O Xadrez dos economistas que inventaram a recessão

3,6% de queda do PIB em 2016 não é culpa de Dilma Rousseff. Arriscaria a dizer que nem é culpa de Michel Temer. Quem levou o país à maior recessão desde 1930 é uma subciência econômica, uma submissão atrasada a um pensamento econômico equivocado, raso, que transformou o conhecimento científico em matéria de fé, abolindo princípios básicos de uma economia de mercado.

A culpa de Dilma e Temer foi a da semi-ignorância de uma, da ignorância ampla de outro, deixando a condução do país nas mãos de técnicos e Ministros de pequena estatura, escasso conhecimento geral.

A tragédia brasileira pós-redemocratização é fruto direto da ação deletéria dos economistas brasileiros, alguns com interesses financeiros explícitos – como a geração do Plano Real -, outros com a ignorância fatal dos falsos especialistas, os que confiam cegamente em respostas de manuais, com total incapacidade de enxergar o todo.

A economia sempre foi uma ciência auxiliar das políticas públicas, assim como o financeiro é auxiliar dos projetos de uma empresa. Cabe ao financeiro avaliar os custos, as formas de financiamento, apontar os limites, mas sempre se subordinando à estratégia definida pelo Board da companhia.

Os erros de Dilma em 2014 foram fruto da sua cabeça. Os desastres de 2015 se deveram à pressão suicida do mercado/mídia e a erros trágicos de diagnóstico de Joaquim Levy, que persistiram na gestão Henrique Meirelles.

1o Passo – a crise fiscal

A crise fiscal do governo Dilma Rousseff foi fruto direto de um erro de diagnóstico dos economistas.

Leia também:  Coluna Econômica: Aumenta a corrente de comércio do Brasil com a China

Basearam-se em estudos dos anos 90 – que haviam sido revisados pelo FMI em 2012 – segundo os quais subsídios fiscais tinham Impacto positivo no PIB. A enxurrada de subsídios se somou à compressão das tarifas de energia, visando conter a inflação. Havia um quadro externo de queda nos preços internacionais de commodities, prenunciando reflexos negativos sobre o país. E a Lava Jato cumprindo sua missão de destruir a economia brasileira.

A pobreza institucional e política do país permitiu que toda a estratégia fosse comandada de forma autocrática por Dilma e Guido Mantega, abrindo mão de qualquer consulta a outras cabeças.

2o Passo – o ajuste fiscal radical

Joaquim Levy encontrou pela frente o seguinte quadro:

1.     Crise fiscal, decorrente da queda da atividade econômica e do exagero dos subsídios concedidos na gestão Mantega.

2.     Problemas no front externo com a compressão do câmbio.

3.     Aceleração da Selic impactando profundamente a dívida pública.

4.     Desmonte da cadeia do petróleo e gás pela compressão das tarifas e pelo missão internacional da Lava Jato.

A estratégia desenhada por Levy/mercado  consistia em um choque tarifário gigantesco, um profundo arrocho fiscal e uma desvalorização cambial.

A tática consistia em equilibrar rapidamente as contas públicas, através dessa dupla investida, equilibrar a relação dívida/PIB (principal indicador de solidez fiscal). E, com isso, despertar a fé dos empresários na solidez fiscal. Bastaria para trazer de volta os investimentos em um prazo exíguo. Com os investimentos de volta, haveria a volta do crescimento e, consequentemente, da arrecadação fiscal.

Leia também:  Coluna Econômica: a bolha dos créditos garantidos por imóveis, por Luís Nassif

 


3o Passo – A volta da inflação

Não há economia que resista a um choque simultâneo de tarifas e de câmbio. A consequência lógica foi uma explosão da inflação. O desafio do governo consistiria em impedir os efeitos secundários do duplo choque de preços por alguns meses. Depois, em curto prazo, os investidores voltariam a acreditar no país, retomando os investimentos e trazendo de volta o crescimento.

Na prática, o que ocorreu:

.

1.     Mega-reajustes de tarifas e desvalorização cambial produziram uma aceleração da inflação.

2.     Para conter a inflação, o governo aumentou o aperto fiscal.

3.     Simultaneamente, subiu a Selic e promover uma política de crédito extremamente restritiva, promovendo o chamado efeito-engavetamento: empresas que tinham crescido mais no período de bonança não tiveram tempo de voltar ao patamar anterior, espremida pelas restrições de crédito e juros altos.

4o Passo – o efeito engavetamento

As empresas que mais cresceram no período anterior foram as primeiras a bater no muro da inadimplência: atrás delas, vieram as empresas da cadeia produtiva promovendo um amplo engavetamento, que resultou no aprofundamento inédito da recessão.

 

O resultado foi trágico. Ajuste fiscal, mais elevação dos juros, mais restrição do crédito resultaram um corte radical na economia. A crise das empresas aumentou o desemprego e afetou a parte fiscal de duas maneiras: na ponta da receita, derrubando a arrecadação devido à crise; na ponta da dívida pública, crescimento devido ao aumento da Selic. Queda do numerador (receita), aumento no denominado (dívida), promoveu um aumento maior da relação dívida/PIB.

Leia também:  Coluna Econômica: a explosão do comércio com a China e a falta de estratégia brasileira

No final de 2015, Levy saiu e o novo Ministro da Fazenda Nelson Barbosa ensaiou uma mudança de estratégia: acenaria com o ajuste fiscal no longo prazo em troca de mais fôlego para aumentar os gastos públicos no curto prazo.

O boicote de Eduardo Cunha, mais a ação política combinada com a Lava Jato, impediram qualquer mudança. E a única saída fiscal – a volta da CPMF – foi soterrada pela campanha feita pelo golpe.

Michel Temer assumiu dobrando a aposta no pacote desastroso de Joaquim Levy. O resultado foi o esperado: 3,6% de queda do PIB em cima de uma queda de 4% em 2015. E nenhuma perspectiva de recuperação vigorosa da economia este ano.

5o Passo – o mantra das expectativas

O jogo, de agora em diante, é tão óbvio que chega a ser cansativo. Nas próximas semanas, economistas de mercado e editorias de economia sairão buzinando que os 3,6% foram um sacrifício necessário. Se afrouxar agora, jogará todo o sacrifício no lixo.

Em 1994 escrevi que a maior praga brasileira foi a mística dos pacotes econômicos. Ali, morria a geração dos economistas que sabia pensar o país de forma sistêmica.

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81 comentários

  1. Claro que é culpa de Dilma e

    Claro que é culpa de Dilma e Temer. A de Dilma, que por puro medo e arrogância caiu no canto da sereia do mercado e causou um dos maiores desastres econômicos que se têm notícia. Não é à toa que o povo que a elegeu não foi pra rua pra defendê-la do impeachment – afinal, como você vai defender alguém que você votou prometendo X e assim que começa o segundo mandato faz -X, a lá FHC 2 ? 

    E a culpa de Temer é de servir de fantoche ao poder que o colocou lá (encabeçado por FIESP e Globo) e que deixou bem claro pra ele que o que ele tem que fazer não é a economia se recuperar, mas  acabar com a previdência e a clt usando como pretexto essa crise econômica gigante em que o país está. Aliás, Temer só cai se ele não conseguir passar essas reformas, mesmo que recorrendo à violência pra conter manifestações contra elas. Aí o grupo que o colocou o tira como se tira uma pulga de um cachorro – e garanto que não faltarão candidatos dispostos a desmontar a constituição de 88.

    Se há uma coisa que essa crise mostra é como nossa elite, seja à esquerda ou à direita, não tem condição de lidar com um país da complexidade do Brasil. E elite é algo que você não compra na esquina 

    • Chico, a constituição vem

      Chico, a constituição vem sendo rasgada desde que foi concluída. FHC 1 modificou muitos capítulos econômicos para poder vender o que tinha e o que não tinha, e agora seus filhotes querem definitivamente rescrever os capítulos sociais. Game over.

      A nova república morreu antes de nascer.

      • Correto. E eu acrescentaria

        Correto. E eu acrescentaria que os economistas brasileiros são estúpidos demais para ser uma estupidez genuína. Afinal a economia verdadeira (consumidores, empresas) pode estar afundando mas os juros, que é o que interessa para estes “economistas”, continua sendo pago em valores cada vez maiores.

      • Não por acaso o Itau foi um

        Não por acaso o Itau foi um dos financiadores do golpe e conseguiu emplacar até um funcionário seu na presidência do banco central.

        um banco privado ficou com a chave do cofre do banco central do brasil.

      • Você está certo, André. Eu

        Você está certo, André. Eu coloquei FIESP porque me veio a imagem do pato e do skaf, símbolos dos que apoiaram a queda da Dilma. Aí se ê como uma entidade de classe politizada faz um mal danado = seu dirigente, Skaf, por objetivos políticos, apoiou escancaradamente um impeachment que nem sequer ajudou aos seus filiados, as indústrias, as maiores vítimas dessa recessão colossal que o país vem passando. 

  2. Não entendi

    Os economistas que sabiam pensar o país de forma sistêmica produziram a maior praga, os pacotes econômicos?

    Eles faziam o diagnóstico correto, porém, aplicavam o “remédio” errado?

    Foi isso que vc quis dizer, Nassif?

