Ao sermos reativos, espelhamos exatamente aquilo que combatemos

Enviado por Luiz Eduardo Brandão

do Justificando

Reação da esquerda pode inviabilizar emancipação

por Camila Sposito

A imagem acima faz soar o alerta máximo: é urgente falarmos de valores na era da pós-modernidade e seus impactos na atuação política. Também é urgente avaliarmos se temos tanta certeza assim sobre quem realmente nos representa politicamente, pois parece que parte relevante da esquerda embarcou de vez na sociedade do espetáculo e se tornou reativa ao discurso fascista da direita, deixando de ser a voz emancipatória que poderia nos guiar para uma alternativa progressista em relação à já moribunda democracia burguesa.

O que ocorre é: ao sermos reativos, espelhamos exatamente aquilo que combatemos. Em vez de superar a lógica do que queremos extinguir, perpetuamos, com sinais trocados. A intenção pode ser outra, mas o impacto social bruto é de aumentar um ambiente inóspito aos anseios de liberdade, seja ela civil, política, econômica, religiosa, etc.

Na foto vemos Kathy Griffin, uma atriz e ativista americana apoiadora do partido democrata, derrotado por Trump nas urnas, segurando o que seria a cabeça do atual presidente dos EUA, decapitada e ensanguentada. Observe por um minuto o que essa imagem lhe evoca antes de refletir racionalmente e montar seu argumento, por favor.

Por mais absurdas que sejam as declarações classistas, misóginas, homofóbicas e racistas de Trump, representantes do que seria a ala progressista oposta a esse retrocesso tem o dever de oferecer em cada ato político, no conteúdo e na forma, uma alternativa melhor do que a barbárie para a solução de conflitos, ainda que simbolicamente. Afinal, esta é a sua razão de ser.

É por isso que, em certo sentido, o ato de Kathy assume uma gravidade que não existe em nenhuma das declarações abomináveis de Trump: se estas são muito piores em seus efeitos imediatos, pois machismo e homofobia matam todos os dias, aquelas sinalizam a morte de qualquer possibilidade de superação, pois demonstram a renúncia dessa via emancipatória pelos únicos que ainda a defendiam.

Fato a ser notado é que o ato seja protagonizado por uma mulher. No auge da primavera feminista, em que nossos anseios estão sendo incorporados pelo sistema em vários níveis culturais, é possível acreditar que o futuro seja mesmo feminino. A ação de Kathy me faz questionar, contudo, que futuro será esse?

Não basta que tenhamos mulheres aparecendo e ocupando cargos. A ação das mulheres na esfera pública deve ser perfeitamente consciente da sua responsabilidade ímpar porque não se trata de uma divisão do poder que já existe apenas, mas sim da construção de uma nova forma de exercer o poder.

Nós somos o futuro não só porque somos maioria populacional e sim porque podemos fazer melhor que eles. O feminismo ao qual me filio quer não só a distribuição igualitária de poder entre os gêneros, mas também a superação dessas formas violentas de resolução de conflitos, tão própria do patriarcado.

É claro que não podemos confundir jamais a violência do opressor com a reação de defesa do oprimido. Não é a função deste texto endossar falsas simetrias do tipo “racismo reverso” ou igualar a cusparada de Jean Willys com as diárias agressões de Bolsonaro. O que se pretende questionar é:

A reação que estamos tendo, por mais legítimas que sejam, nos colocam no sentido da emancipação que buscamos, ou nos fazem uma peça de um jogo que não queremos mais jogar?

 A barbárie que se desenha à nossa frente, com a impossibilidade de construção de diálogo mínimo e o uso crescente de discursos de ódio de todas as fontes e interesses, é um caminho potencial que estamos  trilhando juntos, opressores e oprimidos.

