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terça-feira, novembro 19, 2019
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    O que significa o colapso da Vaza Jato?, por Jessé Souza

    O que eu sei, no entanto, é que toda ação humana precisa ser justificada moralmente. Pode-se provocar mudanças na realidade exterior, mas sem legitimação moral essas mudanças têm vida curta. Toda a história humana nos ensina isso

    O que significa o colapso da ‘vaza jato’?

    por Jessé Souza

    em seu blog

    Glenn Greenwald, com sua coragem, mudou a vida da sociedade brasileira contemporânea. Aquilo que só iríamos descobrir quando nada mais importasse, como na ação americana no golpe de 1964, sabemos agora, quando os patifes e eles são muitos ainda estão em plena ação. Muito ainda está por vir, mas todos já sabemos o principal: a Lava Jato, a joia da coroa do moralismo postiço brasileiro, foi para o brejo. Houve “armação política” de servidores públicos, procuradores e juízes, que, por dever de função, deveriam manter-se imparciais. Em resumo: traíram seu país e sua função enquanto servidores públicos para enganar a justiça e a sociedade. São, portanto, objetivamente, criminosos e corruptos. A verdadeira “organização criminosa” estava no Ministério Público (MP) e no âmago do Poder Judiciário. Simples assim. FHC e outros cretinos da mesma laia vão tentar tapar o sol com a peneira. Mas não vai colar. Perdeu, playboy!

    Isso vale não apenas para Moro e Dallagnol que já morreram em vida, embora ainda não saibam, mas também para boa parte do aparelho judicial-policial brasileiro envolvido na “Vaza Jato”. Para o juiz e o jurista “a ficha ainda não caiu”, mas em breve serão tratados como quem possui uma doença incurável e transmissível. Se não se livrar de Dallagnol, o MP irá ao esgoto com ele. Se não se afastar de Moro, o Judiciário perderá o pouco de legitimidade que ainda lhe resta. Segue pelo mesmo caminho esse pessoal do judicial-policial que quis aproveitar a “boquinha” de ocasião, fazendo o “serviço sujo” para a elite e sua mídia venal de afastar o PT por meios não eleitorais e se apropriando, sem peias, do Estado, das riquezas públicas e do orçamento público. Na outra ponta do “acordo”, os operadores jurídicos ficavam com as sobras do banquete. Tramoias bilionárias, como o fundo da Petrobras, para Dallagnol e sua quadrilha, e cargos políticos, como a vaga no STF, para o “trombadinha da elite do atraso” Sérgio Moro.

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    Alguns irão dizer que é precipitado afirmar isso, visto que eles ainda são poderosos, têm os interesses dos bancos e a Rede Globo ao lado deles, envolvida até o pescoço no esquema criminoso. Bolsonaro ainda é presidente e ele faz parte dessa armação podre, e a elite quer colher os milhões do esquema, este sim, verdadeiramente criminoso. É verdade, não tenho “bola de cristal” e confesso que não sei quanto tempo a farsa ainda vai durar. O que eu sei, no entanto, é que toda ação humana precisa ser justificada moralmente. Pode-se provocar mudanças na realidade exterior, mas sem legitimação moral essas mudanças têm vida curta. Toda a história humana nos ensina isso.

    Desde 1930 a elite brasileira desenvolveu, com seus intelectuais orgânicos que pautavam a direita e a esquerda, uma concepção de moralidade – da qual eu trato em detalhes no meu livro A elite do atraso: Da escravidão a Bolsonaro – que amesquinha a própria moralidade, ao ponto de abarcar apenas a suposta “corrupção política”. Para os brasileiros, moral deixa de significar, por exemplo, tratar todos com dignidade e ajudar os necessitados, como em todos os países europeus que transformaram a herança cristã em social-democracia, para se resumir ao suposto “escândalo com o dinheiro público”, desde que aplicado seletivamente aos inimigos da elite. A elite de proprietários pode roubar à vontade. Seu roubo “legalizado” passa a ser, inclusive, uma virtude, uma esperteza de negociante.