  3. sobre as tarifas de energia:

    sobre as tarifas de energia: eu lembro de uma campanha que pedia a isenção da cobrança na conta de luz das usinas hidreletricas que já estivessem pagas. para a constução de uma usina hidreletrica é um investimento alto e a sua amortização leva 20 anos ou mais. acontece que muitas usinas já estavam pagas mas o brasileiro continuava pagando com a desculpa de que a manutenção custa caro. a cobrança é feita pela a conta de luz. Dilma aceitou o argumento e fez mudanças para que a conta de luz saisse mais barata para a população.

  4. É verdade a inflação se

    É verdade a inflação se acelerou no final do primeiro mandato Dilma mas não era a volta do dragão inflacionário apesar do colar de tomates da Ana Maria Braga e do terrorismo do subjornalismo econômico (aquele que reproduz a subciência econômica). Dilma aquela altura inclusive deu o que a subciência econômica pedia: aumento da taxa de juros com a paulatino impactona redução do nível de atividade e do nível dos salários. O aumento da taxa de juros foi fazendo seus estragos na dívida pública e no crescimento da economia o que impactava duplamente a frente fiscal: aumento das despesas financeiras e queda da arrecadação (muito sensível as flutuações) e do déficit público (com gastos inflexíveis as flutuações).

    No front externo apesar da queda sensível nos preços das commodities, a redução do crescimento econômico não produziu repercussões nos saldos de comércio ou nas reservas cambiais do país. Essa estabilidade externa contrasta muito com a incrível aumento da desvalorização e da volatilidade da taxa de câmbio. É como se os players do mercado de divisas (exportadores, importadores, relações matriz filial de empréstimo e investimentos externos, etc) corressem a reboque da taxa de câmbio, e a oferta e demanda por divisas pouco afetassem o nível da taxa de câmbio. E aqui entra o papel da subciência econômica e do subjornalismo econômico político.

    O real como moeda não é livremente conversível muitos fundos externos arbitram, especulam e negociam (normalmente derivados ou títulos públicos) a moeda e o juros brasileiro fora do Brasil. Para entregar esses derivados ou títulos públicos brasileiros, os bancos nacionais ou estrangeiros que tem conta de inversores externos no Brasil se cobrem com derivados negociados no mercado futuro da BM&F. No caso do dólar as posições são concentradas no vencimento mais curto e são roladas todo mês. Esse é um negócio redondo desde de sempre.

    Mas durante o mandato de Dilma esse setor de negócio das tesourarias dos bancos ganhou uma projeção muito maior. As tesourarias e as “áreas econômicas” dos Bancos é de onde saem os principais mestres da subciência econômica e desde meados do primeiro mandato de Dilma travam uma guerra santa e ideológica contra o ensaio de “nova matriz econômica”. É desse setor que partiu a decisão de partir para o tudo ou nada. Eles tinham recursos e contaram com algumas facilidades, entre elas, a facilidade em operar contra os swaps cambiais do BC e ganhar invariavelmente a aposta contra o BC. O uso das reservas cambiais teria sido muito mais eficiente e dissuasória do que o uso desses swaps. Esse setor se comunicava continuamente e amplificava toda e qualquer informação que prejudicasse o Governo operando quase como uma agência de notícias alimentando o subjornalismo econômico e retroalimentado a opinião do “mercado”.

    Boa parte do caos e choque foi criado por essa gente.

    Portanto me parece levar água ao moinho golpista e ao moinho da subciência econômica dizer que o sonho rooseveltiano petista acabaria em uma depressão econômica pior do que a da década de 30 do século passado.

    Lockout ou greve do capital é o nome que define o que aconteceu com o Brasil no terceiro e quarto mandatos petistas. As explicações econômicas na verdade não explicam o que ocorreu no plano econômico, o que explica o que ocorreu no plano econômico foram as decisões políticas. 

  5. nem os que apostam em qualquer situação…

    acreditam mais que pode haver recuperação a curto prazo

    golpistas conseguiram algo que muitos analistas consideravam impossível de acontecer

    diminuir a cobiça dos que têm de sobra e que, por isso,  jogam em qualquer mesa ou situação

    muitos já em operações ou movimentos de saída, realizando o que der para salvar e mais nada

  6. Economista moderno

    Já foi uma ciência social, até metade da década de 60, quando a carreira de Economia saiu da faculdade de Ciências Sociais e juntou-se com as engenharias, achando que era uma ciência exata. Os estudos econômicos, antes baseados no desenvolvimento nacional, deixaram na lembrança o Celso Furtado e a Maria Conceição Tavares. Hoje, economista trabalha com equações de mercado, de oferta e procura, seguindo o mundo financeiro, não mais o mundo real de capital e trabalho, muito menos de desenvolvimento de uma nação autônoma.

    O capital sublimou-se a nuvens financeiras e até a equação de Marx foi para o espaço, sobrando o empresário e o pião sofrendo os mesmos problemas do novo capitalismo. Os economistas foram invadidos pelos Chicago boys, na segunda parte dos anos 70.

    Erro tem sido dos nossos Governantes, que confiaram este aspecto do Governo a especialistas em mexer com dinheiro dos outros (assim aprendem na Universidade) ao invés de utilizar a experiência de empresários. Brasil – como nação em desenvolvimento, precisa ser gerida por empresários e empreendedores, por barões de Mauá.

    O mundo global, para acabar com algum país meio comunista ou com muita soberbia – de agir em beneficio da sua população, ao invés de soldados, bastaria enviar uma dúzia de economistas da escola de Chicago, que em breve teremos a população fazendo fila em supermercados e sem emprego.

    • diz o folclore que os maiores

      diz o folclore que os maiores economistas dos bancos são engenheiros da POLI  ..tamo fu

      • Não é tão folclore assim…

        Sou Engenheiro e não são poucos os colegas que foram trabalhar no setor financeiro, alguns deles em bancos. Se os Engenheiros são escolhidos para trabalhar na área das finanças é porque demonstram competência para tal. Há também Economistas que trabalham em empresas de Engenharia, embora sejam casos mais raros e quase sempre esses profissionais atuam no setor financeiro e não no comando das empresas. Essas situações são fáceis de explicar, pois é muito mais fácil um Engenheiro vir a dominar a teoria econômica (mesmo que não curse Economia) do que um Economista ser capaz de desenvolver projetos de Engenharia.

        O problema não está no fato dos Engenheiros trablharem no setor financeiro, mas sim na pretensão de considerar a Economia como uma ciência exata. Hoje em dia o mantra da teoria econômica e da exatidão dessa ciência acomete Engenheiros e Economistas, indiscriminadamente. Esse é o problema. Para atuar na área econômica do Estado, os profissionais (sejam eles Engenheiros ou Economistas de formação) precisam, antes de tudo, ter formação humana, sociológica, histórica, política e filosófica; não basta que sejam tecnicistas e crentes nas teorias e modelos acadêmicos. Joaquim Levy, Henrique Meirelles e toda a turma do real são o opsto disso, como Nassif mostrou neste artigo e no livro “Cabeças de Planilha”.

  7. O país das crendices

    Excelente artigo.

    Considero Nassif e André Araújo os dois escritores mais lúcidos do blog.

    O país pegou as piores crendices da esquerda e as piores crendices da direita para criar uma crise monstruosa.

    Peça 1 . Na esquerda, tivemos o PT com seu republicanismo pueril e infantil, ” democratizando ” o Ministério Público, pela lista tríplice. Na crendice petista, o ” republicanismo ‘seria a panacéia universal contra todos os males. Bastaria dar ” mais liberdade ” e ” independência ”  às instituições que tudo se resolveria. em nenhum momento passou pela cabeça ingênua de Lula que Policiais sejam Federais, Civis ou Militares, ou mesmo o Ministério Público não foram treinados para pensar por si, justamente ao contrário, são treinados para seguir ordens. Na falta de um comando firme, passaram a seguir os noticiários da Mídia. Pois bem, em breve se constataria que a ” independência ” do Ministério Público custaria a nossa independência como país.

    Peça 2. A Lava Jato arrebentando as empresas do país a golpes de marretadas. Só isto já teria dado uma recessão ” monstro “. Mas não parou por aí

     

    Peça 3. Os ” economistas ” neoliberais da era Temer tentando ” reconquistar ” a confiança do investidor, apenas mantendo a inflação na meta ainda que fosse com juros estratosféricos, dos maiores no planeta. E tentando outras políticas igualmente duvidosas para ” reconquistar os investidores ” tal como acabar com políticas de conteúdo local, restringindo créditos de bancos públicos, apreciação do câmbio, e  outras sandices.

     

    Peça 4. Tudo isto para gerar a maior crise de todos os tempos e para por em pŕatica uma crendice mais absurda ainda. Tentaram fazer uma política de terra arrasada, criminosa, leviana, e terrorista, só para criar um clima de caos no país e terem um apelo para aprovarem cortes de direitos trabalhistas, pois acreditam que isto ” atrairá a confiança dos investidores “. Ora, hoje o salário do Brasil, já é menor dos que o da China, e ainda que levassem este salário a zero, se possível fosse, ainda assim, a China ganharia do Brasil em preços menores, pois tem o câmbio muito mais competitivo que o nosso, e uma carga tributária muito menor do que a nossa. Ou seja, tanto sofrimento para nada.

    ——————-

    Resta um consolo, exemplo de Portugal, que após 9 anos de crise e governos neoliberais, finalmente cansou de sofrer, e deu uma guinada eleitoral a esquerda, agora está voltando a crescer e o desemprego a cair.

    Este é o tempo médio que um coxinha precisa para cair a ficha e perceber que o rumo neoliberal tomado é equivocado, uns 10 anos. Portanto, a longo prazo, há esperanças.

