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O caso Karnal-Moro, os intelectuais e as tentações midiáticas, por Luís Nassif

Não há veneno maior para o caráter, suborno maior de pessoas do que a perspectiva de se tornar celebridade, a pessoa que, levada por Mefistófeles, chega ao Olimpo da mídia de massa e imagina que se torna um semideus.

Ministros vetustos do Supremo ou juízes provincianos, intelectuais sólidos ou enganadores, jornalistas jovens ou veteranos, empresários, socialites, poucos escapam à   sedução da mass-mídia. E com as redes sociais e a facilidade extrema de difundir mensagens, a busca da fama instantânea se tornou doença universal.

Como esquecer o rosto do decano Celso de Mello, deslumbrado como uma jovem debutante ao ser filmado em um shopping por um fã sedenta de justiça? Ou o Procurador Geral da República posando para uma foto com um cartaz na mão e um sorriso bobo na boca? Ou o jovem procurador montando um power point com a mesma intenção da atriz de festival de cinema mostrando pernas e busto: atrás do fato inusitado capaz de disputar manchetes?

A mídia seduz pela exposição ou amedronta pelos ataques. É só conferir o que se passou com Luís Roberto Barroso, quando o exército de blogueiros da Veja mirou nele e esguichou alguns jorros de esgoto.

Não se trata apenas da vaidade. Em muitos casos, é um negócio rentável, aporta de entrada no milionário mercado de palestras e consultorias. A exposição em um grande veículo de mídia tornará o mais primário dos comentaristas um guru para um vasto público. É uma das poucas portas de entrada para esse mercado.

Sondados pela mídia, os intelectuais são alvos frequentes de uma mídia, sempre preocupada em encontrar endossos supostamente científicos para suas bandeiras rasas .

Não significa que todos os cooptados são primários, longe disso. Mas o cenário de competição muda substancialmente. É árdua a construção de reputação no ambiente altamente competitivo da academia. De repente, por razões variadas, poucas delas ligadas à excelência do pensamento intelectual, alguém é alçado à condição de celebridade.

Há exemplos de intelectuais que não perdem as linhas-mestras de seu pensamento, mesmo ante a exigência de simplificação e de uso de bordões pela mídia de massa. Nem se deixam seduzir pela futilidade de uma vitrine em que as regras para ingresso poucas vezes batem com a excelência do pensamento.

Mas há outros que, vendo pela frente aquela arma de fácil utilização, acabam assimilando tanto o estilo superficial da mídia que se colocam abaixo da linha, mesmo na métrica pouco seletiva da mídia. É o caso de Roberto da Matta, cujas crônicas se tornaram um monumento ao ego e de uma fragilidade tal que poucos acreditariam ser de autoria de um intelectual referencial anos atrás.

Caráter e deslumbramento

Não se deixar seduzir por esse jogo de lisonja-ameaça não depende de idade ou formação. Caminha mais pelo campo do caráter.

A surpresa de muitos ao confrontar o desempenho de Ministros do Supremo com sua história pregressa é a mesma dos que se escandalizam comparando intelectuais antes e depois de se tornarem celebridades. São bichos diferentes, naturezas distintas, assim como uma molécula quando se altera um micro-organismo qualquer dela. Não há como prever o que essas mudanças radicais perpetrarão no comportamento da pessoa, pois exigiria um teste de caráter impossível de ser feito previamente. Como saber antecipadamente seu comportamento na hora de adotar uma posição que possa contrariar  a maioria, sua resistência para não sucumbir ao aplauso fácil, não aderir a modismos que deponham contra seus valores.

Hoje, no microcosmo das redes sociais, o tema recorrente é o encontro entre o historiador Leandro Karnel e Sérgio Moro. O historiador foi vítima de uma foto etílica – da qual se desculpou. E, em sua obra midiática, não há nada que o coloque no nível de um Da Matta.

Mas o caso Karnel-Moro, por vários motivos me veio à mente, enquanto conversava com a Dodó, 17 anos, exposta ao mesmo tipo de sedução, às mesmas tentações que acometem figuras públicas de todos os quilates – embora no microcosmo de uma comunidade de Facebook.

 Dodó descobriu nas redes sociais uma vocação de polemista. Aderiu a alguns grupos feministas e se dispôs a discutir questões ligadas ao tema. Chegou a organizar a greve dos shortinhos em seu colégio. E sentiu também a reação contrária dos colegas "coxinhas” às suas intervenções no Face. Nem isso a inibiu.

As colegas feministas do Face descobriram que era boa argumentadora e passaram a encaminhar para ela argumentos contrários, para serem desconstruídos. Cada resposta merecia centenas de likes e comemorações, tipo: lacrou!, que significa destruiu a oponente.

Ora, mas não era isso que a Dodó imaginava das discussões. Ela me explica, agora, que polêmicas existem para enriquecer o conhecimento de lado a lado. E detesta quando algumas colegas se juntavam para malhar alguma integrante nova do grupo, que deixasse escapar alguma expressão condenável ou politicamente incorreta ou meramente não aceita pela maioria.

Não vacilou. Rompeu com parte do grupo, abriu mão dos likes indiscriminados, da popularidade fácil. Hoje mantém um círculo mais restrito de amigas feministas, consistente, que a apoiam, respeitam sua opinião e concordam ou discordam de suas opiniões com um discernimento muito maior. Abriu mão da popularidade e preservou o prestígio e os princípios – conceitos distintos que, muitas vezes, nem Ministros do Supremo conseguem entender a diferença.

Muitas vezes, me dá um orgulho danado dessa rapaziada que está entrando no mundo com as principais referências nacionais destruídas pela falta de princípios e valores que acometeu o Brasil institucional.

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106 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

Sobre Leandro Karnal e Sérgio Moro

Nassif, como sempre, excelente análise. Há pouco fiz um comentário em post anterior, sobre o mesmo assunto. Vou repetir aqui, pois cheguei atrasado no anterior, quando ele já estava páginas atrás. Grande abraço.

Caro Leandro Karnal,

Como seu (ainda) admirador, não poderia deixar de criticar, não somente o encontro com Moro, como as justificativas que você apresenta supostamente para “quem gosta de você”.

Em primeiro lugar, deixo claro que considero ser absolutamente um direito de qualquer pessoa tecer amizades com quem quer que seja, assim como expor as opiniões que possui. Claro que nossas amizades e nossas opiniões são capazes de provocar reflexos na opinião do outro e, na verdade, apreciamos as pessoas, e delas nos tornamos amigos, muito em função de nossas posturas frente à realidade, assim como em decorrência das pessoas que nos cercam. Somos como nos apresentamos. Para um Zé Ninguém, a repercussão dos posicionamentos será quase nenhuma e poucos se importarão sequer em criticar. Apenas passarão a manter uma distância segura. Para os que vivem o dilema da fama, para as figuras públicas, a conta é muito maior. Se a opinião de um famoso possui uma incrível densidade e poder de persuasão coletiva, por isso mesmo exigindo responsabilidade ética para sua emissão, que dizer da palavra de um intelectual?

