25 de agosto de 2026

Big Techs chinesas e o projeto de desenvolvimento do país, por Roselino & Diegues

Empresas de tecnologia participam de políticas estratégicas da China, em relação marcada por cooperação, interesses econômicos e tensões
Reprodução

Big Techs chinesas como Alibaba e Huawei atuam em mercados domésticos e iniciativas estratégicas do país.
Estudo de Roselino e Diegues destaca relação de “simbiose tensa” entre empresas e Estado chinês.
Setores como IA, combate à pobreza e Rota da Seda Digital mostram cooperação e conflito nessa parceria.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Enquanto as grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos consolidaram seu poder global a partir do controle de plataformas, dados e monopólios digitais, a experiência chinesa apresenta uma trajetória particular. Empresas como Alibaba, Tencent, Baidu, ByteDance e Huawei não apenas construíram grandes mercados domésticos e ampliaram sua presença internacional, como também passaram a participar de iniciativas consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico e tecnológico do país.

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É essa relação entre as Big Techs chinesas e o Estado que José Eduardo Roselino, professor associado do Programa de Pós-Graduação em Economia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e Antonio Carlos Diegues, professor associado do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), investigam no artigo “O Papel das Big Techs na Estratégia de Desenvolvimento Nacional da China”. Os autores identificam uma dinâmica que definem como “simbiose tensa”: uma relação de interdependência na qual empresas e Estado compartilham interesses estratégicos, mas também convivem com disputas, controles regulatórios e conflitos entre objetivos empresariais e prioridades nacionais.

O estudo mostra como essa articulação se manifesta em áreas como inteligência artificial, revitalização rural, combate à pobreza e expansão da infraestrutura digital por meio da chamada Rota da Seda Digital. Para Roselino e Diegues, compreender esse modelo ajuda a explicar não apenas a ascensão das empresas chinesas de tecnologia, mas também o papel que elas desempenham na política industrial, na transformação da economia chinesa e na projeção internacional do país.

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected]. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

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