     

  8. Só sei que se fosse enumerar

    Só sei que se fosse enumerar todas as imbecilidades ditas, cometidas e defendidas pelos economistas desde o golpe de 1964 seria possível escrever o compêndio definitivo sobre a burrice humana.

    Trocando em míudos: muito conhecimento de teoria, muita conversa fiada, mas absolutamente nada de conhecimento do país, do seu povo e sua cultura.

    Alaguém acha, realmente, que é possível solucionar os problemas de um país tão problemático apenas com o conhecimento decorado dos manuais de economia produzidos nos EUA, ignorando sua história e os anseios do seu povo? Acham que é possível melhorar alguma coisa sem profundas reformas estruturais na educação, economia e política? Não precisava ir muito longe. Era só aplicar as Reformas de Base propostas por Jango lá em 1964 que o país seria bem diferente.

    Mas não, foram ouvir o Roberto Campos e seus descendentes e deu no que deu.

     

    • falou bem  ..um dos maiores

      falou bem  ..um dos maiores pecados é seguirmos a CARTILHA PURA da economia americana  ..que tem características estruturais, mercadológicas, culturais e FUNCIONAIS (vide dolar x real por ex) completamente distintas às nossas

    • boa ..E vem ai a reforma do

      boa ..E vem ai a reforma do 2o ciclo

      Tem matematica, portugues e inglês como obrigatórias  ..falam em artes, ginástica, fisolosofia e sociologia como complementares

      SEQUER citam geografia, historia, quimica, biologia e fisica pois os cursos, segundo os “jenios”, serão específicos ..obrigando os jovens a se definirem precocemente sem terem  visão clara de suas aptidões e gostos (..tipo como se todos fossem talhados pela biologia pra serem jogadores de futebol)

      Agora veja, com tanto especialista e falta de GENERALISTAS de visão mais ampla, como ficarão as futuras gerações

      Caolhos ? ..ou cegos ?

      • Matemática e português se

        Matemática e português se aprensia no primário. 

        Os que faziam o curso de admissão ao ginásio (ensino médio) tinham melhor nível que os concluintes de hoje do ensimo médio.

  9. Ciência econômica neutra

    Que conversa é essa de que economista define a política econômica de um país ?

    Os economistas estão sempre a serviço  de algum centro de poder.

    O atual Ministro da Fazenda e sua equipe de economistas estão a serviço  de um grupo de poder que assumiu o governo central através de um golpe de estado.

    Esse centro de poder exige o desmonte do projeto de Estado de Bem Estar Social que o governo anterior tentava implementar.

    A ideia agora é Estado Mínimo e Mercado assumindo todas as demandas da população, inclusive saúde e educação, água e energia, segurança, etc e, assim que for politicamente viável, extinção de programas sociais, previdência pública e regulamentação trabalhista que proteja o trabalhador.

    A nova política econômica é desenhada conforme o objetivo definido.

    Assim também era no governo anterior, este, entretanto, eleito democraticamente.

    Não existe uma ciência econômica neutra que bem aplicada nos levaria ao melhor dos mundos para todos.

    • Perfeito comentário
      A diferença é que no governo anterior (Dilma – 2° mandato) essa política econômica foi utilizada por pressões do mercado como forma de conciliação (o que o mercado acabou não fazendo, aliás sabotou essa forma). Hoje está no governo o próprio mercado. A linha econômica só é adotada por quem está no poder, limitada por isso.

  10. cenario que se molda a medida que o tempo passa .

             A pavimentaçao para o apoio ao golpe se deu primeiramente pelo mercado , em 2012 ja havia sinais de que a desoneraçao fiscal estava atingindo seu auge como aquecedor da economia, Dilma tentou agradar aos empresarios com desoneraçoes na folha de pagto,  taxas de  juros de 7,5% e  reduçao nas tarifas de energia eletrica, que para empresas caiu em até 40% , Skaf, (o primeiro traíra) fez campanha com se fosse ele o responsavel pela reduçao das tarifas e juros, nao estavam nem aí para s nuvens da recessao que se formavam no horizonte economico ,outros davam declaraçoes de que recomporiam margens e nao viam motivos para reduzirem seus preços no varejo , enquanto pressionavam para flexibilizar a CLT  e aprovar a tercerizaçao a fim de cortar o custo da mao de obra , que Dilma nao cedeu , mas Temer se comprometia carnalmente com os financiadores do futuro golpe  (vem dai a fixaçao draconiana de TEMER contra a CLT, pois esse era o anseio de SKAF e parte da FIESP).

                  Acredito que nao imaginavam que Michel era tao ruim , nem mediocre se pode chama lo ,era  tao  discreto que confundiram sua jovem esposa como sua filha durante a posse de Dilma I esse modo discreto ocultava sua verdadeira atividade politica e assim como Cunha, atuava  no submundo da politica, é importante lembrar que sabe se disso agora, tenho duvidas  que se o setor empresarial soubesse quem era realmente Michel teriam aderido tao facilmente ao conto do Golpe.

              As vezes ate entendo a teimosia e a tal da arrogancia da Dilma pois estava cercado de traíras e mediocres por todos os lados por culpa dos pactos politicos da governabilidade , situaçao que provocou um visivel desgaste psicologico e fisico na pessoa  dela, o setor produtivo e financeiro tem muito  ou total responsabilidade da tragédia economica que se abate entre nós !

  11. Falta critério

    Nassif, bom artigo, embora discorde um pouco dele. Acho que a Dilma cometeu um equívoco ao forçar a queda de juros por canetada, isso deveria ter sido mais deixado para o mercado fazer naturalmente.

    Digo isso pelo seguinte: durante os anos do FHC, os juros reais médios dos títulos públicos pagavam cerca de 20%. No final de Lula, era 5%. A Dilma quis forçar pra 2,5%, e eu acho que foi isso que selou o seu destino.

    Quem manda nesse país não é a FIESP, e sim o mercado financeiro, ainda que haja um grupo de intersecção. E o que o mercado financeiro conseguiu depois de 2012 foi forjar um consenso entre os empresários que os juros baixos prejudicavam o consumo no longo prazo. A maioria dos grandes empresários caiu nesse papo quando a inadimplência do consumidor aumentou (que foi quando a Dilma teve que liberar os preços represados, especialmente do setor elétrico).

    Tivesse a Dilma se concentrado um pouco mais no “feijão com arroz”, sem controlar preços mas tentando viabilizar crescimento em um contexto sistêmico de crise internacional, não teríamos tido inflação mais pronunciada.

    O que esse país precisa pra crescer é choque de infraestrutura. Duplicação de estradas, aumento de infraestrutura portuária pra ontem… É um absurdo que o exportador espere 15 dias com a mercadoria dentro do caminhão porque o porto não comporta a exportação, isso é tempo perdido e encarecimento de frete, prejudica o dinamismo do setor exportador tanto da agricultura quanto da indústria, além de prejudicar o preço interno e ser uma das causas de inflação (pelo encarecimento desnecessário dos custos).

    A forma de baixar custos e controlar a inflação, no caso brasileiro, é choque de infraestrutura. E não choque de juros. E esse foi o equívoco da Dilma, e que o Temer está fazendo errado – por suas propostas tenderem a retirar renda dos consumidores, em vez de focar em baixar custos fixos para o empresário; a queda de consumo pela queda da renda após seu pacote de maldades legislativas tende a prejudicar a queda do custo fixo real para o empresário – em miúdos, ninguém consome mais se tem a expectativa de ganhar menos ou ter menos direitos -, ou seja, todos perderão.

    Enfim, a Dilma foi muito ousada e quis mexer em muitas variáveis ao mesmo tempo e num momento de crise internacional. Infelizmente o erro primário é dela mesmo. Só que esses erros foram catapultados a quase-crime pelos “queridos malvados” do mercado financeiro e imprensa “especializada” – nesse ponto eu não poderia concordar mais com o Nassif. Assim, criou-se uma expectativa negativa, que é, ao fim e ao cabo, o verdadeiro culpado da crise, e não a Dilma ou o Temer. Este será o culpado da crise que virá depois, quando as reformas liberais estiverem feitas e o efeito esperado pelos economistas “manualistas” não acontecer, com perda de qualidade de vida da população e empobrecimento efetivo do país.

    Porque não é um problema eminentemente fiscal, não. O problema é que um grupo se sentiu ameaçado e tinha ferramentas para impor suas vontades. Esse grupo lucrou 40% ano passado na valorização acumulada da Bolsa, 7% de juros reais na SELIC e paga menos imposto de renda do que o análogo norteamericano (alíquota menor e sem tributação de dividendos, só pra começar). The golpe has succeeded.

    Agora, o mercado financeiro está pagando aos empresários a adesão deles a tudo isso, apoiando reformas desnecessárias nas áreas trabalhista e previdenciária. Além daquela baboseira incrível de “PEC de gastos”, uma das coisas mais inacreditavelmente cretinas que já se tornaram lei neste país.

    Meu palpite: os juros voltam aos 5% de ganhos reais no final do ano que vem e o consumo volta a um normal mitigado em 2019, só que a preços menores de alugueis, custos e salários para o empresário.

    Não necessariamente menores para o consumidor. Que vai recorrer a empréstimos, que não vai pagar pela queda real de salários, retroalimentando toda a onda de mutilação novamente.

    Enquanto não houver um choque de infraestrutura no país que baixe o custo fixo sem prejudicar a renda da população, ficaremos reféns.

    •   Colega, seu comentário é

        Colega, seu comentário é interessante, mas… se me permite, faço algumas observações.

