pobre e não tem condições de competir? Será que ele admite o trabalho escravo?

 

Que venham os médicos cubanos, são bem vindos (pelo menos eu penso assim), pois todos somos cidadãos do mundo (como disse Charles Chaplin), mas que o fruto do trabalho deles seja para eles!!! 

A máscara da nova classificação social coloca até indigentes que pedem esmolas nas ruas na classe média. Para mim isso é um perigo em termos de manutenção da democracia. Igualar demais desvirtua a sociedade, pode afastar o ânimo para o trabalho, para o progresso. Um pedinte que fique algumas horas numa esquina de movimento médio tem rendimento maior que um indivíduo da classe média que tenha emprego formal e obrigações sociais a atender. E mais, ele ainda terá direito às benesses que são oferecidas pelo governo. Eu gostaria de saber como é a classificação social em Cuba atualmente, pois pelas notas que temos como notícias lá só há o governo e o resto. 

Nosso país é lindo em todos os aspectos, menos no político! Estou deveras preocupado com o futuro, como ficará nossa sociedade daqui a alguns anos.

Como disse a "dama de ferro": O socialismo só dura enquanto durar o dinheiro dos outros. 

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JBezerra

Vamos ler o texto??. O

Vamos ler o texto??.
O problema da população em geral é óbvio: preguiça de ler.
Principalmente o pessoal modinha que aprendeu a bater no governo, mas não sabe discutir fundamentando sociologicamente certos conceitos.
O texto por começar com uma defesa ao Mais Médico e por citar Marilena Chauí já é recebido com criticas e fuzilado com adjetivos não condizentes.
O cara tenta atacar o texto com uma critica feita pelo proprio texto. Bacanaaa.

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Syllas Valadão

O SUS não da segurança

Nassif, descreve uma situação e faz a conclusão, desmerecendo o TODO. 

Ele concluiu que por não haver nos EUA um sistema de saúde pública como o SUS, logo  "O mérito não dá segurança social alguma".  Ora, isso é totalmente relativo. Depende da pessoa, dos investiemtos que faz, se tem seguro saúde, ou se tem outros seguros e investimentos.

Ou seja, se o sujeito não investiu em seguro e não produziu pra se assegurar, logo...  não há mérito, e consequentemente não há segurança.

Outra coisa: O SUS é que não da segurança.

No Brasil se o sujeito não paga plano de saúde para não precisar do SUS, que demora 7 meses para fazer uma cirurgia, ele morre. Do que vale o SUS se vc não é atendido quanto precisa, e tem que pagar por fora quando precisa de algo? O mérito nesse caso fica com quem trabalhou e paga seu plano de saúde separado.

Minha prima teve cancer, e o SUS enrolou tanto que ela morreu antes de fazer a cirurgia. 

A conclusão é meio canalha e boboca, existem ainda diversos pontos a se considerar.

Deu preguiça ao perceber que ele escreve tanto, dá tanta volta pra então concluir as coisas de modo tão estreito, restrito, superficial e limitado.

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J.R.

Salada de 171

Você mistura tudo. Para você não importa que um traficante de drogas chegue a ser Presidente da República. O importante é todos, indistintamente, sem opção de escolher, comam feijão com "abóbra" sem tempero. Individualismo e coletivismo são coisas distintas e devem ser tratadas de forma diferenciada. São valores diferenciados e apropriados cada um no seu contexto. Imagine, no meio de uma praça pública, uma demonstração coletiva de sexo explícito! Deixa de enrolação. Devias fazer aqui um balanço de quantos "sem teto" você abriga no teu apto e como divides com o coletivo o teu salário.  É o tipo de "pensador" egoísta que quer manter o pobre na pobreza para se beneficiar com seus discursos. E como não deve ter tido competência para possuir um belo patrimônio material "imagina" que os herdeiros dos ricos são todos analfabetos e assim deveriam ser. Porca miséria!

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Gpts

Acho que você que não entendeu

Ele separou muito bem...o mérito existe, o problema é se apoiar no mérito para justificar posições de classe, principalmente aqui no Brasil, onde terras e riquezas estão na mão de poucos, desde a época da distribuição das Capitanias Hereditárias para os "nobres" portugueses, o que acabou contribuindo para o latifundio e consequentemente, para a desigualdade social. Se as pessoas tivessem terras para produzir,trabalharia pra si e para sua subsistencia, daí trabalhar para outros seria uma escolha...veja que o mérito não aparece nesse cenário...só aparceria se ela quisesse dedicar o tempo que lhe sobrasse para realizar algum trabalho para atender necessidades de terceiros e receber grafificações por isso...nesse caso, essa terceira pessoa poderia contratar o serviço de quem ela quisesse, podendo também escolher através da observação da qualidade de cada um. Isso é um cenário de igualdade. Aqui no Brasil, o governo pelo menos teria que dar moradia e alimentação gratuitos para as pessoas, para compensar a escasses dos meios de produção provocada pelos latifundios, e que por conicidencia, seus donos estão lá no congresso. Daí fica difícil né! isso é o princípio das lutas sociais, e não tem nada haver com premiar traficantes!

