Obama os enjaulou e depois deu-lhes um cobertor, por Rogério Mattos

Obama os enjaulou e depois deu-lhes um cobertor, por Rogério Mattos

O governo de Obama deve ser comparado não ao de Trump, mas ao de Bush Jr. Do 11/09 ao Ato Patriota, da crise financeira até os atos de espionagem, pode-se ver uma imensa contraofensiva imperial para sabotar o desenvolvimento econômico sul-americano, asiático e africano, que foram pautas da agenda política mundial da primeira década desse século.

Sobre a questão dos imigrantes, “Fotos de instalações de detentos nas fronteiras da era Obama, tiradas em 2014, parecem quase idênticas as que foram tiradas durante a era Trump.

Você nunca as viu, contudo. Aqui elas estão, tiradas em 2014 durante uma viagem de organismos de imprensa para as instalações carcerárias de Brownsville, Texas, e Nogales, Arizona”.

Por que só agora a gritaria?

Artigo publicado no The Daily Caller mostra em imagens a verdade batida de que o escândalo criado ao redor das detenções de imigrantes foi espuma midiática para encobrir os avanços bem sucedidos de Trump na Ásia. O acordo com a Coreia do Norte não poderia aparecer como uma vitória, muito menos dar destaque ao resultado natural desse encontro, ou seja, a próxima reunião entre Trump e Putin, fundamental para as negociações de paz no futuro próximo. Ao contrário de seu predecessor, Trump mantém o contato com russos e chineses, apesar de procurar responder a demandas internas que vêem nele uma espécie de espião soviético ocupando a Casa Branca. Nem o delírio mais sagrado de um crente no macartismo jamais ousou pensar algo assim.

Por outro lado, as fotos não surpreendem, muito menos a compreensiva reportagem do Zero Hedge, que explica de maneira pormenorizada o que foi mencionado no Drudge Report, Obama Kept Them in Cages, Wrapped Them in Foil (a tradução acima talvez peque por não expressar o duplo sentido de “foil”…). Teria que fazer uma publicação em separado para explicar a manipulação da capa do Times para substituir nas manchetes a foto dos líderes da Coreia e dos EUA apertando as mãos. Mais trabalhoso ainda seria ler a extensa documentação revelada pelo The Intercept, em 2015, sobre as reuniões de terça-feira de Obama, onde mandava matar milhares de pessoas mundo afora. Seria um bom trabalho jornalístico, algo quase tão importante quanto as revelações de Edward Snowden para o mesmo Gleen Greenwald.

Se hipoteticamente Obama fazia vistas grossas a entrada de imigrantes, fora das fronteiras de seu país talvez possa ser considerado um assassino ainda mais nefasto que Bush Jr. ou o seu pai. Intensificou as guerras no Oriente Médio, financiou as “revoluções coloridas” mundo afora – com destaque para a Ucrânia -, recriou a Quarta Frota, praticamente consolidou a rede de espionagem massiva e mineração de dados (irmãs gêmeas das “revoluções coloridas”) e expandiu como nunca a presença da OTAN no leste europeu e no Mar da China. Sem dúvida, é um caso de estudo de um dos maiores assassinos deste século que se inicia.

O governo de Obama deve ser comparado não ao de Trump, mas ao de Bush Jr. Do 11/09 ao Ato Patriota, da crise financeira até os atos de espionagem, pode-se ver uma imensa contraofensiva imperial para sabotar o desenvolvimento econômico sul-americano, asiático e africano, que foram pautas da agenda política mundial da primeira década desse século. O GGN publicou recentemente um artigo de Dominique Moisi, onde o autor deplora uma “ruptura transatlântica” de Donald Trump. Ora, isso é para se comemorar. Antes de ser do Partido Republicano, Trump é um outsider na política americana. Sua política só é errática para aqueles que pensam ou na farsa da democracia liberal americana, no máximo mais ou menos conservadora de acordo com o partido que vença a eleição presidencial daquele país. Nenhuma mudança de rumo pode ser pensada fora dessa democracia liberal ou liberalismo de mercado, supostamente vencedor depois de 1989.

Duas coisas no mínimo devem ser consideradas quando se fala da questão internacional dos imigrantes: foi a intervenção de Obama na Síria que aumentou exponencialmente o número de refugiados na Europa, número este já bastante elevado desde as constantes intervenções na Líbia, no Iêmen e em tantos outros países do norte da África e do Oriente Médio. Outra questão é que, para manter as aparências, o ultraliberalismo europeu, capitaneado pela Troika, não se decide em rasgar definitivamente o acordo de Schengen (que estipula o livre trânsito entre os países da EU), enquanto em conversações não tão discretas se fala abertamente em retaliação contra os imigrantes, principalmente os que já se encontram nos campos de concentração europeus.

Também dois pontos, no mínimo, devem ser considerados quando se fala de Trump: o óbvio e primeiro é sobre a campanha chamada de Russiangate. É o que diz que Trump é um agente russo na Casa Branca. Vozes de veteranos patriotas como Stephen F. Cohen e Ray McGovern, não pessoalmente simpáticos ao presidente, tampouco ao seu partido, se levantaram para denunciar a fraude que une o DOJ a Lava-Jato. Outro que não pode ser acusado de simpatia com o suposto autocrata americano é Gleen Greenwald, que também acabou por denunciar inúmeras vezes a farsa do Russiangate. Por outro lado, existe uma situação complexa nos EUA: uma epidemia de opioides, a maior taxa de mortes violentas entre os chamados “americanos brancos não hispânicos” (a tradicional classe-média do país), um déficit de infraestrutura gigantesco e a proliferação de subempregos.

Trump é visto talvez não como uma solução, mas como o mínimo de esperança para resolver esse conjunto complexo de problemas por defender práticas consideradas arcaicas em economia, como o protecionismo econômico. Também está na sua plataforma de governo a reinstauração da lei da época de Roosevelt, Glass-Steagall, de separação bancária, ou seja, onde os investimentos especulativos não podem ser feitos com o dinheiro da conta dos correntistas, do cidadão comum. Ainda, se busca uma parceira estratégica com a China para se reverter a imensa dívida americana com os chineses em investimentos de longo prazo na economia produtiva do país. Um desses casos foi o do estado de West Virginia, um dos mais pobres e violentos da federação, que conseguiu um financiamento inicial de 80 bilhões de dólares para novos investimentos. Eu detalhei todas essas questões num artigo chamado Genocídio e liberalismo (clique aqui para ler).

Trump, como outsider e por ter levantado boas propostas durante sua campanha, não aparece como herói, mas como um mínimo de esperança num país que foi recolonizado pelo imperialismo desde pelo menos a morte de Roosevelt. Sua boa relação com os presidentes da Rússia e da China são o indicativo mais concreto até agora de divergência da política de guerra total dos neocons. E isso já é um avanço imenso para o que muitos já entendem como “Nova Guerra Fria” – muito mais quente. Não é por outro lógica também que aqui no Cone Sul se reeditam práticas da época da Cortina de Ferro, porém mais sofisticadas, sem o incomodo barulho das botinas dos militares. Porém o risco de uma confrontação generalizada, como ocorreu da década de 1950 até pelo menos 1980, continua – talvez ainda mais forte.

Assim, a importância dos movimentos atuais em relação a Coreia do Norte e o próximo encontro de Putin e Trump. Se isso se reverter para além do sucesso de uma política de détente, pode-se chegar à integração do setor transatlântico com a economia euro-asiática através do enorme Plano Marshall do século XXI, a Nova Rota da Seda. Isso significaria basicamente superar o atual paradigma de confrontação geopolítica e da economia cartelizada em cassinos financeiros, como também da hegemonia do dólar no mundo. Ver Trump como um Putin que fala inglês ou um Xi Jinping com termo de mandato ou como um Assad eleito só contribui para aumentar as tensões neomacartistas.

No caso específico dos imigrantes nos EUA, o truque da mídia – como sempre – foi apelar para o lado emocional. As críticas a Trump proliferaram em todos os cantos e se perde a dimensão dos problemas concretos que se enfrenta hoje no mundo. O objetivo da tradução dessa matéria é oferecer um contraponto mínimo com o uso da mesma tática da grande mídia, a manipulação emocional. Obama esteve muito longe de ser um campeão para os imigrantes, solução esta que só se reverte com a eliminação das políticas imperiais britânicas de livre-comércio e com o investimento na economia produtiva em todos os países da América. Os neocons, grupo político do qual Obama faz parte junto a Hilary Clinton (e próceres do Partido Republicano como John McCain), é o partido da guerra (em todas as suas vertentes, não só militar), e não se confina nem no Partido Democrata ou no Republicano. Nada mais distante do que queremos para o futuro, em suma.

 

Aqui estão as fotos das instalações ilegais de detenção de imigrantes que a mídia não mostra

 

Do The Daily Caller

A mídia e classe política ficam cada vez mais enraivecidas com a decisão do governo Trump de prender e processar imigrantes ilegais que ultrapassem as fronteiras.

Foi perdido no debate o conhecimento de que o governo de Obama também se utilizou de instalações de detenção.

A atual lei de imigração dos EUA, quando aplicada, tem como consequência a separação temporária de adultos que chegam com crianças em instalações carcerárias separadas com o objetivo de processar os adultos.

A política de processar imigrantes por cruzarem as fronteiras ilegalmente foi realizada por inúmeros governos. O governo de Obama processou meio milhão de imigrantes e teve igualmente famílias separadas durante o processo. Assim também fez o governo de Bush.

Relatos de advogados dos imigrantes contam a história de um Obama igualmente preocupado com menores desacompanhados viajando para a fronteira e buscando que isso fosse impedido.

Fotos de instalações de detentos nas fronteiras da era Obama, tiradas em 2014, parecem quase idênticas as que foram tiradas durante a era Trump.

Você nunca as viu, contudo. Aqui elas estão, tiradas em 201 durante uma viagem de organismos de imprensa para as instalações carcerárias de Brownsville, Texas, e Nogales, Arizona.

    John Moore/Getty Images

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REUTERS/Eric Gay/Pool

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Como publicou anteriormente o Daily Caller, “Governo Obama processou aproximadamente 500.000 imigrantes ilegais entre os anos fiscais de 2010 e 2016. Eles se referem a 1/5 de ilegais acusados, o que resultou frequentemente na separação das famílias”.

Rogério Mattos: Professor e tradutor da revista Executive Intelligence Review. Formado em História (UERJ) e doutorando em Literatura Comparada (UFF). Mantém o site http://www.oabertinho.com.br, onde publica alguns de seus escritos

9 Comentários

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Rogério Mattos

- 2018-07-10 08:08:13

Viktor, só acrescentaria uma

Viktor, só acrescentaria uma coisa que me escapou quando escrevi esse texto. A Hillary Clinton foi do Departamento de Estado, o lugar onde se articula os golpes políticos no mundo. Quando se fala no Trump, parece que por osmose (tamanha é a histeria) que com uma Hillary, um John McCain ou um político desses tradicionais qualquer, tudo estaria bem. É o exato oposto da verdade. Agora, se o EUA não tem uma liderança que esteja dentro dos quadros gerais do que certa intelectualidade brasileira acredita serem os corretos, isso também não é motivo para se ceder aos apelos da mídia estrangeira e de maneira tão acrítica.

Viktor

- 2018-07-09 23:28:57

Vale dizer...

Vale dizer ainda que, a existência da ONU se justifica pela existência de problemas globais ou entre nações.

Daí temos que conviver com as guerras, terrorismo e até com o já desmoralizado "aquecimento global".

Obama estourou o oriente médio e assim justiticou a existência dessa estrutura obscura que é a ONU. 

Foi homenageado como "Prémio Nobel da Paz"! 

 

Viktor

- 2018-07-09 23:20:23

Excelente artigo! Nunca

Excelente artigo!

Nunca esquecer que foi na gestão de Obama que o golpe de estado foi articulado e perpetrado no Brasil.

As elites americanas obedecem ao Departamento de Estado. 

Obama, mais do que nunca.

Tanto que o deep state está aparelhado e tenta minar Trump todo o tempo.

Obama e os Democratas americanos são uma vergonha ética e moral.

Obama é globalista, logo, teve todo o apoio da ONU e da elite globalista do norte europeu.

Apertaram demais o acelerador globalista e o mundo respondeu com uma guinada à direita.

Nunca esquecer que a Rede Golpe é partidaria dos Democratas e por isso sempre ajudam a demonizar os Conservadores.

Valeu pela coragem! 

AMORAIZA

- 2018-07-06 01:14:55

COMPARANDO
 

WASHINGTON - AUGUST 04: U.S. President Barack Obama points to guests watching his departure as they shout "Happy Birthday" to him August 4, 2010 in Washington, DC. Obama is scheduled to fly to Chicago and spend the night there before returning to Washington tomorrow. (Photo by Win McNamee/Getty Images) (/)

Barack Hussein Obama assumiu a presidência dos Estados Unidos em 20 de janeiro de 2009 cercado de expectativas. Membro do Partido Democrata e primeiro negro a presidir a nação mais poderosa do planeta, Obama herdou de seu antecessor, o republicano George W. Bush, um país marcado pelas controversas ações militares no Oriente Médio e mergulhado na mais grave crise econômica desde a grande depressão de 1929.

E foi assim, transitando entre importantes conquistas e decepcionantes frustrações que Obama vai chegando ao final de seu segundo mandato. Às vésperas das eleições que definirão o seu sucessor, é hora de analisar os erros e acertos do governo Obama.

MANDOU BEM

(foto: Win McNamee/Getty Images)

Combate à recessão e ao desemprego: A crise econômica mundial deixou os EUA oficialmente em recessão por 18 meses, entre dezembro de 2007 e junho de 2009. Durante o período, o desemprego aumentou e, em seu auge, ficou em quase 10%. A política econômica de Obama conseguiu recuperar o crescimento econômico, fechando 2015 com um aumento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,4%, e combater o desemprego, que voltou a ficar abaixo de 5%

Reforma da saúde: Os EUA não mantém um sistema público universal de saúde. Com a aprovação da lei que reforma o sistema de saúde, em março de 2010, cerca de 32 milhões de pessoas (quase 10% da população) que não tinham cobertura médica passarão a tê-la até 2019. Com a nova lei, todos os cidadãos são obrigados a contratar um plano de saúde – o governo deve fornecer subsídios para as famílias mais pobres.

Casamento gay: Em junho de 2015, a Suprema Corte declarou que casais formados por pessoas do mesmo sexo têm o direito garantido pela Constituição de se casar em todo o país – até então, cada estado tinha autonomia para legislar sobre o tema. A decisão é uma vitória pessoal de Obama, que sempre apoiou a legalização, e representa uma das mais relevantes conquistas no campo dos direitos civis da história norte-americana.

Aproximação com Cuba: Após mais de cinco décadas de rompimento, EUA e Cuba retomaram as relações diplomáticas oficialmente em 20 de julho de 2015, com a reabertura das embaixadas em Havana e Washington. Apesar das divergências ainda persistentes, os dois países começam timidamente a reatar alguns laços comerciais. No entanto, o fim do embargo econômico, apoiado por Obama, depende da aprovação do Congresso norte-americano.

Acordo nuclear com o Irã: A aposta na diplomacia em vez do confronto também obteve resultados importantes na negociação do acordo nuclear do Irã, no qual os EUA desempenharam papel decisivo. O pacto assinado em julho de 2015 estabelece limites à atividade nuclear do Irã, em troca do fim das penalidades às quais o país persa estava submetido. Espera-se que, o Irã possa gradualmente retomar as relações com os EUA.

FOI  MAL

 

(foto: Chip Somodevilla/Getty Images)

(foto: Chip Somodevilla/Getty Images)

Renda em queda: Apesar de recuperar o crescimento econômico e o nível de emprego, a política econômica falhou em resgatar o rendimento médio das famílias norte-americanas. Se antes da crise de 2008, a renda média anual era de 57,3 mil dólares, em 2014 o valor atingiu 53,7 mil dólares. O fato gera grande insatisfação na classe média norte-americana, que passa a duvidar das perspectivas de ascensão social.

Legalização dos imigrantes: Obama editou um decreto que favorecia a regularização de mais de 4 milhões de imigrantes ilegais, dentre os 11 milhões que vivem no país. No entanto, com o apoio dos republicanos, um juiz federal do Texas concedeu liminar suspendendo o decreto, e a Suprema Corte endossou a decisão. Paradoxalmente, Obama também é o presidente que mais deportou imigrantes desde os anos 1950 – só em seu primeiro mandato foram 1,5 milhões de pessoas.

Distúrbios raciais: Por ser o primeiro presidente negro dos EUA, Obama assumiu com a expectativa de promover avanços em questões como igualdade racial e combate ao racismo. No entanto, em sua gestão, o país enfrentou os mais sérios confrontos raciais em duas décadas. Diversos casos de mortes de cidadãos negros desarmados por policiais desencadearam violentos protestos – os mais graves ocorreram em Ferguson (Missouri), em 2014, e em Charlote (Carolina do Norte), em 2016.

Escândalo de espionagem: A revelação de que o Serviço de Inteligência dos EUA mantém um amplo programa de espionagem abalou a diplomacia norte-americana em 2013. Segundo a denúncia, os EUA espionam cidadãos comuns e governos de vários países, acessando informações confidenciais na rede e rastreando chamadas telefônicas. Obama admitiu o programa de vigilância e justificou sua existência como forma de prevenir ataques terroristas.