O intelectual, ao menos em princípio, possui um aparato cognitivo, capaz de produção de análise sobre a realidade, muito acima da média dos seres humanos, por assim dizer, “comuns”. Não precisa ser um historiador, no entanto, para compreender que o Brasil vive uma fase atípica em sua política e democracia. A democracia, sob esdrúxulas e espúrias motivações, foi estuprada pelos senhores do poder (e não estou falando dos políticos profissionais). A percepção de que o voto seria insuficiente para retornar à agenda político-econômica anterior precipitou o golpe pela via mdiático-jurídico-parlamentar. Criminalizaram, mais uma vez, as políticas voltadas para o andar de baixo, como antes já fizeram com Vargas ou com Jango.

Há momentos, Karnal, em que precisamos escolher o lado certo da História. O lado certo estava com os abolicionistas, não com os escravagistas. Estava com as sufragistas, não com o patriarcado que pretendia manter as mulheres sem poder decisório na sociedade. Com a resistência, não com os nazistas.

O estupro da democracia no Brasil, em larga medida, foi possibilitada pela ação do juiz Sérgio Moro, que você apelidou de “inteligente”. Não duvido dessa inteligência. Seria o mesmo que duvidar da inteligência de Heidegger. Todavia, não é possível fechar os olhos para o fato de que Heidegger abraçou o nazismo. Conversar com um racista inteligente é possível. Eu o faria. Richard Dawkins por diversas vezes conversou ou debateu com religiosos. Confraternizar, rir e chamar de amigo, contudo, coloca essa conversa em outra dimensão. A da pusilanimidade moral e intelectual ou simplesmente a adesão à vilania.

A “inteligência” de Sérgio Moro, que você saúda, é voltada para a corrupção da interpretação da lei; à deformação do processo penal, transformado em perseguição ao inimigo político; à seletividade dos vazamentos de atos processuais que, em tese, deveriam ser sigilosos; enfim, ao mais puro exemplo de como reproduzir o macartismo em terras tupiniquins.

Óbvio que somos livres, inclusive, se assim quisermos, para encetarmos amizade entre os porcos. Porém, e por favor, evite a dramatização barata. Você não está sendo perseguido ou patrulhado por quem “não gosta de você”. Pelo contrário, as manifestações são de admiradores seus, surpresos por sua inocência ou pela cara-lavada de vangloriar-se de amizade por alguém que, hoje, é visto por parcela substancial da sociedade brasileira como um inimigo da democracia, como um baluarte contra os avanços sociais e contra o combate à pobreza, como alguém que utiliza o aparato institucional para eliminar adversários políticos.

Talvez você não perceba nenhuma conexão entre a derrocada da economia brasileira (com todas as tragédias individuais que dela resulta) e os atos do Sr. Sérgio Moro e famigerada Lava Jato, mas parte significativa do povo assim entende o que está ocorrendo com o Brasil.

Sim, Karnal, estamos divididos, o ódio está presente. A responsabilidade maior, no entanto, repousa naqueles que resolveram que a democracia era um direito grande demais para os brasileiros e resolveram cassá-la. Compete a quem esbofeteou a face de 54 milhões de brasileiros pedir desculpas e recolocar as coisas no seu devido lugar. Quem foi esbofeteado está gritando, mas é o grito dos indignados.

No fim das contas, Karnal, o preço de singelas desculpas pode ser um preço módico a pagar. Uma convulsão social seria bem pior. Nesse momento, os brasileiros estão se alinhando: há o lado do “coxismo” – golpistas – e há o lado dos democratas. Sérgio Moro não é democrata. Ao se alinhar a ele, você passa a mensagem de que tampouco o é.
Não fique com raiva de quem o critica. Posicione-se, como você sempre faz. A resposta que você deu não é uma posição, é uma arrogância: você está dizendo que os adeptos do ódio te impediram de manifestar um posicionamento. Não é verdade. Foram os indignados que se manifestaram sobre a foto, não raivosos. O principal fomentador do ódio no país não criticou a foto, pois nela estava com você, sorridente, brindando com uma taça de vinho.

Pense nisso e, por favor, volte à sanidade.

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Ferro

Adaptando o famoso provérbio.

O amigo de meu inimigo é meu inimigo.

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Marco A.

Muita falação por nada.

Muita falação por nada. Nassif usa o "não caso" do karnal para fazer loas a filha. Não precisava. Se tivesse feito um texto falando de feminismo ou juventude de hoje e falasse da filha e de seu comportamento, seria mais honesto.

Qualquer um que assistir desarmado os diversos videos e entrevistas do Karnal verá que ele possui um visão que a depender do assunto é conservadora ou liberal, de direita ou de esquerda. A enrevista pro canal livre, quando ele faz uma critica contundente contra o movimento "escola sem partido", faria dele o heroi da turminha que por aqui comenta. E no entanto bastou um encontro dele com o juiz Moro e pronto, caiu o mundo e ele é o inimigo a ser batido, a ser desclassificado no que fala.

Lamentável a falta de filtro, de equilibrio, de cuidado com a opinião. Replica-se aqui aquilo que sempre se critica na midia mas nesse caso sempre se justifica como sendo correto.

Ao fundo é isso, patrulha ideológica porque um intelectual que se dá bem no espaço virtual, jantou com o atual "satanaz encarnado". Anos atrás, se tivesse jantado com Dantel Dantas, ocorreria a mesma coisa.

Se fosse fotografado jantando com lula e se desculpa-se seria massacrado pela desculpa dada. Se não se desculpasse, seria alçado a herói da turminha e seus videos e escritos virariam postagens como ocorre com jean willys por exemplo ou aquele ex ministro da jusitça que virou figurinha facil em postagens nesse espaço.

 

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José Ronilson

um bando de abestalhados achando que são filosofos

Todos estes comentários não passam de palavras que não tem fundamentos solidos são como caniços soprados pelo vento.

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Junior Sertanejo

Cheguei a triste conclusão

Cheguei a triste conclusão que este tal de Karnal foi vitima de um "boa noite cinderela".A ressaca moral é pior que tem,para curar,dá um trabalho desgraçado.

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JOSE PEDRO DE PAIVA REIS

O projeto comum de Leandro Karnal, Sergio Moro e Ricardo Amorim

Caro Nassif,

Veja o teaser da PUC-RS e saberá qual o projeto comum a que Leandro Karnal se referia no post com a foto do fatídico (para Karnal!) jantar com Sergio Moro.

https://fib.pucrs.br/?v=2&utm_expid=134784285-15.gqTduVD0Rqa35hGuUW80HQ....

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gesiel

o heroi sergio moro comeca a desaparecer

Quando a ONU anunciou que IRIA DEIXAR PRA ANALISAR a denuncia CONTRA  O SERGIO MORO, referente a PERSEGUIÇÃO QUE ELE FAZ AO LULA e que contriuiu para o infurecimento dos ignorantes nas ruas contra a presisente Dilma, o que de certa forma foi um apoio popular ao golpe; ""OS GOLPISTAS COMEMORARAM""". Pois bem, """""""""""CHEGAMOS A MARÇO DE 2017, com um cenario MUITO DESFAVORAVEL AO SERGIO MORO, pois enquanto o Lula aparece FORTALECIDO o Sergio Moro aparece ABATIDO, pois a cada dia É MAIOR O NUMERO DE PESSOAS QUE COBRAM DO SERGIO MORO PROVAS PARA A PRISÃO IMEDIATA DO LULA""""""". E quanto mais tempo o juiz Sergio Moro, NÃO CONSEGUE PROVAS CONTRA O LULA, mais aumento o seu desespero de PERDER OS HOLOFOTES, bem como aumenta a possibilidade de tomar MAIS UMA MEDIDA PRECIPTADA atropelando a Lei, para PRENDER O LULA E TENTAR AGRADAR OS IGNORANTES QUE AINDA O TRATAM COMO HEROI. E a situação ainda se torna mais deseperadora para o juiz Sergio Moro, quando ele vê que agora COMEÇA A SOFRER MUITA PRESSÃO, porque """""NÃO ESTÁ MAIS CONSEGUINDO PROTEGER O PSDB, visto que AS DELAÇÕES CONTRA OS PEESSEDEBISTAS SE TORNARAM PUBLICAS""""". E a realidade atual é a seguinte: """"""""""""ENQUANTO QUE O LULA APARECE NAS COM OS 30% DE VOTOS QUE SEMPRE FORAM TRADICIONAIS DO PT, mostrando que apesar de tudo o PT CONTINUA COM A MESMA FORÇA; a pressão sobre o Sergio Moro começa a perturba-lo, onde: DE UM LADO ESTÁ O PSDB, partido que o pai do Sergio Moro foi um dos fundadores, aparece nas pesquisas com apenas 11%, com possibilidades de piorar a medida em que o Sergio Moro não consegue mais segurar as delações contra os peessedebistas; e DO OUTRO LADO está O POVO QUE QUER QUE ELE PRENDA LOGO O LULA, para não continuarem sendo chamados de IGNORANTES QUE APOIARAM O GOLPE SEM SABER O QUE ESTAVAM FAZENDO""""""""""".

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Alberto Roberto

O personagem que eletrizou o

O personagem que eletrizou o país é o famoso quem?

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Marco Loureiro

Foto do Leandro Karnal

Incomodado? Sinceramente não. Fiquei até “aliviado” com a reveladora foto do Leandro Karnal com o Juiz Sérgio Moro. Eu gostava e vou, provavelmente, continuar gostando de alguns dos comentários que ouvia dele. A estereotipada vaidade e arrogância do Leandro Karnal não fogem muito à regra de um número grande de intelectuais. O Leandro Karnal se tornou, por opção, um comentarista generalista, pronto para avaliar qualquer coisa. Ele fala sobre política, futebol, guerra espanhola, sobre Cristo, Hitler, revolução de 1930, Alexandre o Grande, culinária, Marx, Júlio César, corte e costura, sustentabilidade, Baco e Vênus, Poseidon, do trânsito de São Paulo, da previsão do tempo, do Tio Patinhas, de suruba......................... . O Leandro Karnal se tornou um grilo falante. Fala, fala e fala sobre tudo e outras coisas mais. Esse fala fala, para mim não é um problema, pois ele sabidamente virou um showman, um promoter em palestras de empresas, canais de TVs, rádios etc. Qual o problema? Nenhum. Voltemos à foto muito comentada e que ninguém ainda me convenceu de não ter sido apenas mais uma de suas ações midiáticas. Aquela foto foi em pose, mais um pouco seria uma selfe e, óbvio, uma self naturalmente expressando a felicidade dos dois. Não foi postada por acaso. Portanto, o meu alívio é saber que aquele intelectual palpiteiro, esforçado na proteção daquela incômoda neutralidade em suas hilariantes palestras, geralmente marcada pela mordida junto com o sopro, dando uma no cravo e outra na ferradura, agora saiu do armário. Gente, o Leandro Karnal saiu do armário! Parabéns ao Leandro Karnal, bem como a todxs que tiveram essa coragem. Neutralidade para mim é quase sempre um sinal de covardia. Se no Brasil as pessoas assumissem suas opiniões, estaríamos seguramente melhores. Detesto aquele reme reme reme de gente que só “gosta” de coisinhas mornas. Que bom, o Leandro Karnal não é mais morninho. Ele é frio mesmo, calculista, estratégico, inteligente pra cacete e, logicamente, tem um lado político nessa tragédia toda que vivemos. Esse lado ficou explicitado. Simples assim.

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Carlos Delgado

Antes da foto...

Na verdade, a desculpa da "foto etílica" não cola.

Também não cola o argumento da sedução da celebridade.

O que salta aos olhos é o que está antes da foto: o Karnal saiu do armário antes de mais nada por ser alguém que compartilha a mesa de refeição com o Moro.

A foto é só um detalhe (finalmente revelador). Na verdade, o detalhe que escancarou a porta do armário.

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Junior Sertanejo

Com um certo atraso,rendo

Com um certo atraso,rendo pela milessima vez minhas homenagens ao Moreno de Pocos,por mais um belo texto que produz.Singelo,profundo,tocante.Sujeito esta a erros,por tratar-se de um humano.Luis Nassif e um jornalista brilhante.Ao lado de Mino Carta,Villas Boas Correia e Joel Silveira foram decisivos na minha formacao e apego aos meus permanentes ideais.Axe Nassif.

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Jus Ad Rem

Karnal, vem cá. Por acaso

Karnal, vem cá. Por acaso perguntaste ao Moro, por que ele não indicia tucanos e defendeu Temer contra as dezenas de perguntas comprometedoras de Eduardo Cunha?

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Jus Ad Rem

*

Carnal, nesses tempos de golpe midiático-jurídico-parlamentar e governo ilegítimo, nada mais me espanta, apenas decepciona.

Sinto muito.

