Crimes na ditadura levam sete militares à prisão no Uruguai

Tempo de prisão ainda não foi determinado; ex-oficiais foram condenados por tortura em centro de detenção clandestino

Jornal GGN – Sete militares uruguaios foram condenados à prisão por crimes cometidos na ditadura vigente no país (1973-1985). O tempo de detenção ainda não foi estabelecido.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, os militares condenados são José Nino Gavazzo, Mario Julio Aguerrondo, Rudyard Raúl Scioscia Soba, Mario Carlos Frachelle Franco, Mario Manuel Cola Silveira, Ernesto Ramas e Jorge Silveira Quesada.  

Gavazzo, Silveira e Rama já foram condenados por outros crimes contra a humanidade cometidos durante o governo. Os outros irão para a prisão pela primeira vez.

O processo contra tais militares foi aberto em 2018, por privação de liberdade e tortura contra ativistas de esquerda detidos no centro de detenção Inferno Grande, entre os anos de 1975 e 1977. A denúncia foi apresentada em 2011, quando o então presidente José “Pepe” Mujica (que lutou contra a ditadura) retirou a proteção da Lei da Caducidade, aprovada nos anos 80 para investigações de violações de direitos humanos. Outros 13 pedidos de ação penal contra cerca de 50 pessoas envolvidas com a ditadura uruguaia estão pendentes.

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