Colégio Militar em Goiás submete alunos a revista ‘vexatória’, denuncia Conselho Tutelar

Diretor e dois policiais militares foram afastados pelo Comando-Geral da Polícia Militar; Estudantes teriam ficado sem roupas no banheiro por suspeita de drogas

Alunos do Colégio da Polícia Militar João Augusto Perillo (CEPMG). Imagem: Reprodução/Facebook

Jornal GGN – O Conselho Tutelar da cidade de Goiás (GO) prepara uma denúncia que será entregue ao Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) sobre revista “vexatória” feita em alunos do Colégio da Polícia Militar João Augusto Perillo (CEPMG), localizado no município.

Segundo informações do jornal O Popular, a denúncia levou o Comando-Geral da Polícia Militar a determinar o afastamento do diretor e de outros dois policiais militares da instituição de ensino.

O conselheiro tutelar Dionizio Teodoro dos Santos disse que o órgão foi procurado na manhã de sábado (19) por um pai afirmando que o filho, que cursa o 9º ano do Ensino Fundamental, tinha sido revistado de forma “constrangedora e vexatória”, junto com outros colegas.

O fato teria acontecido um dia antes da denúncia, na sexta-feira, dia 18 de outubro. Havia a suspeita de que cinco estudantes teriam levado drogas para o colégio. Por causa disso, a turma inteira sofreu a vistoria. Segundo o relato do pai, dois militares mandaram todos ficarem sem roupas, no banheiro, e agacharem cinco vezes, para ver se havia alguma droga escondida.

O Colégio Militar confirma que houve a revista, mas não da forma como descrita na denúncia.

“Essa foi uma ação totalmente equivocada. Em caso de suspeita, poderia haver uma abordagem, uma revista, mas não do jeito que foi feito. Isso colocou os adolescentes em situação vexatória, constrangedora”, destacou o conselheiro.

“Chegou até nós, por meio de terceiros, relatos de adolescentes que não querem retornar aos estudos devido ao constrangimento”, completou.

Leia também:  Ditador chileno Pinochet será homenageado em Assembleia Legislativa de São Paulo

Ainda segundo o jornal O Popular, o Conselho Tutelar da cidade iria repassar a denúncia ao Ministério Público ainda nesta semana. Até a manhã desta terça-feira (22), o promotor Edivar Muniz, da 1ª Promotoria de Justiça da Cidade de Goiás, disse que até aquele momento a denúncia não havia sido formalizada, mas que tomou conhecimento do caso por meio de pais e alunos. Por conta disso, o MP-GO já instaurou procedimento para apurar os fatos.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

3 comentários

  1. Na hora que pararem de definir como “militar” colegios de PM acaba esta bobagem. (artigo 144 da Constituição Federal) Militares sao colegios integralmente gerenciados ou pela Marinha ou Exercito ou Aeronáutica.
    Amanhã o bando, para justificar “promessa” de campanha, vai dizer que abriu Colegios Militares quando, na verdade, apenas colocou um ou dois PMs em colegios da rede pública.

  2. Acho que alguns pais estão transferindo a responsabilidade de educarem seus filhos para as escolas de uma maneira geral. E quando a escola toma alguma atitude para resolver o problema, esses mesmos pais vão se queixar. Aonde vamos parar.

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome