Dilma denuncia prisão politica de Lula na Inglaterra

Jornal GGN – A presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, foi recebida na Inglaterra por 2,5 mil trabalhadores de todo o mundo durante congresso da UNI Global Union, entidade que reúne mais de 1 mil sindicatos de trabalhadores em 150 países. Para a ocasião, uma denúncia: a prisão política do ex-presidente Lula. 

Dois mil e quintentos trabalhadores gritaram “Lula Livre” ao recepcionar a presidente eleita do Brasil. E Dilma recebeu a solidariedade internacional das entidades sindicais ali representadas. “Nosso candidato é Luiz Inácio Lula da Silva e a eleição de outubro é a condição inicial para haver um acordo no Brasil para que nós nos reencontremos e possamos unir novamente o país”, disse ela. Dilma lembrou que os golpistas, aqueles que promoveram o golpe, têm hoje um grande problema em mãos, já que seus candidatos não chegam a 10% das intenções de voto. “O golpe se desmoralizou”, disse ela.

Ovacionada, Dilma agradeceu o apoio e discorreu sobre a agenda de retrocessos no país, desde o golpe ocorrido em 2016. “O golpe foi contra os trabalhadores e os direitos sociais”, destacou. E disse que precarização dos direitos dos trabalhadores é resultado direto da agenda promovida por Michel Temer.

Dilma recebeu das mãos da secretária-geral da UNI Global Union, Christy Hoffmann, uma placa em homenagem a Lula. Reiterou, então, a candidatura de Lula e denunciou a prisão política do ex-presidente. Emocionada, agradeceu o apoio dos sindicalistas internacionais que assinaram a petição pela liberdade de Lula. “A prisão de Lula é mais uma etapa do golpe no Brasil”, disse.

Neste mesmo dia, pela manhã, Dilma esteve com professores das universidades de Leeds, Cambridge, Manchester e Liverpool falando sobre os retrocessos ocorridos no Brasil desde o impeachment sem crime de responsabilidade ocorrido em 2016. Enfatizou que há uma agenda de retrocessos no Brasil e listou os cortes nos investimentos, a imposição do teto nos gastos sociais e a reforma trabalhista, além da venda de ativos de empresas estratégicas brasileiras, como a Petrobras, a Eletrobras e a Embraer.

 

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