Editores do Fantástico: não estraguem mais a vida dessas crianças

Esta manhã a menina Estefania acordou em Indaiatuba, ao lado de sua mãe Letícia e de seu irmão David.

Foi uma batalha insana, tendo de um lado famílias de Indaiatuba e Campinas candidatas à adoção; no outro, a maior emissora do país, empenhada em promover uma novela que falava sobre tráfico de pessoas. E, no meio, crianças desamparadas, sendo tratadas feito joguetes.

As crianças estavam sob a guarda provisória de famílias paulistas, aguardando o final dos procedimentos legais de adoção, quando foram atropeladas por um show de horrores, na forma de jornalismo justiceiro.

Era nítida a incapacidade de serem criadas pelos pais biológicos, não devido à pobreza, mas à completa desestruturação familiar. Recolhidas pelo Conselho Tutelar de Monte Santo, foram entregues provisoriamente a famílias paulistas, para poupá-las dos maus tratos de uma mãe incapacitada e um companheiro claramente desequilibrado.

Teve início um jogo oportunista poucas vezes visto, onde se aliaram contra o instituto da adoção do ideologismo mais canhestro ao conservadorismo mais entranhado.

Do lado ideológico, uma Ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, despreparada, considerando a adoção uma forma de exploração capitalista que expropria o pobre do seu último bem, os filhos, estimulada por ONGs politicamente ligadas a ela, pretendendo aparelhar os Conselhos Tutelares.

Do lado conservador, a exploração histórica que o Fantástico faz com adoções. Quem não se lembra, nos anos 90, o carnaval que o programa fazia com malucos que ficavam olhando para o céu, observando os aviões e supondo que em algum deles estariam os pais biológicos. Ou a desumanização total de Vilma, a senhora que sequestrou uma criança recém-nascida – e, portanto, tornou-se criminosa – mas cuja relação com o filho foi totalmente escondida para não prejudicar a imagem de “monstro” com que foi crucificada. Ou o caso da criança paranaense adotada por pais israelenses, que foi trazida de volta ao país, sob o som do Hino Nacional, e depois abandonada à sua própria sorte. A dor da gente não sai no jornal, já dizia o poeta.

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Essa parceria escabrosa tratou as crianças como meros objetos de luta política e de audiência. Já integradas às novas famílias, foram arrancadas a golpe de polícia e enviadas de volta ao lar que nunca existiu.

A Globo escondeu a real situação das crianças, romantizou a figura de um pai desequilibrado, transformou um juiz suspeitíssimo em justiceiro, permitindo até que fosse explorada a ideia de ele estar sendo ameaçado por quadrilhas de seqüestradores de crianças. Na pele da “quadrilha”, casais classe média de São Paulo, dispostos a tratar como filhos crianças sofridas e abandonadas. Algumas das senhoras tiveram problemas graves de saúde com a criminalização a quem foram submetidas pelos editores do Fantástico.

O poder de monopólio da Globo é tão expressivo, que a farsa mal foi arranhada por reportagens feitas de jornalismo puro por emissoras concorrentes, mostrando a real situaçãoi das crianças. A ponto do Instituto Vladimir Herzog ter premiado a farsa com seu prêmio maior, de direitos humanos.

A pequena Estefania voltou para casa, em companhia da sua mãe Leticia e do irmão David, que chegou ao lar poucos meses antes da sua chegada. Os pais biológicos entregaram voluntariamente os filhos, sabendo de sua total incapacidade de lhes proporcionar um mínimo de vida condigna. Tudo está sendo devidamente conduzido pelos canais legais.

Que, desta vez, os editores do Fantástico tenham um mínimo de humanidade para não prosseguir com o show. Não devolvam as crianças ao inferno do sensacionalismo em que foram jogadas por vocês.

Leia também:  Brasil deve ou não permanecer no Conselho de Direitos Humanos da ONU?

O Jornal GGN fez um amplo levantamento sobre o assunto, com matérias, depoimentos e documentos. Todo o material está disponível em O caso do tráfico de bebês em Monte Santo

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52 comentários

  1. O caso do Hadebol

    É inimaginável o Poder da Rede Globo, em tudo. E sem nenhum critério.

    Li hoje uma coisa absurda porém bem mais amena. 

    A Rede Globo resolveu incorporar o Handebol feminino na sua grade de horário, até ai tudo bem! Só que agora ela inovou.

    Para o Handebol ter espaço na grade de programação da emissora, em um amistoso Brasil X Noruega será preciso a partida diminuir seu tempo, ou seja, os tempos do jogo não terão 30 minutos. Deve ser para caber em 1 hora, pelos meus cálculos. 