    Como a mesma elite possui como aliada a imprensa venal, e, por meio dela, manipula a opinião pública, a “escandalização”, sempre seletiva, é usada como arma de classe apenas contra os candidatos identificados com interesses populares. Assim, a função real dessa pseudomoralidade amesquinhada passa a ser, ao fim e ao cabo, criminalizar a própria soberania popular e tornar palatáveis golpes de Estado sempre que necessários. O esquema pseudomoralista foi utilizado contra Vargas, Jango, Lula e Dilma, ou seja, todos que não entregaram o orçamento do Estado unicamente para o saque da elite via juros extorsivos, isenções fiscais criminosas, perdão de impostos, livre sonegação de impostos, “dívida pública” e outros mecanismos de corrupção ilegal ou legalizada.

    Só a sonegação de impostos da elite em paraísos fiscais, uma corrupção abertamente ilegal, chega a mais de 500 bilhões de dólares, segundo os especialistas de universidades britânicas que compõem o Tax Justice Network. Isso é centenas de vezes maior que o dinheiro recuperado pela “Vaza Jato”, mas a imprensa venal da elite nunca divulga essas informações. É como se não existisse, até porque é crime compartilhado pelos barões da mídia. Lógico que a corrupção política dos Palocci e dos Cunha é recriminável e tem de ser punida. No entanto, não é ela quem deixa o país mais pobre nem quem rouba nosso futuro. Mas a estratégia da elite é “desviar” o foco do seu assalto sobre todo o restante da população e criminalizar a política e o Estado, que são, precisamente, quem pode diminuir o crime de uma elite da rapina, que domina o mercado e o Banco Central, sobre uma população indefesa. Indefesa posto que lhes foram retirados os mecanismos para compreender quem provoca sua ruína e sua pobreza.

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    A “Vaza Jato” é a forma moderna desse esquema criminoso e faz o mesmo que Lacerda fez com Getúlio Vargas em 1954. Com o apoio da mesma Rede Globo, dos mesmos jornais e da mesma mídia. Também não ficara provado que Getúlio tivesse roubado um centavo, assim como não ficou provado que Lula tivesse cometido qualquer ilegalidade. Mas a “Vaza Jato” fez mais que Lacerda. Uma turma de deslumbrados medíocres meteu os pés pelas mãos e comprometeu a dignidade do MP e da Justiça ao fazer justiça com as próprias mãos. Processos sabidamente falsos e manipulados mudaram a vida política brasileira e empresas criadas com o esforço e a luta de várias gerações de brasileiros foram entregues de bandeja aos americanos e seus aliados. A elite nacional fica com as sobras desse roubo. Tudo graças ao “trombadinha da elite do atraso”, Sérgio “Malandro” Moro, e à sua quadrilha no MP.

    Mas o pior componente dessa história é o fator que explica a colaboração maciça da classe média branca ao seu herói: o racismo covarde contra os mais frágeis, os negros e os pobres. Se a elite quer roubar à vontade, a classe média branca, majoritariamente italiana em São Paulo e no Sul como o próprio Moro e portuguesa no Rio de Janeiro e no Nordeste, quer humilhar, explorar e impedir qualquer ascensão social dos negros e pobres. Nossa classe média branca, importada da Europa, foi criada para servir de bolsão racista entre elite e povo negro e mestiço. Se retirarmos a capa superficial de “moralidade”, mero enfeite para Moro e sua quadrilha, o que sobra unindo e cimentando a solidariedade de toda essa corja é o racismo cruel e covarde contra a população negra e mais humilde, o foco do lulismo.