        NADA do que o tal “mercado” faz – aí entendido o mercado financeiro – é “natural”. Não caia nessa. É briga para deixar político safado boiando igual aluno de primário. E o mercado não tá nem aí para estradas e portos, quer TUDO para si.

        Temer não está fazendo NADA errado – quer dizer, do ponto de vista dele e dos seus. A ideia não é mesmo consertar o país, é ENCILHAR. Está no caminho “certo”. Essa gente prefere ter 5 de um universo de 10 a ter 10 em um universo de 100.

        NÃO vai haver choque de infraestrutura pelos motivos acima. Não há equívoco, há PROJETO. É PARA SER ASSIM. 

        

  12. Toda a forma de política monetária no país

    Toda a forma de política monetária no país sempre foi e será pensada para manter o enriquecimento da burguesia internacional e nacional e das sub-elites que lhe auxiliam (legislativo, mídia e judiciário) 

    A única folga nessa política foi dada pelo governo Lula quando decidiu inverter o tripé e investir nas massas de empresas e pessoas que já há muito estavam sem esperança de ver um país melhor, promovendo grandes avanços econômicos e um bem estar social como jamais havia se visto no Brasil

    Mas deu no que deu, as elites não aguentaram tamanha entrega de sua riqueza de mão beijada ao seu verdadeiro dono, a população brasileira, e com o auxílio do judiciário, do legislativo e da mídia, pretendem nos reverter ao período anterior a Lula para tudo ficar como antes: as elites enchendo o rabo de dinheiro e a população, os serviços públicos e as empresas ficando ao Deus dará…

    Bem vindos de volta a era FHC, Collor e Sarney, todas de uma vez…

     

    http://brasil.elpais.com/brasil/2016/12/19/politica/1482173579_664109.html

    http://jornalggn.com.br/blog/iv-avatar/fhc-vs-lula-dilma-um-quadro-comparativo

  13. Quando vc não tem dinheiro, paga mais

    Acho que um “engano” recorrente e sórdido dos economistas é o de que enxugando o dinheiro, aumentando os juros e limitando o crédito a inflação será domada pela ânsia de vender a qualquer custo de empresas querendo salvar-se da falência por inanição; mas não olham para outro movimento importante que acontece nas relações comerciais, o de que o elo mais fraco rompe-se primeiro e este em tempos de crise é do comprador. Exemplifico: se vc tem dinheiro disponivel, seja próprio ou fruto de créditos disponíveis, vc negocia melhor a compra de um carro, por exemplo, se vc tem pouco dinheiro e nenhum acesso a crédito, terá que mendigar para que te vendam, aceitando o preço que te exigirem, o que aumenta a inflação. No caso o “crédito” acaba bancado pelo financiador da empresa vendedora. E a inflação resiste a descer apesar das elevações da Selic e dos cortes de crédito.

     

  14. O Xadrez dos economistas que inventaram a recessão

    “Algumas vezes na história um país consegue juntar um conjunto de idéias e políticas relevantes que permitem uma mudança de patamar. Em 1994 houve uma dessas situações. O país estava pronto para dar o grande salto da economia fechada para uma economia de integração competitiva. E isso foi jogado fora com a apreciação cambial da saída do Real, de julho de 1994. Segundo as minhas investigações, não foi um erro técnico. Foi uma operação de mercado que resultou em um desastre mais adiante. E depois houve a perpetuação desse erro por conta de um presidente vacilante e com pouca visão de futuro.”

    “Em 1994 as multinacionais estavam reorganizando sua cadeia de produção e começando a realocar empresas, e o Brasil a China eram os dois países mais falados.”

    “A gente não perdeu só dez anos de crescimento, a gente perdeu a maior chance da história.”

    Luis Nassif – “Os Cabeças-de-Planilha”.

    .

  15. Diagnóstico ou histórico da crise?

    Tudo bem você listar sequencialmente os fatos e personagens cuja ocorrência ou atuação se somaram, acarretando num  efeito que chamamos de “crise”, mas você tem capacidade de ir além. Certas palavras – crise, El nino, corrupção – encerram um significado extenso e importante que fica convenientemente oculto numa inocente palavra. Assim, exemplificando: quando uma notícia menciona que, por causa do “El Nino”, teremos uma série de transtornos climáticos que terão impactos negativos importantes na vida das pessoas, mesmo os que se acham bem informados tendem a ignorar toda a ação humana existente por trás deste “culpado inatingível” que chamamos de El Nino.

    Esta crise da qual falamos não adveio de um evento trágico ou imprevisível, do tipo guerras, terremotos, etc. Mesmo o cenário de seca poderia ter sido previsto pelos técnicos e, como se espera numa gestão eficiente, entrar na análise para tomada de decisão. Esta crise transfere riqueza para alguns, tenho certeza de que alguém (um grupo) se beneficia com isso e o papel destas pessoas (de sorte ou atuação concatenada?) continua não esclarecido e, portanto, eficaz para ser usado posteriormente. Lembrando que o vampiro do Cunha só foi queimado quando ousou abandonar as sombras, o que outros mais espertos jamais farão.

    Por onde passa a real incompetência dos ministros? Quais as intenções de quem presta acessoria às pessoas chave do governo? Existem muitas questões para serem destrinchadas num campo onde sorte ou acaso não são levados em consideração para as pessoas que jogaram pra ganhar. Um pouco de luz é o que faria diferença.

  16. Interessante, esqueceu de

    Interessante, esqueceu de mencionar o Arno Augustin, autor intelectual do crime fiscal – que tinha até nome de batismo, Nova Matriz Econômica – e de dizer que tudo foi mantido de forma a garantir a reeleição da Dilma. Qual será a causa desse esquecimento?

  17. Redução das tarifas?

    Insisto que o nassif está errado aqui. 

    A Dima retirou das tarifas taxas e contribuição a fundos caducos ou desnecessários. Se isto influenciou na tarifa ótimo, mas se o governo amanhã achar que porque as estradas são concessões e reduzir o meu ipva acho que faria o melor e o correto. Foi apenas retirada de taxas que iam para o governo e ele abria mão por desneceaaário. Todas as vantagens e nehum problema. E isso era um abafador da inflação que ameáçava tudo e todos. Foi ótimo.

    A retomada das concessões das usinas que se acabavam e uma nova renegociação com novos concedentes era uma obrigação do governo. Se o repasse destas usinas, agora do governo, ainda ia dar origem a mais 100 bi para o pais era uma maravilha e enorme ganho.

    O preço da energia não é definido pelo governo, que só pode influir nos impostos e taxas incidentes, já que é regulado pelo mercado. Energia hoje é uma comodite como o minério ou feijão. O governo remunera as distribuidoras em parte da tarifa devido as inversões em obras e ampliações de interesse da sociedade. Um negociante de energia hoje é um negociante que participa de um jogo bem definido e que como sempre há grandes lucros e algum risco.

    A seca enorme de 13 e 14 foi magistralmente vencida pelos investimentos prévias do setor, princialmente nas térmicas, e, claro, devido a queima de combustível, em parte importado, onerou as tarifas, como a seca faz com o quiabo, e a retirada das taxas inúteis foi uma contraposição pequena mas genial.

    Claro que houve os que sofreram com isso, como por exemplo os fornecedores de alcool que se sentiram prejudicados em não poder jogar o preço do alcool ainda mais para as alturas, ou os negociantes de energia que se sentiram prejudicados em negociar um produto não tão caro como seria com aquelas taxas. ( Acho que estes que convenceram o nassif do “desastre” que só eles viram e sentiram.

    Gasolina, ela foi contida pela petrobrás em um cenário que a petrobrás tinha como contribuir com o país sem alterar sua lucratividade ou lucro já que havia ganho da natureza e do Lula o pré-sal que a salvava de um desastre e uma morte certa por falta de petróleo que rareava. A mesma contribuição ela fazia, com custos, de incentivar a industria nacional com a obrigaoriedade do componente local e a compra de navios no país e os investimentos em fertilizantes. O governo atual torna a petrobrás independente e lucrativa e vende e destroi tudo na nossa cara.

    O nassif esquece ainda  contribuição danosa da grande mídia promovento, por exemplo, o apagão, que ele devam a certeza de acontecer, o incentivo à inflação e depois com o trator destrutivo da lava jato; todos fazendo parte de um pacote de desastres e traição da pátria. Chegando ao que queriam, o golpe e o roubo de 54 milhões de votos.

     

    A retomada das concessões das usinas que se acabavam e uma nova renegociação com novos concedentes era uma obrigação do governo. Se o repasse destas usinas, agora do governo, ainda ia dar origem a mais 100 bi para o pais era uma maravilha e enorme ganho.

    O preço da enrgia não é definido pelo governo, que só pode influir nos impostos e taxas incidentes, já que é regulado pelo mercado. Energia hoje é uma comodite como o minério ou feijão. O governo remunera as distribuidoras em parte da tarifa devido as inversões em obras e ampliações de interesse da sociedade. Um negociante de energia hoje é um negociante que participa de um jogo bem definido e que como sempre há grandes lucros e algum risco.

    A seca enorme de 13 e 14 foi magistralmente vencida pelos investimentos prévias do setor, princialmente nas térmicas, e, claro, devido a queima de combustível, em parte importado, onerou as tarifas, como a seca faz com o quiabo, e a retirada das taxas inúteis foi uma contraposição pequena mas genial.

