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Michel Temer

Entrega da mala de propina a Loures não é prova porque foi "provocada", diz advogado

Foto: Reprodução
 
 
Jornal GGN - A operação da Lava Jato que flagrou a entrega de uma mala recheada com propina a Rodrigo Rocha Loures, homem de confiança de Michel Temer, não pode ser considerada uma "ação controlada" nem ser usada como prova de corrupção passiva porque o evento foi "provocado" com ajuda das autoridades. É o que sustenta o advogado Cesar Bittencourt, defensor de Loures, em artigo divulgado nesta quinta (27) pelo Poder 360.
 
Temer foi denunciado pela Procuradoria Geral da República ao Supremo Tribunal Federal com base na delação da JBS, que admite que entregou ao menos R$ 500 mil a Loures. Para Rodrigo Janot, chefe do Ministério Público Federal, a mala, na verdade, era destinada a Temer, que teria aberto a porteira do governo para a JBS resolver seus problemas em órgãos ligados à Fazenda.
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Temer vai garantindo folga para absolvição da denúncia na Câmara


Foto: Marcos Corrêa/PR/Fotos Públicas
 
Jornal GGN - A vitória de Michel Temer na Câmara dos Deputados já está quase garantida, segundo interlocutores e aliados do mandatário na Casa. Em placares realizados pelo Estadão e pela Folha de S. Paulo, são pelo menos 186 votos a favor do envio da denúncia contra o presidente ao Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo menos 94 contra.
 
Ao todo, são necessários 342 votos de deputados para que Temer possa ser processado pelo Supremo, o que ainda é um cenário aparentemente inconclusivo. Sabe-se, por outro lado, que o mandatário mobiliza as lideranças e alianças que têm para que parlamentares não retrocedam do apoio e garantam a sua absolvição direta.
 
Segundo o Painel da Folha desta quarta-feira (26), o próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que se apresentava como um dos principais beneficiários da eventual queda de Temer e mostrava sinais de dissidências frente ao contexto de fidelidade absoluta ao governo atual, admite a vitória.
Sem votos

Governo tenta comprar fazenda para ajudar amigo de Temer

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Foto: Reprodução

Jornal GGN - Desde junho deste ano, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) deu início a uma negociação para comprar a fazenda do coronel reforma João Baptista Lima Filho, amigo do presidente Michel Temer, em Duartina, no interior de São Paulo.

Os investigadores da Operação Lava jato apontam o coronel Lima como o mais antigo operador de propinas de Temer. A compra da propriedade serviria para atender aos manifestantes que ocuparam a fazenda, mas um procurador da República crê que existam indícios de improbidade administrativa e tráfico de influência. 
 
A fazenda Esmeralda foi ocupada em maio deste ano e também nesta terça-feira (25). De acordo com o El País, o Incra comunicou o interesse em comprar o imóvel em ofício, solicitando à Justiça a autorização de uma avaliação do governo na propriedade para formalizar uma proposta.

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Reprovação de Temer continua aumentando e chega a 94%

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Foto: Beto Barata/PR
 
Jornal GGN - Pesquisa realizada pela Ipsos e divulgada nesta terça-feira (25) mostra que a reprovação do presidente Michel Temer (PMDB) continua crescendo e agora chega a 94%. Além disso, em julho, a avaliação do governo federal chegou ao seu pior nível desde 2003. 
 
Segundo a pesquisa Pulso Brasil, 95% dos entrevistados acreditam que o país está no rumo errado. Para os analistas do instituto, o levantamento mostra que os efeitos da crise política e da delação premiada de Joesley Batista, da JBS, ainda se mantêm. 
 
Para Danilo Cersosimo, diretor da Ipsos, o aumento dos impostos e dos combustíveis devem fazer com que a desaprovação a Temer continue alta nos próximos meses. 
 
Dentro da pesquisa, o ranking Barômetro Político analisa a popularidade de 33 nomes, entre personalidades e políticos. Temer aparece com a maior desaprovação (94%), seguido pelo ex-deputado Eduardo Cunha (93%) e pelo senador Aécio Neves (90%). Renan Calheiros e Dilma Rousseff aparecem empatados com 80%.

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Bancada ruralista representa 40% dos defensores de Michel Temer

Temer negocia e concede medidas de interesse de bancada para garantir apoio político - Foto: Lula Marques/AGPT
 
Jornal GGN - Entre os deputados que já se manifestaram contra a denúncia por corrupção passiva de Michel Temer, e seu julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mais de 40% faz parte da bancada ruralista na Câmara dos Deputados. 
 
O levantamento é do Brasil de Fato, que cruzou os dados do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), que traz a lista de todos os 139 parlamentares da primeira Casa Legislativa que integram a bancada ruralista, e as manifestações do placar da Folha de S. Paulo.
 
