Jornal GGN – A economista e pesquisadora Monica De Bolle publicou em Época um artigo criticando a falta de coragem dos economistas “mainstreamers” em defender ações necessárias para a recuperação da economia. No texto, ela lança 3 ideias mesmo diante das críticas de que seriam todas “heterodoxas” para o atual governo.

Primeiro, uma hipótese levantada já há um ano, usar parte da reserva cambial de 380 bilhões de dólares para “reduzir a dívida pública brasileira, o que poderia ajudar na queda dos juros e do déficit nominal do governo.”

“O Brasil não tem dívida externa significativa, e a dívida soberana está denominada em moeda local. Portanto, por que não usar um pouco das reservas para dar alívio imediato à economia? Por acaso alguém realmente acha que por esse motivo apenas o real iria derreter junto ao dólar? Bolsonaro é capaz de fazer isso sozinho com um simples tuíte”, comentou.

A segunda sugestão seria tomar emprestada a proposta de Ciro Gomes, durante a eleição, de dar cabo da dívidas das famílias por intermédio de um programa do governo que facilite a negociação com os bancos. E daí que é ideia do Ciro, diz a economista àqueles que já torcem o nariz para a ideia apenas por se tratar de promessa de campanha de um candidato específico. “O que deveria importar é o sentido econômico.”

“Por fim, o sacrossanto Banco Central. Por que o Banco Central deve ter uma só meta? Por que o Banco Central não deveria, também, se preocupar com o desemprego em momentos extremamente bicudos? Estamos em um momento extremamente bicudo, com uma economia prestes a entrar em recessão. Será que a hipótese não deveria ao menos ser contemplada antes de ser jogada fora como mais uma heterodoxia doida? Sinto no Brasil muita vontade de as pessoas se esquivarem de perguntas que poderiam fazer muita diferença agora. Por que o engessamento intelectual?”, finaliza.

 

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora