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Quando parecia uma pausa, novas bombas na política

Quando se pensava que haveria uma trégua política da Lava Jato, surge o inesperado: as denúncias que levaram à cadeia o senador Delcídio Amaral e o banqueiro André Esteves.

A prisão não decorreu diretamente da Lava Jato. Delcídio tentou convencer Nestor Cerveró a desistir da delação premiada. Prometeu interceder para libertar Cerveró e providenciar sua fuga para a Espanha. O filho de Cerveró, Bernardo, acertou com a Procuradoria Geral da República entregar Delcídio em troca de aliviar a prisão do pai.

O grampo resultou em um inquérito novo, da Polícia Federal de Brasília, sem a intervenção do juiz Sérgio Moro.

***

Todo o envolvimento de Delcídio visava abafar as investigações sobre os negócios do BTG com a Petrobras na África. De posse do grampo, o Procurador Geral Rodrigo Janot encaminhou pedido ao STF (Supremo Tribunal Federal) para deter Delcídio. Ontem de manhã o STF autorizou a prisão e, no final do dia, o Senado convalidou a prisão.

***

Há um conjunto amplo de desdobramentos nesse episódio.

O primeiro é o fato de Delcídio ser o líder do governo no Senado, e parlamentar com amplo trânsito em todos os partidos.

O segundo é que a degravação dos grampos joga um foco de luz em um personagem misterioso: Gregorio Preciado, o espanhol casado com uma prima do Senador José Serra e seu parceiro histórico

Segundo as conversas entre Delcídio, Bernardo e seu advogado, Preciado era sócio e o verdadeiro operador por trás de Fernando Baiano, o lobista do PMDB na Petrobras.

Delcídio conta que, assim que o nome de Preciado foi mencionado, dias atrás, Serra passou a rodeá-lo visando buscar informações.

***

Velho operador da Petrobras, em um dos trechos Delcídio revela que quem abriu a Petrobras para Preciado foi Paulo Roberto Costa, atendendo a ordens “de cima”. Na época, o governo ainda era de Fernando Henrique Cardoso e Serra Ministro influente.

***

Pelas tendências reveladas até agora, dificilmente Sérgio Moro e a Lava Jato abririam investigação sobre Preciado. Pode ser que as novas investigações, feitas a partir de Brasília, revelem maior independência.

***

Obviamente, em nada ameniza a situação do PT, do governo e do próprio Congresso.

Para prender Delcídio, o PGR e o STF valeram-se de uma certa esperteza jurídica: incluíram nas investigações um assessor de Delcídio, meramente para compor o número 4, mínimo para caracterizar uma organização criminosa.

Com a prisão de Delcídio, abre-se caminho para avançar sobre outros políticos. O STF assume um protagonismo, em relação direta com as bazófias de Delcídio nas gravações, arrotando suposta influência sobre Ministros do Supremo.

***

Outro ponto de turbulência é a prisão de André Esteves.

Particularmente não tenho a menor simpatia por Esteves. Esteve envolvido com os rolos do CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), calou a imprensa com subornos milionários, não tem limites. Quando passei a denunciar as jogadas com o CARF, ele conseguiu me calar na Folha.

Mas, por outro lado, o Pactual assumiu um papel central em vários projetos relevantes para a retomada do crescimento.

***

Aliás, será curioso conferir nos jornais de hoje o tratamento dado à prisão de André Esteves. Certamente será bastante poupado, se não por gratidão, ao menos por receio.

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106 comentários

Comentários

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Clever Mendes de Oliveira

Bom post, mas com informações a serem checadas

 

Luis Nassif,

Muito bom este seu post “Quando parecia uma pausa, novas bombas na política” de quinta-feira, 26/11/2015 às 00:01. Foi publicado uma semana atrás e ficou mais atual agora. Se a história andasse para trás, ele apareceria como um desmentido ao seu atual post “O pior dia para Cunha deflagrar o impeachment” de quarta-feira, 02/12/2015 às 22:41, ainda mais que no meio do caminho houve os dados do PIB do terceiro trimestre de 2015. Como a história anda para frente, é preciso recorrer ao passado para verificar que o post “O pior dia para Cunha deflagrar o impeachment” é desmentido pelos fatos pretéritos. O endereço do post “O pior dia para Cunha deflagrar o impeachment” é:

http://jornalggn.com.br/noticia/o-pior-dia-para-cunha-deflagrar-o-impeac...

Tivesse eu lido este post “Quando parecia uma pausa, novas bombas na política” na semana passada, eu me prenderia a outras questões como não achar correto a sua seguinte avaliação, ou melhor, a sua seguinte informação:

“O grampo resultou em um inquérito novo, da Polícia Federal de Brasília, sem a intervenção do juiz Sérgio Moro”.

Parece-me mais crível, até se se considera a afirmação de Sérgio Moro de que era lícito os vazamentos que a gravação fora conseguida por Sérgio Moro e ele teria sugerido o vazamento das gravações para ver se agora as coisas iriam para frente.

E também não vi razão para você alegar

“Todo o envolvimento de Delcídio visava abafar as investigações sobre os negócios do BTG com a Petrobras na África”.

Ora quase toda a gravação está bastante relacionada com o interesse de Delcídio Amaral em evitar que Nestor Cerveró o comprometesse mais no imbróglio da Operação Lava Jato na Petrobras.

Bem, mas agora, uma semana depois, o post chama a atenção apenas porque faz um forte desmentido do post “O pior dia para Cunha deflagrar o impeachment”. Parece que você teve um pouco de pena à turma de esquerda que tem sido enxotada por Eduardo Cunha e deu um pouco de esperança a eles ou a nós porque eu pertenço esta turma de esquerda.

O que talvez seja a questão mais relevante em relação a este post “Quando parecia uma pausa, novas bombas na política” no tocante a situação de Delcídio Amaral é saber até que ponto todo a gravação é de um falastrão ou tem um pouco de verdade. Quando li a degravação no link deixado pelo comentarista MarFig lá no post “Gravação de Delcídio faz parte do pacote de delação premiada de Cerveró”, de quarta-feira, 25/11/2015 às 21:45, aqui no seu blog e originado de texto de Pedro Canário no Conjur (post aliás cujo título também corrobora a minha crítica à sua afirmação sobre a gravação ter resultado de inquérito novo), eu até achei fantasiosa a proposta de escape após a fuga de Henrique Pizzolato que redundou num grande fracasso com a extradição dele da Itália. No entanto preferi acreditar no que ele disse.

Foi acreditando no que ele disse que eu enviei quinta-feira, 26/11/2015 às 00:05, o seguinte comentário para junto do comentário de MarFig, enviado quarta-feira, 25/11/2015 às 19:11, lá no post “Gravação de Delcídio faz parte do pacote de delação premiada de Cerveró”. Disse eu lá:

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MarFig (quarta-feira, 25/11/2015 às 19:11),

Valeu a pena ter disponibilizado a degravação. O blog deveria ter transformado o seu comentário em post, a menos que a degravação apareça fazendo parte do texto de outro post.

Gastei mais de uma hora lendo o material. O problema do Delcídio Amaral foi a parte da fuga do Cerveró e a parte da pressão nos juízes. O problema dele de corrupção já prescreveu, pois foi ali em dois mil ..., dois mil ..., dois mil.

Bem, mas o que me interessaria aqui seria discutir velhos posts de Luis Nassif. Vale por exemplo um debate sobre o caráter centralista do gerenciamento de que Luis Nassif acusa a presidenta Dilma Rousseff. Na verdade aqui eu não tinha muita divergência com ele, apenas considero que o centralismo é uma forma de gerenciamento que não pode ser considerado de antemão pior do que o gerenciamento descentralizado. Talvez, entretanto, o centralismo da presidenta Dilma Rousseff seja realmente exagerado. Veja o trecho a seguir a partir de 01h, 12m e 07s:

“DELCÍDIO: (...) Gás e Abastecimento... Produção... Conformidade, Engenharia. Certo? É muito mais (rasgado)... .... Você sabe que ontem, eu ia trazer o Ivan Monteiro ontem. E eles acabaram não vindo porque vai sair o balancete trimestral. Eles não podem dar entrevista, não podem falar nada até publicar o balancete... Reunião com a Dilma e com os Ministros políticos... Aí eu fiz questão de registrar. Aí a ... ... Eu estou fazendo esse comentário, porque tem tudo a ver com o que você está falando... É... Ela chegou e disse assim: ... ... Eles devem estar com algum problema, porque eles pediram audiência para mim. Aí ontem de tarde eu voltei no Planalto e dei de cara com o Bendine.

EDSON: Olha só. O que me parece...

DELCÍDIO: Espera. Só para você ver... O Eduardo Braga é um cara que foi companheiro nosso de Senado. É um cara mandão pra caralho. Na conversa, na reunião com os Ministros, ele não deu um pio... Ou seja, a Petrobras está sendo comandada pela DILMA. E indiretamente...

BERNARDO: É. Faz sentido

DIOGO: E o Bendine está só ali para atender o (compliance).

DELCÍDIO: É isso mesmo!... Isso aqui pode ficar comigo?

..."

O final quando Delcídio Amaral diz “Isso aqui pode ficar comigo?” não era necessário na transcrição porque diz respeito a outro assunto. Deixei-o na transcrição para deixar calor que estava saltando um trecho e ir para outra informação que me interessa e que se encontra no final do trecho referente a 01h, 15m e 14s e o início do trecho referente à 01h, 15m e 14s, em que há a seguinte passagem:

“EDSON: BENDINI é a rainha da Inglaterra

BERNARDO: Não é visado.

