A reestruturação do setor energético

Senador pelo Amazonas, Ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga deu declarações nos Estados Unidos que foram interpretadas como contrárias ao modelo de partilha, de exploração do pré-sal. Houve um enorme alarido.

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Braga defende o sistema de partilha – pelo qual o pagamento ao Estado brasileiro é calculado como percentual do petróleo extraído.

O que coloca em questão é a obrigatoriedade da Petrobras ficar com 30% de participação nos leilões do pré-sal. Sua opinião é que deveria se facultar à Petrobras o direito de recusar, de acordo com suas possibilidades.

Se obriga a Petrobras a ir além das suas possibilidades e se o mercado não financia-la mais, ela será penalizada.

A decisão é da presidente da República. Mas o Ministério está preparando estudos para oferecer ao Planalto.

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Em relação à Eletrobras, sua intenção é reformular sua estratégia de negócio. Nos últimos anos a Eletrobras entrou em quase todos os leilões através de coligadas. Sua participação nos empreendimentos distribui-se por 160 SPEs (Sociedades de Propósito Específico), a grande maioria em projetos de fontes eólicas.

Criou-se uma indústria eólica robusta, com 30 mil empregos diretos e 40 mil totais.

Agora, a estratégia consistirá em fortalecer as térmicas de base, a gás, biomassa, nuclear e carvão, fundamentais para a segurança energética do país, diz ele.

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A estratégia prioritária será no gás. Só o pré-sal acumula reservas descobertas de gás equivalentes a 40 a 60 bilhões de barril equivalente.

Até 2018 deverá estar completada a rede de gasodutos.

Leia também:  Óleo do Nordeste: sanções dos EUA criaram ‘frota fantasma’ de petroleiros, por Hugo Souza

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A grande mudança pretendida, no entanto, é na chamada energia distribuída – aquela gerada diretamente pelo consumidor.

O MME completou consultas ao TCU (Tribunal de Contas da União), Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e à PGR (Procuradoria Geral da República) para ultimar a assinatura do decreto que estabelecerá as bases para a prorrogação das concessões de distribuição.

Completada a rodada, virá o lançamento do programa de microgeração distribuída, através da tecnologia do smartgrid. Já está acertada a parte tributária com o Confaz (Conselho de Política Fazendária que reune os secretários de Fazenda dos estados), desonerando de ICMS a geração solar distribuída.

Empresas ou residências com energia solar poderão vender para as distribuidoras ou alugar o espaço em troca do fornecimento de energia.

Há um enorme potencial de geração distribuída em empreendimentos de médio e grande porte, como galpões, shoppings, hipermercados. Gera-se a energia dentro do centro de carga sem linha de implantação.

Até 2018 o país poderá ter até um milhão de telhados implantados.

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Braga encontrou uma herança difícil: contratos pressionando as tarifas; um default de quase R$ 3 bilhões, R$ 9 bilhões de repasses do Tesouro e uma dívida de R$ 3,5 bi do Tesouro. A tudo isso somou-se uma crise hídrica.

O regime de bandeiras extratarifárias permitiu nova geração de caixa. Depois, uma revisão tarifária extraordinária acertou a defasagem das tarifas. Os financiamentos de 2014 foram alongados para 54 meses com redução dos spreads.

Em 90 dias, foi construída uma nova arquitetura financeira para o setor.

Leia também:  O projeto nacional e as indústrias de bem estar, por Luis Nassif

Até final de junho o fluxo de pagamentos permitirá zerar os passivos do setor.

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18 comentários

  1. Nassif,
    Ha mais de 30 anos

    Nassif,

    Ha mais de 30 anos escuto a ladainha da geração distribuída, que volta à tona a cada 12 anos, um relojinho, sempre que o sol acelera sua atividade, a temperatura na terra aumenta e acaba chovendo pouco por aqui.

    A coisa sempre esbarra na regulamentação, na resistencia das distribuidoras de energia e principalmente no benefício/custo. Falta financiamento,  o custo dos equipamentos é alto e transpor a burocracia é tarefa para uma equipe técnica experiente, longe do alcance de pessoa normal. Alem disso, as distribuidoras vão pagar uma merreca naquilo que o autoprodutor vender e cobrar caro (já estão) na energia comprada da rede, exatamente como acontece com o dinheiro aplicado no banco e os juros cobrados nos emprestimos.

