Os paradoxos baianos

Por Mota

Nassif,

Deixando de lado os sentimentos bairristas que estão aflorando aqui, gostaria de iniciar uma discussão sobre os paradoxos baianos na política e cultura.

Estado de extenso território e grande população que não conseguiu traduzir seus potenciais em riqueza, estando em posição não condizente com suas dimensões sob o aspecto econômico.

Em que pese ter sido aqui instalado um Pólo Petroquímico e algumas indústrias nos anos 70, não houve uma sequencia de desenvolvimento, com implantação de outras indústrias, e hoje a petroquímica está decaindo.

Atribui-se muito deste insucesso á mão de ferro do carlismo, que somente permitia a chegada de novos empreendimentos no Estado quando houvesse alguns acertos finananceiros. O atual governador, Jaques Wagner, um carioca que para cá veio para trabalhar no pólo, frequentemente fala disso.

Outro movimento importante que rendeu certos frutos mas também foi interrompido.

O então reitor da Universidade Federal da Bahia, Edgar Santos, atraiu para cá figuras como Hans-Joachim Koellreutter, Ernest Widmer e Walter Smetak, na música que introduziram o dodecafonismo, Yanka Rudzka, na dança moderna, Lina Bo Bardi na arquitetura, etc etc. Não à toa, desse meio universitário saíram Tom Zé, Caetano, Gil, Glauber, etc.

Hoje, exportamos Clauddia Leitte, Ivette Sanggallo eettcc…

Não incluo Daniela Mercury, pois ela estudou dança na UFBA, o que dá certa consistência ao seu trabalho, e tem um trabalho que vai além do axé-music.

Quanto à política, acho que embora baianos tenham desempenhado papel importante em governos federais em vários períodos, como ex. Ruy Barbosa, Juracy Magalhães, Anisio Teixeira, ACM, Jaques Wagner, acho que a própria condição econômica do Estado não lhes permitiu voos maiores.

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Estou escrevendo rápido por absoluta falta de tempo e posso, por isso, estar cometendo equívocos com nomes e fatos. Mas espero que outros baianos falem mais de outros assuntos interessantes, ou aprofundem esses temas.

Abraços

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