DELCÍDIO: O quê?

BERNARDO: Não é tão visado

EDSON: BENDINE é a Rainha da Inglaterra

DELCÍDIO: (risos)... E ontem ficou claro para mim. Outro dia, uma pessoa me perguntou: “escuta aqui! A quem o Bendine se subordina? É ao Ministro ou é à Dilma?”. Ontem ficou claro. Inclusive o Pimentel, que é Senador comigo, e é líder do Congresso, né? líder no Congresso: “você viu quem é que despacha Petrobras?”. Aí (ele chegou) e falou assim: “a Dilma”.”

E antes no trecho em volta de 01h, 09m e 18s até o início de 01h, 10s e 06, há a seguinte passagem:

“EDSON: Outra coisa: quem tá lá na Petrobras hoje?...Cê sabe?

DELCIDIO: E vamos ver.

EDSON: Graça Foster.

DELCIDIO: Graça Foster?

EDSON: (...)

DELCIDIO: Graça Foster?

BERNARDO: É do... do (...)

DELCIDIO: Cê sabe que eles não nomearam ninguém até agora

EDSON: (...) noventa a cem dias pra nomear. Solange Guedes e Jorge Celestino. Jorge Celestino já, já vai aparecer na... nas folhas

DELCIDIO: Nas folhas?

EDSON: É. E é o nome da Graça.

DELCIDIO: E esse Jorge Celestino pra quê que é? Vai pra onde?

EDSON: Ele é o gerente, mas tá com força total. Solange Guedes, Jorge Celestino são pessoas da Graça...tá? Tão mandando. O que aconteceu com o Bendini ... tudo articulado com essa turma.

DELCIDIO: O Bendini tá numa situação difícil.”

O problema todo é que tudo isso constitui informação que deveria sair no jornal, nos blogs, mas nós do lado de cá não ficamos sabendo de nada. E o Luis Nassif tecendo loas à substituição de Graça Foster por Aldemir Bendine e eu retrucando que era só marketing, mas sem nenhum apoio de alguém que soubesse mais para poder referendar-me. Houve um post mais à frente que eu até concordei com Luis Nassif da validade da substituição de Graça Foster pelo Aldemir Bendine, uma vez que o problema da Petrobras é financeiro e talvez nesse sentido uma pessoa da área financeira fosse mais adequada. Só que eu continuava falando do caráter de marketing que houvera na substituição. Eu chegara a essa conclusão porque quando da substituição eu escutara de um dono de banca de jornal, logo após ler a manchete da Folha sobre a saída da Graça Foster, o seguinte comentário: “graças que a Graça foi-se”. Todo mundo culpava a Graça Foster pelo escândalo da Petrobras.

E há aqueles comportamentos inexplicáveis que a degravação não esclarece, embora eu também não esperasse que ela esclarecesse. Por que o Valor Econômico ficou durante uns três meses falando sobre o escândalo da Petrobras até que depois que Aldemir Bendine substitui a Graça Foster não aparece mais nada no Valor Econômico? Menciono o Valor porque é o jornal que eu tenho assinatura, mas pode ser que nos outros jornais o comportamento fosse o mesmo. O jeito é esperar por mais degravação. Não vale as de Fernando Henrique Cardoso porque é ele falando para o umbigo dele.”

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O grande problema para o conhecimento da realidade é a desinformação. Eu pensei que a gravação de Delcídio Amaral pudesse ajudar a separar o joio do trigo. Só que como falastrão Delcídio Amaral tenha apenas aumentado o grau de desinformação.

Enfim, você fez um ótimo post que desmente posts mais recentes seu e há algumas afirmações que não me parecem verossímeis.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 03/12/2015

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A prisão do senador municia as defesas

Nassif,

Ao contrário do que prega a onda pessimista, vejo que a prisão do senador expõe a tendenciosidade da lava-jato em só investigar o período de governo do PT e coloca muita gente que estava de algoz na posição de temerário. Chegaremos a conclusão que o assassinato do Mestre Hiram Habiff já tinha ocorrido quando Salomão deu por falta dele!  Ele será vingado. Tá escrito!

Abraço,

Djalma

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Ordo ab Khaos

Tempo ruim

CLIQUE NA IMAGEM PARA MAIS TIRINHAS

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JOSUÉ CELESTINO DA SILVA

Prisão Delcídio Amaral

Prezados,

 

Não quero brigar com ninguem posto que sempre fui e serei uma pessoa honesta e quero o melhor para todos. Darei minhas inferências a cerca do assunto e com base em algumas matérias que já li.

Estas pessoas que estamos vendo a Polícia Federal prender por corrupção a partir de 2003 em quase sua totalidade possuem cabelos ou barbas brancas, ou seja, não nasceram nem começaram a roubar no Governo do PT. O que estamos vendo agora é um absurdo imagine o que não nos permitiram ver em Governos anteriores(aparelhavam muitos setores não por competência e sim por partidarismo que resultava em esconder estas podridões que estamos vendo além da maioria dos meios de Comunicação pertencerem a quem estava na situação e outros de alguma maneira eram comprados). Estranho o Sr. Eduardo Cunha e companhia(inclusive alguns figurões) terem tido o interesse que a Presidente Dilma não mantivesse o atual Procurador Sr. Rodrigo Janot como Procurador Geral da República, entretanto a Presidente o reconduziu apoiando a maioria dos Procuradores(De maneira racional vejo mérito da Presidente). 

Tenho certeza que a Policia Federal poderia  com investigaões e deixando os fatos ocorrerem desvendar muita coisa(espero que ainda consiga). A relação entre os envolvidos também é curiosa conforme noticiário, Delcídio teve ligações com o PSDB tendo importante cargo na Petrobrás no Governo FHC, posteriormente transferiu-se para o PT e indicou o Sr. Nestor Cerveró para importante cargo na Petrobrás. O banqueiro André Esteves preso está sendo substituído em suas funções por uma pessoa que foi diretor do Banco Central no Governo FHC.

 

     

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Sergio Ricardo

Sempre o mesmo

Só a frase "Delcídio tentou convencer Nestor Cerveró a desistir da delação premiada." é suficiente para entender o resto do texto sem precisar lê-lo. Continua D.E.S.E.S.P.E.R.A.D.O como sempre. Coitado. Dá pena.

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LYRA

NOVAS BOMBAS VIRÃO

Preparem-se que novas bombas virão, com as investigações em torno do BNDES, CEF e CARF o nome de muitos meliantes ligados a essa grande quadrilha que é a podre politica nacional, irão surgir, muitos políticos servem de elo de ligações entre empresarios e o CARF, para que tenham seus processos engavetados ou até mesmo lograrem exito com a completa extinção dos mesmos e, claro que tudo isso não sai de graça, todos ganham e somente o país perde. E, aproveitando a oportunidade quero aqui deixar um recado aos órgãos competentes, COMO FOI QUE O BANDIDO MOR, RENAN CALHEIROS, CONSEGUIU UM FINANCIAMENTO DE MAIS OU MENOS R$2.000,000,00 JUNTO A CEF PARA AQUISIÇÃO DE UM IMÓVEL NO DF, O QUE DARIA UMA PRESTAÇÃO MENSAL DE R$23.000,00, O QUE REPRESENTA MUITO MAIS QUE OS 30% DE COMPROMETIMENTO SOBRE OS GANHOS MENSAIS EXIGIDOS PELAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS LOGO, ELE TERIA QUE COMPROVAR GANHOS MENSAIS DE R$77.000,00 O QUE ELE DIZ NÃO GANHAR MAS, QUE TODOS NOS SABEMOS QUE ESSE VALOR É FICHINHA EM COMPARAÇÃO AOS SEUS REAIS VALORES RECEBIDOS MENSALMENTE, LÓGICO QUE AI ENTRA TAMBÉM O DINHEIRO DE CORRUPÇÃO.

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O Mouro é um sonhador...

"Com a prisão de Delcídio, abre-se caminho para avançar sobre outros políticos."... certamente do PT e tão somente.

O STF é uma das pontas tucanas, simples. Lewandowski talvez ainda seja o único com capacidade para se dizer: eu sou um ministro do supremo que não tenho cores partidárias.

 

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É que o Nassif age

É que o Nassif age republicana e prosfissionalmente João Maria. Isto quer dizer, que sempre busca se pautar pela versão oficial, at´é que esta não mais se sustente; ou por revelações externas, ou produto de suas próprias investigações. Mas, quem mais sabe é ele do tamanho do bico que tem nossa corte máxima.

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Antenor

FÁBRICA DE BOMBAS

Nota-se que existe uma proeminente fábrica de bombas no Brasil e essa fábrica chama-se PT.

Vejam que, onde tem falcatruas sempre aparece um petista envolvido! José Dirceu, Andrá Vargas, Antonio Palocci, JOsé Genoiíno, Gleise Hoffmann, Paulo Renato e, agora, Delcídio Amaral.

Mas, uma coisa precisa ser trazida à público: Será que sem essa gravação todo esse esquema viria a ser descobero?

Teria, Delcídio e a sua trupe, logrado êxito no plano mafioso de suborno e de fuga para Serveró?

Por que o STF agiu tão rápido com relação a essa prisão? Será porquê os ministros foram mencionados na gravação?

Sabe-se (pela imprensa) que o mesmo STF já havia arquivado um processo contra esse mesmo senhor (Delcídio). Só porque ele tem cara de bom moço?

