Temer tenta restabelecer fôlego de base com posse de ministros

PP e PR já foram contemplados nas novas nomeações e Temer tenta, com isso, renovar alianças. A próxima mira é o DEM
 
 
Ministros que tomam posse hoje – Foto: Agência Brasil e Dnit
 
Jornal GGN – Com a proximidade do fim da janela partidária e a automática saída de ministros que querem disputar as eleições este ano, o presidente Michel Temer vem aproveitando a troca ministerial para tentar restabelecer alianças com partidos.
 
É o caso dos novos ministros do PP e PR, o primeiro com a indicação de Gilberto Occhi ao Ministério da Saúde, e Valter Casimiro no comando dos Transportes. Ambos tomam posse na manhã desta segunda-feira (02), em cerimônia do Planalto.
 
Occhi ocupava a cota de indicações já do PP mas à frente da Caixa Econômica e, agora, foi deslocado para a Saúde, substituindo o então ministro, deputado Ricardo Barros (PP-PR). 
 
Já Casimiro era diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), passando para a pasta no Executivo, também sob o controle do PR, até então com o deputado Maurício Quintella (PR-AL), que deixa o posto para concorrer a uma vaga no Senado.
 
No lugar de Occhi na Presidência da Caixa Econômica Federal, entra no lugar Nelson Antônio de Souza, atual vice-presidente de Habitação da Caixa, já ocupando os cargos de diretor-executivo de Gestão de Pessoas, chefe de gabinete da Presidência e superintendente nacional do Nordeste e do FGTS.
 
As mudanças já haviam sido antecipadas pelo ministro da Secretaria de Governo de Temer, Carlos Marun, o que foi confirmado no fim da semana. As posses ocorrem em meio a uma crise política e insegurança na governabilidade do mandatário, em meio ao avanço dos inquéritos contra Temer e as prisões dos amigos do presidente na véspera do feriado de Páscoa.
 
Nas mudanças de ministros, o mandatário quer reafirmar o apoio que vinha recebendo do DEM para o seu governo e, por isso, deve acelerar as negociações com os demais partidos, além dos já favorecidos PP e PR.
 
A Educação, comandada pro Mendonça Filho, deve permanecer com o DEM e Temer cogita o nome do deputado Carlos Melles (DEM-MG) para a pasta de Educação. A decisão é feita ao mesmo tempo que o partido que se apresentou como fiel aliado do governo emedebista agora tenta o distanciamento para lançar as candidaturas à Presidência e aos demais postos em outubro.
 

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