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    Em virtude disso, o ódio a Lula é a mera “personalização” do ódio ao negro e ao pobre. Como o racismo entre nós não pode ser explicitado, nem por psicopatas como Bolsonaro e Witzel, devido à nossa tradição de “racismo cordial”, a “corrupção seletiva” sempre apenas dos líderes populares foi criada para ser uma capa de “moralidade” para o racismo real. Assim, todos os canalhas racistas que elegeram Bolsonaro e se identificam com Moro podem, ainda, dormir com a boa consciência de que representam a “fina flor da moralidade”. É com essa canalhice brasileira que a revolução de Glenn Greenwald está ajudando a acabar.

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    21 comentários

    1. Enfim, o que significa o colapso da Vaza Jato?
      Para mim representaria a esperança de viver num país orgulhoso de sua soberania, onde instituições respeitáveis como STF ou forças armadas nunca dariam sustentação a psicóticos como os identificados no texto.
      Tenho apenas um adendo ao texto, pois visitando o passado constatamos que indios brasileiros auxiliaram portugueses no extermínio de seus irmãos e que negros africanos (aqui alguns principes) eram os líderes na captura de escravos naquele continente, sendo ainda que no Brasil os capitães do mato eram selecionados na senzala.
      E o futuro repetiu o passado.
      Ainda observo entre pobres, negros, desempregados e desalentados, discursos pró governo, com destaque entre os que são enganados em cultos neopentecostais ou vivem sob o terror implantado por grupos criminosos.

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    2. Talvez uma as razões que explicam o colapso da Lava Jato seja que ela já cumpriu seu papel: interrompeu as iniciativas de tornarmo-nos um país soberano e de participarmos de um bloco econômico independente do dólar. O dólar nos quer, claro, mas na posição que interessa a ele: subordinação. Assim como Moro determinou o que Dallagnol devia fazer, o pessoal do dólar pretende determinar que mantenhamo-nos eterno fornecedor de matéria-prima, e o pior, seguindo a tabela de preço que esse pessoa também determina. O pessoal do dólar, por exemplo, compra e paga nióbio. Mas no preço que ele estipula.

      – “Ah, não, quem estipula é o mercado.”

      Como se aquele pessoal não manipulasse o mercado através de artifícios em nada relacionados com o mercado. Por exemplo, ações bélicas diretas ou ameaças (veladas ou não) de ações bélicas. Por qual outra razão acataríamos a jurisdição dos EUA sobre nós?

      – “Ah, a Petrobras assinou acordo concedendo essa jurisdição para vender ações nos EUA.”

      Ué, mas os EUA são os primeiros a romper contratos unilateralmente quando eles não atendem aos interesses daquele país. Porque não podemos também romper? Ah, é porque aí eles reativam a sua máquina de guerra. (Bem… também tem os agentes locais corrompidos, Moro, Dallagnol e todo classe média que gosta de posar na Disney ou em Las Vegas, ou por grana ou por aliciamento ideológico, mais uma forma dos EUA tentar manterem-se em primeiro derrubando ilegalmente as regras do embate.)

      Quem sabe, por exemplo, dos testes feitos nas Ilhas Bikini e das tramóias subsequentes – inclusive para tentar dissociar o nome Bikini dos crimes de lesa-humanidade praticados pelos EUA e associá-lo a coisas agradáveis – tem certeza absoluta que o pessoal daquele país é muito primitivo, tosco e bárbaro. E Bikini é apenas um caso; tem Irã-Contras, tem Iraque, tem operação Condor, tem desde os tratados desiguais (ingleses mas da mesma turma)… Em duas palavras: como Humanidade, o pessoal do dólar simplesmente não presta.