    A instalação de dispositivos de geração distribuida em massa vai exigir das distribuidoras um trabalho a mais, a subida de alguns níveis no cuidado com a rede, inclusive para preservar a segurança dos consumidores e seus próprios trabalhadores.  Francamente, depois do caos que presenciamos aqui em São Paulo na estação chuvosa, bairros sem energia durante dias, tenho a convicção de que a nossa estimada concessionária não consegue cuidar do que existe hoje,  quanto mais assumir novas responsabilidades……Alias, o nivel desses serviços regrediu, trabalhei na antiga Eletropaulo pré privatização, esse tipo de coisa não aconteceria nem nos piores pesadelos. Simplesmente porque havia manutenção preventiva de fato e equipes técnicas experientes e suficientes. 

    O fato é que hoje, alem do Ministério das Minas e Energia, existem o Conselho Nacional de Politica Energética, a ONS, a ANEEL , o Comite de Monitoramento do Setor Elétrico e a Camara de Comercialização. Ainda assim, a energia está cronicamente escassa e cara, muito cara. Ou seja, tem algo muito errado e não é a geração distribuída que vai resolver, certamente

     

     

     

  2. Fusão nuclear

    Posso estar enganado, mas têm fumaça na fusão nuclear, com ela o problema de energia muda de patamar.

    Quanto a energia distribuida, a Tesla, com suas baterias caseiras lançadas na semana passada, deu um novo impulso na questão, que também tem nas baterias de aluminio ion, um novo salto tecnológico.

    A questão energética é muito dinâmica, o ministério têm de ser rápido nas análises de custo benefício, seria bom o ministro dar uma fortalecida nesta área, assim maus investimentos e desperdicio de verbas serão evitados.

    No mais, o petróleo continua sendo insubistituível e o seu preço irá subir logo logo.

     

    • O projeto da Tesla para casas sustentáveis

      Tesla unveils energy storage for a sustainable home, retains open source stance on patents

      By Steve Brachmann on May 7, 2015

       

      On Thursday, April 30th, Elon Musk of Tesla Motors unveiled a new product which heralded a new direction for the company as well as an energy technology which could prove to be incredibly disruptive to energy utilities as we know them. ThePowerwall is marketed as “energy storage for a sustainable home” and it could allow a homeowner to store power generated by alternative forms of energy, even selling some back to the electrical grid if there’s any extra. Instead of a monthly energy bill, some homeowners in the future could be experiencing a monthly energy profit.

      Tesla’s Powerwall batteries will come in two varieties: one a 10 kilowatt-hour (kWh) version for a weekly cycle unit designed for backup applications, the other a 7 kWh unit for everyday use. The batteries can be installed in groups of up to nine, providing a maximum of 90 kWh hours of backup energy (or 63 kWh of energy available daily). The dimensions of the Powerwall battery are about four feet tall and nearly three feet wide; its slender 7.1 inches of depth and sleek design gives it a form which fits neatly on most walls, inside or out. It can be installed in an afternoon and does not need major home rewiring. The 10 kWh model costs $3,500 ($3,000 for the 7 kWh version) although a homeowner must pay for installation and an inverter if the property includes solar panels.

      A press kit developed by Tesla Energy, the division of Tesla developing and marketing the Powerwall, showcases the value of a technology that can help home and business owners control energy costs in spite of growing energy demand, which is expected to rise 56 percent worldwide between 2010 and 2040 according to the U.S. Energy Information Administration.

      Currently, the world consumes a collective 20 trillion kWh of energy in a year, according to Tesla. Powerwall batteries are being developed for homes, businesses and utilities, providing every stakeholder in the electrical grid with a better means for storing alternative and renewable forms of energy like solar. The ability to store solar energy from the day for night time use has been a stumbling block on the road to the more widespread adoption of solar energy tech. We’ve written on solar energy innovation here on IPWatchdog in the past and have pointed out how better storage of collected solar energy could be a big part of more cost-effective and stable solar energy use.

       

      We’ve also discussed Tesla CEO Elon Musk’s patenting activities and how he doesn’t seem to practice what he preaches. In June 2014, a blog post written by Musk and posted on Tesla’s website announced to the world that Tesla was open sourcing its patents. Any innovator bringing a product to market which is based upon patented Tesla technology would be able to do so without risking a patent infringement lawsuit from the company. We had wagered at the time that Musk might be trying to leverage Tesla’s electric vehicle IP in order to dominate the lithium-ion market. The Powerwall is a lithium-ion battery, so we were right about Tesla’s changing focus towards battery development, but Ars Technica reported comments from Musk which indicate that patent open-sourcing will continue. It could very well be that Musk, who had a net worth of $11.7 billion as of this February, has enough money that he might not care about protecting Tesla’s competitive advantage in the market, its intellectual property. As we pointed out in our first Tesla post, it’s almost ironic that Musk is waging a philosophical battle about patent rights with a company whose namesake was ruined by an inability to protect his patents effectively.

