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Barroso, o senhor juiz, e sua declaração de amor ao direito

Há dois tempos na vida de um Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal): o momento prévio à indicação e o momento depois de indicado.

Antes da indicação, ele necessita da aprovação do presidente da República. Para espíritos menores, é o momento da lisonja, das articulações políticas, das promessas futuras. Para espíritos políticos, a afinidade com o padrinho ou com o projeto político.

Depois da indicação, cessa qualquer subordinação ao Executivo. O Ministro torna-se irremovível e a salvo de qualquer pressão. O único poder capaz de afetá-lo é a mídia, seja expondo-o a críticas, ao deboche, a denúncias consistentes ou a escândalos vazios; ou então o julgamento de seus pares.

Os espíritos maduros mantém a altivez; os espíritos menores, exorbitam ou vacilam.

***

Poucos têm a solidez de um Ricardo Lewandowski para remar contra a maré e não se deslumbrar com as luzes dos holofotes. E nenhum deles foi fruto tão direto da meritocracia quanto Luís Roberto Barroso.

Em que pese seu inegável preparo, Celso de Mello e Sepúlveda Pertence assumiram por favores explícitos prestados ao governo Sarney e ao polêmico Ministro da Justiça Saulo Ramos. Marco Aurélio de Mello deve o cargo ao primo Fernando Collor. Gilmar Mendes foi nomeado por FHC para blindá-lo de qualquer aventura jurídica futura do STF; Lula nomeou Dias Toffoli com a mesma intenção. Joaquim Barbosa entrou na cota racial; Ayres Britto fingindo-se petista; e Luiz Fux, à dupla malandragem, de prometer “quebrar o galho” antes, e de não cumprir com a palavra depois.

***

Há muitos anos Luís Roberto Barroso já era unanimidade no meio jurídico.

Sua indicação não foi um favor da Presidente a ele; foi um favor dele às instituições, especialmente a uma instituição ameaçada, como o STF.

Com vida tranquila, titular de uma banca de alto nível, com reconhecimento geral, sendo aceito pelo meio econômico, social e midiático do Rio, um dos preferidos da Globo, o que teria a ganhar indo para o STF?

Certamente, não o prêmio do reconhecimento, que já tinha; ou da popularidade, que não o cativa. Parece que queria algo mais substantivo.

***

Ao se insurgir contra o julgamento anterior da AP 470,  para o crime de formação de quadrilha, aparece o objetivo: desmanchar uma trama que maculou o Supremo e a justiça.

Não é desafio fácil, é apenas para os grandes.

Barroso tem muito a perder – a simpatia da mídia, a tranquilidade da unanimidade, a blindagem contra ataques, a exposição pública (porque televisionada) às baixarias de valentões de bar, como Joaquim Barbosa ou Gilmar Mendes, até os ataques presenciais, como os que sofreu Lewandowski.

E o que teria a ganhar expondo as mazelas de seus pares, indagariam os cidadãos (e Ministros) que enxergam o mundo da planície das vaidades pontuais? Não precisa do Executivo, não se identifica em nada com o PT, não tem as pretensões políticas de Joaquim Barbosa, nem as comerciais de Gilmar Mendes, nem quer entrar no grito na história, como Celso de Mello. Não precisa incorrer no ridículo permanente de um Ayres Britto para ser aceito pelo establishment: já faz parte da elite social e jurídica do país.

Seu único objetivo foi o da restauração da imagem do Supremo – e, a partir dela, do direito -, afetada pelos exageros de um julgamento que tinha de tudo para ser exemplar. Como um pedagogo, pregar a lição de que não há politização que justifique a instrumentalização da justiça, como os atos que cometeram em co-autoria Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Celso de Mello, Marco Aurélio de Mello e Ayres Britto.

Em toda minha carreira jornalística, poucas vezes testemunhei ato tão desprendido e apaixonado de amor à profissão quanto a atitude de Barroso.

Confirma o que ouvi de grandes juristas, antes da sua posse: Barroso é uma instituição maior que o próprio STF de hoje. É um iluminista em uma terra em que a selvageria insistentemente se sobrepõe à civilização.

PS – Na esteira da rebeldia legitimadora de Barroso, outro brado, agora de mais um jornalista em defesa dos fatos: o depoimento do setorista do Estadão no STF, repórter Felipe Recondo, relatando o que viu e ouviu nos bastidores do julgamento da AP 470, e rompendo a cortina de silêncio que foi auto-imposta pelos setoristas menos jornalistas, e imposta aos verdadeiramente jornalistas.

O Estadão sonegou a informação de seus leitores: ela ficou restrita ao blog do repórter.

Em sua matéria, mostra que Joaquim Barbosa não acreditava na peça acusatória do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel. Considerava-a inconsistente e sem provas contra seu principal alvo, José Dirceu. E que o aumento da pena, no crime de formação de quadrilha, era essencial para completar o jogo.

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Daniel Rocha de Arruda

ESCRITÓRIO DE MINISTRO DO STF

ESCRITÓRIO DE MINISTRO DO STF RECEBE R$ 2 MILHÕES DO GOVERNO, SEM LICITAÇÃO, DURANTE JULGAMENTO DO MENSALÃO

Na última sessão do Supremo Tribunal Federal para julgamento da Ação Penal 470 — o famigerado #JulgamentoDoMensalão —, o 'ministro-novato' Luís Roberto Barroso fez questão de afirmar que "não pauta suas decisões pela 'multidão'" e que "não se importa com as manchetes que podem sair nos jornais". Pois deveria!

A grande manchete nas redes sociais desde a noite de sexta-feira (13) é uma publicação do Diário Oficial da União, datada do último dia 12 de agosto de 2013. Nela, a Eletrobras Eletronorte autoriza a contratação — sem licitação! — do Escritório de Advocacia 'LUÍS ROBERTO BARROSO E ASSOCIADOS' pela bagatela de R$ 2 milhões (Confira a imagem).

Cumpre observar a cronologia dos fatos:

Indicado ao STF pela 'presidenta' Dilma Rousseff em 23/05, o jurista Luís Roberto Barroso foi aprovado pelo Senado Federal em 05/06 e tomou posse em 26/06. No dia 29/07 o consultor Andrei Braga Mendes emite a Declaração de Inexigibilidade de Licitação para contratar o escritório de Luís Roberto Barroso e sócios, ratificada pelo presidente da Eletronorte, Josias Matos de Araújo, em 06/08. A contratação sem licitação, pelo valor exato de R$ 2.050.000,00 foi publicada na página 143 do Diário Oficial da União seis dias depois, em 12/08. O contrato foi oficialmente celebrado entre as partes no dia 19/08.

