16 de setembro de 2026

Eduardo Bolsonaro busca apoio nos EUA para reativar sanções contra Moraes e atingir Dino

Ex-deputado e Paulo Figueiredo se reúnem com integrantes do governo Trump e articulam novas punições ao STF
Deputado federal Eduardo Bolsonaro. Foto: Mario Agra / Câmara dos Deputados

▸ Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo iniciam reuniões em Washington para pressionar sanções contra Moraes e Dino.

▸ Encontros com o Departamento de Estado e Casa Branca visam reativar sanções da Lei Magnitsky contra ministros do STF.

▸ Setores do governo Trump resistem a sanções para evitar fortalecer a narrativa de Lula antes das eleições no Brasil.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo iniciaram nesta quarta-feira (16) uma série de reuniões com integrantes do governo de Donald Trump, em Washington. A movimentação, informada inicialmente pelo portal Metrópoles, ocorre no dia seguinte à paralisação, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), do julgamento sobre o pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no âmbito do Caso Master.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

A agenda da dupla teve início com representantes do Departamento de Estado norte-americano e prevê encontros na Casa Branca na quinta-feira (17). O objetivo do grupo é pressionar a administração dos Estados Unidos a reativar sanções com base na Lei Magnitsky contra Moraes, além de incluir o ministro Flávio Dino na lista de autoridades penalizadas.

Articulação internacional e resistência interna

A ofensiva diplomática e política ganhou força após a sessão de terça-feira (15), quando Flávio Dino pediu vista no julgamento que analisava um relatório da Polícia Federal. O documento cita Moraes como suposto interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A interrupção da análise abriu, na avaliação de aliados de Jair Bolsonaro, uma brecha para ampliar a pressão externa sobre a Corte brasileira.

Moraes chegou a ser sancionado pelos EUA em 2025 via Lei Magnitsky — dispositivo que prevê congelamento de bens e restrição de vistos a acusados de violações de direitos humanos —, mas as medidas foram revogadas posteriormente a pedido do governo brasileiro e de empresários.

Apesar das investidas em Washington, a aplicação imediata de novas punições enfrenta reticências dentro da própria gestão Trump. Setores do governo norte-americano avaliam que impor sanções a magistrados do STF no período que antecede as eleições no Brasil pode enfraquecer a oposição local. O receio é alimentar a narrativa do presidente Lula em defesa da soberania nacional, fortalecendo a base governista.

LEIA TAMBÉM:

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Recomendados para você

Recomendados