Legado de Temer é uma democracia frágil e instituições esgarçadas, diz Sakamoto

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – “O principal legado do governo Temer é, na verdade, uma democracia mais frágil, lastreada em instituições esgarçadas”, avaliou o jornalista Leonardo Sakamoto. 

Para ele, Temer aprovou uma série de projeto, incluindo a Reforma Trabalhista, que foram vendidas como balas de prata contra o desemprego mas, ao final de seu mandato conquistado por um impeachment questionável, o resultado não foi o esperado pelo povo.

“Essa população pobre cozinhou sua insatisfação em desalento, impotência, desgosto e cinismo. Isso não estoura em manifestações com milhões nas ruas, mas corrói a crença nas regras e instituições que nos mantém como país.”

Foi durante o governo Temer que se acentuou um fenômeno que já vinha ocorrendo a olhos nus ao menos desde 2013, essa descrença “na política como arena para a solução dos problemas cotidianos, o que é equivalente a abandonar o diálogo visando à construção coletiva”.

“Caídas em descrença sob seu mandato, instituições vão levar muito tempo para se reerguerem – e isso, se conseguirem. Tudo isso abriu espaço para figuras que se vendem como salvadoras da pátria”, comentou.

“Esperemos que a democracia brasileira seja suficientemente resiliente para se recuperar desses choques e se manter firme diante de novos ataques contra garantias fundamentais que vêm por aí a partir de Primeiro de Janeiro”, escreveu Sakamoto, acrescentando que a ironia será sentir saudades de Temer em 2019, quando Jair Bolsonaro e sua agenda de extrema-direta chegar definitivamente ao poder.

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