Na gravação perecebe-se, nitidamente, que ele disse ter "falado" com "Teori e Toffoli" e que com "Gilmar Mendes" estaria com certo probema e que o "Renan e o Temer" poderiam falar com ele (GIlmar). "Temer está muito preocupado com Zelada".

O que será, hein, Sr. Temer?

E aí, o que dizer desses ministros citados na fala de Delcídio?

Estão aliviando a situação de alguns "eleitos" deles, ou agindo com base estritamente na Lei?

Sem gravação, arquiva-se! Com gravação, prende-se!

Será que Lula explica?

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Bonobo de Oliveira, Severino

Se o jogo é SELECIONADO, selecionado está o jogo.

Oh Antenor. Se todo o aparato de investigação conduzido por agentes cooptados (para não dizer corruptos) filtra tudo e foca em apenas um objetivo de atingir apenas um determinado grupo, desde a fraudulenta denúncia do Roberto Jeferson, que levou o STF a tornar-se um CABARET e encenar um espetáculo de teatro rebolado, colocando um turbante de Carmen Miranda na Teoria do Domínio dos Fatos, de Claus Roxin, e se toda a imprensa está associada a esse grupo corrupto de servidores, fazendo tabelinha, para destacar e escandalizar todo o enredo numa única direção, vc queria que aparecesse o que? Desde os tempos do Geraldo Brindeiro, depois com o Antonio Fernando de Souza, sucedido pelo infame Roberto Gurgel, e agora com o Rodrigo Janot, todo o jogo é baseado na regra de abafar uma parte das suspeições e inflar e até inventar, como no caso da AP 470, quando as ilações se referem ao outro lado. Se todo esse bando de cafajestes está fazendo jogo partidário, o resultado só pode ser esse a que vc se refere como se fosse surpreendente, por ignorancia ou má fé!

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Nosde

(Sem título)

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Nosde

(Sem título)

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Crisitano

Nassif, vc não está em uma

Nassif, vc não está em uma boa semana...

Colocou uma notícia mentirosa dizendo que Delcídio tinha poder de influência em Gilmar Mendes.

As gravações além de desmentirem isso, colocam sob suspeita os nomes do Toffoli, Zavazscki e principalemtne o Fachin. (Nenhum comentário seu sobre isso?)

Digo isso pois você caiu de pau em cima da Veja pela questão da nota das contas do Romário na Suiça e que agora a trama toda começa a ser revelada.....O dono do Banco na Suiça é o Pactual, o irmão do Eduardo Paes é sócio do Pactual, e Romário abriu mão da candidatura a prefeito do Rio, para apoiar o espancador de mulher, candidato do Paes (Nenhum comentários sobre isso?)

http://brasil.elpais.com/brasil/2015/11/25/politica/1448476661_413727.html

 

Ai vem o post de ontem dizendo que Dilma tinha que aproveitar a calmaria e governar (já repetiu isso uma meia dúzia de vezes)

Ai nesse post, para não focar no flagrante do Delcídio, coloca uma foto do Serra, para tentar equlibrar as coisas....

Gosto do seu site, mas você tem praticado o mesmo jornalismo que por várias vezes critica (com razão em alguns pontos), de outros veículos e colegas de profissão...

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Clesio

Porque, afinal, um banqueiro

Porque, afinal, um banqueiro teria completo acesso às delações premiadas que devem ser absolutamente sigilosas? Este mesmo banqueiro, coincidentemente,  é amigo, financiador de campanha e eleitor declarado de um certo candidato protegido pele mídia e que tem conta em um certo paraiso fiscal. Estranho ....

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Fabio !

.

Também é o banqueiro que adquiriu o Banco Panamericano , numa operação para salvar o patrimônio de Silvio Santos , o qual semanas antes do anúncio da falência do banco procurou o presidente Lula pedindo ajuda .

Querer associar banqueiros - como Andre Esteves - ou empreiteiros - como Marcelo Odebrecht - com esta ou aquela posição política é tolice. Essa gente não tem lado. Vão com quem está no poder.

Esteves financia Aécio , mas também ajuda Silvio Santos a pedido de Lula , ou procura Palocci para resolver problemas com a REceita Federal .

Odebrecht anda de braços com Lula em viagens internacionais , mas muito antes disso já recebia concessões de rodovias e adquiria empresas estatais nsa privatarias tucanas.

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Muito Estranho

Este mesmo banqueiro que doou mais ainda pra campanha da Dilma que pra de Aécio, cabe se informar. Este mesmo banqueiro que também é cliente das palestras milionárias do Guru dos Negócios Luis Inácio Lula do Silva. Estranho...

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Doou mais oficialmente...

Doou mais oficialmente... Você coloca a mão no fogo para dizer que não houve caixa 2?

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Celso Pereira da Silva

Muito Estranho

Se esqueceu de dizer que "esse mesmo banqueiro" embora doando 6 milhões para a campanha da Dilma e 5 milhões para a campanha do Aécio, compensou o valor a menor apoiando-o ostensivamente e indo a jantares convocando empresarios para apoiarem o Aécio.

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Renato Ferreira Lima

A resposta é simples e triste

Porque este é o país do privilégio. E para ter privilégios, basta fazer parte do Estado - leia-se, da parte nobre dele.

Pode olhar: não há um vereador, um juiz, um deputado, um ministro ou aspone ou amante que tenha sido atingido pela crise. Aqui é o país em que um Presidente resolve eleger os tais "campeões nacionais" e os "teóricos" keynesianos e desenvolvimentistas acham normal. Os tais campeões mostraram-se um castelo de cartas: Sadia, Grupo X, Odebrecht, Pactual,... campeões de quê mesmo?

 Então, tanto faz se quem está na cadeirinha é emplumado ou sindicalizado. Uma vez na cadeira, começa essa grotesca dança de favores, disfarçada de proeocupação com os desvalidos. Nem todo socialista ou desenvolvimentista é bandido; mas não conheço um único bandido que não tenha um discurso socialista ou desenvolvimentista.

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Moacir R. de Pontes

Quem não conhece bandidos com

Quem não conhece bandidos com discursos neoliberais neste mundo, em que mundo vive?

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Severino Januário

Vamos passar por cima do

Vamos passar por cima do reboliço lavajatista e continuar a pensar no país. Certa vez escrevi aqui que achava estranho o fato dos indianos estarem sujeitos a sofrer tanto quanto nós com a agudeza da crise, mas que o Primeiro Ministro daquele país havia falado que a Índia estava tranquila, porque tinha trezentos bilhões de dólares em reservas. E nós, por que estamos intranquilos se temos trezentos e setenta bilhões de dólares em reservas? De que maneira poderíamos nos servir destas reservas para enfrentarmos a crise? Continuei por bom tempo sem respostas. Mas enfim abriu-se uma clareira diante deste mato fechado, deixando ver uma resposta que muito me impressionou. Trata-se da proposta do governado do Piauí, Wellington Dias, sobre como combater a crise e tirar objetivamente o país do não-crescimento usando as reservas, e sem gastá-las. Criando um fundo soberano com 1/3 destas reservas apenas para dar garantia para empréstimos a longo prazo lá fora, em todos os níveis de governo e também privados. Esta proposta pode ser vista na entrevista que o governador deu ao Paulo Henrique Amorim.

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Marcus Vinícius S. Coelho

Delcídio e a Lava Jato

A operação Lava Jato existe para investigar atos de corrupção na Petrobras, envolvendo seus funcionários e agentes externos. Não tem delimitação de data para suas investigações, mas, na prática, a quadrilha que a conduz fixou em 2003 o início do período a ser investigado.

O mesmo acontece em relação a Delcídio Amaral. Ele, hoje, é Senador e líder do PT no Senado, mas nem sempre foi filiado ao PT. Seu ingresso nesse partido ocorreu em 2003, quando concorreu ao Senado por MS. Anteriormente, ele era filiado ao..... PSDB, e foi como membro desse partido que ocupou o cargo de Diretor de Gás e Energia da.....Petrobras! Mas este fato não é mencionado pela mídia, ou mencionado muito discretamente, assim como por alguns comentaristas daqui do blog.

Há alguma coincidência entre ambos os fatos acima citados? Claro que sim! Delcídio é uma ponta solta do novelo que é a corrupção, não somente na Petrobras, que, se puxada, vai demonstrar que o processo começou muito antes dos governos do PT. Foi por este motivo que Moro e sua gangue nada fizeram com a gravação. Foi necessário que a mesma chegasse à PGR, não sei por que meios, mas seria bom saber, para que fosse devidamente investigada e as medidas apropriadas fossem tomadas. Na minha opinião, Moro tem que responder à Justiça por isso.

Mas felizmente, Delcídio não será arguido por Moro, caso contrário a barreira seria, mais uma vez, postada em 2003!

Mas não é só Moro que tem explicações a dar. Na minha opinião, é inadmissível que um líder do governo no Congresso seja envolvido, com provas tão firmes, num ato criminoso como o de dar fuga a um preso. Realmente, isso é coisa de quadrilha de gângsteres!

Sou eleitor do PT desde o segundo turno de 1989. Votei em Dilma, ano passado, não por achar que tinha feito um bom governo, mas por sequer cogitar der votar em Aécio, de forma alguma. E considero que, no segundo mandato, está fazendo pior ainda! Mas minha tolerância acabou!

Para mim, este governo acabou e temos que buscar uma maneira de levar a cabo uma transição constitucional e pacífica, ouvindo, novamente, a voz das urnas. Lamento ter chegado a essa conclusão e temo que a condução e resultados do processo não sejam os que o País necessita, mas não vejo outra opção.