O resultado é de que entre os 74 deputados que irão votar a favor de Temer, 30 têm ligações com o agronegócio. Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o resultado foi similar: dos 40 votos pela absolvição do mandatário e a sequer investigação no Supremo, 15 são proprietários de terras ou ligados a ruralistas.
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Sem Terra ocupam fazendas de Maggi, Ricardo Teixeira e amigo de Temer

 
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Foto: Mídia Ninja
 
Atualizada às 15h
 
Jornal GGN - Nesta terça-feira (25), no Dia do Trabalhador Rural, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra ocuparam a fazenda do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, de Ricardo Teixeira, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), e de João Batista Lima Filho, o Coronel Lima, assessor e amigo do presidente Michel Temer. 
 
Estas ocupações ocorreram, respectivamente, no Mato Grosso, em Piraí (RJ) e em Duartina (SP). O MST também faz mobilizações no Sul e no Nordeste do país.
 
As ações fazem parte da Jornada Nacional de Lutas, que tem como objetivo exigir que as fazendas ligadas a processos de corrupção sejam destinadas para o assentamento das famílias de sem terra. O MST também pede a saída de Michel Temer e a convocação de eleições diretas.

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Cármen nega pressa a Temer e diz que Fachin retoma processo antes da votação


Foto: Marcos Corrêa/PR/Fotos
 
Jornal GGN - O presidente Michel Temer pediu urgência para ter acesso aos sete áudios do delator e dono da JBS, Joesley Batista, que gravou o mandatário e motivou a denúncia contra ele que tramita na Câmara dos Deputados. Mas a presidente da Corte, Cármen Lúcia, que despacha pedidos durante o recesso do Judiciário, entendeu que o caso não é urgente.
 
Peritos do Instituto Nacional de Criminalística (INC) conseguiram recuperar sete áudios do gravador do empresário. Os arquivos teriam sido apagados dos equipamentos, mas recuperados pelos peritos. A defesa de Michel Temer acredita que tais áudios podem favorecer o atual presidente na denúncia contra ele.
 
Os advogados Antônio Cláudio Mariz de Oliveira e Gustavo Guedes pediram no fim de junho à Polícia Federal que respondesse a perguntas sobre a perícia nos grampos de conversa entre Temer e Joesley, além de solicitarem o acesso aos dois gravadores. 
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Cúpula do Mercosul: Movimentos desmascaram Temer e pedem Diretas

Central de Movimentos Populares realizou protesto nos arredores da reunião do Mercosul (Foto: CMP/ Cadu Bazilevski)Central de Movimentos Populares realizou protesto nos arredores da reunião do Mercosul

do Vermelho

Cúpula do Mercosul: Movimentos desmascaram Temer e pedem Diretas

Manifestantes e membros de diversos movimentos populares brasileiros marcaram presença durante a reunião de cúpula do Mercosul, realizada nesta semana em Mendoza, na Argentina, e pediram a convocação de eleições diretas, denunciando o golpe no Brasil. No encontro, a presidência do bloco passou das mãos do presidente argentino, Mauricio Macri, para as do brasileiro Michel Temer.

Na última sexta-feira (21/07), os manifestantes se reuniram nos arredores do Hotel Intercontinental. Coordenada pela CMP (Central dos Movimentos Populares), a caravana brasileira, que contou ainda com representantes de forças políticas como a Juventude do PT de São Paulo, Movimento de Luta por Moradia e Levante Popular da Juventude, saiu de São Paulo na terça-feira (18/07), percorrendo mais de 3.000 quilômetros. Leia mais »

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67 dias e 67 noites de uma delação, por Joesley Batista

Foto CartaCapital

Jornal GGN – O empresário Joesley Batista, que balançou a República no pós-impeachment sem crime de Dilma, usou espaço na Folha para se posicionar quanto à sua participação em delação premiada, o julgamento público a que passa e os motivos que o levaram ao ato. Para ele, a delação o tornou um novo homem, renascido para trilhar um novo caminho, sem elos com a corrupção.

E tem mais. Diz que suas ações foram pensadas como forma de voltar ao rumo certo dentro das diretrizes da família e também como forma de preservar suas empresas e os 270  mil empregos que gera. Diz que foi para os Estados Unidos para proteger sua família e critica duramente os políticos que sempre se beneficiaram com recursos da J&F e que hoje passaram a criticá-lo, mentindo inclusive.

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Cinco assessores e interlocutores de Temer podem ser investigados

Michel Temer ao lado de Rodrigo Rocha Loures durante ato em maio de 2014 em Curitiba
Temer ao lado de Rocha Loures em ato em maio de 2014 em Curitiba - Foto: Getty Images
 
Jornal GGN - Michel Temer é alvo de uma denúncia por corrupção passiva e pelo menos mais duas estão a caminho da Câmara dos Deputados envadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Mas nos autos de acusação que recaem contra o mandatário, Temer não foi o único arrolado pelas delações de Joesley Batista e executivos da JBS. Intermediários do peemedebista teriam sido decisivos para os escândalos envolvendo o presidente.
 