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Lucas Spinelli

Fui aluno do L Karnal

Meus caros, fui aluno do L. Karnal. Suas aulas eram ótimas e ele é um comunicador nato e um erudito de alto calibre. Mas sua postura como defensor do liberalismo clássico num país de herança escravocrata, mostra o frágil pilar de nossas instituições Modernas (burguesas), amparadas na teoria liberal clássica (direito à propriedade, liberdade de escolha individual, igualdade de oportunidades, ir-e-vir). Ele é a prova de que nosso LIBERALISMO (com destaque pra USP-Unicamp, o MPF, o Judiciário, etc) busca flutuar acima da realidade concreta de desigualdade e dependência econômica de nosso país. A mesma desigulaldade que, com um abalo mais simbólico que econômico ao longo dos anos Lula-Dilma, começou a ruir em 2013. Com a onda fascista e neoliberal-fisiológica, o liberalismo de Karnal conseguiu acessar a mídia de massa, como um escape pra esquerda intelectual. E até mesmo cria pontes entre Moralistas e algum tipo Esquerda intelectual, no terreno da Razão comunicativa (TV cultura? Facebook? bandeirantes?). No fim ele retoma a discussão entre fins e meios, refinando teoricamente o debate sobre corrupção.

NADA mais que isso. Pena que mais uma ponte do diálogo entre centro-esquerda e centro-direita ruiu. As possibilidades de um novo pacto social vão sendo dilapidadas com a mesma rapidez que as boas entrevistas de L. Karnal eram propagandeadas. Quem paga a conta somos nós os trabalhadores. Certo que intelectuais Karnais e Moralistas podem aplicar seus salários na bolsa e fundos de pensão privados, apostando numa aposentadoria na iniciativa privada, enquanto assistem as políticas de igualdade racial, de gênero, políticas para a agricultura familiar, extrativistas, indígenas e juventude, serem enterradas por Temer e seu Estado Policial-Fiscal. Uns tomam Old Parr, a maioria volta pra Pitú. "Simples assim, pro povão da Sabin" (Mano Brown). espero que sirbva de lição pra que quems e acha de esquerda, enterre essa tradição Liberal de uma vez por todas e aposte em um projeto democrático-popular e socialista de fato para o Brasil.

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chris

São tantas as lições

Pois é, Karnal queria agradar gregos e troianos, flutuar confortavelmente num universo paralelo, acima dos mortais que se expõe assumindo posicionamentos políticos (partidários ou não), e acabou caindo do cavalo por uma inépcia incompatível com o nível de refinamento intelectual e perspicácia esperados dele.

E este evento em si nos provoca várias reflexões, incluindo esta sua importantíssima, sobre a necessidade de se apostar num projeto democrático/popular/socialista. Isto num mundo dividido, todos se acusando e se odiando, sem diálogo e, principalmente, onde cada um e cada grupo fará de tudo para manter seus privilégios. Os privilégios são o cerne da questão: quem estaria disposto à abrir mão deles? Não falo dos casos emblemáticos do judiciário, MP ou banqueiros... falo dos pequenos, do funcionário público com estabilidade que falta e não cumpre suas obrigações. Não quero aqui demonizar categorias, ser injusta com excessões nem perder tempo rotulando indivíduos quando o problema é estrutural - existe uma estrutura que torna possível as coisas funcionarem assim e uma estrutura que funciona mal só é mantida quando existem privilégios envolvidos.

Eu creio que o socialismo é o melhor sistema porque não me interessa que os mais indefesos não tenham uma vida digna, mas eu sou minoria. Não quero ter a facilidade de pagar mais barato por uma empregada doméstica sem os direitos trabalhistas. A maioria olha só para os seus privilégios, daí a preocupação do governo em não desagradar (muito) classes armadas, como a polícia - dividir para conquistar é muito fácil numa sociedade de egoístas.  Agora, vale a pena refletir sobre o porque do socialismo não ser difundido no mundo, para não se perder em idealizações que não funcionam.

Por que o liberalismo, com suas práticas tão nocivas e injustas com a maioria, ainda se mantém? Porque conta com a ignorância de quem é explorado e com a conivência de quem sabe que esta é a única forma de manter seus privilègios. Mais ainda: o que hoje é explorado não hesitaria em se tornar um explorador se tivesse condições para isso.

Se você não atacar esta lógica, perderá seu tempo com as utopias ou se contentará com pequenos ganhos sociais facilmente retirados pelos assaltantes do poder da vez.

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Carlos Delgado

E o contexto local?

Karnal é a cara do que o IFCH da Unicamp se tornou: a academia provinciana sedenta pelas modas fáceis às quais seguir e sem nenhuma tradição intelectual na qual se lastrear.

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José Vicente de Magalhães

Nassif, isso é normal para

Nassif, isso é normal para quem vive de negócio e o negócio do Sr Karnal é ser palestrante. Por isso investiu numa figura de ampla penetração nacional e pronto, ganhou uns 40 milhões de admiradores, os coxinhas todos. Vendeu-se? Não sei porque negócios são negóciose eu não o recrimino, embora no meu caso que não vivo de fama, jamais me venderia porque sou daqueles que tenho lado e opinião. Então para mim Karnal virou fumaça porque eu não me misturo uma vez que tenho, sobre isso, uma opinião formada e sedimentada, tenho lado, time, partido e opinião. Não sei se é preconceito mas a coxinhagem me dá coceira, tenho alergia e agora ganhei alergia ao tal do Karnal. Se ele que está empregado e bem empregado pensasse um pouquinho nos milhares de desempregados da construção naval.... mas não pensa ele só pensa em ser famoso. ficou famoso (menos aqui em casa)

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Junior Sertanejo

De parabens pelo seu

De parabens pelo seu comentario,companheiro José Vicente de Magalhães.É isso aí.

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MARCIO PERY DE C COSTA

Sobre este tema estão todos

Sobre este tema estão todos filosofando com a cabeça, obviamente. Mas é bom lembrar de que existe muita gente que 'filosofa' e age com o bolso, e só! O patrão, a Band, neste caso mandou mais que os discursos de falso moralismo todo dia na TV. A grana mandando, como sempre!  Mais um falso que cai.  Bem que achava estranho este cara trabalhar na empresa de latifundiários golpistas, e que receberam aumento de mais de 1.000% de verba publicitária federal depois do golpe.  Tentando dar alguma credibilidade, que está no chão, a um bandido de toga.  'Careca de Saber" que era mais um hipócrita que gosta mesmo é de grana e a serviço das seculares elites. Depois o próprio patrão deve ter "aconselhado" a apagar a foto, pois o tiro saiu pela culatra, e inventar uma desculpa porca; o vinho... Em resumo: a quem interessava este encontro exdrúxulo e ridículo, e quem o patrocinou e agendou? Não vamos continuar na inocência eternamente, vamos? Mesmo depois de um golpe desta magnitude na nossa democracia política e social, e que gerará efeitos negativos para o povo e o país durante décadas? Vamos acordar, gente! 

 

 

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Álvaro Noites

Creio que, no final das

Creio que, no final das contas, o encontro e, muito mais sua divulgação, foram péssimos tanto para Karnal quanto para Moro.

Para Karnal:

Embora ele alegue que ficou com medo do "ódio", seus seguidores, seu público, sabe muito bem que ele ficou é com medo da grande decepção que causou.

Demonstrou que não tinha pleno conhecimento da esmagadora parte de seu público (tanto que no seu posto poucos se atreveram a elogiar tal iniciativa).

Ficou surpreso ao descobrir que, majoritariamente, coxinhas não são seu público e, ainda, deve ter se espantado com o novo tipo de público que de hoje em diante "periga" seguí-lo.

Enfim, ele próprio desmontou o encanto (ou seria ilusão) que por tanto tempo se esmerou em sustentar.

Para Moro:

Ficou claríssimo para ele próprio ser ele algo sobretudo que "queima filme" para o público pensante no país.

Creio inclusive que este fato será um divisor de águas. Muitos cidadãos nutrirão vergonha em "apoiar" Moro.

Podemos ter certeza de que ele acompanha a péssima repercussão para o Karnal, o pesadíssimo fardo que ele representa ao escritor desde o infeliz encontro e sua divulgação. Deve estar indignado e boquiaberto: "como ousam me criticar?".

Mas a bofetada maior que recebeu foi o fato de Karnal ter apagado o post com a foto. Ser comparado a Savonarolla não foi nada perto deste gesto desesperado de Karnal.

Detalhes:

- Pelo visto o encontro infeliz foi realizado na casa de alguém. Teria sido no apê do Moro?

- O que a esposa irá dizer a respeito em seu inacreditável "Eu Moro com ele"?

- Será que o Moro disse "Câmera dos Deputados" para Karnal?

- Já o Papagaio de Pirata, o terceiro elemento à mesa, fez sua estréia para o grande público da pior forma possível.

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Concordo com Nassif, não é

Concordo com Nassif, não é questão ideológica, é questão​ de princípios de ética. Nesse sentido Vivemos uma​ grande suruba (mestre Jucá), um vale tudo. E o grande arauto desses novos tempos é o GM. Olha que ele ainda não tem a companhia do Moraes.

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Chris

Como sempre, o Diabo mora nos detalhes

Não tenho ídolos, nem o Lula pra mim seria um ídolo, mesmo reconhecendo sua importância.  Assim, reconheço virtudes, vaidades e as bolas foras nas pessoas e não me decepciono porque não idealizo nem gero expectativas inúteis.

Kamal é aquele típico professor que eu gostaria de ter, didático, bem humorado e que passa seu conhecimento com entusiasmo. Nada além disso. Porquê transformá-lo num exemplo, exigir dele uma consistência e coerência de um militante abnegado?

Já havia assistido uma "vaselinada" feia dele, numa entrevista no roda viva, quando o entrevistador colocou ele contra a parede perguntando se o impeachment era golpe. Ele veio com um papo tipo "depende, pode ser que sim ou não "... daí eu já entendi ao que ele se propõe, o que não quer dizer que desgoste de ouvi-lo. Estou fora desta polarizaçao, o que não significa que não tenha minha posição  definida e possa, simultaneamente, achar interessante alguma palestra dele. Quanto à bola fora dele com o Moro, eu diria que ainda não é tarde para o professor aprender.

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AMORAIZA

Grande Chris!

Enquanto tivermos ídolos colocaremos neles nossa responsabilidade  de acerto e a culpa pelos nossos  erros.

 

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Junior Sertanejo

Permita-me que lhe faça uma

Permita-me que lhe faça uma pequena observação,meu caro Chris.Lula nunca se propos a ser ídolo de coisa alguma.Idolo seria Roberto Carlos,uma besta quadrada conservadora.Lula é um politico maior,mas antes de tudo é uma figura humana extraordinaria.Lula representa a ultima e tenue esperança democratica desse País amagurado.

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chris

Independentemente da intenção

Independentemente da intenção dele, Lula é idolatrado por muitos sim. Mas o que importa é a triste condição de um país depender de um ídolo para salvar sua democracia ou política de inclusão, não acha? Eu não idolatrar Lula (porque não idolatro ninguém) não significa que não reconheça e seja grata por sua importante contribuição. A precariedade da nossa democracia tem muito mais haver com a falta de consciência cidadã porque não existem salvadores da pátria. Tanto é assim que não vemos (infelizmente) a grande massa beneficiada pela inclusão ir às ruas ou bater panelas contra Temer, ou a favor de Lula.Os heróis precisam se tornar desnecessários.

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AMORAIZA

Ídolos

E não adianta explicar. Há quem prefira seguir e obedecer, se inspirar em terceiros em vez de buscar em si  a sua própria força, infelizmente. Reconhecer exemplos, apoiar exemplos, ser exemplo, como o Lula, sim. Idolatrá-los, a nenhum.

Mas talvez seja uma questão de índole. Não idolatrar Beatles, Michael Jackson, Rolling Stones, Corinthians, Moro,  festivais de rock, ídolos sertanejos, cantoras de aché, Neymar,  políticos, ou quem quer que seja,   tornam-nos pessoas estranhas.

Estranha ao rebanho, sofro da  síndrome da rês perdida, alheia ao comportamento de manada. Enfim, é só um defeito meu e talvez  seja o seu também.

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Junior Sertanejo

A emenda saiu bem pior que o

A emenda saiu bem pior que o soneto.Não o considero idolo,muito menos heroi.No seu equivocado comentario,atirou no que viu,acertou no que não viu.Lula é a viga mestra da resistencia democratica brasileira,independente do seu gosto ou não.A escassez de lideres que tragicamente ceifou o Brasil,você constatará lendo alguns livros de historia,que versa sobre a Ditadura Militar no Brasil,durou vinte e hum anos,e regrediu o País em,no minimo,cem.Todo cuidado é pouco,o Som ao Redor pode ser bem pior.Você poderia começar a rezar,agradecendo aos ceus de ter escapado Lula,isto é,até agora.

 

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Chris

Herói, ídolo, mito... pouco

Herói, ídolo, mito... pouco importa o termo para definir a "adoração ao líder carismático  ". 

O quê eu poderia concluir? Para um povo que não age, só resta rezar?

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Júnior Sertanejo

Sem querer você acertou.O

Sem querer você acertou.O Bispo Crivella,por ora licenciado da sua Igreja,já se aboletou da Prefeitura do Rio.É pouco.Vai tentar um vôo mais alto,e aí será tarde demais para agir,só nos restará rezar.Adoração no meu caso específico,só para pessoas do sexo feminino,por acaso,eu estou falando com uma ou pouco importa?

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Junior Sertanejo

De qualquer

De qualquer forma,quero enaltecer a forma elegante e respeitosa que se dirigiu a mim.Acredito que esteja falando com uma senhora ou senhorita,muito provavelmente uma cadastrada.Eu infelizmente não sou.Eles não gostam muito de mim,acreditando que essa malquerença seja fruto da forma "diferenciada" que conduzo meus comentarios,relegando as mobilias do Blog a um incomodo segundo plano,não esquecendo-me de acresentar que essas estrelinhas que religiosamente acompanham o rodapé dos comentarios,são apenas um passatempo despretensioso entre as senhoras e os senhores cadastrados.
 

