4 de junho de 2026

Terceirização e Precarização do Trabalho: uma questão de sofrimento social

Cenário de terceirização e de destituição de direitos produz importantes efeitos sobre a saúde mental do trabalhador, por Fabiane Konowaluk Santos Machado
Terceirização e Precarização do Trabalho: uma questão de sofrimento social
Por Fabiane Konowaluk Santos Machado
Na Revista Psicologia Política, 2016

A precarização do trabalho se apresenta como um processo multidimensional de institucionalização da instabilidade, caracterizado pelo crescimento de diferentes formas de precariedade e de exclusão. Ela se apoia na diminuição dos custos de produção a partir da flexibilização do trabalho, que se instaura pela via da precarização do emprego e da precarização do trabalho.

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Diante disso, o presente artigo possui o objetivo de problematizar os processos de precarização do trabalho como propulsores do sofrimento social. Concluiu-se que o cenário de terceirização e de destituição de direitos produz importantes efeitos sobre a saúde mental do trabalhador, podendo se manifestar através do sofrimento social.

Abaixo, o artigo:

 

 

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2 Comentários
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  1. Anônimo

    22 de maio de 2019 11:27 pm

    Texto fantástico, simplesmente com uma base metodológica e científica ele demonstra a falência do sonho social-democrata, mostrando a seguir o horror de algo pior do que a vida do trabalhador do início da revolução industrial, que pelo menos via nas suas lutas sindicais uma forma de sair do horror da super-exploração do trabalho.
    Se for complementado com um texto que mostra o porquê que o capitalismo está levando a isto, fica algo a um equivalente Manifesto moderno.
    Sugiro que as pessoas copiem este texto que poderão achar em:
    http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-549X2016000200007
    e leiam com todo o cuidado, linha a linha.

  2. Carlos Elisio

    23 de maio de 2019 9:01 am

    Na sua encíclica Rerum Novarum publicada em Maio/1891, portanto sobre efeitos da Revolução Industrial, o papa Leão XIII já pedia atenção para alguns princípios que deveriam ser usados na procura de justiça na vida social, económica e industrial.
    Destacava Leao XIII que entre os principios necessários para alcançar a justiça social, deveriam ser desenvolvidos mecanismos para uma melhor distribuição de riqueza e o Estado deveria intervir na economia a favor dos mais pobres e desprotegidos.
    Vale destacar que este papa rejeitava o socialismo ou social democracia e defendia os direitos à propriedade privada, como poderá ser constatado na leitura da encíclica. Ao mesmo tempo, poderá ser visto que a justiça social sempre foi entendida como base para o equilibrio dos povos.
    Tudo o que estes incompetentes hoje aboletados no poder nao conseguem entender.

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