    Claro que houve os que sofreram com isso, como por exemplo os fornecedores de alcool que se sentiram prejudicados em não poder jogar o preço do alcool ainda mais para as alturas, ou os negociantes de energia que se sentiram prejudicados em negociar um produto não tão caro como seria com aquelas taxas. ( Acho que estes que convenceram o nassif do “desastre” que só eles viram e sentiram.

    Gasolina, ela foi contida pela petrobrás em um cenário que a petrobrás tinha como contribuir com o país sem alterar sua lucratividade ou lucro já que havia ganho da natureza e do Lula o pré-sal que a salvava de um desastre e uma morte certa por falta de petróleo que rareava. A mesma contribuição ela fazia, com custos, de incentivar a industria nacional com a obrigaoriedade do componente local e a compra de navios no país e os investimentos em fertilizantes. O governo atual torna a petrobrás independente e lucrativa e vende e destroi tudo na nossa cara.

    O nassif esquece ainda  contribuição danosa da grande mídia promovento, por exemplo, o apagão, que ele devam a certeza de acontecer, o incentivo à inflação e depois com o trator destrutivo da lava jato; todos fazendo parte de um pacote de desastres e traição da pátria. Chegando ao que queriam, o golpe e o roubo de 54 milhões de votos.

    No setor energético a tansposição da seca sem apagão ( houve também a do rio são francisco) e principalmente  o pré-sal seriam motivo de comemoraçõs, orgulho e demonstrações de ufanismo em qualquer país que não tivesse a tv globo masndando em tudo e em todos. Aqui outras grandes realizações do governo do povo LULA e DILMA.

     

  18. Não dou um pio nos artigos do

    Não dou um pio nos artigos do Moreno de Poços quando ele envereda pelos caminhos e descaminhos da economia.É um gigante no tema,tornando-o quase imbetivel no assunto.Discordo de uma colocação dele.Não enxergo semi-ignorancia de Dilma e ignorancia de Temer.Por que não,ignorancia dos dois?Se duvidar,apesar da cara de pau dos dias atuais,Henrique Meireles tem um passado que o credencia.Sou obrigado a inserir no contexto situações politicas,e aí o Moreno de Poços sabe que eu sou do ramo.Perguntem a Lula,quando viu o barco a deriva e fazendo agua prá tudo que é lado, solicitou de Dilma a troca de Guido Mantegna por Henrique Meireles.Ela nem deu pelotas,sabem por que?Não ia com a cara de Meireles.Em sua estreitissima visão politica,ela imagina ou imaginava,que no terreno pantanoso e sombrio da politica,se trabalha com a cara,não com o cerebro.Dilma Roussef foi o maior erro politico cometido por Lula,em toda sua brilhante carreira de politico maior.

    • Aviso aos navegantes que aqui

      Aviso aos navegantes que aqui aportam,diuturnamente,Sol a Sol,meus comentarios não buscam essas ridiculas estrelas, e já solicitei diversas vezes que não as quero em meus comentarios,por considera-las,nem mais,nem menos,que uma inocente distração entre cadastrados.Eles buscam  tão somente a verdade,nem de longe sou dono dela,como esse acima.Tenho a convicção que dói,mas é verdade,e dela não afasto-me um milimetro para querer ser agradavel a quem que seja.

    • Superlativo

      Meu caro Sertanejo:

      Você às vezes tem comentários interessantes. Eu, também, às vezes acerto algum. 

      Na verdade, ninguém escreve aqui como se estivesse defendendo uma tese de mestrado.

      É tudo escrito como se estivéssemos numa terapia, pois conviver com o governo desse cachorro louco pode fazer qualquer um perder a sanidade mental.

      Entretanto, recomendo que você modere os elogios superlativos em relação ao Nassif, ao Lula e a outros menos cotados.

      Lembre-se que eles só são reis quando sentam no trono todos os dias pela manhã.

      Um abraço.

  19. O problema é encontrar uma solução externa…

    O Brasil possui características próprias o Presidente da Nação deve conhecê-los para tomar decisões inéditas.

    O Presidente Lula tomou algumas desta decisões. A Dilma não conhece o país, então debruçou nos livros.

    O maior problema economico nacional é que ainda não possui uma filosofia capitalista clássica. O dinheiro é caro dentro de um país com demanda reprimida robusta.

    O primeiro passo e deixar o dinheiro barato baixando os juros.

    O resto o povo faz por si só, O Brasil é um país produtivo e o povo é trabalhador.

    Capitalista gosta de vender e gente que trabalha.

    Simples assim!!!

    •   Os juros brasileiros são um

        Os juros brasileiros são um instrumento de moderna servidão econômica. Só serão baixados com algo parecido a uma guerra civil. Dilma tentou, de forma tímida mas surpreendente em uma colônia financeira como é o Brasil, mas a guera subterrânea foi pesadíssima, e não é pra menos: o que pagamos desnecessariamente em juros, ao longo das duas últimas décadas, supera o valor do Pré-Sal.

        Nenhum país do mundo, em guerra ou não, vive com taxas como as nossas, que chegam a 480% AO ANO no crédito rotativo. NENHUM estrangeiro acredita quando você conta. Daí os banqueiros – e políticos de estimação dos banqueiros, como Marina Silva – sempre levantarem a proposta de “autonomia” do BC. É para GARANTIR que o país fique amarrado e servil aos bancos.

  20. Dilma assume em 2010 com um

    Dilma assume em 2010 com um grande passivo do segundo governo Lula: uma taxa de câmbio muito valorizada, principalmente a partir de 2007, a ponto de por a indústria nacional em risco. O mais óbvio a ser feito era tentar uma desvalorização, o que até se tentou fazer baixando as taxas de juros e impondo controles na entrada de capitais. Mas ela sempre foi muito tímida nesse campo porque tinha medo do pânico que a imprensa provocaria caso a desvalorização implicasse em inflação. E eles sabem que a imprensa nacional doutrina a opinião pública nacional a acreditar que a inflação é única variável importante da economia real. Todo resto que importa para eles são indicadores financeiros como dívida pública, déficit, etc. Para mim, a política de desoneração era também uma forma de agradar o empresariado e tentar trazer eles para o seu lado. O pessoal de economia da escola que orienta acabeça de Dilma diz categoricamente que o que importa é o investimento público realizado. Disponibilizar dinheiro para o empresariado, seja por meio de corte de impostos ou de crédito barato, não é garantia de realização dos investimentos. O lógico para eles seria não haver corte de impostos mas sim um aumento do investimento público ou de estatais. Mas, de novo, eles temiam a reação da imprensa a um pacote por demais “estatista” e assim quiseram ser “gentis”, tentando ações que imagino não tinham muita fé de que iria dar certo, mas que com certeza seriam mais palatáveis para a opinião publicada. Não deu certo. Ao invés de tentarem voltar para suas ideias originais, radicalizam as ações ao tercerizarem a economia para o grupo de Levy que só tem olhos para o mercado financeiro. Pior a emenda que o soneto. Mas nesse meio tempo, a imprensa toda dizia que o “ajuste Levy” era a coisa certa a ser feita. Aí vem Temer que tenta fazer um certo populismo cambial ao ter como meta oculta a revalorização do real sob a desculpa de trazer a inflação para o centro da meta a qualquer custo. Até quando vamos pagar o preço pela desinformação que a nossa “querida” imprensa faz propagar ao nos educar para o analfabetismo econômico ?

    • Bfcosta,
      Ótima complementação

      Bfcosta,

      Ótima complementação do  artigo do Nassif, ao mostrar  que o PIG tem sua mãozinha bem suja na estagnação em que se encontra a economia brasileira. Possível mesmo acreditar que ele, o PIG, é o principal articulador dessa estagnação. Mais que notícias ou fatos, a mídia brasileira, trabalha para lançar boatos e deixar o povo inquieto e medroso contra esse ou aquele governo, normalmente (e principalmente)  com governos de esquerda. 

  21. ótima análise nassif.
    uma

    ótima análise nassif.

    uma pergunta: arno augustin, o ex -secretário do tesouro nacional, defendia essa sua posição à época ou foi co-piloto do desastre?

    obrigado

  22. A análise econômica do

    <p>A análise econômica do Nassif faz todo sentido. Mas é preciso elevar ao cubo as motivações do capital financeiro desde o plano real, a saber: conservar e ampliar seu poder sobre o Estado, para conservar e ampliar seus ganhos. Todos vão perder, uns mais , outros menos, &nbsp;exceto as corporações financeiras. &nbsp;</p>

  23. A grande crise do Brasil

     

    Sobre o estado geral de debilidade, desânimo e de descrença geral na atual economia do Brasil, é bom levar em conta alguns importantes agentes:

    1)   As trágicas consequências para a economia do Brasil, decorrente da tática utilizada pelas facções das comunidades da informação (turma de preto) viabilizando o golpe de 2016, no uso de gigantescas badernas de ruas, incontáveis atos de vandalismos e destruições, saques de lojas, incêndios de ônibus e de viaturas, destruições de agências bancárias e de concessionárias de veículos, bloqueios de trânsitos em horas de intenso movimento e outras tantas visando espalhar pânico e inseguranças objetivando destruir a forte confiança, interna e externa, exibida pela economia Dilma/PT, a exemplo do bem sucedido Governo Lula/PT;

    2)   Decorrente da Lava Jato, foi desencadeado um gigantesco bombardeio midiático de muitas mentiras, distorções, seletivos vazamentos, arbitrárias prisões e outras desmoralizantes ações, inclusive, gerando interrupção de importantes grandes obras, fazendo milhares de demitidos e de falências;

