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CONTEÚDOS DO USUÁRIO

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Ditadura do Judiciário, por Assis Ribeiro

Foto José Cruz/Agência Brasil

Ditadura do Judiciário

por Assis Ribeiro

Chegou a hora de nos perguntamos:

- Porque houve um movimento primorosamente articulado para derrubar Dilma e colocar Temer, e agora se organiza a guilhotina contra Temer?

- Quais os setores da sociedade que estavam na articulação contra Dilma e quais estão contra Temer?

A metodologia em ambos os casos apresentam algumas semelhanças:

Uttilização da técnica de trabalhar o amadurecimento e a consolidação do desgaste através de uma narrativa diária e agressiva patrocinada pela Globo, reforçada por vazamentos seletivos do Ministério Público, a imobilidade judicial com ares de suspeição e o forte apelo moral para o deleite dos moralistas de plantão.

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Delenda, Brazil!, por Assis Ribeiro

Delenda, Brazil!

por Assis Ribeiro

A democracia brasileira ficou órfã, em busca de pais adotivos.

O que a rede Globo fez em parceria com os outros servos de interesses escusos e estrangeiros foi tornar o Brasil órfão.

A mídia, a reboque do que determina o mercado (de matriz americana), não teve o mínimo compromisso com as consequências da sua cobertura. A repetição exaustiva sobre os casos de corrupção suplantam qualquer cobertura de fundo construtivo, seja na área cultural, esportiva, social ou o que de bom essas mesmas empresas fazem para o país. Qualquer análise quantitativa e qualitativa sobre este tema concluirá que a mídia não visou apenas o seu compromisso informativo, ela foi muito além. O objetivo destrutivo da imagem das nossas empresas ficou claro.

Na outra ponta os nossos juízes e procuradores que cuidam da "ordem e defesa do capital", os chamados togados anticorrupção, se submetem à doutrinação em solo americano. Nem mesmo percebem que onde fazem seus cursos as empresas pátrias são protegidas pelo sistema, como visto no crash de 2008 e nos vários escândalos de suas empresas no estrangeiro e o envolvimento de bancos americanos em lavagem de dinheiro.
Ver mais em: http://assisprocura.blogspot.com.br/2016/07/escolas-americanas-e-doutrin...

Alinhe - se a estas duas situações acima, a cultura da "doutrina do mal", de Bush.

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A movimentação desesperada, e inconsistente, por Assis Ribeiro

A movimentação desesperada, e inconsistente

por Assis Ribeiro

Amplo debate se trava sobre os escândalos que enlameiam a política e a iminente queda de Temer.

Alguns defendem para a escolha do substituto de Temer eleições diretas ou indiretas, outros eleições​ diretas​ amplas​.

Trata-se de uma manifestação sem consistência e inócua.

Parece que esquecemos todo o conhecimento adquirido, com amplo gasto de energia, da impossibilidade de se governar neste modelo de coalizão que temos, e a conclusão da necessidade premente da reforma institucional brasileira.

Para os que querem mudanças nas ações praticadas pelo atual governo e que defendem eleições diretas para presidente, fica a pergunta: - o que o novo mandatário poderia fazer com esse congresso que aí está?

Conseguirá o novo governante reformar o que o Congresso e Temer aprovaram?

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O mundo parece estar parindo o novo à fórceps, por Assis Ribeiro

O mundo parece estar parindo o novo à fórceps

por Assis Ribeiro

Depois do estrondoso sucesso do livro "O Capital no Século XXI", do economista francês Thomas Piketty, que estarreceu os neoliberais e exultou os esquerdistas ao fundamentar com profundidade inquestionável que a crise econômica mundial não seria resolvida sem desconcentrar o capital e promover a sua redistribuição taxando os mais ricos, o jornalista brasileiro Luís Nassif, no artigo http://jornalggn.com.br/noticia/xadrez-da-revisao-do-projeto-dos-campeoe... , levanta a questão da concentração abordando as causas e consequências da política brasileira na busca de se criar grandes players nacionais, incluindo no seu estudo "as tramoias do capital financeiro e do industrial".

