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Lava Jato

Bases ideológicas por trás da Lava Jato, segundo Fernando Horta

Operação marca ponto de encontro de visões de mundo das diferentes elites brasileiras
 
 
Jornal GGN – A Lava Jato é mais do que uma operação para desvendar um esquema de corrupção revelando, desde seu início, um viés de cunho ideológico para conseguir destituir do governo central do país um partido mais correspondente aos anseios das classes populares.
 
Essa tese é defendida pelo colunista do GGN, historiador e relações internacionais Fernando Horta, em entrevista para Luis Nassif. "O objetivo da Lava Jato sempre foi construir ou reconstruir uma narrativa sobre os últimos 13 anos. Isso ficava muito claro a partir do momento em que o juiz [Sérgio] Moro diz muito abertamente que não investigaria nada antes de 2003", pontua o pesquisador da UnB.
 
Segundo Horta, o argumento do juiz que coordena a Lava Jato para realizar esse corte é que os crimes antes daquele ano estariam prescritos. Mas para o professor a alegação não se sustenta pelo caráter impetuoso das ações da megaoperação que, em muitos momentos, não seguiu o processo jurídico correto. 
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Opinião do Nassif: permanência do Temer é humilhação para o país

Elite precisa decidir logo pela saída de peemedebista, se quiser evitar a união dos brasileiros por Diretas Já 

Nos próximos dias vai esquentar mais ainda o clima político. Todas as carta estão na mesa: de um lado, nesse domingo, o presidente Michel Temer fez uma troca de ministros nas direções da Controladoria Geral da União (CGU) e do Ministério da Justiça. O Torquato Jardim, que estava na direção do primeiro órgão, foi para o Ministério da Justiça, e o Osmar Sarraglio, que estava na Justiça, foi para a CGU. Evidentemente que essa manobra é para enquadrar a Lava Jato.

Por outro lado, os procuradores e policiais federais da Lava Jato, avançaram nos últimos dias em áreas absolutamente sensíveis ao presidente Michel Temer. Foram até a casa do Coronel da Polícia Militar aposentado, Lima Filho, amigo de Temer, levantaram várias informações, apreenderam documentos, computadores. Chegaram até o senador Aécio Neves e levantaram nas casas dele, no Rio e em Brasília, materiais. E temos ainda o Aécio com aquela genialidade de quem se considera inimputável. 

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Temer mexe em ministérios para proteger aliados e afrontar a Lava Jato

Foto: Lula Marques/PT
 
Jornal GGN - Michel Temer fez mudanças ministeriais no domindo (28) com o objetivo de manter a proteção a aliados com foro especial nas investigações da Lava Jato e adotar uma postura mais ofensiva contra a força-tarefa e o relator do caso no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. Temer colocou Osmar Serraglio na Transparência e Torquato Jardim na Justiça - que já deu sinais de que pretende anular as provas da JBS contra o presidente.
 
Com a manutenção de Serraglio no primeiro escalão, Temer resolve três problemas: mantém o foro ao ministro, que pode ser investigado na Carne Fraca; também mantém foro a Rodrigo Rocha Loures, já que ele continua exercendo o mandato de deputado federal no lugar de Serraglio e, por fim, com Loures com foro no STF, Temer também se protege. Se perder o mandato, seu inquérito continua na Suprema Corte, amarrado ao de Loures.
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Xadrez da revisão do projeto dos campeões nacionais

Peça 1 – o modelo dos campeões nacionais

O estrago promovido pela Lava Jato na economia obrigará a uma revisão dos conceitos de desenvolvimentismo – e não apenas no Brasil.

Em todos os países que assumiram protagonismo global, o grande instrumento de expansão do poder nacional foram as grandes empresas nacionais como agentes do poder externo do país.

Com o avanço da cooperação internacional, entre autoridades judiciárias dos diversos países, esse modelo entrou em xeque.

Peça 2 – a versão moralista do chutando a própria escada

Ao longo dos séculos, a expansão das empresas multinacionais se deu com corrupção e suborno, no financiamento político dos governos aliados dos países de origem e na conquista de mercados externos. Desse modelo se regalaram as empresas alemãs pós-guerra, como a Siemens, as grandes petroleiras e empreiteiras norte-americanas, os fabricantes de armas. E tudo com ampla complacência dos países de origem.

A partir do início do século 21, o combate à corrupção transacional de outros países tornou-se a principal arma geopolítica comercial norte-americana é. Trata-se de uma estratégia na qual se envolvem as corporações de Estado – FBI, NSA e CIA -, ONGs privadas, Departamento de Justiça. E, especialmente, o poder do Império.

A ação geopolítica norte-americana sempre atuou em duas frentes: as instituições de Estado e as parcerias (ONGs) privadas, um hard power da intervenção militar e um soft power das ações humanitárias. Em vez do discurso do ódio, do anticomunismo, propostas humanitárias, de defesa de princípios civilizatórios, meio ambiente, direitos das populações indígenas, combate à escravidão e outras formas de dumping social, combatendo vícios inerentes ao modelo de expansão das multinacionais das primeiras fases.