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Severino Januário

Vamos passar por cima do

Vamos passar por cima do reboliço lavajatista e continuar a pensar no país. Certa vez escrevi aqui que achava estranho o fato dos indianos estarem sujeitos a sofrer tanto quanto nós com a agudeza da crise, mas que o Primeiro Ministro daquele país havia falado que a Índia estava tranquila, porque tinha trezentos bilhões de dólares em reservas. E nós, por que estamos intranquilos se temos trezentos e setenta bilhões de dólares em reservas? De que maneira poderíamos nos servir destas reservas para enfrentarmos a crise? Continuei por bom tempo sem respostas. Mas enfim abriu-se uma clareira diante deste mato fechado, deixando ver uma resposta que muito me impressionou. Trata-se da proposta do governado do Piauí, Wellington Dias, sobre como combater a crise e tirar objetivamente o país do não-crescimento usando as reservas, e sem gastá-las. Criando um fundo soberano com 1/3 destas reservas apenas para dar garantia para empréstimos a longo prazo lá fora, em todos os níveis de governo e também privados. Esta proposta pode ser vista na entrevista que o governador deu ao Paulo Henrique Amorim.

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Adriana Valente

Plano

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Bom Demais...

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José Ribeiro Jr

Não entendi por que os

Não entendi por que os ministros do STF citados por Delcídio Amaral não estão presos, como ocorre com Andre Esteves. Citados todos eles, especialmente Gilmar Mendes, nas promessas de Delcídio Amaral para o filho do Nestor Cerveró, os ministros do STF trataram de conceder a prisão dos envolvidos, mas "esqueceram" de decretar as suas próprias prisões. Afinal, determinaram a prisão do banqueiro Andre Esteves que, tal como eles (vamos à presunção de inocência), pode ter sido referido pelo bando apenas para "gargantear" poder. Se a presunção de inocência não vale para o dono do Banco Pactual, não há razão para valer para ministros do STF, nem para ninguém.

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Antenor

Ajudando no Raciocínio

Sr. José Ribeiro Jr. o senhor está forçando uma situação: Os nomes dos ministros do STF mais evidentes na gravação são de Teori Zavask e Dias Toffoli. Já,  o do minstro Gilmar Mendes, o senador preso afirmou que estava difícil com ele.

Disse que iria pedir para o Renan e o Temer falarem com o ministro (pois tinham mais facilidade).

Isto demonstra que o ministro Gilmar Mendes não se envolvia com isto.

Não quero aqui defender quem quer que seja, mas que seja dito o que, de fato, revela as intenções do senador.

Assim, Teori Zavask e Dias Toffoli é que devem dar explicações sobre seus envolvimentos diretos, visto que, segundo a fala do senador preso, "já falei com eles"....

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Do geral para o detalhe

(e sem pretensão de abarcar tudo)

1. Há um processo de midiatização da Justiça.

2. Há um processo de judicialização da política.

3. Estes dois processos paralisaram o Brasil em 2015, depois da surpreendente eleição de 2014.

4. A prisão do bilionário André Esteves merece enorme atenção.

5. Delcídio é figura chave do PT (ainda que tenha raízes tucanas) e deverá pagar pelos seus erros.

6. Chegando ao detalhe: de molho por causa de uma forte gripe, tive tempo de ler as 50 páginas de transcrição das conversas. Também ouvi os trechos de áudio. Em nenhum momento há menção aos R$ 50 mil mensais que seriam pagos a Cerveró. A jornalista com cara de inseto da Globonews usou pela milionésima vez a palavra mensalão. O G1 afirmou que Delcídio ofereceu o dinheiro e rota de fuga. Depois, sustentou apenas a questão da fuga. Em algumas matérias, mencionam que André Esteves daria esse suporte financeiro. É evidente que o valor é modesto para demover um ex-diretor da Petrobras quanto à delação premiada e, além disso, empreender uma arriscada fuga. Quero acreditar que esta informação sobre os R$ 50 mil esteja em trechos não divulgados pela mídia. Ou que eu tenha simplesmente "comido bola". Se alguém puder me esclarecer, ficarei muito contente.

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Alê Nogueira

Go Johnny, Go!

A expressão "50 mil" surge aos 1h29m da conversa. Mas não se refere a nenhum tipo de mesada, e sim a uma especulação de Bernardo sobre como André teria obtido documentos sigilosos do depoimento de Nestor molhando a mão do carcereiro.

No entanto, no minuto seguinte, Edson diz aguardar reunião com André para colocar algum dinheiro "para respirar", e, logo depois, que teria que ser alguma coisa a longo prazo, pelo período que durasse (a operação).

[ ]s

 

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O carcereiro

Grato por sua observação. Segundo a conversa, naquele ponto em tom de especulação, um suposto carcereiro (o "japonês bonzinho"?) teria recebido os R$ 50 mil para vazar a informação. Uma possibilidade. A citação a André envolve apenas o advogado Edson com o banqueiro. Na foto final, ficou como se Delcídio tivesse oferecido R$ 50 mil a Cerveró. Convenhamos, uma elipse de arbitragem terrível. Semelhante a um domínio do fato. Delcídio está numa posição indefensável, mas, se buscamos Justiça, não é racional que lhe imputemos acusações descabidas à luz dos fatos existentes.

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Alexandre Nogueira

nenhuma novidade

Poucas pessoas estão interessadas pela verdade, apenas a verdade, nada mais que a verdade. A grande mídia de massa distorce conforme suas conveniências. E a justiça arbitra conforme o que lhe vier ao caso. Então, nenhuma novidade.

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Severino Januário

A perseguição política ao PT,

A perseguição política ao PT, visível, escancarada, aberta, indubitável, continua a fazer com que qualquer pessoa de bom senso que preze sua dignidade intelectual, não possa de modo algum considerar a operação Lava Jato como uma coisa séria. Há fortes indícios de que o pessoal da Lava Jato começa a mentir descarada e escandalosamente sobre detalhes que são regalos preciosos para a Mídia da Direita. Se o Diabo se esconde em detalhes e não há detalhes para o Diabo se esconder, fabricam-se os detalhes. O Kiko Nogueira pegou uma deslavada falsidade em datas no relatório sobre Bumlai, o que possibilitou à mídia e suas vítimas deduzirem que o pecuarista tinha obtido um empréstimo do BNDES logo após ter dado dinheiro ao PT. Só que o empréstimo se deu cinco anos após o alegado repasse de dinheiro. Pelos errinhos que hoje surgem, podemos ter uma idéia do que já passou como sério sem ter seriedade, inclusive o caso tenebroso do grampo no sanitário.

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Rodrigo Otávio

 Oras! É só você deixar um

 Oras! É só você deixar um pouco o fanatismo de lado que verá que há provas e indícios que chegam à polícitos do PT! quanto a isso não há dúvida. Mas existem outros políticos de outros partidos envolvidos também. Mas como o PT é a cabeça da organização criminosa, bem como a situação, é obvio que será bombardeado pela mídia. Deitaram e rolaram durante todos esses longos 13 anos de roubalheira, uma hora a bomba iria explodir. Ninguém engana para sempre.

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Severino Januário

Nunca disse que não há provas

Nunca disse que não há provas nem indícios que chegam aos políticos do PT. Sei que os há e de montão. Mas que há exageros gritantes e que há parcialidade escandalosa e que há tentativas mil de esconder Serras, Aécios e outros tucanos que apareçam "sem querer" nos processos... Ah, isso há sim! Por falar nisso, onde anda o Aloysio, único tucano que deixaram para pagar todo o pato de uma falsa imparcialidade? Sumiu. Pelo menos não se portou como um Agripino, que tem ainda o desplante de todo dia aparecer na televisão falando mal da Dilma. É preciso saber o alcance e profundidade do que você chama de "roubalheira". Não é generalizada, a roubalheira, nem tamanha como você pensa. E a responsabilidade sobre ela, que deveria dos "cabeças" (que feio), pende muito mais, no caso da Petrobas, para o PMDB que agora a santa oposição anda namorando com sérias intençoes de casar. A Petrobras era da cota governista do PMDB.

Já uma roubalheira que é um iceberg tão grande que deixa o caso da Petrobras parecendo uma forminha de gelo de geladeira, o caso Zelotes, bilhões e bilhões roubados do tesouro nacional, este caso está sendo levado em banho-marii deliberadamente, porque envolve não só gente fina como também muitos tucanos. E os aecistas jurídicos ainda têm o desplante de nele tentarem garimpar uma pepitazinha qualquer, mesmo que seja ouro de tolo, mas que sirva para alimentar a desenfreada perseguição ao Lula e ao PT. E a mídia mente, ajudando a botar fogo na fogueira anti-PT, e depois se desdiz.

Francamente! O senhor pensa que está certo em me chamar de fanático, mas é o senhor que é fanático, ou simplesmente está enganado pela mídia. Existe, sim uma perseguição antolhada, focada em coisas idiotas como "destruir o PT" e "prender o Lula", ah, isso existe sim! E só fanáticos de direita ou gente sem capacidade de selecionar informação verdadeira neste cipoal de mentiras e vazamentos da mídia e de seus amigos do judiciário e da polícia, é que não consegue ver que existe.

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50 mil mes

Também notei que não havia nada escrito ou no audio sobre os 50 mil. Tem óbvio boi neste angu tão bem montado.

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alexandre A. moreira

Estão desmontando o País e não estão colocando nada no lugar


  

Ai vai ficar difícil manter a ordem político econômica.