    3. KU KLUX KLAN
      Tenho a impressão de que nossa sociedade está contaminada pela ideologia da KU KLUX KLAN. Seria razoável se essa ideologia estivesse apenas na elite. Tudo bem; alguns ricos tem nojo de pobre, alguns ricos não suportam ver pobre viajando de avião; porque para esses , os únicos lugares para pobres em aeroportos são nos corredores empurrando as malas de seus senhores. É muito preocupante isso! Mas como Bolsonaro disse, “esse povo tá muito mal acostumado, falando só em diploma; diploma, diploma, diploma; a universidade é pra rico; é muito cara pra o governo bancar pra pobre ”
      É muito preocupante ouvir isso de um chefe de estado!!!! de alguém que durante seu período militar foi um verdadeiro problema para a entidade; que ameaçou explodir batalhões; que esteve bem próximo de ser expulso; e que só é chamado de capitão porque foi pra reserva; e quem vai pra reserva recebe uma promoção na patente. O Bolsonaro sempre foi problemático; mas o que a maioria dos brasileiros não sabiam era que ele e sua família defendem e apoiam milicianos; tem ligações muito estreita com chefes e membros desses grupos. Isso é muito preocupante! !!

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    4. Essa corja consegui destruir um que estava no caminho para uma nova sociedade.deram na presidência.aufudatsm muitas empresas,venderem nossas riquezas aos americanos,querem um Brasil colonial americano,mas tenho em Deus e nas poucas pessoas poderosas, fazerem desse país,uma potência mundial em todos os segmentos.para ser grande tem que ser tornar grande e respeitado.uma grande nação ser torna com amo a nossa terra e riquezas, patriotismo . Que deus ilumine nossos corações e mentes, só assim acharmos o caminho

    5. Jessé Souza sempre pontual e lúcido em suas análises.
      A perseguição à Lula é uma perseguição ao podre e ao negro, esperava que toda essa lama só aparecesse daqui 50/60 anos, a vaza jato vazou antes.
      Espero que os danos a imagem dos crápulas envolvidos seja irreparável, a justiça é falha, mas a história jamais e essa não perdoa!

    6. legal, como sempre, mas essa propaganda
      googlesca em cima do texto – impedindo a leitura –
      é de amargar….

    7. Quando a Coroa Portuguesa veio tomar posse do futuro Brasil, trouxe consigo a autorização papal (de 1452) para escravizar os habitantes. Enviou militares para vigiar as baias e os rios que levavam para o interior (foz do rio Amazonas e baia dos Patos não eram terras portuguesas), cuja finalidade era impedir invasões. Enviou portugueses, sob pleno comando militar, para auxiliar nas tarefas não condizentes com a finalidade desses. Quando tomaram conhecimento do tamanho das terras resolveram dividir em pedaços chamados Capitanias Hereditárias e explorar economicamente (pau brasil). Os mandatários vieram com plenos poderes, quase iguais em alguns aspectos aos do Rei. Em outros aspectos até acima do poder do Rei. Trouxeram ou foram enviados mais portugueses, agora sob a batuta dos mandatários. Vieram para trabalhar e obedecer cegamente aos donos do pedaço. Nunca lhes foi permitido opinarem sobre os destinos da terra pois, afinal, nada aqui lhes pertencia. Por falta de mão de obra, trouxeram os negros africanos na condição de escravos (bula papal de novo), para lidarem com a terra e viverem separados em senzalas do resto da população. Com o passar dos tempos e mesmo tendo ocorrido a miscigenação, continuou vedada a opinião sobre os destinos do agora país, Brasil. Então, finalizando, os habitantes não possuem a ideia de pertencimento, de que o país lhes pertence. O país continuou pertencendo aos herdeiros dos donos das terras cedidas pela Coroa. Habitamos, trabalhamos, vivemos e morremos por aqui, mas não podemos decidir sobre os destinos do país. Os donos do poder, auxiliados pelos militares, nos impedem. Algumas poucas vezes que tentamos, fomos esmagados. Direito, no Brasil, só para os donos do poder e para os militares. O resto é o resto, não povo.