    Certamente, vai ser mais uma daquelas situações, onde se passará do anonimato campeão para a pressão psicológica de ganhar a todo custo, os já conhecidos heróis da pátria, que se tornam heróis se ganham e vilões se perdem, como o sempre foi o caso, por exemplo, do Ginasta Diogo Hipólito. Sempre cobrado demais da conta e se trata apenas de um esportista.

    Quem quiser a informação completa segue a postagem do DCM – Diário do Centro do Mundo. 

    Como a Globo pode reduzir o tempo de uma partida da seleção feminina de handebol?

     

        Postado em 12 jun 2015por :     

     

    Há notícias que de tão absurdas você demora a ter certeza se são ou não piadas.

      

    A Globo mandar reduzir o tempo do jogo de handebol entre as seleções femininas do Brasil e da Noruega para caber na programação da emissora, e a Confederação Brasileira de Handebol aceitar, é uma delas.

    Mas a informação está no próprio site da Confederação.

    A chamada para o amistoso entre as norueguesas, bicampeãs olímpicas, e as brasileiras, atuais campeãs mundiais, aparece agora como “jogo exibição”, em que a duração da partida foi reduzida em um terço.

    Não há nenhuma evidência de que representantes do esporte estudem seriamente essa possibilidade para as Olimpíadas, ou mesmo para qualquer campeonato, e o mundo do handebol parece tão satisfeito com a duração de suas partidas (de 60 minutos) quanto o mundo do futebol está com os seus 90 minutos.

    O que deixa bastante evidente que a pressão para a mudança veio de fora, mas não veio também da Noruega.

    Aliás, as norueguesas até agora não devem ter entendido direito.

    What? Hvilke? Como assim diminuir o tempo de jogo se é um amistoso de preparação para as Olimpíadas e outros torneios, e esses torneios continuam com o tempo regulamentar de sempre?

    Talvez fique claro apenas que é por dinheiro, mas não entendam exatamente como uma emissora de televisão pode ter o poder de fazer isso. Como uma seleção nacional, atual campeã mundial em uma das modalidades mais praticadas no país, pode se sujeitar a isso.

    Ou talvez entendam, se tentarem se colocar no lugar de suas colegas que não vivem na Escandinávia, e passam por dificuldades financeiras que elas nem imaginam.

    Ao contrário do futebol, para o handebol brasileiro é difícil receber incentivos, propinas ou mesmo salários, pois não passa na televisão aberta, e para o esporte brasileiro, é lá que ainda está o dinheiro.

    Modalidades que não tem nenhum espaço na programação dessas emissoras, lotadas de televendas e de pastores, quase não atraem investimentos e talvez por isso o Brasil esteja tão longe de ser uma potência olímpica, ao mesmo tempo que se orgulha de ser o “país do futebol”. Futebol masculino, vale lembrar, pois o feminino também praticamente não recebe nenhum incentivo.

    Mas a partida de handebol contra a Noruega está garantida para esse domingo, num horário comercial caro e na Globo, que apesar da queda vertiginosa da audiência em toda a programação, ainda se mantém arrogante o suficiente para humilhar nossas jogadoras.

    Com a CBF e a FIFA parece mais amiga.

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-a-globo-pode-reduzir-o-tempo-de-uma-partida-da-selecao-feminina-de-handebol/

     

  2. Quando lingo televisão é para
    Quando ligo televisão é para ver notícias do Galo. Confesso que o canal preferencial é a Globo.

    Tirando isso, não assisto a mais nada.

    Com um pequeno detalhe: SEMPRE passo pela Tevê Minas naquelas oportunidades.

    Dia desses me surpreendi com tantas bandas regionais de música num programa do gênero. Hoje, acompanho uma por causa do canal que produz coisas muito significantes pra mim.

    Um dia, quem sabe, vão entender que um caminho do país é permitir aos centros fora do eixo que desenvolvam suas potencialidades.

    Espero muito, nesse sentido, que o Pimentel invista bastante no setor, como já começa a fazer com a Rádio Inconfidência.

    Porque se depender de paulistas e cariocas, tudo estará concentrado neles, da política à economia passando pela cultura.

    PS: que se FODA a Rede Globo e a família Marinho. O fim dela seria, não tenho dúvidas, uma ótima notícia para mineiros e belorizontinos

  3. Já se foi o tempo em que a

    Já se foi o tempo em que a Globo era a única voz neste país, sim, ainda tem muito poderio, como por exemplo no processo da Lava Jato, mas de vez em quando perde a parada, ainda bem..,..ah, mesmo se sabendo que a vingança dos Marin(ho) contra o Nassif será maligna.,….rss

  4. Entre os editores

    do “Fantástico” está Álvaro Pereira Júnior, colunista da “Folha”, especializado em alardear suas passagens por universidades dos EUA, reportagens internacionais com temas científicos, e ” descobrir” bandas de rock que somente ele conhece, basta assinar revistas estrangeiras.