Apure-se tudo, doa a quem doer, mas não descuidem do futuro.

Sem um plano para acomodar o Brasil e os brasileiros não teremos um país para chamar de nosso. O planejamento para sair desta balburdia por cima, passa necessariamente pela esperança, uma promessa de futuro melhor. A roda da fortuna gira incessantemente mas a decisão de subir ou descer nela é nossa.

O Dólar e sua indústria financeira não pode ser apeado sem mais nem menos, um acordo é necessário, pois as consequências do rompimento unilateral com os bancos seriam extremamente dolorosas, melhor é conquistar uma posição de força para poder exigir vantagens na mesa de negociação. 

Um país organizado, com segurança jurídica, pouca corrupção e uma população feliz e ordeira são do interesse de ambas as partes, tenho certeza que mais guerras e emigrações forçadas não estão na pauta quando o planeta sofre sérias restrições alimentares devido ao clima e a superpopulação.

Um Brasil criando riquezas fará todos mais ricos e melhores preparados para adversidades.

Dilma, acorda!

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Follow the money, follow the power.

Sobre traição, Reis, Senadores e os homens

Boécio e Ramon Llull: A Roda da Fortuna, princípio e fim dos homens

 

Ricardo da Costa
Universidade Federal do Espírito Santo
Vitória

Adriana Zierer
Universidade Federal Fluminense
Niterói


  

La Roue de la Fortune. Calque de Miniatures de l’Hortus Deliciarum  de Herrade de Landsberg.
Paris: Bibliothèque Nationale de France (Dept. Estampes Ad 144 a)

 

O simbolismo da Roda da Fortuna na arte medieval pode ser explicado através da iluminura do Hortus Deliciarum[1], com seus quatro estágios simbolizados pelos quatro personagens em torno da Roda: regnabo (“eu devo reinar”: figura em cima, do lado esquerdo da Roda, com o braço direito erguido), regno (“eu reino”: figura em cima da roda, freqüentemente coroada, para significar o reinado), reganvi (“eu reinei”: figura que está do lado direito da roda, caindo da  graça), sum sine regno (“eu não tenho reino”: figura na base da roda que perdeu completamente os favores da Fortuna. Esta pessoa é as vezes completamente jogada da roda ou esmagada por esta, sem nenhuma chance de reinar de novo)[2].

Vista pelos antigos como deusa do acaso, a Roda da Fortuna na Idade Média representava tanto a Roda da Vida, que elevava o homem até o alto antes de deixá-lo cair de novo, como aRoda do Acaso, que não parava nunca de rodar e indicava a mudança perpétua que caracteriza a natureza humana[3].

Num mundo inseguro como o da Idade Média, onde os homens viviam em constante perigo, com medo dos vivos e dos mortos, acreditava-se que o destino dos homens, mesmo o dos reis e imperadores, era determinado pela Fortuna. O termo parece ser uma evolução de duas diferentes deusas antigas, provindas da cultura greco-romana, Fors (“a que traz”, relacionada ao conceito de providência) e Fortuna (ligada à fertilidade, à agricultura e às mulheres). Esta última tinha traços similares à Tyche, deusa grega associada ao acaso e à sorte. Em algum momento, a distinção entre Fors e Fortuna diminuiu com a criação de uma única deusa, Fors(Fortuna), herdando as noções de sorte, destino e acaso de suas predecessoras. Existiam pelo menos três templos dedicados à deusa Fors em Roma e um festival lhe era dedicado em 24 de junho[4]. Ela era apresentada freqüentemente segurando uma cornucópia e um timão, sobre uma esfera ou uma roda, e simbolizava seu poder sobre a vida das pessoas que consideravam possuir fortuna se tivessem sorte ou infortúnio[5].

O melhor exemplo desta representação na Idade Média se encontra justamente no período de vida de Ramon Llull (1232-1316)[6], na coleção de canções germânicas profanas denominadaCarmina Burana[7], uma estimulante exaltação à natureza em forma de fortes tons primários, que possui uma canção a respeito da Fortuna.

A obra Carmina Burana transmitiu, por tradição, a obra do Arquipoeta (†c.1165), um latino anônimo, provavelmente da Renânia, que foi patrocinado pelo arcebispo de Colônia e chanceler de Frederico Barba-Ruiva, Reinaldo de Dassel. Sua obra mais famosa, Confessio, expressou os paradoxos e o brilho do renascimento cultural do século XII, com sua confiança na razão e na natureza. Nela sobressaem-se vigorosos impactos rítmicos. Em duas canções (CB 16, CB 17) lamenta-se a pouca estabilidade da Fortuna, que com seu sobe-e-desce traz alegrias e desgraças para os homens:

“O FORTUNA” (CB 17)

I

O Fortuna,                                Ó Fortuna

velut luna                                 tal a Lua,

statu variabilis,                          uma forma variável!

semper crescis                         Sempre enchendo

aut decrescis;                           Ou encolhendo:

vita detestabilis                         Ó que vida execrável!

nunc obdurat                            Pouco duras,

et tunc curat                             Quando curas

ludo mentis aciem,                    De nossa mente as mazelas;

egestatem,                                A pobreza,

potestatem                               A riqueza,

dissolvit ut glaciem.                   Tu derretes ou congelas.

II

Sors immanis                            Bruta sorte,

et inanis,                                   És de morte:

rota tu volubilis,                         Tua roda é volúvel,

status malus,                             Benfazeja,

vana salus                                Malfazeja,

semper dissolubilis,                    Toda sorte é dissolúvel.

obumbrata                                Disfarçada

et velata                                   De boa fada,

michi quoque niteris;                 Minha ruína sempre queres;

nunc per ludum                         Simulando

dorsum nudum                          Estar brincando,

fero tui sceleris.                        Minhas costas nuas feres.

III

Sors salutis                               Gozar saúde,

et virtutis                                  Mostrar virtude:

michi nunc contraria,                 Isto escapa a minha sina;

est affectus                              Opulento

et defectus                               Ou pulguento

semper in angaria.                    O azar me arruína.

Hac in hora                              Chegou a hora,

sine mora                                 Convém agora,

corde pulsum tangite;                O alaúde dedilhar;

quod per sortem                        A pouca sorte

sternit fortem,                           Do homem forte

mecum omnes plangite!             Devemos todos lamentar.[8]

 

Símbolo da mutação, das alternâncias da vida cotidiana, esta imagem percorreu toda a Idade Média, que a recebeu como herança de Boécio[9]. Este paper trata da imagem da Fortuna em Boécio, na obra Consolatio Philosophiae, e de como Ramon Llull utiliza esta metáfora para criticar os novos valores sociais dos burgueses citadinos do século XIII.

*

O tema da Fortuna percorre toda a Consolatio Philosophiae (524) — depois da Bíblia e daRegra de São Bento, a obra mais lida na Idade Média. As circunstâncias da redação da obra explicam o destaque dado ao tema, pois Boécio a escreveu na prisão, após ter caído em desgraça e sido preso por motivos políticos. Na época, a Itália era governada pelo rei godo Teodorico, que era ariano[10], que, num primeiro momento, desejou demonstrar tolerância religiosa com os católicos, nomeando elementos da aristocracia romana, como Boécio, para cargos no governo. Porém, mais tarde, Boécio defendeu publicamente Albino, um senador romano acusado de conspirar com Bizâncio contra o rei godo, e foi tido também por traidor. Desde 522 Mestre de Ofícios de Teodorico, Boécio foi então preso (524) e levado de Ravena para Pavia. Para Teodorico, este era um sinal que a aristocracia romana o estava traindo. Com um sádico requinte de crueldade, Teodorico determinou que os juízes do processo de Boécio fossem os mesmos senadores romanos que haviam sido fiadores em sua defesa de Albino[11].

Consolatio, genial diálogo em forma socrática, mostra-se ainda mais interessante pelas circunstâncias de sua redação, pois foi escrita entre uma sessão e outra de tortura, quando uma correia de couro era apertada em torno do crânio do filósofo, fazendo saltar os globos oculares das órbitas, fato registrado numa crônica anônima de Ravena — e confirmado pela Historia Secreta de Procópio[12]. No texto de Boécio, o próprio autor também menciona  os efeitos da tortura, como por exemplo uma perda passageira da memória[13]. Graças às visitas de seu sogro Símaco[14], conseguiu fazer chegar o original à posteridade.

Na Consolatio, Boécio conversa com a Filosofia, e lamenta a sua sorte, mostrando-lhe durante boa parte do diálogo, a malévola e enganosa Fortuna[15], que trata cruelmente os homens, sem se importar com as acusações a um inocente[16]. Por causa dela, os homens erram em seus julgamentos, pois, ao invés de analisar os méritos das ações passadas, só vêem os caprichos da Fortuna e acreditam que esse é o desejo natural dos acontecimentos:

Mas gostaria apenas de dizer que o fardo mais pesado com que a Fortuna possa afligir alguém é este: que as olhos do povo estaja sendo justamente castigado quem na verdade é inocente[17].

No entanto, a Filosofia repreende Boécio:

Pensas que a Fortuna mudou a teu respeito? Enganas-te. Ela sempre tem os mesmos procedimentos e o mesmo caráter. E, quanto a ti, ela permanece fiel em sua inconstância. Ela era a mesma quando te lisonjeava, ou quando fazia de ti seu joguete prometendo-te miragens [...] seus jogos são funestos [...] e é precisamente essa faculdade de passar de um extremo ao outro que caracteriza a Fortuna que deve fazer com que a desprezemos, sem temê-la ou desejá-la[18].