Confira o D.O.U. de 12/08: http://goo.gl/mUzoJ6

Nesses dias, o plenário da Suprema Corte — já com participação do 'novato' ministro Luís Roberto Barroso — analisava os 'Embargos' apresentados pelos réus do Mensalão. Com o plenário empatado em 5 x 5 pela aceitação ou não dos #EmbargosInfringentes — que podem resultar num novo julgamento e na 'eternização' da execução das sentenças e até na prescrição de crimes —, o destino da credibilidade do Poder Judiciário do Brasil repousa no 'Voto de Minerva' do ministro decano Celso de Mello, que será proferido na próxima quarta-feira (18).

O ministro Luís Roberto Barroso — que abriu as discussões à favor dos mensaleiros da Quadrilha Vermelha Planaltina (QVP) — pode até não se preocupar com as manchetes, mas os cidadãos brasileiros estão atentos. Graças ao empenho das redes sociais, vem à tona essa nauseabunda e milionária contratação sem licitação. Ainda que tenha amparo legal, o fato é absolutamente IMORAL, já que estamos falando do escritório de advocacia de um ministro do STF e seus familiares e amigos, recebendo mais de R$ 2 milhões sem licitação dos cofres públicos para prestar serviços ao Governo Federal. IMORAL, sim!


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OUTRO LADO

No final da noite de sexta-feira (13), o colunista Rodrigo Constantino, da revista VEJA, publicou uma 'Nota Explicativa' emitida por Rafael Barroso Fontelles, afirmando que o ministro Luís Roberto Barroso teria saído da sociedade em 20/06 e que a contratação sem licitação pela Eletronorte justifica-se pela "notória especialização da professora Carmen Tibúrcio, sócia do escritório e especialista em arbitragem", que, ainda segundo a nota, "já prestou serviços especializados a empresas do grupo Eletrobras em outras oportunidades no passado".

Confira a íntegra da 'Nota Explicativa': http://goo.gl/iPx7Rf


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Reitero: podem até existir amparos legais para tal excrescência, mas trata-se de IMORALIDADE. Quando é que a 'Bananeira-Jeitinho' vai aprender a nortear a utilização dos recursos públicos com CLAREZA, ÉTICA, DIGNIDADE e, sobretudo, MORALIDADE?

#OBrasilPrecisaDeQuimioterapia!

Helder Caldeira.
www.ipolitica.com.br

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pierre

Tem que dar purgante ao jô e

Tem que dar purgante ao jô e suas meninas para que engulam o que falaram e depois passar a taca (rabo de tatu) nele e nelas.

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tiim

PARA REFLETIR.

Tardes tristes

Todas as tardes foram tristes. Horas e horas vendo o dissecar de um crime pelo qual conspiraram publicitários, banqueiros e, principalmente, poderosos de um partido político que fez da “ética na política” seu lema inaugural. Não era com alegria que o país via os longos votos nos quais, através da linguagem árida do mundo jurídico, a verdade desenhava um quadro desalentador.

Se alegria houve foi constatar a inédita mudança. Nunca antes na história deste país, poderosos de um partido, ainda no governo, foram condenados por ministros do Supremo indicados por aquele mesmo grupo político. Era o sonho, enfim, da quebra da cadeia da impunidade e de uma Justiça igualitária e impessoal. Era o aperfeiçoamento da democracia que pressupõe independência dos poderes.

Não foi prazeroso acompanhar as explicações da engenharia financeira tortuosa do crime instalado no coração da República, em que bancos concederam empréstimos forjados, um publicitário exibiu conexões impróprias, entidades públicas tomaram partido, o marqueteiro do presidente confessou que foi pago de forma nebulosa, o tesoureiro admitiu caixa dois e muito dinheiro foi distribuído a políticos da base governista, perto de votações. Nas minúcias, detalhes, contradições, e, principalmente, no concurso de muitos coautores, o país viu expostas operações de uma rede na qual o grande perdedor era o interesse público.

Foram tardes tristes, estafantes, mas não perdidas. O Brasil avançou, os acusados passaram a réus, de réus a condenados, de condenados a presos. O difícil está sendo entender a última das tardes. Haverá outras, mas essa foi definidora. Novos ministros, escolhidos majoritariamente no fim do processo, reformaram sentença já dada e tornaram toda a peça um conjunto desconjuntado.

Os autores do crime estavam juntos, juntos buscaram o mesmo objetivo, escolheram métodos ilegais, usaram o Estado como sesmaria, atuaram de forma coerente. Mas não formaram uma quadrilha. O que seriam eles? Um conjunto de rock? Uma facção? Uma falange? Um avião?

E quem foi o super-homem? O capo? Quem tinha maior poder que os outros de ferir os interesses coletivos? Quem estava com o primeiro ministério nas mãos ou quem mantinha com ele uma relação próxima? Na última das tardes, entendemos que mais forte é um publicitário que um chefe da Casa Civil. Os operadores cumprirão penas muito maiores do que os políticos. Com a ajuda da estranha matemática do processo penal no Brasil — em que um sexto é sempre igual ao todo — em breve tudo estará encerrado para os autores políticos. Os operadores permanecerão cumprindo a pena.

Os argumentos usados pelos integrantes da ala nova do Supremo não convenceram porque ferem a lógica dos eventos, a alma da sentença. E ao reformarem o que já estava estabelecido tiraram uma parte do fundamento do edifício. Ele balança sobre um vazio.

Há erros cometidos em outros partidos. Há um novo processo chegando ao Supremo, e espera-se que o plenário o julgue, para que não haja dois pesos e duas medidas para diferentes agremiações. E tudo o que a Nação espera é rigor no julgamento que aguarda na fila, até por ser um esquema parecido, exceto pela falta de distribuição de dinheiro para a base partidária.

Contudo, o Brasil avançou naquelas tardes. Não poderá dizer, o político-réu do novo processo, que foi apenas caixa dois e só para cobrir gastos de campanha ao governo. Os advogados que nos poupem de repisar as mesmas surradas desculpas de crimes aceitáveis. Isso permanece intacto: caixa dois é corrupção.