Defender a reação como fundamento da atuação política é tão infantil quanto dizer que a crise política “Não é minha culpa, pois não votei na Dilma”. A esquerda tem que deixar de ser reativa e abandonar padrões mentais que empacam a análise política na identificação da “culpa” do opressor, ou vai perder mais uma vez a chance de ser a voz porta-voz da nova sociedade que se anuncia, confirmando, por ação ou omissão, a tendência sombria de ser a vítima histórica.

Camila Sposito é advogada e mestre em Direito Econômico pela USP, integrante da Rede Feminista de Juristas DeFEMde.

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19 comentários

  1. Muito bom

    Acredito que poderiam ajudar também outras ações, além da ação relevante (deixar de ser reativos) citada pela autora do post.

    Cito por exemplo:

    Assumir menos bandeiras com maior profundidade. No caso, a defesa da nação, o viés social da ação do Governo e o desenvolvimento interno mediante políticas anticíclicas.

    Também, uma boa ação é a de evitar provocações, pois a direita cresce quando provocada, como aconteceu com Bolsonaro depois da cusparada e da briga com a Maria do Rosário. No caso, podemos observar nas discussões dentro do Senado como o insignificante Senador Medeiros (MT) tenta crescer provocando ao PT, mas, em compensação, tanto o Lindbergh como outros senadores o ignoram olimpicamente, remetendo ao Medeiros à sua insignificância.

    Ainda, evitar trazer discussões religiosas, de família e comportamentais dentro do debate político principal, pois estaríamos afastando uma grande parte do eleitorado evangélico que concordaria com as bandeiras principais: Nação, viés social e desenvolvimento interno.

  2. ao….

    Já imaginaram se fosse o contrário? Se fosse Trump segurando uma cabeça, mesmo por brincadeira? Mas o texto acusa e ao mesmo tempo se condena. É mais fácil ver o defeito dos outros: ” …moribunda democracia burguesa…?” Por uma alternativa progressista de esquerda? Realmente, existe mais gente segurando cabeças decapitadas que podemos ver na foto. Mas revela em muito, nossas últimas décadas, na crença da nossa Elite Ideológica por Salvadores da Pátria. O texto fala mais que a imagem.  

  3. A pós-verdade brasileira começou com a esquerda

    E agora a direita entrou no jogo. Mas não nos devemos esquecer que desde 2004, 2005, o PT e militância reagiram a qualquer crítica ao governo como vindas de golpistas, tucanos, coxinhas, reaças, fascistas, etc., por mais construtivas que fossem as críticas! De tanto gritar “lobo!”, quando veio o golpe mesmo ninguém acreditou. O próprio PSOL e alguns dos fundadores do partido foram demonizados. O partido abraçou o coronelismo reacionário enquanto demonizava a centro-esquerda. Deveriam ter se aliado ao PSDB para reduzir a influência do PMDB e prosseguir na modernização do país, mas isso era conta o cálculo eleitoreiro do partido. Além das falsificações históricas, prosseguem na mistificação até hoje. José Dirceu continua herói do povo brasileiro… E o PSDB segue o mesmo rumo, ao não expulsar Aécio e não sair do governo Temer. A centro-esquerda vai desaparecer dessa forma e a extrema-direita está com tudo para tomar o poder. Não devemos nos esquecer que tudo começou nesse jogo de pós-verdade, mistificações e “construções de narrativas” iniciado 10 anos atrás pela nossa esquerda. Há os que se cansaram das falsificações, abandonando o apoio ao partido, e há aqueles que entraram no jogo, agora pela via da extrema-direita.

  4. A ideia é boa mas, a meu ver,

    A ideia é boa mas, a meu ver, precisa ser aprofundada. Vejo reatividade e racismo inverso em “podemos fazer melhor que eles”. O que importa como “eles” fazem? Façamos o nosso melhor, com o máximo de liberdade que permitimos a nós mesmas. A participação masculina nas conquistas civilizatórias não pode ser assim, a priori desprezada.

    Adotar competitividade, orientar a própria ação pela ação anterior, é uma faca de dois gumes e que comumente corta mais do lado que menos se espera. Excetuando-se competições esportivas, na ânsia da vitória é fácil resvalar para ações que prejudicam o adversário muito mais do que as que levam à vitória pelas próprias realizações. Prejudicar o adversário pode levar à glória de um dos lados mas implica obrigatoriamente ao empobrecimento da conquista de todos. Talvez política seja diferente de esporte.

    – “Ah, mas não somos nós que queremos competir. São ‘eles’ que propõe que seja assim, nós apenas reagimos…”

    De qualquer forma a ideia de verter a criação de solução, não para o combate ao que o outro faz e que nos prejudica, mas sim para o que nos leva ao bem estar me parece muito boa. E isso tanto para as questões de gênero quanto para as políticas.

  5. O grande problema da esquerda

    O grande problema da esquerda é ficar apenas no discurso monocórdio de “defender minorias”.

    Estas devem sim serem defendidas no ambito geral, porém, nao se pode colocar esse discurso acima de tudo.

    Isso fica claro em vários pontos. A esquerda se regosijou falando do caso Dória na cracolandia. A esquerda perdeu mais tempo defendendo nóias do que pensando o País, defendendo solução aos 15 M de desempregados no País.

    Se continuarem dessa forma nunca governarão um País.

  6. Peço desculpas a articulista,

    Peço desculpas a articulista, acho a reflexão válida e ela levanta pontos importantes, porém pretendo discordar diametralmente. Não se combate o fascismo com flores e com palavras bonitas. A História já ensinou que o fascismo é combatido pela força, porque essa é a única linguagem que eles entendem. E enfiar a cabeça na terra como avestruz também não ajuda a combater o fascismo: pelo contrário, ele só vai crescendo, aproveitando a falta de reação, testando os limites, até se tornar hegemônico. Compare 2012 com hoje (no Brasil), veja o que é aceito e o que é falado, e é claro notar como num período de cinco anos os parâmetros se alteraram completamente. O fascismo já está vencendo. 

    O fascismo precisa, ao contrário, ser denunciado, apontado, jogado luz e, se necessário, combatido com a força. Fechar os olhos para ele e imaginar que ele seja combatido não com a força, mas com boa vontade e pensamento positivo, não só é incorreto como perigoso. Quem não combate uma injustiça está do lado da injustiça. No fundo, o que esse tipo de colocação supostamente propositiva oculta é um desejo egoísta por mantermos nossa identidade de “bonzinhos”, o que no fundo não quer dizer nada. Se o fascismo cresce, e a gente não combate de maneira firme, usando da força se for necessário, deixamos os fascistas fazerem o que quiserem. E pior ainda se a gente fingir que o fascismo nem existe, como muitos querem fazer.

     

     

    • Se o povo não tivesse forçado a revoada das Galinhas Verdes?

      Já imaginou se no século passado Anarquistas e Socialistas tivessem ido com flores para oferecer aos Integralistas Galinhas Verdes, em vez de ir armados e forçar a revoada das Galinhas Verdes?

      Me poupe com seu pacifismo imbecil

  7. Esquerda isso, esqueda aquilo, esquerda acola…

    Definitivamente a esquerda tem muito prazer em se autoflagelar. Em toda entrevista da presidenta Dilma, ela é obrigada a fazer auto-critica de seu governo. Até parece que nenhum outro presidente da republica tenha errado (e muito), mas apenas ela. Essa coisa de oferecer a outra face é muito bonito, mas nem sempre é possivel ou deve-se oferecer a face para ser mais estapeada ainda. Muitas vezes é preciso responder a acusações ou perseguições. Sem violência e sem agressevidade, mas muitas vezes com contundência.

    A leitura que faço da imagem, sobretudo analisando o rosto da atriz, é de que ela mostra a Trump concretamente o discurso de odio e segregacionista que ele tem feito em sua cruzada resulta em barbarie.

    • A capa é infeliz, nisso (e em

      A capa é infeliz, nisso (e em outras coisas) a Camila está muito certa. A esquerda tem que estar ao lado dos valores civilizatórios. E não pode se pautar pelo fascismo, isto é, ser reativo. A questão é que não temos que ser reativos, mas temos que reagir. Pode parecer contraditório, mas não é. O que me preocupa é a mistura entre um e outro, o que leva a uma falta de reação (e, consequentemente, ao crescimento do fascismo, que vai encontrar terreno livre). A articulista fala em feminismo sendo incorporado pelo sistema, por exemplo. Oras, o sistema incorpora para oprimir mais ou então para fazer demagogia. Isso é o que falta ser compreendido. Enquanto o feminismo comemora “vitórias” extremamente parciais como “fulaninho do Big Brother foi expulso”, na vida real o golpe avança e ataca os direitos reais das mulheres. O que atinge comportamental e culturalmente as mulheres de classe média e alta não é necessariamente um avanço para o conjunto das mulheres, que como todo grupo oprimido, sofre mais quando há uma opressão de classe conjuntamente àquela opressão. O perigo desse tipo de raciocínio que tenta negar a reação (ou então só aceitá-la se for inserida dentro do sistema, se for “domesticada”, ou seja, se não for efetiva!) é ficarmos no conformismo e só preocupado em espalhar valores para nossa própria vaidade e identidiade (ou seja, para soarmos “moralmente corretos”), desprezando a luta real e o seu resultado (isto é, vencer o opressor, atingir a emancipação e assim por diante). 

    • Um marketing horroroso…

      …a cabeça decepada é violenta e agressiva, contundência é outra coisa.

      Uma cabeça isolada e ensanguentada, nos dias de hoje, remete facilmente às atrocidades cometidas pelo estado islâmico. Identifica quem a segura com os terroristas sunitas que atuam no Oriente Médio. Não importa quem sejam made in USA, a grande maioria desconhece as suas origens.

      O meio é tão importante quanto a mensagem. Autocrítica difere de autoflagelação.

  8. CADEIA PARA OS BLINDADOS E PARA OS JUIZES BLINDADORES!!!

    Seria ótimo se a discussão fosse essa. O país está nas  90% (NOVENTA POR CENTO) nas mãos de bandidos apátridas assassinos, crápulas, traficantes, ditadores golpistas, e pouco importa se são de esquerda, direita, centro ou o escambau. É como se todos os padres fossem pedófilos, aí chega alguem para discutir se eles são contra ou a favor da descriminalização do aborto! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Os piores golpistas apátridas, são os fumaceiros.

     

  9. As pessoas só te entendem se você falar a língua delas

    Eu respeito o seu ponto de vista mas discordo dele. Os incêndios são combatidos mais eficientemente com fogo do que com água. Se você combate um ditador com democracia, ele não se torna democrático, ele se torna mais ditador ainda, podendo inclusive te eliminar, pois ele odeia a democracia.

    Diria Karl Marx:

    “As armas da crítica não podem, de fato, substituir a crítica das armas; a força material tem de ser deposta por força material, mas a teoria também se converte em força material uma vez que se apossa dos homens. A teoria é capaz de prender os homens desde que demonstre sua verdade face ao homem, desde que se torne radical. Ser radical é atacar o problema em suas raízes. Para o homem, porém, a raiz é o próprio homem”.

    Quando em Roma, faça como os Romanos.

  10. Em tempos sombrios não há lugar para sabedoria

    “(…)

    Eu queria ser um sábio.
    Nos livros antigos está escrito o que é a sabedoria:
    Manter-se afastado dos problemas do mundo
    E sem medo passar o tempo que se tem para viver na terra;
    Seguir seu caminho sem violência,
    Pagar o mal com o bem,
    Não satisfazer os desejos, mas esquecê-los.
    Sabedoria é isso!
    Mas eu não consigo agir assim.
    É verdade, eu vivo em tempos sombrios!

    Eu vim para a cidade no tempo da desordem,
    Quando a fome reinava.
    Eu vim para o convívio dos homens no tempo da revolta
    E me revoltei ao lado deles.
    Assim se passou o tempo
    Que me foi dado viver sobre a terra.
    Eu comi o meu pão no meio das batalhas,
    Deitei-me entre os assassinos para dormir,
    Fiz amor sem muita atenção
    E não tive paciência com a natureza.
    Assim se passou o tempo
    Que me foi dado viver sobre a terra.

    Vocês, que vão emergir das ondas
    Em que nós perecemos, pensem,
    Quando falarem das nossas fraquezas,
    Nos tempos sombrios
    De que vocês tiveram a sorte de escapar.

    Nós existíamos através da luta de classes,
    Mudando mais seguidamente de países que de sapatos, desesperados!
    Quando só havia injustiça e não havia revolta.

    Nós sabemos:
    O ódio contra a baixeza
    Também endurece os rostos!
    A cólera contra a injustiça
    Faz a voz ficar rouca!
    Infelizmente, nós,
    Que queríamos preparar o caminho para a amizade,
    Não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos.
    Mas vocês, quando chegar o tempo
    Em que o homem seja amigo do homem,
    Pensem em nós
    Com um pouco de compreensão.”

     

    Brecht, Carta aos que virão depois de Nós

  11. QUESTÃO DE SEMÂNTICA?

    É estranha para mim a definição de “reativo” apresentada pela autora do texto. Eu sempre defini o ser reativo como aquele que espera a ação oposta vir primeiro para reagir a ela. Nada mais que isto. Se assim fosse, concordaria totalmente com uma crítica neste sentido em relação à Dilma ou à esquerda, por exemplo.

    Para a autora, pelo que entendi, ser reativo é agir dentro das regras e critérios estabelecidos por uma parte agressora, deixando-a definir o que é certo ou errado quanto nossas atitudes. É bem distante do meu entendimento, a o menos.

    Eu não definiria a imagem em questão como expressão de uma postura reativa. Não há reação contrária à figura pública, ao símbolo Donald Trump. Apenas sugere-se que este não é o melhor representante do sistema, merecendo ser submetido pelas regras que ele mesmo defende (e que a própria atriz corrobora). No máximo, a imagem é puramente realista.

    Republicanos e democratas não pensam muito diferente. No caso da imagem em questão, seria propostivo – dentro dos critérios democratas – se a cabeçorra de Trump aparecesse explodida por um drone, enquanto pipocassem ao fundo, fogos de artifício com as cores do arco-íris formando a palavra “FREEDOM”. Isto sim, seria algo diferente dos cânones republicanos.

    Feministas, por favor, considerem isto: não há nada de inovador que possa surgir do universo mental norte americano. Sejam criativas por aqui mesmo. Comecem recusando a referência gringa como ponto de ancoragem. Também não dá pra ser propositiva por estas bandas orbitando o imaginário imperial como um vira-latas de sempre. O último que tentou ser “diferente” agindo assim, foi “o Cara” do Obama. E quem saiu ganhando no final? Quem???

  12. Feminismo pacificador

    Chamamos submissão a falta de reação ao opressor.

    Enquanto o opressor não sentir dor,  carência, abandono ou  medo ele não entenderá o oprimido.

    Nesse ponto e somente nesse ponto é que seria possível um equilíbrio.

    Para isso, a reação se faz necessária.

    Quanto ao seu auto-intitulado feminismo, quero crer seja mais uma bandeira que uma necessidade, eis que

    não parece patente que na jornada do privilégio a condição feminina tenha lhe imposto alguma restrição.

    [video:https://youtu.be/YdWvd2G__M4%5D

     

     

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