Tornou - se amplamente perceptível até para os de mente avestruz que a corrupção e a deslealdade dominaram os todos os trâmites dos processos econômicos. Que o financiamento da imprensa e de jornalistas para favorecer os seus interesses, a compra de juízes e procuradores e outras "tramoias" são verdadeiros efeitos colaterais na criação das grades empresas, e não é por outra razão que as nossos grupos de alavancagem econômica como a Petrobras, OAS, Odebrecht, OI, JBS estão citadas na operação Lavo Jato.

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Greve, mídia e "pós-verdade", por Assis Ribeiro

Greve, mídia e "pós-verdade"

por Assis Ribeiro

A ampla paralisação dos setores trabalhistas e estudantis brasileiros no manhã do dia de hoje demonstra que nem sempre a pós-verdade formulada pelo sistema para nos convencer de que a realidade - como em uma Matrix - é outra diametralmente oposta daquela que nos apresenta pelos nossos sentidos.

A pós - verdade é aquela na qual o debate se enquadra  em apelos emocionais, desconectando-se dos detalhes da verdade pura, e pela reiterada afirmação de pontos de discussão nos quais as réplicas fáticas -os fatos- são ignoradas. São veiculações trazidas pelos meios tradicionais de comunicação para fazer com que as pessoas passem a ignorar fatos, dados e eventos que obriguem o cérebro a um esforço adicional, alimentando de informações aquilo que buscamos para satisfazer nossas crenças e desejos.

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Verdade, a versão dos fatos, por Assis Ribeiro

Verdade, a versão dos fatos

por Assis Ribeiro

O que é a verdade senão a versão dos fatos que você dá a eles.

Verdade 1 - Lula é dono do triplex

Fatos 
- Foi visto com D. Mariza algumas vezes no prédio,
- D. Mariza tinha cota de aquisição de um apartamento no imóvel,
- Houve reforma milionária no apartamento,
- O dono da OAS afirma, na segunda proposta de delação que o imóvel é de Lula,
- O referido triplex se encontra registado em nome das OAS,
- Em processo de recuperação judicial, o dono da OAS oferece o referido triplex como garantia judicial.

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As técnicas de propaganda em operações policiais, por Assis Ribeiro

As técnicas de propaganda em operações policiais

por Assis Ribeiro

A técnica é uma só, e é conhecida para os estudiosos em propaganda e lavagem cerebral - “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”.

Nem é preciso tanto. A técnica é que o falseamento seja habilmente criado como verídico no momento oportuno.

Shakespeare já enunciava:

"Pois a calúnia vive por transmissão, / Alojada para sempre onde encontra terreno."

Por isso, entende - se a ânsia do grupo da operação Lava Jato de utilizar milimetricamente cada oportunidade de intensa comoção - do nosso já assustado povo com a proliferação da ideia do Brasil um País de criminosos - para fazer a imprensa divulgar informações, quase todas se comprovaram falsas, sobre a participação de Lula em desvios de dinheiro. Leia mais »

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Todos os grandes partidos foram derrotados, por Assis Ribeiro

Todos os grandes partidos foram derrotados

por Assis Ribeiro

Bauman continua acertando nos seus estudos. Mas, quem acredita em ciências sociais, né?

"De acordo com Bauman, a sociedade tardo-moderna decreta a afirmação do indivíduo, mas do indivíduo de jure, não do indivíduo de fato. Sozinho, vulnerável, sem um espaço público a que se referir, sem uma dimensão política que apenas uma ressurreição da "ágora" pode garantir, o indivíduo contemporâneo não se eleva para o papel de cidadão, mas um isolado".

É o mundo líquido, da sociedade fragmentada, difusa, sem referenciais, com suas relações efêmeras e passageiras. Do imediatismo frígido e frágil.

É dessa forma que está sendo observado um total esfarelamento de qualquer função relacionada ao conceito de coletivo.