      What’s truly baffling is Musk’s doubletalk on the issue of patents. It should be pointed out that Musk’s original post on the subject of open-sourcing Tesla patents, All Our Patents Are Belong To You, he had some pretty strong words on the subject of patent rights: “After Zip2, when I realized that receiving a patent really just meant that you bought a lottery ticket to a lawsuit, I avoided them whenever possible.” But, if he’s avoided patents since leaving Zip2 in 1999, why did Tesla, which Musk co-founded, ever acquire patents in the first place? That’s either poor management or Elon Musk still hasn’t apologized for telling the world a pretty bold-faced lie.

      Given all of this talk about Tesla refusing to enforce its patents, it would be very interesting to find out whether Tesla was ever a plaintiff in a patent infringement case. Wouldn’t you know it, in June 2013 Tesla did file a patent infringement suit against LA-based Pointset Corporation in California North District Court; the case closed in initial pleadings two months later. Now, this lawsuit was filed a year before Musk’s open source blog post and doesn’t represent blatant hypocrisy, but Musk’s companies have shown a willingness to enforce patents in the past. We should note that this is the only patent litigation involving Tesla as a plaintiff and Tesla only filed for a declaratory judgement after Pointset Corp., doing business as pointSET, sent Tesla a demand letter over a Pointset patent protecting remote control of vehicle temperatures: U.S. Patent No. 7379541, titled Method and Apparatus for Setting Programmable Features of a Motor Vehicle. Despite all of Musk’s stated good faith in innovators using Tesla technology for the common good there are some, among whom are included the Electronic Frontier Foundation, who hope thatTesla commits to developing an open licensing plan that sets a clear standard for patent sharing.

      The Tesla Powerwall press kit linked above and here offers another good angle with which to critique Musk’s palaver on patents. Tesla proudly announces its partnership with industry partners such as Fronius International, an Austrian photovoltaics firm that has developed solar inverters for Powerwall configurations which utilize solar panels. As the press kit points out, Fronius holds more than 1,000 active patents in the solar field. Yes, that technology is different than Tesla’s but if an engineer were to mistakenly copy solar inverter technology and Fronius filed suit, the Tesla/Musk patent promise wouldn’t mean much.

      While Musk may be promising not to enforce patents there is no evidence that they have given up the pursuit of obtaining patents.Innography’s patent analysis tools show us that, as of this writing, Tesla has an IP portfolio that includes 742 patents, 425 of which are active. Looking at just the American market, Tesla holds 221 U.S. patent grants, 157 of which relate to battery technologies. As the Innography text cluster posted here shows, most of these battery innovations are related to electric vehicles but the majority of these patents are directed at broader applications.

      We were able to locate several patents on battery technologies issued to Tesla just since the end of February 2015. The fast-charging of batteries in  a manner that doesn’t deteriorate cycle life over time is at the center of U.S. Patent No. 8970182, titled Fast Charging of Battery Using Adjustable Voltage Control. The battery cell charging system claimed here includes a circuit for charging a lithium-ion battery cell via an adjustable voltage charging profile which enables first, intermediate and final charging states. The innovation staves off physical damage which can lead to battery capacity fade. A similar technology for improving battery life is the subject ofU.S. Patent No. 8968949, which is titled Method of Withdrawing Heat From a Battery Pack. This patent discloses the proposed heat withdrawing method which involves transferring heat from at least one electrode of each cell in a battery pack through a thermal interface to an external temperature control system. This method for heat control while a battery is discharging energy or is being charged is capable of improving battery life. A battery innovation specific to electric vehicles is described within U.S. Patent No. 8965721, which is titled Determining Battery DC Impedance. The method for real-time characterization of a propulsion battery which provides an operational current to an electric propulsion motor determines a measure of direct current (DC) impedance, ratios the measured impedance against a reference impedance to establish an impedance degradation factor useful for obtaining a real-time effectiveness impedance for the battery. This system provides a better method for determining battery degradation for applications where electric vehicle batteries might degrade more quickly, such as in hot climates.

    • Isso são possibilidades para

      Isso são possibilidades para o futuro que podem acontecer ou não.

