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Venezuela

Ex-procuradora atribui perseguição de Maduro à investigação do caso Odebrecht


Foto: Cristian Hernández/EFE/Arquivo

Da Agência Brasil e EFE

A ex-procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, atribuiu a "perseguição sistemática" do governo de Nicolás Maduro a ela e aos funcionários do Ministério Público à investigação do escândalo de pagamento de propina da construtora brasileira Odebrecht em vários países da região. A informação é da agência EFE.

"É o maior caso de corrupção na região e isso os mantêm muito preocupados e angustiados, porque eles sabem que temos informação e detalhes de todas as operações e valores", afirmou Luisa Díaz em uma participação por telefone na Cúpula de Procuradores e Promotores da América Latina, que se encerra nesta sexta-feira (15) no México.

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Senado define posição sobre Venezuela

Foto Roque de Sá/Agência Senado

Jornal GGN – Amanhã, terça-feira, dia 15, o Senado definirá sua posição sobre a crise na Venezuela em sessão deliberativa. Na pauta, dois requerimentos abordando os acontecimentos no país: um de Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que quer voto de censura ao presidente Nicolas Maduro, e outro de Jorge Viana (PT-AC) já aprovado na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), pedindo a criação de comissão externa a ser presidida por Fernando Collor (PTC-AC), presidente do colegiado, que iria ao país vizinho em “missão de bons ofícios”, oferecendo ajuda no restabelecimento de vias de diálogo entre governo e oposição.

A crise na Venezuela aprofundou-se quando Maduro perdeu as eleições legislativas e convocou nova constituinte. A oposição boicotou e os protestos, violentos, já resultaram em mais de 100 mortes nos dois lados da contenda. Alguns líderes oposicionistas estão presos. O governo brasileiro agiu para suspender o país do bloco do Mercosul, com base na cláusula democrática.

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O jogo sujo do golpe persiste, mas o que importa é Lula e a Venezuela, por Armando Coelho Neto

O jogo sujo do golpe persiste, mas o que importa é Lula e a Venezuela

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Notícia recente veiculada no jornal Folha de S. Paulo dá conta de que a Polícia Federal encontrou falhas nas delações da Odebrecht, as quais “dificultam e comprometem as investigações das informações passadas à Procuradoria-Geral da República”, sobre suspeitos com foro privilegiado. Há queixas quanto exagerado número de delatores e mudança de versões apresentadas sobre fatos relevantes. A PF reclama da falta de acesso aos sistemas de planilhas que comprovaria repasses de dinheiro a parlamentares. Além de constatar que alguns crimes já estariam prescritos, há notas sobre falta de documentos que dariam suporte às delações feitas.

Os vícios apontados recairiam sobre delações que envolvem oito ministros, 39 deputados e 24 senadores. Mas, na prática, o imbróglio vem a se somar as trapalhadas promovidas pelo Ministério Público Federal na Farsa Jato e nos contorcionismos jurídicos praticados pelo juiz Sérgio Moro, servindo aqui de mero exemplo as condenações baseadas exclusivamente em delações (proibidas por lei). Ao mesmo tempo, acentua a briga de bastidores entre delegados da PF e procuradores da República, que de há muito trabalham com dentes trincados, mesmo tendo estado unidos na consolidação do golpe.

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Latinizando o domingo em solidariedade aos venezuelanos...

Sugestão de Antonio Carlos Silva

Bolivariana - Patricio Manns (chileno)

A Desalambrar - Daniel Viglietti (uruguaio)

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Ex-ministro da Defesa repudia ameaça de Trump à Venezuela

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN - O ex-ministro da Defesa Celso Amorim repudiou a declaração de Donald Trump sobre não descartar a hipótese de intervir na Venezuela com a "opção militar".

Na sexta (11), o presidente dos Estados Unidos fez um discurso admitindo que poderia apelar para as armas "se for necessário", porque a Venezuela, em sua visão, estaria afundando em uma "bagunça muito perigosa", com "pessoas sofrendo, morrendo" no governo Maduro.