Ficarão votos fortes, jurisprudência, textos que serão usados em outros momentos em que a pátria for de novo acossada por — não quadrilhas, elas são abstrações — mas pelo concurso de delinquentes.

Duas rachaduras na parede do edifício poderão virar brechas pelas quais escapem os futuros membros de concursos. Primeiro, o temor de que governantes só escolham ministros com a promessa prévia de condescendência com os erros dos seus. Isso faria um STF com bancadas partidárias. Segundo, a confirmação da distopia de George Orwell na “Revolução dos Bichos”. Alguns são mais iguais que os outros.

O momento é de revisitar as enfadonhas tardes desse julgamento em que o Supremo fez história para lembrar, reforçar e confirmar cada etapa do avanço institucional dolorosamente conquistado.

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Tiago Bevilaqua

Por que não foi noticiado?

Segundo Janio de Freitas, no artigo, Uma frase imensa, na Folha de 02/03,  "O resultado, na quinta-feira, da decisão do Supremo quanto à formação de quadrilha, não foi o noticiado 6 a 5 favorável a oito dos condenados no mensalão. Foi de 7 a 4. O ministro Marco Aurélio Mello adotou a tese de que era questão prescrita e reformou seu voto, que se somou aos dados, pela inocência dos acusados, de Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Derrotados com a formação de quadrilha foram Celso de Mello, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Joaquim Barbosa."

Entendo que isso é de grande importânica, no entanto não vi nenhuma notícia a respeito na chamada grande imprensa. Por que será

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Ex-comando.

Barroso, o melhor ou o menos pior?

Voltamos à carga sobre o nosso estamento jurídico.

Eu fico a pensar: Um sistema que condena pobres e favorece ricos, que só funciona para os que podem pagar por "bons barrosos", estruturado de forma elitista e vertical, e que é o único que se mantém em tempos de arbítrio, sem nunca questioná-los, qual é o sentido de ser "um dos bons" dentro deste universo?

Não vamos questionar o "saber jurídico" de Barroso, porque nesta seara, obter algum reconhecimento não quer dizer muita coisa. É uma dimensão de rapapés e segredos corporativos, manipulações do sentido da Justiça para se adequar a demanda deste ou daquele grupo.

Ainda assim, é verdade, pouco podemos prescindir deste monstrengo que faria Kafka corar por vergonha de falta de criatividade.

Barroso, como Lewandowski funcionam como uma parcela "civilizada" deste vale-tudo, mas que não ameaçam nada a este establishment.

Leiam os votos de Lewandowski, e pouco haverá para desconstituir o maior linchamento jurídico da História ocidental, desde o casal Rosemberg.

Com um bocado destes votos os réus foram impedidos de infringir embargos.

Barroso também não faria diferente, porque eles representam um sentimento enraizado de que era preciso julgar (politicamente) o PT, muito embora não concordassem com os excessos praticados pelos globo-boys.

Qualquer pessoa de caráter teria levantado e denunciado as cortes internacionais e a população do que se tratava, até porque, naquele momento, eram os únicos quer poderiam fazê-lo, do alto de sua "independência", citada pelo autor do artigo.

Não fizeram. Encenaram a peça do guarda (juiz) bom e o guarda (juiz) mau.

Vamos ao texto:

Há dois tempos na vida de um Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal): o momento prévio à indicação e o momento depois de indicado.

Antes da indicação, ele necessita da aprovação do presidente da República. Para espíritos menores, é o momento da lisonja, das articulações políticas, das promessas futuras. Para espíritos políticos, a afinidade com o padrinho ou com o projeto político.

Comentário: Bem, qual é a outra dimensão ausente no texto? Há os mesquinhos e os políticos, mas e os demais? Há alguém que acredite em alguma forma de altruísmo para ocupar um cargo destes, e que esteja desviculado de um projeto de poder, privado ou de grupo(ambos legítimos, diga-se)?

Será que em personagens como o idealizado pelo autor (o Barroso) estas vertentes não possam estar presentes apenas porque ele este oportunamente colocado em um momento de "suposta" crise bipolar da corte, que ameaçava rachar tanto pelo destempero, mas muito mais pela covardia e frouxidão dos que estavam sob cerco?

Barroso pode ter reunido todas estas características, haja vista que os caminhos sempre aparecem depois, ou seja: um pouco de bajulação aqui, um tanto de articulação acolá, e um bom marketing sobre seus "saberes constitucionais", e uma larga dose de oportunismo para se encaixar sob medida.

Palmas para ele. Mas esta de dizê-lo quase que inevitável é bobagem.

Depois da indicação, cessa qualquer subordinação ao Executivo. O Ministro torna-se irremovível e a salvo de qualquer pressão. O único poder capaz de afetá-lo é a mídia, seja expondo-o a críticas, ao deboche, a denúncias consistentes ou a escândalos vazios; ou então o julgamento de seus pares.

Os espíritos maduros mantém a altivez; os espíritos menores, exorbitam ou vacilam.

Comentário: Pela CRFB, o Senado mantém o indicado e todo STF sob possibilidade de afastamento. Tolice imaginar que o poder executivo não exerça pressão, e vice-versa, sobre temas de interesse de grande repercussão. Assim como é ingenuidada imaginar que a mídia vocalize por si mesma as pressões sobre os juízes.

No sistema brasileiro, todos os poderes, e a mídia como eixo transversal, reagem como causa-e-efeito.

Não há esta bobagem de espíritos maduros ou altivos. Há interesses negociados com mais ou menos sutileza, e diferenças de estilo.

Como procurador geral do Estado do RJ, Barroso escreveu uma tese horrenda para a manutenção do privilégio dos royalties para o RJ, e não hesitou em concordar com o uso da STF para se imiscuir do processo legislativo, cujo mandado de segurança caiu sob encomenda no plantão de Fux, que já antecipara seu voto antes mesmo de conhecer o pleito.

Este enredo não é típico de espíritos altivos.

***

Poucos têm a solidez de um Ricardo Lewandowski para remar contra a maré e não se deslumbrar com as luzes dos holofotes. E nenhum deles foi fruto tão direto da meritocracia quanto Luís Roberto Barroso.

Comentário: Lewandowski só remou contra a maré quando sua remada não mexeria mais no barco que afundava. Fez sua média. Se tivesse coragem e bolas (culhões) embaixo da toga teria se levantado contra a denúncia do MPF, e conclamado seus pares a denunciar aquela farsa.

