A lista de Bolsonaro, por Ricardo Mezavila

Não tem mais volta, a CPI da Covid vai abrir as cortinas e apresentar ao mundo a verdadeira face de um genocida perverso. Além de abrir cortinas, a CPI fará com que muitos abram olhos e ouvidos para o óbvio. 

Sergio Lima – Poder360

A lista de Bolsonaro

por Ricardo Mezavila

Depois de um longo período de vida desregrada, extravagante, de esbanjamento e desperdícios, como na parábola, o filho retorna à casa de seus pais. É exatamente com essa analogia que o Brasil vai voltar aos tempos das necessidades supridas e dos sonhos possíveis.  

Não tem mais volta, a CPI da Covid vai abrir as cortinas e apresentar ao mundo a verdadeira face de um genocida perverso. Além de abrir cortinas, a CPI fará com que muitos abram olhos e ouvidos para o óbvio. 

O próprio governo se rendeu a seus deméritos e fez uma lista com alguns de seus crimes de responsabilidade, o que deixa evidente que agiu deliberadamente para a proliferação do vírus e das mortes. 

Fazendo autocrítrica, o governo reconheceu que foi negligente com o processo de aquisição e desacreditou na eficácia da CoronaVac; Minimizou a gravidade da pandemia; Não incentivou a adoção de medidas restritivas; Promoveu tratamento precoce sem evidências científicas comprovadas. 

O presidente Jair Bolsonaro já está na história como o líder do executivo que confessou que durante uma pandemia, não promoveu campanhas de prevenção; Entregou a gestão do Ministério da Saúde a militares não especializados; Retardou o pagamento do auxílio emergencial; Politizou a pandemia. 

Embora venha processando quem o qualifica como genocida, o governo confessou que comete genocídio contra indígenas; Não cumpriu as auditorias do Tribunal de Contas da União; Colocou o Brasil como epicentro da pandemia e ‘covidário’ de novas cepas pela inação do governo. 

A CPI da Covid vai encrencar o ex-ministro da saúde Eduardo Pazuello por ter cedido às pressões de Bolsonaro e defendido o uso da hidroxicloroquina; Vai cobrar a recusa do governo pelas 70 milhões de doses da vacina da Pfizer; Vai pedir explicações pela disseminação de fake news sobre a pandemia por intermédio do seu gabinete do ódio. 

O governo de Jair Bolsonaro escreveu sua confissão para orientar aqueles que serão arguidos pelos integrantes da CPI, mas também fez um favor aos historiadores, que economizarão tempo com pesquisas, quando forem escrever esse capítulo triste. 

Ricardo Mezavila, cientista político

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