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Edu Pedrasse

Nassif e a "mineiragem"

Nassif não é nehum admirador de Leandro Karnal.

Nunca foi.

E quem quer conhecer mais sobre seu estilo

que muitas vezes critiquei

Pode se referenciar por esse post.

Ele bate "sem bater"

Um tipo de retórica que até admiro

Quiçá considero uma arte

Um belo texto. Sem dúvida.

Mas prefiro o a pegada mais "Colt 45"

Mas Nassif- e ele sabe disso

Também é uma celebridade midática

Levadas as devidas proporções

E talvez por isso não queira fazer um texto mais ácido

Pra não gerar um confronto mais explícito

E as razões disso.

Ficam para a imaginação de cada um.

 

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Veri

Karnal tá arrependido? Que faça suas as palavras do Moro

Acerca da foto em que Moro e Aécio bisbilhotam aos ouvidos um do outro, o Sérgio Moro disse:

"Foi um evento público, e o senador não está sob investigação da Justiça Federal de Curitiba. Foi uma foto infeliz, mas não há nenhum caso envolvendo ele".

Karnal devia dizer, caso esteja arrependido de posar ao lado do juiz inteligente:

"Foi um evento privado, e eu gosto de conversar com pessoas inteligentes que fazem parte da história, pois eles me ensinam muito. Foi uma foto infeliz, mas o Sérgio Moro é um juiz inteligente."

Infeliz não foi o encontro, foi apenas a foto.

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Fabio !

História feita na base da camaradagem

O fato em si é irrelevante. Nada altera sobre Moro , nada altera sobre KArnal . 

E talvez  , acredito eu , nem mesmo tenha uma conotação de tentativa promocional por parte do sr. Karnal , visto que já tem bastante espaço na mídia e momentos de regozijo com Moro pouco lhe acrescentariam .

Mas nada melhor do que responder a Karnal com suas próprias idéias. Como disse Karnal em sua defesa : gosto de me encontrar com pessoas que fazem a história , discutir ideias . Gostaria de se encontrar com Lula , Dilma , Temer , Hitler , Aécio ,  Mussolini ....... e entrar em contato com suas ideias . 

Mas também diz LEandro Karnal , por ocasião da proposta de escola sem partido : não há fatos flutuando no vácuo , isto é , ninguém é capaz de intrepretar algo senão através de uma ideologia. A atuação de Moro está aí , e eu não preciso ir jantar com ele para enxergar o que se passa. Igualmente a interpretação de seus atos não depende de um jantar com ele , e sim da escolha de uma ideologia . Posso achar que se trata do mais grave atentado à democracia brasileira da história ou que se trata do maior combate à corrupção da história , depende da minha inclinação ideológica . Bem como há gente ainda hoje que idolatra as ações de Hitler , e há gente que o execra . Não sei se um jantar intimista com Hitler poderia mudar meu filtro na interpretação de seus atos , e desconfio que História , apesar de ser escrita pelos vencedores , também não deveria ser feita na base da camaradagem pessoal .

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"Hoje, no microcosmo das

"Hoje, no microcosmo das redes sociais, o tema recorrente é o encontro entre o historiador Leandro Karnel e Sérgio Moro. O historiador foi vítima de uma foto etílica – da qual se desculpou. E, em sua obra midiática, não há nada que o coloque no nível de um Da Matta."

Se não havia em sua obra midiática nada que o colocasse no nível de um Da Matta, agora há. E ele não foi vítima de uma foto etílica. Ele elogiou a inteligência de Moro.

O Karnal é dado a falar de moral e ética. Qual a ética de Moro e seu compromisso com o poder Judiciário que representa? Não se trata de perseguir Lula ou prender petistas. Se trata de retirar a minha, de cidadã, segurança jurídica com sua atuação ditatorial, política e midiática. 

Karnal foi raso e demonstrou que seus discursos baseado em teorias de almanaque  não se aplicam a sua vida prática. Para exemplicar num caso recente, defendê-lo significa concordar com a fraude intelectual do Alexandre de Moraes. Ele lançou um livro, que é sucesso de vendas, copiando outros autores. Karnal usa autores para construir um discurso raso com o qual não tem qualquer compromisso na sua vida pessoal e isso ficou demonstrado ao elogiar um juiz que defendeu Michel Temer das perguntas constrangedoras de Cunha e em seguida se negou a absolver Marisa Letícia após usa morte. São casos gritantes que mostram para que serve  os  discursos de Karnal: promoção pessoal e ganho financeiro. É uma fraude. Assim como Moro (e esposa) que faz uso do Poder Judiciário, um poder que respeitamos porque traz em sia a promoção da Justiça, para ganhar dinheiro e se promover à custa do partidarismo e militância política, de acordo com o que a mídia dele exige. Karnal o considerou inteligente por que ganham a vida com o mesmo tipo de esperteza.

Com essa permissividade  não demora e veremos palestrantes celebridades defendendo Michel Temer por seu profundo conhecimento jurídico e talento poético. E o golpe foi apenas um ato de vaidade, justificarão.

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Vera Lucia Venturini

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AMORAIZA

Mas Vera,

O golpe foi um ato de vaidade. O usurpador agiu com muito mais "legitimidade" porque destituiria uma presidenta.

No mais, seu comentário foi brilhante. Não sei como as pessoas não percebem a essência do karnal.

Na verdade, só vou endossar o comentário de um dos participantes do blog  que lí no sábado, acho, que disse:

"O Karnal é só mais um rostinho bonito na mídia" (he!he!he!) - risos por minha conta.

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Orlando Soares Varêda

  Mesmo mesmo sendo um bicho

 

Mesmo mesmo sendo um bicho inteligente, a Cacatua do Paraná, utiliza a pequena porção que lhe coube para agradar aos interesses de seus adestradores e criadores. E, como resultado de suas imitações e papagaiadas, acaba por desgraçar a econômia do país com a marota justificativa de combater a corrupção (dos outros, naturalmente).

Apenas pra refrescar a careca do Karnal, Mussolini e Hitler também foram muito inteligentes, e criativos.  E daí?

Orlando

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Junior Sertanejo

Não entendi?Está se referindo

Não entendi?Está se referindo a Moro como "um bicho inteligente"?Longe disso,meu caro Orlando.Moro nada mais é que um tabareu chapeado e deslumbrado.

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Rui Ribeiro

Qual o problema no Historiador conversar com quem faz história?

