A corrosão do poder dos caciques partidários

Dificuldades do Executivo em governar, enfraquecimento dos partidos tradicionais, ativismo do Judiciário, não são fenômenos brasileiros. Inserem-se em um quadro muito mais amplo de crise global das instituições.

É uma sucessão de fenômenos simultâneos que colocam em xeque o modelo histórico das democracias ocidentais, exigindo seu aprimoramento.

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No seu “O fim do poder” Moyses Nain traça um quadro competente desse fenômeno global. 

A crise dos partidos tradicionais explodiu nos Estados Unidos, com o Tea Party quase assumindo o Partido Republicano; na França, com a reação da socialista Segolene Royal contra os mandachuvas do Partido Socialista.

No Reino Unido historicamente convivem dois partidos – o Trabalhista e o Conservador -, mediados por um partido de centro, o democrata liberal, que funciona como o pêndulo de poder. Nos últimos anos, essa paz partidária foi invadida por uma multidão de novos pequenos partidos, como o Partido Nacional Britânico, o Partido da Independência do Reino Unido, o Partido Nacional Escocês, o Sean Fein e outros.

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Essa rebelião das bases levou a um crescimento exponencial das primárias para escolher os candidatos dos partidos. Pesquisas de 2009 junto a 50 partidos políticos de 18 democracias parlamentares mostraram que em 24 deles houve grande influência da base na escolha dos candidatos.

Na Califórnia – termômetro das mudanças políticas nos EUA – referendo popular de 2011 obriga a incluir todos os nomes de candidatos às primárias em uma cédula única.

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Essa corrosão dos caciques não se manifesta apenas no aparecimento de pequenos partidos.

Leia também:  A marcha da insensatez de um país em processo de destruição

Nos Estados Unidos, em 2010 a Suprema Corte permitiu o surgimento dos SPAC (Supercomitê de Ação Política), fundos de apoio político criados por corporações, sem limites de gastos. Exige-se apenas que não façam acertos individuais com os candidatos que apoiam, obviamente uma falácia. Em 2012, os candidatos se valiam dos SPACs para promover aliados ou destruir adversários. E nem se pode dizer que a liberação do poder econômico sem limites fosse bom para a democracia.  Mas é um sinal da fragmentação do poder dos partidos.

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Paralelamente, as democracias ocidentais se viram frente a um ativismo inédito do Judiciário e não apenas convalidando golpes de Estado em repúblicas menores. Naim separa bem o Judiciário atuante daquele que intervem em disputas políticas.

Segundo Naim, foram os tribunais da Florida e a Suprema Corte quem deram a vitória a George Bush Jr sobre Al Gore em 2000. E há uma boa relação de interferências do Judiciário, independentemente do mérito, como o caso da Operação Mãos Limpas, da Itália.

Diz Naim: “O fato de haver maior intervencão do Judiicário em decisões de alto teor político não é nenhuma garantia de uma supervisão sensata”.

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A novidade da história é o fato dessa necessidade de maior participação das bases passar ao largo dos maiores partidos políticos brasileiros, especialmente o maior partido de oposição, o PSDB.

É inacreditável como a maior figura do partido, ex-cientista social de renome, como Fernando Henrique Cardoso, em seus artigos semanais não ter a menor sensibilidade para esses movimentos tectônicos da opinião pública.

52 comentários

  1. JB e o terrorismo familiar

    Caro Nassif e demais

    Quem faz parte da máquina colonial, já sente a ferrugem lhe devorar, diria, mais ou menos, o poeta.

    Isso se percebe pelo STF e seu carcomido fiel escudeiro da máfia colonial JB, que não conseguindio fazer com que Dirceu se dobre, agora, depois de umas férias, regiamente pagas,  parte para a família do Zé Dirceu.

    Conforme se noticia:

     http://www.brasil247.com/pt/247/parana247/129069/Barbosa-inclui-na-pauta-a%C3%A7%C3%A3o-contra-Zeca-Dirceu.htm

    A baixaria continua, num nível inferior.

    JB tem inveja e medo do Zé Dirceu.

    A corrosão fica cada vez mais visivel.

    Saudações

  2. Democracia Brasileira

    O problema é que a Democracia no Brasil é muito aberta, todo mundo acha que pode tudo por aqui. Querendo ou não temos que ter um ponto de até onde podemos ir. Qualquer passeata de 50 pessoas consegue parar uma empresa de onibus que transporta milhares, isso é democracia? Nenhum político pode votar de acordo com sua consciência porque tem que votar de acordo com o partido, isso é democracia? Aqui em São Paulo 200 pessoas param a Av. paulista onde atrapalham o fluxo de milhares de carros, isso é democracia? temos que parar com essa Hipocrisia. Chega de dar ouvidos a tudo e a todos, as pesseatas de junho sim, as pesseatas contra a copa onde centenas de pessoas participam sim, agora, dar voz a meia duzia de pessoas onde atrapalhm milhares é demais.

    • Centenas contra milhões pode?

      Ao Ilmº. Sr. Sandro Soares:

      Permita-me apontar uma suposta incoerência em seu comentário. O Sr. reclama, com razão, que 200 pessoas param a Paulista, atrapalhando milhares. Mas apóia os protestos de “centenas” contra a Copa, (o que vai contra aos milhões de brasileiros torcedores que querem ver a Copa ser bem feita, em nosso país), e que atrapalham da mesma forma, talvez até mais. Desculpe, mas não consigo ver a coerência em apoiar um protesto de centenas e ser contra o protesto de 200, que são DUAS centenas. De minha parte sou a favor que as pessoas possam protestar contra o que quer que seja, desde que respeitem o direito das outras pessoas de seguir com suas vidas sem perturbações da ordem. Em nosso país, graças à luta e ao sangue de muitos, as pessoas só são obrigadas a cumprir a Lei.