Além do próprio ex-assessor de Temer no Planalto, o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), preso no dia 3 de junho e agora em domiciliar com tornozeleira eletrônica, foram identificados outros personagens ligados ao presidente: Ricardo, Celso, coronel, Edgar e Yunes foram os nomes citados em grampos nas mãos dos investigadores.
 
Tratam-se de interlocutores do atual presidente que receberiam as quantias de propinas, mencionados em conversas de Loures com o diretor de relações institucionais do grupo J&F, Ricardo Saud. No dia 24 de abril, quatro dias antes de o ex-deputado ser flagrado carregando uma mala com R$ 500 mil, ambos se reuniram em um café em São Paulo. 
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Invalidade de grampo como prova pelo STF pode favorecer Temer


Foto: Lula Marques/ AGPT
 
Jornal GGN - O Supremo Tribunal Federal (STF) deve reabrir a discussão sobre o uso de grampos telefônicos como meio de provas em processos judiciais. A informação é de reportagem da Folha de S. Paulo, que consultou quatro ministros da última instância, que defenderam a retomada da decisão.
 
Em 2009, o Supremo decidiu sobre o tema: a maioria dos ministros entendeu que é admissível o uso de gravação ambiental realizada por um dos interlocutores como meio de prova. Apenas o ministro Marco Aurélio foi contra a decisão, sendo o voto vencido.
 
"Continuo convencido de que é uma prova ilícita. A Constituição exige que haja ordem judicial. É preciso reinar a confiança. Tempos estranhos", insistiu Marco Aurélio ao jornal. Seguindo a lógica de seu posicionamento, ainda que já vencido e debatido há oito anos, o ministro entendeu que se pode reabrir a discussão.
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Crise política no Brasil em análise

Na segunda feira, 17 de julho de 2017, o cientista político participou do programa Conexão RS (Ulbra TV, 48 UHF e 21 da Net Porto Alegre, emissora educativa). Na ocasião, entrevistado por Luiz Gustavo Bivis, abordou vários enfoques da crise política e da possibilidade de aprofundamento do golpe dentro do golpe. 

Síntese do debate:

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Testando o novo equipamento, por Leo Villanova

por Leo Villanova

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Temer tenta driblar envolvimento em ilícitos que miram Cunha


Foto: Agência Câmara
 
Jornal GGN - Em mais uma tentativa de encurralar Michel Temer, o ex-deputado Eduardo Cunha conseguiu enviar 22 questões que levantam indicativos de que o mandatário peemedebista teria responsabilidade ou, pelo menos, conhecimento dos ilícitos que recaem hoje apenas contra Cunha. Por sua vez, nas respostas à Justiça Federal, Temer contorna qualquer relação com os ilícitos no Fundo de Investimentos do FGTS.
 
O presidente da República disse "não" à pergunta se ele tinha conhecimento dos pagamentos de vantagens indevidas para a liberação do financiamento do Fundo e outros sete pontos. Também negou conhecer o ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, que comandava o setor conhecido como "departamento de propina".
 
O ex-presidente da Câmara dos Deputados também havia arrolado Moreira Franco, o atual ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência de Temer, que chegou a ocupar a vice-presidência da Caixa de fundos e loterias, à época dos ilícitos investigados.
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Governo quer abafar conflitos em nome de interesses econômicos

Tanto o presidente da República como da Câmara não querem repercussão do conflito da Reforma Trabalhista na Previdenciária
 
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Foto: Beto Barata/ PR
 
Jornal GGN - Após os conflitos públicos gerados entre o presidente Michel Temer e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e os rumores que seguiram desde que o deputado trouxe sinais de que seria favorável ao afastamento do mandatário, com o desgaste de sua imagem e o pós das reformas conquistadas no Congresso, ambos tentam recuperar o diálogo.
 
O motivo é justamente evitar que as repercussões negativas de um conflito entre o presidente da Casa Legislativa e o presidente da República recaiam sobre as medidas que ainda tramitam, como a Reforma da Previdência.
 
O receio é que não se repita o ocorrido na Reforma Trabalhista que, após ser aprovada pelo Senado graças a uma suposta concessão de Temer junto a parlamentares indecisos, lido em carta pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), de que enviaria uma Medida Provisória para abrandar alguns dos pontos mais polêmicos, Maia negou que acataria a revisão da Reforma.
 
O interesse do deputado estava no fato de que o texto original, aprovado pela Câmara por empenho dos aliados e depois também aceito pelo Senado, não fosse modificado. Jucá ignorou que Maia manifestou-se publicamente pelo engavetamento da medida e comunicou que as mudanças já haviam sido enviadas à Câmara.
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