Para Celso Amorim, as nações vizinhas não podem se calar diante do insulto à soberania da Venezuela e risco de provocação de uma guerra civil.

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Doutrina Trump: Alinhamento aos EUA ou Interesse Nacional, por Lindbergh Farias e Jaldes Meneses

Foto Hindustan Times

Doutrina Trump: Alinhamento aos Estados Unidos ou Interesse Nacional

por Lindbergh Farias e Jaldes Meneses

O mundo e a América Latina em alerta máximo. Trump começou a semana bradando que a Coréia do Norte receberá "o fogo e a fúria" das bombas atômicas americanas "como o mundo jamais viu" e terminou ameaçando a Venezuela de "opção militar" direta, visto que "[a Venezuela é nossa vizinha, e nossas tropas estão por todo o mundo". Muitos analistas internacionais punham em dúvida até esta semana a existência de uma "doutrina Trump". Não deve haver mais dúvida. Parafraseando Shakespeare em Hamlet, é "loucura sim, mas tem seu método".

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Trump diz que não descarta "opção militar" para intervir na Venezuela

Foto: Agência Efe

 
 
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (11/08) que não descarta uma "opção militar" para a crise que assola a Venezuela, país que, em sua opinião, se encontra afundado em uma "bagunça muito perigosa".
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O golpe contra Dilma na visão do PT seria o de Maduro na Venezuela


Foto: Fernando Bizerra/Efe
 
Jornal GGN - A classificação de golpe que o governo de Nicolás Maduro tenta impor contra a oposição, com as reações de partidos e de parte da população com a estratégia de instalar uma Assembleia Constituinte na Venezuela, não é apenas retórica, como também inverte aos opositores o que, na verdade, os governistas vem articulando. 
 
Aqui, no Brasil, o Congresso iniciava o que se chamou de golpe parlamentar, quando tornava inválidas as eleições de 2014, que seguindo o sistema democrático de votação deu vitória à Dilma Rousseff. De forma similar, a Venezuela poderá violar a escolha da maioria da população, ao destituir do poder, por meio de uma Assembleia Constituinte, os parlamentares eleitos.
 
"Quando o voto direto não levou ao resultado esperado, uma parte da classe política inventou um novo pleito. E porque a Constituição não atendia às suas necessidades, esmiuçaram a Constituição. É possível contestar o impeachment brasileiro e ao mesmo tempo denunciar a Constituinte venezuelana", analisou o cientista político Mathias Alencatro, em coluna.
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Não houve qualquer fraude ou ilegitimidade na eleição constituinte na Venezuela, diz jurista

Luiz Moreira, que acompanhou processo como observador internacional, afirma: “A imagem do que ocorre na Venezuela é profundamente distorcida pela mídia internacional”. (Foto: Agência Câmara)

do Sul21

Não houve qualquer fraude ou ilegitimidade na eleição constituinte na Venezuela, diz jurista

 

por Marco Weissheimer

Há um consenso tanto no Direito quanto na Ciência Política que os impasses profundos das sociedades modernas são resolvidos com a convocação pelo poder político originário de uma Assembleia Constituinte. Na Constituição da Venezuela há expressa previsão que permite ao presidente da República convocar, via eleições, o poder constituinte. Então, não há que falar em fraude nem em ilegitimidade do processo constituinte. A avaliação é do professor universitário, doutor em Direito Constitucional e integrante do Conselho Nacional do Ministério Público entre 2009 e 2015, Luiz Moreira, que foi um dos 47 observadores internacionais que acompanharam a eleição constituinte realizada no dia 30 de julho, quando os venezuelanos foram  às urnas para escolher 545 membros de uma Assembléia Constituinte, que serão encarregados de formular uma nova Constituição para o país.