    Até aí nada que o impedisse de ter sensibilidade e inventasse a ação do pior fim de domingo que podemos ter. Letras aprendidas em Berkeley podem ser mal escritas, mas não necessariamente desumanas.

    • de fato, amor de pobre é

      de fato, amor de pobre é pobre, lixo… ninguém merece. ..  a bela força da grana  é  o que vale

  5. Globo já era…

    com a internet ficou impedida de pensar por nós

    mas, já estava escrito:

    ter a posse dos meios de comunicação não garante o monopólio da razão

    hoje bem que tenta melhorar ou apenas desejar por nós. Mas como seus cabeças só desejam o pior para o país, nem isso está conseguindo

    inevitável pois, o fato de suas propagandas convencerem cada vez menos

     

    agradeço pelas crianças o empenho do GGN em entender e querer o melhor para elas

     

     

  6. Uma no cravo e outra na ferradura

    Eita Nassif ! Mistura causas legítimas com outras nem tanto.

    Meus aplausos para tudo o que escreveu para o caso das crianças de Monte Santo, inclusive a postura lamentável da companheira Maria do Rosário. Como você bem disse, a questão aqui não é a pobreza e sim a falta de estrutura familiar. 

    Tomara que deixem essas crianças crescerem em paz com as famílias adotivas.

     

    Agora fazer menção desse caso com a do menino Pedrinho, achar que “desumanizaram” a sequestradora na Vilma, uma criminosa confessa e que destruiu a vida dos pais biológicos do menino é totalmente descabido e inadequado ! 

    E tenho certeza (leio o blog há anos) que a sua mão “coçou” para não citar o caso do menino Sean, já que sua simpatia sempre foi para com a família Lins e Silva da vovó sequestradora e do “pai adotivo”. Não entendo como discordar que na ausência da mãe quem deve cuidar é o pai.

     

     

  7. Uma no cravo e outra na ferradura

    Eita Nassif ! Mistura causas legítimas com outras nem tanto.

    Meus aplausos para tudo o que escreveu para o caso das crianças de Monte Santo, inclusive a postura lamentável da companheira Maria do Rosário. Como você bem disse, a questão aqui não é a pobreza e sim a falta de estrutura familiar. 

    Tomara que deixem essas crianças crescerem em paz com as famílias adotivas.

     

    Agora fazer menção desse caso com a do menino Pedrinho, achar que “desumanizaram” a sequestradora na Vilma, uma criminosa confessa e que destruiu a vida dos pais biológicos do menino é totalmente descabido e inadequado ! 

    E tenho certeza (leio o blog há anos) que a sua mão “coçou” para não citar o caso do menino Sean, já que sua simpatia sempre foi para com a família Lins e Silva da vovó sequestradora e do “pai adotivo”. Não entendo como discordar que na ausência da mãe quem deve cuidar é o pai.

     

     

  8. Deixe que se investigue,

    Deixe que se investigue, divulgue e disseque o processo…se nada de errado houve, não há o que se temer.

    Mas enquanto houver uma sombra de dúvida, o direito primordial é o materno, de ter os seus filhos próximos de sí, salvo de isso gerar risco claro e bem definido de morte para as crianças.

    • Nada havia de errado e essas

      Nada havia de errado e essas famílias mesmo assim foram submetidas a um massacre, Como não tem a temer? TV na piorta da sua casa te chamando de quadrilheira?

  9. Falta tudo num país esfacelado.

    Não sou a favor de sensacionalismo e acho que a exploração midíatica só torna as coisas mais dolorosas para os envolvidos chegando ao ponto de linchamento pela suposição. Portanto qualquer situação que envolva conflito não esclarecido que seja midiatizada só prejudica. Por outro lado tratar traficantes de pessoas, sequestradores como meros autores de atos ilícitos é no mínimo julgar que o sentimento de pais são apenas fugases. Ora, qualquer um sabe que o amor dedicado à um filho não tem limites e quando este filho lhe é retirado do convívio é como se uma parte de você lhe fosse roubada. Este tipo de crime merece prisão perpétua, pois não existe sensação pior na vida do que nunca saber o que aconteceu com um filho. Mas…estamos no Brasil e aqui os monstros são tratados a pão de ló pelos direitos humanos. Vivemos tempos terríveis. Falta tudo num país esfacelado.

