17 de setembro de 2026

Redata: moderno por fora, ou novo enclave exportador por dentro?, por Luís Nassif

O Redata corre o risco de produzir um novo enclave: moderno por fora, colonial em sua lógica econômica.
Reprodução

Redata oferece incentivos fiscais para data centers no Brasil, visando ampliar capacidade e reduzir dependência externa.
Projeto prevê renúncia fiscal de R$ 7,2 bi em 3 anos; contrapartidas incluem investimento, energia limpa e uso interno mínimo.
Críticas alertam para risco de extrativismo digital e custos energéticos repassados à sociedade sem ganhos tecnológicos locais.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center — Redata parte de um diagnóstico correto: sem capacidade própria de processamento, armazenamento e inteligência artificial, o Brasil continuará dependente de infraestruturas instaladas no exterior. Segundo o Ministério da Fazenda, cerca de 60% das cargas de dados e de IA utilizadas no país ainda são processadas fora do território nacional.

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O debate pode ser resumido em dois lados.

A favor: o Redata pode atrair investimentos, ampliar a capacidade nacional de processamento, reduzir dependências externas e aproveitar vantagens energéticas e geográficas do Brasil. 

Contra: sem contrapartidas industriais, tecnológicas, energéticas e ambientais mais fortes, o país corre o risco de subsidiar grandes plataformas estrangeiras e se tornar mero fornecedor de eletricidade, água, território e infraestrutura.

Abaixo um levantamento dos principais estudos contra e a favor do projeto.

Situação legislativa em 31 de agosto de 2026

O Redata foi criado inicialmente pela MP 1.318/2025, que perdeu a validade em 25 de fevereiro de 2026. Para preservar o regime, a Câmara aprovou o PL 278/2026, atualmente no Senado. Em 28 de agosto, o projeto foi incluído na pauta de 1º de setembro, sob relatoria do senador Cid Gomes. Portanto, em 31 de agosto de 2026, o regime ainda depende da aprovação definitiva do Congresso. Acompanhe a tramitação.

O desenho do Redata: incentivos e contrapartidas

O projeto suspende, por cinco anos, a cobrança de:

  • Imposto de Importação;
  • IPI;
  • PIS/Cofins;
  • PIS/Cofins-Importação,

na aquisição de equipamentos destinados à instalação e expansão de data centers. No caso do Imposto de Importação, o benefício se restringe a produtos sem similar nacional.

A renúncia fiscal oficial estimada é de:

  • R$ 5,2 bilhões em 2026;
  • R$ 1 bilhão em 2027;
  • R$ 1 bilhão em 2028.

São, portanto, cerca de R$ 7,2 bilhões em três anos, sem considerar eventuais benefícios estaduais e municipais. Agência Senado.

Em contrapartida, as empresas deverão:

  1. destinar ao mercado interno ao menos 10% dos serviços beneficiados;
  2. investir no país o equivalente a 2% do valor dos equipamentos incentivados;
  3. contratar energia proveniente de fontes limpas ou renováveis;
  4. cumprir índice de eficiência hídrica de até 0,05 litro por kWh;
  5. publicar relatório anual de sustentabilidade.

Dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento, 40% deverão ser destinados às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Agência Câmara.

1. Prós: por que o Redata pode ser estratégico

Há argumentos econômicos e estratégicos consistentes a favor de uma política específica para data centers.

Essas estruturas deixaram de ser apenas grandes depósitos de servidores. Tornaram-se a infraestrutura básica de:

  • inteligência artificial;
  • computação em nuvem;
  • serviços financeiros;
  • administração pública digital;
  • saúde e educação;
  • segurança e defesa;
  • pesquisa científica;
  • redes de telecomunicações.

Manter parcela significativa do processamento no exterior significa depender de jurisdições, empresas e decisões estratégicas estrangeiras. Em uma crise diplomática, comercial ou cibernética, essa dependência pode comprometer serviços públicos, empresas e instituições nacionais.

Além disso, o Brasil possui vantagens reais:

  • matriz elétrica majoritariamente renovável;
  • mercado interno de grande escala;
  • posição geográfica favorável;
  • rede de cabos submarinos;
  • capacidade de geração eólica, solar e hidrelétrica;
  • instituições científicas e universidades com demanda reprimida por processamento de alto desempenho.

Nesse sentido, o Redata corrige uma anomalia tributária: máquinas e equipamentos que constituem investimento produtivo chegam ao país carregando impostos cumulativos, enquanto concorrentes estrangeiros operam em ambientes fiscais mais favoráveis.

2. Contras: o risco de um novo extrativismo digital

O problema aparece quando se pergunta: o que exatamente ficará no Brasil?

Um data center de hiperescala pode mobilizar bilhões de reais durante sua construção, mas, depois de pronto, emprega relativamente poucas pessoas. Grande parte das máquinas — GPUs, servidores, sistemas de rede e componentes — é importada. O software, os modelos de IA, a nuvem, os dados e o controle empresarial podem continuar nas mãos das mesmas multinacionais.

A cadeia corre o risco de funcionar assim:

Brasil fornece energia, água, território, transmissão elétrica e incentivos fiscais → importa os equipamentos → empresas estrangeiras processam dados globais → lucros, tecnologia e comando permanecem no exterior.

Seria uma espécie de extrativismo digital. Em vez de exportar minério ou soja, o país exportaria eletricidade transformada em capacidade computacional.

O Redata oferece incentivos robustos para a instalação física, mas contrapartidas muito modestas para:

  • transferência de tecnologia;
  • fabricação nacional de equipamentos;
  • formação de fornecedores;
  • propriedade intelectual brasileira;
  • treinamento de modelos nacionais;
  • desenvolvimento de empresas brasileiras de nuvem;
  • acesso de universidades e startups à capacidade computacional.

Os 2% destinados a pesquisa e desenvolvimento são positivos, mas insuficientes para alterar a estrutura da cadeia. E há uma contradição regional: empresas instaladas no Norte, Nordeste e Centro-Oeste terão suas obrigações reduzidas de 10% para 8% e de 2% para 1,6%. A medida favorece a localização fora do Sudeste, mas diminui justamente as contrapartidas tecnológicas nas regiões que mais precisam formar capacidades.

3. Contras: a reserva de 10% pode ser apenas contábil

A exigência de destinar ao Brasil 10% do processamento parece assegurar uma parcela nacional. Mas o projeto permite que o cumprimento seja medido pela relação entre o faturamento interno e o faturamento total, não necessariamente pela capacidade física efetivamente entregue.

Isso abre uma brecha: se o serviço for vendido mais caro no Brasil, a empresa poderá atingir 10% da receita destinando ao país menos de 10% do processamento.

Além disso, a obrigação pode ser substituída por investimento adicional equivalente a 10% do valor dos equipamentos incentivados. Assim, um data center construído com incentivo brasileiro poderá continuar essencialmente voltado à exportação.

A contrapartida deveria ser medida em unidades físicas verificáveis:

  • capacidade computacional;
  • horas de GPU;
  • potência efetivamente instalada;
  • armazenamento disponível;
  • volume de processamento.

Uma parcela deveria ser reservada, a preços regulados ou gratuitamente, para:

  • universidades;
  • Fiocruz, Embrapa, Inpe e demais instituições públicas;
  • startups brasileiras;
  • Sistema Único de Saúde;
  • educação pública;
  • defesa cibernética;
  • desenvolvimento de modelos nacionais de IA.

Sem isso, a chamada capacidade nacional poderá existir fisicamente no Brasil, mas permanecer inacessível ao sistema produtivo e científico brasileiro.

4. Contras: o custo energético pode ser socializado

A velocidade da expansão projetada é impressionante. Pouco mais de 60 dias depois da edição original do Redata, os projetos com pedidos de conexão à rede básica passaram de 19,8 GW para 26,2 GW, aumento de 6,4 GW.