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Resposta da Venezuela ao ato da Mercosul de suspender país do bloco

Jornal GGN – Em resposta ao ato do bloco da Mercosul a que pertence, e que agora está suspensa, a Venezuela respondeu com vídeo, onde reafirma sua posição, a situação do país, a Assembleia Constituinte e a gana de interferência nos assuntos do país, contrariando seus direitos e transformando a Mercosul em órgão de perseguição.

Entenda o que aconteceu e, ao final, veja o vídeo-resposta da Venezuela aos atos.

Os chanceleres do bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai se reuniram e decidiram suspender a Venezuela do bloco por “ruptura da ordem democrática”. Os chanceleres se pautaram em cláusulas do Protocolo de Ushuaia, assinado em 1998. Eles exigem, para que a questão seja revista, a “libertação dos presos políticos, a restauração das competências do Poder Legislativo, a retomada do calendário eleitoral e anulação da convocação da Assembleia Constituinte”.

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Em defesa da Venezuela, por Boaventura Sousa Santos

no Publico.pt

Em defesa da Venezuela

Estou chocado com a parcialidade da comunicação social europeia, incluindo a portuguesa, sobre a crise da Venezuela.

por Boaventura Sousa Santos

A Venezuela vive um dos momentos mais críticos da sua história. Acompanho crítica e solidariamente a revolução bolivariana desde o início. As conquistas sociais das últimas duas décadas são indiscutíveis. Para o provar basta consultar o relatório da ONU de 2016 sobre a evolução do índice de desenvolvimento humano. Diz o relatório: “O índice de desenvolvimento humano (IDH) da Venezuela em 2015 foi de 0.767 — o que colocou o país na categoria de elevado desenvolvimento humano —, posicionando-o em 71.º de entre 188 países e territórios. Tal classificação é partilhada com a Turquia.” De 1990 a 2015, o IDH da Venezuela aumentou de 0.634 para 0.767, um aumento de 20.9%. Entre 1990 e 2015, a esperança de vida ao nascer subiu 4,6 anos, o período médio de escolaridade aumentou 4,8 anos e os anos de escolaridade média geral aumentaram 3,8 anos. O rendimento nacional bruto (RNB) per capita aumentou cerca de 5,4% entre 1990 e 2015. De notar que estes progressos foram obtidos em democracia, apenas momentaneamente interrompida pela tentativa de golpe de Estado em 2002 protagonizada pela oposição com o apoio ativo dos EUA.

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Venezuela: o balanço dos dois extremos da Constituinte

Se os números indicam dois polos que não constroem o retrato da realidade, fotografias e discursos de extremos tampouco favoreceram o cenário do que foi este 30 de julho na Venezuela
 

Montagem com fotografias da Reuters e EPA
 
Jornal GGN - O governo de Nicolas Maduro fala em mais de oito milhões de venezuelanos, que representam quase a metade dos eleitores (41,5%), que votaram nos 545 membros da Assembleia Constituinte da Venezuela. Do outro lado, a oposição contesta os números e estima uma participação de 12% dos venezuelanos em cenário de riscos, ameaças e conflitos com a polícia, que ocasionaram a morte de 10 pessoas neste domingo (30).
 
O 30 de julho não era celebrado nem por parte dos setores da esquerda, como a UST, nem pela oposição de extrema direita, que evidentemente não reconhece os resultados e já convoca protestos nesta semana que devem tornar sobretudo a zona leste de Caracas, berço da oposição, palco de mais violência e caos. Enquanto as ruas seguem em muros de insatisfações e conflitos, entre hoje e esta quarta-feira (02), o governo empossará a Assembleia Constituinte.
 
