Anvisa autoriza o uso da vacina CoronaVac em menores a partir dos 6 anos de idade

Vacina será a mesma aplicada em adultos, terá o mesmo esquema vacinal e, também está vetada em casos de imunossuprimidos

Agência Brasil

Jornal GGN – Após reunião realizada nesta quinta-feira (20/1) a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu autorizar o uso emergencial da vacina CoronaVac em menores de idade entre 6 e 17 anos.

A resolução foi sustentada por um parecer médico apoiado por dois departamentos técnicos da entidade: a Gerência Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos (GGMED) e a Gerência Geral de Farmacovigilância (GFARM). Essa posição dos técnicos, por sua vez, resulta de uma reunião que tiveram com representantes do Instituto Butantã, no dia 13 de janeiro.

Desta forma, a vacina CoronaVac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantã, poderá ser utilizada em menores a partir dos 6 anos de idade.

A resolução também indica que a vacina para as crianças e adolescentes será a mesma aplicada aos adultos – ou seja, não será uma versão pediátrica do imunizante – e terá o mesmo esquema vacinal: duas doses aplicadas em um intervalo de 28 dias.

A decisão da Anvisa inclui uma exceção, também a mesma que se faz entre os adultos, que são os casos de imunossuprimidos – indivíduos com baixa imunidade. No entanto, está autorizada a aplicação da vacina em menores de 6 anos com condições prévias como diabetes ou hipertensão.

A autorização da vacinação em menores de idade contraria a postura do presidente Jair Bolsonaro, que desde meados de dezembro de 2021 vem emitindo uma série de declarações mostrando-se enfaticamente contrário a essa possibilidade.

Por outro lado, isso permitirá ao Brasil se equiparar a outros países da região onde a vacinação de crianças está mais adiantada.

Por exemplo, a Argentina iniciou a vacinação de crianças a partir de 3 anos de idade em outubro passado, utilizando a vacina chinesa do laboratório Sinopharm.

No Chile, a vacinação de menores de idade a partir de 3 anos foi autorizada em dezembro do ano passado, também utilizando a vacina CoronaVac – a mesma aprovada nesta quinta pela Anvisa, embora as doses usadas no país andino sejam enviadas da China pelo laboratório SinoVac, diferente das administradas no Brasil, que são produzidas pelo Instituto Butantã, a partir de um acordo entre o Governo do Estado de São Paulo e a empresa chinesa.

1 Comentário

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ze sergio/sorocabanoburaco

- 2022-01-20 15:38:56

"...SP investiga parada cardíaca em menina após receber vacina anticovid'... Neste mesmo dia, por toda Imprensa. Só para não haver dúvidas que são teorias conspiratórias dos tais Negacionistas. E aí, seu Filho vai ser a próxima Cobaia? Boa sorte.

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