"Tenho imensa curiosidade em conversar com pessoas que fazem parte da história. Como eu disse na página, adoraria ter um jantar com Ciro Gomes, com Maria da Penha, com Maria do Rosário, com Lula e com outras pessoas. Todos me ensinariam bastante sobre sua visão de mundo, o que faria eu pensar muito. Realmente gostaria disto". - Historiador Leandro Karnal

Eu não vejo problema nenhum em o Historiador Leandro Karnal conhecer o Roedor de Curitiba. Ora, o Historiador gosta de conversar com pessoas que fazem parte da história. Certamente o Leandro Karnal gostaria muito de conversar com o César acerca, por exemplo, da ocupação da Gália. Mas ele jamais gostaria de conversar com o cozinheiro de César, pois este não faz parte da História e nada lhe ensinaria sobre sua visão de mundo; o Karnal não gostaria de conversar com as pessoas que carregaram pedras para a Construção de Tebas, a cidade de 7 portas, pois estes nada lhe ensinariam sobre suas cosmovisões, mas gostaria de conversar com reis de Tebas, pois estes lhes ensinariam bastante sobre sua visão de mundo, o fazendo pensar muito.

 

"Perguntas de um trabalhador que lê

(Bertolt Brecht)

 

Quem construiu Tebas, a cidade das sete portas?

Nos livros estão nomes de reis; os reis carregaram pedras?

E Babilônia, tantas vezes destruída, quem a reconstruía sempre?

Em que casas da dourada Lima viviam aqueles que a

edificaram?

No dia em que a Muralha da China ficou pronta,

para onde foram os pedreiros?

A grande Roma está cheia de arcos-do-triunfo:

quem os erigiu? Quem eram

aqueles que foram vencidos pelos Césares? Bizâncio, tão

famosa, tinha somente palácios para seus moradores? Na

legendária Atlântida, quando o mar a engoliu, os afogados

continuaram a dar ordens a seus escravos.

O jovem Alexandre conquistou a Índia.

Sozinho?

César ocupou a Gália.

Não estava com ele nem mesmo um cozinheiro? Felipe da

Espanha chorou quando sua frota

naufragou. Foi o único a chorar?

Frederico Segundo venceu a guerra dos sete anos. Quem

partilhou da vitória?

A cada página uma vitória.

Quem preparava os banquetes comemorativos? A cada dez anos

um grande homem.

Quem pagava as despesas?

Tantas informações.

Tantas questões."

 

O Leandro quer jantar com as personalidades históricas. Mas não quer jantar com aqueles que preparam a janta. É um direito que lhe assiste. Eu não tenho nada contra nem a favor, muito pelo contrário.

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Cris K.

"Moro é inteligente"...

... disse o filósofo. Do diálogo esperamos uma grande obra, a "Da justiça", em que o intelectual terá a oporunidade de expor e provar porque maieutica, sofisma ou empirismo foi capaz de chegar a tal conclusão. Tal obra certamente promoverá uma revolução na historia do pensamento e a criação de novos paradigmas adequados aos nossos mais novos tempos. Algo como um anti-Sòcrates que sabe e nos presenteia com um novo e breve tratado que coloca Espinosa no chinelo,  superando as noções e diferencas entre verdade e aparência, entre conhecimento claro, convicão, opinião e crença. Por isso, não sejamos tão duros com o moço, ele é um filósofo, e como amigo do todo, em plena luz do dia com sua lâmpada, consuma uma velha e diogênica busca, indo ao encontro de Moro.

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Algo incompreensivel neste texto

Caro Nassif, como sou da area de exatas, tenho um cuidado grande no uso de termos com significados restritos. Gostaria que vc explicasse o que vc quis dizer com esta frase "São bichos diferentes, naturezas distintas, assim como uma molécula quando se altera um micro-organismo qualquer dela." Sinceramente, a pressa de querer expor uma ideia a partir de uma analogia precisa necessariamente contemplar a logica na hora de construir a frase. Neste caso, nem com a ajuda dos universitarios ou do prof. Pasquale..

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batista neto, josé

As ciências exatas não justificam.

Não é o fato de estudar exatas que justificaria a atitude do chato que, em vez de atentar aos evidentes méritos do texto, busca um ponto irrelevante para criticá-lo. Para autores consagrados, em alguns casos onde vocábulos de significados aparentemente inadequados são utilizados, logo aparecem os notáveis para dar-lhes o sentido adequado atribuindo-lhes a função de metáfora ou, mesmo, uma corruptela da licença poética ao alcance dos grandes escritores. No caso em apreço o entendimento dispensaria essa sofisticação porque está claro que em lugar de uma bactéria o preclaro jornalista pretendeu dizer um organismo. A natureza é pródiga de exemplos de organismos que, infectados por larvas, ou outros tipos de parasitas, mudam completgamente de comportamento e esse exemplo é perfeitamente consistente com as mudanças de postura de Barroso, Karnal, Villa e tantos outros afetados pelas pressões de ameaça ou elogio de que trata o texto.

Um exemplo kmpressionante é o do caramujo

6. Leucochloridium paradoxum (“Brilhe!”)

http://hypescience.com/12-parasitas-com-incriveis-poderes-de-manipulacao/

 

Não sei dizer assemelha-se mais à trasformação sofrida por um ou outro dos personages de frágeis consistências de caráter. Mas é certo que qualquer um que se ajuste com grande facilidade a pressões de censura, ameaça ou aplauso não está muito distante moralmente do 

Leucochloridium paradoxum. 

Nora: Não é certo também que a formação de alguém condiciona a capacidade de entender textos.

 

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batista neto, josé

Se o uso de termos que sao incomuns para a maioria já complica a leitura, misturar moleculas e microorganismos nesta frase nao ajuda em nada a compreensao do texto.  E sim, sou assumidamente chato e rigoroso com tudo que se refira a ciencias, talvez pelo habito de ser preciso. Independente do resto do artigo ser coerente, isto nao desmerece minha critica legitima.  

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Jarbas Similevinsk

Ricardo Pereira:

Concordo inteiramente contigo. Sou fã do Nassif, mas no presente caso, ao pretender fazer uma metáfora, pisou feio na bola. Não saiu uma metáfora, mas uma bobagem vergonhosa. Aliás, Nassif é useiro e vezeiro em dar à palavra "álibi", um belo termo policial-judicial, um significado inexistente, qual seja, o de "pretexto", "desculpa", assim colaborando para o desgaste da língua portuguesa. E acho, como você, que toda crítica é legítima, não valendo o argumento pré-aristotélico da "autoridade" do falante. O criticado deve responder a argumento com outro argumento (se tiver, o que não ocorre no presente caso da molécula "composta por micro-organismos" (rs)).

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Ricardo Simões

Minha exegese

A pergunta foi pro autor, mas espero que não ligue para o fato de eu externar minha exegese.

