Coronavírus: líderes europeus dizem que vírus pode acabar com UE

Relação entre países do bloco não era das melhores, e pandemia tem fortalecido políticas nacionalistas – e muitas vezes autoritárias

Foto: Reprodução

Jornal GGN – A pandemia do coronavírus agravou os problemas existentes na União Europeia (UE), e existe o temor entre líderes da região que o vírus possa acabar com o bloco de uma vez por todas.

Fatores como o Brexit, o fluxo migratório descontrolado desde 2015 e a crise financeira de 2008 já vinham afetando a coesão da integração, mas o vírus acabou por criar atritos entre países e fortalecendo autocracias, como aconteceu recentemente na Hungria, onde o primeiro-ministro Viktor Orbán usou poderes emergenciais para praticamente suspender a democracia, criticando os princípios básicos de um estado de direito.

Segundo o jornal The Washington Post, diversos fatores tem comprometido a relação entre os países do bloco comum, como o fechamento descoordenado das fronteiras, a proibição de exportação de equipamentos médicos por parte da França e da Alemanha mesmo quando a Itália mais precisava – o que levou países como Rússia e China a entrarem no mercado e capitalizarem com a situação.

O ponto mais alto das divergências ocorreu durante uma videoconferência onde nove países, incluindo Itália e Espanha, pediam apoio financeiro. A gota d’água veio por parte do ministro holandês das Finanças, Wopke Hoekstra, que respondeu com um pedido para Bruxelas investigar porque alguns governos não dispunham de recursos financeiros para combater sozinhos a pandemia.

Agora, com as necessidades ainda maiores, cresce o questionamento sobre o sentido do bloco, se os membros mais ricos não se mostram dispostos a apoiar os vizinhos que passam por dificuldades.

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2 comentários

  1. Realmente. Qual o sentido de uma união que vale somente para os bons momentos. E na hora da dificuldade é cada um por si!? Nenhum sentimento nesta união. Se fosse um casal seria melhor o divórcio.

  2. Sugestão aos que se juntaram para o eficiente jejum para pedir à natureza e à lógica funcional de um vírus que ele para a sua atividade. Como não serão ouvidos, poderiam, como lembra antigo sucesso de Eduardo Dusek – “deixe na história de sua vida uma notícia nobre” (apesar de já ha quase 40 anos ele sugeria algo mais drástico,porém sempre válido em seu “troque seu cachorro por uma criança pobre”).
    Mas retornando, o jejum se tornaria notícia nobre se os alimentos economizados na data, fossem postos em uma caixa e entregues a uma família necessitada. Estou certo de que encontrariam sem muito ter de circular e por medida protetiva, basta bater à porta e se afastar. E poderiam continuar de estômago vazio por um dia, se bem que o vírus não os ouvirá e nem se importará, até porque ele não “prefira”, ainda que se prolifere mais rápido em ambiente enfraquecido. Mantendo-se à salvo, por ao menos um dia teriam a experiência do que é viver de barriga vazia.

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