O resultado das eleições do último domingo foi emblemática, apontando a agonização de todos os partidos políticos.

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Classe média, complexo de vira-lata e a casa grande e senzala, por Assis Ribeiro

 
Por Assis Ribeiro
 
Rodou um interessante post aqui no blog sobre a rapaziada da área de Direito que participa de cursos organizados pelo governo dos EUA, ou por corporações estrangeiras com grandes interesses em nossas riquezas.
 
Um respeitado comentarista relaciona dois tipos de alunos. Um formado por "pessoas de formação mais sofisticada" e o outro por "pessoas mais simples que tem uma visão de vida e de mundo limitada ou provinciana", atribuindo ao primeiro grupo uma condição, pelo conhecimento, de estarem blindados de se tornarem americanófilos.
 
Uma observação mais detalhada o levaria a perceber que o comportamento atribuído às "pessoas mais simples que tem uma visão de vida e de mundo limitada ou provinciana" representa a quase totalidade dos que participam de tais cursos, no sentido de aptidão para a "doutrinação", como diz o autor do comentário.

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As sementes para o novo nas bases das sociedades, por Assis Ribeiro

Por Assis Ribeiro

Comentário ao post "Xadrez do novo tempo do jogo"

Os conceitos apresentados por Nassif, como sementes para germinar o novo, se encontram em estado latente na base da pirâmide sócio-econômica.

É da base das sociedades que saíram todas as revoluções e os grandes avanços da humanidade.

A Guerra de Secessão, a Revolução Francesa, e outras, ocorreram em situação de extrema usurpação dos direitos da classe menos favorecida, que transborda e atinge a classe média.

O mesmo ocorreu, de certa forma, com as transformações provocadas pelos distúrbios das décadas de 60/70.

É a tal da corda que de tanto retesada irá romper, ou por pactos, ou por fórceps.

Os dois primeiros eventos citados para fins de ilustração trouxeram avanços retirados à força de parte da sociedade, no terceiro, soube o "sistema" afrouxar a corda e devolver os direitos usurpados, dos negros , mulheres, pobres, e fazer refluir a violência expressada na guerra da Vietnam.

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O caos e um mundo novo em gestação, por Assis Ribeiro

Por Assis Ribeiro

Um mundo novo em gestação

A política se esfacela, a economia virou farelo, o caos goteja das veias abertas da humanidade.

Jovens são assassinados como em jogos eletrônicos. Deputada morta a tiros e presidentes depostos por golpes, reprisando filmes de Costa Gravas.

Protestos por todos os cantos do planeta, desemprego por todos os cantos, jovens desesperados.

A violência dos aparatos de repressão do estado aumentado e fugindo do controle.

Não, não estamos falando da historia das décadas de 60/70. Estamos relatando os acontecimentos atuais.

Essas condições indicam não apenas a saturação do modelo, que como nas décadas seguintes aos anos 60/70 foi contornada pelo sistema que aceitou ceder pontos para que a democracia avançasse sem que fosse necessário modificar-se substancialmente o “status quo”. Essa crise vai além, e se assemelha mais às condições semelhantes aquelas que determinaram o fim de um modelo e o ressurgimento de outro, como os acontecimentos que principiam nas décadas finais (século XV) da idade média, passando pela Revolução Francesa (1789–1799) e se reafirmando na Revolução industrial (entre 1760 e 1840).

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O novo no Brasil passa pela inclusão social e pela maturidade da classe média, por Assis Ribeiro

Por Assis Ribeiro

Comentário ao post "O xadrez da Carta aos Brasileiros de Dilma"

O novo no Brasil passa pelo velho, testado e aprovado, modelo da social democracia.
 
Muito se debate sobre o que pode advir para que o Brasil avance. Uns apostam na ruptura, outros em um pacto.
 
Formulações de projetos, não são achados, nem passes de mágica. Para vislumbrar o que seria o "princípio" há que se perguntar o que nos falta, as carências e vazios; e imprescindível perscrutar a história na busca do que democracias mais avançadas realizaram para alavancar os seus desenvolvimentos.
 