    • “Ora, qualquer um sabe que o

      “Ora, qualquer um sabe que o amor dedicado à um filho não tem limites e quando este filho lhe é retirado do convívio é como se uma parte de você lhe fosse roubada.”… Ãh, ãh… Fale por vc, pois vejo diariamente crianças e bebês serem atirados em caçambas, latas de lixo, abandonadas em beira de estradas, em frente das casas, etc… Esses filhos não são retirados do convívio com seus pais, os próprios pais os jogam, literalmente, fora. Outros como o Nardoni, joga pela janela; como o pai do menino Bernardo, o persegue e dá ampla proteção às suas assassinas… Os pais que violentam e estupram seus filhos, os espancam, os aprisionam, os vendem a estrangeiros (como no NE), que prostituem suas filhas… Portanto meu caro, acho melhor você repensar essa ladainha de que amor dedicado a filhos não tem limites. Olhe em volta, antes de afirmar tal absurdo.

      • O óbvio é ululante.

        É claro que falo de gente decente. Se você não se enquadra, meus pêsames. O óbvio é ululante.

      • Acredito que  você sabe que

        Acredito que  você sabe que milhares de crianças estão na prostituição com autorização do pais e nem por isso é legal. Esse foi aqui reconhecidamente incapaz de criar. Por que agora teria capacidade para doar? Não agora tão pobre quanto antes?

         

  10. Mária do Rosário é uma

    Mária do Rosário é uma desqualificada – mas, que, pelo jeito, nunca recebeu uma bela enquadrada da Dilma. Rosário é de uma visão ideológica tão primitiva que dá até medo – pois gera dramas que o blog do Nassif acompanhou. Infelizmente o governo Dilma tem vários outros com o perfil de Maria do Rosário. 

  11. Quer dizer que a Globo

    Quer dizer que a Globo “tranformou” a ” querida mãe” Vilma em um monstro?Que mundo você vive hein?Para falar mal da Globo, você tem a coragem de defender essa ladra de criança que fez uma mãe sofrer por quase 20 anos sem saber onde o filho estava.Vai lavar uma roupa, varrer um quintal, e saia detrás do pc onde você fica jorrando pseudoverdades.Você é daquele tipo de pessoa que não sabe o que é acordar cedo e pegar um onibus Às 5 da manha , e demora 2 horas para chegar no serviço como a maioria dos brasileiros e eu me incluo nessa e fica querendo ditar Às suas verdades como se fossem absolutas com o único intuito de de ser do contra e nesse caso a Globo.

  12. Bom artigo, só não concordei

    Bom artigo, só não concordei com a parte que trata da Vilma. Penso que a ladra de crianças é um monstro, sim. Imagine a dor da família que teve a filha ,e depois o filho furtado pela bandida?

    Ela bem sabia o que estava fazendo e nem o argumento de que estava desesperada para ser mãe (o que em nenhuma hipótese seria aceitável) pode ser cogitada, já que ela furtou mais de uma criança.

    Aproximar os casos é péssimo para se coibir a injustiça que foi feita com os casais que estavam adotando a criança – e não a furtando. 

    • concordo contigo. Não dá para

      concordo contigo. Não dá para se comparar o caso da Vilma (uma réles ladra de crianças, para proveito próprio) com os outros casos.

    • Mas o Nassif não disse o

      Mas o Nassif não disse o contrário, apenas afirmou que a Globo não divulgou que ela, apesar de tudo, foi boa mão para o Pedrinho e pelo jeito foi.

      A grande questão é que o ser humano é muito complexo e pelo jeito a tv tentou reduzir isso a uma espécie de reportagem-novela. Alguns pontos não se “encaixariam” então foram retirados.

      A função de jornalista não é julgar mas sim mostrar os fatos.

      É fato que ela sequestrou o menino, sim. Mas também é um fato que ela foi uma boa mãe e se dava muito bem com ele. Nassif apenas reclamou que o segundo ponto não fo mostrado.

  13. A Wilma não foi uma vítima.

    Eu acho que a mídia foi boazinha com a Wilma.

    A mulher é um monstro, uma delinquente e deveria morrer na prisão. Ela não roubou uma criança porque tinha muito amor para dar e ser mãe e tinha o sonho de ser mãe, tudo que fez foi para  extorquir dinheiro de alguém que ela enganou dizendo ser o pai do Pedrinho.

    Não use seu espaço para disvirtuar a verdade.

     

  14. Não entro no mérito do

    Não entro no mérito do espetáculo global, mas a adoção foi ilegal, sim. Basta ver que o juiz responsável no 1ª caso foi afastado. Vejam que a lei é clara, que np caso de incapacidade dos pais criarem, as crianças deviam ser dirigidas aos familiares mais próximos, numa questão hieráquica, inclusive na mesma cidade, etc.

