26 de junho de 2026

Salário mínimo perde poder de compra desde impeachment

Levantamento do Dieese mostra que ganho real do piso nacional ficou abaixo da inflação em três dos últimos sete anos
Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

O poder de compra do salário mínimo pago no Brasil perdeu força desde o impeachment da presidente Dilma Rousseff, com o ganho real ficando abaixo da inflação em pelo menos três dos últimos sete anos.

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Desta forma, o piso salarial nacional – que tinha acumulado um ganho real de 77% até 2016 – praticamente não saiu do lugar: em sete anos, o reajuste salarial foi de 47,94%, para uma inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de 44,66%, gerou um ganho real ao trabalhador de apenas 2,27%.

Assim, os trabalhadores com renda próxima ao valor do salário mínimo foram os mais afetados pela queda do poder de compra.

“A inflação vem acumulando alta em 12 meses, desde o segundo semestre de 2020, como resultado basicamente da elevação dos preços de três grupos de itens que compõem os orçamentos familiares: alimentação e bebidas, transportes e habitação”, destaca o Dieese, em levantamento que analisa o histórico recente do salário mínimo.

Em 1º de janeiro, o salário mínimo brasileiro passou a ser de R$ 1.302,00, um reajuste de 7,42% – considerando o INPC acumulado de 5,93% no ano passado, o ganho real para o trabalhador foi de 1,41%.

“Nada mais justo e correto que fossem compensados com algum ganho real de salário (via aumento real do salário mínimo) para enfrentar 2023, mas o aumento de 1,41% é insuficiente para colocar o piso salarial nacional em rota de recuperação, como ocorria até 2016”, destaca a instituição.

Confira abaixo a íntegra do relatório técnico elaborado pelo Dieese sobre a evolução do salário mínimo.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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