      Agradeço a atenção da leitura.

    • Caro Sandro
      Pior que 200

      Caro Sandro

      Pior que 200 pessoas pararem a AV Paulista, e já participei de  muitas paradas da Av Paulista, são 200 pessoas, não permitirem que os brasileiros usufruam das riquezas do pais, sem se manifestarem na Av Paulista, e ainda serem tratados como heróis.

      Melhor que a manifestações, seria se fossemos antendidos sem elas e sem as tropas de choque.

      Saudações deste que também,foi muitas vezes nas manifestações na Paulista.

  3. Excelente

    Tudo o que o artigo aponta pode se resumir ao descompromisso do poder em realizar a democracia prometida.

    As grandes corporações dominam os governos.

    Governos de esquerda realizam as propostas da direita.

    As eleições já não valem como orientação do que deseja o povo, o que é expresso nas plataformas de campanha não são cumpridas.

    O caciquismo continua a operar; Campos, Marina,  os cinco do PSDB,….

    Na área estadual e municipal estão verdadeiros donos de partido.

    A prova?

    A falta de novos nomes na política brasileira.

    Exceção,

    Haddad e Padilha

     

    • Assis
       
      Voce não foi honesto

      Assis

       

      Voce não foi honesto em seu comentário quando citou o caciquismo. O maior e mais adorado cacique da politica brasileira chama-se LULA.  Os caciques existem para o mau e para o bem.

      • Lula era Presidente e tinha

        Lula era Presidente e tinha menos poder que o Dirceu.

        Virou cacique graças ao mensalão.

         

        Portanto, não se enquadra no que se define como cacique. Nos caciques ele é um menudo.

        • Caro Athos
           
          Lula é sim um

          Caro Athos

           

          Lula é sim um cacique no PT. Em Minas gerais fez os petista engolirem até o Hélio Costa (contra a decisão do diretorio estadual), interferiu em vários estados pelo bem da aliança em torno de suas candidaturas e de Dilma.  Lula enquadra o PT e com seu carisma e capital politico conduz o partido.

          • Depois do Dirceu cair…
            Vc

            Depois do Dirceu cair…

            Vc não contrariou nada do que eu disse porque seu raciocínio tem um erro cronológico.

      • Há diferenças enormes entre

        Há diferenças enormes entre liderança e caciquismo. O Lula é a maior liderança do Brasil , mas também FHC é apenas um lider partidário.

        O cacique manda no ‘pedaço’, o líder opina. E como é líder geralmente tem as suas opiniões acatadas, mas em casos que ela não o ser, o líder respeita a vontade dos demais.

        O líder impõe respeito, o cacique o medo.

        Em 2012 o Lula apoiava a candidatura do Haddad, mas a Marta, Mercadante se quizessem poderiam ir para disputa em votação aberta no diretório municipal de São Paulo.

        Em 2010 o Lula sugeriu que o PT do Rio e do RS apoiasse o PMDB. O Lindenberg aceitou, o Tarso não. E foi candidato com todo o apoio do Lula.

        • Lula errou sim, mas parece

          Lula errou sim, mas parece que ele reconhece os seus erros (basta ver a opção por Haddad e Padilha)

          Tarso ou Patrus tinham muito mais capacidade para ser o candidato do PT a presidência, mas por serem independentes, Lula optou por Dilma.

        • A executiva nacional do PT

          A executiva nacional do PT entregou o Estado do Rio à pretensos aliados : no caso o PMDB. Este aliancismo acritico gerou o pior governo da História recente do Estado do Rio. Esta relação do PT com Sérgio Cabral / Eduardo Paes liquidou o Estado do Rio tornando-o refém de um empresariado de olho em obras que jamais trarão benefícios para o Estado.

      • Lula jamais foi um Cacique,

        Lula jamais foi um Cacique, no mal sentido. Sempre foi um líder, que começou no sindicato e, graças à sua inteligência e visão conseguiu se tornar  Presidente. Ele é amado e admirado pelos seus eleitores, pela sua orígem e algum benefício que puderam ter em sua presidência. Cacique, no meu entendimento, são os donos de certos partidos eleitos por corporações e que querem (e conseguem, com a sempre “simpática” mídia brasileira e atualmente tb c/ o STF) mandar mais que o partido que está na presidência pq foi eleito pelos brasileiros.

  4. Onde está o parlamento?

    Se o legislativo não funciona, apenas serve ao executivo, e se o judiciário, notadamente o STF, majoritariamente composto por Ministros indicados por Presidentes da República petistas (é sempre bom lembrar) se politizou, então há algo de errado com o executivo. Talvez a inexistência e/ou a total inoperância da oposição explique o samba do criolo doido que se tornou a democracia, pelo menos aqui no Brasil. Situação sem oposição? Nosso futuro é mexicano, dos tempos do PRI.

  5. O ócio

    Nassif, sempre repito: a preguiça motora e operacional do Fernando Henrique chegou ao intelecto: “Ah, tá bom, tenho que escrever um artigo semanal, dar uma palestra no iFHC, pra que me preocupar, quebrar a cabeça, ler o que estão escrevendo por aí? Serão os mesmos querendo ouvir as mesmas coisas. Eu hein?”

  6. O maior usurpador da

    O maior usurpador da política

    é o ativismo da grande imprensa

    que atende aos interesses das grandes corporações

    delimitam ações de governo e pautam os temas.