  15. Parabéns Luis Nassif, mas Vilma não!

    Parabéns Luis Nassif, por sua paeticipação fundamental para que essa vitória do amor e da justiça (não do “Poder Judiciário”) tenha sido alcançada. Quanto à sequestradora que destruiu a vida de tantas pessoas (Vilma), penso que você se enganau, e pondero que esse engano seja desfeito em nome de não macular todos os aspectos tão relevantes de seu artigo!

  16. Continuo lamentado seu posicionamento

    Nassif;

      Quando vc louva o errado está incentivando que outros casos ocorram.

      No Brasil, existe uma tendencia de buscarmos sempre um caminho mais facil, o caminho nas adoções é ir em comunidades pobres e conseguir diretamente o tão sonhado filho.   

     O correto seria:

    1) O conselho tutelar tendo condições de trabalhar pelas familias pobres;

    2) O Estado apoiando as familias pobres de modo a interroper o ciclo vicioso em que se encontram e definitivamente retirando seus filhos isto nunca vai mudar.

     

     

    • .

      ELS, a questão, como dito, não é a situação financeira da familia. Isso esta claro no artigo, pode ocorrer (e ocorre) mesmo em países onde o Estado é absolutamnte social.

      Além disso, o foco é o papel escandaloso e desumano de um jornalismo de horrores e terrorista.

      • Desumano?

        Desumano? Termos um país onde pessoas não acompanhadas isso si é desumano.

        Entendo seu posicionamento, mas veja:

        1) Nosso Brasil não dá apoio via as leis que já existem, existem Juiz da familiia(que ganham rios de dinheiros) para cuidar das familias, do outro lado temos o conselho tutelar sem condições minimas.

        2) Existe uma “fila”, por que uma senhora de SP?  o link de um roteiro

        http://www.portaldaadocao.com.br/roteiro-para-adocao

        Vc poderá ver o caminho correto, mas estremamente trabalhoso.

        No meu modo de ver, o Nassif está defendendo a ilegalidade e incetivando este tipo de comportamento.

        Se cada pessoa que tem o desejo de ter um filho executar o mesmo processo que esta senhora?

        E o pior, dizer que os pais abriram mão da guarda? Agora? Que pai e mãe não abriria:

        “Seu filho terá um futuro comigo”

        “Tenho mais condições para criar” 

        “Seu filho não vai sofrer como vc”

        “Terá escola, comida, etc”

        Defendo que paremos de buscar atalhos.

         

        • Informe-me melhor. A médica

          Informe-me melhor. A médica adotante estava inscrita no Cadastro Nacional de Adoção. Tudo conforme às exigências legais, por isso ela e os outros pais adotantes foram chamados, foi através do Cadastro.

      • Por que?

        Por que penso diferente?Por que existe uma lista de pais que tanto direito que essa senhora?

        A primeira coisa é o respeito, não o conheço, por isso não o classificarei. 

  17. Para a perda do pátrio poder não é necessário esperar o risco

    Para a perda do pátrio poder não é necessario esperar o risco de morte, basta os maus tratos ou ameaça ao bem-estar físico e psicológico da criança, no caso aí houve abdicação do pátrio poder por livre e espontânea vontade, esta não foi a primeira nem será a última vez que os pais, cientes de que são incapazes de criar seu(s) filho(s) o(s) doa(m) para outrem e ao fazerem isso pensam no melhor para eles, sou testemunho disso pq  meus pais tinham 11 filhos biológicos mas uma família paupérrima achou por bem doar um bebê deles para minha mãe criar, e se tornou o xodó da familia, quer dizer, das duas familias, hoje é bom pai, e gosta de dizer que é um felizardo pq tem duas ótimas mães e dois ótimos pais, familia é a que cuida, em muitas situações, doar é uma forma de cuidar.

    Ah, sim, dá prá ver que muitos comentaristas estão mais perdidos do que cego em tiroteio, não sabem nadica de nada do que aconteceu ou o que rolou no processo, o que ficou provado apesar da intintromissão da Globo por interesses próprios, etc

    link consultado

    http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/justica-anula-volta-de-criancas-para-familia-biologica-em-monte-santo/?cHash=87cfcf79df43420d8f57f8357c6ca5ab

    • [   ameaça ao bem-estar

      [   ameaça ao bem-estar físico [  Deviam logo era que todo que nascesse pobre deveria ter o penis cortado e útero arrrancado, para que depois não precise que gente que nasceu em berço de ouro decida que pobre tem que doar seus filhos para quem vive bem

      • Não coloque na boca das pessoas

        Não coloque na  boca das pessoas aquilo que elas não disseram, guarde o seu Golbery pra vc..,…..,,,contrário do que vc disse noutro comentário [ com outro pseudônimo ], o risco de morte não é a única causa de perda do pátrio poder, há vários outros motivos tais como os maus tratos, a incapacidade de cuidar, os danos psiquicos provocados pela alienação parental, vai ai um desenho da Globo, dá pra ver que a emissora adotou a máxima “façam o que eu digo mas não façam o que eu faço”.