      Estamos falando aqui das obras para os próximos orçamentos, sobre o que vamos construir nos próximos 20 anos.

       

      MAs vc tocou num ponto interessante: o preço do Petróleo vai subir.

      Me diga uma coisa, essa é a pergunta que eu gostaria de fazer ao Ministro, quando subir, como fica o custo da geração a gás? No mesmo lugar?

      • Tecnologia nas ruas, não tem nada de futuro

        Redflow welcomes Tesla’s entry into advanced energy storage sector

        Friday, May 08, 2015 by Proactive Investors
         

        Redflow welcomes Tesla’s entry into advanced energy storage sector

        Redflow (ASX:RFX) has welcomed the enhanced attention electric car company Tesla’s (NASDAQ:TSLA) entry into the advanced energy storage sector has attracted.
            
        This has raised the public profile of affordable energy storage as a disruptive technology that enables renewable generation sources to reduce reliance on fossil fuels, increase distributed generation and deliver energy independence.

        In response to enquiries from stakeholders about the commercial implications of Tesla’s entry, the company said it currently delivers the world’s only currently available commercial modular flow batteries.    

        Alongside Lithium-ion and Lead-Acid based batteries, the Redflow Zinc Bromide Module represents a genuine ’third way’ in the energy storage realm, delivering distinct technical and application advantages relative to these traditional battery technologies.

        Redflow’s ZBM DC battery module and its grid-scale LSB (Large Scale Battery) storage systems are in commercial production today via North American manufacturer Flextronics (NASDAQ:FLEX) and the company is on course to make significant commercial sales during this calendar year.

        The company’s strategy includes constructing and deploying large-scale demonstration systems for key international markets, and bringing additional staff and technical resources onboard in key operational areas, as it moves into the volume delivery phase of our operations.

        Its systems are already well integrated with a variety of key energy system and inverters in its major current market segments, including Telco/Data Centre 48V DC deployments, remote area DC and AC micro-grid systems and grid-scale energy storage, generation and delivery.

        However, the technology advantages of flow batteries are also highly applicable to the emerging home energy storage market with the company developing a set of ‘turn-key’ exemplar solutions in conjunction with selected major brands of DC/AC battery inverter products that demonstrate the advantages of its batteries.

        The company recently raised $16 million to fund a higher level of inventory, place demonstration systems and invest in new machinery.

        ZBM advantages

        Redflow’s ZBM batteries are available now and that they offer substantial technical and environmental advantages over Lithium-ion and Lead-Acid batteries especially when paired with renewable energy sources.

        Redflow’s 48V DC modules are also easily and rapidly integrated into Telco and off-grid DC based micro-grid applications.

        A key differentiator of Redflow’s ZBM is its capability to operate as a daily full-discharge, full-power workhorse that thrives upon being fully cycled each day.

        The maintenance-free lifetime energy throughput of a flow battery is insensitive to variations in daily cycle depth.

        In contrast, conventional Lithium-ion and Lead-Acid batteries are highly sensitive to discharge depth.

        The overall lifetime of traditional batteries is also a complex function of the depth of discharge that is engaged by the energy application. A large proportion of their battery capacity must be reserved simply to ensure an adequate operating lifetime.

        Further, these traditional cell types are temperature sensitive, requiring complex thermal control mechanisms and risking damage due to overheating or thermal runaway should the control mechanisms fail or the environmental conditions become unexpectedly worse.

        In contrast, Redflow’s ZBM flow battery offers unique technical and robustness advantages:

        – Operating in harsh environmental conditions, including running in ambient temperatures up to 50 degrees celsius without external cooling systems;
        – Intrinsically safe, as their internal chemistry is naturally fire-retardant;
        – ‘Smart’ batteries that self-protect when required. They cannot be overcharged;
        – Can be charged and disconnected for extended periods, maintaining a 100% state of charge indefinitely, ready for later use;
        – Can also be fully discharged and disconnected for storage purposes with no battery condition damage or degradation. By contrast, long-term storage of traditional batteries without an ongoing energy “trickle charge” input will render them into a ‘brick’;
        – The internal modular construction of the Redflow ZBM, based on a separation of electrode, electrolyte and control systems and constructed without rare-earth metals, produces a battery that can be recycled cost effectively and in an environmentally friendly manner. The Redflow ZBM is also capable of in-field renewal to full operating capacity in the future via an electrode ‘stack swap’.

