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Lava Jato

Janot diz que Cunha tem que ficar preso para não "influenciar asseclas"

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - Mesmo negociando um acordo de delação com Eduardo Cunha, o procurador-geral da República Rodrigo Janot usou um arsenal de críticas ao passado do ex-deputado federal para sustentar que ele seja mantido preso em Curitiba, contrariando um pedido de habeas corpus da defesa. Um dos principais benefícios de quem faz delação premiada na Lava Jato é obter a liberdade ou a troca do regime fechado para o domiciliar.
 
Janot disse na manifestação feita ao Supremo Tribunal Federal que, uma vez solto, Cunha pode influenciar "asseclas", pois seu "potencial delitivo" está relacionado ao poder que detinha sobre parlamentares no Congresso.
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Filha de Cunha deve ser candidata a deputada federal

Fotos: Facebook/Agência Brasil

Jornal GGN - Com o pai preso em Curitiba, Danielle Cunha, filha de Eduardo Cunha, "está pronta" para "concorrer a uma vaga na Câmara em 2018". Segundo informações do Radar desta quarta (26), a jovem "sempre gostou de política e, segundo aliados do ex-deputado, tem aptidão para a coisa". Só não vai entrar no pleito se Cunha "der para trás".

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Delação de Palocci, que pode envolver Globo, será aceita, diz jornal

 
Jornal GGN - A Folha de S. Paulo diz ter entrevistado investigadores da Lava Jato que sinalizaram que a delação de Antonio Palocci será aceita pela Procuradoria Geral da República. Palocci, em audiência com Sergio Moro, insinuou que pode entregar negociações que favoreceram grupos de mídia como a Globo, além de nomes do mercado financeiro.
 
Segundo a reportagem veiculada nesta quarta (26), "o procurador-geral [Rodrigo Janot] e sua equipe pretendem concluir as tratativas com a empreiteira OAS, o ex-ministro Antonio Palocci, o empresário Henrique Constantino, sócio da Gol, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o doleiro Lúcio Bolonha Funaro" antes de deixar o cargo, em setembro.
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Funaro vai confirmar em delação que eleição de Cunha foi comprada pela JBS

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - Numa disputa com Eduardo Cunha para ver quem tem condições de fechar a delação premiada mais poderosa, Lucio Funaro, ex-operador financeiro do PMDB, vai confirmar aos procuradores da Lava Jato que a eleição do ex-presidente da Câmara foi comprada pela JBS. 
 
Joesley Batista, da JBS, já havia dito à Procuradoria Geral da República que deu R$ 30 milhões para Cunha "sair comprando um monte de deputado Brasil a fora. Para isso que servia esses R$ 30 milhões”. Em fevereiro de 2015, após viajar o País em busca de votos, Cunha foi eleito em primeiro turno para presidente da Câmara, com apoio de 267 deputados.
 
A equipe de Rodrigo Janot tem feito uma corrida entre Funaro nos mesmos moldes que impôs a Odebrecht e OAS: só tem vaga para um delator, afirma.
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Alexandre de Moraes orientou dissertação de mestrado de Thaméa Danelon

 
Jornal GGN - Thaméa Danelon, que assume em São Paulo o papel desempenhado por Deltan Dallagnol em Curitiba, teve orientação de mestrado exercida por Alexandre de Moraes, que hoje é ministro do Supremo Tribunal Federal, mas já passou pelo Ministério da Justiça de Michel Temer (PMDB) e Secretaria de Segurança Pública de Geraldo Alckmin (PSDB).
 
A coordenadora da força-tarefa da Lava Jato em São Paulo submeteu a dissertação feita sob orientação de Moraes a uma bancada examinadora da Universidade Mackenzie, composta pelos professores Gianpaolo Poggio Smanio e José Renato Naline, em 2007.
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Dallagnol nega ter violado lei em concurso para o Ministério Público

 
Jornal GGN - O procurador Deltan Dallagnol, usando a estrutura do Ministério Público Federal para rebater uma questão pessoal, nega que tenha infringindo uma lei ao tomar posse como procurador da República em 2003, um ano após ter passado em um concurso público no Paraná.
 
Nesta terça (25), o jornalista Reinaldo Azevedo revelou que Dallagnol prestou o concurso para o Ministério Público e foi aprovado, mas não poderia assumir o posto de procurador da República porque a Lei Complementar 75/93 exigia, à época, pelo menos 2 anos de formação como bacharel em Direito. Dallagnol só tinha 1 ano de formado quando tomou posse, em janeiro de 2003.
 
Em 2004, esse dispositivo foi alterado com a Emenda Constitucional 45 e o tempo de formação exigido para o cargo público passou a ser ainda maior: de 3 anos.
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Relatório da PF que isentou Jucá de conspiração mostra disputa com procuradores

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O relatório da Polícia Federal que isentou Romero Jucá, Renan Calheiros e José Sarney de obstrução de Justiça envolvendo a Lava Jato revela a disputa de bastidores entre os procuradores e a autoridade policial por conta das delações premiadas. É o que diz a coluna de Lauro Jardim, nesta terça (25).
 
No relatório, a PF mostrou que o fato de Jucá ter conversado sobre "estancar a sangria" da Lava Jato e criar um "grande acordo nacional, com o Supremo, com tudo" com Sergio Machado não é prova de que eles atuaram para derrubar a operação.
 
A delegada que assina o documento insinuou que a gravação feita por Machado foi imprestável para esse caso e, por isso, seu acordo com o Ministério Público deveria ser cancelado.
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A sentença do triplex e a polêmica em torno do artigo 385 do CPP

Jornal GGN - "Quem tiver um juiz por acusador, precisa de Deus como defensor". Essa frase pode ser usada como síntese do artigo publicado pelo Conjur nesta terça (25), sobre uma polêmica em torno do artigo 385 do CPP (Código de Processo Penal) que guarda alguma relação com a sentença de Sergio Moro contra Lula no caso triplex.