Há, de logo, algumas constatações que afloram de forma clara e que não fazem parte, pelo menos como condição princípua, do debate, e que diferenciam o Brasil das democracias referenciais:
 
Injustiça social, desequilíbrio abissal entre classes, - o estudado modelo "casa grande e senzala", desprezado na formulação de planejamentos, e que impede a realização de pactos sérios e profundos. Podemos apontar o indicador e citar a falta das reformas de base, ou reformas estruturantes, as reconhecidas como imprescindíveis desde antes da ditadura, as reformas fiscal e tributária, a reforma política e todas aquelas que modifiquem a estrutura colonialista e coronelista da nossa sociedade.

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A renovação que virá para nada mudar, por Assis Ribeiro

Por Assis Ribeiro

A renovação que virá para nada mudar.

O Brasil é um país do “faz de conta”. Por aqui se pensa o Brasil do primeiro mundo, com população entre as mais pobres e um dos lideres de pior distribuição de renda e desigualdade social. Acredita-se sermos respeitadores dos trabalhadores, com mísero salário mínimo de R$ 880,00, isso graças aos ganhos reais formulados pelos governos do PT; um dos motivos da derrubada de Dilma, exposto por economistas do PSDB que declaram ser o nosso salário mínimo insustentável.  Por aqui se escreve um livro denominado 'Não Somos Racistas', de autor execrável e inominável, neste mesmo país onde o sistema carcerário tem 67% de pretos. Acredita-se sermos o país do futuro, onde 56% dos encarcerados são jovens, onde os golpistas aplaudidos criticam e prometem cortes no Bolsa Família (aqui outro motivo do golpe), programa  que para se ter direito a mãe tem que apresentar certidão de frequência na escola dos filhos, cujo objetivo é evitar a evasão e crianças nas ruas e a apresentação da caderneta de vacinação, evitando gastos médico hospitalares governamentais.

O País do “faz de conta”, onde um senado formado por homens probos que não respondem a processos de corrupção derruba uma presidenta que responde por corrupção e participe das listas de delações premiadas como criminosa. Perdoem-me a ironia.

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Fadiga de material e democracia débil estão entre os motivos para o golpe, por Assis Ribeiro

Por Assis Ribeiro

Comentário ao post "O xadrez do presidente interino"

Fadiga de material, traição, totalitarismo corporativo, democracia débil e tradição, os motivos do golpe.

Consumado o esbulho do governo Dilma, resta e expectativa de que surjam frentes de pensamento e de organização da sociedade que deem alento para que surjam estruturas de poder, substituindo as profundamente desmoralizadas neste advento que a história terá muito que aprofundar e relatar. Leia mais »

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Engessamento do pensamento, a fonte primária das crises, por Assis Ribeiro

Por Assis Ribeiro

Engessamento do pensamento. Fonte primária de crises

A enorme e profunda crise não se restringe à Dilma e ao seu governo.

Numa sociedade líquida, imediatista e sem forma (Bauman), pessoas e instituições desmoronam. A insatisfação surge tomando o lugar da esperança.

Neste sentido melhor substituir o "fim da história", pelo fim dos sonhos.

Os rumos da economia não trazem esperança e na política derrubam-se governos na incapacidade de se elaborar um discurso, menos ainda uma proposta.

A racionalidade se perdeu, ficou cansada, pensar não é permitido, como nos alertava Orwell. Alternativas não são possíveis neste mundo dicotômico, maniqueísta, e engessado.

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Fotos

Sem colaborações até o momento.