    As ações da grande midia visam:

    1) Legitimar-se como detentora da verdade;

    2) Tornar-se agente principal do jogo político;

    3) Direcionar as decisões dos governos;

    4) Influenciar para o desmonte da máquina pública;

    5) Submeter governos, parlamentos e o judiciário.

    Mais em:

    http://jornalggn.com.br/blog/a-grande-imprensa-e-o-seu-papel-manipulador

     

  7. Um excelente artigo do comentarista Sergio Saraiva

    …”É daí que vislumbro a tentativa que se instituir a “democracia sem povo”. Nela, para consumo externo, haveria eleições regulares e o povo poderia escolher segundo as regras democráticas os seus representantes ao Legislativo e ao Executivo. Porém, uma vez eleitos esses representantes só seriam autorizados e defender os interesses da plutocracia que nos governa desde sempre.”…

    Artigo completo:

    http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/judicializacao-da-politica-ou-a-democracia-sem-o-povo

  8. …”o uso dos tribunais pela

    …”o uso dos tribunais pela oposição para frear e controlar as deliberações majoritárias da arena política; a ineficácia das instâncias majoritárias de formação da vontade política (tal ineficácia materializa-se na ausência e/ou insuficiência das políticas públicas acertadas na arena política e na debilidade dos partidos políticos em governar com a maioria do Parlamento, gerando, com isso, uma espécie de crise de governabilidade e paralisia no processo decisório, o que culmina, quase sempre, em demandas ao Poder Judiciário); as instituições majoritárias que delegam, em alguns casos, ao Poder Judiciário, o custo político de uma decisão polêmica (trata-se de um ato de renúncia à prerrogativa de decidir a fim de evitar o enfrentamento direto com questões fortemente controversas e de grande magnitude e impacto à sociedade.”…

    Matéria completa em:

    http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1808-24322008000200003&script=sci_arttext

  9. A um erro essencial neste seu

    A um erro essencial neste seu artigo Nassif. Com efeito, as democracias representativas ocidentais não são na verdade regimes democráticos.

     

    Os incidentes que estão ocorrendo nas ruas do Brasil e da Ucrania demonstram quanto a chamada “democracia representativa” tem que evoluir para deixar de ser um “liberalismo oligárquico”.

     

     

    Voltemos no tempo. A “democracia” foi o regime criado por Clístenes e aperfeiçoado por Péricles. Seu apogeu ocorreu no século IV aC.

     

    Democracia quer dizer literalmente “poder” do “demos”. O vocábulo “demos” designa a forma pela qual a sociedade ateniense foi dividida por Clístenes. Para entender melhor a novidade criada pelo reformador das instituições atenienses é preciso lembrar que as Cidades-Estado foram criadas à força.

     

    À medida que a primeira Guerra Médica se aproximava os maiores núcleos populacionais gregos (Atenas, Esparta e outros) fortificaram seu perímetro e forçaram às populações rurais a abandonarem as aldeias e a se transferirem para a cidade. A reação popular a este processo, conhecido como sinecismo, foi grande e a absorção das populações das aldeias pelas cidades acabou sendo executada à força.

     

    No princípio, os novos habitantes de Atenas não tinham como interferir nos destinos da cidade e isto acarretou uma crise que acabou sendo resolvida com a democracia. O sistema adotado por Clístenes permitiu que  todos os cidadão participarem da administração pública, da elaboração das leis e da distribuição justiça. Péricles aperfeiçoou o sistema ao possibilitar que os cidadãos mais pobres participassem da vida pública mediante remuneração (mistoforia).

     

    O que conhecemos como “democracia representativa” está a anos luz da democracia ateniense. Na verdade o regime político adotado no Brasil (e na Ucrania também) se parece muito mais com o que havia em Esparta, Cidade-Estado que era governada por uma “oligarquia”. O vocábulo “oligarquia” quer dizer literalmente governo dos mais ricos.

     

    Nas chamadas “democracias representativas”  todos podem se candidatar a um cargo público. Na prática, entretanto, o acesso aos cargos do Poder Executivo e do Poder Legislativo é um privilégio das pessoas ricas ou muito ricas, porque as campanhas são milionárias. Mesmo que ingresse num Partido Político, o cidadão acaba sendo submetido ao poder dos caciques que controlam as estruturas partidárias. E os caciques dos partidos já eram ricos ou enriqueceram ao longo de suas carreiras políticas e certamente controlam o dinheiro de maneira a privilegiar seus próprios interesses.

     

    O acesso ao Poder Judiciário também é vetado aos cidadãos de baixa renda de duas maneiras. No Brasil quem não tem uma boa formação universitária em Direito não pode concorrer a um cargo de magistrado. Mesmo que consiga cursar uma universidade pública ou particular o candidato esbarrará num obstáculo praticamente intransponível: os critérios de seleção são dúbios, exames orais são exigidos e o candidato fica à mercê dos preconceitos das famílias que dominam os Tribunais e a cena jurídica.

     

    Na chamada “democracia representativa”, salvo raríssimas exceções, o Estado só espera do povo três coisas: votar, se submeter à vontade do governante ou ser submetido á força.

     

    Portanto, não vivemos numa “democracia”, mas numa “oligarquia”. Para ser mais preciso num “liberalismo oligárquico”, pois o vocábulo “liberalismo” designa os direitos e garantias individuais e econômicas concedidos à população de baixa renda.

     

    • DEMOCRACIA FARSESCA

      Fábio, o grande problema da governança no Brasil é o financiamento privado dos candidatos. Eleitos, é claro que eles vão defender os interesses de seus financiadores, quase sempre em detrimento dos interesses da população.

      Assim, pode-se afirmar que o regime político brasileiro não é democrático, mas plutocrático, ou seja “o poder daqueles que detêm a riqueza”, segundo definição do Aulete.