"Temos Assembleia Constituinte! Oito milhões de votos no meio de ameaças. Foi a maior votação que teve a revolução bolivariana em 18 anos. O povo deu uma lição de coragem, de valentia. O que vimos foi admirável", foram as palavras de Maduro, na Praça Bolívar, em Caracas, no discurso para centenas de apoiadores que se concentraram no local.
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Três semanas na Venezuela II - Diário de uma carioca na República Bolivariana, por Júnia Azevedo

Três semanas na Venezuela

Diário de uma carioca na República Bolivariana

por Júnia Azevedo

PARTE 2

No dia seguinte, nosso destino era a cidade modelo do projeto socialista venezuelano. Considerada a ‘menina dos olhos’ de Chávez, Cidade Caribia foi concebida como parte dos projetos do programa social "Gran Misión Vivienda Venezuela". De Caracas, levamos meia hora até lá. A localidade fica a mil metros de altura, cercada por montanhas verdes. Apesar de asfaltadas, as ruas não têm calçada. Novos e simples, os prédios têm de quatro a cinco andares. José Martinez, de 48 anos, de origem colombiana, vive lá, há cinco anos. “Morávamos em uma encosta que desmoronou por conta de uma chuvarada. Fomos para um alojamento do governo até sermos transferidos para cá”, contou. “Gosto de morar aqui. É um pouco longe, mas não troco por nada”, afirmou. Acompanhado de sua mulher, Luz, e um casal de filhos pequenos, José nos levou para conhecer a horta atrás do prédio, com pés de pimentão, cebolinha, coentro e o local onde ia plantar milho. “Chávez foi muito bom, mas a verdade é que Maduro não é Chávez”, disse, sobre os problemas de abastecimento. Em seguida nos convidou para conhecer o apartamento. Enquanto Luz preparava arepas de queijo na cozinha, José orgulhosamente nos mostrava a casa: três quartos, dois banheiros, cozinha e área de serviço. Sobre o processo eleitoral de Maduro, explicou: “As eleições adiadas foram as de prefeito e governador. Para a eleição presidencial, falta um ano. As pessoas deveriam esperar”, disse.

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Três semanas na Venezuela I - Diário de uma carioca na República Bolivariana, por Júnia Azevedo

Três semanas na Venezuela

Diário de uma carioca na República Bolivariana

por Júnia Azevedo

PARTE 1

Em maio de 2017, saí do Rio com destino à Venezuela, como colaboradora para um jornal espanhol. Do Rio voei até a Cidade do Panamá e, de lá, para Caracas, num voo da empresa venezuelana Santa Bárbara – nome no mínimo curioso para uma companhia aérea. A sensação era de estar embarcando numa viagem no tempo, rumo à década de 80 ou 90. O avião era antigo e mal iluminado. Entre os passageiros, ninguém ostentava joias, mochilas caras ou tênis de marca. Os celulares também eram bem simples e antigos, os velhos tijolinhos.

Ao desembarcar, no aeroporto internacional Simón Bolívar, em Caracas, os saguões semivazios e silenciosos em plena manhã de uma quinta-feira delatavam a economia desaquecida. O aeroporto fica a cerca de 20 km da cidade e, percebemos que estamos próximos, quando começam a surgir as favelas. Na periferia já se revela o histórico nível de desigualdade de renda entre ricos e pobres do país. Me senti em casa.

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Deputado da oposição fala em provocar violência para forçar intervenção estrangeira na Venezuela

Foto Telesur

do Nocaute

Deputado da oposição fala em provocar violência para forçar intervenção estrangeira na Venezuela

"Para chegar a uma intervenção estrangeira, é preciso passar previamente pela etapa atual de violência", diz parlamentar da oposição

O deputado venezuelano Juan Requesens, membro do partido Primero Justicia, afirmou publicamente que os protestos violentos feitos pela oposição são uma estratégia necessária para conseguir uma invasão estrangeira no país e derrubar o governo de Nicolás Maduro.

“Para chegar a uma intervenção estrangeira, é preciso passar previamente pela etapa atual de violência”, afirmou. A declaração foi feita em um evento público do qual ele participava, na Universidade Internacional da Flórida, em Miami, em 5 de julho, dia em que a Venezuela celebra sua independência da coroa espanhola.
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