Covid-19 – Balanço de momento: 270 milhões de casos, 5,3 milhões de mortes e 243 milhões de altas, por Felipe Costa

Entre esses 20 países, a taxa de letalidade segue em 2%. A taxa brasileira segue em 2,8%, Argentina, 2,2%; e Colômbia, 2,5%.

Covid-19 – Balanço de momento: 270 milhões de casos, 5,3 milhões de mortes e 243 milhões de altas.

Por Felipe A. P. L. Costa [*].

Levando em conta as estatísticas obtidas no fim da noite de ontem (11/12) [1], eis aqui um balanço momentâneo da situação mundial.

(A) Em números absolutos, os 20 países [2] mais afetados estão a concentrar 75% dos casos (de um total de 269.670.304) e 76% das mortes (de um total de 5.301.064) [3].

(B) Entre esses 20 países, a taxa de letalidade segue em 2%. A taxa brasileira segue em 2,8%. (Outros dois países da América do Sul que seguem no topo da lista têm taxas menores: Argentina, 2,2%; e Colômbia, 2,5%.)

(C) Nesses 20 países, receberam alta 182 milhões de indivíduos, o que corresponde a 90% dos casos. Em escala global, 243 milhões de indivíduos já receberam alta [4].

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NOTAS.

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[1] Vale notar que certos países atualizam suas estatísticas uma única vez ao longo do dia; outros atualizam duas vezes ou mais; e há uns poucos que estão a fazê-lo de modo mais ou menos errático. Acompanho as estatísticas mundiais em dois painéis, Mapping 2019-nCov (Johns Hopkins University, EUA) e Worldometer: Coronavirus (Dadax, EUA).

[2] Os 20 primeiros países da lista podem ser arranjados em oito grupos: (a) Entre 48 e 50 milhões de casos – Estados Unidos; (b) Entre 34 e 36 milhões – Índia; (c) Entre 22 e 24 milhões – Brasil; (d) Entre 10 e 12 milhões – Reino Unido; (e) Entre 8 e 10 milhões – Rússia, Turquia e França; (f) Entre 6 e 8 milhões – Alemanha e Irã; (g) Entre 4 e 6 milhões – Argentina, Espanha, Itália, Colômbia e Indonésia; e (h) Entre 2,8 e 4 milhões – México, Polônia, Ucrânia, África do Sul, Países Baixos e Filipinas.

Analisando em separado as estatísticas (casos e mortes) das últimas quatro semanas, eis como está a situação mundial: (i) em números absolutos, os EUA seguem na liderança, com 2,82 milhões de novos casos; (ii) a lista dos cinco primeiros tem ainda os seguintes países: Alemanha (1,493 milhão), Reino Unido (1,246 milhão de casos), Rússia (939 mil) e França (847 mil). O Brasil (238 mil) está em 19° lugar; e (iii) a lista dos países com mais mortes segue sendo encabeçada pela Rússia (33,37 mil); em seguida aparecem EUA (33,36 mil), Ucrânia (15,6 mil), Índia (11,6 mil) e Polônia (9,4 mil). O Brasil (5,97 mil) está em sétimo lugar.

Em termos macrogeográficos, a região que mais preocupa hoje segue sendo a Europa – incluindo países do leste (e.g., Polônia, Tchéquia, Eslováquia e Hungria), do oeste (e.g., Alemanha, Reino Unido, França, Países Baixos e Bélgica) e do norte (e.g., Dinamarca, Noruega e Suécia).

Relaxamento precoce. Também chama a atenção o fato de que países com elevada cobertura vacinal (e.g., Portugal) seguem a registrar escaladas em suas estatísticas, notadamente no número de casos. Um dos fatores a explicar isso seria a interrupção precoce de medidas preventivas (e.g., a suspensão do uso de máscaras e o relaxamento das barreiras sanitárias em portos e aeroportos).

[3] Para detalhes e discussões a respeito do comportamento da pandemia desde março de 2020, tanto em escala mundial como nacional, ver qualquer um dos três primeiros volumes da coletânea A pandemia e a lenta agonia de um país desgovernado, vols. 1-5 (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui).

[4] Como comentei em ocasiões anteriores, fui levado a promover a seguinte mudança metodológica: as estatísticas de casos e mortes continuam a seguir o painel Mapping 2019-nCov, enquanto as de altas estão agora a seguir o painel Worldometer: Coronavirus.

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