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Dona Marisa, Cláudia Cruz e a justiça de classe de Moro, por Jeferson Miola

Por Jeferson Miola 

Sérgio Moro foi um caçador implacável da Dona Marisa. O juiz-acusador perseguiu a ex-primeira dama com uma tal e eficiente obsessão que conseguiu, finalmente, condená-la à morte com um AVC.
À continuação, um odioso Moro, ser possuído por sentimentos que são estranhos a pessoas justas e de bem, quis decretar a condenação eterna da Dona Marisa.

Ele descumpriu o Código de Processo Penal e relutou, por mais de 30 dias depois do óbito, a declarar a inocência da Dona Marisa.

O grande crime cometido por Marisa Letícia, na convicção do Moro e dos seus colegas justiceiros de Curitiba, foi ter sido a companheira de vida e de sonhos do ex-presidente Lula; a parceira do sonho de um Brasil digno, justo e democrático.

Neste 25 de maio de 2017, Moro trocou a toga daquele juiz-acusador que persegue obsessivamente Lula, pelo traje de advogado de defesa dos integrantes da sua classe – no caso, a família Cunha/Temer/Aécio.
Moro inocentou Cláudia Cruz, a “senhora” do presidiário Eduardo Cunha [como a burguesia patriarcal se referes às esposas dos “chefes de família”], o integrante da camarilha e sócio de Michel Temer na conspiração que golpeou a Presidente Dilma.

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Temer já fez confissão pública e precisa ser interrogado, defende Janot

Foto: Fotos Públicas

Jornal GGN - O procurador-geral da República Rodrigo Janot pediu ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, para acelerar o interrogatório de Aécio Neves, Rodrigo Rocha Loures e Michel Temer por conta das revelações feitas pela delação da JBS. No caso de Temer, Janot ainda apontou que o presidente até já fez uma confissão pública ao admitir que conversou com Joesley Batista sobre Eduardo Cunha e sobre a compra de juízes e procuradores.

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Contradição e previsibilidade na sentença de Moro sobre Cláudia Cruz

Se a Lava Jato não conseguiu provas de que os recursos depositados na conta de Cláudia Cruz eram mesmo fruto de esquemas na Petrobras, por que Sergio Moro absolveu a jornalista mas determinou o confisco do dinheiro?

Jornal GGN - Dois pontos chamam atenção na absolvição de Cláudia Cruz, esposa de Eduardo Cunha, pelo juiz Sergio Moro: a previsibilidade da sentença, que duvida de conhecimento e participação nos esquemas do ex-deputado; e a contradição em determinar o confisco de valores remanescentes na conta usada pela jornalista no exterior, taxando-os como "produto do crime".

Segundo Moro, Cláudia, que teve em seu poder mais de 1 milhão de dólares entre 2008 e 2015, não pôde ser condenada pelos crimes de lavagem de dinheiro (parte dos recursos sairam do esquema de corrupção na Petrobras) e evasão de divisas (a conta em seu nome não foi declarada à Receita) porque não havia provas suficientes e tampouco atestado de dolo.

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"Coração generoso" de Moro foi o que salvou Cláudia Cruz, diz procurador

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN - O procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, membro da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, disse nesta sexta (26) que a única coisa que pode explicar a decisão de Sergio Moro em relação à Claudia Cruz é o "coração generoso" do juiz.

Na noite de quinta, a decisão de Moro sobre a ação penal em que Claudia era acusada de lavagem de dinheiro e evasão de dividas veio a público: o magistrado absolveu a esposa de Eduardo Cunha por falta de provas e não comprovação de dolo. Ele ainda escreveu, no despacho, que a jornalista foi imprudente por nunca se perguntar de onde vinham os recursos que ela despendia com exagero no exterior, já que o marido era apenas um agente público com remuneração limitada.

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Defesa de Lula questiona validade de prova da OAS no caso triplex

Foto: Divulgação

Jornal GGN - O advogado Cristiano Zanin, que defende Lula de Sergio Moro no caso triplex, protocolou na quinta (25) duas manifestações que questionam a validade de provas juntas pela OAS, Renato Duque e força-tarefa da Lava Jato no processo em que o ex-presidente é acusado de receber a propriedade oculta de um apartamento no Guarujá e propina para manutenção do acervo presidencial.

Na primeira manifestação, o defensor de Lula indica que parte do documento entregue pela OAS pode ter sido falsificado. Isso porque os advogados de Leo Pinheiro anexaram alguns e-mails trocados entre executivos da empresa sobre o mesmo assunto (qual apartamento da obra no Guarujá merecia "atenção especial") e, na página anterior a cada comunicação, fez um "comentário de revisão". Leia mais »

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Sergio Moro absolve Cláudia Cruz

Jornal GGN – O juiz de primeira instância Sergio Moro, absolveu hoje, quinta-feira, 25,  Claudia Cruz, mulher de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara e do PMDB do Rio. Ela era acusada pela força-tarefa do Ministério Público Federal por lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas. Segundo Moro, em sua sentença, o motivo foi por “falta de prova suficiente de que agiu com dolo” mesmo com conta na Suíça com mais de US$ 1 milhão, supostamente vindo de propina recebida por Cunha, seu marido.