O período em questão é a explicação do anterior. Naquele trecho, o Nassif fala sobre a surpresa externada por alguns acerca das modificações que se operam no comportamento de pessoas que são elevadas a uma posição de maior autoridade ou após simples exposição midiática. Exemplifica a performance pífia de alguns ministros do STF (muitos, como eu, não cansam de se surpreender com os argumentos inconstitucionais do Ministro Barroso em contraponto com as ideias anteriormente expostas pelo advogado Barroso).

Daí o bom uso da imagem evocada: no meu exemplo acima (Barroso), o Ministro (de agora) e o Advogado (de antes) parecem seres distintos, tamanha a contradição entre comportamentos e ideias expostas antes e depois do evento ascensão ao STF. Melhor: parece que houve uma transmutação do Barroso/Advogado em Barroso/Ministro, de modo que a genética parece outra.

Agora a parte “assim como uma molécula quando se altera um micro-organismo qualquer dela” me parece troncha mesmo, um argumento que começa de uma forma e termina de outra, carecendo melhor revisão. Das partes constitutivas de uma molécula não parecem constar “micro-organismos”. Provavelmente ficaria mais correta a frase após a substituição de “micro-organismo” por “átomo”.

A propósito, também tenho formação em exatas –  matemática, no caso. A interdependência entre matemática e linguagem é fascinante e muito maior que pode parecer. Um ótimo texto é “Matemática e língua materna: análise de uma impregnação mútua”, de Nilson J. Machado.

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joel lima

O mau exemplo vem de cima =

O mau exemplo vem de cima = os membros do STF querem se fazer de rock star e-ou mantem ligações com gente que não deveria [caso de Teori e o Carlos Alberto Figueira]. Só pra comparar, nos EUA teve uma juíza da suprema corte deles  Ruth Bader - que antes da eleição chamou o Trump de farsa e egocêntrico - provavelmente as coisa mais leves que alguém de peso disse sobre o cabeça laranja rss. E ela pediu desculpas por ter dito isso. Aqui, um Gilmar Mendes age de advogado do PSDB sem o menor pudor, tem negócios na área jurídica e o máximo que acontece é o Lewandovski chamá-lo de 'bobo' rs. 

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Prezados Camaradas   Não

Prezados Camaradas

 

Não conhecia Leandro Karnal, mas alguns amigos me falaram dele, e também dos professores Clóvis e Cortella

De tanto meus amigos falarem, fui assistir a alguns palestras no youtube (sobre ética, comportamento, etc); e pensei que ele era filósofo - só fui descobrir que era historiador depois que um camarada me disse isso.

E passei a ler seus artigos no Estadão (assino essa porcaria por causa do caderno de esportes e do Luis Fernando Verissímo)

Pude ver que os artigos eram diferentes das palestras: nos artigos havia num pedantismo, necessidade de mostrar cultura, bastante afetado - nas palestras era mais direto.

E observaei uma coisa que Paulo Moreira Leite também já destacara: Karnal não conclui nada, seus artigos (e suas palestras) são meio enroladas, vai juntando citações (sempre querendo demonstrar erudição) e não assume posição; nem conclui nada

E a foto com o Bozo de Curitiba (mais para "Palhaços Assassinos", com aquela cara sinistra) e outro coió ("erudito" como nosso camarada Karnal) com os comentários enólogos de Karnal (paguei pelo vinho) é pedantismo afetado na veia: os jogos de copos e de talheres, o ambiente à meia luz...quem tirou a foto das celebridades à mesa?

Uma última questão: o super ético paladino da justiça Bozo de Curitiba embolsou quanto este mês? Ou garfou suas erbas imorais de novo (auxilio moradia, auxilio paletó - haverá auxílio PF (prato feito) para mastigar em restaurantes "chiques" que cobram 500 contos por uma macarronada? -, auxílio supositório e outras indecêncvias?)

Moro e a escória que os acompanham causam asco

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JJLopez

3 Carecas

Os Treis Patetas nos faziam rir. Os treis Carecas nos fazem chorar.

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Atreio

não deixe de fora da lista os

não deixe de fora da lista os 3 irmãos metralha (tb 3 patetas nos corredores da redação.)

um é titio da paulinha do escabroso triplex de patraty, a paulinha mossack....se não conhecer, dê uma olhada.

not is mole não, tempos obscuros devido a ação de pessoas q não querem q a luz bata em tudo.

prefiro quem age por todos, como  sol.

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Egos

Seguindo a sugestão do rdmaestri em seu comentário, fui assitir à palestra do Leandro Karnal em uma das suas palestras na CPL, confesso que não dá para assistir tudo, ele é um bom orador, embora cansativo, o que diga-se de passagem depõe contra a boa oratória.

Só tenho duas observações, até porque o conteúdo da palestra sobre Hamlet tem a profundidade do volume morto das represas privatizadas da SABESP. A primeira observação é sobre o uso continuado da primeira pessoa: eu, eu, eu e eu. A segunda é a sua persona de Coringa do Batman...o sorriso permanentemente aberto quase em tom de escárnio da sua plateia.

Definitivamente, resta-me citar Woody Allen, ao comentar a candidatura de Bush, o filho: "Não é deste tipo de palhaço que precisamos agora."

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Maria Rita

Quando citam Woody Allen

Quando citam Woody Allen acionam o botão das boas referências. A mídia é bem o centro da questão: quem tem o foco, a mídia ou os candidatos a celebridades? Aí, vem aquela cena do ator (personagem vivido por Robin William) que vai perdendo o foco, que já não tem popularidade e já nem sabe mais quem é. Nem seus familiares, muito menos seus fãs. A câmera já não consegue focalizá-lo e não é por defeito técnico. Deu xabu na imagem. Já era. Uma alegoria da idade mídia, sem dúvida. 

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maria rodrigues

O mais incrível é saber da

O mais incrível é saber da desnecessidade de um homem como Karnal carecer de uma foto com Moro pra alguma coisa. Creio que até ele deve estar hoje arrependido, pensando que quem levou a maior com esse encontro foi Moro.

Karnal foi se apresentando com mais força nas redes sociais, e se tornou conhecido e bastante agradável com suas palestras, com milhares de acesso, até porque é muito didático, professor execelente. É sem dúvida um grande estudioso, não apenas em Filosofia, mas também em política, quando, ao modo muito satírico, expõe suas ideias. Uma das muitas que vi e achei fantástica foi ele dizer que seria muito bom que uma vez exterminado um partido políticos todos os brasileiros estariam felizes. 

Sou fã da filosofia, daí vir seguindo Karnal, inclusive no programa da BAND, Careca de Saber. 

Há pouco li que o Filósofo vai querer um encontro com Ciro Gomes e Lula. Talvez pra minimizar os efeitos de sua imagem com Moro, mas ficou no ar uma pergunta, que me faço agora: será que Karnal tá entrando pra política como provável candidato?

 

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