      Se o financiamento das campanhas dos candidatos for público, a figura nefasta do caciquismo tende a acabar, porque o poder das eleições estaria nas mãos da população, uma vez que pobres bem intencionados na política – e quase sempre o são – disputariam o pleito em inguardade de condições com os ricos e poderosos. Simples assim.

      • O financiamento público de

        O financiamento público de campanha também produzirá distorções se o dinheiro recebido pelos partidos for administrado apenas pelos caciques, os quais, por razões bastante óbvias, tenderão a “escolher” e “financiar” apenas os candidatos que reforcem seu poder pessoal dentro dos partidos.

         

        Há mais um problema, as pessoas devem ter o direito de se candidatar independentemente de estarem ligadas a partidos. E também tem que ter acesso aos recursos do fundo partidário para financiar suas campanhas. 

        • FÁBIO

          Você tem toda razão. Para não haver privilégio na distribuição da verba, formalizadas todas as candidaturas, cada candidato receberia em mãos o seu quinhão, igualzinho para todos os candidatos de todos os partidos e os sem partidos, observando-se que os sem partidos não poderiam ser em número superior aos com partido.

          Sei que isto é um um sonho, mas um dia, não tão cedo, vamos acordar.

          • Democracia

            Gilson e Fábio, eu sempre concordei que quem paga a eleição manda nos políticos. Mas para haver democracia e não esta plutocracia disfarçada, também os componentes do judiciário deveriam ser eleitos e por tempo determinado. Também sonho com isto. Seria a base de uma democracia verdadeira.

    • Fábio, o próprio Péricles era

      Fábio, o próprio Péricles era um cacique, e o modelo democrático por ele favorecido se baseava na mobilização popular para eliminar seus adversários políticos por meio do exílio, decidido pelo voto. Esse modelo era nocivo, tanto que, após a morte de Péricles, a Democracia ateniense foi tomada por demagogos, cuja retórica vazia não difere muito dos Barbosas e outras estrelas do bacharelismo brasileiro, aliados à retórica moralista da UDN.

      A verdade é que o Brasil não é uma Democracia. Primeiro porque os verdadeiros donos do poder não permitem que o espaço democrático(o Congresso Nacional)exerça, de fato, o poder que deveria possuir, a recente invasão do Judiciário em questões políticas é exemplo dessa reação. Tampouco pode o Brasil ser considerado uma Democracia representativa, pois os parlamentares eleitos não representam a população, basta ver como votam.

      Infelizmente, o presidencialismo cesarista ainda se apresenta como o modelo político mais capaz de adotar medidas democráticas, por isso os avanços brasileiros ocorrem em períodos dominados por um presidente popular e carismático, como Vargas, JK e Lula, capazes de mobilizar poder suficiente para implementar as medidas necessárias contrárias aos interesses estabelecidos. Por isso que o poder de fato defende o parlamentarismo.

        • Mas o presidencialismo

          Mas o presidencialismo cesarista é amparado na vontade popular, portanto, seu suposto autoritarismo deve ser contextualizado. Chávez foi um presidente cesarista, e seu governo foi muito mais democrático que a nossa “Democracia Tucana”, um modo de governança oligárquico e conservador.

          Lula poderia ter sido mais cesarista, mas foi mais contido, tendente à conciliação(aspecto da cultura política brasileira baseado na inércia, por isso favorecido pelos conservadores). No caso brasileiro, apenas um presidente forte, amparado pela população, teria força o suficiente para romper a barreira do conservadorismo presente nos interesses estabelecidos. Vargas foi um exemplo, JK, de certa maneira, outro, e Lula o terceiro.

  10. Partidos carimbadores e o Norte, a Estrela e o Rumo do Brasil

    Por absoluta incompetência em formular uma política com norte, rumo e estrela, que opere com arte e técnica no governo do Brasil e no desenvolvimento da nação, os partidos políticos abdicaram de disputar o governo para governar e se conformaram em dividir o butim.

    Sem mais e sem menos.

    Os caciques dos partidos agem como verdadeiros chefes de facções criminosas, distribuindo entre seus cupinchas o poder angariado em maracutais contra o povo e a Nação.

    Uma reforma política que reestabeleça a democracia se faz urgente e virá por bem ou por mal.

  11. A rebelião das bases é bem vinda:

    A causa da revolta é conhecida por todos, a capitulação das instituições e executivas dos partidos ao establishment (consequência da ascenção neoliberal a partir dos anos 80).

    A dificuldade do executivo em governar é fruto da opção por “aliados” como Eduardo Cunha.

  12. “No seu “O fim do poder”

    “No seu “O fim do poder” Moyses Nain traça um quadro competente desse fenômeno global.”

    Se não existe poder, o poder é um paradoxo, como quis nos persuadir Nain.

    A que custo o Brasil consegue o poder que o fenômeno global nos impõe como poder externo?

    Quando pedimos assistência ao capitalismo para ir de porto em porto, ele prende a produção externamente pelo preço do valor interno; e já teriamos morrido de fome se não fosse o tufão do investimento externo nos lançar na compra e a venda com outros países, e deixar a nação pagar o crédito do seu poder (de nos valorizar) com juros, pelo nosso poder ao contrário: o crescimento.  

    Os economistas, sobre a transmissão de proa ao vento, produzem textos e mais textos nulos, se debatendo com a maré de um lado para o outro, porque não levantam a questão central a que nos permitiria prosseguir em terra, pois tudo se passa num lugar onde estão ocultando o ponto próprio para a economia ancorar – usam as manobras em que deixamos de criar “O Valor Econômico”, o paradigma necessário a partir da criação, ganho ou perda, que se foi ao léu, na inação entre nós; cortando os cabos do poder e destroçando o Estado – o nosso navio.

