Reload Brasil: Volta Dilma,Traga o PT junto!!!, por Arnóbio Rocha

É preciso zerar o Brasil, retomar a Democracia perdida, com impeachment sem causa. Apagar os 4 anos de terror, Temer e Bolsonaro.

A volta de Dilma se impõe para que o país retome a Democracia.

Reload Brasil: Volta Dilma,Traga o PT junto!!!

por Arnóbio Rocha

em seu blog
“Mas eu não estou interessado

Em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia (…)
Amar e mudar as coisas
Me interessa mais”
(Alucinação – Belchior)

Esses dias, nas minhas redes sociais fiz a seguinte provocação:Volta Dilma, traz o PT junto! Quero meu dólar a R$ 2.80, a gasolina a R$ 2,50, gás de cozinha a R$ 35,00; o pleno emprego, investimento em educação, médicos cubanos. Minha casa, Minha vida. Patos e paneleiros, ao inferno!!!!”. Um dos motes da campanha verde-amarela foi o valor do dólar, da gasolina, entre outros.

Olhando para os números da Economia, os imensos retrocessos sociais, especialmente o desemprego e a uberização, o desmonte da Educação, o atendimento básico de Saúde, o fim dos projetos de inclusão, como Minha Casa, Minha Vida. As mudanças catastróficas na Constituição para acabar com os direitos trabalhistas, a previdência, tudo isso desde a queda do Governo Dilma, em abril de 2016.

O Golpe continuado através do impeachment (sem crime de responsabilidade), a imposição de uma agenda contra os trabalhadores e o povo em geral, iniciada por Temer, e depois apropriada por Guedes, o czar da economia do governo fake de Bolsonaro, esse eleito no maior estelionatário eleitoral da história, baseado numa ampla corrente de notícias falsas e com a conivência da grande mídia.

O que fazer para impedir a continuidade desse imenso retrocesso?

O que fazer para parar Guedes e a destruição da Economia, a entrega de tudo o que sobrou de Estado. E que impeçam as ações de uma Damares, ou de um Ernesto Araújo, as seguidas políticas de desmonte da Educação, ou do avanço do poder paralelo das milícias com a omissão do ministério da justiça.

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O Reload do Brasil

Duas questões prévias, a primeira, entender que efetivamente o segundo governo Dilma foi inviabilizado por razões internas, erros graves como a nomeação de Levy e pela insistência de Aécio em não reconhecer a derrota. A segunda, a ação coordenada de Cunha e companhia, com amplo apoio do grande Kapital, manejou uma das maiores campanhas de destruição da imagem de um partido, o PT, sua criminalização para impedir qualquer resistência.

Por outro lado, o plano de retomar o Neoliberalismo, em quatro anos, não trouxe um único resultado positivo para a maioria do povo e dos trabalhadores, nem mesmo a classe média, a força motriz do Golpe, recebeu qualquer benefício por ele, ao contrário, perdeu ainda mais sua capacidade econômica e ameaça desaparecer de forma trágica.

Outro ponto, o formalismo e a imensa adaptação que a esquerda e centro-esquerda tiveram à institucionalidade burguesa. A limitação das ações apenas dentro da legalidade e aceitação de toda sorte de imposição dos processos jurídicos e de não questionamentos da ordem, mesmas as leis, emenda constitucionais, decretos, advindos de um ruptura com a Democracia e o Estado de Direito.

Ou alguém, exceto quem se adaptou completamente a uma lógica de validade dos processos formais legislativos e políticos, mesmo sob Estado de Exceção, não se propõe a romper com o atual estado de coisas, que busca uma saída negociada, sem tocar nos pontos centrais da lógica golpista e/ou de um governo que despreza a democracia e vive sob a desconfiança de suas relações com as milícias.

É preciso zerar o Brasil, retomar a Democracia perdida, com impeachment sem causa. Apagar os 4 anos de terror, Temer e Bolsonaro. A “volta” de Dilma para conduzir uma transição, num governo de Unidade Nacional, sob seu comando, chamando eleições gerais, para outubro de 2020, de vereador à presidente. Rever todas as nomeações feitas, de fundações ao STF, assim, como dos decretos, das leis e Emendas Constitucionais, das reformas, para retomar o Estado de Direito, plenamente.

As primeiras reações são de impossibilidade, típica da adaptação, do medo, de acomodação ao estabelecido, essa lógica tem que ser rompida, ou se volta apenas ao calendário eleitoral comum, que beneficia unicamente aos golpistas e aos atuais mandatários e sua sanha neofascista.

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Há que se ter um contraponto, um marco legal, contra a ilegalidade, ou pela forma absolutamente viciada desses últimos quatro anos.

Vamos debater, ou ignorar?

A preocupação desse artigo/provocação é com a Utopia, não com a razão ou a submissão intelectual à logica burguesa. Ora, como seria feito, com que forças, como pressionar um congresso conservador, e outros empecilhos típicos da institucionalidade. Tudo isso é parte do debate, do Sonho.

Ou sonhamos, ou morremos.

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2 comentários

  1. Em determinado momento de discussão no senado,há anos atrás,a senadora Heloisa Helena,em resposta as insinuações do senador Da Bahia,conhecido como Toninho Malvadeza,disse o seguinte: “senador,fui educada,não fui adestrada.”
    Acho que esse é o grande diferencial. Grande parte da população brasileira foi adestrada.Assim ,é muito difícil imaginar um reload sem a participação de uma parte golpista,como defendido por alguns.
    Ocorre que,embora pareça a única e possível alternativa,isso implicaria em ficar preso às chantagens que sabemos,transformarão-se em golpe logo ali na frente.
    É preciso demonstrar à sociedade brasileira que não é possivel continuar dessa forma e,infelizmente,acredito que a melhor forma de fazer isso é deixar ela mesmo enxergar que está errada.E isso leva tempo.

  2. Muito boa proposta. Se querem uma frente contra o Bolsonaro, está pode ser plataforma pra iniciar uma conversa. Desta forma acho correto participar das tratativas para a formação da tal frente. Seria interessante discutir essa proposta previamente com os partidos e as forças de esquerda. Construindo a unidade deste campo, fica mais fácil ampliar para o centro.

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