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DK

Não entendeu ou está sendo tendencioso

Realmente parece que o Sr. J.R. não entendeu bem o texto, ou então apenas discorda e está sendo tendencioso ao tentar afirmar seu ponto de vista atacando o autor com argumentos falaciosos clássicos, desenvolva um contra-argumento válido ao invés de apenas tentar desmerecer a opinião bem embasada do autor e ai talvez seu comentário possa ter algum valor.

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José Roberto Maurer Filho

Não, DK. Você que não

Não, DK. Você que não entendeu nada. No final do artigo, o autor deu à classe média o status de desempenhocrata (se a palavra existisse). Desempenho só é exigida pelo rico, não pelo classe média. É o dono da rede de varejo, ou banqueiro, que exigem metas com base no desempenho. Não é a classe média. O mérito deve ser, SIM e SEMPRE, levado em conta. Você entregaria sua vida nas mãos de um médico que você sabe não ser competente? Ou seja, você primeiro busca o mérito. Você é que está sem entender nada. O autor do texto usou palavras bonitas e um pensamento bacana para levar a pensar, mas com incidiu no texto premissas inválidas para reforçar seu pensamento. Pode ser que não tivesse a intenção, mas o autor usou de um embuste para manipular a opinião. Não cola.

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Lukas_GD

Sergio Buarque de Holanda

Sergio Buarque de Holanda (Raízes do Brasil) e Raymundo Faoro (Os Donos do Poder)  esclarecem muito mais sobre o Brasil atual que Marilena Chauí. Para ficar nos autores mais recentes, da mesma geração de Chauí, Philippe Schimitter, falando sobre corporativismo e patrimonialismo, é muito mais esclarecedor. Se houvesse, de fato, no Brasil uma ideologia da classe média ou, melhor, caso essa ideologia fosse a meritocracia, ainda que a meritocracia perversa que o autor descreve, estaríamos num patamar muito melhor.    

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A Meritocracia Objetivista é incapaz de valorar.

Eu não acho que exista um problema essencial nos ideais meritocráticos em abstrato. O problema maior ocorre quando a Meritocracia é a pedra fundamental de todo o pensamento de uma classe social.

Uma ideologia pautada na Meritocracia é, por natureza, uma ideologia que busca fundamentos em uma pretensa "racionalidade objetiva pura". O grande problema de ideais pautados em "racionalidade objetiva pura" é que toda "racionalidade objetiva pura" é incapaz de valorar. O objetivismo é ótimo para lidar com premissas estabelecidas (ou "constantes")  e processá-las. É assim que um computador funciona: ele não cria novos valores, apenas processa valores previamente estabelecidos (para mais sobre isso, ler sobre o "Turing Test" e Inteligências Artificiais).

E por que isso é um problema que acaba se manifestando de maneira tão nefasta na nossa classe média? Simples. Acompanhe o raciocínio. Você tem uma legião de seguidores da Meritocracia, que acreditam que a miséria ou o sucesso devem ser baseados em seus "méritos". Ora, mas o que é digno de mérito em uma sociedade? Isso está longe de ser uma questão objetiva. Isso é uma questão POLÍTICA. Quem define o que é digno de mérito ou não em uma sociedade não é a razão. A razão não faz esse tipo de coisa. Nós não somos uma colmeia, e provavelmente nunca chegaremos a um acordo comum em relação a isso. E assim o é com qualquer dilema político.

Ou seja: o que define o que é digno de mérito são os embates políticos e a atividade política, e não um processo pretensamente técnico ou objetivo. E isso acontece invariavelmente. Até mesmo a ideia de usar critérios x ou y, pretensamente objetivos, para definir o que é digno de mérito, é também uma opinião política.

O mal da nossa classe média é que a meritocracia nos deixa cegos e apáticos aos jogos políticos. Uma classe fundada em meritocracia pura é incapaz de questionar os valores estabelecidos por aqueles que efetivamente controlam o jogo político. Ou seja, a pergunta na mente das pessoas de classe média é sempre "Fulano recebeu o que merece?", quando deveria ser "O que é digno de merecimento?". Essa segunda pergunta é sempre posta de lado e analisada de maneira muito superficial.

Exemplificando: considere um jovem que trabalha arduamente. Ele veio da baixa classe média e batalhou bastante, estudou, passou no vestibular, se formou em Publicidade em uma Universidade Pública e passou a trabalhar numa grande empresa. Trabalhou bastante, ascendeu na empresa pelo seu próprio talento e conseguiu melhorar suas condições sociais, graças aos seus serviços nessa grande empresa de publicidade.

Esse é um exemplo clássico que a classe média consideraria "meritocrático". Se esse jovem compra um carro do ano e um espaçoso apartamento pra viver, é porque ele "merece". Não roubou ninguém, apenas estudou, trabalhou e recebeu o que lhe era devido.

Né?

Perceba que durante todo esse exemplo, em nenhum momento chegamos a discutir os valores que estavam em jogo. Esses valores já estavam previamente decididos. Mas mesmo assim, já pareceu razoável admitir que esse jovem merece o que tem.

Que valores? Considere isso agora: a empresa para a qual ele trabalha faz marketing forte para uma certa marca de refrigerante (refrigerante esse associado a diversos malefícios à saúde). A vida do jovem rapaz trabalhador consiste em convencer as outras pessoas do mundo que elas devem comprar e consumir o tal refrigerante. Ele é muito bom nisso, e por isso é muito bem pago. Mas aí vai a questão: por que ele merece ser recompensado pela sociedade? Qual é a função social do serviço que ele presta, e pelo qual é bem recompensado?

A classe média meritocrática não pergunta isso. Ela não se preocupa com isso. Esses valores não são decididos por ela. Alguém lá em cima decidiu que vender os tais refrigerantes é um valor a ser estimado pela sociedade (quando na verdade, é um valor de interesse daqueles que mais se beneficiam com isso: grandes empresários, herdeiros, lobistas etc).

Os três únicos fatores com os quais a Meritocracia parece se preocupar (para dizer se algo é ou não digno de mérito) são:

1. Exige grande esforço?

2. Dá dinheiro?

3. É permitido pela lei? (e esse aqui ainda costuma ser bastante relativizado)

E pronto. A meritocracia, por fim, não constrói ou questiona qualquer valor estabelecido pela sociedade. Apenas os reproduz. Em um sistema efetivamente democrático, com plena participação da população nos processos políticos, em que todos refletissem e lutassem para construir valores morais e sociais efetivamente úteis a toda a sociedade, e não só a algumas parcelas da população, um pensamento meritocrático a complementar os demais ideais seria excelente. Mas uma meritocracia sem participação política é só uma linha de montagem automática, alimentada de valores arbitrários úteis apenas aos que efetivamente detém o poder político.

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Humberto_B_A.

A política é capaz de valorar ?

Mas como seria delegar à política algum juízo de valor ? Isso não me parece nem um pouco razoável. As mesmas regras que se aplicam aos detentores do poder atual como você mesmo citou (grandes empresários, herdeiros, lobistas etc), não se aplicariam ao poder exercido pelos políticos ? O que lhe faz crer que valores seriam melhor trabalhandos no ideal político-estadista vigente do que nas concepções de meritocracia ? O cabedal ideológico que dá significado ao "poder" não faz distinção entre aristocratas e políticos. São todos homens, com suas pretensas ambições individuais ou de grupo. Você expóe seus argumentos com bastante clareza e articulação, mas a posição conclusiva ainda me parece frágil. A meritocracia não encerra "valores", mas em minha opinião deve ser um dos sustentáculos de uma sociedade digna e próspera. Mesmo porque nunca conseguiremos regular todos "valores" da coletividade sob a régua do Estado. Este deveria se ocupar apenas dos valores básicos (direito à vida, justiça, educação de base, direito à propriedade, etc). Todos os demais são subjetivos e sujeitos ao crivo das experiências e contexto sócio-cultural do indivíduo.

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Cesar Masano

Toqueville, minorias e Alemanha

Muito bom o texto! Não sei se o autor conhece, mas seria muito útil (e a todos que aqui comentam) entender a obra de Toqueville. Toqueville é um francês que tentou entender as diferenças entre Europa e EUA no século XIX. No final, ele prefere o sistema democrático americano e seus valores à Monarquia européia. Porém, aponta que numa sociedade sem muita mudança social, onde filho de sapateiro será sapateiro, o resultado é o melhor sapato do mundo. Enquanto que nos EUA seria um monte de sapatos ruins e baratos que atenderiam o mercado e enriqueceria a pessoa, que mudaria de classe social.

Numa Floresta tinha uma pequena clareira ás margens de um pequeno lago. Abriram uma pequena estrada e carros passaram a poder chegar na clareira. Os macacos, tucanos, tamanduás, todos se alegraram pois cada vez tinha mais gente aparecendo e dando comida. Depois de um tempo todos juntos decidiram: vamos aterrar um pedaço do lago para assim vir mais gente e assim teremos mais comida! Só esqueceram de perguntar pro casal de peixes que viviam no lago... Assim como não perguntam para os Índios Kayowa...

