Damares no Dia das Mulheres: menina não é igual a menino, não aguenta apanhar

"Enquanto nossos meninos acharem que menino é igual a menina, como se pregou no passado, algumas ideologias, já que a menina é igual, ela aguenta apanhar"

Foto: Divulgação MMFDH

Jornal GGN – No Dia Internacional da Mulher, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do governo Jair Bolsonaro, Damares Alves, defendeu que é preciso “resgatar valores que são caros à família”, como, por exemplo, “ensinar os meninos a levarem flores para as meninas” e “a abrir a porta do carro para uma mulher”. E disse que não se pode igualar homens às mulheres, porque significaria que “já que a menina é igual, aguenta apanhar”.

A declaração polêmica de Damares foi dada durante o anúncio de um convênio junto ao ex-juiz e ministro da Justiça, Sergio Moro, para o combate à violência doméstica. A proposta da pasta, chamada “Salve uma Mulher” quer treinar profissionais que lidam com as mulheres, como os profissionais da beleza, a identificar sinais de agressão contra as mulheres.

Isso porque, segundo Damares, há entre os profissionais de beleza, como cabeleireiros e manicures, e as clientes mulheres uma relação de “confiança”.

“[Vamos] treinar as manicures para quando estiver fazendo a unha da mulher, olhar se tem uma marca no braço, se essa mulher não está tremendo muito. Treinar o cabeleireiros na hora de erguer o cabelo para fazer uma escova, olhar se não tem uma mancha”, sugeriu.

Para a ministra, o respeito às mulheres deve ser ensinado desde criança. Como? “Nós vamos ensinar nossos meninos nas escolas a levar flores para meninas, por que não? Abrir porta do carro para mulher, por que não? A se reverenciar para uma mulher, por que não? Nós não vamos estar colocando a mulher em uma situação de fragilidade. Mas vamos elevar para um patamar de um ser especial pleno, de um ser extraordinário”, disse.

Na lógica de Damares Alves, não se pode equiparar homens a mulheres, porque assim se estaria admitindo que a mulher “aguenta apanhar”.

“Os meninos vão ter que entender que as meninas são iguais em direitos e oportunidades, mas são diferentes por serem mulheres e precisam ser amadas e respeitadas como mulheres. Enquanto nossos meninos acharem que menino é igual a menina, como se pregou no passado, algumas ideologias… Já que a menina é igual, ela aguenta apanhar.”

 

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