  13. CHOQUE DE DEMOCRACIA

    O fenômeno da dificuldade de o cidadão se vê nas representações politicas tradicionais é presente em boa parte do mundo ocidental. A ideia de que ao chegar ao poder os agentes políticos se tornam iguais ao que sucederam está disseminada; o que ocasiona “um apagão de confiança”; d’outra banda não se consegue enxergar no horizonte modelo que substitua o paradigma atual. A comunicação, desde a criação da imprensa nunca sofrera tamanha revolução. Não se busca informações: elas nos invadem. A verdade, que outrora era divulgada por grupos, por meio da imprensa tradicional, agora borbulha nas redes sociais, correios eletrônicos e Blogs; assim, não há apenas uma ou duas verdades, mas varias formas de vê-la e expressa-la. Ai surge a necessidade de mudança no paradigma de se fazer politica. Os partidos devem ter caras, não podem ter estatutos para inglês ver; por que não estabelecer metas? A população tem o dever de saber que o “bicho, que tem focinho de porco, corpo de porco, age como porco é de fato porco”. Não se deve haver a proibição, mas um choque de realidade na criação de representações politicas. A democracia, desde a Grécia do Péricles vem se adaptando aos diversos modelos de sociedade; inclusive, expandindo o seu universo de atores; assim, devemos estabelecer  mudanças paradigmáticas, dentre elas: Reforma Politica( financiamento publico de campanha, com  lista mista de candidatos e intensificar o uso do instituto do plebiscito) transparência em todos os poderes( executivo, legislativo e judiciário); atualização da Lei da Magistratura à realidade do seculo XXI; possibilitar( tornar possível e real) o “recall” de membros dos poderes da Republica; mandatos improrrogáveis para membros de todas as Cortes, dentre outras ações, com o fito de que o poder seja cada vez mais democrático.

  14. “É inacreditável como a maior

    “É inacreditável como a maior figura do partido, ex-cientista social de renome, como Fernando Henrique Cardoso, em seus artigos semanais não ter a menor sensibilidade para esses movimentos tectônicos da opinião pública.”

    Nassif e simpatizantes da oposição: parem de ficar olhando pra onde FHC aponta pra encontrarem algum rumo na oposição! FHC passou dos 80; sabe muito bem que está vivo hoje mas pode não estar amanhã. Vou repetir: FHC está preocupado é com a biografia dele!

    A oposição precisa entender isso – uns e outros, eu sei, não vão entender nunca: já perderam tempo e dinheiro com pesquisa na busca de um “anti-lula”, e agora estão apostando em algum tumulto social pra ver se conseguem tirar alguma vantagem eleitoral.

    Cada vez que tentam se religar ao passado FHC se distanciam mais e mais do povo. Esse, sim, está cansado de ser mal representado pelos partidos e pela mídia.

    Os partidos são uma invenção do século XIX; a mídia de massa, do século XX. A sociedade, óbvio, precede essas formas de organização. Novas organizações surgirão porque indivíduos isolados não conseguem nada.

  15. EX-SOCIOLOGO MESMO

    Mas quem disse que o FHC é um grande cientista social?! Isso é mais uma lenda. Não conheço um estudo atual que use FHC como base. Até porque está defasado. O Roberto Schwartz usa o FHC para falar de liberalismo em Machado, mais é comprovadamente furado, como explica Sidney Chalhoub com grande clareza. Enaltecendo essa bazófia sobre FHC, daqui a pouco ele vai achar que é a Hannah Arendt de calças…

    • O Paulo Nogueira Batista Jr,

      O Paulo Nogueira Batista Jr, economista, ironizou, na época do governo FHC, dizendo: “pra quem quiser fazer uma biografia ou tese sobre FH eu sugiro o título: dependencia, da teoria à prática”.

  16. Financiamento das ONGs

    Nassif,

    A respeito da discussão recente sobre as ONGs, o Observatório da Sociedade Civil lançou um estudo sobre o financiamento das entidades. É uma importante iniciativa para dar transparência e reduzir os preconceitos. Seguem links abaixo:

    OBSERVATÓRIO LANÇA REPORTAGEM ESPECIAL SOBRE FINANCIAMENTO DAS ONGS

     

    Reportagem especial O Dinheiro das ONGs quebra mitos ao traçar um panorama das fontes de recursos das Organizações da Sociedade Civil brasileiras

     

    Em qualquer conversa no Brasil em que apareça uma Organização Não Governamental (ONG), uma pergunta sempre é feita, em geral com ar desconfiado: de onde vem o dinheiro? Para tentar responder a essa pergunta e quebrar preconceitos que dificultam o trabalho das entidades, o Observatório da Sociedade Civil lança a reportagem especial O Dinheiro das ONGs – Como as Organizações da Sociedade Civil sustentam suas atividades – e porque isso é fundamental para o Brasil.

    http://observatoriosc.files.wordpress.com/2014/02/livro-ongs-100-dpis.pdf

    https://observatoriosc.wordpress.com/2014/02/03/observatorio-lanca-reportagem-especial-sobre-financiamento-das-ongs/

     

     

    • A terceirização da execução e

      A terceirização da execução e implementação das politicas públicas em favor das ongs promove a precarização das condições de trabalho de assitentes sociais e de psicólogos por pagar baixos salários, favorecendo alta rotatividade de profissionais, inviabilizando a formação de equipes de trabalho estáveis e capazes de fazer acompanhamentos de longo prazo.  E infelizmente muitas ongs (não todas) existem apenas as para sustentar a si mesmas para pagar as pessoas que nelas trabalham, e por vezes estão ligadas a interesses regionais. Este processo de mercadorização da polícia de assistencia social, movida por isenções e deduções ficais para os patrocinadores, foi levantada pelo filme “Quanto vale ou é por quilo?”, de Sérgio Bianchi:

      http://www.youtube.com/watch?v=fZhaZdCqrHg

      Roteiro:

      http://www3.universia.com.br/conteudo/livroscinema/roteirodequantovaleoueporquilo.pdf

  17. Fora de Pauta

    Nassif, não vale um comentário sobre a posse do ministro Mercadante na Casa Civil ? Quais as suas expectativas ? Dará nova cara a agilidade ao Governo ou é mais do mesmo ? 

  18. Eu não vejo fim do poder, e

    Eu não vejo fim do poder, e considero precipitada a análise que prevê uma fragmentação do poder desta maneira.

    Eu vejo o processo da seguinte maneira: há o poder econômico e o poder político. O poder econômico, por sua própria natureza, tende a se concentrar se deixado aos caprichos das forças do livre-mercado. O poder político, supostamente fruto da vontade popular, deriva sua força de sua legitimidade.

    Durante o governo FHC, o poder do presidente foi utilizado para reduzir o poder político, por meio da privatização de empresas públicas e a delegação de poderes públicos para entes privados, como as tais agências reguladores. Tivemos também um forte processo de concentração do poder econômico no setor financeiro, vide o processo de oligopolização dos bancos brasileiros.

    Durante o governo Lula, tivemos grande concentração de poder político na popularidade do presidente, que a utilizou para descentralizar o poder econômico, por meio de políticas de distribuição de renda, fortalecimento de empresas estatais e reaparelhamento do Estado. Com o fortalecimento do poder político e a inviabilidade eleitoral dos candidatos defensores do neoliberalismo, há uma reação para a repartição deste poder político com instituições imunes aos processos democráticos, como o Judiciário.

    Creio que essa é a dinâmica que explica o processo de distribuição do poder na atualidade. Os movimentos promovidos pela internet, a maior transparência e pluralidade de opiniões, é ainda incipiente e, de certa forma, vem sendo combatido pela maior distribuição de poderes nas instituições não eletivas, que, ao contrário da classe política, dispensam a opinião dos eleitores, vide o mico Joaquim Barbosa que, após ser vaiado naquele carnaval no RJ, parece trer perdido o apetite pelo sufrágio(mas não pelo estrelismo midiático, fonte de regalias e alimento para a vaidade.

  19. A democracia representativa ,

    A democracia representativa , com o voto popular tendo o poder de um cheque em branco , está em cheque. Uma pequena /enorme contribuição para aprofundar e aprimorar a democracia é o referendo. A consulta popular não é popular no Brasil , quando deveria ser obrigatória. Essa matéria quando vem a baila , sofre desqualificações , é adjetivada com vários “ismos” associados a pseudo valores anti democráticos , como por exemplo , o Chavismo , o Bolivarianismo , etc . Santa ignorância , santa contradição. Nada é mais democrático que o referendo , perguntem aos cidadãos de vários estados norte americanos ou , mesmo , da Venezuela. Não existe uma justificativa sequer para negá-lo à cidadania , quando questóes que interferirão em suas vidas e nas de suas cidades forem objeto de decisão ou de discussão … porque deixar que meia dúzia de caciques decidam por todos …

      • O velho Tuma colocou escuta

        O velho Tuma colocou escuta em casa em 1987, quando eu brigava com Saulo Ramos. Quem constatou o grampo foi o então corregedor da Policia Civil de São Paulo, Walter Maierovitch. Depois, armou uma busca em uma volta minha dos Estados Unidos. Foi armação tão grande que revistou todos os passageiros, alegando que havia informações de alguem trazendo US$ 6 milhões na bagagem. Perguntei ao Tuma se ele já ouvira falar no dólar cabo. Tinha absoluta certeza de que faria essa armação porque, meses antes, dois desafetos do Saulo foram detidos pela Polícia Federal no aeroporto de Guarulhos, tranportando dólares para viagem (na e’poca não havia cartão internacional). Tinha tanta certeza que não cedi à tentação de comprar um laptop.

        • kkkkkkkkk

          Esta eu não sabia!

          Mas conheço outras… Exatamente por este motivo, procuro manter minha cabeça bem abaixadinha e falando o minimo que posso. Não possuo pescoço de ferro e ninguém virá me socorrer. Em briga de cachorro grande é prudente desviar o caminho… Sempre sobra para o mais fraco!

          Ps: Estava esquecendo: Tenho que agradecer ao Velho Tuma pela garrafa de Chivas despachada de Brasilia como agredecimento pelos serviços prestados após ser eleito Senador… Como brinde de Natal…

  20. A CORROSÃO DO PODER DOS CASSIQUES PARTIDÁRIOS

    LUIS NASSIF

    O QUE ESTAMOS ASSISTINDO É UMA CRISE ENTRE E DA DEMOCRACIA COM O CAPITALISMO ATUAL. A CRISE DA DEMOCRACIA SE VÊ QUANDO A CLASSE MÉDIA DOS PAISES MAIS DESENVOLVIDOS VAI TENDO PERDAS ENORMES NA ECONOMIA. A CRIAÇÃO DE EMPREGO, O ACESSO À SERVISÇO DE SAÚDE E EDUCAÇÃO, QUE SEM ESTAREM LEGISLADOS, DE FATO ERAM CONQUISTAS DEMOCRÁTICAS PERMITIDAS PELO CAPITALISMO, ESTÃO EM DECADENCIA. A LIBERAÇÃO DOS REGULAMENTOS DA MOEDA EM SEU SENTIDO MAIS AMPLO LEVA A UM DESPEITO ÀS CONQUISTAS DEMOCRÁTICAS. O SOCIALISMO NÃO RESOLVE COMO HISTORICAMENTE SE VÊ. MAIS A LIBERDADE EXAGERADA NA CRIAÇÃO DA MOEDA EM SEU SENTIDO MAIS AMPLO É UMA CAUSA DA CORROSÃO DA DEMOCRACIA. A MOEDA É UM BEM COLETIVO. É A MAIOR CRENÇA DO MUNDO. DEIXA TODAS RELIGIÕES NO ORA VEJA. A ACUMULAÇÃO DE CAPITAL A CUSTA DA DETERIOÇÃO DO PODER DE COMPRA E DO EMPREGO DAS CLASSES MÉDIAS É UM SUICÍDIO OU UMA CRISE TERRÍVEL QUE VAI BUSCAR SE RESOLVER. TAL É ASSIM QUE MUITOS GOVERNOS ADEPTOS ESTREMISTAS AO LIBERALISMO TOTAL ESTÃO COMEÇANDO A ESTABELECER, AINDA QUE TIMIDAMENTE, REGULAMENTAÇÃOES FINANCEIRAS PARA EVITAR O DESASTRE.  NÃO HÁ SAIDA PARA O CAPITALISMO SE NÃO PASSAR POR UM MOVIMENTO DE REGULAMENTAÇÃO DA MOEDA EM SEU SENTIDO MAIS AMPLO. OS PAISES QUE TEM O CAPITALISMO DE ESTADO OU QUASE DE ESTADO ESTÃO MENOS VULNERÁVEIS A ESTA CRISE E ESTÃO A FAVOR DAS EMPRESAS CAPITALISTAS. VAMOS VER SE ESTES MOVIMENTOS SALVAM A SITUAÇÃO. NESTE SENTIDO VALE NÃO APENAS AS REAÇÕES PÚBLICAS DA POPULAÇÃO COMO TAMBÉM O PERIGO QUE O PODER PRIVADO FINANCEIRO DOMINANTE ESTÃO A PERCEBER SE CONTINUAR ESTE MODELO DE FATO.

     

  21. Caciques!?

    Nassif, ainda não vejo toda esta corrosão.  Lula ainda é e será um líder forte, respeitado e admirado. Vejo nele uma atitude de criar novas lideranças para uma nova era de seu partido. Lançando uma desconhecida Dilma, Haddad, Padilha ele quebra um ciclo de poder no partido. Tenho muita apreciação pelo que está sendo feito pelo três últimos governos.

    As coisas ainda não andam na velocidade que queremos mas as engrenagens estão se movendo na direção correta. Esta velocidade é ditada exatamente pelos interesses difusos que permeiam o congresso. Ex: As ferrovias cortando o país só não estão a pleno vapor por prejudicarem milhares de transportadoras a nível nacional e diretamente as fábricas de caminhões sem contar a perda com pedágios nas estradas que cortam o país.

    O Estado brasileiro perdeu sua capacidade de investimento proporcionado pela dimensão de sua divida e os juros que pagam. Existe uma concentração muito alta de capital na região sudeste em detrimento da região nordeste.

    O que vemos no momento é uma guerra de caciques! Uma tentando decentralizar o poder no Brasil e outra tentado deixar tudo como está.

    A voz da grande mídia representa o interesses dos caciques que não aparecem nas mídias, mas, elegem seus representantes.

    Dai a minha cobrança para que o debate politico seja voltado a propostas politicas e não em quem está roubando mais!

    Na oposição seus maiores representantes estão desmoralizados perante a grande maioria da opinião pública exatamente por não apresentarem propostas e ainda boicotar as que são implementadas. 

    Nossa mídia esconde muita coisa da população! Não sei a que pé está esta transformação e muito menos quantas décadas ainda serão necessárias para esta descentralização econômica do país. São números que não são discutidos e estratégias que não são debatidas. A mídia não tem interesse em discutir valores concretos, muito menos politizar a população. Ela protege interesse de seus associados históricos! Pela total falta de informação fica até difícil saber se está em andamento um projeto de longo prazo ou se é apenas um jogo de cena oportunístico eleitoral.

    Assim as eleições viram um Fla X Flu, viram uma disputa de torcidas apaixonadas sem que o mérito técnico e a qualidade do time e sua proposta de jogo seja fator preponderante. A discussão tem que sair deste Fla X Flu e caminhar para uma seleção Brasileira. Tornando bem transparente a atuação de cada jogador, com o objetivo do sucesso coletivo. Para que exista isto é necessário muito, mas, muito mais transparência. Excesso de individualismo pode gerar revolta de um grupo, porém, também não podemos permitir que interesses um grupo de talento duvidoso tenha prerrogativa para quebrar ordem coletiva. Assim quem boicota tem que ser retirado do time. Simples assim!

    No coletivo podemos usar os mais habilidosos para atrair a atenção enquanto o resto do time se movimenta para o próximo passo, neste momento o habilidoso passa a bola ou entra de cabeça na jogada de acordo com os obstáculos a sua frente. Quando há um reconhecimento do papel que cada jogador exerce dentro se sua tarefa, encontramos um sucesso invejável, até mesmo na derrota os que torcem contra são obrigados a aplaudir e admirar.

    A metáfora pode ser cansativa e simplista, mas, ela demostra a situação da nossa politica. Muitos jogadores sem o menor talento são eleitos como craques por analistas de futebol, estes por serem apenas partes interessadas no valor do passe, e assim, só objetiva o lucro com o seu passe e imagem.