        [video:https://m.youtube.com/watch?v=Rx1YkAQhMuY%5D 

        • ne3m vem com esa de disfarça

          ne3m vem com esa de disfarça sua concepçao escatológica de acha que pobreza é coisa que faz as pessoa degradante é que o único pano de fundo em toda essa história. Tanto é que o memo considera sacripnda e  imundo e incapaz  para criar uma criança é o mesmo podre elogiado por ter capacidade para doar.  E Golbeyr se justifica por  ter sido o amplidor dessas nossas  imunidces sociais,  de tudo quanto é tipo, como esse  juridiquês  que prende ladrão de galinha e deixa corrupo de bilhões  rindo da nossa cara,

          • Não se faça de tonto

            Não se faça de tonto..,,nada a ver com pobreza e sim com abandono e maus-tratos de menor incapaz

            http://mais.uol.com.br/view/jinmcnm98vmk/irmaos-que-foram-adotados-na-bahia-sofriam-maus-tratos-04020E1B3566C8914326?types=A&

            Parabéns Dra. Letícia, a senhora é uma médica de coração bom, no futuro essas crianças saberão reconhecer o seu empenho, inclusive quanto manutenção do elo entre as elas e os pais biológicos e isso sabemos que a senhora sempre procurou manter. Antes de tudo, o futuro e a proteção dessas crianças, não cabendo no caso deixar que uma emisora de TV,  se paute pelo egoismo, ganância e disputa por audiência e provoque, como tem provocado, danos às crianças e ao relacionamento que elas devem ter com as duas famílias, sou testemunha do quanto é bom e saudável ter  duas mães, como diria meu irmão de criação que tenho como irmão de sangue, beijinho no ombro.

             

             

             

  18. Não conheço o caso por isso

    Não conheço o caso por isso não vou opinar sobre ele, mas a Globo todos conhecemos. Sinceramente: alguém espera um pingo de honestidade, dignidade, descência, humanidade e verdade de uma organização disposta a sabotar o próprio país em nome do dinheiro?

  19. Nosso País está longe léguas

    Nosso País está longe léguas de distância do que chamamos respeito às crianças. A letra da Carta Magna é apenas retórica. Do Oiapóqui ao Chuí levas de crianças estão expostas a tudo que existe de pior, desde o mau-tempo até a fome crucial, manipuladas nas ruas por gente bandida, nas mesmas ruas onde crescem e se tornam também infratoras porque não receberam os direitos básicos que merecem ter uma criancinha. 

    Vi por onde andei crianças de todas as idades sendo exploradas violentamente pelas próprias mães, que alugam seus filhos, de preferências bebês para causar mais impacto, a outras malandras, no fito de angariarem durante os dias dinheiro para suas tramóias. Não paro de asistir esse tipo de crime. O outro, são pré-adolescentes e adolescentes empurradas para homens, velhos, de preferência turistas – muito comum no Nordeste -, para o abuso sexual; a pedofilia. Tudo na cara da sociedade, enquanto se divulga números telefônicos para denúncias, que sequer atendem quando a gente chama. Passei por isso há uns dois meses. Quem me atendeu desligou o fone na minha cara, quando deveria anotar a minha denúncia e tomar as devidas providência, sobretudo no momento em que liguei, quando três vagabundas estavam sentadas num supermercado com bebês a. chorar muito.

    Vilma, ao roubar Pedrinho da maternidade, como outras crianças, o fez por ser uma bandida desqualificada; espalhou o mal de tal maneira que a mãe biológica do hoje homem é uma mulher doente de tanto sofrer. Foi um dos casos brasileiros, de roubo de criança, mais estarrecedores que conhecemos. Uma pessoa dessa pode ser comparada a um monstro, um ser vazio de sentimentos humanitários.

    O Brasil tem uma dívida imensa para com as suas crianças. É inadimissível vê-las na miséria, com famílias desestruturadas, entre outras, sem que o Estado tenha programas definidos para acabar com essas práticas horrendas de abusos e explorações, como se a pobres crianças tivessem escolhas. À falta de pais biológicos, que sejam levadas aos outros parentes, e, por fim, ao próprio Estado. A adoção é um caminho também. O fato é que deixá-las jogadas à própria sorte é crime do Estado.