    3)   Por conta da operação Lava Jato, a importantíssima e estratégia Petrobras e grandes empreiteiras brasileiras, ficaram seriamente abaladas, fazendo milhares de demitidos e de falências. Para agravar tudo, os EUA conseguem convencer a Arábia Saudita abrir as torneiras, inundando o mundo com petróleo, rapidamente derrubando o seu preço de quase 130/barril dólares para cerca de 25 dólares/barril, causando gigantesco prejuízos em todas as petroleiras do mundo todo, afetando drasticamente todas as empresas e profissionais ligados direta e indiretamente ao bilionário setor do petróleo;

    4)   Segundo a entrevista para Carta Capital, da ex auditora da Receita Federal, Maria Lucia Fattorelli, realizada pelo Jornalista Renan Truffi, publicado em 09/06/2015, a dívida pública seria um mega esquema de corrupção institucionalizado, com desvio de recursos públicos em direção ao sistema financeiro. Em 2007, graças ao trabalho de Fattorelli, convidada pelo presidente do Equador, Rafael Correa, para ajudar na identificação e comprovação de diversas ilegalidades na dívida do país, conseguiu reduzir em 70% o estoque da dívida pública equatoriana. Falou também sobre o pagamento dos juros da dívida brasileira, em 334,6 bilhões de reais;

    5)   A velha, gigantesca e conhecida sonegação de impostos, requerendo efetivo combate. Conforme o jornal Estadão, em todo o ano de 2013, foram sonegados cerca de R$ 415 bilhões. Em 2014, o painel da sonegação fiscal, o Sonegômetro, registrou R$ 501 bilhões.

  24. Se lembram das metas de inflação:

    E por falar em metas de inflação, estamos no rumo de uma depressão econômica mas a inflação está no centro da meta, com o Banco Central falando em baixar o centro da meta para 2018. E vai todo mundo dizer “ótimo, a inflação está sob controle!”

    O país vai parar e o desemprego vai disparar ainda mais, mas não teremos inflação…

    •   Pois é. Em qualquer

        Pois é. Em qualquer cemitério a inflação é de 0%, obaaaaa! Vamos imitá-los.

        Você identificou um ponto no qual se embute uma $acanagem. A “meta de inflação” é o Graal que “justifica” qualquer taxa de juros, que beneficia tão somente os grandes detentores de títulos.

        De um lado temos índices de inflação que são insanamente influenciados por fatores exóticos como o preço do tomate, além de utilizados como indexadores de tarifas públicas – assim, o gás “de rua” pode subir por causa do tomate, sem que haja qualquer correlação e, claro, a alta do gás fará subir o índice de inflação.

        Na outra ponta temos que, mesmo em um período de depressão econômica, quando por força de TODOS os fatores temos uma “milagrosa” queda dos índices inflacionários, surgem os “sábios econômicos” querendo baixar a meta, atualmente em 4,5%. É o sonho de todo rentista: qualquer movimento econômico “justifica” a alta da SELIC, com uma destruição inimaginável da economia real.

        Lembro que esse último truque foi tentado no comecinho do governo Lula, em 2003, como uma sugestão para o tal “aumento da confiança”. Lula, por motivo que desconheço, felizmente vetou a calhorda proposta.

  25. O PIB cai mais de 4% em 2015

    O PIB cai mais de 4% em 2015 e a culpa é da Dilma…?? Ningúem consegue derrubar tanto a economia, em um espaço tão curto de tempo, se valendo apenas de decisões erradas ou muito erradas no governo. Em nenhum lugar do mundo o ´pib caiu tanto como no Brasil. Os grandes responsáveis por esta hecatombe econômica foram o judiciário, com Moro e sua horda de colaboradores sanguinários através da lava jato e a mídia com seus holofotes diários pregando o caos. Sufocaram a Petrobras até à exaustão, e a partir dai a paralisia de investimentos tomou conta de todas as grandes empresas. A ordem dali pra frente seria : O importante não é mais ganhar,  mas não perder o que foi conquistado. .O dinheiro foi todo para os bancos ou pro exterior. A Lava Jato mostrou como a justiça, usada de forma equivocada, pode fazer tanto estrago na economia de um país. Com a perseguição às empresas e paralisía das políticas  do governo pela ação criminosa do congresso,  a economia deu marcha a ré, e acelerou pra trás. Quando  era pra se cair 1ou 1 e pouco, normal na conjuntura econõmica recessiva mundial, viu-se  o pib derreter mais de 4%. E a culpa é da Dilma..? Dilma pode ser culpada de muitas outras coisas mas não é responsável pelo desmantelo econômico que veio logo após sua segunda eleição.

    • O melhor comentário até agora, embora sem receber estrelas

      Caro Solle,

      De forma objetiva você disse o essencial. Sua síntese foi brilhante. Surpreendente é que mesmo os que levantaram alguma lebre para criticar a crônica do Nassif  não tiveram essa capacidade de percepção e síntese. Parabéns!

    • Seria bom que fosse

      Seria bom que fosse verdade…. A economia caiu em todos os setores não apenas na construção civil

  26. Discordo do Nassif em 2

    Discordo do Nassif em 2 Pontos (Talvez por “Esquecimento” do “Turco”):

     1. As Tarifas de Energia (Elétrica) não Dependem do Governo, mas do Mercado.

     O Mercado, por sua vez, foi Pressionado pela Seca Histórica.

     A Redução das Tarifas via Fim das Amortizações dos Ativos (Usinas, etc.), foi uma Solução Contratual (Claro que com Efeitos na Redução da Inflação).

     2. Os Subsídios foram “Dados” tendo como Contrapartida a Manutenção/Geração de Empregos.

     Afinal, até o Trump diz que é Necessário Reduzir os Impostos para Acelerar a Economia…

     O que a Dilma não Esperava (e, o Trump não Espera) é que a Redução de Impostos seria Embolsada como Margem…

     Seria Melhor ter uma Política Fiscal Rigorosa que Canalizasse Recursos em Investimentos na Infraestrutura.

     Mas, agora é Tarde e vai Piorar.

     A PEC do Teto está aí para Enterrar, por Algumas Décadas, o Sonho do Brasil Grande.

     Isso se o Paciente não Morrer Antes…

     “Se for necessário aumentar imposto, terá aumento. Se for necessário contingenciar gastos ainda mais, será contingenciado” (Meirelles – 07/03/2017)

    • Esclarecendo:
      1. Refiro-me

      Esclarecendo:

      1. Refiro-me aos combustíveis, o represamnto dos preços dos derivados de petróleo.

      2. Não houve contrapartida alguma exigida. A manutenção do emprego era um pressuposto, não uma obrigação.

      • Represamento X Formação de Preços de Combustíveis

        Nafta (Derivado Importado) fora, o Brasil de Dilma podia contar com um Mix de Produção Interna de Petróleo favorável.

        Quando o Brent foi a US$ 110,00 “Des Represar” seria um Crime contra a Economia (Petrobrás e Distribuidoras Aplaudiriam).

        Na Formação de Preços dos Combustíveis, entravam os Custos de Extração do Pós Sal e do Pré Sal que se iniciava.

        Tudo abaixo dos US$ 110,00.

        Redução de Impostos e seus Benefícios, em Economias ditas Livres/Capitalistas, só podem ser considerados como “Pressupostos”.

        O Crescimento Econômico, via Redução de Impostos (aqui chamados de Subsídios), foi o “Pressuposto” do Bush e é o “Pressuposto” de Trump.

        Dilma (e, Trump) deveria entender que vivemos em um Regime de Oligopólios.

        Qualquer Redução de Impostos vai para o Lucro das Empresas.

         

      • nassif, uma pergunta: arno

        nassif, uma pergunta: arno augustin, o ex -secretário do tesouro nacional, defendia essa sua posição à época ou foi co-piloto do desastre?

        Obrigado

          • Vixe,me enganei.Eu pensei que

            Vixe,me enganei.Eu pensei que o Co-piloto fosse Andre Araujo,e o piloto o Sogro de uma Aeronave Modelo King Air,a mesma que espatifou-se ou foi espatifada pondo um fim na vida do Ministro Teori.

          • Que nada

            Dilma não é tão boba assim.

            Ela sabia que haveria impacto fiscal das isenções num primeiro momento.. Conta de subtração ela sabe fazer.

            Ela esperava recuperar a arrecadação mais adiante com um suposto aumento do PIB devido a novos investimentos oriundos dos lucros obtidos com as isenções, aumento da produção, aumento das vendas, retirada progressiva das isenções num segundo momento, recuperação fiscal.

            O que ela não esperava era que os empresários embolsassem os lucros.

          • Inocência ?

            “Dilma não é tão boba assim.”

            “O que ela não esperava era que os empresários embolsassem os lucros.”

            Ela é apenas inocente…

          • Inocente

            Inocente ? Isto mesmo.

            Sabias que tem gente que acredita que pessoas podem ter carater ?

            Eu sou um deles. Já quebrei a cara diversas vezes por isso e não estou nem aí.

            Na minha concepção, quem não consegue dormir direito é o mau carater.

            Será mais uma inocência minha ?

    • O Nassif saiu do armário

      Há muito tempo que pedíamos (eu e outros comentaristas) que o Nassif  (o pedido continua para o André Araújo – também é muito bom de bola e, portanto, não pode ficar omisso)) que fizesse um diagnóstico mais completo dos supostos erros de Política Econômica dos períodos Dilma e do cachorro louco que assumiu o atual governo.