    É fato que para o país poder crescer é necessário o engajamento do setor de capitais como também de toda a estrutura econômica e industrial do país. Enquanto ficarem discutindo quem irá ficar com a bola e não for botado ordem na casa continuaremos estagnados e massacrados pela força do mercado de capitais.

    Assim Nassif enquanto os caciques disputam a bola vejo o povo dividido num Fla X Flu. E nesta disputa tosca, planejada, quem perde é o povo pela falta de honestidade e transparência dos órgãos que deviam ditar o rumo e o ritmo dos avanços necessários.

     

    • Concordo

      Caro André,

      Exceleten análise.

      A grande mídia não informa. A missão de informar foi substituída pela de fazer pressão. E, sendo necessário, os fatos são alterados ou omitidos em partes relevantes. Não há a preocupação nem mesmo de disfarçar.

      Fiquei realmente surpreendido com o tratamento jornalístico dado ao mensalão. Havia um misto de despreparo com reserva mental. Não houve um verdadeiro jornalismo.

      O nível dos debates para as próximas eleições serão mesmo do tipo Fla x Flu.

      Abraços

       

       

       

       

       

  22. Aluvião?? Que diabo é isso?

    É inacreditável como a maior figura do partido, ex-cientista social de renome, como Fernando Henrique Cardoso…  …não ter a menor sensibilidade para esses movimentos tectônicos da opinião pública.  

    Não conheço um analista político brazuca que não repita esse mantra “Mas será possível que um intelectual do porte de FHC não consegue percebeber que…” e segue-se um aluvião de questionamentos à suposta superior capacidade Intelectual do cabra. 

    Estranho mesmo é nenhum analista político brazuca não ter atinado com a mais provável causa dessas “incompreensões”: simplesmente não há capacidade intelectual nenhuma ali, além da pose. É tudo lenda, farol. “Um charuto, às vezes é apenas um charuto”, dizia o inventor do divã.

  23. Considerações.

    Democracia!

    O poder, a representatividade e o judicial, trabalham formalmente para a maioria enquanto hoje varias minorias passam por transformação, crescimento, visualização  e tentam ser incluído no poder de decisão sobre sua melhor politica. A democracia partidária vai pulveriza em pequenos partidos, justamente como nova representatividade desta minoria que atualmente são atreladas a uma agenda politica da maioria do partido e continuando sendo minoria mesmo. Na democracia a maioria decide e são representados.

    Vejamos os Caciques:

    . “ O Partido dos Trabalhadores é o único partido no Brasil com eleições diretas para todos os cargos da direção partidária, em todos os níveis – municipal, estadual e federal – através do processo de eleições diretas (PED), que ocorre a cada três anos.35 É necessário lembrar, no entanto, que em função da sua concentração cada vez maior em uma ação política pautada pelo calendário eleitoral, que o PT acabou por girar, cada vez mais, em torno da figura individual de Lula e do grupo ideologicamente mais afinado com ele, o Campo Majoritário (sucessor da tendência Articulação) que acabaria por se impor ao partido como facção dominante, a partir dos expurgos das correntes de extrema-esquerda no interior do partido no início da década de 1990, que fundaram o PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado), o PCO (Partido da Causa Operária), e também o PSOL no começo da década de 2000.”

    . Outras vezes os Caciques e o poder, como o DEM, as Igrejas  e o Tea Party  sobrevivem no conservadorismo da pobreza, interesses, posição e valores.

    – Membro de uma das famílias mais influentes do Rio Grande do Norte, é filho de Tarcísio Maia e primo de Lavoisier Maia Sobrinho. Por causa da atividade política do pai, residiu no Rio de Janeiro, estudando no Colégio Andrews e formando-se em Engenharia Civil pela antiga Universidade do Estado da Guanabara, atual Universidade Estadual do Rio de Janeiro, em 1967. Passou então a exercer sua profissão na iniciativa privada. Um de seus dois filhos, Felipe Catalão Maia, é deputado federal. Seu irmão, Oto Agripino Maia, é diplomata de carreira e foi embaixador na África do Sul, Santa Sé e Suécia.1

    É proprietário de estações de rádio e da TV Tropical, afiliada da Rede Record em Natal.

    – As igrejas sem comentário.

    – O tea Party veio para ficar quando verificou  que um grupo autônomo dentro do partido republicano colocou suas prioridades e objetivos, acertando  trabalhar por seu representante e financiando ate chegar a eleger. O poder da minoria estava lá, com vários outros grupos!  O financiamento de campanha pode um só homem com poder econômico, eleger um seu representante e então um grupo aconteceu.

    O judicial

    Discutir o judicial do mundo não saberia e nem quem é quem na França! Mais vamos falar na suprema corte do Robert, Usa e comparar com a do JB Brasil. Primeiro os juízes são partidários e indicados por seus partidos também na palavra do presidente e no Brasil não é bem assim e um ponto que me chama atenção nas indicações dos governos PT que são pontos de vistas diferentes, quase sempre na corte brasileira o notável saber é o considerável, além de línguas, PHD, professor, cargos influentes, e não por atuação em tribunais e causas, como os americanos que os juízes por princípios experientes com causas expostas nas mídias e organizações-movimentos-grupos atuantes, causas relevantes são escolhidos. Os perfil entre os juízes da suprema corte americano, experiência-conhecimento,  e brasileiras conhecimento. É Perfil completamente diferente. A suprema corte na América não é academia e o mesmo não pode dizer do Brasil. Na realidade o judicial não possui nenhum poder que é uma função advogada a decisão do direito constitucional e disputas o mais é show time.

     

     

     

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