Barroso pode ter sido indicado por vários motivos, e o que menos pesou dentre eles foi o mérito, pelo menos não na concepçãoa de mérito (?) idealizada pelo autor.

Injunções de Sérgio Cabral, o fato  de ser um garantista para fazer contraponto as teses nazijudiciais, um agrado a classe dos advogados, etc, etc, etc.

Sem dúvidas estes são méritos próprios mas que em nada tem a ver com "saber", ou pelo menos, não como premissa.

A indicação de um juiz ao STF em um momento como foi a dele nunca seria embasada em mérito acadêmico.

E este é o mérito da indicação: ter sido política sem parecer sê-lo.

Em que pese seu inegável preparo, Celso de Mello e Sepúlveda Pertence assumiram por favores explícitos prestados ao governo Sarney e ao polêmico Ministro da Justiça Saulo Ramos. Marco Aurélio de Mello deve o cargo ao primo Fernando Collor. Gilmar Mendes foi nomeado por FHC para blindá-lo de qualquer aventura jurídica futura do STF; Lula nomeou Dias Toffoli com a mesma intenção. Joaquim Barbosa entrou na cota racial; Ayres Britto fingindo-se petista; e Luiz Fux, à dupla malandragem, de prometer “quebrar o galho” antes, e de não cumprir com a palavra depois.

Comentário: Aqui as impressões pessoais do autor, embora em parte corretas, privilegiam uma dimensão restrita.

A indicação de juízes no STF não se refera apenas as injunções pessoais dos mandatários ou dos seus indicados, ainda mais em um órgão colegiado. Elas obedecem, como devem obedecer, uma noção política que o mandatário (presidente) que conferir a interpretação dos conflitos constitucionais, como é um todo cando do mundo onde o formato é parecido.

Aqui nós realçamos certos traços pessoais dos juízes ou seu "mérito" como forma de esconder o caráter político (que assim deve ser) destas escolhas.

Como Obama vai escolher um juiz racista para a Suprema Corte, ainda que detenha o santo graal da constitucionalidade?

Ou Hollande vá indicar um juiz xenofóbico?

Merkel indicará um juiz contrário a Europa e pró-separatista?

***

Há muitos anos Luís Roberto Barroso já era unanimidade no meio jurídico.

Sua indicação não foi um favor da Presidente a ele; foi um favor dele às instituições, especialmente a uma instituição ameaçada, como o STF.

Com vida tranquila, titular de uma banca de alto nível, com reconhecimento geral, sendo aceito pelo meio econômico, social e midiático do Rio, um dos preferidos da Globo, o que teria a ganhar indo para o STF?

Certamente, não o prêmio do reconhecimento, que já tinha; ou da popularidade, que não o cativa. Parece que queria algo mais substantivo.

Comentário: Aqui, para evitar indelicadezas censuráveis, só nos resta rir. Ora bolas, qual o advogado com grande banca negou ou negaria um chamado destes? Está a dizer o autor do texto que os outros advogados que ali chegaram eram um mortos de fome, ou "cadeeiros", em busca de uma plataforma na carreira?

Bem, qualquer um responderá que o que faz um advogado aceitar um cargo destes, assim como Barroso já aceitara ser o procurador de Cabral, é o reconhecimento ao poder que já acumulou, e sua crença que poderá ampliar este poder sentando na cadeira.

Quem era Barroso antes do STF? Um anônimo só reconhecido no meio da elite judicial.

É como aquela piada do cara que está na ilha com Gisele Bünchen, e depois de dois anos de amor selvagem, encontra uma lâmpada e pede ao gênio que lhe traga seu melhor amigo.

Espantado, o gênio pergunta por que, já que ele tem tudo que outros quereriam, e ele responde: "comer a Gisele sem ter a ninguém para contar não tem graça".

É isto que move Barroso, o mais primitivo instinto humano: ter o poder, e mostrar aos outros que o tem.

***

Ao se insurgir contra o julgamento anterior da AP 470,  para o crime de formação de quadrilha, aparece o objetivo: desmanchar uma trama que maculou o Supremo e a justiça.

Não é desafio fácil, é apenas para os grandes.

Barroso tem muito a perder – a simpatia da mídia, a tranquilidade da unanimidade, a blindagem contra ataques, a exposição pública (porque televisionada) às baixarias de valentões de bar, como Joaquim Barbosa ou Gilmar Mendes, até os ataques presenciais, como os que sofreu Lewandowski.

Comentário: Ele, como Lewandowski, remou com a maré que sabia que lhe seria favorável. Lembro-nos que em outro tema, acho que sobre a possibilidade de embargos declaratórios ou algo nesta fase (não me recordo), assim que chegou a corte, Barroso andou a flertar com o inimigo, a tatear o terreno.

Ele não tem nada a perder, porque como advogado de sucesso, e não como promotor ou juiz de carreira, ele trabalha os revezes da mídia como alavanca de sucesso.

Todo advogado sabe que tão bom como uma mídia favorável, é uma mídia desfavorável para inflar a avaliação de sua tarefa.

Não será como juiz de STF que se dobrará a mídia.

Digo mais: a chance de Barrosos manipular os humores da mídia com maior sucesso é bem maior que seus ávidos colegas, como promotores e juízes.

E o que teria a ganhar expondo as mazelas de seus pares, indagariam os cidadãos (e Ministros) que enxergam o mundo da planície das vaidades pontuais? Não precisa do Executivo, não se identifica em nada com o PT, não tem as pretensões políticas de Joaquim Barbosa, nem as comerciais de Gilmar Mendes, nem quer entrar no grito na história, como Celso de Mello. Não precisa incorrer no ridículo permanente de um Ayres Britto para ser aceito pelo establishment: já faz parte da elite social e jurídica do país.

Seu único objetivo foi o da restauração da imagem do Supremo – e, a partir dela, do direito -, afetada pelos exageros de um julgamento que tinha de tudo para ser exemplar. Como um pedagogo, pregar a lição de que não há politização que justifique a instrumentalização da justiça, como os atos que cometeram em co-autoria Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Celso de Mello, Marco Aurélio de Mello e Ayres Britto.

