Revista GGN

Assine

Michel Temer

Xadrez do elo desconhecido entre Temer e Yunes

Qual a razão do primeiro amigo de Michel Temer, José Yunes, ter entrado em pânico, quando seu nome apareceu em delação de executivo da Odebrecht, a ponto de procurar o Ministério Público Federal para uma delação sem sentido.

A jornalistas, Yunes disse que lhe foi solicitado por Elizeu Padilha – Ministro-Chefe licenciado da Casa Civil – que recebesse “documentos” em seu escritório. Os tais “documentos”, na verdade, eram propinas pagas pela Odebrecht e levadas até ele pelo notório doleiro Lúcio Funaro.

Aos jornalistas, Yunes declarou ter sido apanhado de surpresa. E, assim que se deu conta do ocorrido, procurou o amigo Temer, que o acalmou.

Ao MPF, declarou que nada disse a Temer.

De sua parte, Temer mandou informar os jornais que exigirá explicações de Padilha.

Leia mais »

Média: 4.6 (21 votos)

A misteriosa sociedade de José Roberto Marinho com Marcos Yunes, por Miguel do Rosário

Na foto, Marcos Yunes, filho de José Yunes, o “amigo de Temer”

de O Cafezinho

A misteriosa sociedade de José Roberto Marinho com Marcos Yunes, filho do amigo e ex-assessor de Michel Temer

por Miguel do Rosário

O Cafezinho teve acesso a um documento interessante, seguindo a trilha de reportagem iniciada pelo blog do Rovai, que por sua vez se baseou em post e documentos divulgados pelo blog Tabapuã Papers.

É o documento (ver abaixo) oficial de criação da empresa Marau Administração de Bens, que integra um conjunto de documentos divulgados pelo Tabapuã Papers.

Nela, figuram como sócios, entre outros, José Roberto Marinho, um dos donos da Globo, Marcos Yunes – filho do “amigo de Temer” e ex-assessor presidencial, José Yunes -, e a offshore Shadowscape Corporation, que aparece no Panama Papers, um dos maiores vazamentos do mundo de contas em paraísos fiscais.

Leia mais »

Média: 5 (8 votos)

Saída estratégica, por Arnaldo César

Desde o tempo em que presidiu a UNE, Serra “sempre foi uma pessoa ardilosa. Costuma se posicionar dois ou três lances na frente dos adversários”.

do blog de Marcelo Auler

Saída estratégica

por Arnaldo César

Quem conhece o ex-ministro José Serra desde os tempos da militância estudantil na UNE ou do exílio no Chile, nos anos 70, sabe que ele sempre foi uma pessoa ardilosa. Costuma se posicionar dois ou três lances na frente dos adversários. Seu pedido de demissão do governo golpista de Michel Temer tem a ver com o cenário político que ele está vislumbrando para 2018.

O ex-chanceler que disse padecer de dores terríveis na coluna já percebeu que a canoa furada do golpe está indo a pique. Se alguém conseguir permanecer dentro dela nos próximos 22 meses será inapelavelmente triturado no embate eleitoral esperado para 2018.

Leia mais »

Média: 4 (10 votos)

Além de Padilha e Temer, denúncia de Yunes compromete Moro, por Jeferson Miola

Além de Padilha e Temer, denúncia de Yunes compromete Moro

por Jeferson Miola

O depoimento que José Yunes prestou ao MP assumindo-se como simples “mula” para transportar os R$ 4 milhões da propina da Odebrecht destinada a Eliseu Padilha, é demolidor para o governo golpista.

A denúncia do amigo de mais de meio século do Michel Temer põe luz sobre acontecimentos relevantes da história do golpe, e pode indicar que os componentes do plano golpista foram estruturados em pleno curso da eleição presidencial de 2014:

Leia mais »

Média: 4.5 (15 votos)

Como nova mira do TSE, Temer quer adiar julgamento

 
Jornal GGN - Ao passo que as delações da Odebrecht avançam no Supremo Tribunal Federal (STF), elas também recaem contra o governo de Michel Temer e sua cúpula peemedebista na possível cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
 
Isso porque o Tribunal decidiu ouvir os mesmos delatores, nos processos da Operação Lava Jato, mas, agora, na ação de cassação contra a chapa Dilma Rousseff e Michel Temer que tramita na Corte Eleitoral.
 
O desfecho desta ação poderá encurtar o mandato de Michel Temer. Em apenas um dos trechos de acordo de delação do ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, aponta-se uma remessa de, pelo menos, R$ 10 milhões da empreiteira às campanhas peemedebistas dem 2014.
 