A própria Empresa de Pesquisa Energética ressalva que parte dessa carteira pode não se concretizar. Ainda assim, a dimensão dos pedidos já exige expansão da transmissão:

  • cerca de R$ 1,6 bilhão em obras para liberar 4 GW em São Paulo;
  • perspectiva de mais 5 GW de margem no estado;
  • estudos para 4 GW no Rio de Janeiro;
  • projeto de até 5 GW no Rio Grande do Sul;
  • expansão de 4 GW de capacidade de conexão no Nordeste.

Os números mostram que o Redata não é apenas uma política digital. É também uma grande política energética. EPE.

A exigência de contratar energia renovável é correta, mas não resolve todo o problema. Um contrato anual de energia limpa não significa que haverá geração disponível no mesmo local e na mesma hora em que o data center estiver consumindo.

Data centers operam 24 horas, sem grande flexibilidade para reduzir sua carga nos horários de pico. Solar e eólica são variáveis. A diferença precisa ser coberta por:

  • hidrelétricas;
  • baterias;
  • reforços de transmissão;
  • outras fontes firmes;
  • serviços de estabilidade e reserva do sistema.

Se esses investimentos forem pagos pela tarifa geral, a sociedade poderá subsidiar duas vezes o empreendimento: primeiro pela renúncia fiscal e depois pela conta de luz.

O correto seria aplicar o princípio do causador-pagador: os projetos devem arcar com os reforços de rede e serviços sistêmicos adicionais que sua carga tornar necessários.

Há, ainda, 22 emendas no Senado, algumas delas destinadas a retirar ou flexibilizar a obrigação de uso de energia limpa. Essa seria uma regressão grave: eliminaria justamente uma das principais justificativas para o tratamento tributário especial.

5. Pró e contra: a eficiência hídrica é um avanço, mas não basta

O limite de 0,05 litro por kWh é rigoroso e constitui um avanço. Mas um indicador médio anual não substitui a avaliação territorial.

O impacto depende de:

  • volume absoluto consumido;
  • fonte da água;
  • situação da bacia hidrográfica;
  • disponibilidade durante períodos de seca;
  • competição com abastecimento humano e agricultura;
  • tecnologia de resfriamento;
  • temperatura local.

Sistemas fechados economizam água, mas podem elevar o gasto de energia, pois exigem ventilação e refrigeração mecânica permanente. Portanto, existe uma troca entre eficiência hídrica e eficiência energética.

O licenciamento precisa considerar simultaneamente WUE, consumo absoluto de água e PUE, que mede a eficiência energética. Também deveria assegurar prioridade legal ao abastecimento humano em situações de escassez.

A audiência do Senado de 4 de agosto registrou ainda problemas de consulta às comunidades afetadas, poluição sonora, luminosidade, calor e ocupação de grandes áreas. Representantes indígenas Anacé relataram que só foram ouvidos depois de protestos contra um projeto no Ceará. Agência Senado.

6. Pró e contra: hospedar dados reduz riscos, mas não garante soberania

Talvez esta seja a distinção mais importante.

Ter data centers instalados no Brasil melhora:

  • latência;
  • continuidade operacional;
  • segurança física;
  • possibilidade de fiscalização;
  • incidência da legislação brasileira;
  • resposta a incidentes.

Mas soberania digital não é apenas localização física.

Se o equipamento for importado, o software estrangeiro, a nuvem controlada no exterior, os modelos proprietários e os contratos submetidos a empresas estrangeiras, o Brasil continuará dependente — apenas hospedando a dependência dentro de seu território.

Uma política soberana precisa articular o Redata com:

  • nuvem pública brasileira;
  • portabilidade e interoperabilidade obrigatórias;
  • prevenção do aprisionamento tecnológico, o vendor lock-in;
  • criptografia sob controle nacional;
  • armazenamento de dados estratégicos em empresas sujeitas efetivamente à jurisdição brasileira;
  • desenvolvimento de modelos nacionais de IA;
  • poder de compra do Estado;
  • fabricação e montagem local de equipamentos;
  • cabos, redes, energia e sistemas de segurança nacionais.