    8. A reportagem demonstra a alma cretina da elite brasileira e de grande parte da classe média do Brasil. A classe política, desde tempos imemoriais se sustenta e se mantém aguerrida ao poder com as falcatruas de personalidades de parte do judiciário e do ministério público, agora comprovadas de forma cristalina, pela divulgação do sítio intercep, mas alguns ainda tentam tapar o sol com a peneira. O Lula é mais uma vítima daquelas que não desejam uma democracia plena para o Brasil.

    9. A reportagem demonstra a alma cretina da elite brasileira e de grande parte da classe média do Brasil. A classe política, desde tempos imemoriais se sustenta e se mantém aguerrida ao poder com as falcatruas de personalidades de parte do judiciário e do ministério público, agora comprovadas de forma cristalina, pela divulgação do sítio intercep, mas alguns ainda tentam tapar o sol com a peneira. O Lula é mais uma vítima daquelas que não desejam uma democracia plena para o Brasil.

    10. Excelente, como sempre, Jessé. Direto no ponto, ou melhor na ferida verdadeira, e com um tempero bem picante de justa indignação. Parabéns também ao Nassif que faz um competente e sério jornalismo, coisa da qual estamos tão necessitados…

    11. Jessé, brilhante como sempre. Mas indignado quando descobri, a muito, o que era a Lava Jato.
      Mas não tenhamos falsas ilusões: esses vazamentos visam menos a reparar essa monumental injustiça com os socialmente mais frágeis, mas sim salvar o r***o da grande burguesia nacional, essa mesma burguesia racista e ignorante que Jessé tão bem desmascara.
      Fácil de entender: essa grande burguesia, completamente burra e estúpida, achava que a Lava Jato serviria para destruir Lula e o PT, e se deu conta, tarde demais, talvez, que era uma operação do Tio Sam visando destruir TODA a economia nacional que, consequentemente, destruiria ela mesma, a grande burguesia.
      Não tem outro sentido o vazamento. Não tem outro sentido o mea culpa do Jonny Saad.
      A suprema ironia será se esses imbecis, retardados mentais, tiverem que libertar Lula para ele arrumar o estrago.
      Concluindo: o problema desse país nunca foi a corrupção, mas a mediocridade dos homens que deveriam dirigi-lo.

    12. Excelente a materia e amo os comentários.
      Aprendo muito e vejo como as pessoas estão mais críticas, mais conscientes menos analfabetas funcionais.
      #LULALIVRE!!

    13. Estou lendo A ELITE DO ATRASO Leitura obrigatória para quem quer entender o seu país, que saber onde está, para onde vai. Eu, 78 anos, infelizmente entendi só agora como essa elite a que Jessé se refere fez e continua fazendo, servindo-se do Estado, enriquecendo a si e a seus parentes e bajuladores. Precisamos nos livrar dessa desgraça que condena nosso país à miséria, à pobreza.