    Por essas e outras e que a gente não pode ver essa lei de maioridade penal como um jogo de sim e não.

    Todos temos uma história, Os jovens bandidos de hoje, em sua maioria, nasceram e se criaram no caos. Não podemos esperar nada de um jovem que nasceu e se criou como objetos, manipulados por adultos sem estrutura, ou estruturados para a prática do mal. O Estado é culpado por isso também.

    Infelizmente o Governo anda muito mal assessorado em diversas áreas, e os parlamentares preferem passar o ano inteiro se agredindo entre si, enquanto projetos importantes para o bem da nossa sociedade, se existem, ficam guardados nas prateleiras, ou são arquivados.

  20. Não entendo

    Não entendo por que tanta animosidade contra as colocações do Nassif. Quem disse que a adoção é o caminho mais facil? É dificil e doloroso tanto para quem entrega quanto para quem recebe. É um ato de coragem, abnegação, renuncia, de ambos os lados. Tudo que importa é o bem estar das crianças. A canalhice da Globo inventou um “quadrilha”que não existia, tratou os pais adotivos como bandidos, omitiu e distorceu os fatos para que tudo coubesse no figurino estreito e mediocre de sua linha jornalistica. A Globo não vale nada. Quem quiser que compre.

  21. Que a Globo faça uma campanha pela adoção

    Há milhões de casos de doação ou adoção em que se pensa antes de tudo no futuro das crianças, a Globo deveria reconhecer o erro neste caso e, para redimir-se, fazer  uma campanha pela adoção ao invés de continuar estragando a vida dessas crianças.

  22. O TEMA DO ARTIGO É

    como o Jornalismo sensacionalista trata coisas sérias. Foi muita canalhice da Rede Globo falar em sequestro, ameaças contra o Juiz, quadrilha e transformar boas pessoas em bandidos.

      Eu presencie na minha cidade crianças sendo tiradas dos pais e entregues à familia mais abastada, mas sem moral nenhuma para adotar, cuidar e criar crianças.

       Certa vez conversando sobre andar armado com nordestinos que trabalhavam em obra, um deles lembrou que seu “pai’  levou um tiro na perna e ficou com problemas para andar. Foi vingança por entreveros anteriores. E contou a sua história: como seus pais tinham muitos filhos ele foi “entregue” a uma família com mais condições (também pobre), No entanto, sem intervenção nehuma dos órgaõs do Estado.

       Já com 17 anos o pai adotivo quis regularizar a adoção, mas ele disse: “o senhor já está tendo problema com seus filhos e se fizer isso só vai aumentar o problema”. Com mais idade procurou por seus pais biológicos e hoje são todos amigos. Com o dinheiro que ganham em São Paulo estáo melhorando a situação no sítio, abrindo poço artesiano e outras melhorias.

  23. As coisas nem sempre se encaixam na grade da Globo: a vida pulsa

    As coisas nem sempre se encaixam na grade da Globo: a vida pulsa

    Será que estou zoró ou com dificuldade de interpretar texto..,,pelo que entendi, Nassif disse que Wilma foi uma bandida da pior  espécie, ou seja,  foi má mas..,.vejam que há um MAS: mas ela foi uma boa mãe. Tanto é verdadeira a afirmação de Nassif, ou seja, que ela foi boa mãe[detalhe escondido por uma Globo empenhada na construção do “monstro”]  que, apesar dos pesares, a memória afetiva ficou e atualmente Pedrinho se encontra com ela(Wilma).,,,..ah, o desenho é de 2012 mas NÃO foi destaque no Fantástico…rsss

     

     

    Sequestrado no berço, Pedrinho diz que vai ser pai e que visita Wilma, por Lourdes  Souza, no UOL

    Sérgio Lima/Folhapress

    Pedrinho abraça Vilma Martins Costa, que o sequestrou na maternidade

     

    Conhecido por um dos sequestros mais marcantes do Brasil, Pedro Rosalino Braule Pinto, o Pedrinho, que foi levado horas depois do nascimento de uma maternidade de Brasília em 21 de janeiro de 1986, agora se prepara para ter o primeiro filho. Aos 26 anos, ele e a mulher, Nábyla Gabriela Queiroz Galvão, 23, aguardam a chegada de João Pedro para novembro.

    Advogado em Brasília, onde mora com a família, ele disse, em entrevista ao UOL por telefone, que pretende ser um pai normal. “Estou ansioso para ver a cara do meu filho, vou tentar contar a minha história da forma mais natural possível. “Pedro viveu até os 16 anos em Goiânia, onde foi criado por Vilma Martins Costa, a mulher que o sequestrou na maternidade.

