Burrice Nacional, talvez eterna, por Rui Daher

A equipe de Redação agora é de quatro pessoas, o que me permitiu entrar num desses programas para bancar a folha de pagamento.

Burrice Nacional, talvez eterna, por Rui Daher

Entre maio e junho deste infiel ano de 2020, homenageei em algumas crônicas bolsonaristas genéricos, medicamentos mais baratos que a “Farmácia Brasil” nos oferece, e que todos os brasileiros receberam como prescrição, ainda que já em prazos vencidos pela História. Mesmo quando faixas pretas.

Aleatoriamente, chamei-os Jesualdo, Geromel e Heinrich, perfis de que nem me lembro mais, mas que tangenciaram meus pensamentos sociais, não importa se em tecnologias passadas, como os caderninhos de notas ou digitalmente aggionatas. Assim são os cronistas. Aqui, o último texto da milimétrica série [aqui].

Abobalhado, com os informes atuais que me chegam por folhas e telas cotidianas, o BRD (Blog do Rui Daher), com apoio unânime dos jornalistas Nestor e Pestana (N&P no FB), e Everaldo, não mais apenas segurança, mas também jornalista, pelo tanto que nos tem ajudado em provocações e ideias. A equipe de Redação agora é de quatro pessoas, o que me permitiu entrar num desses programas para bancar a folha de pagamento.

Um banco nos solicitou informar as garantias reais que ofereceríamos. Fácil:

-Quatro notebooks, um Dell no concerto; TV Philco analógica; três escrivaninhas com cadeiras de rodinhas; um facão de aço que, vez ou outra Everaldo empresta a Harmônica; uma grande mesa redonda, coberta por toalha branca; seis cadeiras para receber Darcy, Ariano, Melodia, Dr.Walther, Alfredinho e a madrinha Beth. Ah, duas imensas cortinas, ainda puídas.

Aguardo a resposta do banco. Sou interrompido:

– Rui, não irá declarar o mais valioso que temos aqui?

– Eles nos pedem o ativo imobilizado, e ao que você se refere, entre destilados e fermentados, Nestor, somos, você principalmente, os primeiros a desmobilizar diariamente o estoque.

– Mas, eles precisam saber?

– E damos como garantia real o quê? Eles vêm aqui, não constatam, e quem determinado fiel depositário, eu provavelmente, vou preso?

– Já foi e está Doriana prestes., damos um jeito de você não parar de escrever.

– No meu rabo, né, Nestor? O que acha o pessoal?

– Coragem que anda lhe faltando.

– Mais? Nossos publicadores permitiriam?

– Tentarei. Se não sairei do ar.

– Não deixe de respirar. Será COVID-19. Esqueça o remédio RIP/Kalil. Todos calhordas.

– Obrigado, turma! Voltarei ao tema, ainda mais feroz. Com “Escória” do Zeca e “Pedrada”, do Chico César, antes que a finitude me atordoe.

Escrevo textos mais curtos, para alguma expressão dos ilhares que nas digitais escrevem. Procuro, ainda, descobrir a nobre expressividade das impressas. Sei lá, tanto imbecis são. Oferecemos ótimos textos e sugestões culturais … e nada? Invoco os deuses Ivan Lessa e Tarso de Castro para me explicarem. Vê aí, Darcy Ribeiro.

Inté!

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