Na sentença Moro diz: “Absolvo Cláudia Cordeiro Cruz da imputação do crime de lavagem de dinheiro e de evasão fraudulenta de divisas por falta de prova suficiente de que agiu com dolo”.

Segundo a Procuradoria da República, na denúncia contra Cláudia, esta quantia em conta na Suíça garantia à apontada “uma vida de esplendor no exterior”. Pelo rastreamento de seu cartão de crédito, foram levantados gastos com roupas de grife, sapatos e despesas em restaurantes em Paris, Roma e Lisboa.

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Lava Jato e imprensa montaram farsa com agendas da Petrobras

Em dia em que Lava Jato e imprensa dizem que Lula estava em reunião privada com executivos da Petrobras, o então presidente e comitiva eram recebidos em Riad, na Arábia Saudita (Foto: Ricardo Stuckert)

do Lula.com

Lava Jato e imprensa montaram farsa com agendas da Petrobrás

Órgãos de mídia deram destaque sem qualquer checagem a informação falsa da equipe do procurador Deltan Dallagnol sobre reuniões de que participou Lula quando era presidente da República

Em dia em que Lava Jato e imprensa dizem que Lula estava em reunião privada com executivos da Petrobras, o então presidente e comitiva eram recebidos em Riad, na Arábia Saudita (Foto: Ricardo Stuckert)

Em conluio com procuradores da Lava Jato em Curitiba, a Rede Globo, a Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo produziram semana passada mais uma farsa contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Agendas de ex-diretores da Petrobras, anexadas pelos procuradores à ação sobre o tríplex do Guarujá, foram manipuladas pela imprensa de forma a apontar uma falsa contradição no depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro.

A juntada de “documentos” sobre supostas “reuniões” de Lula com a diretoria da Petrobras não foi fruto da descoberta de algum segredo em um trabalho de investigação sério, mas uma tentativa tosca de reescrever a história e criminalizar atos como viagens oficiais ao exterior, reuniões interministeriais e cerimônias da Presidência acompanhadas pela imprensa.

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Doleiro preso por tráfico ajudaria Aécio na lavagem de propina, suspeita Lava Jato

Foto: George Gianni/PSDB

Jornal GGN - No documento em que reforça o pedido de prisão contra Aécio Neves ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República Rodrigo Janot revela que além da empresa da família Perrela, um doleiro condenado por tráfico internacional de diamentes é suspeito de ajudar o senador mineiro na lavagem da propina que ele teria recebido da JBS.

Nas investigações sobre o caso, a Polícia Federal flagrou o assessor parlamentar de Zezé Perrela, Mendherson Souza Lima, conversando de maneira cifrada com o doleiro Gaby Amine Toufic Madi, condenado a 7 anos de prisão em 2016. 

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Nelson Jobim rechaça possibilidade de ser candidato a presidente

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O ex-ministro Nelson Jobim negou publicamente, nesta quinta (24), a possibilidade de ser candidato a presidente em caso de renúncia ou cassação de Michel Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral. Segundo reportagem da revista Piauí, Jobim, sócio do BTG Pactual, participou de almoço promovido pelo banco, em São Paulo, ocasião em que foi pressionado a comentar as apostas feitas em Brasília em torno de seu nome. Foi quando rechaçou a ideia e colocou a culpa no trabalho e na esposa.
 
Segundo relatos da revista, Jobim disse que, em tom descontraído, que tinha muito trabalho no banco e que sua mulher, Adrianne de Senna, ex-presidente do Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) "não gosta nem de ouvir falar da hipótese".
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Lava Jato ressuscita esquema de propina em portos com atuação de Temer

Foto: Lula Marques/PT

Jornal GGN - A Lava Jato, com a delação da JBS envolvendo Michel Temer e figuras de sua confiança, como o deputado Rodrigo Rocha Loures, conseguiu ressuscitar um fantasma no passado do hoje presidente: um esquema de propina que beneficia, há décadas, concessionárias de portos.
 
Segundo informações da Folha, a Procuradoria Geral da República já estuda se vai pedir um novo inquérito contra o peemedebista por causa de um grampo no qual Temer e Loures aparecem conversando sobre um decreto que renovou, sem licitação, a concessão de empresas do setor de portos por 35 anos, prorrogáveis por mais 35.
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Para Sarney, Temer deveria usar renúncia para controlar saída do governo

Foto: Agência Senado
 
 
Jornal GGN - O ex-presidente José Sarney avalia que Michel Temer não tem mais condições de se manter no poder e deveria renunciar porque é a melhor maneira de controlar sua saída do governo.
 
O Painel da Folha desta quinta (25) diz que interlocutores de Sarney afirmaram que ele "avalia que Temer está em um beco sem saída e que deveria tentar conduzir sua transição".
 
Temer nega a possibilidade de renúncia, mas está com medo de ser cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral. O julgamento da chapa reeleita em 2014 está marcado para o próximo dia 6.
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