    Os pais biológicos, Jayro Tapajós, 60, e Maria Auxiliadora Rosalino Braule Pinto, 59, mobilizaram o país, desde o sequestro em 1986, em busca do paradeiro do filho. Mas o caso só foi desvendado em 2002, quando a neta do ex-marido de Vilma, Gabriela Azeredo Borges, desconfiando de que Pedrinho não seria filho de seu avô, conseguiu indícios na internet e encaminhou denúncias à polícia. Um exame de DNA provou a paternidade.

    Pedro conheceu os pais biológicos em 23 de novembro de 2002. Meses depois voltou para Brasília. Ele conta que optou pelo silêncio para tentar ter uma vida normal. Mas quebrou o silêncio, na quinta-feira passada (14), ao conceder a primeira entrevista ao “Correio Braziliense” sobre a paternidade. “Resolvi falar, mas agora, devido ao assédio, já estou pensando em voltar a ficar em silêncio novamente.”

    Contatos mantidos

    Em 2003, Vilma Martins foi condenada e presa pelos dois sequestros, o de Pedrinho e o de Aparecida Ribeiro da Silva, a Roberta Jamilly, em 1979, por falsidade ideológica, parto suposto e estelionato. Mesmo assim, Pedro manteve contato com a família em Goiânia.

    Ele diz que a convivência é pouca, mas existe. E não nega que a situação possa até deixar os pais biológicos desconfortáveis. “Convivo, não muito, mas convivo. Às vezes, quando vou a Goiânia, eu me encontro (com Vilma Martins). A minha mãe não gosta muito não porque a faz lembrar do momento ruim, mas respeita a situação.”

    Em agosto de 2008, Vilma conquistou a liberdade condicional e hoje mora na região leste de Goiânia, no bairro Itanhangá, com a filha Roberta Jamilly, que não retomou o convívio com a mãe biológica. Pedro conta que quando está em Goiânia fica em casas de vários parentes, inclusive Roberta, e de amigos. Ao ser questionado se o filho teria duas avós, ele disse que não, porque uma situação assim poderia confundir a cabeça da criança. “Quero deixar o meu filho mais tranquilo, acho difícil duas avós, mas não refleti muito sobre isso não.”

    A história

    O sequestro de Pedrinho mobilizou o Brasil na década de 1980. No dia 21 de janeiro de 1986, poucas horas após o nascimento, ele foi levado de uma maternidade em Brasília. A partir de então, os pais Jayro e Maria Auxiliadora Tapajós não pararam as buscas pelo filho, cujo desaparecimento foi divulgado em sites de crianças desaparecidas no Brasil e exterior.

    Em 2002, 16 anos depois do sequestro, o caso começou a ser descoberto justamente pela internet. A neta do ex-marido de Vilma Martins Costa, Gabriela Azeredo Borges, desconfiava que Pedrinho, batizado de Osvaldo Martins Borges Júnior, não era filho biológico de seu avó.

    Em outubro do mesmo ano, ao buscar informações sobre desaparecidos no site Missing Kids (www.missingkids.com.br), ela viu uma foto de Jayro Tapajós e percebeu semelhanças com Pedrinho, na época ainda Júnior. Em seguida, Gabriela acionou o SOS Criança de Brasília, por meio de uma denúncia anônima. A suspeita foi encaminhada à polícia, que retomou as investigações.

    Vilma Martins foi convocada para depor na Delegacia de Investigação de Homicídios sobre a suspeita de ter sequestrado o menino ainda na maternidade. Na ocasião, ela negou os fatos e se recusou a fornecer material genético para o DNA.

    Reabertura do processo

    Ao contrário da sequestradora, o garoto forneceu material para o exame. Em novembro, o resultado do DNA comprovou que Júnior era Pedrinho. Ele conheceu os pais biológicos no dia 23 de novembro de 2002.

    Com as investigações, a polícia descobriu que outra filha de Vilma, Roberta Jamilly, também havia sido sequestrada. Aparecida Fernandes Ribeiro da Silva, o nome de batismo da garota, foi levada de uma maternidade em Goiânia, em 1979.

    Após a descoberta dos crimes, o Ministério Público pediu a reabertura do processo por sequestro, que teria prescrito em 1994.  Em 2003, ela foi condenada a 15 anos e nove  meses de prisão pelos dois sequestros, falsidade ideológica, parto suposto e estelionato. Ela cumpriu cinco anos em regime fechado. Em agosto de 2008, ganhou liberdade condicional e agora se apresenta a cada dois meses para um juiz até 2019.

    http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/09/17/sequestrado-no-berco-aos-26-anos-pedrinho-espera-nascimento-do-primeiro-filho-em-brasilia.htm

     

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