O tamanho da crise

Discutir o tamanho da crise tornou-se tarefa difícil, devido à extrema politização do tema.

Vou tentar organizar um pouco as idéias (minhas, pelo menos) sobre o tema:

1. O fato de se avaliar que a economia brasileira sofrerá menos do que as grandes economias não significa dizer que nada sofrerá.

2. Neste primeiro trimestre haverá uma onda de desemprego, sim. E a continuação da queda na atividade industrial. Será um período tomado pelas más notícias.

3. Parte da crise é provocada por fatores reais (queda nos preços das commodities, dificuldade com financiamento); parte por fatores psicológicos (empresas que preferem errar por conservadorismo). Esse movimento tenderá a refluir quando começar a haver consenso de que se bateu no fundo do poço.

4. Alguns fatores atuarão no contra-ciclo, ajudando na recuperação da economia. Um deles, serão os investimentos, especialmente em infra-estrutura. Outro, um cambio mais competitivo, estimulando as exportações – ainda que em um ambiente de desaquecimento do comércio global.

5. A mídia continua insistindo apenas nos fatores negativos, jogando contra a criação de expectativas positivas. Não se trata de esconder as más notícias, mas de NÃO esconder as boas notícias. Como o fator expectativa é relevante, o noticiário pesadamente negativo “tiro-no-pé” é um dos obstáculos à virada do jogo, especialmente a partir de agora, quando haverá dados concretos estimulando o pessimismo.

6. Os efeitos sociais da crise serão amenizados pelas políticas de transferência de renda, pelo aumento real do salário mínimo e pelo auxílio-desemprego.

Leia também:  Brasil deve registrar rombo em contas públicas até 2025

7. Dois fatores que emperram a recuperação são a questão do crédito (custo e prazos) e a volatilidade do câmbio – ambos de responsabilidade do Banco Central.

8. Em algum momento, a recuperação das exportações (com o câmbio sendo mantido em patamares competitivos), o resultados dos investimentos em infraestrutura, a substituição de importações começarão a surtir efeito. Mas é impossível estimar o prazo em que isso ocorrerá.

As projeções da pesquisa Focus

Da coluna de Delfim Netto no Valor

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59 comentários

  1. O quinto item, é o mais
    O quinto item, é o mais importante. Seu efeitos psicológicos,acabam afetando as decisões ,desde , pequenos empresários ,passando pelos executivos regionais,e, ,num efeito manada, as decisões dos “CEOs”.
    Fazendo as contas, essa “operação” “martelo-bigorna”,deflagrada pelo PIG,já tem mais de três meses.É um verdadeiro “bombardeio de saturação”.
    Ajuda a compreender, o reajuste de 30%, na verba de publicidade e propaganda, no orçamento federal.Melhor dizendo , “contra-propaganda”.

  2. “Mas é impossível estimar o
    “Mas é impossível estimar o prazo em que isso ocorrerá.”

    Como impossível Nassif?Você é que é fraquinho em modelos econométricos…rs.Já tem gente calculando o crescimento do PIB desse ano na terceira casa decimal…

  3. nassif:
    concordo com os seus
    nassif:
    concordo com os seus pontos.
    agora,veja o azedume na chamada da fsp sobre as dispensas da gm.
    sabemos pra que servem os contratos temporários.e as dispensas pós-
    natal ?
    é preciso que alguém de credibilidade organize essas informações.
    aí vem o blog.
    romério

  4. Alguém que seja economista
    Alguém que seja economista poderia me explicar duas coisas que não estou entendendo:
    1) O que é estarmos “tecnicamente” em recessão; a recessão não é recessão ou espera-se que seja recessão porém ainda não é?
    2) Demitir empregados temporários é usado para calcular a taxa de desemprego? Se é temporário não seria normal num momento terminar o contrato?

  5. Ontem vi o presidente Lula
    Ontem vi o presidente Lula na tv, prevendo crescimento de 4% do PIB. Lula está numa sinuca: não pode deixar a peteca cair, mas, ao tentar passar um clima otimista, pode estar dando os argumentos que o BC precisa pra não cortar os juros tanto quanto seria necessário. Problemas que só tem quem abriu mão de governar.

  6. Acabei de ouvir o
    Acabei de ouvir o Observatório de Imprensa no rádio. O comentarista lamentou a manchete da Folha que, ao contrário do Estadão e do Globo, não noticia que analistas internacionais consideram que o Brasil será menos atingido. Essa é a notícia. Mas a Folha preferiu colocar em destaque algo que tudo mundo já sabe. Que o país vai descalerar nos próximos meses.
    Fica difícil segurar a raiva. Diante do que a Folha está fazendo com o Brasil. Forçar um agravamento da crise, para eleger seu candidato é inadimissível, é crime! A sociedade precisa se defender. Entrar com uma ação popular contra a Folha, sei lá, alguma coisa

  7. Faz algum tempo não recebo os
    Faz algum tempo não recebo os boletins da Agencia Dinheiro Vivo em meu correio eletrônico. Também não tenho visto mais sua coluna no Diário da Região (de São José do Rio Preto). Abraço

    Férias de final de ano. Recomecei esta semana.

  8. Há nítido exagero político
    Há nítido exagero político aos se afirmar, de modo irresponsável, que estamos em “recessão técnica que se confirmará nos próximos meses”.

  9. Maravilhosa essa tabelinha.
    Maravilhosa essa tabelinha. As previsões servem para que, afinal?

    Outra coisa. Nossa querida mídia está olhando pelo retrovisor ao dar os números de novembro em manchete. Coisa que ela criticou em outubro, quando os dados eram bons.

    Para terminar: quais serão os escândalos deste ano? Devem estar em gestação para começar a aparecer depois do carnaval.

  10. Globo e terrorismo
    Globo e terrorismo psicologico, tudo a ver.

    Não é surpresa que a globocrise , ja hoje cedo nos tenha colocado em recessão, com apenas dois meses de retração economica, quando que para para haver recessão são necessários 2 trimestres consecutivos de retração(6 meses) , Logo em seguida vejo o emprego tendo uma pequena retração em novembro, mas crescendo em relação a 2007, que foi um ano excelente.

    O que me deixa surpreso , e não ver ninguém do PT, dos partidos que apoiam o governo, de entidades , ou sei la quem mais, ficarem numa inércia que da nos nervos. Será que esperam que o Lula fale o que ele pensa desse terrorismo? Ele é o presidente, não pode falar tudo o que pensa. Acordem . Quem esta do lado do Brasil precisa se mexer.

    Será que vamos ficar vendo , a mesma omissão que vemos na ONU, em relação à Gaza?

    Vamos ficar vendo esse terrorismo da Globo e afins, sem fazer nada.
    Cadê os deputados e senadores do governo, que podem usar a tribuna para lutar contra esse terrorismo?

    Não sou filiado ao PT. Mas sempre simpatizei e trabalhei pela eleição do Lula.Fico lembrando da militancia nas ruas em 89,92.
    é triste ver hoje um país sucumbido , diante grupos que fazem de tudo para que o País se dê mal, com puro interresse político, na eleição de José Serra.

    O Brasil precisa perseber que um Grupo que trabalha contra o País, não pode assumir o comando da nação

  11. Olá Nassif,

    Seu comentário e
    Olá Nassif,

    Seu comentário e bem ponderado, concordo com ele em muitas parte, especialmente com o cuidado que devemos ter com o famoso “tiro no pé”, porem, não podemos esquecer o “efeito dominó”, onde demissões em alguns setores acarretam demissões em outros.
    Não sou economista, longe disso, e nem pessimista, mas estou entrando na “melhor idade” como alguns especialistas dizem, já presenciei muitas coisa. Hoje vejo o governo brasileiro segurando o preço das commodities, como forma de proteger o agronegócio (preço minimo) e investimentos futuros nas camadas de pré-sal. Em contrapartida nesta semana que passou veio em primeira pagina no jornal de maior circulação de minha cidade que o preço pago pelos reciclados (derivados de commodities) caíram de preço, e uma queda considerável, resultado disso, estas pessoas que estavam trabalhando (in)dignamente não estão conseguindo mais comprar seu sustento, isso fez com que aumentasse consideravelmente o numero de pessoas pedindo alimentos nos portões das residencias. Meu medo é o aumento da criminalidade (efeito dominó). Este é um segmento da sociedade que dificilmente será discutido pela imprensa ou pelo PIG e talvez, não sei, mais nem o famoso “bolsa tudo” do Lula os alcance. Só nos resta esperar e acreditar que esses fatores que atuarão no contra-ciclo ajudem de fato o Brasil sair dessa com o menor sofrimento possível.

  12. Em 1989, tinha um jargão:

    -O
    Em 1989, tinha um jargão:

    -O povo não é bobo o Collor é da Globo.

    A Globo era o quarto, e talvez o maior poder no Brasil.
    Será que em 20 anos nada mudou, será que a globocrise, conseguirá destruir o Brasil, só para eleger o Serra?

    Será que não existe uma imprensa seria que possar tentar fazer frente a esse terrorismo?

  13. Você tem razão: o ambiente
    Você tem razão: o ambiente está ficando cada vez mais intoxicado, mas quando a gente começa a encontrar pontos de análise em comum entre o pessoal da United States International Trade Commission (1) e da sociologia brasileira de esquerda (2) há motivos para otimismo. Conforme afirma Chico de Oliveira:

    “A crise é tão grave que abre um período de suspensão do hegemon; não sua derrocada, mas um hiato para lamber as próprias feridas. Isso tomará boa parte do tempo e das energias desse Obama, em relação ao qual, diga-se, não compartilho do otimismo de muita gente de esquerda. Mas o fato é que ele estará ocupado e com uma quantidade apreciável de problemas. Abre-se um espaço, portanto. Talvez até mais que isso: haveria uma potencial complementariedade de interesses se tivéssemos aqui um arranque de investimento público pesado. Isso de certa forma repercutiria positivamente no coração da economia norte-americana. Estamos diante de uma fresta histórica: uma suspensão do hegemon e um espaço de complementariedade para remar na mesma direção, o que poderá favorecer os dois lados a sair do buraco.”

    O ceticismo desse sociólogo é evidente:

    “Nossa burguesia se transformou em gangue. Expoentes nativos são figuras do calibre de um Daniel Dantas ou esse Eike Batista que opera dos dois lados da fronteira boliviana; não se pode contar com protagonistas dessa qualidade para qualquer coisa, menos ainda para uma agenda de desenvolvimento. Não há saída por aí. Mas o Brasil também não teria saído da crise de 30 se Vargas fosse esperar a mão estendida da plutocracia de São Paulo, por exemplo. Ele ocupou o espaço e fez.”

    Notas:

    (1) http://www.counterpunch.org/morici01092009.html

    (2) http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15467

  14. “2. Neste primeiro trimestre
    “2. Neste primeiro trimestre haverá uma onda de desemprego, sim. E a continuação da queda na atividade industrial. Será um período tomado pelas más notícias.”: a “onda de desemprego”, quando e se chegar (nao moro no Br e nao tenho perspectiva) vai ser amplificada pela media. AVISEM A POPULACAO PARA QUE ESTEJA AVISADA. Ate agora, somente a cricrise da media chegou ao Brasil. Diminuicao de atividade economica e industrial vai ser otimo pra media brasileira. Ela vai adorar.

    Marcio: 1) O que é estarmos “tecnicamente” em recessão(…)?”: fingir que o Brasil esta em perigo de recessao pra vender lo mais barato. Vide media brasileira.

  15. Esta visão do Nassif é, de um
    Esta visão do Nassif é, de um modo geral a que tenho.
    Agora eu acho que estamos meio em pânico, porque vejamos: o pior cenario até o momento, mesmo o antevisto pela midia pessimista, é bem melhor que os melhores anos FHC.
    Então relaxemos, pô, a fera não é tão grande assim e temos enfrentado coisa maior e mais danosa desde o final dos anos 70.

