Painel internacional

Obama chega a Copenhague para conversas sobre o clima

O presidente Obama, dos EUA, chegou em Copenhague na manhã de sexta-feira, concentrado em aplicar uma combinação de força e charme pessoal para conseguir um acordo sobre as alterações climáticas envolvendo cerca de 200 países. Ele se introduz em uma negociação multilateral que tem sido muito mais caótica e controversa do que o previsto – congelada pelas divisões de longa data entre as nações ricas e pobres e um legado de desconfiança em relação aos Estados Unidos, que há muito se recusa a aceitar os limites obrigatórios para as emissões dos seus gases do efeito estufa. Obama, que tinha programado se encontrar brevemente com os delegados da conferência pouco depois de sua chegada, ao invés disso entrou numa reunião a portas fechadas com um grupo de colegas líderes para discutir o anteprojeto de uma declaração política que esperam produzir na Dinamarca. Os países representados incluem a Austrália, Grã-Bretanha, França, Dinamarca, Alemanha, Japão, China, Etiópia, Bangladesh, Brasil, Rússia, Índia, México, Espanha, África do Sul, Coréia do Sul, Noruega e Colômbia.

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E mais:

Tesouro dos EUA estuda saída do programa de estímulos

Setor bancário britânico ficou mais estável

BC do Japão mantém taxa perto de 0 e “não tolerará” deflação

PIB irlandês sobe 0,3%, mas crise persiste


Tesouro dos EUA estuda saída do programa de estímulos

The Wall Street Journal

O governo dos EUA continua mantendo relutantemente consideráveis investimentos em um punhado de companhias automobilísticas e instituições financeiras, mas espera sair dessas posições nos próximos anos, diz um alto funcionário do Departamento do Tesouro nesta quinta-feira. “O papel do governo como acionista é gerenciar seu investimento, e não dirigir a empresa”, disse o secretário-assistente Herbert Allison Jr. em comentários preparados antes de um painel na Câmara (dos deputados). Allison, que supervisiona o programa de resgate do governo de US$ 700 bilhões, disse que o programa tem sido bem sucedido. “A confiança no nosso sistema financeiro melhorou, o crédito está fluindo e a economia está crescendo”, disse. Ainda assim, o governo ainda detém investimentos consideráveis no Citigroup, American International Group e as montadoras Chrysler e General Motors. Allison disse que o governo quer se desfazer dessas propriedades “tão logo for possível”, e estabeleceu um cronograma público para cada uma das empresas.

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Setor bancário britânico ficou mais estável

BBC NEWS

O sistema financeiro do Reino Unido se tornou “significativamente mais estável ao longo dos últimos seis meses”, informou o Banco da Inglaterra. A instituição disse que a situação tinha melhorado na esteira dos esforços para apoiar o setor, tais como o programa de flexibilização quantitativa e taxa de juro a 0,5%. No entanto, disse que os bancos comerciais ainda tinham de fazer mais para melhorar a sua estabilidade de longo prazo. O Banco está gastando 200 bilhões de libras no programa, para impulsionar o crédito no setor bancário, e está usando dinheiro novo para comprar ativos de bancos e outras empresas, de forma a estimular tanto os empréstimos bancários como a economia em geral. Os comentários dos bancos vieram na última edição bienal do Relatório de Estabilidade Financeira, que coloca toda a atual avaliação da força do setor financeiro e as formas de melhorá-lo no futuro.

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BC do Japão mantém taxa perto de 0 e “não tolerará” deflação

O Banco do Japão manteve as taxas de juro em 0,1% e os formuladores de política disseram que serão intolerantes às quedas de preços, em meio aos sinais de que a deflação pode comprometer a recuperação econômica. O comitê de política “não tolerará uma taxa anual de variação do CPI (índice de preços ao consumidor) igual ou abaixo de zero”, afirmou o banco central em comunicado hoje em Tóquio, após a decisão unânime de taxa. Os títulos subiram com o alerta de hoje sobre os preços, sinalizando ser improvável que o banco central aumentar as taxas até a volta da inflação na segunda maior economia do mundo. O presidente do BC, Masaaki Shirakawa, e seus colegas se abstiveram de revelar mais ações políticas, preferindo observar os efeitos do programa de empréstimos de 10 trilhões de iene (US$ 111 bilhões) aprovado há duas semanas, depois que o governo pediu que o BC fizesse mais para combater a deflação.
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PIB irlandês sobe 0,3%, mas crise persiste

The Wall Street Journal

A Irlanda saiu da recessão no terceiro trimestre, mas muitos analistas advertiram que grandes obstáculos ainda ameaçam a recuperação econômica do país. O Produto Interno Bruto irlandês subiu 0,3% no terceiro trimestre em relação ao trimestre anterior, disse o Gabinete Central de Estatística nesta quinta-feira, mostrando que em termos técnicos o país emergiu da recessão. No entanto, o produto nacional bruto – uma medida mais estritamente observada pelos economistas irlandeses, que exclui os lucros das multinacionais baseadas no país registrou um acentuado declínio. Esse número caiu 1,4% em termos reais de julho a setembro, comparado com a queda de 0,5% no segundo trimestre. “A Irlanda não está em segurança ainda”, disse a consultoria Capital Economics. “Ela ainda enfrenta obstáculos consideráveis e a atividade provavelmente vai se contrair em 2010 e 2011 como um todo.

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