Manchas de óleo: o elefante embaixo do tapete

    O governo brasileiro continua tentando ocultar aquilo que é provavelmente o maior vazamento de petróleo já ocorrido no oceano, o que é como tentar esconder um elefante embaixo do tapete.

    Ontem, primeiro de novembro, foi divulgada a foto de uma mancha de óleo de 200 km de extensão – distância equivalente à de Brasília a Goiânia –, encontrada em 29/7/2019, logo após seu surgimento, ou seja, há pouco mais de 3 meses. As coordenadas do ponto onde foi localizada a mancha não foram reveladas, sugerindo que estejam a ocultar algo, provavelmente a plataforma de extração de petróleo responsável pelo maior vazamento de petróleo já ocorrido no mundo.

    A área da mancha pode ser estimada em mais de 5 bilhões de m2, um pouco menor que a da ilha de Madagascar. Considerando-se que a mancha tenha uma espessura média de 10 cm, chega-se a uma estimativa de 500 milhões de toneladas de petróleo, apenas nessa mancha!

    O navio petroleiro acusado de despejá-la tem capacidade para 163 mil toneladas, de modo que seriam necessários milhares deles para carregar tanto óleo.

    A mancha agora descoberta, observada em julho, originou a primeira leva de óleo nas praias, a que se dirigiu mais a noroeste, chegando até ao Maranhão (e provavelmente ao Pará, mas desconsideremos isso). Duas outras manchas devem ter originado a segunda leva – a que chegou à Bahia –, e a terceira, – que ameaça prosseguir até a região sudeste.

    Trata-se, provavelmente, do maior vazamento de petróleo já ocorrido em águas oceânicas.

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    Desde o final de julho, o governo brasileiro vem sendo cúmplice desse crime ambiental sem precedentes, tentando escondê-lo, um descalabro.

    Desmascarando uma mentira grosseira, por Gustavo Gollo

    Tem sido divulgado que a Polícia Federal acredita que um derramamento de 2,5 milhões de litros de petróleo tenha sido derramado de um navio grego originando a mancha do tamanho aproximado da ilha de Madagascar, na África, uma das maiores ilhas do planeta.

    Se os policiais fizerem as contas, notarão que essa quantidade de petróleo, se espalhada por uma superfície do tamanho da mancha mapeada pelo satélite teria uma espessura de 0,00005 mm, ou 5 centésimos de milésimos de milímetro.

    Caso um milhão de toneladas – a carga total do navio grego –, fossem dispersadas por tal área, a mancha teria 0,02 mm.

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