  16. E tu acreditas que o câmbio
    E tu acreditas que o câmbio vai se manter nesse patamar “mais competitivo”? Gostaria de saber que condições mudaram para que o câmbio não volte ao antigo patamar ainda neste ano. Deixa a “morolinha” passar… logo, logo teremos real valorizado+menor demanda de comodities+menor demanda de comodities.

    Ah… sim… mas… o Banco Central do Brazil (escrevi com z? escrevi bem) vai baixar as taxas de juros 0,25%….

  17. ‘Em algum momento, a
    ‘Em algum momento, a recuperação das exportações (com o câmbio sendo mantido em patamares competitivos), o resultados dos investimentos em infraestrutura, a substituição de importações começarão a surtir efeito. Mas é impossível estimar o prazo em que isso ocorrerá.”

    Sinceramente, acho muito otimismo para uma frase só

    1. recuperação das exportações: isso depende menos do câmbio real e mais da demanda externa, que deve voltar ‘sabe-se lá quando’ … eu chutaria meados de 2010

    2. investimentos em infra-estrutura. Investimento privado acabou. O investimento do setor público é muito baixo em proporção do PIB. O PAC realizado, por exemplo, não chega a 0,30% do PIB ao ano

    3. “substituição de importações” quando e quem irá fazer isso ? Isso depende do crédito e da renda real e essas estão e ficarão um bom tempo em estado vegetativo (crescimento real = 0%)

  18. marcos

    1. recessão é
    marcos

    1. recessão é crescimento negativo ou abaixo do potencial por muito tempo. O Brasil já está em recessão

    2. há ajuste sazonal nas séries. A taxa de desemprego no Brasil vai chegar próximo de 10% (=vindo de 7,6%). A nova metodologia brasileira é moderna, semelhante à dos países europeus, japão, israel, eua e etc.

  19. 1. recessão é crescimento
    1. recessão é crescimento negativo ou abaixo do potencial por muito tempo. O Brasil já está em recessão

    Tem gente que fala em 2 trimestres consecutivos com crescimento negativo. O Brasil os terá : último de 2008 e primeiro de 2009

  20. Feliz sua escolha de oito
    Feliz sua escolha de oito pontos Nassif, no meu humilde modo de ver, você deu uma dentro.

  21. Creio que dentro de uma
    Creio que dentro de uma racionalidade seria possível conter os exageros de ambos os lados neste debate do atual momento da economia brasileira e quais são as perspectivas.

    Acontece que o COPOM, um importante um fator na discussão econômica, adquiriu um caráter de total irracionalidade, o que está apovarando muita gente.

    É até um pouco parecido com que ocorreu com o BCE, que precisou de uma enorme pressão tanto de dentro da zona de euro como de fora, para mudar a polítca monetária na zona do euro, mas aí ja era tarde, por ter deixado o FED muito tempo lutando praticamente sozinho.

    Hoje no Brasil há uma enorme articulação para evitar a recessão, não somente o Governo do Presidente Lula, mas o COPOM continua indo na direção oposta, quando ele voltar a realidade temo que seja tarde.

    Independente de qual seja o dado econômico, hoje o funfamental é saber como se comportará o COPOM diante destes dados da economia.

    Em outros países, mesmo depois que unificada a política econômica, inclusive a política monetária, contra a recessão, ainda se encontra uma enorme dificuldade para encontrar o caminho da recuperação, o que dirá então quando a Política Monetária atua abertamente contra a recuperação econômica.

    É preciso lembrar que o COPOM deu vários sinais de que entende que a recessão será o único caminho para evitar um descontrole inflacionário no Brasil em função do grande déficit em conta corrente, que aliás foi criado por ele mesmo.

  22. Acho que o governo precisa
    Acho que o governo precisa adotar urgentemente o que vou chamar de “realismo monetário”. Precisa baixar a Selic forte como fizeram outros países. Reduzir em 0,75% vai sinalizar para os agentes econômicos que a bússula do governo brasileiro mostra o mesmo norte que a do resto do mundo. Ou seja, vê os mesmos perigos e usa as mesmas ferramentas ou até inova – até porque tem estoque de medidas clássicas a tomar antes de querer reinventar a roda. Dar essa sinalização na Selic, à esta altura do campeonato, já é pouco. Tecnicamente a redução já deveria ter começado há muito tempo, principalmente se diante da “marolinha” o BC pretende ser, como sempre, gradualista.
    Neste particular, diria que, a partir de agora, investir forte em infraestrutura, educação e saúde, direcionando parte dos abundantes recursos outrora usados para pagar elevados juros, seria uma política muito promissora para o nosso futuro imediato.
    Vamos adotar uma meta imaginária de rebaixamento da Selic em até 50% em dois anos. O próximo governo não estaria assumindo em condições extraordinárias de conjuntura macroeconômica?
    Aliás, esta seria a melhor contribuição que o governo poderia fazer para aumentar a oferta de crédito no varejo bancário, inclusive com impacto positivo na redução das taxas na ponta, que são ainda mais salgadas do que a Selic.
    A Selic (13,75% anuais) é baba para os padrões monetários do Brasil. Na ponta do varejo, pode-se encontrar taxas de até 300% ao ano. Um absurdo. Temos coisas como 12% ao mês no rotativo do cartão de crédito; média de 190% ao ano no cheque especial. 70% ao ano para capital de giro no desconto de títulos, etc. Assim, onde podemos chegar, em comparação com o resto do mundo?
    Acho que o Brasil vai sentir menos a “marolinha”, em parte, porque vivemos uma crise de crédito. E o Brasil já tem o crédito muito escasso em comparação com outros países. Brasil (36% do PIB); Chile (70% do PIB), México (80% do PIB), EUA (100% do PIB), Japão (mais de 100% do PIB). Agora, se não concordam com a visão aqui defendida, devem, pelo menos, concordar com a necessidade de por um fim da era dos juros altos. Sem um enquadramento dos juros não teremos força para escapar da gravidade, neste salto que podemos dar para o futuro. Nunca antes neste país isto foi tão claro, necessário e tão possível como agora. Mas tudo isso, se quisermos segurar a inércia de crescimento que estávamos vivendo quando a crise estourou. Do contrário, tudo terá sido apenas mais uma bolha e estaremos de volta ao velho stop and go de sempre.