As autoras Karina Rosa e Renata Tupinambá escreveram que só Deus pode ajudar um réu sentenciado por um juiz que decidiu fazer as vezes de Ministério Público por uma razão simples: quando há confusão entre o papel da acusação e do Juízo, é como se o Estado de Direito tivesse dado lugar à inquisição.

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Janot vai apresentar só mais 1 denúncia contra Temer

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - A Procuradoria Geral da República corre contra o tempo para denunciar Michel Temer antes do fim de mandato de Rodrigo Janot, que acontece em setembro. Por isso, já sinalizou que vai apresentar apenas mais uma, e não duas denúncias contra o presidente.
 
Segundo informações do Estadão desta terça (25), Janot vai unificar a denúncia por obstrução de Justiça envolvendo a gravação de Joesley Batista, da JBS, com formação de quadrilha, que utiliza informações de um inquérito contra o PMDB na Câmara.
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Em vídeo eleitoral, Marina Silva defende Lava Jato


Foto: Vagner Campos/ MSILVA Online
 
Jornal GGN - "Manobra é dizer que o trabalho da Lava Jato pode prejudicar a retomada da economia, isso não é verdade", irá afirmar a ex-senadora Marina Silva, porta-voz da Rede Sustentabilidade, em propaganda partidária que será exibida em horário nobre, nas principais emissoras de Pernambuco, nesta segunda-feira (24).
 
"A Lava Jato é importante porque está dando uma contribuição histórica para o Brasil. Temos a oportunidade com ela de combater a corrupção, melhorar a gestão pública e sanear a economia do nosso país", acrescenta Marina Silva, antes de uma locutora dar sequência: "Mas atenção, estão querendo acabar com a Lava Jato."
 
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Nassif: Mr. Bean e a lavagem de apartamento da Lava Jato

De todos os absurdos lógicos da Lava Jato, o campeão inconteste é o caso do apartamento que foi lavado. Segundo a brilhante versão dos bravos procuradores da Lava Jato, endossada pelo juiz Sérgio Moro, o tal triplex foi uma propina paga a Lula, em troca de facilidades em três contratos com a Petrobras (depois, quando não conseguiram provas documentais sobre os tais contratos, trocaram por contrato genéricos).

Toda a lógica da lavagem de dinheiro é a da destruição dos rastros das propinas.

O corruptor paga o corrupto em conta no exterior, preferencialmente em paraíso fiscal em nome de uma offshore – isto é, uma empresa aberta no exterior. A empresa é registrada por um escritório especializado, que fornece seu próprio endereço como endereço da empresa.

Só o dono da empresa e o escritório de advocacia sabem de quem.

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Procurador de Curitiba: "Só queriam o fim do governo Dilma, não da corrupção"

Jornal GGN - No Facebook, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, uma das "estrelas" da Lava Jato em Curitiba, admitiu que a operação serviu aos interesses daqueles que queriam derrubar o governo Dilma e disse que, agora que a presidência está nas mãos de outro grupo político, as investigações estão sendo minadas. Além de criticar a fala do deputado Fábio Ramalho - que defendeu um deadline para a Lava Jato - o procurador ainda atacou o Estadão em outro post na rede social, nesta segunda (24).

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Janot deve denunciar Temer por decreto dos Portos, por Helena Chagas

Foto: Lula Marques/PT
 
 
Jornal GGN - Helena Chagas, em Os Divergentes, informa nesta segunda (24) que o inquérito em que Michel Temer é investigado pelo decreto dos Portos - que pode ter gerado pagamento de propina a partir do benefício a empresas amigas do presidente, como a Rodrimar - está mais adiantado do que a denúncia por obstrução de Justiça. Artigo da jornalista sugere que Rodrigo Janot, procurador-geral da República, tem tido dificuldade de provar o conteúdo da gravação Joesley Batista. É nesse contexto que está a delação de Eduardo Cunha.

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Deputados devem mudar delação, condução coercitiva e prisão preventiva

Foto: Agência Câmara
 
 
Jornal GGN -  A Câmara dos Deputados pretende inserir mudanças na delação premiada e outros instrumentos utilizados à exaustão pela Lava Jato durante a reforma do Código de Processo Penal (CCP). Segundo reportagem do Estadão, além de mudanças na delação premiada, os parlamentares debatem a duração da prisão preventiva, a exposição de presos à imprensa e abusos na condução coercitiva.
 
O jornal lembrou, na edição desta segunda (24), que a delação premiada é regulada pela lei de organizações criminosas, de 2013. A ideia é impedir que delações sejam feitas enquanto o pretenso colaborador esteja preso e esvaziar o poder dos procuradores tornando a participação de um juiz obrigatória no processo.
 
O CPP atual não prevê duração da prisão preventiva e tampouco uma punição para quem usa a condução coercitiva de forma abusiva.
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Nassif: A ignorância econômica da Lava Jato

Volto ao último Roda Viva, que discutiu a condenação de Lula, e o desempenho da procuradora Thaméa Danellon, uma espécie de Deltan Dallagnol paulistano.

Trata-se de uma procuradora bem-sucedida, bem avaliada por seus pares. Portanto, seu nível de informação está em linha com o melhor do pensamento médio do Ministério Público Federal. Isso é que assusta!

A primeira surpresa é com o desconhecimento completo de Thaméa sobre as características de uma economia de mercado e relações de causalidade. Montou uma equação simples: as nações desenvolvidas são menos corruptas do que as nações não desenvolvidas. Logo, se acabar com a corrupção, a nação se desenvolverá.

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