23 de agosto de 2026

Golpes usam Minha Casa, Minha Vida e Desenrola para roubar dinheiro

Criminosos criam sites, aplicativos e mensagens falsas para oferecer financiamento, renegociação de dívidas e supostos benefícios em nome de programas do governo

Golpistas usam programas como Minha Casa, Minha Vida e Desenrola Brasil para aplicar fraudes com pagamentos antecipados.
ABBC alerta que golpes exploram vulnerabilidade financeira e confiança em programas sociais via engenharia social.
Recomenda-se usar canais oficiais gov.br, desconfiar de cobranças antecipadas e registrar boletim se for vítima.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Com a expansão dos serviços públicos digitais e de programas voltados ao apoio financeiro e social, criminosos passaram a explorar o nome dessas iniciativas para aplicar golpes. Entre os programas usados nas fraudes estão o Minha Casa, Minha Vida e o Desenrola Brasil.

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Segundo a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), os golpistas utilizam técnicas de engenharia social para abordar as vítimas de maneira cada vez mais personalizada. A estratégia consiste em explorar não apenas a confiança nos programas governamentais, mas também situações de vulnerabilidade financeira e o desejo de conseguir benefícios.

O CEO da ABBC, Leandro Vilain, afirma que a tecnologia trouxe mais praticidade para o acesso a serviços, mas também criou novas oportunidades para criminosos.

“Os criminosos não atacam apenas o sistema financeiro, mas a esperança das pessoas em melhorar de vida ou limpar o nome, por exemplo.”

Para Vilain, a informação é uma das principais ferramentas para evitar esse tipo de crime.

Como os golpes são aplicados

No caso do Minha Casa, Minha Vida, criminosos podem oferecer suposta prioridade na fila ou prometer aprovação garantida de financiamento. Para isso, exigem pagamentos antecipados por Pix ou boletos que não pertencem aos canais oficiais.

As fraudes envolvendo o Desenrola Brasil seguem lógica semelhante. Sites e aplicativos falsos podem reproduzir a identidade visual do programa e oferecer descontos ou condições aparentemente vantajosas para a renegociação de dívidas.

A vítima acredita que está pagando uma dívida ou obtendo um desconto, mas o dinheiro acaba sendo transferido diretamente para os criminosos.

A ABBC alerta que qualquer cobrança antecipada para liberar um benefício ou agilizar um procedimento deve ser vista com desconfiança.

Principais sinais de golpe

Alguns comportamentos podem indicar que uma mensagem ou oferta é fraudulenta:

  • Desconfie de mensagens que tentam pressionar a vítima, com expressões como “último dia” ou avisos de que o benefício será cancelado imediatamente;
  • Evite clicar em links enviados por WhatsApp, SMS ou e-mail sem antes confirmar a origem;
  • Confira se o site acessado pertence realmente aos canais oficiais do governo;
  • Desconfie de pessoas que se apresentam como atendentes e entram em contato por aplicativos de mensagens oferecendo vantagens ou prometendo acelerar processos;
  • Não faça pagamentos antecipados para supostamente garantir financiamento, benefício ou desconto em dívida sem confirmar a legitimidade da cobrança.

Procure os canais oficiais

A principal recomendação é acessar diretamente os canais oficiais do governo, em vez de utilizar links recebidos por mensagens ou redes sociais. O portal gov.br reúne serviços e informações oficiais de órgãos públicos.

Quando o atendimento precisar ser feito presencialmente, o cidadão deve procurar os locais indicados pelo próprio programa. No caso de serviços de assistência social, por exemplo, o atendimento pode ocorrer por meio do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), conforme a situação.

O que fazer se cair no golpe

Quem perceber que foi vítima de uma fraude deve comunicar o mais rapidamente possível a instituição financeira envolvida e registrar um boletim de ocorrência.

Também é importante guardar comprovantes de pagamentos, mensagens, números de telefone, endereços de sites e demais informações relacionadas ao golpe. Esses registros podem ajudar na investigação e na tentativa de recuperar os valores transferidos.

*Com informações do g1.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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