Painel internacional

Zapatero diz que Espanha pode emprestar dinheiro à Atenas

ELPAIS.COM

“Zapatero está onde deveria estar”, repetiam ontem os porta-vozes de Moncloa (sede do governo espanhol). Com um destacado presidente permanente do Conselho Europeu, o belga Herman Van Rompuy, e dois pesos-pesados da União Europeia (UE), o francês Nicolas Sarkozy e a alemã Angela Merkel, sem renunciarem ao protagonismo, a margem de manobra de José Luis Rodríguez Zapatero como presidente em exercício da UE é escassa. Atribuir o papel de arquiteto do acordo alcançado ontem seria manifestamente excessivo, mas, ao contrário de outras ocasiões, o chefe do Governo espanhol aprovou ontem um papel ativo e não evitou se comprometer, mesmo que isso significasse algum risco. Zapatero disse que a solução para a crise grega deve ser “fundamentalmente europeia“, mas considerou “aceitável” o envolvimento do FMI, que no acordo final seria “substancial”. Para que seu discurso fosse crível, Zapatero se comprometeu a participar dos empréstimos bilaterais que a maioria dos países do Eurogrupo, não todos, farão à Grécia. Fontes de Moncloa dizem que o montante poderá ser em torno de 2 bilhões de euros, com o percentual podendo chegar a 12,2% do PIB, embora o texto aprovado refira-se ao capital determinado pelo BCE que, no caso espanhol, é um pouco superior a 8%. Para aqueles que duvidam que a Espanha, com um déficit de 11,4% do PIB, possa assumir este encargo, como fez ontem o próprio líder da oposição, Mariano Rajoy, Zapatero recordou que “não se trata de dar dinheiro à Grécia, mas conceder empréstimos que serão devolvidos com juros, e alegou que a dívida espanhola, que chegará a 66% do PIB este ano, ainda está 20 pontos abaixo da média da UE.

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Moedas de emergentes vão subir, diz analista

As moedas de mercados emergentes vão render mais do que a de seus pares das nações avançadas este ano, com o crescimento das economias em desenvolvimento ultrapassando a do mundo industrializado, de acordo com Investec Asset Management. O peso mexicano, o rublo da Rússia e o ringgit malaio vâo liderar os ganhos enquanto os níveis cambiais permanecerem baratos, dadas as perspectivas de recuperação, disse em entrevista telefônica Werner Gey van Pittius, gestor financeiro de Londres, que ajuda a administrar cerca de US$ 65 bilhões de ativos na Investec. O peso do México, que subiu 24% desde o recorde de baixa em março de 2009, ainda está negociando 16% abaixo do nível anterior ao colapso do Lehman Brothers em setembro de 2008, e que provocou a crise financeira global e o pior abrandamento econômico do mundo desde o Grande Depressão. O rublo está 14% inferior ao nível pré-crise, após ganhar 2,4% este ano. “Temos um viés (positivo) de longo prazo em moedas de mercados emergentes e acredito que, em média, eles vão superar a cesta de moedas dos mercados desenvolvidos“, disse Van Pittius. “Os mercados emergentes como um grupo têm mais recursos naturais, mão de obra mais jovem e barata e muito mais espaço para ganhos de produtividade que os países desenvolvidos”. As moedas de mercados emergentes se recuperaram do fundo do poço no ano passado, ao mesmo tempo em que os recordes de taxas baixas de juros nos EUA, Europa e Japão incentivam os investidores a contrair empréstimos em dólares, euros e ienes para investir em mercados de alto rendimento, no processo conhecido como carry trade.

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É muito tarde para dividir Jerusalém?

TIME.com

O contestado destino de Jerusalém há muito sintetizou o impasse no processo de paz do Oriente Médio, e durante as duas últimas semanas tem centralizado uma rara rixa diplomática entre Israel e os EUA. Mas, mesmo com a administração Obama e o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se estranhando sobre a exigência dos EUA para que Israel se abstenha de anunciar novos projetos de construção na zona ocupada de Jerusalém Oriental a fim de permitir as negociações de paz, a disputa sobre as terras, no momento em que Israel amplia o controle da cidade e os palestinos recuam, é o ponto de combustão no receituário. O pavio está seco em Jerusalém”, diz um diplomata ocidental. “A movimentação israelense no território tem sido fonte de tensão, e no lado palestino a atmosfera também está se incendiando. É insensato prever uma explosão, mas uma pequena faísca pode causá-la“. Jerusalém é apenas uma de uma série de difíceis questões de “status final” a serem negociadas, em busca da solução para dois Estados – outras incluem (o local) onde traçar as fronteiras, o destino dos colonos (israelenses) e dos refugiados palestinos que fugiram de suas casas em Israel em 1948 e foram impedidos de regressar, segurança e direitos sobre a água.

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Mercados em desenvolvimento são menos arriscados

Jerome Booth, chefe de pesquisa da Ashmore Investment Management, uma empresa que se concentra em mercados emergentes, explica por que os investidores deveriam aumentar significativamente suas alocações de ativos nesses mercados. Ele também explica que os mercados emergentes são apenas lugares onde o risco é consignado. Booth diz que a Grécia tem mais grande risco de default soberano este ano do que qualquer outro mercado emergente. Em entrevista à Forbes, Booth diz que investe e gerencia ativos como dívida soberana em dólar, títulos públicos e privados e infra-estruturas mobiliária. Para Booth, a crise grega não afeta tanto os mercados emergentes, pois o grau de risco dos ativos desses mercados é bem menor que o dos títulos públicos da Grécia.

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Esbanjando com marketing, AB InBev contrata Madonna e Pussycat Doll

A cervejaria Anheuser-Busch InBev hospedou Madonna e a Pussycat Doll Nicole Scherzinger em seu camarote da Brahma e colou cartazes nas ruas do Rio de Janeiro durante o carnaval do mês passado, como parte de uma campanha publicitária. Mais conhecida por sua cultura de corte de custos, a fabricante da Budweiser e Stella Artois manteve os gastos de marketing enquanto a percentagem das vendas chegava perto dos níveis de 2008 no ano passado, enquanto as concorrentes SABMiller e Heineken cortavam. O presidente executivo Carlos Brito, que voa em classe econômica, impulsionava gastos com publicidade em 20% para US$ 1,4 bilhão no último trimestre do ano passado. Esse aumento veio em detrimento do lucro, com a companhia belga errando as estimativas dos analistas em cerca de 7%. “Nunca houve qualquer dúvida de que Brito e sua equipe são os melhores cortadores de custos do setor, a questão era se eles poderiam simultaneamente construir marcas”, disse Matthew Jordan, chefe de pesquisa da Matrix Corporate Capital de Londres. O aumento do marketing “coloca a AB InBev na vanguarda da corrida da indústria para a reconstrução da publicidade e promoções.” Nascido no Brasil, Brito – presidente executivo da InBev desde 2005 e ex-chefe da Cia. de Bebidas das Américas, ou AmBev supervisiona uma equipe de gestão com abordagem orçamentária de base zero – onde cada despesa deve ser justificada a cada ano. Depois de pagar ou refinanciar a dívida de 2008 da compra de US$ 52 bilhões da Anheuser-Busch, a maior cervejaria do mundo está, pela primeira vez, dando toda a atenção para o crescimento de suas marcas.

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