  23. Ressalvando o direito a dizer
    Ressalvando o direito a dizer qualquer coisa, exponho minha curiosidade: Karl Ziimmeerrmmaann é o pseudonimo de quem?

  24. Eu também acho que temos
    Eu também acho que temos todas as condições de superar a crise econômica, e mais se tivessemos um Política Monetária correta, que não provocasse o déficit em conta corrente que esta aí, nem estaríamos passando por esta desaceleração, muito pelo contrário.

    Mas acontece que estamos pagando pelo grandes erros do COPOM na condução da Política Monetária.

    O ex-presidente do FED, já fez a sua auto-crítica, o que ajudou e muito a afastar qualquer tentativa de se manter o livre mercado, e abriu as portas para se encontra a solução, via intervenção nos mercados e uma política fiscal de aumento de gastos públicos.

    Mas aqui no Brasil o COPOM continua irredutível, em achar que existe uma pressão de demanda sobre os preços, mesmo forte queda demanda interna e externa, talvez ela venha de outro planeta, só pode ser.

    Aqui na Terra o problema é a possível depressão econômica, ou seja uma queda do PIB mundial de mais de 1O%.

  25. Falando em baizer a Selic e
    Falando em baizer a Selic e Banco Central, fica meio dificil governar um pais com dois governos na area economica: Governo Federal e Banco Central. E opostos, por sinal.

  26. Imagine um investidor
    Imagine um investidor estrangeiro que tenha dinheiro no bolso, em qual país ele vai investir?

    na Russia? com aquele presidente com cara de louco, um collor falando russo e um país ainda com o fantasma do comunismo pairando a cada dia?

    Na ìndia, com aquele caldeirão fervilhante de etnias que estão sempre dispostos a entrar na bala, com o paquistão fungando no pescoço e ambos países com a bomba ?

    Na China, com trabalho escravo de crianças, sem respeitar leis ambientais sem qualquer respeito por leis trabalhistas?

    Ou no Brasil, onde não existem guerras, não existem brigas internas, o trabalho é respeitado por leis, e um país onde se pode cultivar qualquer tipo de cultura. Corrupção, tudo bem, mas os paises de cima não ficam atrás do Brasil. Percebam que semana passada a unica bolsa que respirou com alivio foi a brasileira. O momento não é facil, mas tudo conspira a nosso favor.

  27. A esta altura do campeonato
    A esta altura do campeonato penso que sou o único a pensar que é preciso ter dinheiro para investir. A outra alternativa hyperinflacionária me dá azia.

    Mas com os vampiros do Banco Central sugando a aorta da economia brasileira já não resta muito estoque de sangue na economia.

    Desta forma concluo, vamos direto pro caixão.

  28. O que me intriga é a
    O que me intriga é a incrivelmente grande margem de erro dos economistas.
    Ao invés de PREVISÃO deveria ser PRÓ-VISÃO

  29. Todo mundo espera um corte
    Todo mundo espera um corte nos juros. Mas eu ainda acho que o BC não vai fazer isso. Eles estão doidinhos para pular fora do barco e farão de tudo para serem demitidos do cargo.

  30. Tranquilamente poderíamos
    Tranquilamente poderíamos dizer que nem da China virá uma pressão de demanda.

    Quase todo mundo já sabe, mas falta os membros do COPOM, se ele não ficar sabendo não adianta nada todo mundo ficar sabendo, ainda com os juros da Selic em 13,75%, se tivesse em 10%, até que tanto faz, mas estão quase em marte.

    Será que o COPOM já recebeu os dados da Balança Comercial Americana, de novembro de 2008,
    ou que Britânica BG, uma das principais sócias da Petrobrás no pré-sal, vai investir em torno de US$ 4 bilhões apenas na área de Tupi nos próximos três anos,
    ou os números do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Na contramão do que era esperado, o órgão elevou as estimativas de produção e estoque final da safra 2008/09 americana.

  31. Aos que apenas se informam
    Aos que apenas se informam lendo jornais brasileiros e TVs e têm pesadelos dia e noite, vejam o que a BBC Brasil publica hoje:

    Atualizado às: 13 de janeiro, 2009 – 11p9 GMT (09p9 Brasília)

    Investidores em imóveis vêem Brasil como 2º mercado mais atraente

    Pesquisa indica predisposição maior por investimentos em 2009
    Uma pesquisa feita entre membros de uma associação americana de investidores estrangeiros em imóveis indica o Brasil como o segundo destino mais atraente para seus investimentos em 2009.
    Segundo a pesquisa da Associação de Investidores Estrangeiros em Imóveis (Afire, na sigla em inglês), 16% dos seus membros consideram o Brasil como o país que oferece a melhor oportunidade para apreciação de capital.

    O Brasil subiu dez postos no ranking em relação à mesma pesquisa realizada no ano anterior, desbancando a China do segundo posto de mercado mais atraente para os investimentos em imóveis.

    Com a crise de crédito que derrubou os preços dos imóveis, os Estados Unidos permanecem como o destino prioritário dos investimentos estrangeiros em imóveis, com 37% das preferências dos membros da Afire.

    A Grã-Bretanha, outro país cujo mercado imobiliário vem sofrendo com a crise econômica, pulou do nono para o quarto lugar na preferência dos investidores.

    A Índia, que no ano passado era o terceiro destino preferencial dos investimentos em imóveis, caiu para quinto neste ano.

    Financiamento em alta

    A 17ª pesquisa anual da Afire também indica uma predisposição maior de financiadores e investidores por um aumento nos investimentos neste ano em relação a 2008.

    Segundo o levantamento, agências de crédito hipotecário dizem planejar um aumento de 54% na concessão de crédito global e de 58% no crédito nos Estados Unidos.

    Os investidores em ativos planejam aumentar sua atividade em 40% globalmente e em 73% nos Estados Unidos.