O Redata é, portanto, uma política de infraestrutura física. Não deve ser confundido com uma política completa de soberania digital.

7. Como preservar os benefícios e reduzir os riscos

O Redata foi aprovado, mas seus benefícios dependerão de salvaguardas capazes de impedir que os custos fiscais, energéticos e ambientais sejam transferidos à sociedade enquanto o valor tecnológico permanece no exterior:

  1. Cobrança dos custos de infraestrutura

    Cada empreendimento deve financiar os reforços de geração, transmissão e estabilidade que provocar.
  2. Energia limpa adicional

    Não basta comprar certificados de energia já existentes. O empreendimento deve contribuir para adicionar nova geração limpa e capacidade firme ao sistema.
  3. Critério hídrico territorial

    Além do índice médio, exigir divulgação do consumo absoluto, origem da água, impacto sobre a bacia e regras de restrição em períodos de escassez.
  4. Capacidade interna medida fisicamente

    Os 10% devem ser apurados por capacidade computacional efetiva, e não apenas por faturamento.
  5. Reserva pública de processamento

    Garantir horas de GPU e armazenamento para universidades, SUS, pesquisa, startups e governo digital.
  6. Conteúdo e desenvolvimento nacional

    Criar metas progressivas para montagem, manutenção, equipamentos elétricos, sistemas de refrigeração, software, cibersegurança e serviços brasileiros.
  7. Diferenciação entre projetos

    Separar data centers locais, nuvens destinadas ao mercado brasileiro e megacentros exportadores de processamento de IA. Seus impactos e benefícios não são iguais.
  8. Transparência integral

    Publicar por instalação:
    • benefícios fiscais recebidos;
    • energia contratada;
    • consumo real de eletricidade e água;
    • empregos permanentes;
    • origem dos equipamentos;
    • capacidade destinada ao país;
    • projetos de pesquisa financiados.
  9. Revisão periódica dos benefícios

    A isenção deve ser mantida apenas quando as metas forem cumpridas e quando os benefícios econômicos e tecnológicos superarem o custo fiscal e ambiental.

Conclusão: o resultado dependerá das contrapartidas

O objetivo não deve ser instalar o maior número possível de galpões cheios de servidores, e sim converter energia renovável, mercado interno e capacidade científica em poder tecnológico brasileiro. Para isso, os incentivos precisam estar vinculados a conteúdo nacional, pesquisa, acesso público à capacidade computacional e responsabilidade pelos custos de energia, água e infraestrutura.

A escolha é clara:

O Brasil pode usar os data centers para criar inteligência artificial, ciência, empresas, empregos qualificados e soberania. Ou pode limitar-se a fornecer eletricidade, água, território e isenções para que plataformas estrangeiras processem os dados do mundo.

Sem política industrial, acesso nacional à capacidade computacional e repartição dos custos ambientais e energéticos, o Redata corre o risco de produzir um novo enclave: moderno por fora, colonial em sua lógica econômica.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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2 Comentários
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  1. Kate Hegseth

    17 de setembro de 2026 9:05 am

    Aqui está o meu testemunho sobre como me tornei membro dos Illuminati. Lord Felix me ajudou a recuperar minha vida depois de eu ter estado à beira da morte. Fui dispensado após cerca de dois anos e meio, tendo sido traído por muitos membros dos Illuminati. Durante anos, vivi em desespero e arruinado financeiramente. Mas, um dia, enquanto navegava na internet, deparei-me com uma publicação de Lord Felix — um membro proeminente dos Illuminati — afirmando que, ao ingressar na organização, seria possível tornar-se famoso, rico e bem-sucedido na vida. Entrei em contato com ele, expliquei minha situação e segui o processo de inscrição que ele recomendou. Paguei a taxa de iniciação e fui admitido na Ordem Mundial Illuminati. Posteriormente, recebi todas as orientações e fui informado de que, após a iniciação, os novos membros seriam recompensados ​​com uma quantia em dinheiro de US$ 2.000.000. Com a ajuda de Lord Felix, fui plenamente iniciado como membro dos Illuminati. Meu conselho é este: se você já foi enganado por golpistas no passado, dê uma chance a Lord Felix. É a sua melhor oportunidade de se tornar a pessoa que você deseja ser no futuro. Entre em contato com ele pelo WhatsApp no ​​número +2348168034022.

