Voltando de Davos, Guedes pediu a cabeça de Ricardo Salles, diz jornal

Em Davos, o superministro se viu diante de dois problemas, que são as dúvidas com a articulação política pelas reformas econômicas e com relação à política ambiental do governo Bolsonaro.

Foto Divulgação

Jornal GGN – Ao voltar de Davos, na Suíça, onde participou do Fórum Econômico Mundial, Paulo Guedes estava com o firme propósito de conseguir a demissão de Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, para sossegar investidores diante dos horrores da pasta ecoando pelo mundo. Isso foi no final de janeiro. E Guedes não conseguiu. As informações são da Folha.

Guedes foi a Davos para convencer investidores estrangeiros a injetarem dinheiro no Brasil.

A agenda de Paulo Guedes, hoje, tem novas premências: acalmar o Congresso no que tange ao Orçamento da União, uma real queda de braço por controle, e ainda fazer com que sua agenda econômica seja apreciada.

Em Davos, o superministro se viu diante de dois problemas, que são as dúvidas com a articulação política pelas reformas econômicas e com relação à política ambiental do governo Bolsonaro. Lembrando que Ricardo Salles está onde está por indicação do agronegócio e consonância com visão sobre o ambiente do presidente.

As informações obtidas pelo jornal, trazem ainda a apreensão dos investidores com o discurso reativo de Ricardo Salles. E não é só fogo interno, ele não tem freio nem para lidar com os atores internacionais.

E Guedes voltou contrariado de Davos. A percepção dos estrangeiros não deixa o Brasil em posição confortável. O superministro sabe da importância do tema para a economia mundial e tem, em sua pasta, uma área dedicada à sustentabilidade. E ele chegou com ganas de mudar esta imagem do Brasil no mundo.

Segundo levantou a Folha, ele teria passado por cima de Salles ao ordenar ao Ibama o envio de equipes de fiscalização à Amazônia, usando o argumento de que ‘tem dinheiro’ para que os fiscais atuem em ações de supervisão contra o desmate. E Salles não gostou, e reagiu.

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Criou-se um clima entre os ministros. E Guedes partiu rumo ao Palácio do Planalto para pedir a cabeça do colega.

Salles viu o perigo se aproximando e correu em busca de auxílio da ministra Tereza Cristina, da Agricultura. E ela entrou em campo para apaziguar os ânimos. O ministro do Meio Ambiente, percebeu o risco que corria, e se recolheu por quase um mês.

Agora voltou, e tenta retomar o fio da meada com Guedes, elogiando-o publicamente, e soltou um sofrível ‘melhor ministro da Economia do mundo’. Além de elogios, chamou-o de homem com pureza de caráter que não percebe que suas falas podem ser manipuladas.

Segundo o jornal, Tereza Cristina interveio, mas não está feliz com atuação de Salles, que com sua gestão prejudica também o agronegócio. E mesmo o setor não aprova o ministro do Meio Ambiente e suas ações. Primeiro que ele não cumpriu o que prometeu e seu discurso gera reação negativa no exterior.

Uma fonte próxima ao ministro do Meio Ambiente, confidenciou à Folha que ele ordena e ninguém obedece, pois mesmo os servidores estão contrariados. Dizem os servidores que preferem desobedecer ao chefe, que é indicação política, do que responder a inquérito no Ministério Público, já que são servidores públicos com estabilidade.

Na próxima semana, os três ministros irão se reunir para tentar ajustar as pontas e reverter os danos causados pela atuação da pasta do Meio Ambiente no exterior.

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