        The Redflow LSB assembles and integrates up to 60 Redflow ZBM batteries into an intrinsically safe, high availability, grid-scale energy storage and delivery system with a capacity of up to 660 kWh per energy delivery cycle. 

        Any number of LSBs can be deployed together in order to scale energy storage and delivery to any required grid-scale requirement.

        Analysis

        The entry of Elon Musk’s Tesla into the advanced energy storage sector marks a milestone in its public recognition as a disruptive technology that enables renewable generation sources to reduce reliance on fossil fuels.

        Redflow is positioned to capitalise on this increased interest with its commercially available ZBM batteries that deliver distinct technical and application advantages over traditional Lithium-ion and Lead-Acid batteries.

  3. Zeram-se os passivos, claro,

    Zeram-se os passivos, claro, com os consumidores com uma tarifa absurda nas costas depois de aumentos sucessivos (vamos lembrar que houve uma diminuição açodada do preço da energia, para depois aumentar muito mais do que isso).

    Sobre a petrobras “ter o direito de recusar”, isso é uma cunha (¿ou um Cunha?) para poder permitir que as estrangeiras operem no pré-sal. O ministro do PMDB se fingir de inocente neste mercado de tubarões é uma piada. E sem graça.

    • De um lado seguram-se os

      De um lado seguram-se os preços dos derivados de petréleo e de outro se quer que a Petrobras tenham recursos quase que ilimitados para fazer frente aos investimentos necessários a ela ser sócia, em pelo menos 30%, em todos os campos do Pré-Sal.

      A Petrobras não é mágica, não cria dinheiro. Se ela for ser sócia de todos os campos com este alto percentual ela terá que ter recursos para tal e não poderá ser tolhida e nem obrigada a ter prejuizo em determinadas operações.

      Quanto a questão elétrica, houve aumento muito maior que as quedas devido a aumento de custos no periodo causado , principalmente, pelo uso das térmicas devido a crise hídrica.

      • Sei a causa do aumento e

        Sei a causa do aumento e também sei que a redução para depois aumentar brutalmente o valor foi completamente açodada.

        Sobre o pré-sal, a petrobrás não necessita que outras empresas explorem para ela (!!!).

        Por Deus, se era pra outra empresa operar e dar uma parcela do que ela produz para a petrobrás, porque o governo brasileiro não fez isso direto, não cedeu a que outra empresa explorasse e desse dinheiro direto para o governo? Ao menos não haveria o “intermediário”.

        O preço do petróleo caiu e o dos combustíveis aumentaram (a defasagem agora é a inversa, é o povo subsidiando a petrobrás). Rapidamente a empresa vai se recuperar (basta esperar o próximo balanço) e não há absolutamente motivo nenhum para permitir que outras empresas explorem o pré-sal. Nenhum.

  4. a reestruturação do setor energético

    Nassif, com toda a flta de compromisso das privatizações do governo FHC, o atual governo da Dilma continua seguindo a idéia de privatização? Será que continuamos sendo tão estupidos? 

    • Se o Grande Alarido….

      Se a violenta reação provocada não se justifica nas posições do Ministro Braga quem tem que vir a público e esclarecer ou confirmar o que foi dito é o Governo ou o Ministro. Se querem vender tudo como era antes, devem ser realizadas novas eleições para que essas medidas sejam legitimadas nas urnas. Não foi esse o projeto que foi eleito em 2014.

  5. Texto lindo e maravilhoso

    Texto lindo e maravilhoso, mas quem continua pagando a conta são os PEQUENOS CONSUMIDORES, isto é, a grande massa que vive segregada pelo Poder. Mas quem se importa com essa grande massa (EU SOU INTEGRANTE DESSA GRANDE MASSA)? Retórica retórica e mais retórica, inclusive dos “Partidos” ditos de “Esquerda”. Pelos menos o Gilmar Mendes é mais original.

  6. E a usina hidrelétrica de

    E a usina hidrelétrica de Belo Monte, ninguém toca mais no assunto, gostaria que alguém ou mesmo Nassif informasse como está o andamento e a previsão de funcionamento com a importância(ou não) que trará para o setor energético.

  7. Recessão não precisa de expansão=SORTE

    Não, não, não Nassif a estratégia está errada. É coisa de idiota! Falta inteligência e ambição. Isso é tapar buraco com o que temos a mão, não é planejar. Adotamos SEMPRE a saída mais fácil por não ter plano e/ou planejamento.

    Desde que o SIN foi criado, não houve outro plano, outra idéia do que fazer. Estamos exatamente no mesmo lugar.