    14. Não sei o porquê de tanto alarde com supostas mensagens vazadas em relação a membros do judiciário estarem cooperando com membros do MP, que direta ou indiretamente, também fazem parte do mesmo “bloco”, sem contar que na minha opinião, é necessário um alinhamento entre os órgãos, e para mim seria estranho se existisse influências políticas ou de empresas privadas, que esses sim, seriam os mais beneficiados nesta história, e só para constar, não sou da direita e nem da esquerda, onde sempre critiquei a lava jato pelo seu jeito de agir, “destruindo” inúmeras empresas, e provocando uma onde de desemprego sem igual no país, apesar de evidenciado os crimes de corrupção envolvendo essas empresas, eles deveriam ter agido de uma forma que não penalizasse o ser mais “fraco” desse processo, que foram os milhares de trabalhadores, que precisaram pagar por coisas que eles ( a maioria ) nem sabiam que estavam acontecendo, e sem falar no juiz Sérgio Moro, o qual eu não morro de amores por ele, sendo um dos principais personagens na “derrocada” de grandes empresas do país, sendo indiretamente culpado por tantos desempregos, onde um outro caminho ( legal é claro !!) deveria ser tomado para impedir tanto infortúnio e sofrimento que muitos estão passando hoje, por conta da falta de emprego que assola o país. Mas, eu também observei nas ações da lava jato, muitas decisões corretas foram tomadas, como afastar os principais culpados das empresas envolvidas em corrupção das suas funções, algo impensável a alguns anos atrás, fora no meio político, onde vários personagens, em especial um chamado Eduardo Cunha, aquele crápula miserável, prepotente e arrogante, teve o que mereceu depois de todos os problemas que causou, sendo ele na minha opinião, um dos precursores da crise que estava se instalando ( crise está já comentada a anos atrás por um amigo meu “cientistas político” que sempre falou na “dívida interna” , e na “bolha” que ela estava se tornando, e que não demoraria para estourar e estourou !!!) e que graças a ação, meio que tardia , do supremo, teve o que mereceu, e igual a muitos que foram parar nas mãos de Sérgio Moro, teve o que mereceu, e está onde deveria estar, que é preso, e espero que nunca sai de lá. E , voltando as mensagens deste jornalista americano, me pergunto porque não há outros vazamentos, de outros meios como o setor político ou empresarial ?!! Porque não há notícias internacionais impactantes, como algo sobre o presidente americano, ( que eu considero um total idiota !!) ou sobre algum país da Europa ou Ásia, por exemplo ??!! Se focar apenas em um único tema não parece jornalismo, e sim perseguição, onde informo novamente que não sou fã de Sérgio Moro, e não sou esquerdista, mas torço para o Lula ser solto, mas admiro o trabalho do juiz ( todos eles !!,) que precisaram estudar muito, se esforçaram como ninguém, para atingir aquela posição, e em se tratando do Moro, aí que fica mais complicado, pois foram 22 anos na área, é muito tempo, e sei que ele, como qualquer bom profissional, queria uma melhor oportunidade de mostrar que poderia fazer mais, e nada mais justo e técnico , na função de ministro da justiça, poderia fazer isso, e apesar de suas falhas e alguns erros cometidos, eu como muitos no país , gostaria muito de vê-lo também no STF, para dar “aquela renovada” e “encendiar” o órgão, que para muitos como eu, estão cansados de ver figuras como Gilmar Mendes ( um político, todos sabem !!!) tomar decisões questionáveis, e que ninguém se atreve a se meter, pelo fato de ele ter a posição que tem !!! E pra concluir, eu nunca tinha ouvido falar no “intercept” , e sendo o jornalista “casado” com alguém que é político de ideologias fortemente esquerdista, sem contar nos rumores que rodeiam na internet sobre essa vaga no congresso, e sem contar que são apenas mensagens, que podem ser deturpadas ou criadas, onde vídeos ou áudios teriam mais “força” na veracidade, e da forma que foi exposto, e atacando apenas alvos “específicos”, fica difícil para mim ( e muitas outras pessoas) darem atenção, e precisa de muito mais para convencer que não se trata de mais perseguição, apesar dos muitos debates e reflexões que o caso merece !!!!

    15. Você expressou muito bem esta triste realidade. Ocorre que isto em parte resulta dos defeitos de formação do caráter da criatura. O caráter, humano ou desumano, se forma até os seis anos de idade. Muitas famílias hoje passam por processo de profunda desintegração e não acolhem as crianças com educação de qualidade. O Estado, por sua vez, não cumpre, a contento, o dever constitucional de educar em tempo integral, no tempo certo, prosseguindo com a formação, inclusive acadêmica com o devido respeito ao povo brasileiro. Não valorisa os Professores e legisla sobre educação, sem conhecimento de causa. O caráter humano bem formado propicia homens públicos e cidadãos capazes de boa convivência e atuação, em todas as áreas de atividade. Vivenciamos um colapso moral pela desumanidade e despreparo, reinantes, do Homem.

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