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Lava Jato

O fracasso das manifestações pró-Lava Jato

 
Jornal GGN - O resultado das convocatórias a favor da Operação Lava Jato foram manifestações esvaziadas pelas capitais do Brasil, neste domingo (26). Movimentos como o Vem Pra Rua e Brasil Livre, os mesmos responsáveis pelos atos de impeachment contra Dilma Rousseff, tentaram reunir multidões em 130 cidades, mas o cenário foi na contramão de suas expectativas: a mínima adesão.
 
Os cálculos na capital paulista ficaram por conta apenas dos organizadores, que estimaram positivamente 15 mil pessoas. As fotografias, entretanto, não parecem comprovar os números. A Polícia Militar sequer quis fazer a contagem de público.
 
Jornais trataram de fazer algumas contas. Belém e Manaus, por exemplo, não conseguiram juntar nem cem pessoas, segundo reportagem da Folha de S. Paulo. Em Brasília, onde a PM esperava um mínimo de 100 mil pessoas, foram 630 manifestantes a favor da Lava Jato reunidos na Esplanada dos Ministérios pelo Movimento Vem Pra Rua. 
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A carne pode ser fraca. A alma do Direito fundamental, não, por Armando Coelho Neto

A carne pode ser fraca. A alma do Direito fundamental, não

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Escrevo ainda sob impacto das prisões da operação “Abafa o Abafa”, mais conhecida como Carne é Fraca, que se não veio para quebrar mais um produto nacional, veio mesmo para esconder a operação “Abafa”, em curso na Polícia Federal. Para que ninguém pense que isso é um jogo de palavras, relembro que a Farsa Jato vai sobreviver com objetivo originário - aquele desejado pelo juiz Gilmar Mendes, que com todas as letras já disse desejar a cassação de registro do Partido dos Trabalhadores. Some-se a isso o dito e redito que a ópera bufa sediada em Curitiba é a casa das máquinas do golpe. Se não dá para fechar aquele partido, que se desgaste, desmoralize e ou que se prenda o gênio da raça, internacionalmente conhecido como Lula.

Costumo dizer que bem ou mal, de forma capenga vivíamos um ensaio de democracia, até que uma figura nefasta denominada Aécio Neves entrou em cena e atraiu para si todos os ódios. Subitamente, ficou claro quem defende a sociedade armada, quem critica privilégios mais por inveja do que razões éticas, quem confunde prerrogativa com privilégio, quem deseja o retorno da classe operária à escravidão “in natura”. Mais ainda, foram desmascarados todos aqueles que, a pretexto de defender estado mínimo, querem na verdade estado ausente, estado nenhum (com um Proer de plantão para socorrer a incompetência da livre iniciativa tupiniquim). Ficou claro quem cria direito e quem deseja sua extinção, quem quer um projeto nacional e quem são os entreguistas.

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Ciro critica abuso de autoridade na Lava Jato

"Esse Moro resolveu prender um blogueiro. Ele que mande me prender. Eu recebo a turma dele na bala, se eu não tiver cometido nada errado", ameaça o ex-governador

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Jornal GGN - Nesta terceira parte da entrevista que Ciro Gomes (PDT-CE) concedeu para ao GGN, no programa Na sala de visitas com Luis Nassif, o ex-governador do Ceará criticou o abuso de autoridade exercido pela Justiça e Ministério Público de Curitiba, fazendo um alerta ao juiz Sérgio Moro caso aplique a condução coercitiva contra o ex-ministro. 
 
"Esse Moro resolveu prender um blogueiro [Eduardo Guimarães, em condução coercitiva, dia 21 de março]. Ele que mande me prender. Eu recebo a turma dele na bala, se eu não tiver cometido nada errado", disse. 
 
Neste trecho da entrevista, Ciro avalia também que Dilma não lutou o suficiente para evitar o golpe jurídico que a afastou do Planalto em 2016, fazendo uma comparação com a postura de João Goulart no golpe de 1964. Ele aponta também os erros do PSDB e que poderão levar a um descrédito ainda maior do partido que defendeu o impeachment contra Dilma, mas que acabou alimentando ainda mais a crise institucional do país. 
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Lava Carne & Jato Fraco, por Marcelo Auler

Por Marcelo Auler

Não faltou aviso. Em 2015, quando da indicação de um novo presidente para o IPL 0136/2015-4 – SR/PF/PR – que gerou a Operação Carne Fraca -, o diretor -geral do Departamento de Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra, foi alertado para não permitir que o delegado Mauricio Moscardi Grillo assumisse o caso. Isto, segundo fontes de Curitiba informaram ao Blog, lhe foi encaminhado por escrito, por meio de ofício. Mas ele fez ouvidos moucos e não se intrometeu. Dois outros delegados passaram pelo caso até que o IPL caísse nas mãos de Moscardi, responsável por deflagrar a Operação, hoje considerada desastrosa.