      Não ficasse apenas na acusação simplista de que a Dilma errou e sim explicitasse qual o erro, quanto errou, quando errou, etc

      Bom, finalmente, ele saiu do armário e apresentou o seu power point.

      Quanto aos dois pontos que o Wong apresentou, eu já os havia apresentado em ocasiões passadas.

      No que se refere às tarifas de energia elétrica: concordância total. Historicamente, as empresas  de energia, após o período de amortização dos ativos, não reduziam as tarifas e passavam a auferir lucros astronômicos. O consumidor era prejudicado, com a concordância do órgão de regulação que defende os interesses do capital

      Dilma enfrentou essa brincadeirinha e foi sabotada.

      Essa é a diferença de um governo que visa o interesse do consumidor e do trabalhador.

      Quanto aos subsídios dados às empresas, a política não visava apenas a manutenção/geração de empregos, mas, também, despertar no empresariado a iniciativa de aumentar sua planta instalada com o aumento de lucros obtidos, ou seja, realizar novos investimentos.

      Com o repasse de parte da diminuição de impostos e desoneração da folha de salários para os preços, o aumento das vendas ocorreria substancialmente,  como ocorreu, os lucros idem, como ocorreu, e o investimento deveria ter saído do caixa das empresas, como não ocorreu.

      Ou seja, os empresários passaram a perna na Dilma e no Mantega. Eles acreditaram no espírito animal dos empresários (uma lenda). Os empresários enviaram os lucros para suas matrizes no exterior, os CEOs brasileiros enriqueceram  mais ainda com os bônus anuais e o investimento não aconteceu, Dilma e Mantega esperavam recuperar a receita perdida do governo num segundo momento, com a continuação do círculo virtuoso da economia (crescimento do PIB, geração de novos empregos) que, até aquele momento, vigorava nos governos trabalhistas.

      Os que não enviaram os lucros para o exterior, investiram no Tesouro Direto.

      Além do golpe econômico passado no governo Dilma/Mantega, o empresariado vislumbrou uma oportunidade de ouro para retirar o governo petista do poder.

      Eles visavam o desmanche do projeto de Estado de Bem Estar Social que o governo petista tentava implementar com relativo sucesso, desmanche que está acontecendo agora com o governo golpista do cachorro louco.

      Com a queda da receita do governo veio a crise fiscal e a derrubada do governo que não tinha maioria no parlamento, quase todo ele eleito pelo capital.

      A política econômica de Dilma/Mantega estava correta. O que faltou foi amarrar com o empresariado a política econômica num grande pacto social  que vinculasse os subsídios à obrigatoriedade de destinar os lucros para novos investimentos.

      Cada ocasião que Mantega doava subsídios e desonerava a folha, os empresários reunidos na FIESP brindavam com champagne francês e conspiravam com o PMDB , o PSDB e o Judiciário visando o futuro golpe de estado contra Dilma, caso ela ganhasse as eleições de 2014.

      O resto da história todos conhecem.

  27. OS economistas Brasileiros

    OS economistas Brasileiros são, por definição, inimigos do Brasil.

    As Faculdades de economia são verdadeiras escolas de sociopatia.

    OS economistas nunca quiseram resolver os problemas do Brasil, e sim, resolver como os 1% mais ricos podem tirar dinheiro do resto do povo.

    • Em cheio: as universidades

      Em cheio: as universidades estão saturadas de psicopatas formados pelos manuais de economia dos EUA. Sei do que falo pois fui testemunha ocular.

      Existe o contraponto, mas os que ousam criticar as aberrações econômicas do tal ” mainstream” são boicotados e mantidos em isolamento como se fossem leprosos. Para os psicopatas econômicos a única “economia” verdadeira é aquela saturada de matemática, completamente descolada com a realidade. 

      Mas em compensação o curso de economia tem seu lado bom. Ajuda a entender como pensam esses verdadeiros asnos amestrados pelos EUA e permitem antecipar o efeito devastador das políticas que aplicam.

      Quer entender a economia brasileira nos últimos anos? Leia os manuais de economia adotados pelas universidades.

  28. A inflação faz diferença.

    A História da Inflação é a história econômica do Brasil.Tivemos tantas moedas que mesmo um bom aluno do Ensino Médio não saberia nominá-las. Embora o Plano Real tenha sido amplamente recessivo, houve coisas positivas, muitas delas exigidas pelo FMI: câmbio flutuante – porque no governo Juscelino havia uns 4 câmbios diferentes (para importar futilidades era um, remédio e petróleo era outro, para remessa de lucros, etc.). Na Ditadura, criaram o câmbio único, que era duplo. Havia o black. no comércio e indústria, quando se falava de dólar, se falava no “black”, o popular câmbio negro. Voltando ao desastre político e econômico que foi a Administração FHC, foi criada a SELIC, que facilitava a vida de quem precisava saber qual era a taxa de juros oficial (havia várias). Em 1994 a Direita sabia que estava a bordo do Titanic, Lula tinha 40% e FHC, 8% nas pesquisas eleitorais. . Então lançaram o Plano Real na marra, embora FHC dissesse que só lançaria a moeda nova quando alguns pressupostos fiscais e econômicos fossem contemplados. Lançado o Real no dia primeiro de julho de 1994, no final do mês FHC já tinha a metade das intenções de voto de Lula e finalmente, venceu no primeiro turno.

    O PSDB acreditou que mantendo a inflação baixa se manteria no poder anos a fio, eleição após eleição. Mas esqueceram de combinar com Mr. Desemprego. O ódio contra Lula sempre houve, 2002 estava desenhado para Roseana Sarney e suas teses fascistóides. Serra farejou o risco e botou a PF para defenestrar Roseana. Com a exposição da dinheirama da Lúnus, mais de um milhão de reais de caixa dois em pleno jornal nacional, a candidatura dela evaporou-se. E quando Serra acordou, era Lula quem estava em primeiro lugar e levou. Lula governou para a maioria dos deserdados, daí seu tremendo sucesso. Nunca antes na História do Brasil um governo olhou ou cheirou os pobres, miseráveis e deserdados. Mas faxineira nos aeroportos, pretos entrando para as faculdades públicas de Medicina, isso era (e é) inaceitável para nossas classes médias, que rasgaram a fantasia e abraçaram o fascismo com volúpia. Deu no que deu e dará no que der.

  29. Boa notícia, a Economia está melhorando!

    Importante instituto de pesquisas econômicas revela que houve expressivo aumento nas vendas de vários produtos como: corda, banquinho, veneno de rato e armas de fogo.

  30. O lado proposital

    Existe em toda esta análise um aspecto proposital, que surge com a derrota de Aécio em 2014. Empresários pararam de investir, propositalmente, seguindo a política de quanto pior melhor. Na época (outubro 2014) ainda havia a expectativa – da parte do Aécio – de anular a eleição de Dilma.

    A ação orquestrada dos grupos empresariais (me consta pelo lado da mineração, onde eu milito) reduziu significativamente os investimentos. A minha empresa faturou em 2015 a metade de 2014. Essa tendência se manteve em 2016, em forma ainda mais dramática. Sei por boas fontes que em forma significativa a paralisação de investimentos foi proposital, e exatamente naquela data, apenas por ação política de grupos empresariais. Por teimosia, jogando o jogo do Aécio e dos seus apoiadores.

    Ainda, no plano global, houve (e ainda há) uma estratégia de desestabilização de governos sul-americanos – principalmente aqueles progressistas. Depois da bolha de 2008, que Lula não deixou explodir aqui no Brasil, a economia global cobra hoje o seu preço.

    Assim, embora tenha existido uma ação equivocada no Governo Brasileiro, ao optar por economistas ao invés de empresários para o planejamento da economia, o descalabro atual teve ajuda proposital do empresariado e do setor financeiro nacional, assim como da economia globalizada.

  31. Várias são as explicações,

    Várias são as explicações, mas o fato concreto e percebido de longe por qualquer leigo é que fomos sabotados, Dilma foi sabotada.

    Era questão de vida ou morte para a elite nacional matar Dilma e Lula.

    Nada mais fascista que um Judiciário mafioso e garantidor de privilégios.

    Nenhum erro de política econômica explica -7% em dois anos. O Brasil é grande, rico e inteligente, mas nunca houve uma Nação chamada Brasil. Há dois lados, a elite e o resto. Sendo que a elite é vassala do establishment mundial.

    O Brasil é muito grande para pensarmos que tudo isso nasceu aqui. Há muito em jogo nesse mundo, muitas mudanças na América latina. Na política não há coincidências. lembro também que muitas bandeiras da esquerda fazem parte do aparato fascista liberal europeu.

    É necessário refletir e lutar diuturnamente contra os oligarcas nacionais.

    Vejam que Globo foi citada num artigo sobre as Oligarquias Mundiais de Mídia e suas campanhas difamatórias. Rede Voltaire: http://www.voltairenet.org/article195560.html.

    • Ouvi, ou li, não ,embro onde

      Ouvi, ou li, não ,embro onde que o maior problema do Brasil é, contrariando o senso comum, o privilégio e não a corrupção. Esta última, na verdade, seria consequência do privilégio…

      Temos o legislativo e o judiciário, mais o mp, como uma casta de privilegiados, o executivo menos um pouco, mas só um pouco, daí decorre a corrupção. O que não se faz para manter privilégios?!

  32. Canto da Sereia

    Acho interessante também, neste processo todo, avaliar a atuação das agências de risco. Se a nova matriz econômica era tão desastrosa assim, como elas concederam grau de investimento ao Brasil? Elas também foram enganadas?