    O levantamento foi feito no último quadrimestre de 2008 entre 200 membros da associação. Segundo a Afire, os investidores consultados no levantamento detêm cerca de US$ 1 trilhão em suas carteiras de investimentos em imóveis.

    Segundo o presidente da Afire, C. Maclaine Kenan, os membros da associação adotaram uma postura mais cautelosa no ano passado, por conta das dúvidas em relação à economia e sobre o valor real dos imóveis.

    “Ao esperar fundamentos mais favoráveis ao investimento em 2009, nossos membros devem agir mais agressivamente para fazer aquisições”, afirmou.

  32. “6. Os efeitos sociais da
    “6. Os efeitos sociais da crise serão amenizados pelas políticas de transferência de renda, pelo aumento real do salário mínimo e pelo auxílio-desemprego.”

    O aumento real do salario minimo pode aumentar ainda mais o desemprego, piorando ainda mais os efeitos da crise.

    O salário mínimo tem peso apenas na Previdência e no emprego público.

  33. “O salário mínimo tem peso
    “O salário mínimo tem peso apenas na Previdência e no emprego público.”

    Aé, então vai contratar uma empregada domestica pra vc ver.

    Vai haver desemprego em massa de domésticas?

  34. Caro Ed,quando será que a
    Caro Ed,quando será que a burguezia(da qual tudo indica,você faz parte)vai começar a pensar diferente do que pensa ainda hoje,quando conforme seu ponto de vista,o aumento do salário mínimo,e assim como de todos os salários,geraria mais desemprego?
    Meu caro,o aumento real do poder de compra,via aumento dos salários.viria de encontro a um aumento geral do consumo,por parte desta camada de novos a ávidos consumidores,colocando em funcionamento a roda da economia,que só gira quando tem consumo,que gera produção,que gera abertura de novos postos de trabalho,que aumenta as encomendas à indústria,que gera mais emprego,que gera mais consumo,que gera o aumento do meio circulante,que gera… Entendeu?

  35. “Vai haver desemprego em
    “Vai haver desemprego em massa de domésticas?”

    Domésticas é um exemplo do grupo de trabalhadores que recebe de acordo com o salario minimo.
    Então, respondendo a sua duvida, quanto maior for salario minimo maior será o desemprego desse grupo

  36. Relatório do Credit Suisse
    Relatório do Credit Suisse emitido em dezembro/08 prevê crescimento baixo do PIB em 2009, 1,3%, leve recessão no primeiro semestre deste ano, com recuperação paulatina a partir do quarto trimestre de 2009, e volta a uma taxa de crescimento de 3,5% em 2010.

    Ou seja, uma freada violenta com relação ao crescimento dos anos anteriores, mas bem mais leve que na Europa ou nos EUA, e recuperação já no final do ano.

    O Brasil é um dos países que menos irão sentir a crise mundial; está muito bem colocado para aproveitar a retomada a partir de 2010 e ser um ator de destaque; desde que tenha uma visão estratégica bem-definida e não se contente em surfar na onda do crescimento mundial, como foi o caso nos anos anteriores à crise.

  37. Rai:
    “Caro Ed,quando será que
    Rai:
    “Caro Ed,quando será que a burguezia(da qual tudo indica,você faz parte)vai começar a pensar diferente do que pensa ainda hoje,”
    Eu defendo as domesticas e ainda levo ferro…

    “Meu caro,o aumento real do poder de compra,via aumento dos salários viria de encontro a um aumento geral do consumo,(…),que gera mais emprego,que gera mais consumo,que gera o aumento do meio circulante,que gera… Entendeu?”

    Solução para o crescimento economico: Aumentar o salario minimo!!!
    Rai, queria ainda ter sua pureza no coração, mas depois que comecei a estudar economia vi que as coisas não são simples assim.

  38. O conceito de crise eh sempre
    O conceito de crise eh sempre relativo: uma pequena fatia da populacao nunca passa crise e pelo contrario a crise vira oportunidade.
    Nos Eua a crise da maioria da populacao eh sensivel e estrutural, a mesma crise nos paises perifericos seria resolvida a moda do FMI, com mais deflacao, ma agora o mesmo FMI para ajudar os Eua promove politicas super expansionistas. Da serie tudo eh relativo, depende de quem manda e detem o poder.

    Aproveitando da posicao do dolar por enquanto os Eua fazem de conta q o resto do mundo vai arcar com a maior parte dos custos engulindo papel dolar.
    Com o Obama provavelmente o unilateralismo vai ser desfarcado melhor.

    No Brasil a elite indigena q nao sofre a minima crise, via funcionarios otarios dos media e jornais esta alimentando e rezando pq aconteca a maior crise da historia.
    Essa elite quer acabar com Lula e com qualquer perspectiva de crescimento, para continuar a exercer o monopolio da riqueza, poder e da moral de forma solitaria e paternalista.
    De fato a situacao do Brasil comparada com a maioria dos paises eh ainda confortavel, como Lula observa aq a discussao eh a taxa de crescimento, em outros lugares a taxa de recessao.
    O Presidente Lula pode ate non ser o unico economista a merecer o reconhecimento mas com certeza eh um verdadeiro politico nacionalista e preocupado com o crescimento de todos.
    Sendo q poderia dar certo os media se preocupam de informar o povao q a crise eh horrivel, arruinadora.

    A caida das esportacoes e dos precos das commodities, e um excesso de vendas de carros (fracos e superprotegidos) puxado por excesso de dividas estilo Eua, (as montadoras nao querem aumentar os salarios mas vender a precos astronomicos endividando) com as dificulades em geral de credito (incluindo os otarios especuladores) causam obviamente turbolencias e reducao da producao (como diz Patrus Ananias imediata demissao dos trabalhadores para manter os lucros).
    Mas considerada a nao grande abertura do Brasil, a desvalorizacao do cambio, os imensos recuros tb ociosos e a potencialidade do mercado interno e de investimento o pais tem capacidade de reacao e o vinculo esterno nao deveria virar um drama. (E nem seria errado moderar o consumo via endevidamento e improdutivo para aumentar a capacidade produtiva).