Comentário: Um trecho megalomaníaco. Nem só um juiz pode se arvorar na tarefa de "resgatar" o STF, nem o STF está tão desgastado assim, ao contrário: ele está em sintonia com os juízos mais precários da sociedade, que oscila entre a adoração das parcelas médias, a total indiferença por parte da maioria da população em questões como as atribuições da corte constitucional ou seu respaldo institucional.

Em relação aos operadores, salvo murmúrios e muxoxos pontuais, nenhuma entidade de classe ou associação se levantou gravemente contra o rol de injustiças ali praticados na ação 470.

Ao contrário.

Se não conhecesse a retidão do autor deste texto, diria que o exagero na exaltação de Barroso se dá por motivos outros.

Mas acredito firmemente no deslumbre ingênuo, e até justificado, dada a estatura dos personagens com os quais Barroso divide o plenário.

 

(...)

Em toda minha carreira jornalística, poucas vezes testemunhei ato tão desprendido e apaixonado de amor à profissão quanto a atitude de Barroso.

Confirma o que ouvi de grandes juristas, antes da sua posse: Barroso é uma instituição maior que o próprio STF de hoje. É um iluminista em uma terra em que a selvageria insistentemente se sobrepõe à civilização.

Comentário: Como eu imagino que o autor viveu muito, das suas uma: ou o autor do texto viu o exercício de poucas profissões, ou sua noção de desprendimento está um pouco subdimensionada.

Se ele fosse isto tudo, e não apenas parte deste sistema, Barroso não estaria ali.

Só quem confere estatura maior aos personagens que as instituições são o voto ou as ditaduras.

Nos estamentos jurídicos, personsagens como Barroso estão ali para manter as coisas em seu devido lugar e purgar exageros.

Se JB fosse mais polido, os dois estariam de braços dados.

PS – Na esteira da rebeldia legitimadora de Barroso, outro brado, agora de mais um jornalista em defesa dos fatos: o depoimento do setorista do Estadão no STF, repórter Felipe Recondo, relatando o que viu e ouviu nos bastidores do julgamento da AP 470, e rompendo a cortina de silêncio que foi auto-imposta pelos setoristas menos jornalistas, e imposta aos verdadeiramente jornalistas.

O Estadão sonegou a informação de seus leitores: ela ficou restrita ao blog do repórter.

Em sua matéria, mostra que Joaquim Barbosa não acreditava na peça acusatória do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel. Considerava-a inconsistente e sem provas contra seu principal alvo, José Dirceu. E que o aumento da pena, no crime de formação de quadrilha, era essencial para completar o jogo.

Comentário: Cabe a Barroso, como os demais de bom senso, remeter uma comuinicação urgente a Comissão de Direitos Humanos da OEA e da ONU para denunciar esta agressão imoral (e ilegal) dos DH, caso contrário, apresente sua renúncia junto com os demais que o apóiem.

Terá culhões para tanto? Duvido.

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ErickArruda

Você precisa entender um

Você precisa entender um pouco mais sobre entidades de classe. Não sabe o que está falando.

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Tiago Bevilaqua

Sintético

Sugestão, e tão somente isso: se vc fosse mais sintético, mais gente o leria. Vc escreveu mais de 13 mil caractares incluido os espaços, o q dá algo como 6 páginas.

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Geraldo Maia

Barroso... sua declaração de amor ao direito

 

Nassif, gostaria de evocar aqui o exemplo do Lavrador, que com a sua botina surrada, a sua calça e camisa remendadas, o seu chapéu de palha surrado, carregava nas costas a sua enxada impecávelmente limpa e afiada. Um dia, questionado por alguém do porque tanto zelo com a ferramenta, ele respondeu: "- Ela não é simplesmente uma ferramenta. Ela é o sentido da minha vida, pois com ela faço cada dia melhor aquilo que sei fazer, com ela garanto o sustento meu e da minha família e com ela produzo aquilo que garante a vida e saúde de muita gente. Por isso, pra mim ela nunca será apenas um pedaço de ferro preso a um pedaço de madeira, mas a fonte de vida pra mim e pra muita gente à minha volta. Independente da área em que atuamos, que bom seria se conseguissemos assimilar a sabedoria do Lavrador na nossa vida pessoal e profissional. O mundo seria muito melhor se as pessoas tivessem como maior pretenção ser tão somente Humano.

 

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Dúvida

Quanto a Barroso mantenho opinião positiva presente.
Minha dúvida é; não foi Ayres Britto que foi saudado com todas as honras na 1º reunião dos blogueiros progressistas, os chamados blogs sujos???

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Roberto M Almeida

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Pedro Penido dos Anjos

Em Minas se dizia, lá nos

Em Minas se dizia, lá nos grotões, nada como o tempo e um saco de sal.

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Pergunte para eles. 

Pergunte para eles. 

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Alexander

Luis Roberto Barroso

Putz grila Nassif, como são sinistras as fotos desta galeria que você botou aí no texto.

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serralheiro 70

Somando erros.


A chegada do PT ao poder, mais precisamente a eleição de Lula foi um evento que tumultuou nossas instituições políticas e jurídicas. Tanto os que deixaram de ser oposição e passaram a condição de mandantes quanto lideranças enraizadas a séculos que foram relegadas a papel secundário viveram momentos de puro conflito. Erros de um lado e de outro acabarm com este clima de fla-flu atual. Os entrantes não demoraram para perceber que as práticas e composições políticas que tanto recriminaram quando oposição se tornam indispensáveis para se ter um suporte político, que sem ele fica impossívelmanter a governança. De outro lado as antigas lideranças resolveram se apoiar numa simbiose de midia e stf para criminalizar todo e qualquer movimento dos novos governantes. O mensalão, a ap470, réus e ministros passaram  a viver uma fantasia onde não se pode distinguir quem é bandido ou mocinho nesta história. esta é uma página infeliz de nossa história que está chegando ao fim. Agora o que nos cabe é curar as feridas , superar desavenças improdutivas e esperar mais juizo de políticos, da mídia e do novo judiciário que se restrijam as suas atividades sem invasões descabidas onde não tem competência O Brasil já mudou agora é tempo de investir em civilidade como nos mostrou o ministro Barroso.

 

 

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Observando ...

LULA É IGUAL AO FHC NESTE QUESITO?

"Gilmar Mendes foi nomeado por FHC para blindá-lo de qualquer aventura jurídica futura do STF; Lula nomeou Dias Toffoli com a mesma intenção"

Uai, Nassif, entáo, neste quesito, Lula é igual ao FHC? É sério?

