10 de junho de 2026

Brasil registrou 13,2 milhões de microempreendedores individuais

Número representa 69,7% do total de empresas ativas e 19,2% do total de ocupados formais, segundo dados do IBGE
Foto de Adam Winger na Unsplash

A economia brasileira contabilizou 13,2 milhões de microempreendedores individuais (MEIs) no país durante o ano de 2021, segundo estatísticas elaboradas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Esse montante corresponde a 69,7% do total de empresas e outras organizações e a 19,2% do total de ocupados formais, já incluindo os MEIs. Os dados avançaram ante 2019, quando o país tinha 9,6 milhões de MEIs, ou 64,7% do total de empresas e outras organizações e 15,2% do total de ocupados formais.

Cerca de metade dos MEIs (50,2%) estava presente no setor de Serviços em 2021. O Comércio; reparação de veículo automotores e motocicletas respondeu por 29,3%, sendo essa atividade a que apresentou o maior quantitativo de empregados dos MEIs (48,3%).

Dentre as 15 classes mais representativas da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) 2.0, Cabeleireiros e outras atividades de tratamento de beleza se destacou em 2021, respondendo por 9,1% do total de MEIs (1,2 milhão).

Em seguida, vinham Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios, com 939,6 mil MEIs (7,1%), e Restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas, com 827,3 mil (6,3%).

Do universo total de MEIs, 38,0% exercem a atividade na própria moradia. As atividades de Informação e comunicação (48,5%), de Educação (47,8%) e de Transporte, armazenagem e correio (45,3%) apresentam as maiores proporções de MEIs que exerciam a atividade na sua residência.

Segundo a legislação em vigor, os MEIs podem ter até um empregado. Na comparação entre os dados de 2021 e 2019, verificou-se que o número de MEIs empregadores ainda não retomou o patamar pré-pandemia de Covid-19. Em 2019, havia 146,3 mil MEIs com empregados, enquanto em 2021 o quantitativo reduziu para 104,9 mil.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. José Carvalho

    9 de outubro de 2023 2:28 pm

    Esse número é o resultado da escolha feita pelo País de apostar na precarização do trabalho e diminuição dos direitos trabalhistas. Sem atingir boas condições de competitividade para o conjunto das atividades produtivas e econômicas, alguns imaginaram que a desobrigação no ofertamento de direitos aos trabalhadores e a “economia” transformada em lucro imediato faria mais do que isso. Ao invés de apostar na ampliação da capacidade do País de realizar crescimento, partiu-se para o empobrecimento da sociedade brasileira; a “uberização” de muitos tipos de trabalhos. Apesar da formalização, os ganhos se dão de forma precária. Melhor seria se houvesse possibilidade de desenvolvimento nas organizações empresariais nos mais amplos setores, podendo construir carreira. O problema do Brasil são as escolhas, todas com as suas consequências.

Recomendados para você

Recomendados