Vídeos

Imperdivel

Imperdivel

Kkkkkkkkkk

https://youtu.be/-zzvoaLeyug

Jose Cura - Misa Criolla - Concerto de Natal

Misa Criolla ("Missa Crioula", em espanhol) é uma obra musical para solistas, coro e orquestra, de natureza religiosa e folclórica, criada pelo compositor argentino Ariel Ramírez. Leia mais »

Ramiro Musotto

O argentino que veio estudar percursão no Brasil e terminou por ensinar. Imperdível

Clã Brasil

 

Dominguinhos e Yamandu Costa

Asa Branca + Prenda Minha

Nicolas Krassik e Cordestinos - Osvaldinho no Forró

Nicolas Krassik e Cordestinos - Osvaldinho no Forró (D. / Guadalupe)

"Vemos nesse vídeo duas Rabecas (instrumento típico do nordeste de do Brasil).

Uma delas está sendo tocada corretamente e a outra com a postura de violino, mesmo sendo também uma Rabeca.

O Som da Rabeca é mais grave e aveludado que o do violino e sua afinação é diferente e ainda assim, encostada junto ao peito em vez do queixo, como o violino."

Armandinho Macêdo

Documentos

O terrorismo e a extrema-direita: o mundo em explosão, por Assis Ribeiro

Por Assis Ribeiro

As sociedades experimentam padrões de vida em deterioração, crescente insegurança social e pessoal e decadência dos serviços públicos enquanto as minorias abastadas prosperam cada vez mais.

A resposta subjetiva a estas condições tem sido as revoltas esporádicas que podem ganhar uma musculatura incontrolável pela fraqueza e lentidão das respostas dadas pelos governos. Em outras palavras, as condições objetivas não têm sido acompanhadas pelo crescimento das forças subjetivas capazes de transformar o Estado ou a sociedade.

Nos últimos anos uma série de movimentos de ruas iniciou o que pode se tornar algo próximo dos acontecimentos da década de 1960.

Movimentos das populações negras também surgem nos EUA após o “incidente” de Ferguson quando Michael Brown, um jovem negro, foi assassinado por Darren Wilson, um policial branco.  Esse acontecimento provocou o crescimento das manifestações e tornou-se símbolo da violência contra negros nos Estados Unidos.

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Um paralelo entre as manifestações de 1960 e os movimentos atuais, por Assis Ribeiro

A procura do "novo"

Por Assis Ribeiro

As sociedades experimentam padrões de vida em deterioração, crescente insegurança social e pessoal e decadência dos serviços públicos enquanto as minorias abastadas prosperam cada vez mais.

As tentativas das populações em exercer influência nas decisões e no destino das suas cidades parecem não serem mais atendidas pela instituição do voto já que  mudanças de governos e parlamentos ocorridas pelo mundo em várias eleições não foram suficientes para que surgisse uma nova política que atendesse de forma mais ampla aos anseios dos governados.

A resposta subjetiva a estas condições tem sido as revoltas esporádicas que podem ganhar uma musculatura incontrolável pela fraqueza e lentidão das respostas dadas pelos governos. Em outras palavras, as condições objetivas não têm sido acompanhadas pelo crescimento das forças subjetivas capazes de transformar o Estado ou a sociedade.

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O novo ciclo de desenvolvimento precisa do Congresso Nacional

Ontem rodou um post aqui no blog sob o título “Trabuco, Meirelles ou Barbosa? Dilma pode trocar dois terços do atual ministério” que causou muito polêmica.

Alguns comentaristas demonstraram preocupação que a indicação de um nome ligado ao mercado pode fazer com que o governo dê uma guinada à direita.

Nem sempre isso ocorre. Foi com Henrique Meirelles no Banco Central e Guido Mantega no Ministério da Fazenda que em 2008 o Brasil realizou a maior política anticíclica e contrária aos desejos do mercado em nossa história.

O que Dilma prometeu durante a campanha foi o controle do déficit, inflação dentro da meta, manter o superávit fiscal com crescimento e sem austeridade, promover a desvalorização do real para aumentar a competitividade das nossas empresas, e manter a política redistributiva.