Na Alemanha, onde vivo ha mais de 3 anos, são inúmeros os benefícios (Bolsas, para quem quiser). Se vc tem um filho, vc vai receber dinheiro do governo até ele sair da escola, não importa sua classe social. Se vc não tem dinheiro pra pagar o aluguel, o governo te ajuda. Seguro desemprego? tem muita gente na Europa que vive disso. E por assim vai.

Existe uma política. Existem valores. Muito antes do mérito de cada um. Não são frutos de uma 'meritocracia'. Porém, mérito existe e sempre vai existir. Democracia não é a vontade da maioria, mas sim como lidar com as minorias.

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Raphael Nagao

ótimo texto, parabéns.

O problema não reside na meritocracia, mas sim na sua métrica. Ainda sob condições de oportunidades normalizadas, a segregação entre diferentes níveis de sucesso será regida pelo mérito.

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Marcio Lino

Um exemplo real

Concordo com o que disse, Raphael, e quero ilustrar sua fala com um exemplo que presenciei na Austrália, onde vivi por 10 meses. Lá existe desigualdade social, mas ela é consentida e muito menos cruel do que a que existe no Brasil porque todos os cidadãos australianos tem iguais oportunidades na vida. Um homem que se satisfaz em ter uma casa simples e comida na mesa trabalhando apenas 4h por dia não reclama daquele que tem uma mansão em frente ao mar mas que trabalha 10h por dia. Acima de tudo, o primeiro não reclama do segundo porque, se aquele quisesse, ele teria condições de estudar e trabalhar para também poder comprar uma mansão em frente ao mar. A meritocracia também existe lá, mas ela é menos cruel do que a brasileira porque as condições de oportunidade são normalizadas.

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ThVY

O mérito

Vejo que as pessoas estã discutindo meritocracia sem mesmo definir o conceito antes. Vamos definir assim: Meritocracia seria a alocação de determinado recurso aos mais competentes numa determinada área. Só que este conceito é uma função f(x) que necessita de um parâmetro x, neste caso, o que é ser mais competente, melhor. A comparação Paulo Coelho - Mário Quintana é útíl para elucidar isso. Para um critério definido por um grupo que vamos chamar de críticos intelectuais, Mario Quintana é o mais competente.  (Eu mesmo sou um apreciador de sua obra). Mas para o mercado, Paulo Coelho é o melhor, pois soube agradar os consumidores majoritários. Então o mercado, a "mão invísivel", alocou o sucesso financeiro á Paulo Coelho. Justo? Ao mer ver, sim. O mercado é quem deve decidir o que é o melhor, pois ao contrário do governo (mesmo que este usasse critérios vistos como  "meritocráticos" como formação do escritor e avaliação do mérito técnico de sua obra), ele não impõem nenhum sistema á força, é apenas um consequência da busca das pessoas em satisfazerem seus desejos. O mercado prêmia quem agrada os consumidores, quem tem habilidade de medir riscos e perceber necessidades e desejos. Outros critérios, por mais sensatos (como uma tecnocracia, por exemplo) que pareçam, se dependem da imposição de um sistema via Estado (legislação, etc), violam a liberdade individual. Acho que os Estados Unidos foi o país que chega mais perto de aplicar isso, daí seu sucesso maior. 

Vejam mais exemplos. Mesmo que o governo premiasse pesquisas inovadoras com financiamento (bancado por impostos), algo visto como justo pela maioria, ainda seria contra-produtivo, pois se estas pesquisas fosses mesmo úteis para alguém, poderiam conseguir financiamento no setor privado como ocorre nos EUA. 

Não há necessidade de buscar implantar a meritocracia. Se o mercado for livre, desregulamentado (sem restrições a competição e a livre iniciativa), e o governo se limitar a manter duas funções (Defesa da propriedade privada e justiça), a meritocracia (por critérios de mercado) surgiria naturalmente.  Qualquer tentativa de impor algum critério de avaliação pelo governo frustra esse processo. 

Quanto a esse assunto dos médicos cubanos, gostaria de dizer, que eu não me oponho que qualquer estrangeiro venha exercer qualquer função aqui se vier de livre e espontânea vontade. Não vejo propósito em provas obrigatórias pela força do Estado.  Se eu quiser contratar um médico sem revalidação ou qualquer outra certificação, eu estou por minha conta em risco. Mas sou eu quem deve decidir isso.

Abraços, um libertário. 

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Clodoaldo Ribeiro

Microeconomia dos medíocres

Uma constrangedora demonstração econométrica. É por essas e por outras coisas que estudantes brasileiros são motivo de piada nas universidades fora do país. Pelo tom da prosa deve ter lido o manual de micro do Hal Varian. E só. For God Sake.

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