Guatánamo: O fechamento da base militar norte-americana de Guantánamo – ilha situada em Cuba que está em poder dos EUA desde 1903 – foi uma promessa de campanha de Obama ainda não cumprida. A prisão abriga suspeitos de terrorismo, muitos deles sem qualquer acusação formal de crimes. A base é criticada por organizações de defesa dos direitos humanos, que também denunciam maus-tratos e tortura no local.

HÁ CONTROVÉRSIAS

(foto: Mark Wilson/Getty Images)

(foto: Mark Wilson/Getty Images)

Operações no Iraque e no Afeganistão: Obama tratou de encerrar as operações militares iniciadas por Bush no Afeganistão (2001) e no Iraque (2003), retirando as tropas norte-americanas desses países – ainda permanece um efetivo de apoio às forças locais. A ofensiva de Obama na região pautou-se por operações de inteligência e pela ação dos drones. O uso dos aviões não tripulados é controverso por provocar milhares de vítimas civis.

Guerra na Síria: A diretriz de Obama para a política externa adotou uma posição menos intrusiva no plano externo, evitando agir em situações que não ameaçassem diretamente os interesses norte-americanos. Nesse sentido, Obama evitou operações mais incisivas na Síria e contra o Estado Islâmico. No entanto, essa atitude é vista por seus críticos como uma omissão que facilitou a expansão de grupos como o próprio Estado Islâmico.

China e Rússia: Quando a Rússia tomou a Crimeia da Ucrânia, em 2014, em meio a uma histeria geral clamando por uma intervenção militar norte-americana, Obama escolheu a via das sanções econômicas. Da mesma forma, o avanço econômico e bélico da China é tratado pela gestão Obama de forma cautelosa, procurando contrabalancear o poderio da China na Ásia sem prejudicar as relações bilaterais. Em ambos os casos, Obama é elogiado por sua ação diplomática e pragmática, mas criticado por reduzir o poder de influência dos EUA no mundo.

https://guiadoestudante.abril.com.br/blog/atualidades-vestibular/barack-obama-os-pontos-positivos-e-negativos-de-seu-governo/

 

 

 

 

 

 

Rogério Mattos

- 2018-07-06 00:17:48

Boas referências, Almeida.

Boas referências, Almeida. Vou olhá-las com calma. Obrigado!

Em relação ao "trumpismo", se isso quer dizer beligerância e irresponsabilidade econômica, a Hillary (e outros) é uma trumpista de marca maior!

Almeida

- 2018-07-05 21:06:01

Pronto. Vão lhe chamar de trumpista, Rogério!

Parabéns por divulgar essa matéria. Tem gente que ainda não caiu a ficha de que o EUA é um regime de "um partido único, com duas alas de direita", daí compram a hipocrisia de uma das alas, ainda acham que com Killary 'Vim, Vi e Mandei Matar', as coisas seriam menos imperiais, menos brutais. Olha como foi "A guerra encoberta de drones d'Obama em números: dez vezes mais ataques do que Bush".

Ataques muitas vezes lançados contra eventos familiares, como batizados, casamentos, velórios; a "guerra ao terror" não é o terror da guerra, é a guerra do "bem", então, não importa "danos colaterais" e eliminação de "escudos humanos", tudo fica justificado. Confira:

"There were ten times more air strikes in the covert war on terror during President Barack Obama’s presidency than under his predecessor, George W. Bush... A total of 563 strikes, largely by drones, targeted Pakistan, Somalia and Yemen during Obama’s two terms, compared to 57 strikes under Bush. Between 384 and 807 civilians were killed in those countries, according to reports logged by the Bureau".

Leia mais em → https://www.thebureauinvestigates.com/stories/2017-01-17/obamas-covert-drone-war-in-numbers-ten-times-more-strikes-than-bush

WG

- 2018-07-05 20:07:12

Querem fazer crer que Trump é

Querem fazer crer que Trump é um menino mal que carrega uma arma. Olhando atentamente, veremos uma descomunal arma de guerra que, periodicamente, "elege" seu comandante fantoche.

Rodrigo Roal

- 2018-07-05 19:44:47

Capitalismo miserável!

Capitalismo miserável!

Charles Godoy

- 2018-07-05 18:50:43

Obama é um farsante

E o mais absurdo é que Obama ganhou o Premio Nobel da Paz, em 2009. Deviam ter premiado o Lula, que tirou 40 milhões de brasileiros da miséria e que agora está preso por dar voz e asas a senzala.

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