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Não é Sério

Isso aí é só uma vã tentativa de pespegar a tal da isenção jornalística.

Todo jornalista escrupuloso tem que ser isento, nem que para isso tenha que ser inescrupuloso.

Se Lula tivesse nomeado Dias Toffoli para o STF com a recomendação de que ele o blindasse, então, os outros nomeados pelo Ex-Presidente também teriam recebido a mesma orientação, inclusive, Joaquim Barbosa.

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Tem o certo. Tem o errado. E tem todo o resto. (Cazuza)

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Ozzy

Pode-se então afirmar que a

Pode-se então afirmar que a Dilma nomeou o Barroso e o Teori pra reverter a condeção por quadrilha no mensalão, como acusou o Barbosa? Hm...

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A analogia não se sustenta

A analogia não se sustenta porque Teori e Barroso não tinham relações prévias com a presidente, ao contrário de Gilmar e Toffoli com seus nomeadores.

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Acusação Feita Para Agradar a Galera Reaça

E quais eram, Hélio, as ligações de Lula com Toffoli?

Toffoli fora procurador ou coisa que o valha do governo Lula?

Se Toffoli foi nomeado para blindar, então porque Lula não fez o mesmo com os procuradores nomeados?

Essa afirmação peremptória de que Dias Toffoli estaria blindando Lula padece da mesma acusação inserida na AP 470, a de que teria havido um mensalão.

Ora, ainda que tivesse, cadê a materialidade? E mais, na dúvida, jamais sentencie condenando.  

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Tem o certo. Tem o errado. E tem todo o resto. (Cazuza)

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Miller

Era sim ligado ao Lula e ao PT

não venho aqui para criticar, mas apenas corrigir uma distorção.

Dias Toffoli era Advogado Geral da União na ocasiao de sua indicação, assim como também foi Gilmar Mendes no governo FHC. Antes disso ele tinha atuado como acessor da Casa Civil e advogado do PT.

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Um Claro Motivo

OK, Miller. Peço desculpas pelo meu erro.

O motivo de eu ter errado tão grosseiramente foi o fato de Toffoli ter condenado Delúbio, Genoíno e JPC.

Mas, claro que ninguém erra simplesmente por errar. Todos temos motivo, e alguns, mais claros que outros.

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O fato, pegando a lebre

O fato, pegando a lebre levantada por Argolo, é que muitos blogs independentes "entraram no clima" e atacaram Barroso em seus primeiros momentos da AP 470. A decisão dele foi interpretada de forma errada.

Naquele momento, Embargos de Declaração, nada do que ele falasse conseguiria modificar a decisão do STF, por não ser permitido por este recurso. Ele poderia ser mais incisivo? Talvez.

Naquele momento comentei, no post  http://advivo.com.br/node/1478327, que:

sex, 23/08/2013 - 05:50

Embora esperasse um pouco mais do ministro Barroso, uma coisa afirmo.

Ele não foi para o STF para ser mero coadjuvante, como tem se portado até agora.

Aguardemos até o final do julgamento.

Teori Zavascki saiu na frente.

Ainda tentei decifrar, para os que não são da área do direito, a fala de Barroso, no post:

http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/barroso-e-o-problema-do-juridiqu...

 

Alguns julgamentos equivocados de blogs alternativos:

http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/voto-e-consciencia-no-stf-por-pa...

http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/sobre-a-contribuicao-de-luiz-bar...

http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/luis-roberto-barroso-ministro-re...

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joe

É bom tomar cuidado com

É bom tomar cuidado com elogios e louvações.

Convém lembrar que o Barbosa foi elogiadíssimo pelos blogs ,inclusive este,por ter peitado o Gilmar Dantas.

Portanto é bom esperar para ver a evolução dos acontecimentos

 

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Eu tb acho, reconheço que é

Eu tb acho, reconheço que é um grande jurista e etc... mas prefiro aguardar a atuação dos dois novos na Revisão Criminal; lembro que consideraram como meramente protelatórios quase todos os embargos de declaração de réus em única e última instância e que alguns deles não teriam, sequer, o direito aos infringentes. Entendo, que não era mesmo caso para embargos declaratórios mas era a ÚNICA e ÚLTIMA oportunidade, antes da Revisão Criminal para muitos reús em um julgamento farsesco. Podiam até não acolher mas considerar como meramente protelatórios... Pode até ter sido uma estratégia mas, eu não entendi.

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Quem acompanhou (eu

Quem acompanhou (eu acompnhei...) a atuação do Ministro Barroso no STF tem pouco medo de dar chabú.

É um constitucionalista de altíssimo nível. Poucos, lá, têm a competência dele. Bom que ele seja moço e teremos ele, por muto tempo, como Ministro.

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Concordo

Cachorro picado por cobra tem medo de linguiça.

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Leo V

Tenho certeza que com

Tenho certeza que com advogado de Cesare Battisti, por ser portanto total conhecedor do caso, ele viu muito bem já na época como o STF estava.

A quem estava por perto ele dizia que era um caso simples, fácil, que Cesare já devia etsar livre há muito tempo, se a questão fosse simplesmente jurídica. Mas era a política no STF que o mantinha preso.

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Não sou do ramo, como o

Não sou do ramo, como o Argolo, mas sinto muita firmeza no saber jurídico do Barroso. Me parece um jurista brilhante, mesmo, e que deu aula para o Barbosa (aluno ruim e bagunceiro, por sinal), em pleno julgamento no Supremo.

Mas gostaria de ressaltar minha simpatia pelo austero e "carrancudo" Teori Savaski. Não tem o carisma intelectual e o brilho do Barroso, por certo. Mas sua absoluta discrição e inabalavel objetividade em seguir a constituição me agradam muito. Não vejo nele, ao contrário do Barroso, nenhum traço de vaidade. Isso é muito bom para um supremo que o pig transformou em BBB

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Juliano Santos

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MarcosCN

Pelo jeito, temos 3 bons

Pelo jeito, temos 3 bons juíses (Teori, Barroso e Lewandowski)  Antes que me acusem de "petista", lembro que não incluí o Toffoli, que considero fraco.

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helcio dias de sa

Nao sou do ramo

parabéns juliano,tambem penso igual a voce,de repente me tornei pernóstico,estou vibrando com oGGN o texto do Nassif estarei espalhando na grande Poços de Caldas e todo o Sul de Minas onde atuo a trabalho e a cada vez que alguem fica conhecendo alguns blogs recomendados  vem uma gratidao daquelas,Somos desinformados mas nao somos burros.O povao tá querendo saber e não crer.

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Também, eu. Inspira um

Também, eu.

Inspira a imagem de técnico em ciências jurídicas.

Não se amendronta diante dos destempreros do barbosa.

Parece que o barbosa, até, tem um certo medo/respeito por ele. O Ministro Teori não dá espaço/chance para o barbosa atacá-lo, ofendê-lo.

Gosto dele. Não dá demonstração de viés político.

É um juiz técnico e muio experiente.

É um modelo para futiras indicações.

 

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Também gosto do Teori, não

Também gosto do Teori, não vejo nele nem um toque de vaidade. Agora, já notei que o Marco Aurélio de Mello tem o maior ciúme(ou inveja) do Barroso, por qualquer coisa ele pica o Barroso.

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Eu tb gosto dele. Ele fica

Eu tb gosto dele. Ele fica quieto, não fala nada... fica só olhando...

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edna baker

Ministro Luis Roberto Barroso

Ministro Luis Roberto Barroso meus eternos agradecimentos.

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Quem primeiro arguiu acerca

Quem primeiro arguiu acerca da "malandragem"(termo meu) para evitar a prescrição do crime de formação de quadrilha que levaria ao regime fechado os três principais réus políticos foi Ricardo Lewandowski. Lembro-me bem da sessão quando o plenário decidiu acerca da aceitação dos embargos infringentes ele(através de servidores do plenário) distribuindo entre os demais colegas os gráficos que bem ilustravam a "jogada"(termo meu).

O que fez o ministro Barosso além de encampar como tese a falta de razoabilidade na imputação das penas foi o ato corajoso de proclamar com todas as letras que, sim, as penas foram majoradas apenas com o intuito chegar a um total no qual a pena seria da modalidade "regime fechado". Obviamente que Joaquim Barbosa perdeu as estribeiras por talvez nunca esperar tal despredimento de um "novato". 

A reação do ministro Barbosa foi típica de quem tinha culpa no cartório. Seu desespero patente pelo qual atacou a honra de seis ministros do Supremo foi o ato final de uma farsa dentro de outra farsa. 

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Foi isso mesmo, JB!

Foi isso mesmo, JB!

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Genaro

Nassif; Desculpe-me Ministro

Nassif;

Desculpe-me Ministro Barroso;

Após as decepções que tive em suas primeiras manifestações no STF eu passei a chamá-lo de Ministro BABOSO, devido a sua fala serena e suas indefinições e elogios que recebia da globo.

Mas peço desculpas e a partir de agora reconheço e homenageio sua coragem,isenção, lucidez, serenidade e capacidade jurídica.

Espero que se mantenha assim ao longo de sua carreira no STF, para junto com o Lewandowski e Teori resgatem o judiciário nacional.

 

Genaro

 

 

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é carnaval! viva impunidade sem pecado original no reinado momo

e por se falar em momento horroroso da civilização dialética amazônica de dar nome aos bois, nestes tempos críticos da  razão cínica, e já sob influência (do espírito carnavalesco e...) da tradição migrante do gaúcho sem fronteiras do "oiapoque ao chuí" en passant  por sampa pela chauí... que, na retórica tribunícia suprema de antigo regime de ode à burguesia iletrada,  provocara graças "ao mito do bem dizer" da elite áulica a serviço da elite do poder de mando e dinheiro, provocara o aumento desonerativo majorado de 50% no tradicional rebanho bovino manauara, vivíssimo no imaginário popular da gente sermo plebeius: boi garantido, boi caprichoso e o neófito halloween das terras entranhas obscuras sinistras ininteligíveis do norte de nóis aqui por baixo neste reino da princesa sérvia veneranda selic, o mais novo agregado ao folclore indígena carnavalesco amazônico, o boi barroso.

"Há dois tempos na vida de um Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal): o momento prévio à indicação e o momento depois de indicado."

e, não podemos nos esquecer, meu caro nassif, do momento gran finale do sábio bruxo portenho jorge luis borges:

"Qualquer destino, por longo e complicado que seja, consta na realidade de um único momento: o momento em que o homem sabe para sempre quem é."

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"Não há segredo que o tempo não revele, Jean Racine - Britânico (1669)" - citação na abertura do livro Legado de Cinzas: Uma História da Cia, de Tim Weiner. 

Velho

Já passei da idade para cheira lança perfume e são somente 5.44 h. não dá para tomar uma caipirinha, apesar de ser carnaval.

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Roberto M Almeida

É isso aí!!! Tb acho...

É isso aí!!! Tb acho... tendii p... nenhuma.... Mas como é Carnaval, tá valendo!!!

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Muito bom!Nãio entendi nada.

Muito bom!

Nãio entendi nada. Viajei.

Para quem tomou duas doses de uísque (eu), sozinho, num sábado de carnaval (hoje), nada melhor do que ler um texto com essa qualidade. 

Não entendi muito bem, mas me diverti.

Vou pegar gêlo.

 

P.S. o uísque e Red Label, comprado num "supermercado" local.

 

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helcio dias de sa

E carnaval viva a impunidade

Nao há nada mais fácil do que escrever de maneira que ninguem entenda.Em compensaçao nada é mais dificil que expressar pensamentos significativos de modo que todos os compreendam(Arthur Shopehauer).Passemos uma gargalhada tres vezes ao redor de uma instituiçao e ela desmorona(sem ironia).Quem inventou o mensalao jamais imaginaria que o espetaculo/sensacionalismo midiatico iria provocar tamanha enxurrada com tantas pedras deixadas pelo caminho.Eu jamais imaginaria esse teatro de horrores chamado sessoes do supremo e o cidadao ainda estuda muitos anos,lê bastante para se transformar naquilo.O Sr Fux,com nome e carreira de sabao em pó vem matando no peito até tiro de meta.O nosso Barbosao tá mais para literatura do preto beleza Machado de Assis com o  alienista e sua casa verde.

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Eureca! É ele o Ghost White

Eureca! É ele o Ghost White da Osmarina Silva.

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AlvaroTadeu

confusão.