    Uma informacao obietiva deveria evidenciar q o Brasil eh inevitavilmente atingido de forma colateral pela profunda crise causada pelo modelo Eua, mas de forma um pouco menor q outros.
    E q tem tudo pra vir a ser um grande pais como quer e acredita Lula.
    Mas a elite q nao sofre a crise prega a maior crise possivel, para os outros, e quer acabar com Lula e o governo popular que pretendem dar dignidade a umo slogan como Brasil pais de todos. Pra eles novela das oito e futebol sao suficientes para dar moral ao povao. Amen.

  39. é preciso que vc dê a opção
    é preciso que vc dê a opção de enviar seus artigos por e-mail. eu conheço muita gente que é papagaio de telejornal e acredita na imparcialidade da revista semanal.

  40. ainda nao me acostumei ao
    ainda nao me acostumei ao novo blog,ta meio descentralizado.nassif,vai fazer algo para minimizar isso?

    [b]por que todas as reformas vem para piorar?[/b]

  41. Nassif, no Paraná, as
    Nassif, no Paraná, as montadoras e o sindicato dos metalúrgicos conseguiram fechar um acordo através do qual salvaram milhares de empregos. Será que a GM não poderia fazer o mesmo, não? Não será esse o ‘caminho das pedras’ para enfrentar a crise sem que tenhamos um grande aumento da taxa de desemprego?

    Notícia:

    Montadoras de automóveis do Paraná e o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba conseguiram evitar demissões no setor com a suspensão de contratos de trabalho. O sindicato firmou acordos com a Volvo, Renault, Nissan, Volkswagen e Audi.

    Só na Renault, foi evitada a dispensa de 1.000 empregados neste mês, informou o sindicato. Nesse período, os metalúrgicos recebem bolsa de qualificação profissional, paga pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), e uma ajuda compensatória da empresa, sem natureza salarial.

    De acordo com o sindicato, os acordos, que tranquilizam os cerca de 10 mil metalúrgicos do Estado, garantem a manutenção do nível salarial líquido dos trabalhadores, asssim como a computação dos cinco meses de suspensão do contrato para o pagamento de férias, 13º salário e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

    Outro mecanismo adotado pelo sindicato foi de recusar a realização de homologações e recisões de contratos de trabalho dos empregados sem que as montadoras justifiquem as demissões e demonstrem que a decisão foi tomada após exaustivas negociações.

    O trabalhador deve ser avisado com antecedência, e todas as possíveis alternativas à demissão devem ser discutidas, como a implantação do banco de horas, as férias individuais e as coletivas.

    http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200901131937_ABR_77752120

  42. Nassif, finalmente o governo
    Nassif, finalmente o governo acordou para o fato de precisa exigir contrapartidas das empresas que pegam empréstimos do setor público para investir e que, mesmo assim, demitem funcionários a ‘torto e a direito’.

    Notícia:

    Lupi: empresa com recurso do FGTS tem de manter empregos

    O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou nesta terça-feira que o governo estuda adotar medidas para que as empresas que tomarem financiamentos com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) dêem contrapartidas sociais, como a manutenção dos empregos. As que não cumprirem essa exigência podem ser vetadas em novos empréstimos.

    Ao comentar os dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontou redução de 0,6% no nível de emprego na indústria em novembro de 2008, o ministro ressaltou a importância de as empresas darem garantias de contrapartidas pela utilização de recursos públicos para investimentos.

    “Não pode o governo brasileiro investir bilhões, colocar dinheiro público para ajudar as empresas a saírem de dificuldades e elas continuarem demitindo. Ou essas empresas assumem o compromisso de não demitir ou o governo terá que refazer as linhas de financiamento”, disse Lupi.

    http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200901131921_ABR_77752034

  43. Mídia e
    Mídia e crise

    Projeto:
    Reação em cadeia para explodir (virtualmente) o mundo ocidental cristão.
    Motivo:
    Afinal de contas é muito preto e índio e padre comunista no cargo de presidente.
    Risco:
    Eles podem querem fazer valer seus mandatos.

    Agora falando sério: Esta crise, que não era nossa esta sendo adotada pela mídia. Interesses locais cá ou lá, sempre têm. O preocupante é que a maioria dos analistas econômicos não tinham emprego nos últimos 20 anos se não estivessem alinhado com “consenso de Washigton” neoliberalismos, privatizações, livre mercado, etc. Ainda são os mesmo analistas, mas numa conjuntura onde o Estado passou a ser o principal jogador, onde a China passa ter importância própria (a exemplo do pacote de consumo chinês para aumentar o consumo interno, não publicado pela imprensa local e ocidental), onde o Brasil passa a jogar como ancorado com as reservas feitas na base do superavit primário, com um Mercosul ativo que aumenta a importações e exportações com o Brasil, diminuindo o peso com o comércio estadosunidense. O México que era o ponta de lança do Nafta e ALCA para américa latina tem perguntado se tem uma vaguinha para ele no Mercosul. A Rússia, ao seu jeito tem sua política própria. A índia é muito atrelada aos Estados Unidos e Inglaterra, mas tem criado um poder de consumo interno respeitável, também ao seu estilo de vida.
    O maior problema não é que eles não veêm. Eles não coseguem acreditar no que veêm. Não dão importância àquilo que não faz parte da visão de mundo (chama-se isso de ideologia) deles.
    O mundo está mudando, mas é mais fácil mudar o mundo do que a opinião de uma pessoa. Mas o mundo é redondo e gira!

    Os indicadores econômicos estão também estão contaminados com a lógica do século passado. Basta ver o “risco país” hoje, considera a nota 0 (sem risco), a econômia estadusunidense:
    Risco País Argentina 1.636,00
    Risco País Brasil 443,00
    Risco País México 370,00
    Estes dados interferem na decisão dos investidores. Mas depois do subprime parecem ser tão precisos quanto à tabela apresentada pelo Delfim Neto
    Analistas econômicos com informações só da Europa e EUA vão anunciar o fim do mundo de segunda à sexta.
    É urgente índices do ponto de vista do BRIC ou Mercosul do mercado produtivo (tabelinha do Banco Central não vale!), em contraposição ao J. Morgan.