Filosofia então se coloca no papel da Fortuna para que Boécio compreenda melhor sua sorte. Neste momento, o autor se vale da metáfora da Roda para explicar o sentido do movimento da Fortuna:

E quanto a mim, é o desejo sempre insatisfeito dos homens que pretende me obrigar a fazer prova de uma constância incompatível com minha própria natureza! Minha natureza, o jogo interminável que jogo é este: virar a Roda [da Fortuna] incessantemente, ter prazer em fazer descer o que está no alto e erguer o que está embaixo: Sobe se tiveres vontade, mas com uma condição: que não consideres injusto descer, quando assim ditares as regras do jogo.Ignoravas mesmo a minha maneira de agir?[19]

Por esse motivo, a Fortuna propicia aos homens um jogo, um grande espetáculo[20]. Pois esse é o sentido da vida, um teatro, o teatro da vida[21]. Vive-se uma grande peça, onde se desenvolvem tumultuadas e violentas relações pessoais que perpassavam a prática social.

Esta visão de mundo foi igualmente recuperada na Idade Média. Por exemplo, a arte de Brueghel (1525?-1569) retratou a cultura rural medieval e, especialmente, o sentido dateatralidade da existência humana: a vida se desenvolve em diferentes cenários, onde diversos personagens atuam seus múltiplos papéis existenciais[22]. Trata-se de um testemunho que une o real, o fantástico, o cotidiano vivido e o imaginário temido. Um depoimento angustiado, mórbido, dilacerante, pessimista. Um famoso cartaz da época anunciava o teatro do mundo: “Theatrvm orbis terracvm”. Pois todos atuam num cenário egiram como os rádios de uma roda. Sempre foi assim e a roda seguirá girando eternamente[23].

Esse prisma via a vida como um ritual, cheio de significação teológica, mística e carismática. Essa espécie de encenação comandava o real através do imaginário: é o que Georges Balandier chamou de teatrocracia, o conjunto de todas as manifestações da existência social, o tribunal teatral[24]. A Roda da Fortuna apenas ressaltava este tipo específico de farsa que organizava os poderes constitutivos e as ações sociais.

Por esses motivos, a Filosofia de Boécio afirma que os homens não devem procurar nada naFortuna, pois não há nada nela que mereça ser procurado. Não há nada nela que seja intrinsecamente bom, já que ela beneficia pessoas más e não é capaz de tornar bom aquele que a ela se associa[25].

Em contrapartida, a Filosofia mostra a Boécio que a Fortuna é benéfica aos seres humanos, pois esclarece a eles quando se desmascara e mostra seus métodos de ação. Ela possui, assim, duas faces: uma, sedutora e atraentecaprichosa e flutuante, quando mente com sua aparência de felicidade; outra, comedida e sincera, pois mostra os verdadeiros amigos, distinguindo afranqueza da hipocrisia. Assim, a Fortuna comporta uma parte de bem e uma parte de mal[26]. Uma engana, a outra instrui[27]. Pois a amizade é o tesouro mais sagrado que existe, pois os amigos são dados pela virtude e não pela Fortuna[28].

Apesar do momento adverso pelo qual estava passando, o autor, ao longo da obra, mostrou possuir uma visão positiva acerca do universo: o mundo caminha para o bem e aqueles que estão desprovidos da Fortuna fugaz deste mundo (luxo, riquezas, poder) estão livres se mantiverem-se bons e virtuosos. Desta forma, toda a injustiça sofrida por Boécio é atenuada pelo sentimento de que atingirá o verdadeiro bem (Deus) na eternidade[29]. Boécio também explica porque motivo a Fortuna é inconstante. Como o desejo pela boa fortuna avilta os homens, a Providência Divina envia males, misturados com bens, para que os bons não se corrompam ou para reforçar as virtudes[30]. Aos maus é deixado o livre-arbítrio para escolherem o bem, graças ao poder que muitas vezes possuem em suas mãos (como por exemplo, o rei Teodorico), mas se persistirem no mal serão mais tarde punidos pelo Juiz Supremo, Deus, por toda a eternidade.

Veremos agora como a Fortuna se apresenta na obra do filósofo Ramon Llull e de como se aproxima do pensamento de Boécio.

*

Na sua Ars, na hora de fazer aplicações, Ramon Llull define cem formas abstratas, que ele chama generalíssimas. Na forma 61, Ramon trata da fortuna e do afortunado:

A fortuna é acidente, e por isso encontra-se fora da segunda espécie da regra C. E é um hábito, com o qual a pessoa afortunada se dispõe acidentalmente para aquela boa fortuna; como o caminhante que, indo em peregrinação, encontra ouro ao acaso. A própria fortuna é, sem dúvida, pela segunda espécie da regra D; e tem ser no sujeito no qual se encontra, pela quarta espécie da regra C. E é o que é pela terceira espécie da regra D; e encontra-se fora do princípio, do meio e do fim, da concordância e da contrariedade. Não se encontra, contudo, fora da menoridade e maioridade. E neste passo, o entendimento conhece que a fortuna tem pouco de “ser” enquanto a consideramos em si mesma, mas tem muito “ser” enquanto a consideramos em relação ao afortunado[31].

Para Ramon, a fortuna é um acidente, portanto não é substância. Em seu sistema de pensamento, Llull faz dez perguntas para saber de modo completo o que são as coisas. Ele chama estas perguntas de regras. Na segunda regra, chamada de C, pergunta sobre a essência das coisas. Por sua vez, esta questão desdobra-se em quatro espécies. Na segunda espécie, Ramon se pergunta o que a coisa tem em si mesma essencialmente e naturalmente, coisa sem a qual não poderia ser. Aí então encontra-se a fortuna. Como ela é acidental no sujeito, encontra-se então fora da segunda espécie da regra C. A fortuna para Ramon é um hábito, hábito esse com o qual a pessoa afortunada se dispõe acidentalmente para aquela boa fortuna.

O exemplo que Ramon dá é o do peregrino, que em sua caminhada encontra ouro. Então afirma que a fortuna é pela segunda espécie da regra D. Enquanto a regra C pergunta sobre a essência das coisas, a regra D pergunta pela materialidade da coisa. Desdobra-se em três espécies; a segunda espécie pergunta “de que é algo feito ou constituído?”. Por exemplo, o prego é constituído de ferro e o homem de corpo e alma.

De que então é constituída a materialidade da fortuna? Ramon passa por essa questão, relacionando o sujeito à quarta espécie da regra C — que pergunta pelo “que tem uma coisa na outra” (por exemplo, o entendimento, no objeto que contempla, se pode ter pecado).

Por esta quarta espécie da regra C vê-se que a fortuna está no sujeito que tem a sorte de tê-la. Ela está no sujeito sem que ele queira, por isso ele é pessoa afortunada. A terceira espécie daregra D pergunta “de quem é?” a coisa, como por exemplo, “o reino é do rei?”, ou “o acidente é da substância?”. No caso da fortuna, esta não existiria sem a pessoa afortunada, pois, para Ramon, ela não existe em si mesma.

Neste aspecto, Ramon não se vale da fortuna em si; pelo contrário, transfere o centro da atenção para a pessoa afortunada: é nela que o filósofo encontra o principio, meio, fim, a concordância e a contrariedade. Na fortuna, Ramon vê os princípios relativos da maioridade e menoridade. Existiriam então fortunas maiores e menores[32].

Esta explicação de Llull nos parece ligada à noção corrente acerca da Fortuna que provinha da Antigüidade e que Boécio mostra na Consolatio como algo inconstante, fugaz e incontrolável aos humanos.

Num outro exemplo, o filósofo catalão compara a Roda da Fortuna aos grupos sociais da época, especialmente aos usurários, a quem critica. Tal como Boécio, mostra que as glórias deste mundo são fugazes e que o burguês que peca pela avareza e pela cobiça do lucro será mais tarde punido por Deus. Na Doctrina Pueril (1274-1276)[33] — uma das primeiras obras pedagógicas na Idade Média em língua vulgar e um dos primeiros livros escritos para as crianças[34] — Ramon usa a metáfora da Roda da Fortuna para mostrar que os homens se movem em seus diversos ofícios:

Assim como a roda que se move dando voltas, filho, os homens que estão em seus mesteres acima ditos se movem [lavradores, ferreiros, mercadores, sapateiros, etc.]. Logo, aqueles que estão no mais baixo ofício em honramento, desejam subir a cada dia, tanto que estejam no lugar da roda soberana, na qual estão os burgueses. E porque a roda se vai a girar e a inclinar até abaixo, convém que ofício de burguês caia abaixo[35].

Os homens que estão abaixo na Roda aspiram subir até o topo e por isso a Roda se move[36]. Além de mostrar a intensa mobilidade social da sociedade medieval de meados do século XIII, esta é, sem dúvida, uma crítica do autor aos novos valores sociais dos burgueses. Na Idade Média, burguês era o habitante da cidade não-clérigo, não-nobre e não-estrangeiro, que exercia determinadas atividades que lhe garantiam uma relativa independência, estando ligado a duas categorias de citadinos, os maiores e mediocres, de acordo com os textos da época[37].