  2. Veritas

    17 de setembro de 2026 9:51 am

    Creio que precisamos urgentemente de uma Lei de Soberania Digital. É bem mais que a lei do Redata. As razões principais para tal são o icloud act americano e a guerra híbrida instalada. Este é um tema relevante que precisa entrar nesta campanha eleitoral. Vejam o que outros países grandes estão fazendo:
    Vários países têm adotado medidas para remover, banir ou reduzir drasticamente o uso de softwares americanos. Esse movimento global é motivado pela busca por soberania digital, segurança cibernética (para evitar espionagem) e o receio de ficar dependente de infraestruturas que os EUA possam controlar ou bloquear unilateralmente.
    Os casos mais notáveis dividem-se entre restrições totais e migrações estratégicas no setor público:
    1. China (O divórcio tecnológico definitivo)A China avançou para a substituição de tecnologias ocidentais.O que removeu: Além de bloquear grandes redes sociais (Meta, Google, X), o governo chinês ordenou que suas empresas e órgãos estatais interrompam o uso de softwares de cibersegurança e sistemas operacionais dos EUA (como VMware, Palo Alto Networks e Fortinet).Substituto: O país utiliza infraestrutura própria e promove gigantes locais como Tencent, Baidu e soluções de código aberto controladas pelo Estado.
    2. Rússia (Ruptura pós-sanções)Após os conflitos geopolíticos recentes e sanções ocidentais, a Rússia acelerou o banimento e a substituição de softwares americanos. O que removeu: Bloqueou plataformas da Meta (Facebook, Instagram) e o X (antigo Twitter). O governo também baniu o uso de softwares governamentais e corporativos americanos, forçando a migração de serviços de nuvem e ferramentas de escritório da Microsoft.Substituto: O ecossistema nacional foi centralizado em redes e softwares como o VK e o Telegram.
    3. França (Migração no setor público)A França adotou uma postura rígida para “quebrar as correntes” da dependência das Big Techs americanas na administração pública. O que removeu: O governo baniu o uso de ferramentas de videoconferência e produtividade como Zoom, Microsoft Teams e Google Meet para funcionários públicos. Também já havia restringido o uso de WhatsApp e Telegram em comunicações oficiais.Substituto: Desenvolveu o Visio (plataforma própria de videoconferência) e a suíte de escritório em nuvem LaSuite, hospedada em servidores franceses (infraestrutura Outscale).
    4. Alemanha (Foco em Código Aberto)O governo alemão declarou que a dependência de servidores e programas dos EUA deixa o setor público vulnerável a chantagens e pressões políticas. O que removeu: Cidades e ministérios inteiros estão abandonando o Microsoft Office e o Google Docs. Substituto: O país está construindo plataformas próprias de Inteligência Artificial e migrando seus sistemas para o openDesk, uma suíte de produtividade europeia de código aberto.
    5. Dinamarca e Países Baixos Dinamarca: Traçou uma estratégia nacional de independência digital. O Ministério da Digitalização determinou a migração total de seus computadores do Microsoft Office para o LibreOffice. O país possui um plano de contingência para se desconectar de sistemas dos EUA caso o governo americano aja de forma unilateral. Países Baixos (Holanda): Criou a Estratégia Plurianual de Autonomia Digital. O governo holandês está movendo seus códigos de programação para fora do GitHub (que pertence à Microsoft) para repositórios próprios e locais. ( feito com ajuda de IA)

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