    I don t speak englis, but… Leitão é PIG, né!?

  44. Elwood (16:27)

    Quero lhe dar
    Elwood (16:27)

    Quero lhe dar os parabéns por seu comentário.

    Quanto ao comentário do Ed, ele se entregou totalmente, sugiro mudar de faculdade (faça cinema na Faap com pós em filme de terror), e se você só paga um SM pra sua empregada, não passas de um explorador.

    Pra terminar, alguns comentarista neste espaço dizem que o Brasil está em RECESSÃO.

    NASSIF, POR FAVOR, O QUE CARACTERIZA UM ESTADO DE RECESSÃO ?. É só completar, please.
    Uma economia é considerada em recessão quando……..

  45. Outra pergunta
    Outra pergunta Nassif:

    Quando o governo diminui o IPI dos carros, ele não deveria ter pedido uma contra-partida ? Tipo, sem demissão no período ? Os temporários tudo bem, faz parte do Contrato de Temporário.

    Devia sim.

  46. Da Agência Petrobras de
    Da Agência Petrobras de Notícias

    http://www.agenciapetrobrasdenoticias.com.br/materia.asp?id_editoria=8&id_noticia=6051

    Abreu e Lima autorizada a construir dutos para ligar refinaria a Suape

    Publicada em 13/1/2009 16:50:04

    A ANP – Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, concedeu, conforme publicação no Diário Oficial da União de 9 de janeiro último, autorização para a Petrobras construir a faixa de dutos que ligará a Refinaria Abreu e Lima ao Porto de Suape, ao Terminal da Transpetro e às companhias distribuidoras localizadas no Complexo Industrial e Portuário do Suape, no município de Ipojuca, região metropolitana de Recife.

    Serão instalados 12 dutos de diâmetros distintos em uma faixa de, aproximadamente, 9 km de extensão e 50 m de largura. A licença abrange os dutos que transportarão óleo combustível, nafta, óleo diesel para as companhias distribuidoras, óleo diesel para navios, GLP, diluente e efluentes de navios petroleiros a serem tratados na refinaria.

    O início das obras está previsto para o primeiro semestre deste ano e terá duração de 2 anos.

    O investimento é da ordem de R$ 650 milhões e serão gerados 2000 empregos no semestre de maior demanda da obra.

  47. Da Agência Estado divulgado
    Da Agência Estado divulgado pelo Último Segundo do IG

    http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/01/13/bg+anuncia+investimento+de+us+4+bi+no+pre+sal+3326943.html

    BG anuncia investimento de US$ 4 bi no pré-sal
    13/01 – 12:35 – Agência Estado
    A britânica BG, uma das principais sócias da Petrobrás no pré-sal, vai investir em torno de US$ 4 bilhões apenas na área de Tupi nos próximos três anos. A informação foi dada ontem pelo secretário de Desenvolvimento do Rio de Janeiro, Julio Bueno, que participou ontem de almoço entre o governador Sérgio Cabral, os principais executivos mundiais da companhia e o presidente da BG no país, Armando Henriques.

    ……….Ainda segundo Bueno, a BG informou que o volume de investimentos será destinado à instalação do projeto piloto de Tupi, previsto para entrar em operação em 2010, além de outros equipamentos necessários para colocar a área em produção. A previsão, que já havia sido divulgada pela Petrobrás, é de que Tupi produzirá 100 mil barris por dia com a entrada do projeto piloto.

  48. Nassif:

    Lí todos os
    Nassif:

    Lí todos os comentários até aqui, mas um não quer calar! Até pela assertividade e por apresentar um lado que nunca tinha passado pela minha cabeça.
    Qual sua opinião sobre o post do Oda Nobunaga:

    “Todo mundo espera um corte nos juros. Mas eu ainda acho que o BC não vai fazer isso. Eles estão doidinhos para pular fora do barco e farão de tudo para serem demitidos do cargo.”

    É.

    É plausível?

  49. Nassif, o site do ‘Estadão’
    Nassif, o site do ‘Estadão’ publicou um ‘Mapa do colapso econômico, social e institucional no mundo’.

    Bem, eu vi coisas nesse Mapa que até Deus duvida… eles criaram uma escala (de 0 a 100… é uma espécie de ‘termômetro’) e quanto mais pontos um país tem mais próximo ele está de um colapso econômico, social e institucional.

    O Brasil tem um índice de 67.6… Já a Islândia, que quebrou totalmente, tem um índice de 20.9. Já os EUA, epicentro da crise e onde 1,5 milhão de trabalhadores perderam seus empregos nos últimos 3 meses e o governo teve que estatizar e ajudar boa parte do sistema financeiro do país, tem um índice que não é nem metade do brasileiro, de 32.8.

    Eu fico imaginando quem foi o autor desse mapa tão ridículo. Ele deve ter sido feito pelo Maguila, o ex-boxeador que, durante um certo período de tempo, chegou a fazer comentários sobre Economia num antigo e extinto programa do SBT.

    http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowEspeciais!destaque.action?destaque.idEspeciais=699

  50. Uma projeção da equipe do
    Uma projeção da equipe do Obama para o fundo do poço, esta na figura 1 um grafico, taxa de desemprego na America, (http://www.docstoc.com/docs/3486860/Obama-Stimulus-Job-Impact-Report). O pico maximo estaria em junho de 2010 sem plano de recuperação (sem pacote) e outra curva do desemprego( com pacote de recuperação ou investimentos no governo de Obama) com pico maximo antes do final de 2009. Em 6 anos(2014) estaria no nível novamente do inicio de 2008.
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    atencao!