É importante lembrar que a atividade mercantil era em princípio condenada pela Igreja, que era contrária a toda atividade relacionada ao empréstimo de dinheiro a juros (usura). Exemplos da Bíblia convergiam para esta condenação, como no Levítico: “se o teu irmão achar-se em dificuldade [...] não lhe emprestarás dinheiro a juros, nem lhe darás alimento para receber usura [...]”[38], e o Decreto de Graciano, obra eclesiástica do século XII, afirmava que “O mercador nunca pode agradar a Deus — ou dificilmente”.[39]

Para Ramon os burgueses são avaros. Citadinos, eles valorizam a riqueza e a ambição pessoal em detrimento do senso de justiça e da comunidade medieval. Jeffrey Richards já avaliou a crescente mobilidade social que ocorria no ocidente medieval a partir do século XII:

A avareza, subproduto do retorno a uma economia de dinheiro, se manifestou através de um grande aumento do roubo e da simonia, de uma hostilidade crescente contra os judeus e de uma preocupação tanto dos pregadores quanto dos satiristas com o amor excessivo pelo dinheiro. A ambição foi estimulada pela mobilidade social crescente, mais notadamente pela ascensão de profissionais alfabetizados e especializados em cálculo (advogados, administradores, escreventes). No século XII, ela tornou-se, pela primeira vez, um tema nos sermões dos pregadores[40].

Por esse motivo, o direito só deve existir para Llull porque falta ao homem o amor a Deus, já que todo aquele que ama a Deus ama a justiça[41]. Assim, a justiça luliana visava a proporção, a cada um o que é seu de direito, e através dela o príncipe cumpriria uma das finalidades de seu ofício. Na mundo terrestre, o príncipe seria o responsável pela harmonia da sociedade, devendo cada  indivíduo voltar-se para as virtudes para aproximar a alma do bom caminho a ser trilhado na outra vida.

*

Como vimos, para Ramon Llull e Boécio, o que importa é o mérito pessoal do cristão no caminho para a sua salvação e não o apego aos bens materiais, passageiros, inconstantes e pouco duráveis. Daí a importância do exemplo da Roda da Fortuna, que mostra aos homens a fugacidade do tempo terrestre em oposição ao tempo divino. A figura do burguês na Doutrina Pueril está em consonância com o tirano de Boécio: ambos preocupam-se com as falsas glórias da Fortuna (luxo, bens, poder) ao invés de preocuparem-se com as verdadeiras virtudes, os valores espirituais, como, por exemplo a bondade, que aproximam os humanos de Deus, o verdadeiro bem. Embora não saibamos com clareza se Ramon leu a obra de Boécio, a tradição desta perpassou todo o período medieval, e parece-nos que para ambos os autores, todas as falsas glórias do mundo terrestre serão um dia julgadas pelo Juiz Supremo, e os que estavam no alto da Roda, poderão cair ao inferno, ao passo que as almas dos bons viverão na eterna bem-aventurança, ao lado de Deus.

 

[1] Obra redigida pela abadessa do mosteiro de Odile (ou Hohenbourg), Herrade de Landsberg (1130-1195), voltada à instrução das monjas de seu mosteiro. Contém várias iluminuras, dentre as quais esta representação da Roda da Fortuna. Herrad of Hohenbourg. Hortus Deliciarum (ed. Rosalie Green), Studies of the Warburg Institute, vol. XXXVI, London and Leiden, The Warburg Institute, University of London; Brill, 1979.

[2] Richard Leighton Greene, “Fortune”, In: Joseph R. Strayer (org.), Dictionary of the Middle Ages, New York, Scribner’s, 1983, vol. III, p. 145-147.

[3] Hans Biedermann, Encyclopédie des Symboles (ed. française de Michel Cazenave), Paris, Le Livre de Poche, 1996, p. 591.

[4] “Fortuna”, Inhttp://www.millcomm.com/~markland/engl568/fortunebio.html

[5] Hans Biedermann, Encyclopédie des Symbolesop. cit., p. 275-276.

[6] Filósofo catalão nascido em Maiorca, a partir dos trinta anos teve três visões com Jesus crucificado e passou ao serviço de Deus, dedicando-se à conversão dos infiéis ao cristianismo. Com este intento, aprendeu árabe e escreveu um grande número de obras defendendo a sua doutrina, sendo que duzentos e oitenta delas nos chegaram em latim e em catalão. Ricardo da Costa, A Árvore Imperial — Um Espelho de Príncipes na Obra de Ramon Llull (1232?-1316). Niterói, Universidade Federal Fluminense, Tese de Doutorado, 2000.

[7] Coletânea de obras anônimas datada de 1300 e provenientes da abadia bávara de Benediktbeuern.

[8] Carmina Burana [Canções de Beuern], Maurice van Woensel (trad., introd. e notas), São Paulo, Ars Poetica, 1994, p. 32-35.

[9] Jacques Le Goff, A civilização do Ocidente Medieval, Lisboa, Editorial Estampa, vol. I, p. 206.

[10] O arianismo foi uma corrente cristã considerada herética, que se dividida em três seitas acerca do pensamento sobre a natureza de Cristo: os eunomeanos (que negavam que o Filho tivesse qualquer coisa em comum com o Pai, os homeanos (atribuindo-lhes uma simples semelhança) e os homoeouseanos (subordinando o Filho ao Pai). Ver Alain de Libera, A Filosofia Medieval, São Paulo, Edições Loyola, 1998, p. 248-249.

[11] Marc Fumaroli, “Prefácio”, In: Boécio, A Consolação da Filosofia, São Paulo, Martins Fontes, 1998, p. XVIII.

[12] Marc Fumaroli, “Prefácio”, op. cit., p. XIX.

[13] Boécio, A Consolação da Filosofiaop. cit., Livro III, 23, p. 87.

[14] Mais tarde, por demonstrar publicamente sua revolta com o assassinato do genro Boécio, Símaco também foi morto por ordem de Teodorico.

[15] Boécio, A Consolação da Filosofiaop. cit., Livro I, 1, p. 3-4.

[16] Boécio, A Consolação da Filosofiaop. cit., Livro I, 8, p. 12.

[17] Boécio, A Consolação da Filosofiaop. cit., Livro I, 1, p. 15.

[18] Boécio, A Consolação da Filosofiaop. cit., Livro II, 1, p. 26.

[19] Boécio, A Consolação da Filosofiaop. cit., Livro II, 3, p. 29 (os grifos são nossos).

[20] Boécio, A Consolação da Filosofiaop. cit., Livro II, 2, p. 27.

[21] Boécio, A Consolação da Filosofiaop. cit., Livro II, 5, p. 32.

[22] Ricardo da Costa, A Guerra na Idade Média, Rio de Janeiro, Edições Paratodos, 1998.

[23] “Brueghel via o mundo assim, como um teatro. Todos interpretam um papel: o soldado, o agricultor, o comerciante e rico, exausto de tanto comer no paraíso dos glutões.” — Pierre Jansen, História Geral da Arte — Grandes Gênios da Pintura, Madrid, Ediciones del Prado, 1995.

[24] Georges Balandier, O Poder em Cena, Brasília, Editora UnB, 1982, p. 5.

[25] Boécio, A Consolação da Filosofiaop. cit., Livro II, 11, p. 45.

[26] Boécio, A Consolação da Filosofiaop. cit., Livro IV, 9, p. 114.

[27] Boécio, A Consolação da Filosofiaop. cit., Livro II, 15, p. 50.

[28] Boécio, A Consolação da Filosofiaop. cit., Livro III, 3, p. 56.

[29] Boécio, A Consolação da Filosofiaop. cit., Livro IV, 5, p. 104.

[30] Boécio, A Consolação da Filosofiaop. cit., Livro IV, 11, p. 122.

[31] “De fortuna et fortunato. Fortuna est accidens extra secundam speciem regulae C tantum. Et est habitus, cum quo fortunatus se disponit ad illam bonam fortunam per accidens; sicut viator, iens in peregrinationem, qui a casu invenit aurum. Ipsa quidem fortuna est per secundam speciem regualae D; et habet esse in subjecto, in quo est, per quartam speciem regulae C. Et est hoc, quod est, per tertiam speciem regulae D; et est extra principium, medium et finem, concordantiam et contrarietatem. Extra autem minoritatem et maioritatem non est. Et in isto passu cognoscit intellectus, quod fortuna habet parum de esse quo ad se ipsam, sed quo a fortunatum magnum esse habet.” — Ramon Llull, Ars generalis ultima, ROL 128, Parte 10, cap. 61, p. 349-350.

[32] Devemos toda esta explanação filosófica sobre a fortuna na Arte luliana ao querido mestre Esteve Jaulent, do Instituto Brasileiro de Filosofia e Ciência Raimundo Lúlio(http://www.tande.com/InstBrasFiloRLulio).

[33] Publicado em ORL, vol. I, 1906, p. 3-199 e Ramon Llull, Doctrina Pueril (a cura de Gret Schib), Barcelona, Editorial Barcino, 1972.

[34] “[...] la Doctrina Pueril, que és fruit de l’experiència personal del nostre escriptor com a educador del seu fill i, potser, com a preceptor del fill de Jaume I, el futur rei Jaume II de Mallorca, si hem de donar crèdit a una vella tradició, que atribueix a Llull aquest ofici.” — Gret Schib, “Introducció”, In: Ramon Llull, Doctrina Puerilop. cit., p. 8.

[35] “Enaxí com a roda qui.s mou engir, se mouen, fill, los hòmens qui són en los mesters demunt dits. On, aquels qui són en lo pus bax offici en honrament, desigen a puyar cade dia, tant que sien en lo cap de la roda subirana, en la qual estan los burguesos. E cor la roda se à a girar e a enclinar a aval, cové que offici de burguès ya caya a aval.” — Ramon Llull, Doctrina Pueril (a cura de Gret Schib), op. cit., p. 187-188 (os grifos são meus).

