Raio X da balança comercial: China ajuda a segurar o saldo comercial

Com os impactos sobre o comércio mundial, cada vez mais a China torna-se um parceiro essencial para o país. E mais nítida fica a irresponsabilidade de Jair Bolsonaro e do Ministro das Relações Exteriores, fustigando a China por motivos conspiratórios.

A China ajudou a segurar a queda do saldo coomercial no acumulado de 12 meses fechado em abril último. Esses dados ainda não refletiram os efeitos da pandemia sobre o comércio mundial.

Com os impactos sobre o comércio mundial, cada vez mais a China torna-se um parceiro essencial para o país. E mais nítida fica a irresponsabilidade de Jair Bolsonaro e do Ministro das Relações Exteriores, fustigando a China por motivos conspiratórios;

As exportações para a China representaram 20,76% das exportações totais brasileiras em 12 meses, contra 17,49% dos doze meses fechados em abril de 2019. No mesmo período, houve pequeno aumento da participação dos EUA nas exportações brasileiras (de 12,16% paa 12,37%) e queda para a União Europeia (de 17,54% de participação para 15,77%)

No mesmo período, a participação da China do saldo comercial brasileiro saltou de 33.83% para 72,76%. Com os Estados Unidos o saldo comercial foi negativo e a União Europeia participou com 4,07% do saldo comercial brasileiro.

O quadro abaixo mostra os maiores saldos comerciais e sua evolução em relação a abrilde 2019 e abril de 2016 (sempre comparando a soma dos 12 meses anteriores). Apenas os mercados de China e da Associação das Nações do Sudeste Asiático registraram aumento do saldo comercial.

Em valores absolutos, ocorreu uma redução das exportações para todos os mercados. O único mercado que se manteve estável foi a China.

Por outro lado, nas importações também ocorreu queda da maioria dos países. Houve aumento apenas das importações dos Estados Unidos.

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O quadro abaixo desdobra a queda de US$ 9,3 bilhões no saldo comercial. Houve queda expressiva no saldo com os EUA (-US$ 4,2 bi), União Europeia (-US$ 3,9 bi), América Central *-US$ 2,7 bi), e Mercosul(-US$ 2,6 bi). Aumentos ocorreram no saldo comercial com China, África, Aslan, Japão e Coreia do Sul.
Os dois quadros abaixo, mostram o desempenho de exportações e importações para China e Estados Unidos desde janeiro de 2015. NO caso dos EUA, desde janeiro de 2019 tem ocorrido uma queda no ritmo das exportações


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