A informação é de que mais da metade desse montante, R$ 6 milhões seriam destinados a Paulo Skaf, então candidato do PMDB ao governo de São Paulo, e outros R$ 4 milhões seriam destinados a Padilha para as demais campanhas do partido. 
Média: 5 (6 votos)

Sem coerções ou prisões, Yunes "esclarece" R$ 10 milhões do PMDB

Yunes disse que, ao receber em seu escritório os R$ 4 milhões, não sabia do que se tratava. Enquanto isso, o ministro da Casa Civil que teria recebido o montante sai de licença por "problemas de saúde"
 
Michel Temer e seu assessor especial do gabinete pessoal, José Yunes
 
Jornal GGN - O empresário e amigo de Michel Temer, José Yunes, que foi apontado por delação de executivo da Odebrecht como o intermediário de um dos repasses de um total de R$ 10 milhões da empreiteira para as campanhas do PMDB, em 2014, a mando do atual presidente da República, diz que deixou o governo para tentar se defender.
 
A saída do ex-assessor de Temer do governo foi a sétima baixa do Planalto, no último ano. Foi no dia 15 de dezembro, que Yunes anunciou a sua saída. Conselheiro amigo de Temer há 40 anos, se considerando "psicoterapeuta político" do peemedebista, ocupava a assessoria especial da Presidência.
 
Ambos mantiveram uma relação de proximidade desde os tempos da graduação, em 1960. A amizade se estendeu por 50 anos, até assumir posto no gabinete pessoal do presidente. Mas duas delações de peso na Operação Lava Jato recaíram sobre a relação.
Média: 5 (7 votos)

Marcola tem muito a aprender com Cunha, o preso mais poderoso do País, por Jeferson Miola

Marcola tem muito a aprender com Cunha, o preso mais poderoso do País

por Jeferson Miola

Eduardo Cunha tem razões de sobra para se sentir o presidiário mais poderoso do país. Os motivos para isso são mais que justificáveis:

  1. sua turma na trama golpista, que o ministério público federal diz ser a organização criminosa identificada por alcunhas nas planilhas de propinas da Odebrecht, está no centro do poder: Michel Temer, o MT; Eliseu Padilha, o Primo; e Moreira Franco, o Angorá – Geddel Vieira Lima, outro parceirão do time e colecionador de desvios e crimes, já foi ejetado do Planalto, e em breve poderá fazer companhia a Cunha;
  2. Gustavo do Vale Rocha, seu advogado e também advogado da Marcela Temer na censura das notícias do hacker, foi indicado por Cunha e nomeado pelo “Primo” como Subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, um dos cargos mais influentes do governo federal;
Média: 4.2 (11 votos)

O garantismo à Alexandre de Moraes, por Maria Cristina Fernandes

alexandre-de-moraes_sabatina_0.jpg
 
Jornal GGN - Em sua sabatina no Senado, Alexandre de Moraes, o novo ministro do Supremo Tribunal Federal, não confrontou os métodos adotados pela força-tarefa da Operação Lava Jato, mas evidencou que não se pautará pela cartilha paranaense quando for julgar os políticos acusados na operação. 
 
A análise é Maria Cristina Fernandes, na Valor Econômico. A jornalista pontua que as convicções garantistas de Moraes “não devem ter passado desapercebidas pelo presidente que o indicou nem por senadores que o defenderam”, como o tucano Aécio Neves. 
 
Para Fernandes, o garantismo de Moraes tem um encontro marcado com o ministro Luis Roberto Barroso. “O confronto pode carecer de legitimidade, mas se rende às evidências de que os 11, cada vez mais, dão as cartas”, afirma.

Leia mais »

Média: 3.8 (5 votos)

Façanhas de Temer predominam no noticiário, por Janio de Freitas

Foto Jorge Araújo 

Jornal GGN - E depois de Geddel a fila andou... em denúncias. Foi Moreira Franco com 34 citações, bem como denúncias contra Michel Temer, o próprio. Daí, como não se pode esquecer, aparece Alexandre de Moraes depois de Marcela, a primeira dama, ter seu celular hackeado, e o ministério-foro privilegiado de Moreira Franco. A situação não se esgota aí, bem lembra Janio de Freitas em sua coluna na Folha, e um rosário de façanhas transforma o governo de Michel Temer o assunto principal, das manchetes às redes sociais, nunca em cores agradáveis. 

Leia a coluna a seguir.

Leia mais »

Média: 4.5 (11 votos)

Em dúvidas de nomeação à Justiça, Temer critica pressões, mas deve ceder

 
Jornal GGN - Após a recusa do ex-ministro Carlos Velloso ao posto de ministro da Justiça, em substituição a Alexandre de Moraes, que nesta terça-feira (21) é sabatinado a uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Michel Temer segue sondando quem ocupará o Ministério.
 
Temer busca um perfil como o de Velloso para a pasta: ao mesmo tempo supostamente técnico, por carreira no Supremo, devendo ser visto com certa imparcialidade, alguém que mantenha trânsito político a aliados e à cúpula do governo.
 