Esse conjunto anunciado por Dilma é a base da sua política monetária, fiscal, cambial, e redistributiva. Leia mais »

O saldo dos protestos de junho e das urnas, por Assis Ribeiro

O ciclo de protestos iniciado em junho de 2013 estampou o racha que persiste no Brasil desde a sua colonização.

A tentativa de manipulação das intenções desses movimentos fez com que muitos acreditassem que eles marcariam uma virada conservadora no país. Isso provavelmente ocorreu pelo histórico de que grandes mobilizações de massa provocam guinadas à direita como ocorreu mais recentemente no Egito, Grécia e Espanha. Esqueceram, no entanto, que aquelas populações que abandonaram a esquerda o fizeram porque seus governos aderiram às políticas de austeridade, à falta de regulação do capital, e abandonaram as suas políticas distribuição de renda e geração de emprego.

Tais governos são os que optaram para abraçar o pragmatismo e aderido ao mote de que não mais existem diferenças entre esquerda e direita. Esse quadro favoreceu a ideia de que as opções entre as políticas de esquerda e direita se tornassem suficientemente indistintas o que abriu a possibilidade da vitória da direita. Leia mais »

Corrupção. Uma outra abordagem

A própria abordagem do texto mostra com será difícil alcançar a redução "da sensação de corrupção que permeia a opinião pública."

Olhar a corrupção como uma originalidade do serviço público já demonstra a distorção das origens do problema.

Se fosse exclusividade dos setores públicos não veríamos os últimos escândalos envolvendo a Fifas. Se fosse exclusividade de aparelhamento e falta de governança corporativa não veríamos corrupção em empresas e em governos "menos aparelhados" mundiais.

O problema não é exatamente a corrupção e sim a escandalização feita em seu nome, o oportunismo, o enviesamento, o modelo "casa grande e senzala" e a falsa moral cristã.

1) A corrupção graça em todos os governos e empresas mundiais. A Siemens e a Alston foram condenadas por vários governos estrangeiros, a Fifa idem, e continuam a responder processos internacionais. Importante empresário americano foi condenado na crise de 2008. Altos dirigentes japoneses idem. Leia mais »

Nesses tempos de disputas eleitorais

Nesses tempos de disputas eleitorais tem aparecido com maior frequência aqui no blog artigos com críticas a Aécio Neves e ao PSDB e às políticas (ou falta delas) do governo Dilma Rousseff. Se no período anterior as criticas se davam quanto ao descontrole da inflação e aos atrasos das obras da Copa, sempre com a justificativa de falta de comunicação por parte do governo, agora elas se dirigem às propostas de programas de governo dos candidatos Aécio e Dilma, ao mesmo tempo em que enaltece o que propõe a campanha de Eduardo Campos.

Essa linha adotada pelo blog é descabida, pois é notório que as propostas de Campos seguem nas mesmas linhas do que vem fazendo o governo federal, e as composições de governança se dariam muito próximas ao que temos hoje no parlamento. Se alguma diferença teria ela seria dada pela menor antipatia do mercado ao candidato Campos. Nesse sentido ele seria uma cópia mal acabada de Lula, de quem o candidato é declaradamente grande fã. Leia mais »

A derrota da seleção traz de volta antigas batalhas

Essa queda de braço vem desde a criação do Estatuto do Torcedor (ou antes dele) que entre outras coisas prevê maior transparência e responsabilidade das organizações desportivas.

O PP representando a fortíssima bancada da bola, através do seu advogado Vladimir Reale entrou com uma ação de inconstitucionalidade do Estatuto do torcedor, afirmando: "O Estatuto do Torcedor é uma lei “intervencionista e autoritária” e seria um “inequívoco controle externo” de entidades privadas.“[O estatuto] afronta, dentre outros, os postulados constitucionais da liberdade de associação, da vedação de interferência estatal no funcionamento das associações e, sobretudo, o da autonomia desportiva”

O STF por unanimidade negou o provimento da Ação, seguindo o voto do relator Cezar Peluso:

“O estatuto do torcedor tem o poder de colocar para escanteio a nefasta figura caricata do cartola, definido como dirigente, visto geralmente como um indivíduo que aproveita de sua posição para obter ganhos individuais e prestígio” Leia mais »

Intervenção no futebol. Precedentes

Esporte Clube Bahia e a primeira eleição direta para presidente e conselho deliberativo.

Este blog tem dado a cobertura esperada para todo o movimento de democratização no Esporte Clube Bahia que começou com o movimento democrático "Bahia da Torcida, campanha “zero público” nos estádios e ações judiciais que culminaram em uma intervenção judicial com a determinação de apuração, convocação de eleições para a escolha de um novo presidente em assembleia.

O Bahia viveu nos últimos anos a maior crise da sua história. O clube que é bicampeão nacional, condição obtida por poucos, caiu para a terceira divisão, alcançou altos índices de endividamento, perdeu vários dos seus jogadores da divisão de base por falta de recolhimento de FGTS e por vendas suspeitas pelo baixo valor das transações, a contratação de 103 jogadores em cerca de três anos, o que dava para armar quase dez times de futebol! Em sua maioria, jogadores que nem mereciam vestir a camisa do Bahia, alguns já no ocaso ou ultrapassados, pagos a peso de ouro. Leia mais »

Para os que pensam que o Estado não pode intervir no futebol

O PP representando a fortíssima bancada da bola, através do seu advogado Vladimir Reale entrou com uma ação de inconstitucionalidade do Estatuto do torcedor, afirmando: "O Estatuto do Torcedor é uma lei “intervencionista e autoritária” e seria um “inequívoco controle externo” de entidades privadas.“[O estatuto] afronta, dentre outros, os postulados constitucionais da liberdade de associação, da vedação de interferência estatal no funcionamento das associações e, sobretudo, o da autonomia desportiva”

O STF por unanimidade respondeu, seguindo o voto do relator ministro Cezar Peluso:

“O estatuto do torcedor tem o poder de colocar para escanteio a nefasta figura caricata do cartola, definido como dirigente, visto geralmente como um indivíduo que aproveita de sua posição para obter ganhos individuais e prestígio”

“No que tange à autonomia das entidades desportivas, ao direito de livre associação e à não-intervenção estatal, tampouco assiste razão ao requerente. Seria até desnecessário a respeito, mas faço-o por excesso de zelo, relembrar a velhíssima e aturada lição de que nenhum direito, garantia ou prerrogativa ostenta caráter absoluto” Leia mais »

Mudanças na Lei Pelé

Muito se tem  comentado aqui no blog sobre ações para a melhoria do nosso futebol e demais desportos.  A sociedade vem debatendo esse assunto, mesmo antes da derrota da seleção para a Alemanha, e medidas vêm sendo tomadas para o avanço dos esportes.

O nosso desporto é regulamentado pela Lei Pelé, também conhecida como Lei do Passe Livre, sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em março de 1998.

Essa lei é polêmica desde o seu nascedouro e existem distorções gritantes como o fim do passe que prendia o jogador ao seu clube formador e que passou a beneficiar os empresários, que fazem a cabeça de qualquer promessa de craque desde os 10, 12 anos de idade, pressionando clubes a pagar salários cada vez mais altos a jogadores cada vez mais jovens, pactuando contratos de gaveta e fazendo com que a totalidade dos clubes passe por aperto financeiro o que favorece a ida dos jovens talentos para o exterior. Leia mais »

Reforma pela Casa grande e Senzala.

Os milagres já foram realizados pela ditadura que endividou, criou desemprego e inflação alta, e por Lula que "comendo pelas beiradas" conseguiu inserir milhões de pessoas no trabalho e consumo.

O governo já fez o que pode em privatizações, concessões e incentivos.

O Brasil só conseguirá avançar se quebrar o padrão "casa grande e senzala":

Reforma Tributária deslocando o foco das cobranças de impostos para o segmento do lucro e patrimônio, afim de manter a arrecadação do Estado nos mesmos patamares aos mesmo tempo em que desonera o trabalhador e os produtores.