    Geração solar será sempre marginal e complementar, como a eólica. Misturar assuntos, geração firme e marginal, é do interesse de quem não quer debater o tema verdadeiramente, de quem só esta ali para fazer business.

    Aqui vamos queimar gás para gerar energia elétrica para depois tomar banho quente elétrico. Isso é coisa de idiota! Pergunte para QUALQUER especialista! Chuveiro elétrico é um problema sério, sério! É coisa de idiota!

    Os gasodutos tem que ser para as cidades brasileiras, para a população!  A solução barata, o pré sal, TEM que ser para O Povo e não para UM ou DOIS mega empreendimentos que irão consumir toda a capacidade do gasoduto.

    Vou almoçar e voltar e este assunto depois. 🙂

    Voltando aqui vou te provar que continuamos no mesmo lugar SEM planejamento e que seu artigo é a prova disso!

    Voltando do almoço….:

    Olhe aqui: “Agora, a estratégia consistirá em fortalecer as térmicas de base, a gás, biomassa, nuclear e carvão, fundamentais para a segurança energética do país, diz ele.”

    Sabe o que é isso? Isso é a não opção!

    O Ministro está arrumando a casa que foi desarumada devido a pressões ambientais que impedem a construção de reservatórios e a expanção do parque nuclear.

    Sem isso, nossas únicas opções são queima/combustão para gerar energia. O problema da queima é que isso MATA GENTE e gera canceres.

    Uma das maiores vantagens de térmicas, é que podem ficar perto do local de consumo. Então, se for perto de centros urbanos, vai matar crianças pobres por problemas pulmonares e se ficar distante, em área rural, vai gerar canceres pela deposição de dioxínas em alimentos. A dioxína entra em nossa cadeia alimentar. Nós e nossos filhos vamos comer estes alimentos, ou animais que comeram estes alimentos, e alguns anos depois, BINGO!

    A consequência da NÃO opção, do NÃO planejamento já foi antecipada aqui no BLOG inclusive por artigo do Nassif. Algo mudou Nassif? Quais eram as conclusões do seu artigo? A conclusão foi que a não opção, o não debate iria nos levar ao aumento da geração por combustão(carvão e gás).

    E agora me vem o Nassif apresentar isso como se fosse caminho natural, obra de planeamento. Na boa…que isso?

    E o melhor, a combustão vai entrar em nossa base com tudo. Rapidamente será como nos países sujos, com percentuais superiores a 50%. Já ouviram falar dos países industrializados com altas taxas de canceres? Estão chegando por aqui…as altas taxas.

     

    Isso tudo….SEM DEBATE, porque, como eu disse antes, é o caminho mais fácil. 

    O que o Ministro disse foi que o Brasil optou por carvão e Gás…. e ainda batem palmas.

    Carvão é gás é o que O MERCADO QUER! Porque é mais fácil mesmo e não estão nem aí se mata ou não! Um dia o passivo chega! E vai chegar pelo SUS!

     

     

     

  8. Renovação das concessões

    Nassif, tem um pedaço do teu texto que parece inmportante demais para o atual contexto de tarifas do setor hidroelétrico:

    “O MME completou consultas ao TCU (Tribunal de Contas da União), Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e à PGR (Procuradoria Geral da República) para ultimar a assinatura do decreto que estabelecerá as bases para a prorrogação das concessões de distribuição.”

    Isto já deu rolo recentemente com as hidrelétricas nos estados tucanos. Como o governo vai lidar com estas novas renovações ? São somente para distribuição ou tb pega a produção de energia?

     

  9. Estamos atravessando um

    Estamos atravessando um momento em que as forças conservadoras estão tentando dar as cartas.  Talvez seja futuramente necessário que a Petrobras abra mão de certos direitos em função de maior proveito para o país. Mas aí ela jjuá estará novamente poderosa e sem ataquesestruturais  de concorrentes.  Mas agora, isso não está restrito ao exame das possibilidades a curto e médio prazo da economia política. O momeento é, e ainda será por bom tempo, essencialmente político .O momento é de marcar territórios, e especular sobre mellhor ou pior caminho, agora,  é vedado pela prudência.

  10. Barbeiragem energética

    não precisa se dizer de quem foi, que se arvorava como competente, não é?

    O tarifaço poderá corrigir a defasagem, mas não vejo correção do problema antes de 2017.

    Sou contra a partilha, mas pensando bem, melhor permanecer. Assim o pré-sal fica guardado, à espera de outro governo melhor em 2019.

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