Nesse sentido, o presidente teria indicado a parlamentares que sua preferência ainda é por um nome do meio jurídico, com passagem por tribunais superiores. A informação é de reportagem de O Globo, que revela, por outro lado, um plano B: atender à bancada do PMDB na Câmara, que exige um nome no governo.
Média: 1 (1 voto)

Juristas realizam atos contra indicação de Alexandre de Moraes ao STF

 
Jornal GGN - Nesta segunda-feira (20), juristas, movimentos sociais e estudantes marcaram manifestações no Rio de Janeiro e em São Paulo em repúdio à indicação de Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal.
 
Indicado por Michel Temer para a vaga de Teori Zavascki, Moraes será sabatinado amanhã (21) na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal. O ato no RJ acontece no Circo Voador, e em SP, a manifestação será na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, onde Moraes leciona.
 
Entre as entidades participantes, estão o Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM), o Centro Acadêmico XI de Agosto, o Conectas Direitos Humanos e a Associação Juízes para a Democracia.

Leia mais »

Média: 5 (7 votos)

Ao negar Ministério da Justiça, Velloso defendeu governo Temer

 
Jornal GGN - Após a grande repercussão de sua proximidade com a cúpula tucana, sobretudo com o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Carlos Velloso, anunciou no fim da tarde desta sexta-feira (17) a recusa para assumir o Ministério da Justiça. Na nota, disse que Michel Temer presidente é "missão que o destino conferiu" para "recolocar o Brasil nos trilhos".
 
A entrada de Velloso estava marcada, nos últimos dias, por publicações de suas relações com políticos da principal base aliada do governo Temer, o PSDB, um dos partidos investigados na Operação Lava Jato e que, até o momento, não trouxe muitos avanços contra seus membros por parte da Procuradoria-Geral da República.
 
Se assumisse a pasta oferecida por Temer para que o ajudasse a "salvar o país", Velloso estaria indiretamente no comando também da Polícia Federal, órgão teoricamente independente, mas que é subordinado ao Ministério.
Média: 4 (4 votos)

Xadrez da contagem regressiva para 2018

Peça 1 – o jogo das expectativas sucessivas

Uma das retóricas recorrentes dos “cabeças de planilha” é a criação das expectativas sucessivas. Monta-se uma política monetária e fiscal que mata qualquer possibilidade de recuperação da economia e vende-se o mito da “lição de casa”. Ou seja, se cortar o leite da merenda escolar, a aposentadoria dos velhinhos, as políticas de renda mínima, se atingirá a prosperidade eterna, na qual todos ganharão.

Aplica-se o arrocho, e nada. Alega-se então que a lição de casa não foi suficientemente radical. Aplica-se nova rodada de cortes em cima dos direitos dos mais fracos, e nada. Até o momento em que o tecido social se esgarça, a paciência geral se esgota, as distorções econômicas se avolumam e o plano vai por água abaixo – por uma crise cambial, por uma crise fiscal, por terremotos sociais, por uma reação política.

Consumado o fracasso, a culpa é atribuía à falta de vontade dos pecadores, que não ousaram cumprir a penitência até o final.

Já se chegou a esse estágio.

Leia mais »

Média: 4.4 (52 votos)

Cunha quer entregar o jogo de Temer e PMDB

Por outro lado, se a Justiça de Brasília barrar perguntas e impedir acusações contra o presidente da República, a exemplo do que fez Sérgio Moro, não restará a Cunha outra opção de acusar Temer que não seja a delação premiada
 
 
Jornal GGN - Ainda na estratégia de mostrar aos investigadores de que se ele é acusado de comandar esquemas de corrupção nos crimes da Operação Lava Jato, o atual presidente Michel Temer também deverá responder à Justiça, Eduardo Cunha (PMDB) enviou outras e novas perguntas a Temer, o intimando como testemunha, agora na Justiça de Brasília.
 
O ex-presidente da Câmara e ex-deputado federal pelo PMDB é investigado em várias frentes da Lava Jato. Se em Curitiba, Cunha foi preso por Sérgio Moro pelo esquema de desvios da Petrobras, em Brasília a ação é sobre desvios do FI-FGTS, um desdobramento da primeira.
 
Assim como o fez no caso sob comando de Moro, no Paraná, Cunha enviou 19 perguntas a Temer, após o intimar como testemunha de seu processo. Em uma delas, chega a perguntar ao presidente da República se ele tem ciência da "vantagem indevida" oferecida ao ministro Moreira Franco.
Média: 4.6 (10 votos)

Velloso recusa convite de Temer para o Ministério da Justiça

carlos-velloso.jpg

Jornal GGN - Carlos Velloso, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, recusou o convite para o cargo de ministro da Justiça feito pelo presidente Michel Temer. 

Em nota para a imprensa, Velloso afirmou que os compromissos com os clientes de seu escritório de advocacia em Brasília impedem que ele assuma o cargo. Ele disse também que continuará à disposição de Temer para auxiliar de outras maneiras. 

Temer procura um novo ministro da Justiça após indicar Alexandre de Moraes para a vaga de Teori Zavascki no Supremo.

Leia também: Como ex-Ministro Velloso reagiu à sua condução coercitiva

Leia mais »

Sem votos