[36] O tema da Roda da Fortuna é recorrente nos Espelhos de Príncipes, até se chegar a Maquiavel. Para essas questões, ver Quentin Skinner, As fundações do pensamento político moderno, São Paulo, Companhia das Letras, 1996, p. 140-141, onde discute as qualidades necessárias ao governante para reduzir e controlar o poder da Fortuna.

[37] Jacques Le Goff, O Apogeu da Cidade Medieval, São Paulo, Martins Fontes, 1992, p. 164.

[38] A Bíblia de Jerusalém, São Paulo, Paulus, 1995, p. 207 (Lv. 25, 35-37).

[39] “Homo mercator nunquam aut vix potest Deo placere”, citado por Jacques Le Goff,Mercadores e Banqueiros na Idade Média, São Paulo, Martins Fontes, 1991, p. 71.

[40] Jeffrey Richards, Sexo, desvio e danação. As minorias na Idade Média, Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 1992, p. 19.

[41] “[...] porque todo homem que seja Vosso amante convém de necessidade que ame o direito. Logo, como o direito é formado em Seu relembrar e em Seu entendimento e em Sua vontade, então a alma lembrará e entenderá e desjará amar direitamente.” (“[...] car tot home qui vos sia amant cové de necessitat que am dretura. On, com la dretura se será formada en son remembrament e en son enteniment e en son voler, adoncs la ánima membrarà e entendrà e volrà l’amat dreturament.”) — Ramon Llull, “Libre de Contemplació en Deu”, InORL, vol. VII, tomo VI, 1913, p. 392.

 

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Follow the money, follow the power.

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Fabio !

~!~

FHC disse que se o HD de DANTAS fosse aberto , a República não ficaria de pé .

Com o advento do governo petista , os donos do poder não mais se importam se a República continue em pé. Pelo contrário , se cair é melhor . E para isso vale tudo , coisa que eu mesmo não acreditava : um banqueiro e um empreiteiro foram presos .

Vendo que pela via do voto não chegam mais ao poder , então que se toque fogo em tudo - com a ajuda da mídia e do judiciário .

Infelizmente , apesar de os protestos e mobilizações causarem a impressão de que a sociedade civil está organizada , não há movimento com consciência política para aproveitar o atual momento . As passeatas na Avenida Paulista e os acampamentos em frente ao Palácio do  Planalto pedindo a saída de Dilma e tendo Olavo de Carvalho como guru , são um pasquim de idiotas inflamados pela Globo .

 Movimentos populares organizados deveriam se aproveitar da situação criada pelos próprios donos do poder para tentar derrubar o governo , e exigir que o esforço investigatório passasse o país a limpo , sem conotação política alguma. Que a corrupção se tornasse crime hediondo e imprescritível . Que  a devassa retrocedesse no tempo até onde fosse possível .

Se Sarney não respondeu à época pelas licitações viciadas da ferrovia norte-sul , em um governo loteado e dominado pela família Marinho ,que o faça agora . Se Collor foi condenado apenas por um Fiat ELBA , por um Congresso venal e um judiciário enfraquecido, que o seja agora por todos os seus atos. E se à épca FHC tinha a sua disposição o engavetador geral da república , então que agora responda pelas privatizações , proer , e outros tantos abusos de sua gestão . Se os figurões do PT foram tocados , todos os demais têm que ser também , pois sentaram-se na mesma mesa , beberam do mesmo copo . s

Esse sentimento e esse sentido é que deveriam se apossar das ruas , das consciências , das manifestações : o extrapolamento total das investigações , não respeitando figuras intocáveis há décadas e saindo fora de todo sentido e sentimento político. Colorações partidárias deveriam ser derrubadas .  

Evidentemente que tudo isso mediado por um judiciário sóbrio e equilibrado , gente que não tem compromisso com nenhuma facção política ,afastando Torquemadas e Robespierres - como Moros e Barbosas .

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Alê Nogueira

Lindo sonho

Seria bom se pudesse ser assim. Mas o pivô mencionado no último parágrafo é fictício demais.

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Prisões diferenciadas e uma observação sobre Gregório Preciado

Prisões diferenciadas e uma observação sobre Gregório Preciado

1) Deve ser observado que a prisão do Senador Delcídio foi preventiva (sem prazo) e a do banqueiro André Esteves foi temporária (prazo de 5 dias). Ora, as duas prisões foram absolutamente pelos mesmos motivos - formação de quadrilha e obstrução da justiça. Por que então a diferença de tratamento?

2) A citação a Gregório Marin Preciado, o ‘primo’ do Serra, na gravação de Delcídio, está sendo discutida no contexto de que Fernando Baiano o estaria protegendo, ao não citá-lo. No entanto, deve ser observado que a fala do Delcidio a respeito, relata que os “OS CARAS JÁ RASTREARAM quem tava nessa reunião (na Espanha) e existia um espanhol nessa reunião que ELES NÃO SOUBERAM IDENTIFICAR quem era. Bingo!”.

Quem eram ‘OS CARAS que rastrearam a reunião’? Procuradores do MPF? Policiais da PF? Investigadores estrangeiros?

E será que realmente ‘ELES NÃO SOUBERAM IDENTIFICAR’ ou ‘NÃO VEIO AO CASO IDENTIFICAR O TAL ESPANHOL NA REUNIÃO’.

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Francisco de Assis

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Amauri Nogueira

prisão

gostaria de saber se é possível que os ministros citados possam eles mesmos decretar a prisão?

se foram citados por ética não deveriam passar a bola para outra turma?

uma ministra pelo que vi na tv usou argumentos politicos e ideológicos talvez em algum

momento se lembrou que era juiza mas, não foi mostrado na tv.

quando citam alguém (na delação), imediatamente passam a ser suspeitos, não deveria ser da mesma forma

com os ministros? os nomes foram citadas; ai virou bravata!  mas, com qualquer outra pessoa não é?

enfim me ajudem a compreender o que esta acontecendo no supremo;

 

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Sidnei BritoS

Orwell

Não tem o que compreender.

Leu a "Revolução dos Bichos", de Orwell?

"Alguns são mais iguais do que os outros"!

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marcio gaúcho

COMO SERIA O DISFARCE DE CERVERÓ?

Por ser uma figura única, com particularidades fisionômicas ímpares, soltamos a imaginação para adivinhar como seria o disfarce do Cerveró, caso conseguisse fugir:

- PERUCA LOIRA?

- BARBA E BIGODE?

- SOMENTE BIGODE?

- OGRO OU TRÊS OLHOS?

- OLHO DIREITO SERIA REBAIXADO?

- OLHO ESQUERDO SERIA ERGUIDO?

-  SEM OS OLHOS?

 

Aceitamos mais sugestões para essa lista...

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JoaoMineirim

(Sem título)

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Maria Silva

Mais uma vez, sobrou pra o PT.

Como tem tucano de alta plumagem envolvido neste imbroglio, os moralistas de plantão vão ficar na moita. Depois que a poeira beixar, tudo volta aos trilhos. A não ser que o senador  Delcidio resolva abrir o bico, e  dizer tudo que sabe sobre os desmandos da suprema corte e as patifarias do periodo que o Mouro não quer investigar. Mas por o senador faria isso? Seria o estouro da boiada. Mais uma vez, sobrou pra o PT, unico a ser crucificado no altar da midia corrupta.

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trower

Tucano de alta

Tucano de alta plumagem.!!!!???? Para. Segura a onda . Essa tática de empurrar para os outros não cola mais. Respondam por seus atos.Como dizia minha vó: sejam homens.

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É dificil governo com um

É dificil governo com um partido cheio de aloprados.

Tem que expulsar logo esse tonto para ver se não suja mais do que já está.

Fico imaginando como um político carimbado e experiente consegue ser tão inocente e burro ao mesmo tempo. 

O partido do governo já está sujo mais que pau de galinheiro e ainda vem um aloprado botar gasolina na fogueira. Ninguem merece.

Coitada da Dilma...

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Nahum

Trata-se de um falso "petista"...

Trata-se de um falso "petista", que desceu de carona no partido. Ele ele ocupou o cargo de diretor de Energia e Gás da Petrobras, colocado por FHC. Um tucano enfiado no PT; ele nunca negou suas raízes.

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Nahum

Trata-se de um falso "petista"...

Trata-se de um falso "petista", que desceu de carona no partido. Ele ele ocupou o cargo de diretor de Energia e Gás da Petrobras, colocado por FHC. Um tucano enfiado no PT; ele nunca negou suas raízes.

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Renato Ferreira Lima

Estranha relação

Preciado seria um operador de Serra? Serra do PSDB? Não seria de interesse de Delcidio, lider do PT no Senado, deixar que Serra se esbulhasse? Mas, espera aí - estamos falando do plano de fuga de Cerveró. Pensados pelo advogado de Cerveró, com intermediação do líder do PT no Senado. O mais provável é: o que Cerveró tem a dizer afeta muito mais o PT do que o PSDB. O artigo soa inverossímil.

Agora a questão é: por que Cerveró e família não toparam? E por que agora ele irá fechar acordo de delação premiada? Será que Cerveró teria medo de ser "celso danielizado" durante a fuga? Será que imaginou a manchete: "Cerveró fatalmente baleado em tentativa de fuga" e resolveu descer definitivamente do barco que afunda? Veremos... o barco está afundando e os ratos começarão a comer-se uns aos outros...

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