  51. Quanto maior a complexidade
    Quanto maior a complexidade de um sistema, maior a sua entropia. 95% da riqueza mundial é hoje financeira, em forma de bonos, ações, contratos futuros, saldos em contas correntes e outros instrumentos financeiros que não tem nenhum respaldo a não ser o eletrônico. A inimaginável quantidade de transações eletrônicas diarias que acontecem no mundo inteiro, a interligação mundial desses sistemas, a utilização do dólar como moeda de reserva internacional, a criação irrestrita de dinheiro por parte dos bancos centrais, mais os riscos geopolíticos, podem detonar um caos total que paralizaria os sistemas finaceiros do mundo inteiro. As características desta crise são muito mais profundas, e terão efeitos muito mais duradouros e brutais do que a maioría imagina. Não se trata da redução da demanda mundial, da queda das commodities, ou do aumento da taxa de desemprego. O que está a beira do colapso é o sistema monetário eletrônico mundial.

  52. Do Estadão Quarta-Feira, 14
    Do Estadão Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2009
    http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090114/not_imp306824,0.php

    Michelin vai recorrer ao BNDES para nova fábrica
    Alberto Komatsu, RIO

    A fabricante francesa de pneus Michelin pretende recorrer ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para viabilizar um investimento de cerca de US$ 200 milhões para a construção da quarta fábrica da empresa no Rio, em Itatiaia, no sul do Estado. A informação é do presidente da Michelin para a América do Sul, Luiz Fernando Beraldi. De acordo com ele, apesar do anúncio do novo investimento, não está descartada a hipótese de demissões no Brasil e em outras partes do mundo.

    “(A crise) traz uma preocupação, mas nós temos de nos preparar para o futuro. Uma fábrica como essa vai começar a rodar no segundo semestre de 2011. Não sei quanto tempo vai durar a crise, mas certamente não vai durar para sempre”, afirmou Beraldi………….

    ……A crise provocou uma queda de demanda por pneus da Michelin. A empresa suspendeu temporariamente sua produção por meio de férias coletivas de 20 dias para três mil funcionários em suas três fábricas no Rio. A produção ficou paralisada de 15 de dezembro a 5 de janeiro para a companhia ajustar sua produção. Segundo Beraldi, a possibilidade de demissões será analisada com o fim das férias coletivas, com base no comportamento do mercado………..

    …….O investimento anunciado oficialmente ontem pela Michelin vai gerar 200 empregos diretos. ….
    ………A Michelin tem outras três fábricas no Rio, duas delas localizadas também em Itatiaia. Uma unidade produz cabos de fio de aço e a outra, pneus de passeio para exportação. A fábrica mais recente fica em Campo Grande, na zona oeste da capital fluminense, inaugurada em fevereiro de 2008, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O investimento foi de US$ 200 milhões.

    A fábrica de Campo Grande gerou 400 empregos diretos e é responsável pela produção de pneus de grande porte para máquinas de mineração e terraplenagem. A capacidade de produção dessa unidade é de 400 mil toneladas por ano.

  53. Na vida quase tudo tem
    Na vida quase tudo tem contradição, não tem jeito.

    Vamos lá, esse negócio de queda dos preços da commódities, ele tem seu lado negativo para a economia brasileira, que o a dificldade de equilibrar as contas externas e queda da renda dos exportadores de commodities, que reduz o potencial de investimento.

    Mas por outro ela permitiu uma situação e totalmente benéfica, que é uma maxidesvalorização do real. sem inflação, a queda do preços das commodities tem sido tão grande que pode até causar deflação em real.

    A valorização do real é totalmente real, toda vez que se tentou a maxidesvalorização ocroreu uma inflação no Brasil que reduziu o ganho de parte da maxidesvalorização.
    Agora está sendo diferente, em geral os custos de muitos setores são praticamente os mesmos, de quando o dólar estava as R$ 1,60.

    O potencial para substitur as importações e até mesmo para aumentar as exportações é muito grande.

    Os salário, os custo de energia, não vão se alterar em reais, ainda tem setores em que está ocorrendo deflação em real aumentando ainda mais o ganho da subido do dólar no Brasil, tanto para competir com os imprtados como até para exportar.

    Está é uma situação nova nunca aconteceu antes, vamos aguardar.

  54. Creio que ainda é cedo para
    Creio que ainda é cedo para avaliar as consequência da crise econômica, mas é preciso lembrar que está crises tem componetes inéditos.

    Já existe um boa rede de proteção social pelo menos em relação as crises anteriores,no caso o Bolsa Família, este é um ponto.

    O outro ponto é que caso ocorra o pior, ou seja uma queda do PIB e perda de milhões de emprego, o Brasil não escapará de uma deflação, ou seja valorização do poder real da moeda.

    Neste caso aqueles que conseguirem manterem o emprego e a renda, irão aumentar o poder de compra, no caso os empregados que não forem demitidos, os funcionários públicos e aqueles que já recebem o Bolsa Família.
    Está é uma situação a considerar, além de não piorar, pode até melhorar pelo menos para esta camada da população.

  55. Creio que não tem jeito, em
    Creio que não tem jeito, em função das caracteríticas desta crise, e o fato de o Brasil ter reservas cambiais que no momento são equivalentes a quase 20% do PIB e ter reduzido significativamente a dívida pública em relação ao PIB, mesmo diante de uma recessão, O Brasil saíra em melhores condições que em crise econômicas anteriores.

    Apenas considero que não há mínima necessidade de passar pelo caminho doloroso e perveso do desempredo e da recessão.

    Reduzindo bruscamente os juros da Selic aparecerão o equivalente a quase 5% do PIB para aumentar os investimentos públicos, hoje qualquer eventual execesso de demanda seria facilmente contido, com aperto de liquidez, em função de haver pressão de demanda externa.

    Ou se vende aqui no mercado interno ou não se vende, isto é fato. Não á mínima necessidade de utilizar os juros da Selic para controlar a demanda interna, basta que ele seja positivo, ainda.
    Caso o COPOM demore mais um pouco nem isto será preciso.
    Uma eventual recessão obrigará a praticar juros da Selic negativos.

  56. Seguindo a lógica dos
    Seguindo a lógica dos “economistas”, só vejo uma solução para evitar o desemprego em massa das domésticas: A volta da escravidão

  57. Ótimo o comentário do Juliano
    Ótimo o comentário do Juliano Guilherme, um soco no estômago da pequena burguesia e seus pensamentos diminutos.

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