    O problema é que, após a crise de 2008, com a retração na maior parte do mundo, o Brasil era o único país seguro que ainda não tinha recebido o investment grade – que deveria ter sido concedido há muito tempo. Dessa forma, houve uma inundação de dinheiro estrangeiro por aqui, valorizando artificialmente o Real – o que levava a mais lucros para quem do exterior aplicava aqui.

    Como banco só empresta dinheiro a quem não precisa, assim que ficou claro que o superciclo de commodities tinha terminado, essas agências retiraram o grau de investimento, não sem antes ter acabado com a indústria nacional. E aí, vem a Lava Jato e termina por dizimar os únicos setores industriais que prosperaram: a construção civil e cadeia do petróleo, 

    Erros foram cometidos, é claro, mas nadar contra esta corrente é praticamente impossível neste país em que vigora o presidencialismo de coalizão. São muitos interesses em jogo.

  33. Lava jato

    Luis Nassif. 

    Não concordo com uma palavra do que escreveu e debate serve para isso,mas chamou a atenção vc escrever que a lava-lato é fruto da “missão internacional”? Sem adjetivos, gostaria que vc mostrasse elementos, provas, evidências disso. Imagino que nesse raciocínio, não houve toda essa roubalheira e que o ” capital internacional ” ( Grande Brizolla, adorava usar esta expressão), criou essa farta por um  objetivo. Qual seria mesmo o objetivo?

  34. Nenhuma palavra sobre o descontrole fiscal Dilma-Mantega?

    Nenhuma palavra sobre as maquiagens contábeis descaradas? Nenhuma palavra sobre 13 anos sem nenhuma reforma, como se o estado brasileiro fosse a perfeição encarnada que nunca cobraria no longo prazo a conta por seu nonsense administrativo? Nenhuma palavra sobre o uso politiqueiro da Petrobrás em prejuízo de seus interesses estratégicos? Nenhuma palavra sobre o caos no setor elétrico? Nenhuma palavra sobre o inferno tributário brasileiro? Nenhuma palavra sobre o inferno burocrático? Nenhuma palavra sobre a legislação trabalhista da época de Vargas? Nenhuma palavra sobre o descaso com uma inflação que já batia à porta há muito tempo? Nenhuma palavra sobre o trem-bala, a grande solução para nossos probleas logísticos????? E para os conspiracionistas que sempre comentam aqui, a pergunta que não quer calar: QUEM AFINAL SÃO AS ELITES???? A elite coronelista estava junto com o PT e Lula. A elite idustrial paulistana que ama mamar no estado estava junto com PT e Lula. A classe média estava junto com PT e Lula (e por incrível que pareça, PT e Lula continuavam falando mal dela). Pelo visto a esquerda brasileira não aprendeu nada, e com isso estão estendendo o tapete vermelho para idiotas como Bolsonaro.

    • Prezado Felipe,
      É importante

      Prezado Felipe,

      É importante definir “Reformas”. Temer é o homem dass reformas e o Brasil afundará ainda mais.

      Reforma como a da distruição de terras é um desafio hoje em dia em função do aumento do preço da terra e da valorização dos commodities (ou de alguns). Mas avançou muito.

      Houve uma reforma na maneira como se concebe o desenvolvimento territorial. O Programa Territórios da Cidadania. Muito bom e pouco divulgado.

      Reforma tributária pressupõe que a elite aceitará pagar mais, e isso é inconcebível. Daí o problema.

      Petrobras foi usada como instrumento de desenvolvimento. Caixa dois etc faz parte do mundo político e está mais que provado que não foi isso que fez a Petrobras tem uma queda temporária nos lucros. Em breve ela voltará a ser a 1ª do Brasil apesar de Moro. Pesquisa mais sobre o mercado do petroleo no mundo.

      Lula começou várias iniciativas para deburocratizar, mas muitos mamam nas tetas do governo burocrático. Criando dificuldade e vendendo facilidade.

      As elites são o 0.1% que vive de Tesouro Direto, lucros, contas em Miami e paraísos fiscais como o moralista-mor Joaquim Barbosa. Lula fez um pacto, mas a classe merdia e as elites se viram ameaçadas diante da crise global. Farinha pouca meu pirão primeiro. E o povão é quem vai pagar o PATO.

      • Exatamente Victor, boa pergunta

        É preciso reformar, mas quais reformas? Ninguém com um mínimo de senso pode considerar uma legislação trabalhista criada ainda no período de industrialização do país como adequada para com um mercado de trabalho em que não apenas o setor de serviços é o mais forte, como ainda está mudando rapidamente para o setor de informação. Poderia perfeitamente ter sido feita uma reforma de modernização trabalhista À ESQUERDA, mas ela sequer foi intentada, e agora a DIREITA vai fazer… O mesmo para a reforma tributária, o mesmo para a reforma admnistrativa o mesmo para toda e qualquer reforma que você apontar. A esquerda brasileira no poder se OMITIU da agenda de modernização do país. Ela foi um agente do CONSERVADORISMO das estruturas arcaicas de funcionamento do estado brasileiro. A esquerda não fez, a esquerda se omitiu, agora a direita vai fazer à maneira dela. Você acha que estou feliz com isso? Não. Fazer o que? O pensamento foi apenas de curto prazo, mas o longo prazo cobra as contas em algum momento. E, além disso, ao não reconhecer seus erros, a esquerda abre ainda mais as portas para a direita populista. Retrocesso atrás de retrocesso. Reforma não é palavrão, é modernizar um monte de entulhos que entravam o país. Poderiam ter sido feitas à esquerda, mas, infelizmente, serão feitas à direita… paciência….

      • P.S.: ainda ficou sem resposta

        Quem são as elites? Elas estavam todas ao lado do Lula e do PT, como mencionei acima. A crise havia passado lá fora, mas Dilma estava armando uma bomba fiscal aqui dentro. A classe média pulou do barco por entender de contabilidade, em boa parte, e por saber a ruína econômica que estava a caminho dela a partir daí (e talvez também por ter sido retoricamente chutada por anos pelo governo que ela ajudou a eleger, P.S.: ainda ficou sem respostaesse tipo de suicídio político é difícil de explicar). Mas afinal, quem são as elites?

  35. As ginásticas  para desvendar

    As ginásticas  para desvendar os acontecidos sempre são interessantes. Tira daqui, joga prá lá, tira de lá, joga aqui… Leigo que somos, mas andados prá caramba, bem conversados, observadores e trocadores de idéias em tudo que é canto com vários níveis e classes sociais, observamos que o Brasil estava caminhando normalmente com as marolinhas batendo de leve e a economia interna tocando o barco. Em 2012, começaram a bater forte em Dilma Roussef, partiram para o tudo ou nada já com vários demotucanos donos de pequenas, médias e grandes empresas vendendo a idéia e cobrando de seus empregados apoio ao impeachment… isso verificamos no seio das empresas, com donos de empresas dizendo no dia a dia em pequenas e informais reuniões nos inícios das jornadas, que inclusive foram cara pintadas no impeachement do collor! Aí começaram a botar foto em praças de pedágios, pagar manifestantes para participarem de suas manifestações criadas por cabeças altamente contaminadas e aí… hoje vivemos uma economia derrubada propositalmente por verdadeiros bandidos da máfia fernando henrique cardoso clinton e, para ajudar, estão trabalhando para as coisas piorarem enquanto ficamos aqui tentando descobrir de quem é a culpa! A culpa é deles! A culpa é dessa máfia! Não existem economistas que consigam resolver problemas com gangues trabalhando insanamente para derrubá-los! Sem dizer que muitos são ajustados pelas gangues exatamente para derrubar tudo… Resumindo: o grande problema é a queda de arrecadação provocada, e mantida a qualquer custo para venderem o país, pela gangue que ocupa os 3 poderes em conluio com os norte americanos e países aliados europeus.

  36. Que que é isso meu Deus ????????????????????????????????????????

    Senhor Nassif, bom dia!

    Causou me espantoso Temor não encontrar a aba de comentários sem uma justificativa anterior, pelo menos para poder copiá-los.

    Quero dizer que meus comentários significam, para mim, causa de protestos e um caminho construído com princípio moral, que deixei na tua confiança para ter guardado uma história.

    Por confiar muito em sua seriedade profissional, peço pelo amor de Deus que envie o meu back up memorial para [email protected]

    Aguarado resposta

    Atenciosamente

    Miguel

  37. Largados e pelados

    Mundo caído e País perdido. O que é, é… Estamos largados e pelados, e isto não é nemhuma série de TV.

     

  38. Não tem a mínima duvida que o

    Não tem a mínima duvida que o conhecimento econômico da maioria dos supostos economistas é bastante limitado e não vai alem de uma pouco sofisticada ortodoxia baseada na historinha da confiança. Pra deixar de lado a farsesca propaganda dos incompetentes da Globo.

    Mas essa mistificação é  funcional a certas poderosas burocracias que gozam dos impostos pagados por pobres, a  financistas e gozadores de rendas que conseguem racionalizar  os próprios interesses e enganar a grande  maioria da população com essa inconsistente narrativa.  Sendo gozadores de renda não tem um interesse em desenvolver o pais, a não ser vender recursos em trocas de mais rendas. Infelizmente o PT  não tem conseguido muito mudar a narrativa e oferecer uma leitura mais realista, uma leitura que a maioria da população possa perceber como real e no próprio interesse.

  39. + comentários

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