Oi, Galvão, você também andou tomando whisky num sábado de carnaval, mas provavelmente foi Drury's, que dizem que dá dor de cabeça no dia seguinte. Você não percebeu, mas é "ghost writer", escritor fantama e não "fantasma branco". No mais, um abraço.

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zuleica jorgensen

O curioso, em tudo isso, é

O curioso, em tudo isso, é que o Barroso, a rigor, não disse em momento algum que não houve quadrilha. Ele assentou seu voto no princípio da propocionalidade da pena e na prescrição.

Resumidamente, o que disse foi que as penas impostas para o crime foram aumentadas em absurda desproporção se consideradas aquelas impostas aos réus pelos demais crimes - corrupção, peculato, lavagem de dinheiro, etc. E disse claramente que se a proporção tivesse sido mantida, e a pena fosse a correta, o crime de quadrilha estaria prescrito. Por isso que, como decisão final, ele adotou a extinção da punibilidade, e não a absolvição.

Instado por Carmem Lúcia a se manifestar sobre a absolvição, que ela e os outros três haviam decidido, o que Barroso disse foi que, se não aceita a tese da extinção da punibilidade por prescrição, ele votava pela absolvição porque essa decisão mais se aproximava do que entendia como correto.

É certo que o que importa é o resultado final - os réus foram absolvidos  e não ficarão mais em  regime fechado.

Mas o voto, a meu ver, foi muito mais importante e significativo naquilo que demonstra a manipulação perpetrada por JB e MP do que propriamente pelo seu resultado final, a não ser, é claro, para os envolvidos.

 

 

 

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Karlos

Disse sim

Zuleika, ele disse sim. Assita de novo a sessão da 4a.feira e você verá.

Embora a tese central tenha sido a demonstração da flagrante desproporcionalidade, com o intuito de levar os réus ao regime fechado e, principalmente, marcar o PT como quadrilha, ao final ele disse também, textualmente, que não estavam presentes os elementos do tipo. 

Naquele momento ele foi muito sábio e feliz, pois expor a incoerência do relator e seguidores, e seus objetivos, era mais importante. Era sabido que, ao final, havendo os 6 votos pela absolvição, esses 6 chegariam a um acordo sobre como unificar seus votos. O que é normal e habitual em decisões colegiadas. 

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Humm... Então o Jornal

Humm...

Então o Jornal Nacional suprimiu a absurda acusação de Barbosa contra o aparelhamento do STF pelo Poder Executivo não por respeito aos Poderes da República mas para proteger ao advogado amigo da casa.

Devagar o destempero e autoritarismo de Barbosa o está conduzindo pra baixo. Se preocupou tanto em construir a sua imagem de xerife e foi confrontar justo "os mocinhos" da Rede Globo.

 

 

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Vera Lucia Venturini

O preço da coragem.

A minha admiração pelo Ministro Barroso, não veio somente agora, quando ele não vergou-se às determinações do "Capitão do mato" Joaquim Barbosa, que mesmo sendo o Pres. do Supremo, não tem a prerrogativa de influenciar os demais juízes, no voto, pois independente de ter sido o relator da ação penal, neste processo de julgamento dos embargos, era apenas mais um a votar, e seu.voto, igual aos dos demais, o que foi dito pelo Ministro Barroso e repetido pelo Ministro Toffolli .

Minha admiração por ele, começou quando ele deixou sua rentável e requisitada banca, para servir à nação, levando seus conhecimentos e experiencia jurídica, para ser um juiz dos juíses.Não precisou "beijar as mãos" de ninguem, nem fazer campanha em Brasília, para chegar ao Supremo..

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Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

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Nelson Silva

Sobre o Recondo

Nassif, posso estar enganado, mas o Recondo não tem um blog no Estadão.Com. Ele publicou uma análise na página de politica do site, que, creio eu, não saiu mesmo na edição impressa. Mas, a bem da precisão, não é um blog do repórter. Nada disso diminui a coragem ou a importância.

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Alessandre Argolo

Antes tarde do que nunca

O reconhecimento do brilhante professor Barroso veio tarde, mas a tempo de reparar um erro mais do que lamentável. Lembro-me perfeitamente que quando Barroso foi indicado por Dilma para o STF (algo de muito tempo desejado e esperado por quem é do mundo jurídico) ou durante o início de sua atuação, a atitude do blog e de seus leitores, em grande e majoritária parte, foi de ressalvas, "ceticismo", quando não de puro desrespeito e desdém.

Fui um dos poucos, senão o ÚNICO, a dizer que a postura estava errada, que Barroso era brilhante e que iria demonstrar isso com o tempo. Eu disse isso com todas as letras e, mais uma vez, eu estava certo. No caso, não há qualquer mérito preditivo exatamente no que eu disse ou comentei sobre Luís Roberto Barroso. Estar certo era uma barbada. Mas muitas vezes a obviedade fica obliterada pelas paixões políticas e pelo espírito briga de torcida, que insiste em aderir ao assunto mensalão.

Como disse na ocasião, Barroso é importante em demasia para o STF. Os atos dele no exercício do cargo demonstraram que eu estava certo. Não exatamente pelo teor do voto que proferiu no julgamento dos embargos infringentes opostos pelos réus do mensalão, mas sim pela sua postura de jurista responsável e pleno conhecedor de sua função institucional, que não se deixou intimidar na hora de votar e sustentar o seu voto. Barroso é um sujeito decente, um homem honrado, de grande categoria. Barroso é mestre de todos nós que estudamos direito constitucional. Quem um dia desconfiou ou questionou isso já mostra o quanto está por fora das coisas.

E só para que não pairem dúvidas:

Links:

1 - http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/luis-roberto-barroso-ministro-re...

2 - http://www.horia.com.br/blog/luisnassif/barroso-a-diferenca-entre-o-juri...

PS: Não consegui postar com o meu perfil normal e tive que deslogar. O sistema me mandava esperar 2990 segundos, creio que por conta das correções e acréscimos que eu fiz no texto inicial. Dava quase cinquenta minutos para conseguir postar. Sem condições.

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Tiago Bevilaqua

Modesto

Segundo suas palavras: "Fui um dos poucos, senão o ÚNICO, a dizer que a postura estava errada, que Barroso era brilhante e que iria demonstrar isso com o tempo. Eu disse isso com todas as letras e, mais uma vez, eu estava certo." Vc é modesto, heim!

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