Reforma Política que retire a dependência dos parlamentares aos seus financiadores de campanha, possibilitando uma representatividade melhor distribuída.

Quem tem plano de governo?

Aí está o único plano de governo capaz de quebrar as amarras do país. E é uma continuação do projeto elaborado pelo PT desde 2002 que foi dividido em etapas de implantação.

Comentei no post "Para destravar os investimentos públicos"  no mesmo sentido da afirmação de Dilma: "romper as amarras da burocracia" e explicitei o que é isso.

A matéria demonstra que não existe candidato, pelo menos não no PT, que aja pela seu self. O que foi apresentado é um plano elaborado ainda antes da primeira vitória de Lula e as etapas estão sendo cumpridas ( o texto deixa claro essas etapas).

Em abril, falei dessas metas, no post: "Dilma tem o rumo, mas não tem o método":

Então o que é o novo? Leia mais »

Dilma convocou o povo às ruas

Quando Dilma convocou o povo às ruas, publicou o Dec. 8.243 e implantou o pragrama "+ médicos" definiu claramente que sua campanha será na ideologia e ela já pautou o debate com esses passos.

Nessa condiçõe a oposição se ferra por não ter alternativas que agradem ao povão.

Os pragmáticos apoiadores do governo morrem de medo da ideologia ao se igualarem aos críticos do pensamento, que não acreditam na ideologia como base organizacional de governo.

Dia 11/06 no debate do Dec. 8.243 antecipei:

O momento do lançamento do Decreto foi uma jogada de mestre de Dilma

Pautou a mídia e fez diminuir as atenções para supostas crises

Definiu que o debate nas eleições se dará no campo político ideológico

Qual o candidato que nos seus programas eleitorais ou nos debates serão contra o Decreto que defende mais participação popular? Leia mais »

O Brasil pede mudanças

Para botar mais dendê e pimenta na análise.

O Brasil pede mudanças desde José de Anchieta, passando pela Confederação dos Tamoios, Zumbi dos Palmares, Lampião, Antônio Conselheiro, Sabinada, e todas elas remetem à independência e inclusão.

Por isso, há uma nítida divisão entre o eleitorado e ela é observada em quase todos os dados colhidos das eleições desde a redemocratização que indicam um recorte claro entre ricos e pobres, entre regiões norte/nordeste e o sudeste concentrador de renda.

Então o "novo" no Brasil ainda é a inclusão e independência (à concentração do sudeste).  Não é de se estranhar, nem mera coincidência, que os grupos da grande mídia estão exatamente nesta região e defendendo interesses dela, bem como justifica a passagem na análise de Nassif; "de que a avaliação negativa está transborando das classes A e B para as demais é correta – pelo menos no macroambiente de São Paulo.", por ser o setor geográfico mais sujeito ao bombardeio da mídia. Entretanto, não se deve deixar de analisar os motivos da recente vitória do PT na maior prefeitura desta região sudeste como contraponto que demostra que a insatisfação não está no PT. Leia mais »

O Brasil não e mais a pátria das chuteiras.

A constatação do "fim da pátria das chuteiras" é correta, e clara é a percepção dessa condição. No entanto, as causas são muito mais profundas do que as encontradas nas explicações de Ronaldo Helal, da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) sobre a globalização como motivação desse acontecimento.

Trata - se de um processo muito mais profundo que irá encontrar fulcro nos campos social, econômico e político.

Estou falando da evolução de uma sociedade que está se transformando e saindo de uma condição onde o "pão e circo" eram instrumentos para manter o controle dos dominantes sobre os dominados; do processo de quebra do nosso sistema de "casa grande e senzala".

Isso é constatado também no parágrafo de texto de Nassif:

"A ideia da "pátria de chuteiras" - consagrada por Nelson Rodrigues - é exclusiva da fase pré-globalização, na qual cada Copa do Mundo era uma guerra nacional, um momento de auto-afirmação nacional." Leia mais »

Áudio

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