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Nem imprensa, nem Polícia Federal podem tratar investigado como culpado

 
Jornal GGN - Não é raro, aliás, na verdade já se tornou habitual a imprensa noticiar com estardalhaço uma nova operação da Polícia Federal e as informações reveladas levarem a opinião pública a emitir juízo de valor antecipado sobre os investigados. Isso não deveria ocorrer porque, em tese, a operação da PF é só uma fase da investigação, que ainda será levada ao Ministério Público e, depois, passará pelo crivo de um juiz. Só, então, o investigado transforma-se em réu, acusado de um crime oficialmente. Antes disso, portanto, não cabe à imprensa, muito menos à PF, tratar investigados como culpados. É o que aponta, em artigo no Estadão, o procurador Helio Telho Corrêa Filho, sobre como funciona as operações da PF.
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Lula defende aprovação da lei contra abuso de autoridades, após criticar Moro e Dallagnol

Jornal GGN - Em seminário promovido pelo PT para discutir os desdobramentos da Lava Jato, o ex-presidente Lula defendeu a aprovação de uma lei contra abuso de autoridades e criticou o modus operandi da força-tarefa, que costuma inventar um crime para incutir nas pessoas e usar a imprensa para facilitar o julgamento.

"Acho que o PT tem obrigação de, no Congresso, aprovar a lei de abuso de atuoridade, porque ninguém está acima dessa discussão", defendeu o ex-presidente.

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Singer: Lava Jato vaza delações para inflar protestos convocados pela direita

 
 
Jornal GGN - O uso de delação já conhecida de Marcelo odebrecht como se fosse um vazamento fresquinho, às vésperas da manifestação pró-Lava Jato marcada por movimentos de direita para o domingo (26), reafirma a tese de que a imprensa ajuda a força-tarefa a criar motivos para levar pessoas às ruas. Mesmo se for preciso desrespeitar o lema de que "notícia velha não vende", aponta o cientista político André Singer.
 
Em artigo na Folha deste sábado (25), Singer lembra que em março de 2016, às vésperas do impeachment de Dilma, a Lava Jato também provocou uma série de vazamentos à imprensa com o intuito de criar o clima ideal para os protestos de rua.
 
O GGN, à época, fez um levantamento exclusivo em cima da cobertura midiática de toda a Lava Jato até aquele momento e mostrou que a operação nunca vendeu tantas capas de jornais como nas semanas que antecederam o impeachment. Leia mais aqui.
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Curtir páginas "de esquerda" foi motivo para grampo da PF, autorizado por Sergio Moro

Imagem retirada do relatório da PF publicada pela Folha de S. Paulo

Jornal GGN - A Polícia Federal usou um método considerado "perseguição ideológica" pela defesa de Eduardo Guimarães, para chegar à fonte do vazamento que possibilitou ao blogueiro publicar o furo de reportagem em que ele antecipa quebras de sigilo e busca e apreensão contra Lula e pessoas ligadas ao ex-presidente.

Depois de listar quais funcionários públicos tiveram acesso a despachos da Lava Jato ligados a Lula, a PF fuçou nas redes sociais dos suspeitos para determinar quem seria o potencial vazador e pedir a quebra de seu sigilo telefônico ao juiz Sergio Moro.

Dessa maneira, ao identificar que uma servidora da Receita Federal curtia a página oficial do jornalista Fernando Morais no Facebook, a PF conseguiu grampear a mulher alegando "alinhamento" com fontes de esquerda que defendem Lula, com autorização de Moro.

O mesmo método foi usado para quebrar o sigilo telefônico do jornalista que teria repassado o vazamento a Eduardo Guimarães. Este, por sua vez, também teve seu extrato telefônico liberado à PF, com a justificativa de que, para a Lava Jato, ele não é jornalista.

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Ação contra Guimarães é tentativa mentirosa de incriminar Lula, diz assessoria

Jornal GGN - A assessoria de Lula se posicionou sobre o caso Eduardo Guimarães, alegando que a ação da Lava Jato é uma tentativa mentirosa de incriminar o ex-presidente pela suposta prática de obstrução de Justiça.

No último dia 21, por determinação de Sergio Moro, a Polícia Federal levou o editor do Blog da Cidadania para depor coercitivamente num inquérito que investiga a hipótese de que um vazamento sobre a operação Aletheia tenha ajudado na obstrução de provas contra Lula.

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Guimarães desmente Sergio Moro e relata ameaça de prisão na sede da PF

 
Jornal GGN - O relato de Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, sobre como transcorreu seu depoimento na Superintendência da Polícia Federal de São Paulo, no último dia 21, desmente parte do despacho do juiz federal Sergio Moro e revela que o blogueiro foi ameaçado com a hipótese de ser preso, caso não apresentasse provas de sua inocência ao delegado que o interrogou.
 
Dois dias após Guimarães ser levado coercitivamente para depor - episódio que gerou protestos de jornalistas renomados e instituições que defendem a classe - Moro decidiu recuar e admitir que o direito ao sigilo da fonte de informação do blogueiro não poderia ser violado. 
 
Porém, de maneira irônica, Moro afirmou que Guimarães não se comportou como "um verdadeiro jornalista" diante da PF, pois teria revelado, de pronto, sem nenhum tipo de "coação", a identidade de quem o informou detalhes da operação Aletheia.
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Soterrar é muito mais eficiente do que censurar, por José Roberto de Toledo

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Jornal GGN - É ato político escolher qual ilícito será investigado e qual receberá a atenção do público. E neste cenário, "nada é mais valioso do que determinar a agenda e eleger quem será lavado em público a cada ciclo noticioso". A opinião é de José Roberto de Toledo, em coluna no Estadão.
 
"Nos dias em que deveria desvendar os miúdos e graúdos do poder brasiliense, a Lava Jato foi muito mais notícia pelas críticas que recebeu do que pelos fatos que revelou. Não sem motivo. Os investigadores se esmeraram em atravessar a rua para escorregar em cascas de banana", completou o jornalista.
 
Ainda, destacou o fato do ápice da Operação Carne Fraca, mesclada a mais revelações de delatores da Odebrecht na Lava Jato, como um melhor esconderijo: mais fácil ocultar na multidão do que em um porão, escreveu.
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Supremo ameaça limitar prisões preventivas da Lava Jato

 
Jornal GGN - O Supremo Tribunal Federal ameaça acabar com as prisões preventivas desenfreadas que a Lava Jato utiliza com autorização do juiz federal Sergio Moro. Segundo informações da jornalista Mônica Bergamo, o ministro Gilmar Mendes já liberou seu voto sobre uma ação movida pela OAB dizendo que a medida viola direitos dos investigados. Isso deixa o processo "pronto para entrar em pauta" no STF, disse.
 
Na ação, a OAB afirma que, "quando realizada na fase investigatória, a medida viola os princípios da imparcialidade e o direito que o investigado tem ao silêncio e também a não produzir provas contra si mesmo. O fato de a maior parte delas ter sido realizada sem que os conduzidos tivessem sido intimados anteriormente só agravaria a ilegalidade", anotou Bergamo, nesta sexta (24).
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O argumento de Dallagnol para delação não ser anulada após vazamentos

Jornal GGN - O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, lançou em sua página pessoal no Facebook dois argumentos contra a ideia, defendida por Gilmar Mendes, de anular trechos de processos comprometidos por vazamentos de delações premiadas.

Segundo a justificativa de Dallagnol, em síntese, a proposta é descabida porque favorecerá os investigados. Basta que um advogado ou delator vaze a informação para a imprensa, mas ver o processo ser esvaziado. Ele disse que por mais que a ideia seja de boa fé, já que os vazamentos são uma violação à presunção da inocência dos implicados, anular seria garantir a impunidade dos poderosos.

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Lava Jato do Rio denuncia executivos por corrupção em obras de Angra 3

 
Jornal GGN - O Ministério Público Federal (MPF) denunciou cinco ex-executivos da Eletronuclear e mais dois sócios da VW Refrigeração, nesta quinta-feira (23), por suposta lavagem de dinheiro de R$ 2,38 milhões, relacionados à construção da usina de Angra 3. 
 
Acusados de ocultarem a origem dos recursos destinados às obras da usina nuclear, os investigadores da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro afirmaram que foram feitos, pelo menos, 27 saques não identificados e depósitos entre os anos de 2010 e 2016 na conta dos executivos, que já se encontram presos preventivamente, em Bangu 8.
 
A nova denúncia é um desdobramento de anterior relacionada à corrupção e lavagem de dinheiro. Isso porque a apuração inicial dava conta de favorecimento ao superintendente da Eletronuclear, José Eduardo Costa Mattos. A nova investigação, de uma fraude que somaria mais de R$ 2,3 milhões, segundo os cálculos da força-tarefa do Rio, contemplaria também outros ex-diretores.
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Crime de Eduardo Guimarães foi informar Lula sobre ação da PF, aponta Moro

Sergio Moro decidiu que questão sobre sigilo da fonte do jornalista é secundária. O que importa é saber se Blog da Cidadania ajudou a equipe de Lula a destruir provas, aponta
 
 
Jornal GGN - O juiz Sergio Moro revelou, nesta quinta-feira (23), que a polêmica ação da Lava Jato contra o blogueiro Eduardo Guimarães tem no debate sobre o sigilo da fonte jornalística uma questão completamente secundária. 
 
A Polícia Federal não bateu na porta da casa do editor do Blog da Cidadania, às seis da manhã do dia 21, para saber quem vazou a ele a informação de que o Instituto Lula seria alvo de busca e apreensão e o próprio ex-presidente, de condução coercitiva e quebra de sigilo fiscal.
 
O que a força-tarefa tenta, dessa vez, é construir a narrativa de que a PF não encontrou "provas cabais" contra Lula na operação Aletheia porque o blogueiro avisou os investigados, o que teria viabilizado a destruição de evidências. 
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