18 de junho de 2026

Ronaldo Souza

O Natal de Juazeiro

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Por Ronaldo Souza

Eu pensei que todo mundo

Fosse filho de Papai Noel
Bem assim felicidade
Eu pensei que fosse uma
Brincadeira de papel

Já faz tempo que eu pedi
Mas o meu Papai Noel não vem!
Com certeza já morreu
Ou então felicidade
É brinquedo que não tem!

Esses são versos da música Boas Festas que, muito provavelmente, você já conhece, do compositor baiano Assis Valente (ouça aqui cantada por Maria Betânia http://www.youtube.com/watch?v=8wpovHCGGuo).

Há quem afirme que o estímulo à fantasia do Natal e de Papai Noel seria algo prejudicial à criança, com consequente prejuízo à formação do adulto. Assis Valente teve a sua experiência ruim com o Natal, talvez mais de uma. Também já tive pelo menos uma que poderia se transformar, mas não se transformou, em algo negativo. Conto ela aqui http://www.endodontiaclinica.odo.br/pages/posts/natal12.php.

“Vítima” da fantasia de Papai Noel, nunca consegui ver nada de negativo que tivesse interferido na minha formação. Nas minhas filhas, criadas como eu fui, também não. É a mentirinha mais gostosa do mundo.

São inesquecíveis as minhas noites de Natal, ainda criança, em minha querida Juazeiro (BA).

A Missa do Galo na Catedral era o grande momento. Os moradores, entre os quais meus pais, levavam as suas cadeiras e a missa era celebrada do lado de fora, na frente da igreja. Em toda a praça, além das orações e cânticos, ouvia-se o bater forte dos corações das crianças, pela ansiedade da hora de dormir, a hora em que Papai Noel ia passar.

Meu Deus, que magia que existia naquelas noites. Que força era aquela? Nostalgicamente, aquelas noites povoam a minha mente. Não uma nostalgia como ela é definida, melancólica, triste, mas como um sopro de vida e esperança, um sopro de vida e esperança que se projeta nas minhas filhas. Eram de uma beleza jamais imaginada. Um filme de Fellini. E eu era um dos atores.

Assim foi o meu Natal durante os mais belos anos da minha vida. Naquelas noites de Natal de Juazeiro, os nossos corações cantavam hoje é um novo dia, um novo tempo… Não era um jingle. Era um sentimento.

Que todos vocês tenham o Natal de Juazeiro.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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